1 VÍNCULOS DE TRABALHO NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ
Shaila Ariente Beledeli Nodari1 Maria Lucia Frizon Rizzotto RESUMO: Trata-se de estudo descritivo, cujo objetivo foi identificar os tipos de vínculos dos
trabalhadores da Atenção Básica (AB) da Macrorregião Oeste do Paraná, de acordo com o porte dos municípios e o nível de escolaridade dos trabalhadores. Foram incluídos no estudo todos os trabalhadores de saúde de estabelecimentos de AB que constavam do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). Os dados foram coletados por município e registrados em planilha no Microsoft Excel 2010, contendo informações referentes aos estabelecimentos e a Força de Trabalho em Saúde. Para facilitar a visualização e a análise, os dados foram apresentados em gráficos e tabelas. A classificação dos municípios foi definida a partir do número de habitantes, e os trabalhadores foram organizados por categoria profissional. Foram identificados 13 tipos de vínculos, sendo dois tipos regulares e 11 irregulares. Os tipos de vínculos predominantes foram os vínculos regulares (82,17%), sendo que os maiores percentuais de vínculos irregulares foram encontrados nos municípios de menor porte, até 50 mil habitantes (68,46%) e nos empregos de nível superior (80,51%). Esses resultados mostram a necessidade de medidas governamentais para a regularização dos vínculos de trabalho no campo da saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Recursos humanos em saúde; Trabalho em saúde; Vínculo empregatício;
INTRODUÇÃO
Com a Constituição Federal de 1988, as ações e serviços públicos de saúde passaram a ser de acesso universal e igualitário (BRASIL, 2013), enfatizando ações de promoção e proteção à saúde, prevenção de doenças e uma atenção integral (GIL, 2005). Para isso deveria organizar um sistema universal seguindo as diretrizes da descentralização, regionalização e hierarquização das redes de serviços de saúde (BRASIL, 1990).
Com isso pretendia superar o tradicional modelo baseado na atenção médica curativa e hospitalar (SAYD; JUNIOR; VELANDIA, 1998) que não atendia às necessidades de saúde e excluía a maioria da população do acesso aos recursos e serviços de saúde, principalmente, os de mais baixa renda e de regiões de difícil acesso (BRASIL, 2009).
Esse período foi marcado por mudanças nas discussões sobre os Recursos Humanos em Saúde (RHS), que passaram de mera disfunção da Força de Trabalho em Saúde (FTS) para um problema crucial de carência de políticas de recursos humanos, “termo que procura
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superar o sentido quantitativo, econômico e estritamente produtivo no serviço de saúde” (SAYD, JUNIOR, VELANDIA, 1998, p. 189).
O novo modelo de atenção passou a demandar um novo perfil de trabalhadores, tanto do ponto de vista assistencial quanto da sua formação e qualificação (BRASIL, 2009). Porém, ao longo da década de 1990, as ideias neoliberais se difundiram e contribuíram para a redução do Estado, incentivando a privatização e liberação comercial e a abertura econômica, era a “mundialização do capital” (FERREIRA; MOURA, 2006).
A hegemonia neoliberal presente até os dias atuais vem gerando redução dos direitos sociais e trabalhistas, desemprego, precarização do trabalho, desmonte da previdência pública e sucateamento da saúde. Situação que atinge também os trabalhadores do SUS, com ausência de concursos públicos, aumento do número de servidores terceirizados e ainda, a existência daqueles que trabalham sem contrato definido (FERREIRA; MOURA, 2006).
A FTS sofre grande processo de desregulamentação, com direitos e deveres diferenciados, falta de estímulo profissional, desvios de funções, duplas ou triplas jornadas de trabalho, submissão a formas de vinculação precárias, poucos ou inexistentes espaços de negociação com seus empregadores (BRASIL, 2003).
O Estado, mostra sua incapacidade de cumprir os requisitos constitucionais de concurso público, descritos no artigo 37, inciso II, onde “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos” (BRASIL, 2013, p. 12), permitindo a proliferação de diversos tipos de vínculos de trabalho irregulares (NOGUEIRA, 2006).
Nessas condições, o trabalhador perde seus direitos sociais e trabalhistas, ficando desprovidos de direitos como férias, fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS), licenças, décimo-terceiro salário e aposentadoria (NOGUEIRA, 2002).
Além disso, vivem em uma contradição que se estabelece entre atender as necessidades de saúde da população e um sistema que não consegue responder de forma satisfatória a elas (BRASIL, 1994).
A questão da FTS se coloca como uma das mais complexas e a que vem sofrendo o maior processo de desregulamentação em relação às reformas postas em prática a partir da década de 1990 (BRASIL, 2003), constituindo um desafio para a consolidação da AB (GIL,
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2005). Além disso, poucos são os dados disponíveis sobre a dinâmica da força de trabalho em saúde, especialmente na nossa região.
Nesse sentido, justifica-se a presente pesquisa, cujos dados espera-se possam contribuir para o conhecimento da real situação dos tipos de vínculos adotados na AB da Macrorregião Oeste do Paraná.
OBJETIVO
Identificar os tipos de vínculos dos trabalhadores da Atenção Básica da Macrorregião Oeste do Paraná, de acordo com o porte dos municípios e o nível de escolaridade dos trabalhadores.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Esta pesquisa caracteriza-se quanto aos seus objetivos como descritiva e quanto aos procedimentos como documental. A pesquisa descritiva tem como objetivo principal a descrição das características de uma determinada população (GIL, 2007), onde os dados são observados, registrados, analisados e interpretados, sem que haja intervenção sobre eles por parte do pesquisador, objetivando encontrar a frequência com que um fato ocorre, sua natureza, características, causas, relações com outros fatos (PRODANOV; FREITAS, 2013).
A pesquisa documental utiliza como fonte de dados documentos (GIL, 2007). Esses documentos são definidos como qualquer registro que possa se constituir como fonte de informação (PRODANOV; FREITAS, 2013), sendo uma fonte diversificada e dispersa, podendo ser de segunda mão (quando já sofreram algum tipo de análise), como é o caso dos bancos de dados públicos (GIL, 2007).
A realização da pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, com parecer número 535.238.
Foram incluídos no estudo todos os profissionais e trabalhadores de saúde que estavam cadastrados nos estabelecimentos de AB da Macrorregião Oeste do Paraná, no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). Sendo o CNES o banco de dados público utilizado como fonte de coleta de dados.
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A área de abrangência do estudo foi a Macrorregião Oeste do Paraná, composta por quatro Regiões de Saúde, 79 municípios e uma população de 1.647.657 habitantes. Compõe a Macrorregião Oeste, a 8ª Região de Saúde (Francisco Beltrão), com 27 municípios, população de 333.967; a 9ª Região de Saúde (Foz do Iguaçu), compreendendo nove municípios e população de 450.166 habitantes; a 10ª Região de Saúde (Cascavel), com 25 municípios, população de 514.335; e a 20ª Região de Saúde (Toledo), que abrange 18 municípios e uma população de 349.189 habitantes. (PARANÁ, 2009; CNES, 2013).
Os dados foram coletados por município e registrados em planilha no Microsoft Excel
2010, compondo um banco de dados próprio contendo todos os estabelecimentos de saúde.
Utilizando esse banco de dados foi feito um segundo banco contendo apenas os estabelecimentos de AB, o qual foi utilizado para o presente estudo.
Os tipos de estabelecimento considerados de AB foram: posto de saúde, centro de saúde / unidade básica, centro de apoio à saúde da família, polo academia da saúde e farmácia (CNES, 2013).
Constaram do banco de dados informações relacionadas aos estabelecimentos de AB: nome do estabelecimento, endereço, tipo de estabelecimento, natureza da organização, esfera administrativa, nível de atenção e atividade e dados referentes á FTS: nome do profissional, data de entrada, CBO (ocupação), carga horária, vinculação e tipo de vínculo.
A apresentação dos dados foi feita levando em consideração o porte populacional dos municípios, a partir da seguinte classificação: municípios com até cinco mil habitantes; municípios com população entre cinco até menos de 20 mil habitantes; municípios com porte populacional entre 20 até menos de 50 mil habitantes; municípios com população entre 50 até menos de 100 mil habitantes e municípios acima de 100 mil habitantes.
Os trabalhadores foram organizados em categoria profissional, conforme o nível de escolaridade (nível elementar, nível médio/ técnico e nível superior), utilizando-se a seguinte classificação:
A – Profissionais de saúde com formação de nível superior: terapeuta ocupacional; psicólogo; nutricionista; médico; ortoptista; médico veterinário; fonoaudiólogo; fisioterapeuta; farmacêutico; enfermeiro; dentista; biólogo; biomédico; assistente social; educador físico.
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B – Profissionais e trabalhadores de saúde sem formação de nível superior: agente comunitário da saúde; agente de saúde pública; atendente de enfermagem; atendente de farmácia; auxiliar de enfermagem; auxiliar de saúde bucal; auxiliar de laboratório; auxiliar em patologia clínica; protético dentário; socorrista; técnico em acupuntura; técnico de enfermagem; técnico em administração; técnico em patologia; técnico em radiologia; técnico em saúde bucal; visitador sanitário.
C – Trabalhadores de nível superior sem formação na área de saúde: administrador; advogado; arquiteto; engenheiro; secretário executivo.
D – Trabalhadores sem identificação do nível de formação: assistente administrativo; agente de ação social; auditor; auxiliar de escritório; auxiliar de escritório; diretor; dirigente; gerente; motorista; ouvidor, serviços gerais.
Foram considerados vínculos irregulares de trabalho aqueles em que o trabalhador foi admitido sem concurso ou seleção de natureza pública, e regulares os que foram admitidos através de concurso público (NOGUEIRA, 2006).
Os dados foram sistematizados e organizados em tabelas e gráficos utilizando o
Microsoft Excel 2010. RESULTADOS
De acordo como os dados obtidos, estavam cadastrados no CNES 7.777 empregos nos estabelecimentos de AB na Macrorregião Oeste do Paraná. A maioria deles 39% (3058) atuam em municípios que possuem entre cinco e 20 mil habitantes, seguidos por 30% (2.297) nos municípios com mais de 100 mil habitantes, 16% (1.260) em municípios com porte populacional entre 20 mil até menos de 50 mil habitantes, 10% (769) dos empregos estavam cadastrados em municípios com menos de cinco mil habitantes e 5% (393) estavam em municípios de 50 até 100 mil habitantes (Gráfico 1).
A partir da década de 1980, o sistema de saúde passou a enfatizar o município e a priorizar a expansão da assistência ambulatorial (MACHADO, 2006). Com o processo de municipalização, o município, passou a ser o responsável pela contratação da FTS, expandiram-se os empregos em saúde em nível municipal, sendo que na década de 1980 o
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setor municipal representava 17,8% dos empregos públicos de saúde, passando em 2002 para 66,3 % (BRASIL, 2006).
Gráfico 1- Números de empregos na atenção básica, segundo o porte populacional
dos municípios da Macrorregião Oeste do Paraná
Fonte: elaboração própria a partir de dados do CNES, 2014
Foram identificados 13 tipos de vínculos, sendo dois regulares: estatutário e emprego público, e 11 tipos irregulares: bolsa, cargo comissionado, consultoria, contrato por prazo determinado, contrato verbal/informal, intermediado por organização da sociedade civil de interesse público, intermediado por entidade filantrópica e/ou sem fins lucrativos, intermediado por empresa privada, intermediado por organização social, sem intermediação e sem tipo.
De maneira geral, identifica-se que os tipos de vínculo predominantes nos empregos da AB da Macrorregião Oeste do Paraná, são os vínculos regulares, o estatutário com percentual de 58,57% e o emprego público com 23,60% (tabela 1).
Esses dados demonstram a concretização da estratégia DesprecarizaSUS do governo federal, que tem como objetivo a desprecarização dos vínculos de trabalho na saúde (BRASIL, 2006), substituindo-se os trabalhadores com vínculos irregulares por trabalhadores efetivos (NOGUEIRA, 2006).
Através da tabela 1, também observa-se que os maiores percentuais de vínculos irregulares encontram-se nos municípios de menor porte, correspondendo a 25,09% em municípios com menos de cinco mil habitantes, 24,88% nos municípios com cinco a 20 mil habitantes, 18,49% nos municípios com 20 a 50 mil habitantes, 5,08% nos municípios com 50 a 100 mil habitantes e 7,79% naqueles com mais de 100 mil habitantes.
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Sendo que dentre os vínculos irregulares o “contrato por prazo determinado” se destaca em maior número nos municípios com até 100 mil habitantes, e o “sem tipo” nos municípios acima de 100 mil habitantes.
Muitas vezes os gestores municipais, restritos pela lei de responsabilidade fiscal (LRF) (FARIA; ARAÚJO, 2011), acabam admitindo os trabalhadores por meio de vínculos irregulares de trabalho (LACAZ et al., 2011), contribuindo com a alta rotatividade de profissionais nos postos de trabalho, que associado a baixa remuneração e a inexistência de “plano de carreira” na maioria dos municípios, desestimula os trabalhadores do setor (MARQUES, 2000).
Tabela 1 - Tipo de vínculo dos empregos na atenção básica segundo o porte
populacional dos municípios da Macrorregião Oeste do Paraná
n % n % n % n % n %
Bolsa 3 0,39 11 0,36 15 1,19 2 0,51 6 0,26 37
Cargo comissionado 36 4,68 81 2,65 34 2,70 1 0,25 2 0,09 154
Consultoria 0,00 0,00 2 0,16 0,00 0,00 2
Contrato por prazo
determinado 114 14,82 422 13,80 109 8,65 10 2,54 11 0,48 666 Contrato verbal/informal 6 0,78 14 0,46 2 0,16 0,00 0,00 22 Emprego público 145 18,86 577 18,87 444 35,24 189 48,09 481 20,94 1836 Estatutário 431 56,05 1720 56,25 583 46,27 184 46,82 1637 71,27 4555 Intermediado por organização da sociedade
civil de interesse público 0,00 0,00 1 0,08 0,00 0,00 1
Intermediadopor entidade filantrópica e/ou sem fins
lucrativos 0,00 3 0,10 0,00 0,00 0,00 3 Intermediado por empresa privada 23 2,99 58 1,90 51 4,05 7 1,78 34 1,48 173 Intermediado por organização social 0,00 1 0,03 2 0,16 0,00 0,00 3 Sem intermediação 8 1,04 22 0,72 0,00 0,00 2 0,09 32 Sem tipo 3 0,39 149 4,87 17 1,35 0,00 124 5,40 293 TOTAL 769 100,00 3058 100,00 1260 100,00 393 100,00 2297 100,00 7777 TOTAL TIPO DE VÍNCULO
PORTE DOS MUNICÍPIOS
< 5.000 5.000-20.000 20.000-50.000 50.000-100.000 > 100.000
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Em relação ao nível de escolaridade dos trabalhadores, as categorias B (trabalhadores de saúde sem formação de nível superior) e D (trabalhadores sem identificação do nível de formação) apresentam os maiores percentuais de empregos com vínculos regulares de trabalho, respectivamente 89,84% e 89,06%, predominando em ambos o tipo estatutário (tabela 2).
A categoria C (trabalhadores de nível superior sem formação na área de saúde) são as que apresentaram o maior percentual de empregos irregulares, 49,35%, sendo que o cargo comissionado é o tipo que se desta (36,36%) nesta categoria. A categoria A (trabalhadores de saúde com formação de nível superior) também se apresenta com percentual elevado de vínculos irregulares, 31,16%, sobressaindo-se o tipo de vínculo irregular, contrato por prazo determinado (16,06%) (tabela 2).
Esses dados corroboram com outros estudos, como o de Cotta et al. (2006) que identificou que grande parte dos agentes comunitários de saúde e auxiliares de enfermagem, da equipe saúde da família, foram contratados através de concurso público, já os médico e enfermeiros, foram admitidos por outros meios, irregulares.
Tabela 2 - Tipos de vínculos de acordo com o nível de escolaridade
A B C D Total
n % n % n % n %
Bolsa 37 1,38 0 0 0 0 0 0 37
Carso comissionado 48 1,79 47 1,07 28 36,36 31 4,91 154
Consultoria 2 0,07 0 0,00 0 0,00 0 0,00 2
Contrato por prazo determinado 430 16,07 203 4,62 6 0,00 27 4,28 666
Contrato verbal/informal 15 0,56 6 0,14 1 1,30 0 0,00 22
Emprego público 288 10,76 1521 34,62 1 1,30 26 4,12 1836
Estatutário 1554 58,07 2426 55,22 39 50,65 536 84,94 4555
Intermediado por organização da sociedade civil de interesse
público 1 0,04 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1
Intermediado por entidade filantrópica e/ou sem fins
lucrativos 3 0,11 0 0,00 0 0,00 0 0,00 3
Intermediado por empresa privada 167 6,24 3 0,07 2 2,60 1 0,16 173
Intermediado por organização
social 3 0,11 0 0,00 0 0,00 0 0,00 3
Sem intermediação 28 1,05 4 0,09 0 0,00 0 32
Sem tipo 100 3,74 183 4,17 0 0,00 10 1,58 293
Total 2676 100,00 4393 100,00 77 100,00 631 100,00 7777
TIPO DE VÍNCULO
9 CONCLUSÃO
Com a Constituição Federal de 1988 a FTS deveria ser tratada como um fator estruturante para consolidação do sistema de saúde, já que são os trabalhadores que definem os serviços que serão prestados a população. Porém com a introdução dos ideais neoliberais, ocorreu um processo inverso, de desvalorização da FTS e desregulamentação do trabalho.
No presente estudo, identifica-se que mesmo predominando nos empregos da AB da Macrorregião Oeste do Paraná vínculos regulares de trabalho, identificam-se ainda um elevado percentual de vínculos irregulares, principalmente em municípios de menor porte e nos empregos de nível superior.
Esses resultados mostram que mesmo com a implantação de políticas voltadas para a desprecarização do trabalho no SUS, ainda há necessidade de valorização da FTS, com regularização dos vínculos de trabalho.
REFERÊNCIAS
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