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RESUMO
problemas ambientais por não resulta em vários
O crescimento urbano desordenado
considerar a capacidade suporte do terreno. Por esse motivo, foram criados alguns instrumentos de planejamento urbano, como o Plano Diretor. Dessa forma, o presente artigo visa verificar se a ocupação de uma área de afloramento da Formação Botucatu passou por uma ocupação restritiva após a aprovação do Plano Diretor do Município de São Carlos (SP) em 2005 e como ocorreu a evolução dessa zona até 2014. A partir da análise de imagens de alta resolução e de dados quantitativos, concluiu-se que o artigo 104 do Plano Diretor de São Carlos, que veta a autorização de parcelamentos em solos de característica arenosa e com declividades maiores que 12%, não está sendo levado em consideração nas decisões do poder público.
1 INTRODUÇÃO
O acelerado processo de urbanização tem ocasionado grandes problemas de cunho ambiental por não se considerar as características do meio físico. As consequências desses processos podem incluir a ocorrência de erosões, inundações, escorragentos, poluição e assoreamento dos corpos hídricos, entre outros.
O desenvolvimento urbano conflitante e desordenado está diretamente relacionado com a falta de instrumentos, estratégias e diretrizes que possam auxiliar na regulação dos mais diversos processos que ocorrem no ambiente urbano. Além disso, a falta de planejamento urbano gera uma não preocupação dos efeitos negativos que podem ocorrer quando não se considera a capacidade de suporte dos terrenos (LIMA, 2002; PONS, 2002; LEE et al, 2015).
A zona determinada para a expansão da área urbana pode variar segundo alguns fatores, como políticos, econômicos, sociais, culturais e geográficos. A expansão urbana no Brasil ocorre de maneira dispersa e fragmentada, fato que está diretamente relacionado com os meios de mobilidade espacial. Isto ocasionou a exclusão social e a formação de vazios urbanos. Este último acarreta vários impactos, dentre outros, na infraestrutura sócio-econômica urbana, no uso do solo e na regulação fundiária. (PONS, 2002; SPERANDELLI, 2010).
Diante desse panorama, houve a aprovação da Lei 10.257 em Julho de 2001, que instituiu o Estatuto da Cidade. Este regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal e,
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segundo o Art. 1, o Estatuto da Cidade “estabelece normas de ordem pública e interesse
social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem estar dos cidadãos, bem como o equilíbrio ambiental”. Nesta lei, o termo “vazio
urbano” é remetido a terrenos vazios ou subutilizados que se localizam em área urbanizada e que não possuem um aproveitamento adequado (BRASIL, 2001). Dentre os vários instrumentos apresentados no Art. 4, destaca-se o Plano Diretor, que visa promover o planejamento urbano.
Em função destre novo quadro, os municipios tiveram que se adequar a legislação. Em São Carlos, o Plano Diretor foi aprovado em 2005 e, dentre suas várias diretrizes, destaca-se a apresentada no Art. 104, que veta a autorização de parcelamentos para fins urbanos em áreas que possuam “declividades superiores a 12% em solos arenosos”.
De acordo com Schenk et al (2015), o Plano Diretor do município encontra-se em revisão prevista no Estatuto das Cidades. Porém, os autores ressaltam a grande pressão por parte dos loteadores e da especulação imobiliária no planejamento urbano, o que poderá resultar em “uma cidade espraiada com vazios urbanos e a ocupação de áreas ambientalmente frágeis” (p. 4)
Deste modo, o objetivo deste artigo foi comparar a localização dos vazios urbanos do município nos anos de 2004, 2010 e 2014 com as áreas de afloramento de solos arenosos da Formação Botucatu e a declividade existente nas mesmas a fim de averiguar se a legislação está sendo, de fato, cumprida.
2 ÁREA DE ESTUDO
O município de São Carlos está localizado na região central do estado de São Paulo (figura 1) e possui uma população estimada de 241.389 habitantes (IBGE, 2016). O município faz limite com Rincão, Luís Antônio e Santa Lúcia ao norte; Brotas, Itirapina e Ribeirão Bonito ao sul; Ibaté, Américo Brasiliense e Araraquara a oeste; e Analândia e Descalvado a leste.
O município possui as Formações Itaqueri, Serra Geral e Botucatu. Este último é formado por arenitos friáveis e/ou silicificados, que formam o Aquífero Guarani. A maior área de afloramento da Formação Botucatu está localizada a sul/sudeste do município (PONS, 2006). Esta região, de acordo com Aguiar (1989), apresenta um desfavorecimento devido a presença de solos arenosos e de altas declividades que podem ser maiores que 15% nas cuestas basalticas do Córrego Água Quente. Porém, devido ao preço mais baixo dos terrenos, a região foi ocupada por grande número de loteamentos voltados para baixa renda. Schenk et al (2015) pontua que o processo de ocupação nessas áreas merece uma maior atenção, já que, além de aumentar a segregação sócio espacial, ocorre em uma área considerada importante para a recarga do Aquífero, sendo ambientalmente frágil.
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Figura 1 Localização da área de estudo
Gomes et al (2012), em seu estudo sobre processos erosivos na região, identificou mais de 20 feições ativas, comprovando a alta suceptibilidade a erosão da região. Na figura 2 podemos observar a ocorrência de processos erosivos ativos (2A) e um perfil de solo arenoso existente na região (2B).
(A) (B)
Figura 2 (A) Processos erosivos ativos na área e (B) detalhe dos solos arenosos presentes na feição erosiva (Fonte: Autor)
A região cresceu de forma rápida e irregular, sem os estudos e caracterizações do meio físico necessários para a correta expansão urbana, o que, por consequência, gerou o agravamento dos problemas ambientais. A região drenada pela micro bacia do Córrego da Água Quente sofreu uma forte ocupação a partir da década de 1980 e, como resultado dessa ocupação, surgiram os bairros Cidade Aracy I e II e Antenor Garcia (PONS, 2006). Outros trabalhos que já realizaram um levantamento das características físicas do meio da bacia do
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mencionado córrego relataram a fragilidade da região, como a presença de solos arenosos provenientes da Formação Botucatu e os afloramentos rochosos característicos de áreas de recarga do Aquífero Botucatu.
3 MATERIAIS E MÉTODOS
Este trabalho foi desenvolvido em 3 etapas: (A) levantamento de dados pré-existentes; (B) elaboração de documentos cartográficos; e (C) álgebra de mapas e análise dos resultados. Na etapa (A) foram levantados todos os dados sobre vazios urbanos no município, bibliografias que tratavam da temática e mapas básicos e intermediários. Os dados inicias relacionados aos vazios urbanos foram provenientes dos órgãos públicos do município de São Carlos. Estes foram adquiridos a partir da interpretação de fotografias aéreas do ano de 1998, na escala de 1:8.000, com a finalidade de oferecer subsídios para a formulação do Plano Diretor no ano de 2005.
Na etapa (B) foram elaborados com seguintes documentos cartográficos: Mapa de Vazios Urbanos; Mapa de Declividade; e Mapa de Afloramento do Botucatu.
O mapa de vazios foi elaborado com base na fotointerpretação de imagens de alta resolução da DigitalGlobe disponibilizadas pelo software GoogleEarth em sua série histórica dos anos de 2004, 2010 e 2014 (Tabela 1). Estes anos foram selecionados seguindo os seguintes critérios: (i) imagens sem recobrimento de nuvens; (ii) data anterior a aprovação do plano diretor; (iii) data que mostra o efeito da aprovação; e (iv) data que demonstra a condição atual, em que se discute sua revisão de 10 anos.
Tabela 1 Ano, data e fonte das imagens utilizadas
Ano Data Fonte
2004 30 de Junho
Google Earth
2010 06 de Novembro 2014 09 de Maio
Através dessas imagens, delimitou-se a mancha urbana do município com base na existência de alinhamentos do sistema viário, presença de edificações, padrões de parcelamento do solo na forma de loteamento, zonas industriais e áreas de lazer. Foi utilizado como critérios de eliminação as regiões com construções isoladas e com grandes lotes, típico de propriedades rurais. Após essa delimitação, fez-se a sobreposição da imagem de 2004 com os polígonos dos vazios urbanos de 1998, que serviram de base para atualização.
Para sistematizar a interpretação, nesta pesquisa adotou-se o conceito de “vazios urbanos” de Sperandelli (2010), que os considera como uma “porção de solo urbano desprovida de edificações, benfeitorias e usos públicos (áreas de lazer, institucionais e do sistema viário). Terrenos vazios distinguíveis por imagem aérea, parcelados ou não, com acesso direto por via pública, em compasso de espera por maior valorização e contribuindo para a expansão urbana e o consequente aumento dos custos de manutenção da cidade”. Dessa forma, a matriz de decisão feita pelo referido autor foi utilizada neste estudo (figura 3).
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Figura 3 Matriz de decisão (Fonte: SPERANDELLI, 2010)
A alta resolução da imagem facilitou a demarcação de vazios urbanos de diferentes tamanhos nos referidos anos, como podemos observar na figura 4, em que temos exemplos de vazios superiores a uma quadra e outros no tamanho de lote.
Figura 4 Exemplo de mapeamento de vazios urbanos (2004)
Os arquivos KML do Google Earth de vazios e macha urbana forma inseridos no ArcGIS 10.2 com as devidas transformações de Datum para elaboração da análise e geração do layout final dos mapas
O mapa de afloramento do Botucatu foi elaborado com bases em mapas pré-existentes de materiais inconsolidados e substrato rochoso elaborados para a área urbana de São Carlos por Pons (2006), na escala 1:20.000. A área foi delimitada com a ferramenta “clip” ArcGIS através do cruzamento da zona urbana que estava contida sobre os solos arenosos da formação Botucatu.
A carta de declividade foi gerada a partir do cartas topográficas do IGC, escala 1:10.000. A equidistância das curvas de nível é 5m. Com base nas restrições do plano diretor, foram criadas 3 classes: menor que 6%; 6 a 12 %; e maior que 12%.
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De posse dos documentos gerados, foi realizada a algebra de mapas e análise dos resultados utilizando o método de sobreposição de mapas. Dessa forma, os vazios de cada ano foram inicialmente sobrepostos sobre o mapa da Formação Botucatu, seguido dos intervalos de declividade determinados. A ferramenta “clip” foi utilizada para selecionar as áreas de vazios que estavam sobre as zonas restitivas, resultando em sua efetiva quantificação.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Na tabela 2 é possivel observar a evolução da ocupação da região, já que, em 10 anos, 8,54km2 de solos arenosos foram agregados como zona de expansão. Este dado mosta que os estudos geotécnicos realizados previamente na região foram contrariados, já que os mesmos consideram-na inadequada para ocupação. Além disso, os dados demonstram ainda a espaculação imobiliária através da quantidade de vazios urbanos ao longo do período analisado.
Tabela 2 Limite da área urbana e quantidade de vazios urbanos existentes em cada ano analisado Área Urbana sobre zona
restritiva de solo Vazios Urbanos
2004 2010 2014 2004 2010 2014
Área Total (km²) 68,9383 75,6704 77,4744 14,2483 13,3393 11,4862 Formação Botucatu
(km²) 10,3037 10,8813 11,8061 2,9029 2,6792 2,1623
No ano de 2004 (figura 5), a Formação Botucatu compreendia 14,95% (10,3037km²) da área total do município. Já os vazios urbanos representavam 20,37% (2,9029km²) do valor total. Os bairros já existentes nessa região eram: Jardim Social Antenor Garcia; Loteamento de Interesse Social Cidade Aracy; Jardim Social Presidente Color; e Jardim Medeiros. Além disso, já existia também o Centro Empresarial de Alta Tecnologia Dr. Emílio Fehr e a área urbana abrangia uma área chamada “Chácara das Flores”. É possível observar, ainda, que boa parte da região, que deveria ser restritiva devido as características do solo, já encontrava-se densamente ocupada. Vale ressaltar que o padrão de lotes na região são muito pequenos; alguns são inferiores a 250m² e estas zonas possuem uma baixa taxa de ocupação.
O processo de pressão sobre essa região continuou no ano de 2010 (figura 6), em que o limite urbano passou a ocupar 14,38% (10,8813km²) da área urbana e 20,09% (2,6792km²) dos vazios urbanos estavam localizados na referida área. A diminuição da porcentagem da área urbana compreendida pela Formação Botucatu neste ano ocorreu devido a um maior crescimento da mesma em outras partes do município e um baixo crescimento na área sul. Porém, novos empreendimentos surgiram, como o Residencial Deputado José Zavaglia e o Parque Novo Mundo.
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Figura 5 Vazios urbanos localizados na Formação Botucatu em 2004
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Já no ano de 2014 (figura 7), a área urbana passou a ocupar 15,24% (11,8061km²) e os vazios existentes na área representavam 18,83% (2,1623km²). Neste último, houve um aumento na quantidade de loteamentos instalados a sul do município. Porém, vários vazios existentes na região e também em outros locais da área urbana foram ocupados, diminuindo a quantidade de terrenos sem utilização. Além dos bairros citados, a “Chácara das Paineiras” também passou a ser abrangida pela área urbana. É importante frisar, ainda, a diminuição na quatidade de vazios existentes no Centro Empresarial de Alta Tecnologia, criado em 1988, demonstrando que houve o crescimento das indústrias em solo considerado frágil ao adensamento urbano.
A variação observada entre os anos de 2004 – 2010 e 2010 – 2014 foi de, respectivamente, -7,71% e -19,29%. As variações negativas demonstram que houve uma diminuição na quantidade de vazios urbanos existentes ao Sul do município devido a ocupação dos mesmos pela população.
Figura 7 Vazios urbanos localizados na Formação Botucatu em 2014, destacando a área industrial no círculo em vermelho
A tabela 3 mostra a área total de vazios urbanos, em km², encontradas nas classes de declividades. As figura 8 nos mostra a declividade em que os vazios estão localizados nos anos estudados.
Em todos os anos, a grande maioria dos vazios urbanos estavam localizados em declividades entre 0% e 6%, locais estes em que o poder público de fato pode autorizar a realização do parcelamento do solo.
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haviam, respectivamente, 4,59% (0,1332km²); 4,06% (0,1087km²); e 4,33% (0,0934km²). Dessa forma, essas áreas não estão de acordo com o Art. 104 do Plano Diretor Municipal.
O Centro Empresarial de Alta Tecnologia foi construindo em uma área cuja declividade varia de 0 a 12%, não contrariando o que foi decidido pelo plano diretor. Porém, por se tratar de atividades industriais, o mesmo apresenta risco de contaminação na área, podendo impactar diretamente o Aquífero Guarani.
A área de estudo compreende parte da bacia hidrográfica do Rio Água Quente. Devido as características do solo, grande parte desta área deveria estar recoberta pela vegetação, formando a Área de Preservação Permanente do córrego e evitando, assim, a ocorrência de grandes deslizamentos de terra, além de favorecer a infiltração.
No entanto, a impermeabilização do solo faz com que ocorra menor recarga do aquífero nessa região e aumente consideravelmente o risco potencial de contaminação das águas superficiais e do aquífero livre em função da alta taxa populacional. Além disso, devido as características físicas dos terrenos, a região está sobre com intensos processos erosivos, como já citado por diversos autores como (AGUIAR, 1989; PONS, 2006; GOMES, et al 2012). Estes fatores podem influenciar na contaminação do solo caso haja um rompimento do sistema de esgoto das residências. Os dados da tabela 3 reforçam a possibilidade de ocorrer problemas do tipo, já que houve uma diminuição na quantidade de vazios existentes em áreas cujas declividades são maiores que 12%.
A variação entre os anos de 2004 – 2010 e 2010 – 2014 foram, respectivamente, -11,58% e 6,76%. Estes dados demonstram que, no primeiro período, houve uma diminuição da quantidade de vazios urbanos existentes devido a ocupação nessas áreas. Porém o segundo período demonstra que houve o surgimento de alguns loteamentos nessas áreas. Por mais que houvessem pequenas áreas dentro da área total dos loteamentos, o poder público poderia ter se atentado a isto e determinado diferentes usos para as mesmas.
Mesmo com trabalhos geotecnicos realizados previamente, não se observa, pelo poder público municipal, a definição de estratégias voltadas para a diminuição de um eventual dano ambiental que pode ser gerado na região com o aumento da pressão sobre esses terrenos retritivos. As brechas legais, como já citado, favorecem que ocorram ocupações progressivas em zonas na qual a ocupação deveria ser restritiva ou desfavoravél.
Um exemplo disso é a carta de aptidão a ocupação urbana elaborada por Aguiar (1989), em que já afirmava-se que a região era considerada de baixa aptidão a urbanização. Mesmo assim, esses indicadores não foram suficientes para criar, dentro do Plano Diretor de 2005, uma restrição mais específica sobre a região. Dessa forma, de acordo com os dados apresentados nessa
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pesquisa, isto representou o surgimento de um elevado número de novos emprendimentos populares. Esse novos empreendimento geraram novos vazios urbanos, que são locais pontenciais para a contaminação pontual devido a falta de manuntenção dos vazios e deposição de resíduos sólidos pela população do entorno.
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Apesar de existir uma grande quantidade de estudos geotécnicos que provam a importância ambiental da área localizada a sul da mancha urbana de São Carlos e também do artigo 104 do Plano Diretor de 2005, o poder público não as considera para a aprovação ou não de novos loteamentos na área.
A partir dos mapas, foi possível observar que existe uma tendência de se diminuir a quantidade de vazios urbanos existentes nessa região. Ou seja, a probabilidade de que essas áreas se tornem cada vez mais adensadas é alta. Além dos problemas de cunho ambiental, existe também a segregação espacial, já que a população que habita nessas áreas possui uma baixa – média renda.
Dessa forma, faz-se necessário que o poder público reavalie, neste período de revisão do Plano Diretor, as diretrizes para futuros loteamentos e os locais cujas condições sejam favoráveis para a construção dos mesmos.
6 REFERÊNCIAS
Aguiar, R. L. (1989) Mapeamento geotécnico da área de expansão urbana de São
Carlos – SP. 139f. Dissertação (Mestre em Geotecnia) – Escola de Engenharia de São
Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 1989.
Brasil (2001). Lei nº 10.257, de 10 de Julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm>. Acesso em: 29 Fev 2016.
Gomes, W. S.; SERIKAWA, V. S. Dantas-Ferreira, M.; Lorandi, R. (2012) Inventário erosive em área urbana. Proceedings 13th Congresso Nacional de Geotecnia, Lisboa, Portugal: Sociedade Portuguesa de Geotecnia, p. 1-12.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades – São Carlos. Disponível em: < http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=354890>. Acesso em: 29 Fev 2016.
Lee, S. J.; Hwang, S.; Lee, D. (2015) Urban Voids: as a chance for sustainable urban desing.
Proceedings 8th Conference of the International Forum on Urbanism, República da Coréia, 2015.
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Lima, A. (2002) Vazios urbanos e dimensões de sustentabilidade: uma nova proposta conceitual para um inventário fundiário. 154f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Urbana) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2002.
Pons, N. A. D. (2002) Identificação e avaliação dos vazios urbanos da cidade de Santa
Maria (RS) em termos geológicos-geotécnico. 130f. Dissertação (Mestrado em Engenharia
Urbana) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2002.
Pons, N. A. D. (2006) Levantamento e diagnóstico geológico-geotécnico de áreas
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(Doutor em Geotecnia) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2006.
Sperandelli, D. I. (2010) Dinâmica e análise do crescimento, dos vazios e das áreas verdes
urbanas de Atibaia, SP. 96f. Dissertação (Mestre em Ciências do Meio Ambiente e