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APRESENTAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO

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Academic year: 2021

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APRESENTAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO

MEMBROS ASSOCIADOS

Travessa do Pinheiro Grande 63 4300-425 Porto, Portugal Tel: +351 912 312 119

Email: [email protected]

www.associacaoescolasdesurf.pt

ASSOCIAÇÃO DE ESCOLAS DE SURF DE PORTUGAL

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1 QUEM SOMOS ... 1

1.1 Missão ... 1

1.2 Visão... 1

1.3 Objetivos ... 1

2 ESTRATÉGIA E ÁREAS DE ATUAÇÃO ... 2

2.1 Regulamentação ... 2 2.2 Fiscalização ... 3 2.3 Formação ... 4 2.4 Certificação ... 5 2.5 Conservação Ambiental ... 5 2.6 Outras Estratégias ... 6 3 TORNAR-SE ASSOCIADO ... 7 3.1 Condições de Adesão ... 7 3.2 Plano de Quotas ... 7

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AESDP © 2017 Apresentação da Associação

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1 QUEM SOMOS

A Associação de Escolas de Surf de Portugal foi criada para dar resposta ao atual contexto nacional de rápido crescimento das modalidades de deslize em ondas, através da aplicação de princípios de sustentabilidade na gestão e regulamentação destas atividades.

É uma associação sem fins lucrativos, criada e dirigida por proprietários de escolas de surf e bodyboard, que pretende ser a voz deste setor empresarial, em Portugal continental e insular. Numa altura de constantes alterações ao contexto legislativo e regulatório desta atividade, a AESDP surge como a primeira entidade investida em defender os interesses destas empresas. A sua atuação centra-se numa constante articulação com as entidades responsáveis pela regulamentação desta atividade em todo o país, com o intuito de garantir um contexto empresarial justo e equilibrado, centrado no fornecimento de serviços de qualidade e em segurança.

1.1 Missão

A AESDP é a entidade que reúne e representa as empresas de ensino das modalidades de deslize em ondas em Portugal.

1.2 Visão

Através de uma coordenação com as entidades responsáveis pela gestão e regulamentação das atividades de deslize nas praias portuguesas, a AESDP irá contribuir para uma maior sustentabilidade e segurança deste setor no futuro.

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Objetivos

1) Promover o bom funcionamento, de forma a garantir a segurança de todos os utentes nas praias portuguesas e nas atividades de desportos de deslize em ondas na costa portuguesa, durante e fora da época balnear;

2) Desenvolver a atividade de desportos de deslize em ondas como produto nacional turístico de qualidade, incluindo a componente de animação turística;

3) Defender a justiça e transparência na concorrência entre as diversas empresas (escolas) e associações regionais que promovem o ensino destas modalidades;

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4) Promover a regulamentação eficaz e sustentável do funcionamento das modalidades de deslize, junto das entidades competentes;

5) Promover programas de formação específica às diversas escolas associadas, de acordo com as diretivas das entidades competentes;

6) Organização e promoção de eventos.

2 ESTRATÉGIA E ÁREAS DE ATUAÇÃO

Com o intuito de desenvolver o seu trabalho de forma eficaz e competente, a AESDP delineou um conjunto de estratégias para o seu plano de ação. Estas estratégias, divididas em cinco áreas de atuação distintas, vão de encontro à missão e visão da Associação e representam uma abordagem ao cumprimento dos objetivos definidos. Assim, as cinco principais áreas de atuação da AESDP são a Regulamentação, a Fiscalização, a Formação, a Certificação e a Conservação Ambiental, estando todas elas detalhadas de seguida.

2.1 Regulamentação

O atual panorama de regulamentação das escolas de surf em Portugal é praticamente inexistente, e o que existe por parte das Capitanias é demasiado divergente. É essencial encontrar um sistema de regulamentação que, por um lado, seja uniforme e que, simultaneamente, considere as diferentes especificidades de cada zona do país onde decorre o ensino das modalidades de deslize. Assim, a estratégia da AESDP para esta área específica, passa por uma coordenação com as entidades responsáveis, na definição de novos parâmetros e medidas legais específicas para estes operadores. Estas medidas devem ter como base os seguintes pontos:

• Definição de leis gerais, a ser aplicadas a todas as empresas de ensino de desportos de deslize, para estabelecer uma base uniforme e justa para todos os agentes. Além desta legislação, cada Capitania deve definir, em conjunto com a AESDP e outras entidades, regulamentos específicos para cada zona e/ou praia;

• Definição da capacidade de carga das diferentes praias, considerando que os limites aceitáveis da capacidade dos spots de surf variam dependendo de fatores como a ondulação, o vento e as marés, não devendo ser definidos como se estes se tratassem de meios estáticos e inalterados. Recomenda-se que a definição das capacidades de carga dos diferentes spots seja feita com participação de diferentes stakeholders no

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AESDP © 2017 Apresentação da Associação

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terreno, como surfistas, escolas de surf, o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), entre outros;

• Estabelecimento de um limite máximo de licenças para escolas de surf a serem emitidas por praia ou região, de acordo com as capacidades de carga definidas para cada zona;

• Durante a época balnear, definição de diferentes corredores no espelho de água, para as diferentes atividades, das quais se destacam os banhos, o surf comercial e o surf recreativo (free surf/surf livre). A localização destes corredores deverá ser dinâmica e adaptada consoante as condições do mar em cada momento, de forma a potenciar a experiência e assegurar a segurança de cada um dos grupos em causa;

• As licenças de duração de 3 meses não garantem qualquer tipo de estabilidade às empresas, representando uma barreira ao investimento por parte das mesmas. A AESDP acredita que as licenças devem ter uma duração entre os 3 e os 5 anos, para que se possam desenvolver projetos a nível local com uma visão de médio e longo prazo, bem como para motivar as empresas concorrentes a melhorar continuamente a qualidade dos serviços prestados.

2.2 Fiscalização

Naturalmente, a eficácia prática de qualquer medida de regulamentação, só será alcançada através de uma fiscalização regular e consequente. Assim, a AESDP defende que as entidades responsáveis devem ser equipadas de meios que permitam uma maior presença nas praias, garantindo o bom funcionamento destas atividades e um contexto mais justo para todos os operadores. A AESDP pretende trabalhar em conjunto com as entidades fiscalizadoras, de forma a aplicar uma estratégia de fiscalização que seja adequada às especificidades desta atividade. Devem, assim, ser consideradas as seguintes situações:

• Uma vez que grande parte das escolas em incumprimento apresentam grande mobilidade, recorrendo a carrinhas para dar aulas em diferentes praias, só uma presença constante no terreno permitirá que se faça uma fiscalização eficaz destes operadores;

• O incumprimento das regulamentações deverá ser punido de forma consequente, através do pagamento de coimas e/ou perda da licença para operar.

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2.3 Formação

A AESDP pretende estar envolvida na formação de profissionais deste setor, como forma de colmatar as atuais lacunas existentes ao nível da diversidade de oferta existente nesta área. É essencial equipar estes profissionais de conhecimentos e ferramentas específicos à atuação de cada um, sendo que o ensino das modalidades de deslize é desenvolvido junto de grupos de indivíduos com diferentes características e necessidades. A AESDP acredita que o atual modelo da cédula de treinador do IPDJ, consistindo numa formação única, quer para treinadores de competição, quer para instrutores/monitores de atividades turísticas e outras, é inadequada. Deve-se repensar o modelo de formação, considerando, de alguma forma, a diferença entre os vários tipos de ensino destas modalidades, considerando o seguinte:

• A AESDP acredita que um treinador desportivo de surf, tem um perfil e formação diferentes de um monitor/instrutor de atividades de animação turística ou juvenil, por exemplo. Como tal, a formação deve ser adaptada à realidade de cada um, através da realização de cursos de formação específicos, sendo assim possível enquadrar a formação com as necessidades do mercado;

• Durante o longo período de hiato nos cursos de treinadores certificados pelo IPDJ, diversos membros da AESDP realizaram iniciativas de formação para instrutores, através de cursos administrados por entidades internacionais e reconhecidas mundialmente, como a International Surfing Association (ISA) e a Academy of Surfing Instructors (ASI). A AESDP acredita no valor destes cursos, e defende que representam um nível de formação suficiente para instrutores que trabalhem unicamente com grupos de praticantes iniciados, como é o caso em grande parte das experiências turísticas. A AESDP compreende e aplaude a iniciativa da Federação Portuguesa de Surf e do IPDJ, de criar um curso de grande valor e de referência global, e defende que essa formação seja exigida a treinadores que trabalhem com grupos de surfistas de nível técnico mais evoluído, bem como àqueles que pretendem abrir novas escolas. Contudo, uma formação com uma carga horária tão elevada parece inadequada à realidade de grande parte dos instrutores que trabalham com o turismo ou campos de férias, que são trabalhos tipicamente sazonais e que não requerem uma carga teórica tão acentuada.

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AESDP © 2017 Apresentação da Associação

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2.4 Certificação

A AESDP defende que deve haver uma maior uniformização da qualidade dos serviços prestados pelas escolas de surf em todo o território nacional, uma vez que oferecem um produto turístico fortemente diferenciador e com crescente procura. Para tal, deverão ser definidos critérios de qualidade e segurança, para que possam ser aplicados num programa de certificação das escolas de surf portuguesas, diferenciando a aprendizagem de surf como produto turístico, dos principais destinos concorrentes. Tal modelo de certificação deverá considerar as seguintes dimensões:

• Definição de critérios mínimos de qualidade, segurança e sustentabilidade, que todas as escolas de surf a nível nacional terão que cumprir;

• Criação de diferentes níveis de conformidade da certificação, motivando todas as empresas a melhorar continuamente a sua atuação. Por exemplo:

o Nível básico: conjunto de critérios mínimos, obrigatórios à atividade destas empresas;

o Nível intermédio: certificação dada aos operadores com níveis superiores de qualidade e que mostrem práticas sociais e ambientais acima dos mínimos obrigatórios;

o Nível superior: certificação dada apenas àqueles operadores que desenvolvam as melhores práticas, em todas as áreas da sua atividade.

2.5 Conservação Ambiental

O sucesso da promoção do surf como produto estratégico na afirmação da imagem de Portugal, está inteiramente dependente da preservação dos recursos naturais dos quais esta atividade depende – as ondas. Como tal, a AESDP pretende envolver-se ativamente no combate a projetos de desenvolvimento que ameacem a qualidade das diversas ondas nacionais, recursos naturais não passíveis de serem replicados e que têm sido responsáveis pelo enorme reconhecimento de Portugal perante a comunidade de surf internacional. A ação da AESDP neste domínio irá envolver as seguintes dimensões:

• Coordenação e colaboração com as entidades ambientais nacionais, bem como com grupos ativistas centrados na proteção das ondas;

• Monitorização das ameaças ambientais identificadas, através do feedback das escolas associadas, e consequente comunicação às entidades responsáveis;

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• Participação em estudos de impacto ambiental e económico relativos às praias portuguesas, com especial destaque para aquelas cujas ondas estejam ameaçadas.

2.6 Outras Estratégias

Além das cinco áreas de atuação detalhadas, a ação da AESDP irá centrar-se noutras estratégias que considera serem essenciais para o desenvolvimento desta atividade em Portugal. As estratégias apresentadas de seguida, apesar de não se inserirem em nenhuma das outras áreas específicas, são igualmente importantes e serão alvo da mesma dedicação por parte da Associação.

• Definição e caracterização detalhada de todas as praias do país, com condições para a prática de modalidades de deslize. Através da criação de uma base de dados detalhada de todos os spots de surf no país, que inclua não só a sua caracterização, mas também o cruzamento com os contextos comerciais e de regulamentação locais, será possível ter uma compreensão pormenorizada das diferentes realidades;

• Criação de “identificações de surf” dos alunos, descrevendo o nível de habilidade técnica de cada um. Isto ajudará a combater os problemas relacionados com o aluguer de pranchas, que é atualmente feito sem qualquer controlo, levando a que pessoas sem conhecimentos usem pranchas inadequadas, pondo em risco a sua segurança, bem como a dos restantes participantes;

• A criação de sinalética da “Etiqueta do Surf” é absolutamente necessária. Uma sinalética nacional uniformizada, não só nas praias, mas também partilhada em todas as escolas de surf, permitirá uma educação ativa de todos os praticantes menos experientes, reduzindo assim a probabilidade de acontecerem episódios de conflito ou de acidente;

• Definição de um código de conduta e de boas práticas para treinadores e instrutores de surf, bem como uma definição das diferentes zonas do espelho de água a serem ocupadas por alunos iniciados, intermédios e avançados, considerando os riscos associados a cada um;

• Garantir o acesso às atividades de deslize em ondas para todos. Devido às suas características terapêuticas, as atividades de ar livre têm sido crescentemente promovidas junto de grupos com mobilidade reduzida, ou inseridas em programas de ensino especial. A AESDP pretende garantir que haja, ao longo da costa portuguesa, uma distribuição equilibrada de infraestruturas e serviços para o surf adaptado, pelo que

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irá tentar trabalhar com os Municípios e a Associação Portuguesa de Surf Adaptado na capacitação das escolas e no desenvolvimento de infraestruturas adequadas;

• Promover a vigilância nas praias durante todo o ano. As escolas de surf, por trabalharem na sua maioria durante todo o ano, funcionam como agentes determinantes na vigilância das praias e no salvamento marítimo fora da época balnear. Como tal, a AESDP pretende estabelecer uma relação de parceria com o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), com o intuito de equipar as escolas com equipamentos que permitam dar apoio ao salvamento. Neste caso, os treinadores e instrutores das escolas de surf que atuem conjuntamente com o ISN, deverão ter formação adequada, nomeadamente em primeiros socorros e em salvamento aquático.

3 TORNAR-SE ASSOCIADO

3.1 Condições de Adesão

Podem-se tornar membros da AESDP todos os profissionais individuais ou coletivos, que aceitem as condições estipuladas nos Estatutos, e que apresentem os seguintes documentos:

• Registo de Atividade Comercial;

• Comprovativo de registo na Federação Portuguesa de Surf e/ou Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística (RNAAT);

• Seguros de Responsabilidade Civil, Acidentes de Trabalho e Acidentes Pessoais

3.2 Plano de Quotas

Jóia de Adesão: 250€ 1

PLANO DE QUOTAS PARA O ANO DE 2018

Quota Anual:

Treinadores individuais – 40€ Escolas e Surf Camps – 60€

1 A todos os associados que se inscreverem até ao final do ano de 2018, não será cobrado o pagamento

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3.3 Vantagens dos Associados

A AESDP está empenhada em conseguir atribuir cada vez mais benefícios aos seus associados, através do estabelecimento de relações de parceria com entidades relevantes nas áreas da promoção, regulamentação e fiscalização do surfing comercial. De uma forma específica, destacam-se as seguintes vantagens atualmente oferecidas a todos os nossos associados:

• Representação e exposição dos interesses e preocupações de cada um, junto das entidades relevantes a nível nacional, regional e local;

• Representação em momentos promocionais desenvolvidos pela AESDP e entidades parceiras;

• Apoio no desenvolvimento de projetos e candidaturas a financiamento;

• Esclarecimento de dúvidas e informação regular sobre temas gerais e específicos do setor;

• Participação em ações de formação e workshops, bem como em todos os eventos oficiais promovidos pela AESDP;

• Promoção no website da AESDP, através de presença num mapa interativo e tabela de Associados;

• Apoio informativo em questões de ordem jurídica;

• Acesso exclusivo à Área de Associados, para consulta de informações fundamentais à atividade do seu negócio e para colocar todas as suas dúvidas;

• Vantagens comerciais resultantes das parcerias estabelecidas pela AESDP:

o Desconto no Software de gestão de escolas de surf e surf camps CodiSurf; • Kit de Associados AESDP (em desenvolvimento).

Referências

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