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ANO II / EDIÇÃO VII. JUL-SET de 2017

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A N O II / E D IÇÃ O VII JUL -S ET d e 2017

(2)

ANO II – EDIÇÃO VII

Julho - Setembro - 2017

UNITARIANISMO EM FOCO

03

O Unitarismo

é judaizante?

O Unitarismo bíblico versus Unitarismo judaico.

Diferenças e semelhanças?

2

Ex-traficante é guiado por

Deus a uma Congregação

Adventista Unitariana...

Rafael Sobrinho

DA ÁGUA PRO VINHO

Paulo, o Cristianismo, a

tradição e o judaísmo.

Verdade presente.

VOZES UNITARIANAS

Deus requer seu nome

pronunciado em hebraico?

O Nome de Deus

ARTIGO COMPARTILHADO

08

O Judaísmo e as profecias

do fim dos tempos

Os 10 jubileus de Ben Samuel.

ESCATOLOGIA

Cristãos judaizantes

ou judeus

Engano no meio cristão.

ASSIM DIZ O SENHOR

Até aqui nos ajudou o

SENHOR.

Eventos marcantes.

FOTOS & FATOS

06

26

24

37

18

03 – 2017 | TROMBETA UNITARISTA

O que fazer para

ser salvo?

Estudo Bíblico

EU SOU A TESTEMUNHA

35

III Encontro Unitarista.

17 a 19 de Novembro

Portalegre/RN.

EVENTOS

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alguns casos, um processo longo e penoso e que não ocorre da noite para o dia. Certos cristãos têm a impressão inicial e até o receio de que esteja abandonando a fé em Jesus.

Ao adquirirem conhecimento bí-blico e histórico suficientes sobre Deus e as coisas que o envolvem conseguem concluir, pela graça de Deus, que a tão propalada trin-dade não é um ensino bíblico. Mas, nesse momento, via de regra, se sentem desconfortáveis em assumir essa posição publicamente porque, fatalmente, serão tacha-dos de hereges ou de não cristãos. De fato, para muitos, isso soa como uma forte agressão, uma acusação de apostasia. Então, ven-cida a etapa na qual se adquire conhecimento que conduz à rejeição do dogma trinitário, há, ainda, a ser vencida a etapa da retaliação que sofrerão por conta disso.

Mas, o amadurecimento espiritual permite que saiam dessas etapas ilesos e fortalecidos na convicção de que Deus é um, único e um só e que Jesus é seu Filho Amado, constituído por Deus como Senhor (At. 2.36).

Essas mudanças marcam a saída daquilo que foi convencionado nos concílios, séculos depois da morte do último apóstolo, como ortodoxia cristã. Esse movimento de saída gera uma sensação de leveza e liberdade espiritual, que deve estar sempre dentro daquela liberdade verdadeira; aquela que podemos fazer uso sem dar ocasião à carne (Gl. 5.13).

Como o dogma trinitário é forte-mente relacionado ao cristianismo secular, alguns irmãos que foram libertos do sentimento de aprisio-namento espiritual às convenções dos concílios, experimentam, en-tão, um outro sentimento, que é tão prejudicial espiritualmente quanto o falso ensino sobre a pessoa de Deus.

Alguns passam a evitar tudo aquilo que consideram carac-terístico do cristianismo, como se tudo devesse ser rejeitado por causa da rejeição da trindade. A partir daí tentam encontrar outra identidade religiosa. Nessa nova busca passam a agregar traços do judaísmo acreditando estarem mais próximos daquilo que seria o viver em Cristo como praticado pelos primeiros segui-dores do Mestre. Confundindo prática litúrgica com vida espiri-tual passam a usar expressões, ves-

O UNITARISMO

É JUDAIZANTE?

Em muitos momentos da história as religiões exerceram e ainda exercem uma forte influência sobre o indivíduo. Muitas vezes há uma dependência psicológica que faz alguns não analisarem mais detidamente o que lhe é ensinado. O mundo está repleto de exemplos disso, tanto em meios cristãos como não cristãos. As religiões ditas cristãs por serem de pres-suposto libertário jamais deveriam ter esse viés de aprisionamento pelo medo, mas na multidão dos segmentos existentes se encontram alguns ramos que agem assim para com seus membros.

Uma das amarras psicológicas que pode ser experimentada por um crente e que lhe causa medo de mudar é aquela que o prende ao dogma trinitário. Deixar de crer que exista uma trindade é, em

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falando da verdadeira fé em Cristo Jesus, disse:

“Nisto não há judeu

nem grego”

(Gl 3.28).

Ou seja, não são grupos étnicos com suas peculiaridades que fazem de alguém um seguidor de Cristo. Ele mesmo ainda orienta em Cl. 3.10,11

“E vos vestistes do novo,

que se renova para o

conhecimento, segundo a

imagem daquele que o criou;

Onde não há grego,

nem judeu, circuncisão,

nem incircuncisão, bárbaro,

cita, servo ou livre; mas

Cristo é tudo, e em todos.”

Não é necessário tornar-se judeu exteriormente, assim como não é

necessário tornar-se bárbaro. Se algo de judeu deve existir em nós é aquele sentimento de fidelidade a Deus e a seu Filho que eles deve-riam ter por terem sido separados por Deus como povo santificado:

“Mas é judeu

o que o é no interior,

e circuncisão a que é

do coração, no espírito,

não na letra;

cujo louvor não provém

dos homens,

mas de Deus”

(Rm. 2.29)

E por que devemos ter esse cui-dado de não nos envolvermos com as práticas judaicas atuais? A razão é simples! O judaísmo não deveria produzir pessoas des-crentes em Jesus, já as Escrituras dizem:

timenta e hábitos típicos do judaísmo, em um amálgama que tem produzido ares de superio-ridade por quem os pratica, se considerando mais crentes do que aqueles que entendem ser desne-cessária tal prática.

Mas, em diversos momentos Paulo mostrou que não é preciso a prática judaica para se reconhecer alguém como seguidor de Jesus. I Co. 7.18

“É alguém chamado,

estando circuncidado?

fique circuncidado.

É alguém chamado estando

incircuncidado?

não se circuncide”

e em Cl. 2.11 o mesmo Paulo, falando de uma circuncisão não da carne, mas espiritual em Cristo, diz:

“No qual também

estais circuncidados

com a circuncisão

não feita por mão

no despojo do corpo

dos pecados da carne,

mas pela

circuncisão de Cristo”.

Se isso pôde ser falado de um preceito da Lei que se tornou uma prática judaica, o que se diria do uso de Kipá, Tzitzit, Talit, Minorá e etc que vemos entre pessoas que não são de ascendência judaica e creem em Cristo. Ainda Paulo,

(5)

combateu os erros do ensino trinitário e escrevia contra os judeus antimessiânicos, mas, que, nitidamente, sempre caminhou em seus ensinos aproximando-se da linha do judaísmo tradicional. Hoje, ele mesmo é antimessiânico e anticristão que nega comple-tamente a Jesus Cristo e escreve artigos a respeito.

O outro caso é o de Marco Abrão, líder da Congregação Judaico Messiânica Adonai Shamah, de linha unitariana, autor do interes-sante livro “O Filho de Elohim”, que também foi mais e mais se aproximando do judaísmo tradi-cional, até ao ponto de afirmar enfaticamente que Jesus não cumpre os requisitos do Messias prometido a Israel e, portanto, não é mais O Filho de Elohim.

Pensar que para ser unitariano significa estar próximo das práticas judaicas é um engano que pode eventualmente ser cometido

por aqueles que abandonaram o dogma trinitário. Mas, a própria Bíblia não exige isso de ninguém. Ser unitariano não é ser judeu tradicional, mas ser monoteísta verdadeiro e, nesse sentido, uma coisa não condiciona a outra. Precisamos ser maduros na fé e sabermos que o interior determina nossa vida diante de Deus e não a prática particular de um segmento religioso, principalmente quando a adoção progressiva de tal prática pode levar à apostasia.

Valdomiro Filho [email protected]

“Veio para o que era seu”,

mas é fato que

“os seus não o receberam”

(Jo. 1.11)

e esses que não o receberam foram os judeus, mas, infelizmente, pela mesma dureza de coração encon-trada há dois mil anos atrás, ainda há quem rejeite Jesus pela mesma razão de antes. Tem se tornado comum ex-cristãos, que agora são adeptos do judaísmo, terem expe-rimentado antes disso a linha chamada judaico-messiânica ou algum seguimento religioso simi-lar, ou seja, judeus crentes em Jesus, mas com as práticas e costumes daquele povo.

No Brasil há dois casos notórios no meio religioso, o que chocou muitos seguidores e até levou alguns após os seus líderes.

O primeiro de um dos conhecidos ex-cristãos a tornar-se judeu tra-dicional praticante, descrente em Jesus, é o líder da comunidade TorahViva, cujo grupo se denomi-nava, à princípio, “Judaísmo Nazareno” e depois ficou conhe-cido como “Judaísmo do Cami-nho”, Shaul Bentzion, que, sendo de linha unicista, por muitos anos

(6)

Era o maior e mais musculoso, passando a comandar os garotos em pequenos delitos. Praticante de artes marciais, espancava as pessoas para lhes tomar os pertences. Rafael, vulgo “Bombado”, passou a ser o terror da cidade de Santo Antônio/RN, cidade vizinha e distante de Brejinho/RN, apenas 18 (dezoito) quilômetros, onde reside hoje. Mesmo no mundo do crime, teve a vida preservada por Deus. Numa determinada ocasião, após usar muita droga, com sua turma (quadrilha mirim), numa quadra de esporte pouco frequentada daquela cidade, percebeu que vinham em sua direção alguns homens com barras de ferro. Percebendo o perigo, seus colegas correram e o deixaram sozinho. Tentou correr, mas suas pernas e reflexos não obedeciam, passando a sorrir descontroladamente, sob o efeito das drogas. Foi espancado na cabeça, vários traumas e fraturas, ficando com aparência de morto, sendo abandonado pelos seus algozes. Socorrido por um dos garotos que ficara escondido à distância.

“Fui arrastado

pelo pé, como um

bicho morto.”

Mas, Deus tinha planos para essa preciosa alma. Entretanto a vida de crimes não parou.

Resolveu se tornar traficante e experimentar outras drogas mais viciantes e fortes

Conheceu a mulher que hoje é sua esposa, e a vida de traficante visava ganhar dinheiro para sustentar a família, mas ao passar dos dias, percebia que estava consumindo mais as drogas do que vendia, passando a consumir todo o estoque e perdendo a credibilidade dos “distribuidores” das drogas.

“Eu cheguei

a consumir 15 pedras

de craque numa só

noite, ao ponto de

sofrer alucinações,

achando que tinha

inimigos querendo me

matar. Até debaixo da

cama eu olhava, e já

não dormia mais.”

Sem crédito, sem rumo, contando apenas com o apoio da esposa, que agora estava grávida de sua filhinha, afastou-se da família e se entregou ao álcool.

Entre bebidas e intrigas, foi atacado pelas costas, num bar, com um gargalo de garrafa, num golpe desferido contra seu pescoço, porém, lhe atingiu a face esquerda, num profundo corte, transfixando para dentro da boca, lhe deixando uma profunda e extensa cicatriz. Mais uma vez o inimigo das almas tentava lhe tirar a vida, mas pela segunda vez, o Pai de amor lhe preservava a vida do seu filho errante.

EX-TRAFICANTE É GUIADO POR DEUS A UMA CONGREGAÇÃO UNITARIANA E CONHECE

A VERDADE PRESENTE, SENDO BATIZADO EM NOME DE JESUS

Rafael Sobrinho do Amarante, 26 anos, desceu as águas batismais recentemente, no último dia 10 de junho de 2017 na cidade de Brejinho/RN, após ser guiado por Deus até a Congregação dos Adventistas Unitarianos e tomar conhecimento da Verdade Presen-te e não resistir aos apelos do espírito de Cristo, mas antes deste milagre muitas coisas aconte-ceram, como narraremos a seguir: Rafael foi abandonado pelo pai aos dez dias de nascido para ser criado pela tia.

“Nunca soube o que é

amor de pai e de mãe.”

No lar onde foi criado, teve a triste experiência de conviver com rituais de macumba e alcoolismo, sendo espancado por aqueles que o deveria proteger.

Logo cedo, aos onze anos de idade, começa uma vida de rebeldia e experimenta o álcool.

Não demora muito e na

adolescência envereda pelo mun-do das drogas e mun-do crime, subsequentemente. O uso de maconha, à convite de um colega, também o conduziu a formar uma quadrilha mirim.

(7)

Mas ao abrir a porta, sofreu um tiro de revolver, calibre 38”, na cabeça, atingindo-lhe o supercílio do olho direito, caindo “morto” ao chão.

Entretanto, despertou alguns minutos depois com a face com-pletamente desfigurada, pedindo socorro a um irmão, crente de uma igreja pentecostal, que havia frequentado algumas vezes, que o conduziu ao hospital, sendo socorrido e diagnosticado que a bala estava alojada na testa, mas não nos corria risco de vida. Deus havia livrado Rafael da morte pela terceira vez.

Diante das dificuldades, sua família precisou se ausentar. Agora Rafael estava só, sem casa, comida, roupas e abandonado nas ruas, buscando um abrigo para dormir. Por uns dias ficou nas dependências do hospital, onde podia dormir no chão de uma garagem, mas foi expulso por um sargento da Polícia Militar.

Buscou ajuda na igreja pentecostal onde havia frequentado algumas vezes, mas não encontrou apoio à suas necessidades materiais.

“Eu estava com fome e

sem roupas, os irmãos

me chamavam para

orar o tempo todo.

Isso é bom, mas

precisava me

alimentar.”

Tentou mudar de vida, mudando apenas de cidade, passando a morar na cidade metropolitana de Parnamirim, vizinho a capital do Natal/RN.

Começando a trabalhar numa grande indústria, com salário, casa e apoio familiar, tinha tudo para ser um novo e bom começo. Mas, não foi isso que ocorreu. Passou a usar seu ganhos financeiros para comprar drogas.

“Tinha dia que eu

ganhava R$ 80,00,

gastava R$ 50,00

com drogas e dizia

a minha esposa

que tinha ganhado

apenas R$ 30,00.”

Passou a conhecer cada “Boca de fumo” da cidade de Parnamirim. A vida de crime passou a ser tão intensa que resolveu voltar para cidade de Brejinho/RN, numa última tentativa de encontrar um caminho que lhe pudesse trazer segurança e libertação da terrível escravidão das drogas.

Voltando a antiga cidade, aos velhos amigos e costumes, numa determinada noite foi traído por um dos “amigos” mais próximo. Era noite, quando uma voz chegou em sua porta, chamando-o: “Rafael, abre aqui!”, dizia a voz do lado de fora.

DA ÁGUA PARA O VINHO

Era um dia de sábado, quando saiu errante pelas ruas de Brejinho, quando encontrei uma pequena congregação, entrou e ali se sentou esperando uma palavra, uma solução, uma saída.

A irmã Marta, dirigia o culto e perguntou quem gostaria de contar um testemunho. Rafael, prontamente, e levantou e contou sua história. Os irmãos se mobilizaram rapidamente para atender suas necessidades materiais essenciais e, ainda, durante o culto, recebe uma ligação que havia conseguido o dinheiro para alugar uma casinha, trazer sua esposa e filha de volta. Era muitas bênçãos para apenas um dia santo.

Rafael, fez a cirurgia para retirar a bala da cabeça, uma semana antes de se batizar e se tornar uma nova criatura em Cristo Jesus.

Orem pelo animado e disposto irmão Rafael nessa nova vida.

(8)

minação de seus dogmas. No Brasil, país de maioria cristã, não é diferente, muitos têm deixado as fileiras do cristianismo e aderido às doutrinas e dogmas judaicos. Como toda e qualquer religião, o judaísmo tem em sua estratégia de catequização abordar primeiro os pontos comuns ou similares da fé, em seguida apresentando sua forma peculiar de interpretação da Bíblia (ou Torá – Escrituras); uma forma direta e tendente àquilo que o ocidente aprendeu chamar de legalismo.

Uma estratégia muito eficaz dos judeus no mundo cristão é a imposição de sua língua, como sendo a língua preferida do SENHOR (Yawéh – YWHW), já que a maioria dos escritos sagrados para judeus e cristãos foram escritos na língua materna de Israel – Hebraico. Fazer com que com as outras etnias e, principalmente, a religião cristã enxergue a língua hebraica como sagrada é o primeiro passo para fincar suas crenças.

Outra abordagem muito eficaz, no meio cristão, é a utilização de interpretações dando um sentido literal às profecias, sempre encaixando a etnia judaica como centro dos benefícios de Deus e os gentios como alvo dos castigos eternos. Geralmente, são profecias alarmistas e sensacionalistas para impactar as massas – todos aque-les que utilizam a Bíblia como guia de fé. Interpretam profecias que estão dentro do escopo dos 66 (sessenta e seis) livros da Bíblia e, também, fora dos seus registros. Uma dessas profecias “extra-bíblicas” é a denominada de “OS DEZ JUBILEUS”, do Rabino alemão Judah Ben Samuel (*1.140 a ˖†1.217 dC), bastante divulgada nestes últimos dias, apesar da incerteza da veracidade desta suposta revelação.

O Judaísmo tem se levantado com muita força nos últimos cinquenta anos. Depois de sofrer muitas perseguições e enfrentado a terrí-vel experiência do Holocausto, liderado pelo Nazismo, onde foram ceifadas milhões de vidas, reduzindo drasticamente a popu-lação de judeus ao redor do mundo, parecendo até que nunca mais se recuperariam como nação. Entretanto, apenas quatro após o término da segunda guerra e o fim do pesadelo do Terceiro Reich (Adolf Hitler), Israel se declara independente, em 1948, depois de uma sangrenta guerra civil, mas é somente, e imediatamente, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que assume o controle do territó-rio de Israel. De lá para cá os judeus tem crescido muito como nação, refletindo diretamente no crescimento e propagação do judaísmo ao redor do mundo.

O judaísmo tem encontrado, prin-cipalmente, nos países com maio-ria cristã (católicos e evangélicos) um verdadeiro celeiro para disse-

ESCATOLOGIA

(9)

PRECISÃO DAS DATAS CAUSAM CERTEZA NO JUDAÍSMO 1.217 – Profecia é dada 1.517 – Império Turco-Otomano toma Jerusalém

1.917 – A força aliada Britânica

do General Edmund Allenby, em 17 de Dezembro, toma o controle de Jerusalém dos Turcos-Otomanos.

1.967 – Através da Guerra dos

Seis dias, Israel tomou toda região da Cisjordânia e reconquistou toda a cidade de Jerusalém para controle total do estado de Israel.

2.017 – Dezembro (12 a 20) é a

data da grande expectativa judaica, onde ocorrerá a Festa de Hanukkah. OUTROS JUBILEUS IMPORTANTES 1967-2017 (50 anos) Estabelecimento da Igreja Católica Carismática pelos Jesuítas. 1917-2017 (100 anos) Aparição de Fátima em Portugal. 1517-2017 (500 anos)

Início da Reforma Protestante, com Martinho Lutero. A Igreja Católica quer comemorar a extinção do

Protestantismo, haja vista que os Luteranos voltaram ao berço da igreja mãe,

aceitando o Ecumenismo. Para compreendermos melhor esta

“profecia” detalhamos a seguir os argumentos defendidos:

UMA PROFECIA

DIVIDIDA

EM TRÊS FASES

PRIMEIRA FASE: O império Turco-Otomano iria conquistar Jerusalém por oito (8)

Jubileus. (400 ANOS)

SEGUNDA FASE: Durante o nono (9°) Jubileu

Israel se tornaria “terra de

ninguém” (50 ANOS)

TERCEIRA FASE: Por todo o décimo (10°) Jubileu

Israel terá o controle de Jerusalém, significando o início

do fim dos tempos messiânicos (50 ANOS)

(10)

Os judeus estão deixando cada dia mais claro que desejam e vão construir o terceiro templo, para receber a vinda do Messias, que é breve, conforme apontado pelo Rabino vivo mais importante, Chaim Kanievsky.

Os investimentos judaicos em utensílios para o terceiro templo já ultrapassaram a cifra de U$D 30,000,000.00 (trinta milhões de dólares americanos), que origi-nalmente foram feitos em ouro puro, batido. Tantos preparativos e ensaios, criando um clima de restauração em toda a nação e estimulando o povo judeu para este novo momento, não seria para desistir de construir o terceiro templo no lugar ocupado pelo povo muçulmano – Domo da Rocha.

OUTROS FATORES MARCANTES PARA OS

JUDEUS - DATAS

Em 2017 serão 70 anos do Estado de Israel, promulgado através da Resolução 181 da ONU em 29 de novembro de 1947 (Plano de Partilha da Palestina). Em 14 de maio de 1948 ocorreu a Indepen-dência de Israel.

2017 para os Cristãos o qual cor-responderia ao ano 5.777 para os judeus. A sequência do número 7, repetindo-se por três vezes, igual a reticências (...) indica para muitos a perfeição e precisão das coisas do Eterno e Todo-poderoso Deus.

Cinco datas marcantes: 1.517 – 1.917 – 1.947 – 1.967 e 2.017.

O EPICENTRO DA QUESTÃO

No Monte do Templo em Jerusalém, onde está erigida a Mesquita de Omar, sob o simbó-lico conhecido Domo da Rocha, é administrada pelas autoridades muçulmanas, é considerado o terceiro lugar mais sagrado do planeta para a religião islamita. Já para os Judeus, o Monte do Templo é o único e mais importante lugar, sagrado, da terra, onde Abraão teria oferecido o filho Isaque para sacrifício a Deus, e aprovado no grande teste de fé. Além disso, é também apontado como o lugar onde Salomão, filho do rei Davi, construiu o primeiro templo; e o segundo templo erigido por Herodes.

(11)

o povo muçulmano ao redor da mesma bandeira, exército e crença. Para os mais radicais, é ele

quem comandará os exércitos e realizará as grandes conquistas para a vinda do Mahdi (o Messias do islamismo).

Eis o epicentro do problema sem solução:

(1) De um lado o Povo judeu quer e não abre mão de construir o terceiro templo e para isso precisa expulsar os muçulmanos do Monte do Templo;

(2) Por outro lado, os muçul-manos sabem dos planos e crenças judaicas e se preparam e se arre-gimentam para não saírem de lá.

CENÁRIO GEOPOLÍTICO, RELIGIOSO E MILITAR

Israel conta com o apoio incon-dicional do Presidente eleito

Donald Trump, que já se

posi-cionou publicamente, e várias vezes, contra o “Terrorismo Islâ-mico”, que se traduz numa amea-ça velada ao Estado Islâmico e num recado indireto à religião muçulmana.

Da mesma forma, o povo judeu também recebe a simpatia da Rús-sia sob o comando do presidente

Vladimir Putin, para construção

do terceiro templo. No mesmo instante que a Rússia se afasta da Turquia depois de graves inci-dentes, praticamente escolhendo Israel como um aliado, a exemplo dos Estados Unidos da América. Já os muçulmanos direcionam suas atenções e expectativas para o grande líder, emergente, Recep

Tayyip Erdogan, presidente da

Turquia, apontado por muitos reli-giosos do islã como o “Mensa-geiro de Deus”, título dado apenas ao profeta Maomé, e é visto por muitos como o novo Califa – aquele que reunirá e unificará todo

(12)

Erdogan, tem “engrossado a voz” contra Israel e os Estados Unidos da América, com discursos duros e de cunho religioso e populista, também vários incidentes e pro-vocações contra Rússia, tem feito com que Putin, tenha agido de forma a retaliar, diplomatica-mente, a Turquia.

Todos esses fatores juntos e misturados criam um clima de instabilidade e o cheiro de guerra começa a ser sentido nos narizes dos religiosos radicais dos dois lados. Este incenso, para muitos são sinais proféticos que favo-recem os dois lados, parecendo que um conflito iminente seja inevitável.

(13)

E surgirão muitos falsos

profetas, e enganarão a

muitos.

Porque surgirão

falsos cristos e

falsos profetas,

e farão tão grandes sinais

e prodígios que, se possível

fora, enganariam

até os escolhidos.

(Mateus 24:5,11,24)

Um majestoso engano a ser reali-zado pelo chefe dos anjos caídos; o autor do pecado – o próprio iní-quo, pai da iniquidade – Satanás. Esta “honra” o Diabo não dará a nenhum dos seus demônios, pois faz do que é próprio: sem humil-dade e com muito amor à vanglória.

Ele mesmo assumirá o papel principal desde enredo.

DOIS POVOS EM CONFLITO AGUARDANDO O MESMO

MESSIAS ECUMÊNICO?

Os judeus e muçulmanos aguar-dam seus “Libertadores” para muito breve. O Judaísmo aguarda o Messias; já o Islamismo aguarda o Mahdi.

Não diferente disso, o Budismo espera a revelação do Maitreya, e o Cristianismo também aguarda a segunda vinda de Cristo.

Todas essas religiões juntas for-mam a maioria de todos os habitantes do planeta, sendo que as demais religiões, de alguma forma, derivam destas.

Seria uma oportunidade de um mesmo Ser Superior e Glorioso, ecumênico, que atende as expectativas de todos, ao mesmo tempo? Seria a oportunidade de o próprio Diabo aplicar seu plano “quase infalível” (Mat. 24:24) para enganar “as nações”?

Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e

enganarão a muitos.

ESCATOLOGIA

(14)

Então tornará para a sua terra

com muitos bens, e o seu

coração será contra a santa

aliança; e fará o que lhe

aprouver, e tornará para a sua

terra.

No tempo determinado

tornará a vir em direção do

sul; mas não será na última

vez como foi na primeira.

E braços serão colocados sobre

ele, que PROFANARÃO O

SANTUÁRIO e a fortaleza,

e tirarão o sacrifício contínuo,

estabelecendo

ABOMINAÇÃO

DESOLADORA.

Daniel 11:28-31

Na descrição da visão de Daniel 11, do Rei do Norte, sairiam os meios/força (braços) que profa-nariam o santuário e tirariam, também, o contínuo (sacrifício diário).

PERGUNTA IMPORTANTE:

Que Santuário é esse

apontado por Daniel 11?

Seria o Santuário Celestial? Não! Cristo deixou bem claro que a Abominação Desoladora é um desencadeamento de perseguições ao povo de Deus (Mateus 24);

Santuário Antigo: Templo/Tenda de Moisés? Templo de Salomão? Templo de Herodes? Não, obviamente! Estão destruídos e em seu lugar existe o Domo da Rocha – Mesquita de Omar – Islâmica. Um novo Santuário a ser cons-truído (Tudo parece indicar)? Sim! Afirmam muitos escatologistas judeus e cristãos. Os dois maiores argumentos para tal compreensão são:

Primeira: Esta profecia está

diretamente ligada aos

descendentes (futuro) de Daniel (judeus): “...filhos do teu povo...” (Daniel 12:1).

Segunda: É uma profecia para o tempo do fim, e não se encaixa em qualquer período antes de Cristo e até o presente. (Dan. 12:4 e 9). E então será revelado o iníquo,

a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a

eficácia de Satanás, com todo o

poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

(2 Tessalonicenses 2:8-10)

JERUSALÉM

VERSUS

ANCARA

De volta ao cenário: Judeus versus Muçulmanos. Jerusalém ao Sul e Ancara, exatamente, ao norte. Com esta frase abrimos para exame a profecia de Daniel 11 e 12. Estes dois capítulos fazem parte de uma mesma visão, de uma mesma profecia; nela é citado o reino do Sul (Rei do Sul) e o reinado do Norte (rei do norte), num terrível conflito antes do aparecimento da Abominação desoladora, da qual Cristo garan-tiu que seria o início do fim.

Quando, pois,

virdes que a

abominação da desolação,

de que falou

o profeta Daniel,

está no lugar santo;

quem lê,

entenda;

(Mateus 24:15)

(15)

O inimigo milenar do povo hebreu /judeu, que vem do Norte é a região onde está localizada, hoje, a Turquia. Todas as graves ameaças desde os tempos antigos vieram dessa região. Há inúmeras menções na Bíblia dos castigos que viriam do Norte.

O TERCEIRO TEMPLO E A AMEAÇA VINDA DO NORTE A possibilidade da construção do terceiro templo é iminente, e para que isso ocorra é inevitável que haja um conflito entre judeus e muçulmanos.

Os Judeus querem, se não, não estariam com projetos arquitetô-nicos prontos; investindo milhões de dólares e até, através de pes-quisas genéticas, criando uma

vaca de cor vermelha, completa-mente, à semelhança dos sacrifí-cios antigos, quando um boi era oferecido pelos sacerdotes, etc...

Que a construção do terceiro tem-plo poderia desencadear um com-flito de proporções mundiais, isto é sabido por inúmeros antropólo-gos, socióloantropólo-gos, cientistas políticos e diversos analistas da geopolítica, economia, forças militar e bélica... Seria a mãe das guerras, uma verdadeira Jihad para os islamitas, a guerra santa para judeus e cristãos, que, provavelmente, esta-riam do mesmo lado no conflito.

Para muitos cristãos o mundo caminha para um tempo de paz (união das religiões – ecume-nismo) e conscientização, mas a revelação profética traz outra compreensão, completamente diferente desta. PRECISÃO GEOGRÁFICA?

O último versículo do capítulo onze (45) e o primeiro do capítulo doze (1), do livro do Profeta Daniel nos apresentam uma fascinante precisão ao definir o ponto geográfico onde o Rei do Norte ia estabelecer “seu templo”, antes da manifestação de Miguel, o Grande Príncipe, para defender o povo daquele lugar.

“E ele

[rei do norte – Turquia]

estabelecerá os

tabernáculos de seu

palácio

[Mesquitas muçulmanas]

entre os mares no glorioso

monte santo

[Monte Moriá -

Jerusalém];

contudo chegará

a seu fim

e não haverá quem

o socorra.

E naquele tempo

se levantará Miguel,

o grande príncipe,

que se levanta a favor

dos filhos de teu povo,

e haverá um tempo

de angústia,

qual nunca houve,

desde que houve nação

até aquele tempo...”

Daniel 11:45 e 12:1

(16)

O início do grande conflito ocorre onde nasce o Rio Eufrates. O Rio Eufrates nasce exatamente na Turquia, país do Presidente Erdo-gan, aclamado como novo Califa por muitos, o mensageiro de Deus e aquele que lideraria o povo de Maomé contra judeus, cristãos e “desobedientes” à vontade de Alá. Seria, Erdogan, aquele que prepararia o povo islâmico para o encontro com o Mahdi.

De um lado o povo judeu, que fará de tudo para que a profecia de Judah Ben Samuel se cumpra. Eles, assim como Judas Iscariotes, não têm nenhum constrangimento em dar “uma forcinha” para que a profecia se cumpra. Do outro lado, os muçulmanos que estudam Israel há milênios, sabem como podem agir e se preparam para

uma resposta militar à altura.

O REMANESCENTE FIEL

Sabendo que diante deste cenário de conflito e provocação de muita dor e sofrimentos, de onde as emo-ções dos humanos em busca de paz e esperança é mais do que propício para o aparecimento de um “salvador” e enredar todos nas suas teias do engano, o Remanes-cente Fiel do Deus único não pode descartar que o Inimigo das Almas do Deus Único está preparando esta grande contrafação há muitos séculos.

Este antigo Anjo de Luz virá com toda eficácia para aplicar o último e poderoso engano. Da mesma forma como foi no início, ao enga-nar Eva, engaenga-nará a muitos nos A previsão da Batalha do

Armagedom (Apoc. 16:16); que não ocorreria antes do povo de Deus ser selado (Apoc. 7:3), pois aos quatro anjos que segura os quatro ventos (guerras e conflitos) foi mandado segurar (Apoc. 7:1-3). Mas, após o selamento é mandado soltar esses ventos que evolvem os Quatro cantos da terra (todo o planeta).

Para esta grande peleja, que ocorre nos dias do toque a SEXTA TROMBETA e no derramamento da SEXTA PRAGA, veja:

“E tocou o sexto anjo

a sua trombeta,

e ouvi uma voz que vinha

das quatro pontas do altar

de ouro, que estava diante

de Deus, a qual dizia ao

sexto anjo, que tinha a

trombeta: Solta os quatro

anjos, que estão presos

junto ao grande rio

EUFRATES.”

(Apocalipse 9:13,14)

“E o sexto anjo

derramou a sua taça

[Praga]

sobre o grande rio

EUFRATES;

e a sua água secou-se,

para que se preparasse

o caminho dos reis do

oriente.”

(Apocalipse 16:12)

(17)

Inclusive dentro do próprio cristianismo há grandes ressalvas em relação à verdadeira crença que separa o verdadeiro povo de Deus do anticristo.

Nos versos apresentados pelo Apóstolo João fica notório que são TRÊS os pontos para identificar o anticristo: (1) Negar que Jesus é o Messias – o Cristo (os judeus e islâmicos negam, apesar de serem descendentes diretos de Abraão); (2) Negar o Pai e o Filho (colocar uma trindade – 3 pessoas, onde só existem duas, é mais um engano do anticristo: judeus, islâmicos, cristãos, etc...); e (3) Negar que Cristo veio em carne, 100% em carne (a maioria dos cristãos, quando afirma que Cristo era 100% Deus e 100% homem; que possuía aqui uma natureza divina, sendo uma pessoa divino-humana, ao mesmo tempo.

Os que remanesceram destas crenças e instituições, e perse-veram no ensino deixado pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, são os candidatos a não serem enganados pela maior contrafação de todos os tempos. (Mat. 24:24).

“Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia

do mar, o remanescente é que será salvo.”

(Romanos 9:27)

Deus seja louvado! Amém.

dias finais da história deste mundo de pecado.

“Mas, ainda que nós mesmos

ou um anjo do céu

vos anuncie outro evangelho

além do que já vos tenho

anunciado, seja anátema. ”

(Gálatas 1:8)

A rejeição do Filho de Deus, que veio como Messias, tanto pelos judeus, como pelos muçulmanos e demais religiões orientais, asiáti-cas e afins, não dando ouvidos as preciosas advertências para o tempo do fim, fará com que creiam na mentira, pela operação do erro (2 Tess. 2:11).

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que

Jesus é o Cristo? É o ANTICRISTO esse mesmo que nega

o Pai e o Filho.” (1 João 2:22)

“E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo

veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do

ANTICRISTO,

do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no

mundo.” (1 João 4:3)

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne.

Este tal é o enganador e o ANTICRISTO.”

(2 João 1:7)

ESCATOLOGIA

Fabio Amaro [email protected]

(18)

acerca da propriedade - Êxodo 22:1 a 15; leis civis e religiosas - Êxodo 22:16 a 31; lei dietética - Levítico 11; repetição de diversas leis - Levítico 19... leis para os sacerdotes - Levítico 21:1 a 24. Vejamos a seguir um resumo das Dispensações de Deus (FAETEL): a. “Dispensação da Inocência,

Aliança Edênica”

“Em Gn 1:28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina (Ef 1:10; I Tm 1:4; Lc 16:2-4.). Conforme BEZERRIL, Dispensa-ção refere-se à maneira como Deus distribuiu os seus dons e suas bênçãos de salvação durante toda a história da humanidade, desde os dias de Adão até os nossos dias. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da

desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberada-mente, Ef 1:10; I Tm 2:14. Deus restaurou as suas criaturas peca-minosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julga-mento e a expulsão do casal, Gn 3:24.

b. Dispensação da Consciência,

Gn 3:1. Aliança Adâmica.

Muito embora a Primeira Dispensação não tenha tido uma duração muito certa, a Segunda Dispensação, de "Adão ao Dilúvio", teve uma duração de 1656 anos, quando se deu a Tentação e a queda do homem até Gn 7.

c. Dispensação do Governo

Humano, Gn 8: 15; 11:19. Aliança Noética.

Esta Dispensação durou 427 anos, desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra, Gn 8:15; 11:19.

Embora na maioria dos textos evangélicos se trate apenas da Velha Aliança ou Velho Pacto e da Nova Aliança ou Novo Pacto, como se só tivessem existido apenas duas alianças de Deus com a humanidade, um exame mais minucioso da História Sagrada relata Sete Dispensações ou Sete Alianças de Deus com os seres humanos, uma declaração inequí-voca do amor de um Deus apaixonado pelos seres que um dia criou.

Para não se tomar decisões equivocadas, é muito importante que se conheça pelo menos um pouco da História sagrada e das Alianças de Deus, de tal modo que saibamos o que está ou não em vigor sob a Nova Aliança ou Novo Pacto. Um exame atento das Escrituras, revela, além da Lei Moral, o Decálogo, ou os Dez Mandamentos, outras leis como: leis acerca dos altares - Êxodo 20:22 a 26; leis acerca dos servos - Êxodo 21:1 a 11; leis acerca da violência - Êxodo 21:12 a 36; leis

VOZES UNITARIANAS

CONSELHO DO

APÓSTOLO PAULO

À IGREJA DO FUTURO

(19)

Moisés no monte recebe instru-ções referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moisés, voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Deus, Êx 31.18; 32.16-19.

O Tabernáculo, é considerado a grande Tipologia do Plano da Salvação, uma ordenança de Deus a Moisés para proteção e orien-tação do povo de Deus.

f. A Sexta Dispensação. A Nova

Aliança, A Aliança da Graça ou Dispensação Eclesiástica.

A palavra-chave é: Graça. Sua du-ração começa com a crucificação de Cristo até a sua segunda vinda, tempo determinado pelo Senhor. Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade: 1°. Mt 19:28; 2°. Hb 2:7; 3°. Lc 2:27; 4°. Mt 13:55-57; 5°. Lc 4:2-8; 6°. Is 53.1-6;

g. A Sétima Dispensação (Milênio). Aliança Milênica.

O plano redentor de Deus para com o homem termina com o cumprimento dos mil anos de paz sobre a Terra, que serão seguidos do Juízo Final e a volta à eter-nidade. Jesus Cristo descerá pes-soalmente a terra e será REI. Ele denominou esta Dispensação de "Regeneração", Mt 19.28; é também chamada de "Tempo de

Restauração", At 3:20 e 21 (FAETEL).

No que respeita à quinta dispen-sação, a da aliança mosaica ou dispensação dos israelitas, per-cebe-se que os rituais cerimoniais estabelecidos por Deus, simbo-lizavam o evangelho para os judeus, e compunha-se de orde-nanças como: ofertas diversas, holocaustos, abluções, sacrifícios, dias anuais de festas específicas e deveres sacerdotais. Essas ordenanças foram registradas na Lei de Moisés (Lei Cerimonial), não na Lei de Deus (Lei Moral), II Crônicas 23:18; II Crônicas 30:15 a 17; Esdras 3:1 a 5.

O cerimonialismo, representava a Cristo. Os estatutos e leis ceri-moniais realizados pelos judeus apontavam para Ele.

Representavam o sacrifício, o perdão e a salvação realizados por Cristo na cruz. (Colossenses 2:8 a 19).

"A Lei Moral ou Lei de Deus (Dez Mandamentos) vem da eternidade (e será válida por toda a eternidade).

Os princípios desta Lei são base do governo de Deus. São imutá-veis como o Seu Legislador. A Lei é por natureza indestrutível, nem um mandamento pode ser tirado do Decálogo. Permanece todo ele irrevogável e assim permanecerá para sempre... Lucas 16:17.” No entanto, o mesmo não se aplica à Lei Cerimonial, muitas d. A Quarta Dispensação, Gn

12:1-Êx 18:27. Aliança Abraâmica.

Começa aqui a História da Redenção. Dela surge uma ideia vaga pelo tempo, Gn 3:15.

Agora, 1963 anos após a criação e a queda do homem, ou seja, 427 anos após o Dilúvio, num mundo que desenfreadamente aderiu-se à idolatria e à maldade. Foi aí que houve por objetivo a recuperação e a redenção do gênero humano. A duração desta Dispensação foi de 430 anos, considerada a Dispensação da Promessa, que terminou quando Israel tão facilmente aceitou a Lei, Êx 19:8. A Graça tinha oferecido um Libertador (Moisés), um sacrifício para o culpado, e, por divino poder, libertado Israel da escravidão, Êx 19:17, mas no final trocaram a Graça pela Lei.

e. A Quinta Dispensação. Aliança Mosaica ou Dispensação dos Israelitas.

A Dispensação da Lei teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até à "Crucificação de Cristo".

A Lei Moral, o Decálogo, foi dada. Êx 20.1-17. Foi acompa-nhada das "Ordenanças", Ex 21:1-23, relativas às relações de hebreus com hebreus; a isto foram acres-centadas, Ex 23:14- 49, direções diferentes às três festas anuais, Êx 23:30-33, e inscrições sobre a conquista de Canaã.

(20)

Pacto (sempre em alimentos do campo, nunca em dinheiro, ouro ou prata, Lv 27:30 a 32) mantinha os levitas e sacerdotes que administravam o sistema cerimo-nial. Com a morte de Cristo na cruz, quando o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mc 15:38, Lc 23:45), uma vez cumprido o sacrifício, encerrado o sistema cerimonial, também se extinguiu o sistema dos dízimos, não se encontrado – após a cruz - um só registro de sua prática na primitiva igreja de Cristo e os apóstolos, muito pelo contrário (Atos 2:36 e 37; Heb 7:12 e 13:10).

Em razão desse entendimento, o sistema cerimonial ficou para trás, tão logo teve início a Nova Aliança, não sendo os crentes em Cristo, judeus ou gentios, obri-gados a cumpri-lo (festas, holocau-stos, dízimos,...).

No que se refere à sexta dispen-sação, também chamada a Nova Aliança, a Aliança da Graça ou Dispensação Eclesiástica, “quan-do Jesus e os apóstolos falam de

uma Nova Aliança, eles não estão enfatizando algo diferente da promessa feita a Abraão, Rm 4:13,14; Gl 3:18,22.

A Nova Aliança é o maravilhoso cumprimento da promessa feita primeiramente em Gn 3:15 e mais claramente à Abraão, ou seja, a plenitude da promessa na qual esperavam verdadeiramente os crentes do Velho Testamento, pois Paulo ensina que aos crentes do Velho Testamento foi anunciado o Evangelho, (Gl 3:8).

Isso quer dizer que eles tinham a mesma fé e esperança de salvação pela graça e não pelas obras. Os crentes do Velho Testamento não esperavam a plenitude da Nova Aliança na expectativa de serem salvos, pois os mesmos já desfrutavam da salvação no sentido mais pleno que nos é oferecida no Novo Testamento (Rm 4:11; Gl 3:6-9, 14). A Nova Aliança é o próprio corpo representado pelas sombras dos tipos e símbolos que eram figuras da realidade trazida com a Nova Aliança” (BEZERRIL).

vezes chamada de Lei de Moisés, passou a existir depois da queda do homem. Esta lei consiste de manjares e bebidas, várias abluções, justificações da carne e sacrifícios, destinada a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; e com Sua vinda, todas estas coisas foram encerradas. Aí encontram-se o tipo e o antítipo; a sombra encontrou o corpo (Colossenses 2:16 e 17). Quando Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz, o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo (Mateus 27:51). Os serviços do templo a partir daquele momento deixaram de ter lugar. O sistema sacrifical cessou, e a lei que a ele pertencia deixou de existir. Foi cravada e riscada na cruz (Colossenses 2:13 a 15).

A Lei Cerimonial foi dada para satisfazer condições temporárias e locais da Antiga Aliança (Êxodo 24:1 a 11).

Tão logo essas condições muda-ram em virtude da crucificação, ao mesmo tempo, fez-se uma Nova Aliança (Hebreus 8:6 a 9).

Por meio do sacrifício do Cordeiro na cruz, todos os povos, nações e línguas poderão se achegar a Deus (Isaías 56:1 a 8; Hebreus 8:11; João 14:6).

Exclusivamente através do sangue de Cristo conseguimos a remissão dos nossos pecados” (João 14:12 a 15; I João 2:1 a 6; Hebreus 10:19 e 23) (GONZALEZ).

O sistema do dízimo do Antigo

(21)

quando no Velho Testamento a graça ainda era muito restrita a Israel. O cumprimento da promessa e a inauguração de um novo sacerdócio dão a certeza de que aquela velha aliança da graça tem se renovado cada vez mais majestosa sobre o mundo e sobre

todos os pecadores”.

(BEZERRIL3)

O apóstolo Paulo, embora

sen-do um judeu não defendia

mais a prática do ritualismo

do judaísmo.

“Porque já ouvistes qual foi

antigamente a minha conduta

no judaísmo, como

sobremaneira perseguia

a igreja de Deus e a assolava”.

(Gál. 1:13.)

Nessa passagem, percebemos que o apóstolo Paulo ao escrever aos gálatas, ele identifica claramente a igreja de Deus como não mais sendo o judaísmo.

“Nada menos que uma direta in-tervenção na vida de Paulo foi necessária para abrir o seu coração à verdade do Evangelho. Seu modo de vida pré-cristão era bem conhe-cido. A palavra proceder (gr. anastrofê) significa "padrão de

vida". Tudo no Judaísmo era determinado. Qualquer um que estivesse familiarizado com o Farisaísmo poderia predizer qual seria o curso da vida de Saulo. Mas no seu caso houve um ele-mento especial que se tomou notório. Ele fora perseguidor dos cristãos (nem todos os fariseus foram até esse ponto a fim de exibirem o seu devotamento ao Judaísmo). Como o lobo voraz de Benjamim, ele estava ocupado em devastar a igreja, a qual ele depois reconheceu ser a verdadeira congregação de Jeová”

(MOODY).

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? ” Gálatas 4:9.

“Durante todo o tempo os judeus estiveram sujeitos à "lei" (ver em cap. 2:16) como um escravo está sujeito ao seu mestre.

Deus lhes exigia cumprir os preceitos legais como um menor deve obedecer aos seus guardiões. Era estranho que os "Gálatas insensatos" queriam voltar a esse estado de servidão (capítulo 3: 1; 4: 9; 5: 1). Eles jamais poderiam se libertar da condenação que era tudo o que ele lhes ofereceu, a lei (Ch. 3: 13).

Qualquer um que confia em seus próprios esforços para a salvação está agora na mesma condição da escravidão que os judeus do Antigo Testamento.

Na Nova Aliança Deus fez com Jesus um pacto para a salvação gratuita do homem (Zc 6:13), não embasado em obras (como os judeus criam erroneamente, mas, na Graça.

Ainda que em Jeremias 31:31-34 pareça se tratar de uma aliança totalmente nova, vê-se logo que se trata de Deus implantando a Lei na mente e no coração do ser humano. Assim, o caráter da nova aliança é de uma "renovação da antiga aliança e não uma aliança inteiramente nova e distinta"

(CALVINO, citado por

BEZERRIL).

O grande diferencial na dispensa-ção do Novo Testamento, na Nova Aliança, são as bênçãos mais ricas decorrentes do clímax da revelação da graça na revelação de Jesus. “É certo que a sombra de Cristo era eficaz para a salvação dos crentes do Velho Testamento, e o fato da Nova Aliança trazer consigo bênçãos mais ricas não significa uma diminuição da bênção operada na velha dispensação, pois Cristo é nosso Fiador eficaz ontem, hoje e sempre. As bênçãos são mais ricas no sentido de que agora a promessa se cumpre em toda sua amplitude e plenitude; os tesouros de sabedoria são trazidos com Cristo (Ef 4); a Igreja chegou a sua maturidade sobre o mistério da reconciliação (I Co 13:8-13); superabundou a graça sobre todos os povos e não somente à Israel, (At 2:16-21). Devemos assim, enfatizar os aspectos da universalidade da Nova Aliança,

(22)

e a Barnabé (2,13), todos com tendências judaizantes. Supor que o motivo da separação entre João Marcos e Paulo na Panfília tenha sido a tendência judaizante do primeiro não chega a ser um desatino.

Mas o livro de Atos mostra um Paulo mais ameno, longe da polêmica antijudaica. (Isso, mui-tas vezes, para os que não fazem uma leitura atenta, dá margem a se falar que Paulo defendia a prática do judaísmo, mesmo sob a Nova Aliança.) Em Atos 16,3 ele circuncida Timóteo, um cristão estimado em Listra, filho de mãe judia e pai grego. O motivo da sua não circuncisão na infância, Lucas não diz, mas, o motivo da circuncisão tardia, está lá: “por causa dos judeus que viviam naquela região”.

A intenção não seria teológica, mas estratégica (Shaul entre os judeus, Saulo entre os gregos e Paulus entre os latinos). Em Atos 18,18 Paulo chega a fazer um voto

de nazireu antes de embarcar para a Síria, no norte da Palestina (veja também At 21:26). Ainda que o apóstolo tenha dito em sua carta aos gálatas que não se submetera aos judaizantes “nem por um instante”, o livro de Atos parece registrar alguns momentos em isso aconteceu.

O próprio Paulo explica o que o motivou sua sujeição à lei entre os judeus: “tornei-me como se estivesse sujeito à lei, a fim ganhar os que estão debaixo da lei” (1Co 1,20) (MENDONÇA). De modo magistral, cheio do Espí-rito de Deus, o apóstolo Paulo escreveu:

“Portai-vos de modo

que não deis escândalo

nem aos judeus,

nem aos gregos,

nem à igreja de Deus.

1 Coríntios 10:32.

“Esses são os três grupos da hu-manidade. Os judeus são o povo do pacto de Deus, o Israel literal. Os gentios são normalmente a humanidade não-judaica, as nações. A igreja de Deus é o

corpo de Cristo, e consiste de ambos, judeus e gentios.

Os três grupos nem sempre existi-ram. Durante o tempo entre Adão e Abrão, existiu somente um gru-po, as nações, ou gentios. Entre Abrão e o ministério terrestre de nosso Senhor, existiram dois gru-pos da humanidade, as nações e a nação, ou os gentios e os judeus. Hoje, durante os séculos entre o Rudimentos, ‘Elementos’. Gr

stoijéia, que originalmente

signifi-cava "coisas colocadas em fileiras" e posteriormente "alfabeto", por-que suas cartas foram escritas em uma fileira. A B C... Paulo refere-se ao sistema cerimonial como um abc da religião e seus preceitos como instruções elementares sobre o plano de salvação. "A lei" (veja Gl 2: 16) foi apenas o ABC da verdade revelada, adaptado para a compreensão dos filhos espirituais (ver Gl 3: 24). De acordo com Paulo, o sistema cerimonial e seus regulamentos já apareceram como pueris, "fracos" e "pobres" (v. 9). As regras cerimoniais foram dadas por Deus a um povo muito ignorante que tinha acabado de sair da escravidão, e os serviços do santuário foram simplificados para que eles pudessem entender seu significado. Deus nunca teve a intenção que os judeus ficassem satisfeitos com esse enfoque elementar do grande tema da redenção. Cerimônias e sacrifícios eram apenas sombras ou símbolos. Nunca houve o propósito de tomar o lugar da verdadeira confissão e abandono do pecado (Cl 2:17; Hb 10: 1, 4)” (SDABC). “Quanto à sujeição dos cristãos à lei judaica, o Livro de Gálatas registra as seguintes palavras de Paulo: “nem mesmo Tito [...] foi obrigado a circuncidar-se, apesar de ser grego. [...] Não nos submetemos a eles [os judaizantes] nem por um instante“ (Gl 2,3.5). Em Gálatas fica nítida a oposição que Paulo faz a Pedro (2,12), a “alguns da parte de Tiago” (2,11)

(23)

Assim, não temos a necessidade de nos tornarmos judeus ou seguirmos o ritualismo, o cerimo-nialismo do judaísmo, como se fazia sob o Antigo Pacto, entretanto, salvos, pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus, vivemos em novidade de vida, lavados pelo sangue de Cristo, andando conforme sua Santa Lei, o Decálogo.

“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os

mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. Apocalipse 14:12.

(Autorized Kings James) Versão em inglês.

“E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão

um só, que é Deus. Se queres,

porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Mt 19.17-19. Que o Deus Eterno, Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, derramem sobre nós o Seu Espírito, de tal forma que, sob Sua guia segura, não nos deixemos levar por quaisquer ventos de doutrina ou por outro evangelho, senão aquele, que pelo próprio Cristo, fora revelado ao apóstolo dos gentios, Paulo (Gálatas 1:12). Amém, Aleluia!

REFERÊNCIAS

1. BEZERRIL, M. C. Dispensação do Pacto, 1996. Disponível em:

http://www.monergismo.com/textos/teolo gia_pacto/pacto_moises.htm. Acesso em 19 de maio de 2017.

2. FAETEL, Faculdade Teológica de Ciências Humanas e Sociais Logos. As sete

dispensações e as alianças de Deus.

Disponível em http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/Dispensac oesEAliancasDeus-AlcinoLToledo.htm. Acesso em 20 de maio de 2017.

3. GONZALEZ, L. S. Assim Diz o Senhor, 3.ª ed., 1986. Disponível em

http://www.jesusvoltara.com.br/selo/contr aste.htm. Acesso em 20 de maio de 2017. 4. MENDONÇA, J. F. Paulo, o Cristianismo

Primitivo, a Tradição e a Lei Judaica.

Disponível em:

http://numinosumteologia.blogspot.com.br /2012/10/paulo-o-cristianismo-primitivo-tradicao.html. Acesso em 15 de maio de 2017.

5. MOODY, D. L. Comentário Bíblico de

Moody. Charles F. Pfeiffer, vol. 1. Disponível

em

http://docs10.minhateca.com.br/95293384

6,BR,0,0,COMENT%C3%81RIO-B%C3%8DBLICO-MOODY-COMPLETO.pdf 6. SAUER, E. The Triumph of the Crucified. Grand Rapids: Erdmann’s, 1952, p. 64). (Traduzido do original: Systematic Theology. Alva G. Huffer. Oregon : Illinois, 1960 e adaptado pelo Ministério Adventista Bereano, RJ, Brasil. Disponível em:

http://blogespiritualidade.blogspot.com.br/ 2013/08/o-novo-povo-de-deus-igreja-dos-gentios.html. Acesso em 18 de maio de 2017.

7. SDABC, Comentario Biblico Adventista

del Séptimo Día, tomo 6, pág. 963 e 964. Pentecoste e o retorno de Cristo,

existem três grupos: as nações, a nação, e a Igreja de Deus.

Cada um destes três períodos estendeu-se por aproximadamente por dois milênios. Durante o primeiro período, Deus trabalhou com a maioria da humanidade; durante o segundo período, Ele trabalhou principalmente com a nação, Israel; durante o terceiro período, Ele está trabalhando com a Igreja. Nós estamos vivendo o período chamado de dispensação da igreja. Quando os pecadores aceitam Jesus como Senhor e

salvador, não são mais

considerados judeus ou gentios dentro da ótica divina; as velhas distinções desaparecem. Os homens se tornam novas criaturas e parte de um novo grupo da humanidade; eles são membros da Igreja de Deus.

...os crentes gentios tem igual valor aos crentes judeus. São co-herdeiros e co-membros do corpo de Cristo, compartilhadores da promessa e concidadãos dos san-tos (Efésios 3:6; 2:19). São com-partilhadores da possessão espi-ritual (Romanos 15:27), e são com eles “um novo homem”, o corpo de Cristo (Efésios 2:15, 16). Logo na Igreja de Deus não governa mais a distinção (SAUER, 1952).

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos,

quer servos, quer livres, e todos temos bebido

de um Espírito”. 1 Coríntios 12:13.

VOZES UNITARIANAS

Paulo Pinto [email protected]

(24)

promessa, mas diferentemente dos judeus, os quais têm como ícone da fé a pessoa de Abraão, os cristãos têm a Jesus Cristo como o centro de sua fé e salvação.

UM CONFLITO DE IDÉIAS

O cristianismo em sua expansão, pelo mundo antigo, teve na pessoa do Apóstolo Paulo, um dos gran-des baluartes na implantação de comunidades adeptas aos ensinos de Jesus. Embora, naqueles dias, o Islã não existisse, o judaísmo era muito forte e carregado de uma bagagem de tradições teológicas que, com certeza, impressionava os novos convertidos ao cristianismo.

Paulo, embora sendo judeu, anunciava uma mensagem de um salvador, também judeu: Jesus Cristo, e que tal mensagem, rompia com todos os excessos da tradição judaica, considerando como unicamente necessária a salvação, a fé no Filho de Deus.

Para o Judaísmo que considerava a herança biológica de Abraão como a única exigência para a salvação, os ensinos de Jesus, ministrados pelo apóstolo Paulo, era um golpe mortal as tradições do povo judeu, bem como uma traição a memoria de Moises, dos Patriarcas e dos Profetas.

A comunidade da Igreja Cristã da Galácia, após ser evangelizada, encontrava-se num dilema, o qual

Sabei, pois,

que os que são da fé

são filhos de Abraão.

Gálatas 3:7

Afirmam os estudiosos em religião que o Islamismo, o Judaísmo e o Cristianismo tem uma raiz comum: o patriarca Abraão. Segundo esses estudiosos, embora estas três religiões sejam, em tese, de caráter unitariano, o que identifica de forma particular o islã é a crença de que o filho da promessa é Ismael.

(www.allaboutreligion.org/portug uese/origem-do-isla.htm)

Enquanto que o judaísmo sustenta a crença de que é Isaque o filho da promessa.

Considerando que o cristianismo, a priori, e na visão de alguns, originou-se de dissidentes do judaísmo, consequentemente fir-mou suas raízes na crença de que Isaque é realmente o filho da

ASSIM DIZ O SENHOR

(25)

O EVANGELHO DE CRISTO

Gálatas 2:16:

“... sabendo, contudo,

que o homem não é

justificado por obras

da lei, e sim mediante

a fé em Cristo Jesus,

também temos crido

em Cristo Jesus,

para que fôssemos

justificados pela fé

em Cristo

e não por obras da lei,

pois, por obras da lei,

ninguém será

justificado.”

A mensagem de Salvação exarada na Palavra de Deus, desde o Gênesis ao Apocalipse centraliza-se na premissa de que os homens são justificados pela fé, ou seja, tudo o que foi necessário a

salvação foi efetuado por Jesus na cruz, ao homem compete apenas aceitar ou rejeitar o convite de Deus.

A "Babilônia" moderna não cor-responde a uma cidade, como na antiguidade, mas a uma confusão doutrinária, a qual pretende suplantar os méritos de Jesus e estabelecer artifícios humanos que qualifiquem a humanidade para que seja aceita por Deus.

A ideia de que é necessário que o ser humano faça alguma coisa para ser salvo não é moderna, isto é, não é oriunda de nosso tempo atual, mas desde os dias de Jesus já se questionava sobre isto, senão vejamos: "E eis que,

aproximando-se dele um jovem, disaproximando-se-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” Mateus 19:16

Se o homem pudesse fazer alguma coisa (obediência, obras, autoflagelo ou penitências) que o habilitasse a ser salvo, então ele não necessitaria de um salvador, e consequentemente o sacrifício de Jesus teria sido em vão!

Fraternalmente, havia sido criado pelas ideias de

alguns judeus, que a haviam visitado e, que tinham conseguido impressioná-la com todo o cerimo-nialismo e tradições judaicas, a ponto de os gálatas acharem que os ensinamentos de Jesus, bem como sua obra de expiação no Calvário não seriam suficientes para salvá-los!

A principal controvérsia deixada por aquela visita inesperada, e ao que tudo indica não autorizada pela liderança da Igreja Apostó-lica, centralizada em Jerusalém, era justamente a questão da circuncisão, ou seja, a ideia deles era que "sem circuncisão não há salvação".

Sendo a circuncisão uma insti-tuição da antiga aliança de Deus com Abraão, a qual se materia-lizava naquela cerimônia, eles, os judaizantes, não compreendiam, nem tampouco aceitavam uma nova aliança que incluísse outras Nações e muito menos que introduzisse novos rituais, tal como: Batismo nas aguas, Lava pés, Santa Ceia. Etc.

ASSIM DIZ O SENHOR

Heráclito Mota [email protected]

(26)

Yeshua, outros sugerem Yahushua, Yehoshua, etc, não de Jesus. E alegam que como nin-guém muda o nosso nome quando viajamos para outro país os nomes bíblicos deveriam ser pronun-ciados como supostamente eram ditos na Judeia em hebraico da época.

Este parece ser um argumento razoável. Mas, algumas reflexões podem nos vir a mente:

1 –Se um nome não sofre, neces-sariamente, adequação fonética quando usada uma outra língua, como se explica o surgimento da pronúncia José em uma língua e Joseph em outra, João e John, e etc.?

2 - Essa ideia moderna de não alte-ração da vocalização é imposta ou, pelo menos, sugerida pela Bíblia?

Considerando que nossa referên-cia deve ser as Escrituras devemos

buscar nela as respostas a essas perguntas.

Em Mt. 4.18, Jesus chamou um discípulo chamado Simão para ser seu seguidor. Mais tarde ele seria conhecido como Pedro, Mt. 16.18 e, assim foi reconhecido majorita-riamente em todo o Novo Testa-mento. Então, o que era antes Simão passou a ser identificado também como Pedro. Partindo da teoria dos que acham que nomes não pode ser traduzidos ou adaptados; Pedro ou “Petros” (se tomarmos como base a língua em que está escrita o Novo Testa-mento), deveria ser a única pronúncia do nome dele e jamais modificada, caso outra língua fosse usada para nominá-lo. Mas, Pedro (Petros), que também era Simão, foi inicialmente chamado de “Cefas”, até mesmo por Jesus em Jo. 1.42. Cefas (Kepha) é o mesmo que Pedro em aramaico. Logo, o próprio Jesus não via problema algum em usar

Qual à pronúncia correta

dos nomes de Deus

e de Cristo?

Isso importa realmente?

O nome que nos foi dado quando nascemos é a forma pela qual somos identificados sonoramente. José, João, Pedro, Jesus. Em outros países esses mesmos nomes teriam escritas e/ou pronúncias diferentes. Em inglês seriam Joseph, John, Peter, e Jesus apesar de se escrever da mesma forma seria pronunciado Djsas (dʒiː·zəs). Mas, se alguém chamasse um certo Pedro, no Brasil, usando Peter, certamente o Pedro não iria pensar que fosse com ele. Esse fato tem feito alguns cristãos, mais achegados a linha judaica, acreditarem que deveríamos chamar Jesus pela forma sonora que o nome dele seria conhecido em hebraico, que é a língua do povo em meio ao qual ele nasceu, e, então, acreditam que devería-mos chamar o Filho de Deus de

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