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ANUÁRIO. Em parceria com

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Academic year: 2021

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OIL SECURITY

PERSPECTIVES

2018

Em parceria com

ANUÁRIO

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Programa FLAD Segurança Energética FLAD Energy Security Program

Rua do Sacramento a Lapa, 21 1249-090 LISBOA

Tel: (351) 21 393 58 00

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O que é Segurança Energética?

A Agência Internacional de Energia (AIE) define a

segurança energética como «uma disponibilidade

física ininterrupta por um preço que é acessível,

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Petróleo

S

e 2016 foi o ano do mercado livre de petro leo, em 2017 começamos a assistir ao regresso do mercado cartelizado. Em 2014, a OPEP realizou a decisa o histo rica de competir no mercado, com o intuito de na o perder quota e convicta do eminente claudicar dos produtores norte-americanos, sem ter de reduzir a sua produça o. Essa experie ncia findou no iní cio de 2017 e presentemente o mundo vive sob o acordo de reduça o de produça o mais abrangente vivido desde 2008. Com efeito, a decisa o da OPEP e de onze produtores na o-OPEP para cortar a produça o nos primeiros seis meses de 2017 levou a um aumento nos preços do petro leo. Ate ao momento da concretizaça o do acordo, os preços continuavam a aproximar-se dos US $ 30/bbl. Esta era uma situaça o indeseja vel para todos os produtores, mas certamente muito apreciada pelos consumidores.

Os impactos orçamentais da queda dos preços do petro leo foram significativos tanto para as empresas estatais – que usam estas receitas para financiamento de polí ticas sociais -, como tambe m para o sector privado. Para os paí ses da OPEP, as receitas de exportaça o caí ram para US $ 450 mil milho es em 2016, bem abaixo dos US $ 1,2 trilio es faturados em 2012, causando grandes esforços orçamentais (no caso da Ara bia Saudita) e, em alguns casos, dificultando situaço es polí ticas (veja-se o caso da Venezuela).

Por sua vez, o investimento global no sector do petro leo e ga s caiu 25% em 2015 e outros 26% em 2016, uma tende ncia que atravessou tanto as grandes empresas, como tambe m as independentes. Em 2017, verificaram-se sinais modestos de recuperaça o, devido ao maior investimento dos Estados Unidos.

1. EUA lideram revolução petrolífera

Mas se e verdade que os preços caí ram, tambe m aconteceu o mesmo com os custos: segundo a base de dados da consultora Rystad Energy, parceira do Programa Segurança Energe tica FLAD, os custos globais na produça o de petro leo diminuí ram 15% em 2015 e 17% em 2016.

E neste ponto, mais uma vez os EUA surpreenderam: as reduço es de custos chegaram aos 30% em 2015 e 22% em 2016. Eis um indicador claro de que muitos produtores americanos sa o capazes de inovar na efi-cie ncia operacional para aumentar a produça o num ambiente preços baixos.

Com efeito, a capacidade dos EUA para desbloquear novos recursos energe ticos de forma econo mica e inovadora ira fazer com que o aumento da produça o combinada de petro leo e ga s seja 50% maior em

MAIN INSIGHTS: na próxima década, a bacia Atlântica, do Norte ao Sul, tornar-se-á na maior fonte produ-tora de petróleo do mundo. Os EUA estarão na frente desta mudança (fornecendo 80% do novo crude mundial), a par do Brasil. O cartel da OPEP e a Rússia verão o seu petro-poder recuperar, mas considera-velmente diminuído face ao exercido até 2013, o ano da ascensão do shale oil americano. O mercado asi-ático consolidar-se-á como a fonte de maior consumo. Incertezas sobre o comportamento do preço do barril permanecerão.

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2025, face ao ponto de comparaça o com os valores de 2010.

Segundo a Age ncia Internacional de Energia (AIE), este e um desempenho ine dito no mundo: de maior im-portador de hidrocarbonetos em 2010, os EUA passaram a ser exim-portador lí quido de ga s natural e tornar-se-a o num exportador lí quido de petro leo no final da pro xima de cada.

As projeço es da AIE, da Enrgy Information Administration (EIA) e da Rystad Energy apontam para um au-mento de 8 mb/d na produça o de shale oil dos EUA no perí odo de 2010 a 2022 (ver gra ficos a seguir) - a se concretizar este sera o maior perí odo crescimento sustentado de crude gerado por um u nico paí s na histo -ria dos mercados petrolí feros.

Por sua vez, o aumento de 630 bcm na produça o de ga s de xisto dos EUA ao longo deste perí odo de 15 anos (mudança que se iniciou em 2008) ira superar o recorde anterior da produça o de ga s.

A escala desta expansa o energe tica esta ja a gerar impactos abrangentes na Ame rica do Norte, alimentando grandes investimentos em produtos petroquí micos e outras indu strias de uso intensivo de energia.

2. Atlântico afirma-se como pilar petrolífero mundial

Outra mudança e a reordenaça o dos fluxos de come rcio internacional, dos fornecedores, como tambe m dos modelos de nego cio das empresas incumbentes.

Isto porque ha um detalhe importante no tipo de exportador petrolí fero que os EUA se ira o tornar: manter-se-a o num grande importador de crudes mais pesados, mais adequados a configuraça o de suas refinarias, mas posicionar-se-a o como um grande exportador de produtos light crude (competiça o direta com a OPEP, especialmente a Ara bia Saudita) e refinados.

Isto porque o estrangulamento da capacidade refinadora Me dio Oriente e o aumento da procura nesta regi-a o – devido regi-ao crescimento dregi-a urbregi-anizregi-açregi-a o e dregi-a intensidregi-ade energe ticregi-a dregi-a produçregi-a o petrolí ferregi-a – limitregi-am regi-a sua possibilidade de fornecimento de petro leo extra ao mercado mundial.

Poços em produção vs Preço, EUA Produção Shale Oil, 2010-2022, EUA

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Por isso, a AIE preve que, em 2040, cerca de 70% do come rcio mundial de petro leo ira ter como destino final um porto asia tico, ja que as importaço es de petro leo bruto da regia o aumentara o em 9mb/d.

Portanto, o mundo ira assistir a mudança do padra o de riscos, o que implicara uma reavaliaça o significativa da segurança do petro leo e a melhor forma de alcança -la.

Com os Estados Unidos a representarem 80% do aumento do fornecimento mundial de petro leo ate 2025 e mantendo-se a pressa o descendente a curto prazo sobre os preços, os consumidores do mundo ainda na o esta o prontos para dizer adeus a era do petro leo.

Segundo as previso es da AIE (ver gra fico seguinte), congregando as produço es dos EUA, do Canada e do Brasil, a bacia Atla ntica passa a ser a maior fonte de petro leo bruto adicional para o mercado internacional.

E como se pode verificar no gra fico seguinte, so o crescimento com-binado da produça o dos EUA e do Brasil e mais do dobro verificado na Ara bia Saudita e cinco vezes superi-or ao da Ru ssia. Se juntarmos os de Angola e Moçambique, verifica-se que o espaço luso fono-americano sera efetivamente uma das principais forças estruturantes da oferta no mercado petrolí fero mundial.

Crescimento da Produção Petróleo não-OPEP, países selecionados, 2016-2022

Fonte: Agência Internacional de Energia, 2017

Crescimento da Produção Petróleo, países selecionados, 2018-2040

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3. Crescimento da procura mundial sólido até meados da próxima década

De acordo com as previso es da AIE, o crescimento da procura em meados da de cada de 2020 continuara robusto (ver mapa a seguir). Mas depois diminuira consideravelmente depois disso, uma vez que o cresci-mento da eficie ncia energe tica e a substituiça o de combustí vel (p.e., da gasolina/diesel para o ele trico ou ga s natural) ira o findar com a predomina ncia do petro leo como a fonte de energia central para os veí culos ligeiros. Sera o outros sectores que mantera o a procura de petro leo numa trajeto ria ascendente de cresci-mento de para 105 mb/d ate 2040.

Segundo a AIE, o uso de petro leo para produzir produtos petroquí micos sera a maior fonte de crescimento, seguido de perto pelo aumento do consumo dos veí culos pesados (as polí ticas de eficie ncia de combustí vel cobrem atualmente 80% das vendas globais de automo veis, mas apenas 50% das vendas globais de cami-o es), pela aviaça cami-o e pelcami-o transpcami-orte marí timcami-o.

Na de cada de 2030, as previso es apontam para um recuo da produça o nos EUA e nas zonas na o-OPEP. Ou seja, provavelmente, nessa de cada, o mercado mundial tornar-se-a novamente mais dependente do Me dio Oriente.

4. Preço: a grande incógnita

E aqui chegamos a inco gnita do comportamento do preço. Isto significa que nos pro ximos 10 anos acentuar -se-a a necessidade contí nua de investimento para desenvolver um total de 670 bilho es de barris de novos recursos ate 2040, principalmente para compensar declí nios em campos existentes, e na o para correspon-der ao aumento da procura.

Isto colocara uma pressa o e incerteza constantes sobre os custos e os preços, a medida que os mercados de

Fonte: Agência Internacional de Energia, 2017

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fornecimento e serviços esmagara o as suas margens, com as empresas a avançarem para novos projetos mais complexos. Ou seja, anteve -se um cena rio de preços de petro leo muito elevados a partir dos finais da de cada de 2020.

Contudo, a AIE indica que se se conseguisse um aumento ainda maior da produça o de tight oil dos EUA combinado uma mudança mais ra pida para a adoça o dos carros ele tricos, seria possí vel manter os preços do petro leo mais baixos por mais tempo.

Se este cena rio se concretizasse, sera possí vel a economia mundial manter os preços dentro da banda dos US $ 50-70 / barril ate 2040.

Cena rios beneme ritos a parte, o facto e que com o crescimento da procura robusto previsto, tendo sido 2017 um terceiro ano consecutivo de baixo investimento em novos projetos convencionais, constitui indi-cador preocupante para o futuro saldo do mercado, criando um risco substancial de uma queda de nova oferta nos finais da de cada 2020.

Portanto, podemos inferir duas tende ncias a partir destes dados: que a base de rendimento dos petroEstados esta condenada no me dioprazo, apesar de se antever um pico dos preços do barril algures na de -cada de 2030; e que o aumento da frota ele trica dos veí culos ligeiros na o sera suficiente para acabar com a era do petro leo nos pro ximos 20 anos.

E de sublinhar que na eventualidade de outro perí odo de queda acentuada dos preços ainda poderia ter ainda atrasado mais as deciso es cruciais de investimento, ameaçando a recuperaça o da produça o necessa -ria.

Mas ha um lado positivo deste evento. Quando se der a recuperaça o do investimento, a indu stria estara mais eficiente e produtiva, capaz de gerar mais com menos.

Os efeitos do acordo de limitaça o da produça o da OPEP ja se fazem sentir na o so no preço (US $ 70 /bbl), como tambe m no desempenho produtivo na o-OPEP: depois de cair em 2016, pela primeira vez desde 2008, começou a aumentar, mesmo quando as reservas de petro leo e produtos derivados esta o em ní veis recor-des.

Tanto as ana lises da Rystad Energy, da AIE e da EIA apontam para um estreitamento da oferta e uma ex-pectativa de aumento dos preços. Em me dia, as previso es apontam para um mercado de 104 mb/d, sendo que o stock disponibilizado pela OPEP apenas aumenta de 32,2 mb / d em 2016 para 35,8 mb / d em 2022. A OPEP preve reservar a capacidade de produça o adicional de 1,95 mb/d neste perí odo, ou seja abaixo de 2% da capacidade produtiva dia ria. Se o stock excedenta rio for depauperado, os efeitos no preço depende-ra o do facto do investimento recupedepende-rar ou na o. Se os governos e as empresas estiverem confiantes de que os atuais projetos de produça o sera o suficientes para constituir uma almofada contra o choque de aumento da procura, a evoluça o dos preços situar-se-a dentro de intervalos conhecidos. Caso esta situaça o na o se verifique, o mundo atravessara um comportamento do preço do barril similar ao de 2008 ou mais agudo ainda.

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As varia veis das alteraço es clima ticas tambe m aqui se fazem sentir. Invernos mais frios e vero es mais quentes do que o normal no hemisfe rio norte geram picos de consumo alimentados por sistemas de clima-tizaça o que ainda usam o petro leo para o seu funcionamento.

Contudo, neste exercí cio de cenarizaça o, tambe m e preciso ter em conta que o perí odo de preços baixos de US $ 50 / barril entre 2015-2016 criou um buyer-market, fazendo com que muitos paí ses aproveitassem a oportunidade para reforçarem as suas reservas estrate gicas de crude e derivados, as quais ainda se encon-tram em ní veis recorde, como ja referido, fator que desincentivara a compra de volumes equivalentes de crude nos pro ximos anos.

Com efeito, a queda drama tica de 50% nos preços do petro leo do intervalo de US $ 100 / bbl que marcou os anos de 2011-2014 para o valor de US $ 50 / bbl em 2015-2016 gerou um efeito de crescimento signifi-cativo da procura. Os produtores de preços baixos, como a OPEP, ao na o colocar um teto na produça o, im-pulsionou o aumento do consumo de crude.

Segundo os dados da AIE, em 2015, a procura cresceu 2,0 mb/d, o maior aumento anual desde o crash fi-nanceiro de 2008. No ano seguinte, em 2016, registou-se uma nova subida de 1,6 mb/d, com um cresci-mento nos mercados maduros da OCDE, em parte devido ao inverno mais frio e a maior procura por com-bustí vel industrial.

Tendo em conta todos estes factores, a AIE preve que a procura global de petro leo devera crescer em me dia de 1,2 mb / d por ano ate 2022.

Neste cena rio, a procura da OCDE devera cair em me dia 0.2 mb/d anualmente devido sobretudo ao aumen-to da escala das melhorias da eficie ncia energe tica na mobilidade (maior penetraça o dos carros ele tricos e motores a combusta o mais eficientes).

Nos paí ses na o pertencentes a OCDE, ainda existe um grande potencial de crescimento, sendo expecta vel um aumento de 1,4 mb/d, por ano, ate 2022. A I ndia sera o grande motor deste crescimento, ao passo que a procura chinesa diminui na o so devido ao aumento de eficie ncia do sistema energe tico e de mobilidade, mas tambe m pela entrada num ciclo de crescimento mais maduro. E preciso ter em consideraça o que os u ltimos 20 anos foram marcados por altas taxas de forte crescimento da procura na China, alimentado pela ra pida industrializaça o e investimento de infraestrutura. Este e um ciclo que agora se encerra e que emer-gira uma vaga de desenvolvimento de consumo energe tico com uma taxa de aumento mais lenta.

Com efeito, os u ltimos dados mostram que a economia chinesa move-se em direça o a um perfil mais assen-te nos serviços e centrado no consumidor. Nos cinco anos aassen-te 2016, a procura petrolí fera chinesa cresceu 4,8% ao ano, em comparaça o com um crescimento de 5,5% nos cinco anos anteriores a 2011. E para o perí -odo ate 2022, a AIE preve que a procura da China crescera a uma taxa me dia anual de 2,4%.

Por sua vez, atualmente, o consumo de petro leo per capita indiano e de apenas 1,2 barris por ano. A previ-sa o e que atinja 1,5 barris por ano ate 2022. Em contraste, a China consome 3 barris per capita por ano, um volume previsto crescer para 3,5 ate 2022.

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Portanto, se na o levarmos as diferenças sociais e econo micas entre a China e a I ndia, mas apenas a dimensa o demogra fica (o paí s dos Maraja s sera mais populoso do que o Impe rio do Meio a breve trecho), verifica-se que o mercado do futuro para o crescimento do consumo do crude e o indiano.

Mas se tomarmos o mesmo racional de ana lise para outras economias emergentes de grande escala – Indone -sia, Taila ndia, Vietname, Nige ria, por exemplo -, tambe m se verificara o mesmo padra o de crescimento poten-cial, a medida que o rendimento das famí lias aumenta e adquirem a sua primeira viatura.

Portanto, na pro xima de cada, o petro leo (gasolina e diesel) sera a energia que alimentara a mobilidade social e econo mica das novas classes me dias das economias emergentes, enquanto que as economias avançadas se pautara o pelo avanço da eletrificaça o alimentada pelo ga s natural e as renova veis.

5. Consumo do petróleo só cairá nos veículos ligeiros

No que se refere ao comportamento da substituiça o do motor a combusta o pelo ele trico nas economias avan-çadas, as diversas previso es apontam na o para uma mudança no padra o da procura energe tica, mas sim numa diminuiça o gradual da taxa de crescimento do consumo dos combustí veis lí quidos. Isto porque embora sejam alcançadas economias significativas na frota de ligeiros, o mesmo ní vel de eficie ncia ainda na o sera alcançado na frota de pesados.

Ale m disso, tambe m e preciso ter em consideraça o que em 2020 entrara em vigor a limitaça o das emisso es de 0,5% de enxofre no transporte marí timo, restringindo fortemente o uso do fuel como fonte energe tica, tendo como objetivo a sua total erradicaça o do mix energe tico. A AIE estima que sera substituí do o consumo de 0,2 mb/d de fuel para GNL.

6. As quatro incertezas sobre a segurança do petróleo

Contudo, existe um conjunto de incertezas sobre como a procura de crude podera ser satisfeita de forma esta -vel e com volatilidade de preços moderada.

A primeira das incertezas e o ritmo em que os produtores de shale oil dos EUA conseguira o transformar o au-mento da atividade de perfuraça o num cresciau-mento sustenta vel da produça o.

Tanto a AIE como a EIA, como tambe m a Rystad Energy, preve em que ate ao final de 2017, a produça o sera de aproximadamente 500 kb/d superior ao ano anterior. Se os preços do barril se situarem no intervalo dos US $ 40-60/bbl, a produça o mantera o seu crescimento ate 2022, acrescentando 1,4 mb/d ao longo do perí odo. Isto e possí vel devido a acelerada curva de aprendizagem que o sector presenciou nos u ltimos 10 anos, com melhorias de eficie ncia operacional e corte de custos na ordem dos 50%.

Portanto, num cena rio em que os preços do petro leo aumentassem a um preço de US $ 80 / bbl (no momento de redaça o desta ana lise o barril de Brent ja se encontra a US $ 80 / bbl), a previsa o das diversas age ncias in-ternacionais indica que a produça o poderia subir ate 3 mb / d ate 2022.

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Os paí ses lí deres desta vaga de crescimento produtivo, para ale m dos EUA, sa o o Brasil, o Canada e o Caza-quista o, que vera o a sua produça o cumulativa subir 2,2 mb/d ate 2022. Va o colher os benefí cios das deciso es de realizaça o do investimento tomadas no inicio da queda dos preços do barril. Os stocks na o-OPEP va o cres-cer 3,3 mb/d durante esse perí odo, o que significa que estes 3 paí ses com os EUA sera o os swing producres-cers face ao cartel da OPEP.

A segunda das incertezas e o processo do regresso ou na o das sanço es contra o Ira o, um produtor de crude importante que esta a operar muito abaixo do seu potencial.

A terceira incerteza reside em dois aspetos de contexto relacionados com os EUA: se existira a introduça o do imposto de ajuste de fronteira (que impactara no custo e volume das importaço es); se existira reversa o do objetivo de eficie ncia de combustí vel de 4,5 milhas por gala o.

A quarta incerteza reside na situaça o de risco polí tico da Lí bia, da Nige ria e da Venezuela. Sa o tre s produtores importantes da OPEP, mas cuja instabilidade polí tica impede progressos na capacidade produtiva do crude. As previso es da AIE indicam que a maior parte do crescimento ate 2022 provira dos membros do Me dio Ori-ente, que suprira o 1,79 mb/d ao crescimento total da capacidade de produça o da OPEP de 1,95 mb/d.

A mudança de de cada sera marcada pela mudança do padra o dos fluxos de come rcio global. A previsa o da AIE e que as exportaço es lí quidas Paí ses da OPEP aumentara na o mais do que 0,5 mb/d. E um volume significati-vamente inferior ao crescimento incremental previsto no potencial de exportaça o do Brasil e do Canada , o qual se situa em 1,6 mb/d.

Ou seja, os produtores do Me dio Oriente va o deixar de ser os principais fornecedores das crescentes necessi-dades dos mercados asia ticos. O saldo importador da A sia ira passar de 21 mb/d em 2016 a 25 mb/d em 2022, devido ao crescimento da procura e ao declí nio na produça o regional.

A evoluça o dos fluxos comerciais evidencia a necessidade de aumento capacidade de armazenamento adicio-nal. Nos u ltimos dois anos, o excesso de oferta global criou oportunidades de come rcio e armazenamento, par-ticularmente nos paí ses na o pertencentes a OCDE, onde o aumento da procura e dos requisitos de importaça o levaram a uma acumulaça o de reservas comerciais.

MAIN CONCLUSIONS: Em suma, os dados e previsões evidenciam que a manutenção da seguran-ça do petróleo no sistema energético mundial, por diminuir o risco de surgimento de preços elevados decorrente da escassez de crude disponível para consumo, depende do aumento do investi-mento em três frentes:

Aumentar o investimento em projetos de produção

Aumentar o investimento na capacidade de armazenamento

Aumentar o investimento na melhorai da eficiência energética nos sistemas de mobilidade e de transporte baseados no combustível líquido

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NOTA

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NOTA METODOLÓGICA

A nova ordem da geopolítica mundial do petróleo e gás

O

s geo grafos organizam a visa o do mundo em regio es compartimentadas para assim caracterizar zonas espaciais que se distinguem umas das outras. Contudo, estas diviso es na o constituem ima-gens verdadeiras da realidade, porque esta o dependentes da valorizaça o que o observador faz deste ou daquele factor caracterizador.

Para o Oil Security Perspectives FLAD 201718, a fim de definir o contexto geopolí tico da segurança energe -tica dos EUA e de alguns paí ses da CPLP, procedeu-se a uma compartimentaça o do mundo com base numa u nica caracterí stica geopolí tica estruturante da dina mica de poder: o recurso energe tico petro leo e ga s. A compartimentaça o do mundo apresentada tem como base o modelo teo rico de Saul Cohen (1973 e 2003), estando dividido segundo a tipologia dominante de hidrocarbonetos existente em cada agrupamento regio-nal. Sa o distinguidos dois tipos de regio es:

As regio es geoestrate gicas, uma extensa o espacial com significado global (no presente caso, no domí nio do petro leo e ga s), suficientemente ampla para possuir caracterí sticas e funço es que tenham influe ncia mundial [na oferta mundial de hidrocarbonetos], expressa o das inter-relaço es existentes numa vasta parte do mundo, analisado em termos de localizaça o, circulaça o, come rcio e orientaço es polí tico-ideolo gicas

As regio es geoecono micas, que te m extenso es regionais, sendo uma subdivisa o da regia o geoestrate gi-cas. Expressa a unidade de caracterí sticas geogra ficas [relativas a depende ncia ou auto-suficie ncia de hidrocarbonetos]. A contiguidade de posiça o e a complementaridade dos seus recursos sa o sinais espe-cialmente diferenciadores da regia o geoecono mica.

Verificamos nesta divisa o dois grandes espaços, duas grandes regio es geoestrate gicas: a do Mundo Petrolí -fero Na Convencional (onde sa o dominantes as fontes fo sseis e tecnologias de extracça o na

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convencionais) e a do Mundo Petrolí fero Convencional (onde sa o dominantes as fontes fo sseis e tecnologias convencionais).

A regia o geoestrate gica do Mundo Petrolí fero Na o-Convencional compreende as Ame ricas, a A frica subsaaiana e Austra lia. E uma regia o praticamente coincidente com a do Mundo Marí timo Dependente do Come r-cio de Cohen (1973 e 2003). Abrange os oceanos Atla ntico, I ndico e o Pací fico.

As recentes descobertas de fontes de hidrocarbonetos na o-convencionais esta o a transformar este agrupa-mento regional de um conjunto de dependentes de petro leo e ga s para um conjunto de regio es auto-suficientes e exportadoras petrolí feras. Esta regia o geoestrate gica ja e responsa vel por 30% da produça o mundial de petro leo e ga s proveniente da exploraça o marí tima em a guas profundas e ultra-profundas e de-tera 25% das reservas de ga s natural do mundo, devido a fonte do ga s de xisto (vulgo shale gas).

A sua transformaça o em regia o produtora com escala mundial na o so gerara uma profunda reconfiguraça o das rotas comerciais, mas tambe m da presente teia mundial de interdepende ncias energe ticas.

Sendo o Atla ntico Norte uma das maiores zonas mundiais de grande tra fego comercial, estas novas desco-bertas provavelmente criara o novas rotas de transporte de hidrocarbonetos na o so no Atla ntico Norte, mas tambe m no Sul, no I ndico e no Pací fico para as regio es dependentes de hidrocarbonetos, reconfigurando a presente teia mundial de interdepende ncias energe ticas, aumentando, por exemplo, a importa ncia do Ga s Natural Liquefeito (GNL), transportado por mar, mitigando a depende ncia do ga s transportado por gasodu-to.

A Regia o Geoestrate gica do Mundo Petrolí fero Convencional e composta por duas regio es geoecono micas produtoras e duas regio es geoecono micas dependentes de petro leo externo. Sa o as regio es coincidentes as do Heartland, Europa Marí tima, A sia Marí tima e Shatterbelt do Me dio Oriente de Cohen (1973 e 2003). As duas regio es geoecono micas produtoras de petro leo sa o:

• O Heartland Petrolí fero, constituí do pela Ru ssia e os produtores do Mar Ca spio. O nu cleo desta re-gia o e a Ru ssia, um dos tre s maiores produtores de petro leo e ga s do mundo. Constituindo o Cora-ça o Continental (Heartland) do continente Eurasia tica, o seu poder energe tico assenta sobretudo na distribuiça o terrestre do ga s para as duas regio es geoecono micas petro-dependentes: o Bloco Asia tico Petro-dependente e o Bloco Europeu Marí timo Petro-dependente. Especialmente sobre este u ltimo, a Ru ssia exerce uma forte depende ncia energe tica, utilizando essa força como poder repressivo como arma polí tica sobre paí ses tra nsito do ga s natural para a Europa, como por exem-plo, a Ucra nia.

A Ru ssia concluiu o Nordstream, o gasoduto que fornece a Alemanha via Ba ltico. E tem projetado a construça o do Turskish Stream, via Mar Negro e Turquia. Existem diversos projetos de gasodutos alternativos patrocinados pela UE para transporte de ga s dos paí ses do Ca spio. Esta tambe m pre-vista a construça o de gasodutos para transporte do ga s natural russo e dos paí ses produtores do Ca spio para a China e I ndia. Esta regia o e maioritariamente constituí da por regimes autorita rios, com risco geopolí tico moderado ou elevado.

• O Shatterbelt Petrolí fero, constituí do na maioria por paí ses da OPEP (Me dio Oriente e Norte de A frica). E uma regia o geoecono mica especial, porque, segundo Cohen (2003), e uma cintura frag-mentada: «grande regia o estrategicamente situada, ocupada por um certo nu mero de Estados em conflito e refe m dos interesses opostos de grandes pote ncias contí guas». Portanto, e uma zona de constante perturbaça o geopolí tica. No conjunto, ainda exercem um forte poder sobre a oferta mun-dial de petro leo e ga s disponí vel e a formaça o do preço do barril de petro leo. Ale m disso, ainda exercem um forte condicionamento no transporte marí timo de petro leo, ja que mais de 60% tem de passar pelos chokepoints do Estreito de Ormuz, Golfo de A den e Canal do Suez, zonas afetadas por constante conflitualidade e ataques de pirataria. O Shatterbelt Petrolí fero e o fornecedor estra-te gico de petro leo do Bloco Europeu Marí timo Petro-dependenestra-te e cada vez mais do Bloco Asia tico Petro-dependente, e cada vez menos da zona do Novo Petro leo Ocidental. Com efeito, os EUA, tor-naram-se em 2014 os maiores produtores de petro leo e ga s do mundo, sendo prevista a sua auto-suficie ncia em 2020. Se a esta tende ncia juntarmos a produça o da regia o do Novo Petro leo Marí ti-mo, verificamos que o atual poder mundial do Shatterbelt Petrolí fero, como do Heartland Petrolí fe-ro ve -se desafiado pelo Mundo Petfe-rolí fefe-ro Na o-Convencional.

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sa o:

• A Europa Marí tima Petro-dependente, com uma elevada depende ncia fornecimento de ga s da Ru s-sia (como ja mencionado), dos fornecedores do Ma r Ca spio, Me dio Oriente e Norte de A frica. A ex-ceça o da Esco cia e da Noruega, produtores excedenta rios de petro leo e gas no Mar do Norte, o Blo-co Europeu Marí timo Petro-dependente e extremamente dependente de fornecedores localizados no Shatterbelt Petrolí fero e no Heartland Petrolí fero. Embora com perspetivas de produça o petrolí -fera no Mediterra neo Oriental, a oposiça o polí tica e pu blica europeias a exploraça o do ga s de xisto, e as limitaço es da produça o baseada em energias renova veis, anteve em que a Europa manter-se-a exposta em elevado grau ao fornecimento externo de hidrocarbonetos. A ascensa o das regio es do Novo Petro leo Marí timo e do Novo Petro leo Ocidental abrira o novas perspetivas na o so de diversi-ficaça o de fornecimento, mas tambe m de oportunidades de cooperaça o na inovaça o tecnolo gica a ní vel da geologia e engenharia que permitira o desbravar fontes alternativas de combustí veis fo s-seis.

• O Bloco Asia tico Petro-dependente, com destaque para a crescente consumo da I ndia e da China. Com efeito, esta u ltima tornou-se o maior importador mundial de petro leo em Setembro de 2013, tomando o lugar que os EUA ocupavam ha quatro de cadas, desde o 1º Choque Petrolí fero. Igual-mente crescenteIgual-mente dependente do Shatterbelt Petrolí fero e do Heartland Petrolí fero, o Bloco Asia tico Petro-dependente testa a diversificar a sua captaça o de reservas para as regio es do Novo Petro leo Marí timo e do Novo Petro leo Austral. A China e a I ndia te m estado muito ativas na entra-da na exploraça o no I ndico (Moçambique, Tanza nia e Que nia), na A frica Ocidental (Angola) e no Brasil. Quanto a este u ltimo, tem revelado alguma apreensa o a crescente presença das estatais chi-nesas (Sinopec, CNOOC) no pre -sal brasileiro, manifestando receios de domí nio da China na explo-raça o petrolí fera, em concorre ncia com a Petrobras. Atente-se que recentemente o Brasil fez ques-ta o de «planques-tar» a Bandeira da Naça o na plaques-taforma continenques-tal do pre s-sal. Por sua vez, a China tem aumentado cada vez a sua presença ativa no Shatterbelt Petrolí fero, com destaque para a pre-pondera ncia crescente no Iraque. Entretanto, dada a avidez de petro leo e ga s do Bloco Asia tico Pe-tro-dependente, e tambe m expecta vel que se tornem um dos grandes importadores da regia o Novo Petro leo Ocidental. Portanto, o Bloco Asia tico Petro-dependente sera , de certa forma, um competi-dor ou um cooperante do Bloco Europeu Marí timo Petro-dependente no acesso a reservas de hi-drocarbonetos.

Por sua vez, a Regia o Geoestrate gica Mundo Petrolí fero Na o-Convencional e composta maioritariamente por democracias esta veis e relativamente esta veis, de baixo ou moderado risco geopolí tico, conforme os dados do Worldwide Governance Indicators, do World Bank. Nesta regia o, uma parte importante das reser-vas petrolí feras te m a particularidade de estarem localizadas no territo rio e em paí ses costeiros, ou total-mente rodeados por mar (Austra lia). No limite, estamos perante um mundo marí timo dos hidrocarbonetos. A regia o geoestrate gica do Mundo Petrolí fero Na o-Convencional subdivide-se em tre s regio es geoecono mi-cas produtoras petrolí feras, cada uma com o seu nu cleo:

A do Novo Petro leo Ocidental, composta pelos EUA e Canada . O nu cleo desta regia o geoecono mica e os EUA, dado o enorme poder energe tico baseado nas recentes reservas de ga s e petro leo de xisto (na o convencionais), possibilitadas pela inovaça o tecnolo gica, que assegurara o a autossufi-cie ncia energe tica em 2020, passando assim de maior importador de petro leo mundial para um dos tre s maiores produtores, segundo as previso es da Energy Information Administration. O Canada e um fornecedor importante de petro leo baseado nas areias betuminosas. As previso es apontam para importantes reservas de petro leo e ga s de xisto na tambe m na Argentina (Ame rica do Sul). Esta regia o esta localizada, do lado Atla ntico, junto a uma regia o dependente de petro leo (Bloco Europeu Marí timo Petro-dependente), e do lado Pací fico tambe m podera fornecer, por via marí tima, o Bloco Asia tico Petro-dependente. Com efeito, neste momento, encontra-se prevista a construça o de 17 terminais de GNL nas duas costas dos EUA, com a finalidade de exportar este hidrocarboneto.

E previsí vel assim a criaça o de duas novas rotas comerciais marí timas gasí feras. Ale m disso, os EUA esta o a aproveitar a nova abunda ncia de petro leo e ga s na o so para se reindustrializarem, mas tambe m para exportar a tecnologia de exploraça o de hidrocarbonetos na o-convencionais,

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utilizando o seu poder cientí fico-tecnolo gico para diminuir a influe ncia geoecono mica russa base-ada no fornecimento de ga s natural. Por exemplo, a China, potencial detentora de reservas signifi-cativas de shale gas e um dos principais dependentes da Ru ssia, ja esta a desenvolver cooperaça o com os EUA para a exploraça o daquela fonte energe tica.

• A do Novo Petro leo Austral, composta pela Austra lia, sendo esta o seu nu cleo. A sua importa ncia prende-se com as enormes reservas existentes de petro leo e ga s de xisto. Localizado no sul da A sia-Pací fico, rodeado por mar, o continente australiano posiciona-se, a me dio prazo, como um importante fornecedor de petro leo e ga s para o Bloco Asia tico Petro-dependente.

A do Novo Petro leo Marí timo, composta pelas Caraí bas, parte dos EUA (Golfo do Me xico), Ame ri-ca Central (Me xico), Brasil e A friri-ca Subsaariana, Ocidental e Oriental. O nu cleo desta regia o geoe-cono mica e o Brasil, que ja e praticamente autossuficiente energeticamente devido a s gigantescas reservas de hidrocarbonetos localizadas nas a guas profundas e ultra-profundas, a qual tambe m e classificada como na o convencional devido a formaça o geolo gica onde se encontra (pre -sal) e a tecnologia inovadora utilizada na sua extraça o, criada pela Petrobras em conjunto com as empre-sas de serviços de petro leo e ga s (OFS). A Petrobras tem como um dos seus objectivos exportar esta tecnologia para a exploraça o do pre -sal da A frica Ocidental, dado que os dois continentes partilham a mesma plataforma continental. Portanto, o elemento cientí ficotecnolo gico e estrate -gico para a projeça o do poder brasileiro na sua zona de influe ncia do Atla ntico Sul.

Conve m referir que 50% das novas descobertas de hidrocarbonetos realizadas na u ltima de cada esta o loca-lizadas na regia o geoecono mica do Novo Petro leo Marí timo, em paí ses de lí ngua portuguesa (Brasil 25%, Moçambique 20% e Angola 5%). Moçambique destaca-se por possuir uma das maiores reservas de ga s na-tural do mundo, sendo considerado um «2º Qatar». Ale m do Brasil, no Atla ntico Sul, esta regia o integra os dois maiores produtores africanos subsaarianos de petro leo (Angola e Nige ria) e um dos maiores produto-res africanos de ga s natural (Guine Equatorial). Sendo assim, a regia o do Novo Petro leo Marí timo posiciona-se como uma das principais fornecedoras, no Atla ntico, do Bloco Europeu Marí timo Petro-dependente, mas tambe m do Bloco Asia tico Petro-dependente, na o so por via do I ndico, mas tambe m do Atla ntico Sul. Com efeito, as empresas estatais chinesas te m realizado aquisiço es agressivas de reservas de hidrocarbonetos na A frica Subsaariana, no Atla ntico Sul brasileiro, angolano e nigeriano e no I ndico moçambicano.

Este constitui o modelo de dina mica de poder geopolí tico da segurança energe tica global , o qual conjugado com a ana lise dos relato rios e dados da AIE, EIA e da Rystad Energy, serviu de base a elaboraça o do Oil Se-curity Perspectives 2018.

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OIL SECURITY

PERSPECTIVES

2018

Em parceria com

ANUÁRIO

Referências

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