2016
Coordenador: Felipe Kirchner
DEFENSORIA
PÚBLICA
ESTADUAL
Defensor Público Estadual
2ª edição
5
AUTORES
Alessandra Quines Cruz
Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Coordenadora Geral do Centro de Referência em Direitos Humanos da DPE/ RS. Dirigente do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da DPE/RS. Mestranda em Direitos Humanos, Uniritter. Especializa-ção em Direitos Humanos dos Vulneráveis, Universidade do Chile. Especialização em Luta contra Corrupção, Transparência e Accountability, Universidade do Chile. Es-pecialização em Políticas Públicas para Indígenas e Afrodescendentes, PUC-Peru.
Alfredo Emanuel Farias de Oliveira
Defensor Público do Estado de Minas Gerais. Doutorando pela UFMG. Mestrado em Filosofia do Direito, UFMG. Graduação em Direito, UFMG. Professor Universitário na Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais e na Universidade Salgado de Oliveira. Membro do Instituto de Herme-nêutica Jurídica – IHJ e do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM. Autor do livro “O fundamento dos direitos da personalidade”, Arraes Editores. Articulista.
Angelita Maria Maders
Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Professora da Graduação e do Mestrado em Direito da URI e da UNIJUI. Pós-doutoranda pela Universidade de Santiago do Chile. Doutorado em Direi-to, Universidade de Osnabruck (Alemanha). Mestrado em Gestão, Desenvolvimento e Cidadania, UNIJUI.
Arion Escorsin de Godoy
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Mestrando em Direito Ambiental, Universidade de Caxias do Sul. Espe-cialização em Direito Urbanístico, PUC/
MG. Graduação em Direito, Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ex-Analista Jurídico do TJPR, da DPE/PR e do MPF. Coautor do livro “Educação em Direitos e Defensoria Pública”, Juruá. Autor do livro “A tutela jurisdicional das minorias como instrumento de efetividade da democra-cia”, Ixtlan. Articulista.
Carolina Zago Cervo
Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Especialista em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Ca-tólica do Rio Grande do Sul. Dirigente do Núcleo de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Claudia Barros
Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Especialista em Direito da Criança e do Adolescente. Dirigente do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente da DPE/RS.
Domingos Barroso da Costa
Defensor Público do Estado do Rio Gran-de do Sul. Mestrado em Psicologia pela PUC/MG. Especialização em Criminologia e Direito Público. Graduação em Direito, UFMG. Autor do livro “A crise do supereu e o caráter criminógeno da sociedade de consumo”, Juruá. Coautor dos livros “Prisão Preventiva e Liberdade Provisória”, Atlas e “Educação em Direitos e Defensoria Pública”, Juruá. Articulista.
Everton Hertzog Castilhos
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Especialização em Direito Tributário, Instituto Brasileiro de Estudos Tributários. Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Ex-Advogado Tributarista.
COLEÇÃO PREPARANDO PARA CONCURSOS
Fábio Schwartz
Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro. Mestrando em Direito Econômico e Desenvolvimento, Universidade Cândido Mendes. Especialização em Responsabili-dade Civil e Direito do Consumidor, Univer-sidade Estácio de Sá. Ex-Coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor da DPE/ RJ. Professor de Direito do Consumidor na Fundação Escola Superior da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Autor do livro “Direito do Consumidor – Tópicos & Con-trovérsias”, Impetus.
Franklyn Roger Alves Silva
Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro. Doutorando em Direito Processu-al, UERJ. Mestrado em Direito ProcessuProcessu-al, UERJ. Pós-graduação em Direito Processu-al Civil, Universidade Gama Filho. Gradua-ção em Direito, UFRJ. Mestre e Professor Auxiliar na Universidade Cândido Mendes.
Gustavo Barbieri
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Ex-Defensor Público-Assessor do Gabinete da DPE/RS. Conselheiro Editorial da Revista da DPE/RS. Examinador de Direito Administrativo do IV Concurso para Defensor Público da DPE/RS. Colaborador e Dirigente do Núcleo de Defesa Cível da DPE/RS.
Irvan Antunes Vieira Filho
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Defensor Público-Assessor
Insti-tucional na Subdefensoria Pública-Geral para Assuntos Institucionais da DPE/RS. Integrante das Bancas Examinadoras do III e IV Concursos para Defensor Público da DPE/RS. Ex-Dirigente do Núcleo de Defesa em Execução Penal da DPE/RS. Ex-Coordenador das Casas Prisionais.
Rafael Vinheiro Monteiro Barbosa
Defensor Público do Estado do Amazonas. Doutorando em Direito Processual Civil, PUC-SP. Mestrado em Direito Processu-al Civil pela PUC-SP. EspeciProcessu-alização em Direito Processual Penal e Direito Penal, UFAM. Professor de Direito Processual Civil da Universidade Federal do Amazonas. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Processual. Ex-Diretor da Escola Superior da DPE/AM.
Rodrigo Noschang
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Membro do Núcleo de Defesa do Consumidor e de Tutelas Coletivas da DPE/ RS. Especialização em Direito Público, FMP/ RS. Graduação em Direito, Universidade Luterana do Brasil. Examinador de Direito Civil dos Concursos para ingresso na Car-reira de Defensor Público dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.
Sergio Renato de Mello
Defensor Público do Estado de Santa Catarina. Autor de obras em Direito Pre-videnciário.
Felipe Kirchner
Coordenador do Livro
Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul. Subdefensor Público-Geral para Assuntos Jurídicos da DPE/RS. Mestre em Direito Privado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ex-Dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor e de Tutelas Coletivas da DPE/RS (NUDECONTU). Presidente do Conselho Estadual de Defesa do Consumidor do Estado do Rio Grande do Sul (CEDECON). Professor Universitário na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
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DIREITO
CONSTITUCIONAL
1. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
(Cespe/DP/DF/Defensor/2013) Conceitue direitos políticos negativos,
indi-que as espécies em indi-que eles se dividem e discorra sobre suas características básicas.
Direcionamento da resposta
2H[DPLQDGRUGHL[RXFODURVREUHTXDLVRVSRQWRVTXHRDFDQGLGDWRDGHYH GLVVHUWDU RX VHMD SULPHLUR FRQFHLWXDU RV GLUHLWRV SRO¯WLFRV QHJDWLYRV SDUD GHSRLV LQGLFDUTXDLVV¥RVXDVHVS«FLHVHWDPE«PGLVFRUUHUDFHUFDGHVXDVFDUDFWHU¯VWLFDV básicas. Sugestão de resposta 2VGLUHLWRVSRO¯WLFRVV¥RLQVWUXPHQWRVSUHUURJDWLYDVDWULEXWRVSRUPHLRGRV TXDLV«JDUDQWLGRRH[HUF¯FLRGDVREHUDQLDSRSXODUDWULEXLQGRDRVFLGDG¥RVSRGH- UHVSDUDLQWHUYLUQRJRYHUQRGHVHXSD¯V$HVV¬QFLDGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRV«RGL-reito de sufrágio. 2VGLUHLWRVSRO¯WLFRVSRGHPVHUGLYLGLGRVHPSRVLWLYRVHQHJDWLYRV,QWHUHVVD DTXLGHˉQLURV¼OWLPRVLQGLFDUDVHVS«FLHVHPTXHVHGLYLGHPHWUD]HUVXDVFDUDF-WHU¯VWLFDVE£VLFDV
Acerca de seu conceito, os direitos negativos são conhecidos como regras ȢUHVWULWLYDVHLPSHGLWLYDVGDVDWLYLGDGHVSRO¯WLFRSDUWLG£ULDVȣ3HGUR/HQ]Din Direito FRQVWLWXFLRQDOHVTXHPDWL]DGRTXHSULYDPRFLGDG¥RGHYRWDUHGHVHUYRWDGRVHMD HPIDFHGDSHUGDGHˉQLWLYDRXWHPSRU£ULDWDPE«PFKDPDGDGHVXVSHQV¥RGRVGL-UHLWRVSRO¯WLFRVVHMDHPYLUWXGHGHUHVWUL©·HVTXDQWR¢HOHJLELOLGDGHGRFLGDG¥RHP certas circunstâncias. 'HDFRUGRFRPDGRXWULQDRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVQHJDWLYRVSRGHPVHUGHGXDV HVS«FLHVDSULYD©¥RGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVHDVLQHOHJLELOLGDGHVFXMDVFDUDFWHU¯VWL-cas básiHVS«FLHVDSULYD©¥RGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVHDVLQHOHJLELOLGDGHVFXMDVFDUDFWHU¯VWL-cas seguem explicadas a seguir.
$SULYD©¥RGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVSRGHVHUGHˉQLWLYDTXDQGRVHIDODGDSHU-GDGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVRXWHPSRU£ULDWDPE«PFRQKHFLGDFRPRVXVSHQV¥RGRV
COLEÇÃO PREPARANDO PARA CONCURSOS
GLUHLWRVSRO¯WLFRV$SHUGDRFRUUHHPUD]¥RGRFDQFHODPHQWRGDQDWXUDOL]D©¥RSRU VHQWHQ©DWUDQVLWDGDHPMXOJDGRSHODUHFXVDGHFXPSULUREULJD©¥RDWRGRVLPSRV-ta ou presVHQWHQ©DWUDQVLWDGDHPMXOJDGRSHODUHFXVDGHFXPSULUREULJD©¥RDWRGRVLPSRV-tação alternativa, pela perda da nacionalidade brasileira em virtude de DTXLVL©¥RGHRXWUDQDVIRUPDVGRGLVSRVWRQDVQRUPDVGRVDUWLJRV,H,9H i|,,GD&RQVWLWXL©¥R)HGHUDO-£DVXVSHQV¥RGRVGLUHLWRVSRO¯WLFRVHVW£SUHYLVWD QRVDUWV,,,,,H9H,,Hi|GD&)DUWGR'HFQFFDUW |,ȢEȣGD/&HSRGHRFRUUHUHPUD]¥RGDLQFDSDFLGDGHFLYLODEVROXWDGH FRQGHQD©¥RFULPLQDOWUDQVLWDGDHPMXOJDGRGHLPSURELGDGHDGPLQLVWUDWLYDQRVWHU-PRVGRDUWi|GD&)GRH[HUF¯FLRDVVHJXUDGRSHODFO£XVXODGHUHFLSURFLGDGH DUWi|&)HGHWHUVLGRGHFODUDGRLQFRPSDW¯YHOFRPRGHFRUURSDUODPHQWDU LVWRSDUDRV'HSXWDGRV)HGHUDLVH6HQDGRUHVQDIRUPDGRGLVSRVWRQRDUW,,H i|FFRDUW|,ȢEȣGD/&
7DQJHQFLDOPHQWH ¢V LQHOHJLELOLGDGHV V¥R FLUFXQVW¤QFLDV FRQVWLWXFLRQDLV TXH LPSHGHPWRWDORXSDUFLDOPHQWHRH[HUF¯FLRGDFDSDFLGDGHGHHOHJHUVHRXVHMDD capacidade eleitoral passiva, visando à proteção da probidade administrativa, à mo-UDOLGDGHSDUDRH[HUF¯FLRGRPDQGDWR¢QRUPDOLGDGHH¢OHJLWLPLGDGHGDVHOHL©·HV FRQWUDLQˊX¬QFLDVGRSRGHUHFRQ¶PLFRRXGRDEXVRGRH[HUF¯FLRGHIXQ©¥RFDUJRRX HPSUHJRQDDGPLQLVWUD©¥RGLUHWDRXLQGLUHWD(ODVHVW¥RSUHYLVWDVQRDUWii|D |GD&RQVWLWXL©¥R)HGHUDOHWDPE«PHPOHLFRPSOHPHQWDUTXHSRGHHVWDEHOHFHU RXWURVFDVRVGHLQHOHJLELOLGDGHVHSUD]RVSDUDVXDFHVVD©¥R/HLGD)LFKD/LPSD $VLQHOHJLELOLGDGHVSRGHPVHUDEVROXWDVRXUHODWLYDV6¥RDEVROXWDPHQWHLQH- OHJ¯YHLVRVLQDOLVW£YHLVRVHVWUDQJHLURVRVDQDOIDEHWRVHRVFRQVFULWRV$VLQHOHJL- ELOLGDGHVUHODWLYDVGHFRUUHPGDIXQ©¥RH[HUFLGDYHGD©¥RGHUHHOHL©¥RSDUD|PDQ-GDWR SRU H[HPSOR GHVLQFRPSDWLELOL]D©¥R FRP PHVHV GH DQWHFHG¬QFLD SDUD FRQFRUUHUDRXWURVFDUJRVGRSDUHQWHVFRVHRFDQGLGDWRIRUPLOLWDURXHPYLUWXGH GHVLWXD©·HVSUHYLVWDVHP/HL&RPSOHPHQWDUDUWi|&)
(FCC/DPE/RS/Defensor/2011) Dentre outras formas, o Brasil adotou o
refe-rendo e o plebiscito como institutos da democracia e como mecanismos de partici-pação popular no poder. Considerando tal fato, questiona-se: o resultado de um ple-biscito ou de um referendo pode ser modificado pelo legislador, por meio de lei infraconstitucional ou de emenda constitucional, em sentido contrário à manifes-tação popular? Explique e fundamente sua resposta em dispositivos constitucionais.
Direcionamento da resposta
2FDQGLGDWRGHYHGHˉQLUUHIHUHQGRHSOHELVFLWRID]HUXPDDQ£OLVHGDVREH-UDQLDSRSXODUEHPFRPRDSUHVHQWDURVPHFDQLVPRVGLVSRQ¯YHLVSDUDDPXGDQ©D
DIREITO CONSTITUCIONAL
69
sempre trazendo a base legal em que sustenta sua resposta, que deverá ser nega-tiva para a Questão formulada.Sugestão de resposta
$R LQVWLWXLU R SULQF¯SLR GD SDUWLFLSD©¥R FROHWLYD RUJDQL]DGD D &RQVWLWXL©¥R )HGHUDOGHSUHYLXWU¬VLQVWUXPHQWRVGDGHPRFUDFLDVHPLGLUHWDRSOHELVFLWR R UHIHUHQGR H D LQLFLDWLYD SRSXODU FXMD H[HFX©¥R HVW£ UHJXODPHQWDGD QD /HL
O plebiscito constitui-se na consulta prévia aos eleitores sobre assuntos po-O¯WLFRVRXLQVWLWXFLRQDLVDQWHVGHDOHLVHUHODERUDGD$VTXHVW·HVV¥RGLUHWDVHRV HOHLWRUHVUHVSRQGHPDSHQDVVLPRXQ¥R&RPSHWHDR&RQJUHVVR1DFLRQDOIRUPX-ODURVTXHVWLRQDPHQWRVȝDUW;9&)
-£ R UHIHUHQGR « D FRQˉUPD©¥R GH XP DVVXQWR M£ WUDQVIRUPDGR HP OHL &RQVWLWXLVHQDFRQVXOWDDRSRYRSDUDTXHUDWLˉTXHRXUHMHLWHGHWHUPLQDGRDWRGR /HJLVODWLYR2VHOHLWRUHVGHYHPUHVSRQGHUVLPRXQ¥RVREUHDPDW«ULDSUHYLDPHQ-WHDSURYDGDSHOR&RQJUHVVR1DFLRQDO
2SOHELVFLWRHRUHIHUHQGRV¥RSRUWDQWRGXDVIRUPDVGHH[HUF¯FLRGRGLUHL-to de vo2SOHELVFLWRHRUHIHUHQGRV¥RSRUWDQWRGXDVIRUPDVGHH[HUF¯FLRGRGLUHL-to. O resultado da votação, por sua vez, é expressão da vontade popular.
$VVLPVHQGRXPDYH]WHQGRRSRYRDˉUPDGRHPSOHELVFLWRRXUHIHUHQGRD VXDSUHIHU¬QFLDQ¥RSRGHROHJLVODGRUSRUPHLRGHOHLRXGHHPHQGDFRQVWLWXFLR-nal, dispor contrariamente à manifestação popular, pois estaria ferindo a sobera-QLDSRSXODUSUHYLVWDFRQVWLWXFLRQDOPHQWHDUWFDSXW&)
A vontade popular, uma vez exarada, passa a ser vinculante, e, portanto, não SRGHPDLVVHUGHVUHVSHLWDGD6HHIHWLYDPHQWHRFRUUHVVHWDOVLWXD©¥RUHIHULGDVOHLV RX HPHQGDV VHULDP LQFRQVWLWXFLRQDLV SRU YLRODUHP R GLVSRVWR QR DUW , RX ,, FRPELQDGRFRPRDUW|SDU£JUDIR¼QLFRGD&RQVWLWXL©¥R)HGHUDO
(VVD«HPYHUGDGHXPDVLWXD©¥RGHSUHYDO¬QFLDGDGHPRFUDFLDGLUHWDVREUH a representativa.
$¼QLFDPDQHLUDGHVHPRGLˉFDUDYRQWDGHSRSXODUH[SUHVVDGDSRUPHLRGR voto em um plebiscito ou referendo seria mediante nova consulta popular a ser FRQYRFDGDRXDXWRUL]DGDSRUGHFUHWROHJLVODWLYRGR&RQJUHVVR1DFLRQDOQRVWHU- PRVGRGLVSRVWRQRDUW;9GD&RQVWLWXL©¥R)HGHUDO2UHIHULGRGHFUHWROHJLVOD-WLYRFRQWXGRGHSHQGHULDGHSURYRFD©¥RGROHJLVODGRUVHMDSRUPHLRGHOHLQRFDVR GHSRUWHGHDUPDVVHMDSRUPHLRGHQRYDHPHQGDFRQVWLWXFLRQDOQRFDVRGRVLV-WHPDGHJRYHUQR1HVVHVFDVRVDOHLRXHPHQGDFRQVWLWXFLRQDOGHYHULDSUHYHUD IXWXUD FRQYRFD©¥R SHOR &RQJUHVVR 1DFLRQDO GR QRYR SOHELVFLWR 3HGUR /HQ]D LQ 'LUHLWRFRQVWLWXFLRQDOHVTXHPDWL]DGR