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Sobre a baritina de Araxá

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Academic year: 2021

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(1)

Sobre a baritina de Araxá

(5 f i g i n a s no te xt o )

R. R. Franco

As ja z id a s de B a r itin a existentes no B rasil se d istrib u e m p o r d iffe re n te s pontos do Paiz, sendo que algum as estão hoje em ex­

ploração e o u tra s apenas localisadas. As principaes que podemos

m e n cio n a r estão s itu a d a s nos E stados de M inas Geraes, B ahia, São

P aulo e A m azonas. E m M inas G e r a e s : nas localidades de Anto-

nio P e r e ir a (p ro x im id ad es de Ouro P r e t o ) , Ojó (Ouro P r e t o ) , U be­ r a b a e estan c ia do B a r r e iro ( A r a x á ) . N a B a h ia : nos m u n i­ cípios de Ju ssiap e , S enhor Bom Je su s dos M eiras e M inas do Rio de Contas. E m São P a u lo : na S e r ra do S erro te (e s tr a d a de Ro­ dagem J u q u iá - R e g is tr o ) .

An d r a d e Ju n i o r ( 1 ) e Dj a l m a Gu i m a r ã e s (2) que e s tu d a ra m

m inuciosam ente a região do A ra x á sob o ponto de vista geologico, c h e g a ra m à conclusão de que esta região é con stitu íd a de sedim en­

tos m etam o rfico s da Série de Minas. O m esm o concluiu Octavio

Ba r b o s a. (3) O utros au to re s como Av e l i n o Ig n a c i o de Ol i v e i r a

(4 ) e Ot h o n He n r y Le o n a r d o s ( 5 ) que fize ra m estudos de n a tu ­

reza diversas são de idêntico parecer. A rocha que a flo ra no B a

r-(1) A n d r a d e Ju n i o r — “ A g u as M ineraes Boletim n. 9 do S . G. M. B. (1925).

( 2 ) Dj a l m a Gu i m a r ã e s — A guas M in eraes" Boletim n . 9 do S . G. M_

B, (1925).

(3) Oc t a v i o Ba r b o s a— Geologia do Município de A ra x á (M. G e rae s).

( 4 ) Av e l i n o Ig n a c i o d e Ol i v e i r a — B a r itin a em A ra x á (M. G e rae s).

Avulso n. 10 (1936) do D e p artam e n to N. P M. M inistério da A g ric u ltu ra . (5) O t h o n H e n r y L e o n a r d o s — (B ario — Avulso n. 2 (1934) do S.

(2)

r e ir o e que se acha in f iltra d a pela b a r itin a é um q u artz ito da S érie de Minas, o que confirm am os pelas observações p ró p ria s fe ita s “ in loco” e pelo exam e miscroscópico.

D ada a fa lta de tra b a lh o s morfologicos e crista lo g ra fic o s sobre a b a r itin a do B rasil, propuzem o-nos a inicial-os com o relativo àquele do A ra x á .

P o r gentileza do Sr. D em etrio Zema, chefe do serviço de ex­ tr a ç ã o nos foi possivel p e s q u isa r um a das ja z id a s p o rq u a n to a o u tr a ( F a z e n d a dos Agudos) j á estav a a b a n d o n a d a e s o te rr a d a s

em p a r te as escavações. A b a r iti n a e n c o n tra d a acha-se sob a

f o r m a de veios com aspectos d ife re n te s : espáticos, m ic ro g r a n u la r e s e com pactos que se ra m ific a m em tôdas as direções, sendo de espes­ s u r a s v aria d as. E m lugares onde os veios se a la rg a m en c o n tram - se g ra n d e s geodos e ain d a nódulos de e x t r u t u r a r a d ia d a que p r e ­ enchem quasi to ta lm e n te as cavidades.

❖ ❖ ❖

Os cristais, g eralm en te bem form ados, a ta p e ta m os veios e cavidades, razão pela qual, r a r a m e n te se e n c o n tram c r is ta is b ite

r-m inados. Associados a eles.

^ --- — --- - notam -se g rân u lo s de

limo-n ita que dão u m a coloração c...a v e rm elh a d a ás p ared e s dos

vei° s - Os c rista is são de

\ ta m a n h o s v aria d o s

alcançan-^ m do os m ais desenvolvidos 5

Fi 1 a 6 cms. na sua m a io r di­

mensão. Dotados g e ra lm e n ­

te de um a côr levem ente esverdeada encontram -se ta m b em blocos de b a r iti n a de f o rte coloração am arela , devido a tra ç o s de lim onita. São b rilh a n te s e a m a io ria de brilho vitreo.

Os h a b itu s dos c rista is não são m uito variados, o que se pode explicar, adm

i-tin d o condições de equilibrio c \

fisico-quimico constantes no

am b ien te de cristalisação. O °

que p red o m in a é o ta b u la r \

com desenvolvim ento

pre-p o n d e ra n te do p i n a c o i d e a Fig. 2

{OOlí-, conform e fig u ra s

( 1 ), ( 2 ), ( 3 ). Segue-se o h ab itu s p rism ático com m a io r desen­

volvim ento dos p rism a s 1 011 i e 1 1 0 2 } , fig. ( 4 ) . E m certos

(3)

casos, os p rism á tic o s são alongados n a direção do eixo x e

em o utros n a direção do eixo do y. E m alguns, h a um desen­

volvim ento a p ro x im a d a m e n te igual das (001) e (011) e o c ristal

Sobre a b a r itin a do A ra x á 29

fic a com a f o rm a pseudohexagonal, fig. (5) aproxim ando-se m uito do h a b itu s da celestina.

As fo rm a s en c o n trad as são as s e g u in te s :

co n fo rm e a projeção anexa, fig. 6.

A (001) é c o n stan te e algum as vêzes bem estriad a. E s ta s

(4)

clivagem, o que v erificam os facilm ente. As (011), (102) e (110)

são m uito b rilh a n te s e de aspecto m a is ou menos u n ifo rm e. A

(130) foi en c o n tra d a algum as vezes, m as pouco desenvolvida e quasi im perceptível. Seguem -se as faces de p irâ m id e s (1 1 1 ), (223) e (113) que se m o stra m se m p re m uito fin a s m as oferecendo bela reflexo.

30 R. R. F r a n c o

As faces (1 0 0 ), (1 1 0 ), (001) e (011) p e r m itir a m boas m e ­ didas e servindo-nos dos ângulos (100) : (110) e (001) : (011) calculamos a seguinte relação p a r a m é tr ic a :

E s ta relação se a p ro x im a m uito dos valores enco n trad o s p o r K o l b (

6

) p a r a a b a r itin a de D ufton na In g la te rr a ,

(5)

Com relação p a r a m é tr ic a obtida, calculamos os valores da pe­ n ú ltim a coluna da tabela, que se segue, os quaes são m uito próxim os dos resu ltad o s ex p e rim en ta es enco n trad o s por nós.

(7) Ar t i n i — (B. de A q u a d u ro ta l — Ita lia ) — A tti. soc. ital. Sc. N a t.

Milan. 42, 101 — 117, (1903) Ref. Z. K ry st. 41, 226 (1905).

e daqueles encontrados por E . Ar t i n i (7 ) p a r a a b a r itin a de A q u a ­ d u r o ta l n a Italia,

(6)

32 R. R. F r a n c o

A u m en tan d o os dados c ristalo g rafico s sobre a b a r iti n a do A ra - xá, dam os a se g u ir os indices de re f ra ç ã o calculados com a luz a m a ­

rela do sodio. O processo adotado foi o do “ angulo de desvio m i-

n im o ” p a r a o qual usam os os ângulos das faces ( 0 0 1 ) : (OlT),

(001) : (102) e (100) : (110). Com o p rim e iro angulo (52°43’)

calculamos n^ com o segundo (38°47’) m e com o te rc e iro

(39°12’) n a

F in a lm e n te medimos a angulo dos eixos óticos 2 E u = 63°9’4 8 ” e utilisando-nos do indice de r e f ra ç ã o médio calculado acham os o v e rd a d e iro angulo agudo dos eixos óticos 2 Va = 37°6’5 5 ”

(7)

SU M M A R IU M

B A R IT IN A

B a r itin a ex A ra x á crystallis am plitudine v ariis a p p a re t. quorum m a x im a quinque, sex c e n tim e tra a ttin g u n t.

Color subviridis, in te rd u m flavus. H ab itu s ta b u la ris ac prism a-

ticus. V itri modo tran slú cid a .

Referências

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