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Ministério Público Federal

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Academic year: 2021

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(1)

F

ORÇA

TAREFA

“OPERAÇÃO

L

AVA JATO”

EXCELENTÍSSIMO JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA/PR

Distribuição por dependência aos Autos nº 5052459-95.2017.4.04.7000 (inquérito policial), 5043865-92.2017.4.04.7000 (busca e apreensão criminal), 5024798-44.2017.4.04.7000 (quebra bancária e fiscal), 5024802-81.2017.4.04.7000 (quebra telefônica), 5026339-15.2017.4.04.7000 (quebra telemática) e nº 5049557-14.2013.404.7000 (Inquérito Bidone).

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio dos Procuradores da República signatários, no exercício de suas atribuições constitucionais e legais, vem perante Vossa Excelência, com base nos documentos anexos e nos autos em epígrafe, com fundamento no art. 129, I, da Constituição Federal, oferecer DENÚNCIA em desfavor de:

JOSÉ ANTÔNIO DE JESUS [JOSÉ ANTÔNIO], brasileiro, casado, aposentado, filho de Maria de Lourdes Araújo e de Augusto Fonseca de Jesus, nascido em 19/09/1955, CPF 102.528.605-78, residente na Rua Socrates Guanaes Gomes, 167, ap. 301, Cidade Jardim, Salvador/BA, atualmente preso na Superintendência de Polícia Federal em Curitiba/PR;

JOSÉ ROBERTO SOARES VIEIRA [JOSÉ ROBERTO], brasileiro, casado, empresário, filho de MARIA SOARES VIEIRA e de Valdivino Miranda Vieira, nascido aos 03/12/1970, inscrito no CPF sob o nº 570.801.515-20, residente na Rodovia BA 99, condomínio Alphaville, Litoral Norte 2, Lote 12, Casa 15, bairro Abrantes, Camaçari/BA;

ADRIANO SILVA CORREIA [ADRIANO CORREIA], brasileiro, casado, engenheiro civil, filho de Derivaldo Queiroz Correia e Terezinha da Silva correia, nascido aos 18/01/1973, natural de Itabaiana/SE; inscrito no CPF sob o nº 654.644.435-68, residente na rua Dr. Silvio Cabral de Santana, nº 655, condomínio Atlantic Blue, Quadra 02, Lote 19, Bairro Aruana, em Aracaju/SE; LUIZ FERNANDO NAVE MARAMALDO [LUIZ MARAMALDO], brasileiro, casado, empresário, filho de Nelson Cortonesi Maramaldo e de Clara da Nave Maramaldo, nascido aos 18/12/2963, inscrito no CPF sob o nº 083.287.078-10, com endereço na Rua Deputado Laércio Corte, 1465, Apartamento 31, Paraíso do Morumbi, São Paulo, São Paulo, CEP 05706-290 e na Rua Ernest Renam, 723, Bloco 2, Apartamento 306, Paraisópolis, São Paulo, São Paulo, CEP 05659-020.

(2)

SUMÁRIO

I. INTRODUÇÃO...2

II. IMPUTAÇÕES...5

III. DA CORRUPÇÃO PASSIVA E ATIVA (FATOS 01 E 02):...9

IV. LAVAGEM DE CAPITAIS:...14

IV.1. DOS CRIMES ANTECEDENTES:...14

IV.1.1. Cartel, Fraude às Licitações, Corrupção, Lavagem de Ativos...14

IV.1.2. Corrupção ativa e passiva:...16

IV.2. LAVAGEM DE CAPITAIS:...16

IV.2.1. LAVAGEM DE CAPITAIS - PESSOA JURÍDICA INTERPOSTA: JRA TRANSPORTES...18

IV.2.2. LAVAGEM DE CAPITAIS - PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA INTERPOSTAS: ADRIANO CORREIA e QUEIROZ CORREIA LTDA...20

IV.3. LAVAGEM DE CAPITAIS–DEPÓSITOS FRACIONADOS EM CONTAS BANCÁRIAS DE TERCEIROS (FATOS 05 A 13):.22 IV.3.1.LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – setembro/2010...23

IV.3.2. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – outubro/2010...24

IV.3.3. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – outubro/2010...25

IV.3.4. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – outubro/2010...26

IV.3.5. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – outubro/2010...28

IV.3.6. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – novembro/2010...29

IV.3.7. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – janeiro/2011...31

IV.3.8. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – julho/2011...32

IV.3.9. LAVAGEM DE ATIVOS: Transferências bancárias fracionadas – agosto/2011...33

IV.4. LAVAGEM DE CAPITAIS: AQUISIÇÃO DE BENS EM NOME DE TERCEIRA PESSOA...34

V. CAPITULAÇÃO:...35

VI. REQUERIMENTOS FINAIS...37

ROL DE TESTEMUNHAS...38

I. INTRODUÇÃO

Esta denúncia decorre da continuidade da investigação1 que visou apurar diversas estruturas paralelas ao mercado de câmbio, abrangendo um grupo de doleiros com âmbito de atuação nacional e transnacional.

1 A presente denúncia decorre de investigações policiais realizadas principalmente nos seguintes autos, relacionados ao presente feito: 5049597-93.2013.404.7000 (Interceptaçao telefonica e telematica específica de YOUSSEF, distribuído por dependência em 08/11/2013); 5027775-48.2013.404.7000 (Quebra de sigilo bancario de MO CONSULTORIA E LAUDOS ESTATISTICOS LTDA, WALDOMIRO DE OLIVEIRA, EDILSON FERNANDES RIBEIRO, MARCELO DE JESUS CIRQUEIRA); 5007992-36.2014.404.7000 (Quebra de sigilo bancario e fiscal (GFD INVESTIMENTOS, LABOGEN QUIMICA FINA, INDUSTRIA DE MEDICAMENTOS LABOGEN, PIROQUIMICA COMERCIAL, KFC HIDROSSEMEADURA, EMPREITEIRA RIGIDEZ, RCI SOFTWARE, RMV & CVV CONSULTORIA EM INFORMATICA, HMAR CONSULTORIA EM INFORMATICA, MALGA ENGENHARIA LTDA, COMPANHIA GRACA ARANHA RJ PARTICIPACOES SA e BOSRED SERVICOS DE INFORMATICA LTDA); 5001446-62.2014.404.7000 (Pedido de busca e apreensao/prisao principal - OPERACAO BIDONE); 5014901-94.2014.404.7000 (Pedido de prisao preventiva e novas buscas - OPERACAO BIDONE 2); 5021466-74.2014.404.7000 (Pedido de busca e apreensao/conduçao coercitiva - OPERACAO BIDONE 3), 5010109-97.2014.404.7000 (Pedido desmembramento); 5073475-13.2014.404.7000 (em que deferidas as buscas e apreensões sobre as empreiteiras e outros criminosos); 5028308-36.2015.404.7000 (busca e apreensão ANGRA3)

(3)

A investigação inicialmente apurou a conduta do “doleiro” CARLOS HABIB CHATER e pessoas físicas e jurídicas a ele vinculadas, ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-deputado federal JOSÉ MOHAMED JANENE e as empresas CSA Project Finance Ltda. e Dunel Indústria e Comércio Ltda., sediada em Londrina/PR. Essa primeira apuração resultou na ação penal nº 5047229-77.2014.404.7000, em trâmite perante este r. Juízo.

A partir de monitoramento de comunicações telefônicas, descobriu-se que HABIB mantinha intenso contato com ALBERTO YOUSSEF para consecução de seus propósitos criminosos.

Com a investigação de ALBERTO YOUSSEF (núcleo BIDONE), evidenciou-se uma organização criminosa voltada para a prática de delitos contra a administração pública no seio da PETROBRAS. Em razão disso, foi proposta a ação penal nº 5026212.82.2014.404.7000, que tratou da lavagem de dinheiro dos recursos desviados da REFINARIA ABREU E LIMA pela empresa CAMARGO CORREA, na qual imputou-se a PAULO ROBERTO COSTA, ex-diretor de abastecimento da PETROBRAS, a prática de lavagem de dinheiro oriundo de crimes contra a Administração Pública e participação na organização criminosa liderada pelo doleiro ALBERTO YOUSSEF.

Com o aprofundamento das investigações, desvelou-se a existência de um gigantesco esquema criminoso voltado para a prática de crimes contra a PETROBRAS S/A.

Nesse contexto, eram cometidos delitos contra a ordem econômica, corrupção e lavagem de dinheiro, com a formação de um grande e poderoso Cartel do qual participaram as empresas OAS, ODEBRECHT, UTC, CAMARGO CORREA, TECHINT, ANDRADE GUTIERREZ, MENDES JÚNIOR, PROMON, MPE, SKANSKA, QUEIROZ GALVÃO, IESA, ENGEVIX, SETAL, GDK e GALVÃO ENGENHARIA. O funcionamento deste cartel de empresas implicou na fraude da competitividade de diversos procedimentos licitatórios referentes a grandes obras contratadas pela PETROBRAS.

As investigações se desenvolveram em camadas, de modo que hoje já se tem por certo que os diversos envolvidos se especializaram em quatro núcleos de atuação, sendo que cada um dos núcleos dá suporte a atuação dos demais: a) O núcleo político2; b) O núcleo econômico3; c) O

núcleo administrativo4, d) O núcleo financeiro5.

2 O núcleo político é formado principalmente por parlamentares e ex-parlamentares que, utilizando-se de suas agremiações partidárias, indicavam e mantinham funcionários de alto escalão da PETROBRAS e em outras entidades e órgãos públicos, recebendo vantagens indevidas pagas pelas empresas (componentes do núcleo econômico) contratadas pela Administração Pública Direta e Indireta.

3 O núcleo econômico era formado por empresas que pagavam vantagens indevidas a funcionários de alto escalão das entidades da Administração Direta e Indireta e aos componentes do núcleo político, por meio da atuação dos operadores financeiros, para manutenção do esquema.

4 O núcleo administrativo era formado pelos funcionários de alto escalão da Administração Direta e Indireta, os quais eram indicados pelos integrantes do núcleo político e recebiam vantagens indevidas das empresas cartelizadas, componentes do núcleo econômico, para viabilizar o funcionamento do esquema.

5 O núcleo financeiro era formado pelos operadores tanto do recebimento das vantagens indevidas das empresas cartelizadas integrantes do núcleo econômico como do repasse dessa propina aos componentes dos núcleos político e administrativo, mediante estratégias de ocultação da origem desses valores.

(4)

Desvelou-se que o complexo esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado não se restringiu à PETROBRAS, mas alcançou também a subsidiárias integrais da companhia, dentre elas a PETROBRAS TRANSPORTES S/A – TRANSPETRO, estatal responsável pelo transporte e logística do combustível no país, além de operações de importação e exportação de petróleo e derivados.

Ao que indicam as provas, bem como as revelações do então Presidente da TRANSPETRO SÉRGIO MACHADO e do executivo da NM ENGENHARIA, LUIZ MARAMALDO, o qual celebrou acordo de colaboração com o MPF, o esquema criminoso na TRANSPETRO se estruturou em complemento àquele instalado na PETROBRAS, ou seja:

a) núcleo administrativo, formado por gestores da TRANSPETRO, dentre eles SÉRGIO MACHADO e JOSÉ ANTÔNIO, que ocuparam seus cargos por indicação político-partidária e que, nessa condição, praticaram ilegalidades e arrecadaram propinas em razão de contratos celebrados em benefício de determinadas empresas, conforme orientação direta ou indireta dos políticos que os apadrinharam;

b) núcleo econômico, formado por empresas e empresários que, para obterem contratos na TRANSPETRO, pagaram vantagens indevidas a diretores e gerentes da estatal e aos políticos responsáveis pela indicação e manutenção dos mesmos em seus cargos;

c) núcleo financeiro, formado por operadores e intermediários que se encarregaram de articular os vários núcleos do grupo criminoso e, particularmente, de receber as vantagens indevidas das empresas beneficiadas com os contratos e repassá-las aos beneficiários finais com a adoção de estratégias de ocultação de sua origem ilícita, através do uso de diversas empresas e pessoas, manipulando sobretudo dinheiro em espécie;

d) núcleo político, formado por políticos responsáveis pela indicação e manutenção em seus cargos dos diretores e funcionários de alto escalão da TRANSPETRO que, sob suas orientações, diretas ou indiretas, cometeram ilegalidades que viabilizaram o funcionamento do esquema.

Assim, tanto na PETROBRAS, sociedade controladora, como na TRANSPETRO, sociedade controlada, os cargos foram distribuídos no interesse do Partido dos Trabalhadores – PT, do Partido Progressista – PP e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB com o objetivo de arrecadação de propinas.

Acrescente-se que, nos mesmos moldes do ocorrido na PETROBRAS, há evidências do funcionamento de um cartel de empresas atuante na TRANSPETRO integrado, ao menos, pelas seguintes pessoas jurídicas: QUEIROZ GALVÃO, UTC, POLLYDUTOS, EGESA, MULTITEK e NM ENGENHARIA.

(5)

Como dito ao norte, LUIZ MARAMALDO firmou acordo de colaboração premiada com o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, devidamente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, revelou que a NM ENGENHARIA se cartelizou em licitações para obter contratos com a TRANSPETRO e para que seus interesses fossem atendidos, efetuou o pagamento de vantagens indevidas para o então Presidente da TRANSPETRO SÉRGIO MACHADO, que se incumbiu de arrecadar propina destinada a integrantes do PMDB, e também para o então Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste JOSÉ ANTÔNIO, que dizia arrecadar propina em nome do Partido dos Trabalhadores.

As colaborações premiadas de SÉRGIO MACHADO (Petição 6.325/DF) e LUIZ MARAMALDO (Petição 6302/DF) foram objeto de homologação perante o Supremo Tribunal Federal, o qual, diante da conexão dos fatos com as investigações e ações penais em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou a remessa dos fatos relacionados ao pagamento de vantagens indevidas para JOSÉ ANTÔNIO no interesse do Partido dos Trabalhadores a esse I. Juízo6.

II. IMPUTAÇÕES

Em datas não precisadas, entre meados de junho e julho de 2009 e 11 de março de 2014, o denunciado JOSÉ ANTÔNIO, então Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da TRANSPETRO, solicitou, para si e para integrantes dos Partidos dos Trabalhadores, vantagem indevida de LUIZ MARAMALDO, executivo da NM ENGENHARIA, por 63 (sessenta e três) vezes em razão de licitações e contratos firmados entre a NM ENGENHARIA e a TRANSPETRO, no importe de 1% do valor dos contratos.

Por sua vez, LUIZ MARAMALDO em razão dos contratos que a NM ENGENHARIA mantinha na TRANSPETRO e dos aditivos e licitações de interesse da empresa na estatal, negociou com JOSÉ ANTONIO e, ao final, ofereceu e prometeu vantagens indevidas para o Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da TRANSPETRO, no importe de 0,5% das avenças e aditivos, para que este praticasse atos de ofício, comissivos e omissivos, que garantissem a boa execução dos contratos da NM ENGENHARIA na subsidiária da PETROBRAS. JOSÉ ANTÔNIO, aceitou a promessa e recebeu vantagens indevidas, por 63 (sessenta e três) vezes, em razão de 49 (quarenta e nove) contratos e 14 (quatorze) aditivos, no importe de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), pagas por LUIZ MARAMALDO.

(6)

Em consequência da promessa e da vantagem indevida recebida, JOSÉ ANTÔNIO efetivamente praticou atos de ofício, comissivos e omissivos, no interesse da NM ENGENHARIA para boa execução dos contratos, inclusive mediante encaminhamentos internos de formulação de aditivos e atendimento de outras demandas, bem como prevenção e remoção de obstáculos que poderiam de alguma forma atingir negativamente o fluxo financeiro dos contratos da NM ENGENHARIA, suas execuções e novas contratações, inclusive mediante omissão em fiscalizações. (FATOS 01 e 02)

LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO e JOSÉ ROBERTO, entre 30 de setembro de 2009 e 13 de setembro de 2011, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de dinheiro, por 24 (vinte e quatro) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no montante de R$ 3.860.000,00 (três milhões, oitocentos e sessenta mil reais), por meio de 24 (vinte e quatro) repasses de valores sub-reptícios, provenientes da NM ENGENHARIA, em proveito de JOSÉ ANTÔNIO, por interposição da pessoa jurídica JRA TRANSPORTES. (FATO 03)

LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO e ADRIANO CORREIA, entre outubro de 2011 e março de 2014, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de dinheiro, por 31 (trinta e uma) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no montante de R$ 3.645.500,00 (três milhões, seiscentos e quarenta e cinco mil e quinhentos reais), por meio de 31 (trinta e um) repasses7 de valores sub-reptícios, provenientes da NM ENGENHARIA, em proveito de JOSÉ ANTÔNIO, por interposição da pessoa física ADRIANO CORREIA e da pessoa jurídica QUEIROZ CORREIA LTDA. (FATO 04)

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 11 (onze) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), mediante fracionamento dos valores, em onze transferências bancárias, todas realizadas no dia 09/09/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 05).

7 Sendo 2 (dois) repasses para a conta titularizada por ADRIANO SILVA CORREIA (nos meses de outubro e novembro de 2011), totalizando R$ 323.800,00 (trezentos e vinte e três mil e oitocentos reais) e 29 (vinte e nove repasses) para a conta bancária da empresa QUEIROZ CORREIA LTDA. (entre dezembro de 2011 e março de 2014), perfazendo o total de R$ 3.321.700,00 (três milhões, trezentos e vinte e um mil e setecentos reais).

(7)

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 4 (quatro) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 265.000,00 (duzentos e sessenta e cinco mil reais), mediante fracionamento dos valores, em quatro transferências bancárias, todas realizadas no dia 06/10/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 06).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 41 (quarenta e uma) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), mediante fracionamento dos valores, em 41 transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 27/10/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 07).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 41 (quarenta e uma) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), mediante fracionamento dos valores, em quarenta e uma transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 28/10/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 08).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 62 (sessenta e duas) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 300.000,20 (trezentos mil reais e vinte centavos), mediante fracionamento dos valores, em sessenta e duas transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia

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29/10/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 09).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 39 (trinta e nove) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 185.000,00 (cento e oitenta e cinco mil reais), mediante fracionamento dos valores, em 39 (trinta e nove) transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 01/11/2010, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS8 e de VANESSA FONSECA FONECA DE JESUS9, respectivamente, esposa e filha de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 10).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 21 (vinte e uma) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 100.000,00 (cem mil reais), mediante fracionamento dos valores, em vinte e uma transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 04/01/2011, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 11).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 10 (dez) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 40.000,55 (quarenta mil reais e cinquenta e cinco centavos), mediante fracionamento dos valores, em dez transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 11/07/2011, em favor de VANESSA FONSECA DE JESUS, filha de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de

8 Trinta e uma transferências fracionadas foram realizadas na conta bancária de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, totalizando R$ 150.000,00

9 Oito transferências fracionadas abaixo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), totalizando R$ 35.000,00, foram realizadas na conta bancária de VANESSA FONSECA DE JESUS.

(9)

evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 12).

Consumados os crimes antecedentes e após o repasse dos valores espúrios, pela NM ENGENHARIA, para a conta bancária da JRA TRANSPORTES, JOSÉ ROBERTO e JOSÉ ANTÔNIO, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 20 (vinte) vezes, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 96.500,00 (noventa e seis mil e quinhentos reais), mediante fracionamento dos valores, em vinte transferências bancárias, todas inferiores a R$ 5.000,00 e realizadas no mesmo dia 08/08/2011, em favor de ANA VILMA FONSECA DE JESUS, esposa de JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de evitar a identificação e comunicação de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF (FATO 13).

Consumados os delitos antecedentes, JOSÉ ANTÔNIO e ADRIANO CORREIA, no período compreendido entre 13/03/2014 e 07/08/2014, em unidade de desígnios, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de ativos, por 1 (uma) vez, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no importe de R$ 64.350,00 (sessenta e quatro mil trezentos e cinquenta reais), mediante aquisição de um triturador florestal 240 HL, na empresa HIMEV INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINA E VEÍCULOS,10 em nome de terceira pessoa (FATO 14).

III. DA CORRUPÇÃO PASSIVA E ATIVA (FATOS 01 E 02):

Em datas não precisadas, entre meados de junho e julho de 2009 e 11 de março de 2014, o denunciado JOSÉ ANTÔNIO, então Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da TRANSPETRO, solicitou, para si e para integrantes dos Partidos dos Trabalhadores, vantagem indevida de LUIZ MARAMALDO, executivo da NM ENGENHARIA, por 63 (sessenta e três) vezes em razão de licitações, contratos e aditivos firmados entre a NM ENGENHARIA e a TRANSPETRO, no importe de 1% do valor dos contratos.

Por sua vez, LUIZ MARAMALDO em razão dos contratos que a NM ENGENHARIA mantinha na TRANSPETRO e dos aditivos e licitações de interesse da empresa na estatal, negociou com JOSÉ ANTONIO e, ao final, ofereceu e prometeu vantagens indevidas para o Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da TRANSPETRO, no importe de 0,5% das avenças e aditivos, para que este praticasse atos de ofício, comissivos e omissivos,

10 Dados obtidos a partir da análise de mensagens eletrônicas trocadas pelo investigado JOSÉ ANTÔNIO DE JESUS – ANEXO31.

(10)

que garantissem a boa execução dos contratos da NM ENGENHARIA na subsidiária da PETROBRAS. JOSÉ ANTÔNIO, aceitou a promessa e recebeu vantagens indevidas, por 63 (sessenta e três) vezes, em razão de 49 (quarenta e nove) contratos e 14 (quatorze) aditivos, no importe de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), pagas por LUIZ MARAMALDO.

Em consequência da promessa e da vantagem indevida recebida, JOSÉ ANTÔNIO efetivamente praticou atos de ofício, comissivos e omissivos, no interesse da NM ENGENHARIA para boa execução dos contratos, inclusive mediante encaminhamentos internos de formulação de aditivos e atendimento de outras demandas, bem como prevenção e remoção de obstáculos que poderiam de alguma forma atingir negativamente o fluxo financeiro dos contratos da NM ENGENHARIA, suas execuções e novas contratações, inclusive mediante omissão em fiscalizações11. (FATOS 01 e 02)

A partir do ano de 2003, a empresa NM ENGENHARIA, especializada em atividades na área de manutenção e eletromecânica, celebrou contratos com a TRANSPETRO, subsidiária integral da PETROBRAS, e, em virtude da qualidade dos serviços prestados, passou a ser bem-conceituada na estatal.

Já em meados do ano de 2008, com bom índice de desempenho na execução dos contratos na TRANSPETRO, o então Presidente SERGIO MACHADO, convidou NELSON MARAMALDO, fundador da NM ENGENHARIA, para uma reunião. Nesse encontro, SERGIO MACHADO ofereceu a NM a possibilidade de contratação pela TRANSPETRO de obra de grande porte para recuperação de dutos, ocasião em que NELSON MARAMALDO disse que a empresa tinha condições de fazer o serviço. Em contrapartida, SERGIO MACHADO solicitou vantagem indevida para NELSON MARALMADO em razão deste contrato e outros firmados pela NM com a TRANSPETRO12.

A partir daí, por ter anuído com o pedido de propina de SERGIO MACHADO, NELSON MARAMALDO e LUIZ MARAMALDO, filho deste e também diretor da NM ENGENHARIA, aumentaram a participação da NM ENGENHARIA em contratos relevantes com a TRANSPETRO, inclusive em decorrência de atuação cartelizada, e passaram a pagar, reiteradamente, a cada contrato firmado com a estatal, propinas a SERGIO MACHADO que seriam destinadas a este e a políticos do PMDB.

Diante do incremento dos contratos da NM ENGENHARIA com a TRANSPETRO, em meados de 2009, JOSÉ ANTÔNIO, então Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais

11 ANEXOS 3 a 10 12 ANEXO2

(11)

Norte-Nordeste da TRANSPETRO, procurou o diretor regional da NM ENGENHARIA, JÂNIO ANTUNES DE SOUZA e solicitou uma reunião com algum diretor da empresa de engenharia. Após este fato, JÂNIO ANTUNES passou o recado a LUIZ MARAMALDO, o qual, posteriormente, agendou um encontro com JOSÉ ANTÔNIO.

Assim, em data não precisada no ano de 2009, em São Paulo, JOSÉ ANTÔNIO se reuniu com LUIZ MARAMALDO, no restaurante de um hotel, e em adição ao suborno pago pela NM ENGENHARIA a SERGIO MACHADO em benefício do PMDB, solicitou vantagem indevida em razão do cargo de Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste, na TRANSPETRO, para si e para integrantes do Partido dos Trabalhadores, no importe de 1% do valor dos contratos firmados pela NM ENGENHARIA com a TRANSPETRO.

A partir daí, foram realizadas mais duas reuniões em um restaurante em São Paulo, e após uma negociação, LUIZ MARAMALDO ofereceu e prometeu vantagens indevidas, no importe de aproximadamente 0,5 % dos valores dos contratos da NM ENGENHARIA com a TRANSPETRO.

Assim, entre 30 de setembro de 2009 e 11 de março de 2014, por 63 (sessenta e três) vezes, em de razão 49 (quarenta e nove) contratos e 14 (quatorze) aditivos celebrados entre a NM ENGENHARIA e a TRANSPETRO, houve, por parte de JOSÉ ANTONIO, aceite de promessa, solicitação e recebimento de vantagem indevida que foram pagas por LUIZ MARAMALDO:

CONTRATO OBJETO INÍCIO TÉRMINO GERADORFATO

DA PROPINA VALOR PROPINA ESTIMADA (0,5%) 4600273010 70000039945082

Serviços mecânicos e civis de apoio ao contrato dos serviços de passagem de pig’s em tubulações, serviços de correlação substituição e reparo de eventuais falhas a serem especificadas pela fiscalização, em terminais aquaviários da transpetro.

28/02/08 08/04/10 celebrado emAditivo 5,

22/10/2009 R$ 1.020.257,91 R$ 5.101,29

4600005190 Serviços de Reparo e Reabilitação de Dutos da "Região São Paulo/Centro-Oeste", pertencentes à Petrobras e operados pela Transpetro. 10/10/08 29/01/14

Aditivo 11, celebrado em 31/07/2012 Aditivo 30, celebrado em 30/04/2012 R$ 78.288.512,08 R$ 391.442,56

4600005459 Serviços de manutenção geral e reabilitação de tanques para o TerminalAquaviário de Madre de Deus - Lote 1 10/03/09 31/03/12 celebrado emAditivo 2,

25/02/2011 R$ 21.126.656,58 R$ 105.633,28 4600005460 Serviços de manutenção geral e reabilitação de tanques para o TerminalAquaviário da Região Norte e Nordeste - Lote 2 10/03/09 31/03/12 celebrado emAditivo 1,

22/08/2011

R$ 10.499.971,46 R$ 52.499,86

4600005578 Manutenção geral e reabilitação de tanques para os terminais da regiãosudeste (rj, mg e es) 22/06/09 16/02/12

Contrato Aditivo 3, celebrado em

12/05/2011

R$ 192.740.148,00 R$ 963.700,74 4600005715 Manutenção de tubulação e equipamentos, e execução de pequenas obras,no ORSUB, para a TRANSPETRO. 23/07/09 10/01/11 Contrato R$ 6.439.870,00 R$ 32.199,35 4600005973 Serviços de manutenção, pequenas obras e atendimento emergencial nosdutos da Malha Meridional, para a TRANSPETRO. 09/11/09 29/05/11 Contrato R$ 8.428.237,00 R$ 42.141,19 4600006004 Manutenção de Esferas nos Terminais Aquaviários de SUAPE, SÃO LUÍS eBELÉM. 17/11/09 20/11/11 Contrato R$ 7.793.059,36 R$ 38.965,30 4600006005 Manutenção de Esferas no Terminal Aquaviário de Madre de Deus e TerminalTerrestre de Jequié. 18/11/09 24/05/11 Aditivo(s)Contrato R$ 7.996.144,90 R$ 39.980,72 4600006045 Serviços de Pintura Industrial no Terminal de Madre de Deus e Base deCandeias. 08/12/09 07/02/12 Contrato R$ 13.799.787,00 R$ 68.998,94 4600306931

70000055913092 Adequação e manutenção de tubulações e instalações do Terminal de Natal 28/12/09 02/07/10 Contrato R$ 1.279.887,00 R$ 6.399,44 4600006139 Manutenção de Tubulações e Equipamentos e Execução de RI's e PequenasObras - TECARMO. 18/01/10 17/02/11 Contrato R$ 6.839.922,50 R$ 34.199,61

(12)

4600006319 serviços de execução de recomendações de inspeção e adaptações emtubulações nos tas suape e maceió 19/04/10 21/12/10 Contrato Aditivo 1, celebrado em 30/09/2010 R$ 1.796.245,65 R$ 8.981,23

4600006419 Construção e montagem para ampliação e adequação da tancagem doTerminal de Suape e demais instalações para recebimento, bombeio e

transferência de paraxileno. 06/05/10 22/02/11 Contrato R$ 59.945.008,84 R$ 299.725,04

70000062578102 Montagem de tanque de 12.500 m3 para bunker. 29/10/10 11/09/11 Contrato R$ 23.422.978,04 R$ 117.114,89 70000062576102 Adequação do sistema de combate a incêndio do terminal de madre de deus -ba, no parque do suape lote 1 29/10/10 24/10/11 Contrato R$ 21.262.138,86 R$ 106.310,69 70000062577102 Adequação do sistema de combate a incêndio do terminal de madre de deus -ba, no parque do suape lote 1 29/10/10 24/10/11 Contrato R$ 16.798.956,25 R$ 83.994,78 4600007085 Serviços de manutenção e reforma em tubulações e estruturas metálicas nosterminais aquaviários suape e maceió da transpetro. 22/12/10 25/07/11 Contrato R$ 1.434.055,32 R$ 7.170,28 4600007266 Serviços de manutenção da esfera ef-7206 de glp no parque maria quitériaem madre de deus. 11/02/11 15/05/11 Contrato R$ 1.473.370,00 R$ 7.366,85 4600007512 Serviços de manutenção de esferas nos terminais de belém, suape e são luís 12/05/11 22/05/12 Contrato R$ 7.998.872,00 R$ 39.994,36 4600007565 Serviços de caldeiraria, tubulação e pintura industrial nos TerminaisAquaviários do Nordeste. 21/06/11 10/07/15 Contrato R$ 24.632.992,56 R$ 123.164,96 70000068141112 Adequação do sistema de combate a incêndio do ta mdeus i – base decandeias 29/06/11 09/09/12 Contrato R$ 18.263.822,81 R$ 91.319,11

4600339395 70000069700112

Serviços de adequação das instalações do Terminal de Guarulhos da

PETROBRAS, operado pela TRANSPETRO, para operação com Diesel S-50. 01/09/11 14/07/12 Contrato R$ 5.962.554,63 R$ 29.812,77 4600008134 Serviços de manutenção geral e reabilitação de tanques de armazenamentode petróleo, derivados e álcool dos Terminais da Região Sudeste. 25/11/11 01/06/15 Contrato R$ 230.000.000,00 R$ 1.150.000,00 4600008157 Serviços de manutenção geral e reabilitação de tanques de armazenamentode petróleo, derivados e álcool nos Terminais da Região Nordeste. 02/12/11 11/06/15 Aditivo(s)Contrato R$ 255.765.999,25 R$ 1.278.830,00 4600351300

70000072859122

Elaboração de projeto de detalhamento e execução dos serviços de adequação das instalações do Terminal Aquaviário de São Sebastião - SP (TA-SSE) para operação com combustíveis com baixo teor de enxofre (BTE) – diesel S10 e gasolina S50. 25/01/12 30/01/13 Contrato Aditivo 3, celebrado em 15/01/2013 R$ 8.751.439,04 R$ 43.757,20

70000073881122 Serviços de adaptação dos Terminais da Regional de SP-Planalto paraatendimento ao Programa de adequação das instalações para a Qualidade

Futura dos Combustíveis (QFC) da PETROBRAS 06/03/12 29/03/13 Contrato R$ 10.914.864,53 R$ 54.574,32 70000074241122 Construção e Montagem da Adequação das Instalações para Movimentaçãodo Diesel S-10. 14/03/12 27/12/12 Contrato R$ 5.297.619,00 R$ 26.488,10 70000074382122 Adaptação da base de candeias (becan) para atendimento ao programa deadequação das instalações para a qualidade futura dos combustiveis (qfc) da

petrobras. 22/03/12 17/12/12 Contrato R$ 10.980.247,21 R$ 54.901,24

4600359772 70000074472122

Serviços de fabricação e montagem dos dispositivos que compõem o projeto “Câmara GB”, a ser montado no tanque TQ-3211, instalado no Terminal

Aquaviário de São Sebastião, localizado no Estado de São Paulo. 26/03/12 07/06/12 Contrato R$ 600.841,90 R$ 3.004,21 4600008675 Serviços de inspeção e manutenção do tanque TQ-349.004, equipamentoinstalado no Terminal Aquaviário de Santos, localizado no Estado de São

Paulo.

11/05/12 23/08/13 Contrato R$ 8.330.106,02 R$ 41.650,53 4600008790 Serviço de Manutenção em Vaso e Esferas de Armazenamento daTRANSPETRO na Região Nordeste. 17/05/12 25/12/13 Contrato R$ 7.826.903,40 R$ 39.134,52 70000076267122 Paradas e Pequenas Obras do Terminal de Cabiúna - TECAB. 19/06/12 24/07/15 Contrato R$ 39.998.878,80 R$ 199.994,39 70000076268122 Adequação do terminal de madre de deus para aumento da confiabilidade dossistemas de gasolina e óleo combustível. 26/06/12 22/05/14

Contrato Aditivo 5, celebrado em 15/05/2014 R$ 17.988.007,01 R$ 89.940,04 4600008989

Os serviços objeto desse CONTRATO abrangem atividades de apoio à manutenção nas disciplinas de caldeiraria e pintura, bem como na manutenção ou melhoria de infraestrutura necessária à área operacional do Terminal de Suape.

09/07/12 10/02/14 Contrato R$ 312.244,50 R$ 1.561,22 4600008990 Serviços de manutenção geral e reabilitação de tanques de armazenamentode petróleo e água do Terminal Norte Capixaba (TNC). 11/07/12 16/09/15 Contrato R$ 44.872.500,00 R$ 224.362,50 70000076773122 Serviços de instalação e adequação do Sistema de Combate a Incêndio nosTerminais de Brasília-DF e de Senador Canedo-GO. 11/07/12 12/04/14 Contrato R$ 20.047.147,88 R$ 100.235,74 70000076772122 Serviços de instalação e adequação do Sistema de Combate a Incêndio nosTerminais de Brasília-DF e de Senador Canedo-GO. 11/07/12 11/05/13 Contrato R$ 18.716.944,98 R$ 93.584,72 4600009667 Serviços de Inspeção e Manutenção de Esfera de Armazenamento de GLP doTerminal de Cabiúnas – Tecab. 27/02/13 28/07/13 Contrato R$ 880.797,00 R$ 4.403,99 70000082809132

4600428112 70000082809122

Serviços de Adaptações do Terminal de Ribeirão Preto para atendimento ao Programa de adequação das instalações para a Qualidade Futura dos

Combustíveis (QFC) 17/04/13 09/11/14

Contrato

Aditivo 2 R$ 2.536.178,37 R$ 12.680,89 4600010003 Serviços de investigação e reparo de furo em linha de gasolina no TACabedelo. 03/06/13 09/06/13 Contrato R$ 1.496.834,00 R$ 7.484,17 4600427687

70000084444132 Serviços de Adequação das Instalações do OSBRA para atendimento aoPrograma para a Qualidade Futura dos Combustíveis (QFC) da PETROBRAS 12/07/13 29/11/14 Contrato R$ 4.287.682,89 R$ 21.438,41 4600427607

70000084446132 Serviços de Adequação das Instalações do OSBRA para atendimento aoPrograma para a Qualidade Futura dos Combustíveis (QFC) da PETROBRAS 12/07/13 30/10/14 Contrato R$ 2.033.171,09 R$ 10.165,86 4600010394 Serviços de reabilitação de dutos terrestres e trechos de tubulações da regiãoNordeste. 08/10/13 14/10/15 Contrato R$ 32.469.789,00 R$ 162.348,95 4600010388 Serviço de Inspeção, Manutenção e Reabilitação em Tanques deArmazenamento no Terminal Aquaviário de São Luís - MA 08/10/13 24/07/15 Contrato R$ 18.998.962,72 R$ 94.994,81 70000087195132 Serviços Complementares do Sistema de Combate a Incêndio da ÁreaAuxiliar e do Píer do Terminal Aquaviário de Angra dos Reis. 13/11/13 09/02/15 Contrato R$ 7.828.153,00 R$ 39.140,77 4600010606 Serviços de reabilitação de dutos terrestres e trechos de tubulação Lotes 1(Região Sudeste, Centro Oeste e Sul) 26/12/13 04/01/17 Contrato R$ 76.051.122,00 R$ 380.255,61

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4600010607 Serviços de reabilitação de dutos terrestres e trechos de tubulação Lotes 2(Região São Paulo/Litoral) 26/12/13 04/01/17 Contrato R$ 70.279.357,37 R$ 351.396,79 70000088445142

Serviços de Adaptações dos Terminais de Uberaba e Uberlândia para atendimento ao Programa de adequação das instalações para a Qualidade

Futura dos Combustíveis (QFC) da PETROBRAS 21/01/14 12/02/15

Contrato

Aditivo(s) R$ 20.860.437,73 R$ 104.302,19 70000088446142 Serviços de Adaptações dos Terminais de Uberaba e Uberlândia paraatendimento ao Programa de adequação das instalações para a Qualidade

Futura dos Combustíveis (QFC) da PETROBRAS 21/01/14 29/12/14 Contrato R$ 5.634.783,12 R$ 28.173,92 4600010738 serviços de inspeção e manutenção em esferas de armazenamento. 31/01/14 17/09/14

Contrato Aditivo 1, celebrado em

12/08/2014

R$ 2.390.242,52 R$ 11.951,21 70000091905142 Desmontagem dos Braços de Carregamento e Unidade Misturadora no Pier Ida Vale. 30/07/14 20/12/14 Contrato R$ 1.919.788,99 R$ 9.598,94 4600011254 Serviços de limpeza, desmonte e remoção de teto flutuante de tanques noTerminal de São Sebastião. 11/08/14 20/02/15 Contrato R$ 4.498.789,00 R$ 22.493,95

TOTAL R$ 1.471.813.281,07 R$ 7.359.066,43

Os valores totais dos 49 (quarenta e nove) contratos e 14 (quatorze) aditivos firmados entre a NM e a TRANSPETRO somam a quantia de R$ 1.471.813.281,07, e aplicado o percentual de 0,5% de propina ajustado entre JOSÉ ANTÔNIO e LUIZ MARAMALDO, a vantagem indevida estimada giraria em torno de R$ 7.359.066,43, valor este muito próximo ao suborno que efetivamente foi recebido por JOSÉ ANTÔNIO, no importe de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais)13.

Os pagamentos das vantagens indevidas efetuados por ordem de LUIZ MARAMALDO em benefício de JOSÉ ANTÔNIO ocorreram, de forma reiterada e mensal, ao longo de 6 (seis) anos, especificadamente entre 30/09/2009 e 11/03/2014, em 55 (cinquenta e cinco) oportunidades, mediante a adoção de mecanismos de ocultação e dissimulação. Em um primeiro momento os depósitos ordenados por LUIZ MARAMALDO foram efetuados a crédito da empresa JRA TRANSPORTES LTDA, e, posteriormente, foram destinados para contas titularizadas por ADRIANO SILVA CORREIA e pela pessoa jurídica QUEIROZ CORREIA CIA LTDA, no montante total de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais)14.

A partir daí, foram adotados mecanismos para quebrar o rastro financeiro dos valores, os quais, em grande parte, após a realização de saques em espécie, foram, ao final, depositados em contas de familiares de JOSÉ ANTÔNIO, no caso sua esposa e filha, bem como para seu ex-sócio JOSÉ ROBERTO VIEIRA.

Em contrapartida, JOSÉ ANTÔNIO, em razão do cargo que ocupava, praticou atos de ofício, comissivos e omissivos, no interesse da NM ENGENHARIA para boa execução dos contratos, inclusive mediante encaminhamentos internos de formulação de aditivos e atendimento de outras demandas, bem como prevenção e remoção de obstáculos que poderiam de alguma

13 ANEXO11 – Relatório de Informação nº 182/2017 ASSPA/PRPR, ANEXO12 – Relatório de Informação nº 120/2017 – ASSPA/PRPR e ANEXO13 – Relatório de Informação nº 131/2017-ASSPA/PRPR

14 ANEXO11 – Relatório de Informação nº 182/2017 ASSPA/PRPR, ANEXO12 – Relatório de Informação nº 120/2017 – ASSPA/PRPR e ANEXO13 – Relatório de Informação nº 131/2017-ASSPA/PRPR

(14)

forma atingir negativamente o fluxo financeiro dos contratos da NM ENGENHARIA, suas execuções e novas contratações, inclusive mediante omissão em fiscalizações15.

Nesses termos, agindo dolosamente, JOSÉ ANTÔNIO incorreu, por 63 (sessenta e três) vezes, na prática do delito previsto nos arts. 317 c/c 327, § 2º, do Código Penal (FATO 01).

Por sua vez, LUIZ MARAMALDO incorreu por 63 (sessenta e três) vezes, na prática do delito do previsto no art. 333 do Código Penal (FATO 02).

IV. LAVAGEM DE CAPITAIS:

IV.1. DOS CRIMES ANTECEDENTES:

IV.1.1. Cartel, Fraude às Licitações, Corrupção, Lavagem de Ativos

A lavagem de capitais imputada aos denunciados está escorada em crimes antecedentes, notadamente crimes contra a Administração Pública (corrupção passiva e ativa), bem como crimes de cartel, fraude à licitações e lavagem de ativos, todos praticados no contexto de contratos celebrados pela empresa NM ENGENHARIA com a TRANSPETRO.

Em decorrência destes crimes antecedentes, a empresa NM ENGENHARIA obteve valores ilícitos em contratos celebrados com a TRANSPETRO, que ensejaram o pagamento de vantagens indevidas por LUIZ MARAMALDO a JOSÉ ANTÔNIO por meio de fraudes e simulações que visavam ocultar a origem e a natureza criminosa dos valores objeto de repasse.

Conforme já referido, no âmbito de negócios da TRANSPETRO, de maneira similar ao esquema relacionado à PETROBRAS, atuou grupo criminoso estruturado em quatro núcleos (administrativo, econômico, financeiro e político16), mera extensão do esquema de loteamento político de altos cargos, implementado na PETROBRAS, pelo partido governista para beneficiar indevidamente a si mesmo e aos partidos da base aliada, sendo que os cargos foram distribuídos no interesse do Partido dos Trabalhadores – PT e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB.

Ademais, havia um cartel de empresas atuando em desfavor da subsidiária da PETROBRAS, em licitações para contratações de serviços diversos no âmbito da TRANSPETRO,

15 ANEXOS 3 a 10

16 a) núcleo administrativo, formado por gestores da TRANSPETRO, dentre eles SÉRGIO MACHADO e JOSÉ ANTÔNIO, que ocuparam seus cargos por indicação político-partidária e que, nessa condição, praticaram ilegalidades e arrecadaram propinas em razão de contratos celebrados em benefício de determinadas empresas, conforme orientação direta ou indireta dos políticos que os apadrinharam; b) núcleo econômico, formado por empresas e empresários que, para obterem contratos na TRANSPE-TRO, pagaram vantagens indevidas a diretores e gerentes da estatal e aos políticos responsáveis pela indicação e manutenção dos mesmos em seus cargos; c) núcleo financeiro, formado por operadores e intermediários que se encarregaram de articular os vários núcleos do grupo criminoso e, particularmente, de receber as vantagens indevidas das empresas beneficiadas com os contratos e repassá-las aos beneficiários finais com a adoção de estratégias de ocultação de sua origem ilícita, através do uso de diversas empresas e pessoas, manipulando sobretudo dinheiro em espécie; d) núcleo político, formado por políticos responsá-veis pela indicação e manutenção em seus cargos dos diretores e funcionários de alto escalão da TRANSPETRO que, sob suas orientações, diretas ou indiretas, cometeram ilegalidades que viabilizaram o funcionamento do esquema.

(15)

integrado, ao menos, pelas seguintes pessoas jurídicas: QUEIROZ GALVÃO, UTC, POLLYDUTOS, EGESA, MULTITEK e NM ENGENHARIA. O cartel funcionou de forma plena e consistente, ao menos entre os anos de 2008 e 2014, interferindo nos processos licitatórios de grandes obras da TRANSPETRO.

Essa articulação possibilitou que fosse fraudada a competitividade dos procedimentos licitatórios referentes às maiores obras contratadas pela TRANSPETRO, majorando ilegalmente os lucros das empresas em centenas de milhões de reais.

Mediante a realização de fraudes nas licitações da TRANSPETRO, as empresas integrantes do cartel, dentre as quais estava a NM ENGENHARIA, obtinham, ao menos as seguintes vantagens: a) os contratos eram firmados sem observância ao princípio da concorrência, de modo que se permitia a ocorrência de sobrepreço no custo da obra e dos serviços; b) as empresas integrantes do cartel podiam escolher as obras e serviços que fossem de sua conveniência realizar, conforme a região ou aptidão técnica, afastando-se a competitividade nas licitações dessas obras e serviços; c) eliminação da concorrência por meio de restrições e obstáculos à participação de empresas alheias ao grupo cartelizado.

Essas vantagens, de caráter nitidamente econômico, constituíam o proveito obtido pelas empresas com a prática criminosa da formação de cartel e fraude à licitação. O produto desses crimes, além de ser contabilizado para o lucro das empresas, também servia em parte para os pagamentos (propina) feitos aos empregados públicos da TRANSPETRO e a terceiros (operadores, agentes políticos e partidos políticos), por via dissimulada.

Para garantir a manutenção do cartel mencionado, era relevante a atuação e o poder de agentes públicos da TRANSPETRO, especialmente os diretores e gerentes, os quais, via de regra, eram nomeados e mantidos nos respectivos cargos por influência dos partidos políticos da base governista.

Nesse sentido, cabia a SÉRGIO MACHADO17 arrecadar propinas das empresas e repassá-las a integrantes do PMDB, responsáveis pela sua indicação e manutenção no cargo de Presidente da TRANSPETRO, ao passo que, JOSÉ ANTÔNIO, apoiado pelo Partido dos Trabalhadores, se incumbiu de arrecadar propinas das empresas contratadas pelo estatal em benefício de integrantes desta agremiação.

O esquema de corrupção, portanto, tinha por intuito beneficiar não apenas aos

17 No âmbito do acordo de colaboração, SÉRGIO MACHADO relatou que “escolheu algumas empresas para pedir apoio político, consubstanciado em pagamento de vantagens ilícitas oriundas de contratos firmados com a TRANSPETRO”, acrescentando, ainda, que “o percentual cobrado das empresas era de cerca de 3% na área de serviços e de 1% a 1,5% na parte dos navios” e que “o pagamento de vantagens ilícitas pelas empresas permitia ao depoente manter-se no cargo, na medida em que preservava o apoio político ao repassar essas vantagens para políticos”. ANEXO14 – Termo de Colaboração nº 02 de JOSÉ SERGIO DE OLIVEIRA MACHADO (autos 5052773-75.2016.4.04.7000)

(16)

funcionários do alto escalão da TRANSPETRO, mas também aos partidos políticos e aos seus líderes e parlamentares da legenda, responsáveis pela indicação e manutenção dos diretores e outros funcionários do alto escalão nos cargos.

Como contrapartida, diretores, gerentes e empregados da TRANSPETRO envolvidos adredemente assumiam o compromisso de dar bom andamento aos pleitos das empresas na estatal expedir convites para que participassem de licitações de sua preferência, bem como manterem-se coniventes quanto à existência e efetivo funcionamento do cartel, omitindo-se nos deveres que decorriam de seus ofícios, sobretudo o dever de imediatamente informar irregularidades e adotar as providências cabíveis nos seus âmbitos de atuação.

IV.1.2. Corrupção ativa e passiva:

Além disso, os crimes de corrupção ativa e passiva, objeto desta denúncia, geraram recursos ilícitos a JOSÉ ANTÔNIO, os quais, para fins de dar aparência de legalidade, foram submetidos a atos de lavagem para ocultação de dissimulação de origem e natureza.

Em suma, os valores envolvidos nas condutas de ocultação e dissimulação têm origem e natureza criminosa.

IV.2. LAVAGEM DE CAPITAIS:

Consumados os delitos antecedentes especificados, no período compreendido entre setembro de 2009 e março de 2014, os denunciados LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO, JOSÉ ROBERTO e ADRIANO CORREIA, de modo consciente e voluntário e em unidade de desígnios, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no montante de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), por meio de 55 (cinquenta e cinco) repasses de valores sub-reptícios, provenientes da NM ENGENHARIA, em proveito de JOSÉ ANTÔNIO, por interposição das empresas JRA TRANSPORTES, QUEIROZ CORREIA LTDA e de ADRIANO CORREIA.

Após praticados os crimes antecedentes, ficou ajustado entre os denunciados LUIZ MARA-MALDO e JOSÉ ANTÔNIO que o repasse dos valores ilícitos, da NM ENGENHARIA, seria reali-zado mediante transferências bancárias para contas de terceiros, com intuito de dissimular e ocultar a origem ilícita e a natureza do repasse: inicialmente, ajustou-se repasses para a JRA TRANSPORTES (entre setembro de 2009 e setembro de 2011, no total de 24 depósitos), depois para ADRIANO CORREIA (outubro e novembro de 2011) e finalmente para a empresa QUEIROZ CORREIA LTDA (no período compreendido entre dezembro de 2012 e março de 2014, totali-zando 29 transações bancárias).

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de modo sub-reptício, sem a existência de qualquer contrato ou causa lícita, em contas bancárias titularizadas por terceiros, com a desvinculação dos recursos de sua origem e destino, sem a devida contabilização regular dentro da empresa, tudo com o objetivo de ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e movimentação dos recursos ilícitos.

JOSÉ ANTÔNIO, em decorrência da própria corrupção objeto desta denúncia, tinha ciência que os valores tinha origem em práticas criminosas, notadamente porque era Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da empresa de transportes e tinha conhecimento da prática dos crimes antecedentes praticados pela NM ENGENHARIA no âmbito da TRANSPETRO, especialmente a prática de cartel e fraude a licitações, que geraram contratos com a estatal obtidos de forma ilícita.

Além disso, JOSÉ ROBERTO e ADRIANO CORREIA, ajustados com JOSÉ ANTÔNIO, também tinham ciência da natureza ilícita dos valores e com intuito de promoverem um distanciamento ainda maior do dinheiro sujo de seu destinatário final, fizeram uso de contas bancárias titularizadas pelas empresas JRA TRANSPORTES e QUEIROZ CORREIA LTDA, as quais não ostentavam vínculos formais diretos e/ou lícitos com a NM ENGENHARIA, nem como o gerente regional da TRANSPETRO.

Após o repasse dos valores, pela NM ENGENHARIA, para as contas bancárias da JRA TRANSPORTES, de ADRIANO CORREIA e da QUEIROZ CORRERIA LTDA., JOSÉ ROBERTO e ADRIANO CORREIA, ajustados com JOSÉ ANTÔNIO, movimentaram referidos valores, com o claro objetivo de promover o maior distanciamento possível da sua origem ilícita, mediante a realização de saques em espécie e repasses fracionados para contas bancárias de familiares de JOSE ANTÔNIO.

Além disso, em momento posterior, com o intuito de evitar que as instituições financeiras detectassem as operações e as comunicassem ao COAF e este, sucessivamente, às autoridades encarregadas da investigação e persecução de crimes, JOSÉ ROBERTO, ADRIANO CORREIA e JOSÉ ANTÔNIO, para fins de dissimular a origem e a natureza criminosa dos valores oriundos dos crimes antecedentes, por 249 (duzentos e quarenta e nove) vezes, promoveram diversas transferências bancárias, com fracionamento de valores, para familiares de JOSÉ ANTÔNIO, promovendo o maior distanciamento deste dos valores ilícitos.

Os crimes de lavagem de ativos adiante imputados, autônomos entre si, foram praticados de forma reiterada, com diferentes condições de tempo, a caracterizar a delinquência habitual dos denunciados.

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Os diversos atos de lavagem de ativos objeto de imputação, atingem a quantia de R$ 7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), valor equivalente ao do crime antecedente de corrupção.

IV.2.1. LAVAGEM DE CAPITAIS - PESSOA JURÍDICA INTERPOSTA: JRA TRANSPORTES LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO e JOSÉ ROBERTO, entre 30 de setembro de 2009 e 13 de setembro de 2011, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de dinheiro, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no montante de R$ 3.860.000,00 (três milhões, oitocentos e sessenta mil reais), por meio de 24 (vinte e quatro) repasses de valores sub-reptícios, provenientes da NM ENGENHARIA, em proveito de JOSÉ ANTÔNIO, por interposição da pessoa jurídica JRA TRANSPORTES. (FATO 03)

A empresa JRA TRANSPORTES recebeu entre os dias 30/09/2009 e 13/09/2011, 24 (vinte e quatro) depósitos realizados pela NM ENGENHARIA, totalizando o valor de R$3.860.000,00. As informações bancárias colhidas18, além dos comprovantes de depósito apresentados por LUIZ MARAMALDO19, demonstram que tais depósitos são originários da empresa NM ENGENHARIA20, sem a devida contabilização regular dentro da empresa, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e movimentação dos recursos ilícitos:

As empresas JRA TRANSPORTES e NM ENGENHARIA não possuiam qualquer vínculo contratual, sendo que os repasses feitos pela empresa de engenharia para a empresa de transportes tiveram o único intuito de dissimular a origem ilícita dos recursos, não contabilizados 18 Autos 5024798-44.2017.4.04.7000

19 ANEXO15 – Comprovantes de depósitos NM – JRA TRANSPORTES 20 ANEXO12 – Relatório de Informação nº 120/2017 - ASSPA/PRPR

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pela NM ENGENHARIA, bem como a destinação dos valores, que reverteriam em proveito de

JOSÉ ANTÔNIO, seus familiares e terceiros (inclusive o próprio JOSÉ ROBERTO).

Assim, os repasses destinados a JOSÉ ANTÔNIO, utilizando-se da interposta pessoa jurídica JRA TRANSPORTES, foram efetuados de modo sub-reptício, com valores não contabilizados da empresa NM ENGENHARIA, sem a existência de qualquer contrato ou causa lícita, em contas bancárias titularizadas por terceiros, com a desvinculação dos recursos de sua origem e destino, tudo com o objetivo de ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e movimentação dos recursos ilícitos.

JOSÉ ROBERTO era, na época dos fatos, sócio-administrador da pessoa jurídica JRA TRANSPORTES21, sendo que, de fato e de forma oculta, a empresa era também administrada por

JOSÉ ANTÔNIO22, que foi representado, na empresa, entre os anos de 201123 a 201624, por seu filho VICTOR HUGO FONSECA DE JESUS25.

JOSÉ ROBERTO, ajustado com JOSÉ ANTÔNIO, com intuito de promover um distanciamento ainda maior do dinheiro ilícito, fizeram uso de contas bancárias titularizadas pela empresa JRA TRANSPORTES, as quais não ostentavam vínculos diretos e/ou lícitos com a NM ENGENHARIA, nem como o gerente regional da TRANSPETRO, tudo com o objetivo de ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e movimentação dos recursos ilícitos.

JOSÉ ANTÔNIO, em decorrência da própria corrupção objeto desta denúncia, tinha ciência que os valores tinha origem em práticas criminosas, notadamente porque era Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da empresa de transportes e tinha conhecimento da prática dos crimes antecedentes praticados pela NM ENGENHARIA no âmbito da TRANSPETRO, especialmente a prática de cartel, fraude a licitações e corrupção, que geraram contratos com a estatal obtidos de forma ilícita.

JOSÉ ROBERTO26 atuava efetivamente nos atos da empresa JRA TRANSPORTES, dividindo

a função de administração da transportadora com JOSÉ ANTÔNIO, este a exercendo de fato e de

forma oculta, exatamente na época em que foram pagas, pela NM ENGENHARIA, as vantagens

indevidas solicitadas pelo então Gerente de Suporte Técnico de Dutos e Terminais Norte-Nordeste da TRANSPETRO, sendo certo que não apenas tinha conhecimento da origem espúria

21 ANEXO16 – Relatório de Pesquisa Automática nº 6503/2017

22 A título de exemplo, mensagens eletrônicas trocadas entre os investigados – ANEXO 17. 23 ANEXO18 – alteração contratual JRA Transportes

24 Empresa consta na base de dados da Receita Federal como baixada em 05/04/2016 25 Relatório de Informação nº 064/2017 – ASSPA PR-PR – ANEXO19

26 Quando ouvido em sede policial, JOSÉ ROBERTO informou que “aceitou que JOSE ANTONIO promovesse a gerência das finanças da empresa”, admitindo, também, que tinha conhecimento de que JOSE ANTÔNIO utilizava o nome da empresa para receber valores de terceiros – ANEXO20 – Depoimento de JOSE ROBERTO SOARES VIEIRA, extraído dos autos 5043865-92.2017.4.04.7000.

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dos valores que transitaram nas contas bancárias da empresa JRA TRANSPORTES, mas também foi favorecido com as vantagens indevidas dele decorrentes, como adiante será demonstrado.

Assim, agindo dolosamente, LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO e JOSÉ ROBERTO incorreram na prática do delito do artigo 1º, §4º, da Lei 9.613/98, por 24 (vinte e quatro) vezes

(FATO 03).

IV.2.2. LAVAGEM DE CAPITAIS - PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA INTERPOSTAS: ADRIANO CORREIA e QUEIROZ CORREIA LTDA

LUIZ MARAMALDO, JOSÉ ANTÔNIO e ADRIANO CORREIA, entre outubro de 2011 e março de 2014, de modo consciente e voluntário, e de forma reiterada na conduta de lavagem de dinheiro, ocultaram e dissimularam a origem, a natureza, localização, disposição, movimentação e a propriedade de valores ilícitos no montante de R$ 3.645.500,00 (três milhões, seiscentos e quarenta e cinco mil e quinhentos reais), por meio de 31 (trinta e um) repasses27 de valores sub-reptícios, provenientes da NM ENGENHARIA, em proveito de JOSÉ ANTÔNIO, por interposição da pessoa física ADRIANO CORREIA e da pessoa jurídica QUEIROZ CORREIA LTDA. (FATO 04)

ADRIANO CORREIA foi beneficiado com 02 (dois) depósitos, oriundos da conta de executivo da NM ENGENHARIA, em sua conta bancária pessoal, nos dias 05/10/2011 e 11/11/2011, perfazendo o total de R$323.800,0028:

A empresa QUEIROZ CORREIA LTDA recebeu, entre os dias 13/12/2011 e 11/03/2014, 29 (vinte e nove) depósitos realizados pela NM ENGENHARIA, totalizando o valor de R$ 3.321.700,00 (três milhões, trezentos e vinte e um mil e setecentos reais). As informações bancárias colhidas29, além dos comprovantes de depósito apresentados por LUIZ MARAMALDO30, demonstram que tais depósitos são originários da empresa NM ENGENHARIA31, sem a devida contabilização regular dentro da empresa, com o objetivo de

27 Sendo 2 (dois) repasses para a conta titularizada por ADRIANO SILVA CORREIA (nos meses de outubro e novembro de 2011), totalizando R$ 323.800,00 (trezentos e vinte e três mil e oitocentos reais) e 29 (vinte e nove repasses) para a conta bancária da empresa QUEIROZ CORREIA LTDA. (entre dezembro de 2011 e março de 2014), perfazendo o total de R$ 3.321.700,00 (três milhões, trezentos e vinte e um mil e setecentos reais).

28 Os comprovantes desses dois depósitos foram também apresentados por LUIZ MARAMALDO - ANEXO21 – Comprovantes de depósitos NM – ADRIANO SILVA CORREIA

29 Autos 5024798-44.2017.4.04.7000

30 ANEXO22 – Comprovantes de depósitos NM – QUEIROZ CORREIA 31 ANEXO12 – Relatório de Informação nº 120/2017 - ASSPA/PRPR

(21)

ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e movimentação dos recursos ilícitos32:

BENEFICIÁRIO DATA DEPÓSITO VALOR DEPÓSITO ORIGEM DADOS BANCÁRIOS COMPROVANTE DEPÓSITO NM

QUEIROZ CORREIA CIA

LTDA.

13/12/11 R$ 115.000,00 QUEIROZ CORREIA CIA LTDA. SIM

11/01/12 R$ 71.700,00 RODRIGO CAMARGO NÃO

10/02/12 R$ 63.000,00 NELSON CORTONESI MARAMALDO SIM

12/03/12 R$ 60.000,00 NELSON CORTONESI MARAMALDO SIM

03/04/12 R$ 76.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

10/05/12 R$ 116.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

22/06/12 R$ 130.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

26/07/12 R$ 107.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

29/08/12 R$ 140.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

26/09/12 R$ 160.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

29/10/12 R$ 175.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

29/11/12 R$ 160.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

20/12/12 R$ 135.000,00 NM ENG E CONSTRUCOES LTDA SIM

01/02/13 R$ 188.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

28/02/13 R$ 125.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

27/03/13 R$ 120.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

29/04/13 R$ 105.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

28/05/13 R$ 112.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

28/06/13 R$ 94.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

31/07/13 R$ 63.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

26/08/13 R$ 95.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

30/09/13 R$ 120.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

01/11/13 R$ 130.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

02/12/13 R$ 78.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

18/12/13 R$ 50.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

06/01/14 R$ 140.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

22/01/14 R$ 188.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA NÃO

29/01/14 R$ 100.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

11/03/14 R$ 105.000,00 NOME NÃO INFORMADO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SIM

29 depósitos R$ 3.321.700,00

As empresas QUEIROZ CORREIA LTDA e NM ENGENHARIA não possuiam qualquer

vínculo contratual, sendo que os repasses feitos pela empresa de engenharia para a empresa de transportes tiveram o único intuito de dissimular a origem ilícita dos recursos, não contabilizados pela NM ENGENHARIA, bem como a destinação dos valores, que reverteriam em proveito de

JOSÉ ANTÔNIO, seus familiares e terceiros (inclusive o próprio ADRIANO CORREIA).

Assim, os repasses destinados a JOSÉ ANTÔNIO, utilizando-se da interposta pessoa jurídica QUEIROZ CORREIA LTDA, bem como da conta bancária de ADRIANO CORREIA, foram efetuados de modo sub-reptício, com valores não contabilizados da empresa NM ENGENHARIA, sem a existência de qualquer contrato ou causa lícita, em contas bancárias titularizadas por terceiros, com a desvinculação dos recursos de sua origem e destino, tudo com o objetivo de ocultar e dissimular a origem e natureza criminosa, propriedade, localização, disposição e

32 LUIZ MARAMALDO não apresentou o comprovante de depósito apenas dos dias 11/01/2012 e 22/01/2014, porém, a proxi-midade da data do depósito e do valor com as informações constantes na planilha apresentada pelo colaborador, indicam que esse depósito também é proveniente de acerto de propina – ANEXO22 – Comprovantes de depósitos NM – QUEIROZ CORREIA

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