Orçamento por Resultados
em Cabo Verde
o estado da arte
Informação à Assembleia Nacional
Novembro de 2015
Fonte: Lei de Bases do Sistema Nacional de Planeamento de Cabo Verde – Lei nº 72/VIII/2014
Sistema Nacional de Planeamento
da República de Cabo Verde
Doc. de Estratégia de
Crescimento e de
Redução da Pobreza
III2012 – 2016
Quadro de Despesas
de Médio Prazo
Sistema de Seguimento
e Avaliação (S&A)
Modelo
Orçamentário
por Programas
Gestão Baseada
em Resultados
Valores, Diagnósticos e
Objectivos Gerais de
Governo
Orçamento do Estado
anualNíveis de Planeamento e Execução
Gestão Estratégica de Programas e Acções
Conselho de
Ministros
Ministérios
Planeamento Estratégico
Órgãos
DECRP – QDMP Orçamento do Estado“ O desafio de conceber o DECRP III abarcou avanços em dois
domínios fundamentais. O primeiro diz respeito ao plano operacional
destacando resumidamente neste âmbito as seguintes reformas: (i)
a orçamentação com base em programas no Orçamento Geral do
Estado; (ii) o alinhamento e a coerência dos diferentes instrumentos
(Programa do Governo, DECRP III, QDMP, OGE) por forma a articular
o planeamento de médio e curto prazo utilizando os mesmos
programas; (iii) a introdução da gestão com base em resultados
através de quadros lógicos para seguimento e avaliação nos
programas finalísticos e de investimento; e (iv) introdução de um
modelo de equilíbrio geral macroeconómico dinâmico e computável
no Ministério das Finanças e Planeamento ”.
Fonte: Estratégia de Crescimento e de Redução da Pobreza III (2012 – 2016 ) – República de Cabo Verde
Políticas Públicas e Programas em Cabo Verde
Ministérios,
Secretarias
e
Órgãos
voltados
às
atividades-fim
desenvolvem e implementam políticas públicas voltadas aos
interesses
da
sociedade
por
meio
dos
programas
orçamentários.
Secretarias e Órgãos voltados às atividades-meio apoiam e
viabilizam a realização das políticas públicas nas áreas-fim,
embora possam implementar também certas políticas públicas.
As Ações do Estado
Gestão Orientada para Resultados
conceito
A Gestão Orientada para Resultados (Results-Based Management)
“... constitui estratégia de gestão que possibilita aos atores que
trabalham para a realização de um conjunto de resultados se
assegurarem de que os seus processos, produtos e serviços
contribuem de fato para a realização dos resultados desejados,
possibilitando aos gestores utilizarem as informações referentes aos
resultados
obtidos
para
a
avaliação
do
programa
e
responsabilização pelos resultados
(*)”.
(*) Results-Based Management Handbook – United Nations Development Group – 2011.
Gestão Orientada para Resultados
origens
Inspirada nos conceitos da Administração por Objectivos de
Drucker dos anos de 1950, e desenvolvida a partir do Método do
Quadro Lógico proposto por Rosenberg em 1969, a Gestão Orientada
para Resultados – GOR é atualmente utilizada e recomendada por
órgãos de fomento e financiamento em todo o mundo, como:
Banco Mundial – BIRD, Banco Interamericano de Desenvolvimento –
BID,
Fundo
Monetário
Internacional
–
FMI,
Agência
Sueca
de
Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Sociedade Alemã
de Cooperação Técnica – GTZ, Agência Canadense de Desenvolvimento
Internacional – CIDA, Organização das Nações Unidas – ONU e Agência
Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional – USAID.
Insumos Processos Produtos Produtivos
Órgão Público Clientes
utilização dos Bens e/ou fruição dos Serviços Resultados Pessoas, Materiais, Equipamentos, Serviços
Acções dos Programas Actividades, Projectos, Tarefas Bens e/ou Serviços oferecidos Cidadãos, Comunidades, Sociedade Benefícios a curto, médio e longo prazos gerados nos Cidadãos, Comunidades e na Sociedade
Cadeia de Resultados
RecursosOs Clientes constituem o divisor de águas: os Produtos ocorrem a partir do trabalho da organização, e os Resultados ocorrem a partir da utilização dos Produtos pelos Clientes. 9
Gestão Orientada para Resultados
Conceitos Fundamentais
do Orçamento Público
- Estima as receitas e fixa limites para as despesas para o
exercício.
- Apresenta os programas de trabalho do poder público.
- Explicita metas a atingir expressas por indicadores.
- É formalizado por meio de lei específica.
- Obedece, na forma e no conteúdo, a lei geral sobre os
orçamentos públicos.
- Constitui instrumento de referência para a execução dos
programas de trabalho, processamento das respectivas
despesas, seguimento e avaliação desses programas e da
realização das receitas.
Evolução das Metodologias Orçamentárias
Recursos Financeiros Insumos Processos Produtos Resultados Orçamento de Despesas Foco: limites de despesas a realizar Orçamento por Programas Foco: trabalho a ser realizado Orçamento por Resultados Foco: trabalho a ser realizado voltado aos benefícios para a sociedade Economia Eficiência Econômica Eficácia Eficiência Técnica 11Recursos Financeiros Insumos Processos Produtos Resultados Orçamento de Despesas Foco: limites de despesas a realizar Orçamento por Programas Foco: trabalho a ser realizado Orçamento por Resultados Foco: trabalho a ser realizado voltado aos benefícios para a sociedade Orçamento de Funcionamento e Orçamento de Investimento Orçamento por Programas Orientados para Resultados
A Transição em Cabo Verde
Evolução das Metodologias Orçamentárias
Insumos Produtos
Órgão Público Beneficiários
Utilização dos Bens e/ou fruição
dos Serviços Efeitos Pessoas, Materiais, Equipamentos, Serviços Acções: Unidades Finalísticas, Unidades de Apoio e Projectos de Investimento Bens e/ou Serviços oferecidos Cidadãos, Comunidades, Sociedade Benefícios a curto e médio prazos para Cidadãos e Comunidades Cadeia de Resultados Recursos
Os Beneficiários constituem o divisor de águas: os Produtos ocorrem a partir do trabalho das organizações públicas, enquanto que os Resultados ocorrem a partir da utilização dos Produtos pelos Beneficiários.
O Programa Orçamentário Orientado para Resultados
(terminologia da Lei n. 72/VIII/2014)
Impactos Benefícios a longo prazo para Cidadãos, Comunidades e Sociedade Resultados O Programa e suas Acções 13
Insumos Produto
1
Produto 2 Insumos EfeitoUnidade Finalística 2
Actividades
Unidade Finalística 1
Actividades
Unidade Apoio 3
Actividades
Conteúdo do Programa:Unidade Finalística 1 gerando o Produto 1 para beneficiários externos Unidade Finalística 2 gerando o Produto 2 para beneficiários externos Unidade de Apoio 3 gerando o Produto Interno 1 para a Acção 2
Pi1
A Lógica do Programa Orçamentário
conforme a Lei nº 72/VIII/2014Efeito como benefício advindo do Produto
PRODUTO aula dada EFEITO aprendizado desenvolvidoProfessor
Aluno
Entrega e Fruição 15A Lógica de Resultados do Programa Orçamentário
Proposta Orçamentária para 2015 – Relatório
319. A adopção da metodologia do Orçamento por Resultados pode ser considerada a etapa subsequente à consolidação do Orçamento Programa e o garante do sucesso deste. O Orçamento por Resultados pode ser definido como um sistema de orçamentação que explicita os resultados para os quais se requerem os recursos, apresentando os custos dos programas e os projectos e as unidades a eles associados para alcançar esses resultados, bem como os produtos a serem gerados por cada acção.
320. Neste sentido, a alocação de recursos públicos no Orçamento por Resultados não estará vinculada ao tradicional funcionamento das unidades administrativas, mas à produção de resultados sob a responsabilidade dessas unidades, alinhados com os objectivos das políticas de governo.
321. Por meio da prática do Orçamento por Resultados espera-se o uso mais eficiente e eficaz dos recursos públicos, a melhoria geral do desempenho do sector público e o aprimoramento da transparência e do processo de prestação de contas à sociedade.
322. A adopção do método do Quadro Lógico vem demonstrando importantes avanços no processo de planificação, seguimento e avaliação a nível de todos os sectores e a recente aprovação da nova Lei de Bases do Sistema Nacional de Planeamento figura-se como um dos factores determinantes para a consolidação e o sucesso do Orçamento por Resultados no caso de Cabo Verde.
Orçamento por Resultados – OpR
17
- Premissa básica:
Segundo
a
metodologia
do
Orçamento
por
Programas
Orientados
para
Resultados,
os
Programas de Trabalho do Órgão são os
seus Programas Orçamentários.
O trabalho realizado no âmbito de cada Programa é identificado segundo o agrupamento das suas Actividades e pode ser especificado como:
Unidade Finalística: quando compreende um conjunto de actividades voltadas à geração e entrega de um produto à sociedade (Art. 3º, h);
Unidade de Gestão e Apoio Administrativo: quando compreende um conjunto de actividades voltadas à geração e entrega de um produto interno à própria administração pública (Art. 3º, i); ou
Projecto de Investimento: quando compreende um conjunto de actividades, limitadas no tempo, voltadas à realização de uma obra pública, à constituição ou expansão dos ativos de produção da administração pública (Art. 3º, g).
Denominamos genericamente como Acção tanto uma Unidade Finalística como uma Unidade de Gestão e Apoio Administrativo ou um Projecto de Investimento.
Conceitos Orçamentários
conforme a Lei nº 72/VIII/2014
O Programa é, portanto, um conjunto de projectos de investimento, unidades finalísticas e/ou unidades de gestão e apoio, orientado para a realização de um objectivo estratégico comum preestabelecido e mensurável por indicadores definidos em um quadro lógico (Art. 3º, c).
Os Programas se apresentam em duas diferentes espécies segundo seu conteúdo e finalidade, podendo ser:
Programa Finalístico: voltado à geração e entrega de produtos à sociedade (Art. 3º, e); ou
Programa de Gestão e Apoio Administrativo: voltado à geração e entrega de produtos internos à própria administração pública (Art. 3º, f).
Quando voltado especificamente a investimentos, o Programa Finalístico será denominado Programa de Investimento (Art. 3º, d) envolvendo obras públicas, expansão da capacidade de oferta de serviços etc.
Conceitos Orçamentários
conforme a Lei nº 72/VIII/2014
As Actividades no contexto de uma Acção demandam a utilização de certos Insumos, tais como pessoas, serviços, materiais e equipamentos (Art. 3º, j), de modo a operacionalizar o processo produtivo voltado à geração e entrega do Produto final ou interno.
A viabilização dos Insumos depende da alocação e utilização de Recursos Orçamentários.
Cada Programa deverá ser concebido, detalhado, executado, seguido e avaliado segundo uma lógica de resultados, utilizando para tanto o método do Quadro Lógico (Art. 3º, p) que é concluído com a definição de uma matriz que vincula os recursos aos objetivos estratégicos do Programa, medidos por meio de Indicadores. Em função dos Indicadores escolhidos serão definidas as Metas a serem alcançadas (Art. 7º e 8º).
Conceitos Orçamentários
conforme a Lei nº 72/VIII/2014
Programas e Acções em Cabo Verde – 2015
Total de Programas Orçamentários
169
Programas Finalísticos
83
Programas de Investimento
45
Programas de Gestão e Apoio
41
Total de Acções Orçamentárias
709
Projectos de Investimento
159
Unidades Finalísticas
472
Unidades de Gestão e Apoio
78
21
Conceitos Orçamentários
O Método do Quadro Lógico
A. Visa organizar a ação governamental para solucionar problemas
priorizados.
B. Na montagem de um programa orçamentário, devemos partir de
um Problema selecionado e focar um Efeito e um Impacto
desejado como expressões da solução do problema.
C. O trabalho presente no Programa estará expresso nas suas
Acções, ou seja, nas suas Unidades Finalísticas, Unidades de
Apoio e/ou Projectos de Investimento.
D. Cada Acção do Programa deve gerar e entregar certo Produto a
beneficiários externos visando certo Efeito enquanto benefício.
E. O conjunto de Produtos entregues contribui para a realização do
Impacto do Programa enquanto benefício para o público-alvo.
F. Os Efeitos a curto e médio prazo e os Impactos a longo prazo
constituem os benefícios esperados para o público-alvo do
Programa.
Problema Principal
Produtos Impactos
Efeitos
Árvore de Problemas Árvore de Objetivos
Consequências
Causas
Diagrama do Método do Quadro Lógico
Artigo 46º -
Quadro Lógico
1. Sem prejuízo de outras informações definidas para cada Programa, o
quadro lógico de um
Programa
deve conter, obrigatoriamente:
a) Nome, código, tipologia e descrição do
Programa
;
b) Identificação do
Gestor do Programa
;
c) Objectivo
do Programa, o qual deve refletir o respectivo
impacto
;
d) Indicadores de
Impacto
, respectivas
metas
, linhas de base e fontes de verificação;
e) Projectos
ou
Unidades
que o compõem; e
f) Recursos financeiros
.
2. Sem prejuízo de outras informações definidas para cada Projecto ou Unidade, o
quadro
lógico de um
Projecto
ou
Unidade
deve conter, obrigatoriamente:
a) Nome, código, tipologia e descrição do Projecto ou Unidade;
b) Identificação do
Gestor do Projecto ou Unidade
;
c) Objectivo
do Projecto ou Unidade, o qual deve refletir o respectivo efeito;
d) Indicadores de
Efeito
, respectivas
metas
, linhas de base e fontes de verificação;
e) Os
Produtos
a serem entregues ao
público-alvo
dos Projectos ou Unidades, os
respectivos
indicadores
,
metas
e fontes de verificação;
f) As
Actividades
que devem ser executadas no âmbito dos Projectos ou Unidades, para a
obtenção dos produtos, os respectivos
indicadores
,
metas
e fontes de verificação; e
g) Recursos financeiros
.
-Artigo 1º - Objecto e âmbito
1. O presente diploma define as normas e os procedimentos necessários à execução do
Orçamento do Estado para o ano económico de 2015.
2. ...
Artigo 79º -
Seguimento e Avaliação
1. Para efeitos de seguimento e avaliação dos projetos e unidades inseridos no Módulo de
Seguimento e Avaliação (MAS),
todos os projetos de investimento e as unidades
finalísticas e de gestão e apoio, bem como os respectivos Programas, devem ser
anexados do seu
quadro lógico
, o qual deve identificar devidamente os respectivos
objectivos, incluindo impacto, efeito e produto, actividades, indicadores, metas e meio
de verificação.
2. ...
Práticas Orçamentárias
Decreto-Lei nº 5/2015O Método do Quadro Lógico
etapas
1. Diagnóstico da Situação em foco (problema ou oportunidade).
2. Análise
do
Contexto
em
que
a
Situação
se
manifesta,
envolvendo processos econômicos, sociais e políticos presentes,
diretrizes e objectivos de Governo.
3. Análise das Partes Interessadas (stakeholders) envolvidas na
Situação em foco, suas necessidades e interesses.
4. Formulação dos Objectivos gerais do Programa para a sociedade
e dos seus Impactos e Efeitos específicos para os beneficiários
diretos.
5. Concepção dos Processos de trabalho do Programa voltados à
geração
e
entrega
dos
Produtos
cuja
fruição
contribuirá
diretamente para a realização dos Resultados.
O Método do Quadro Lógico
etapas
27
6. Planificação dos Insumos necessários, envolvendo pessoas,
competências,
materiais,
serviços,
tecnologias,
e
dos
decorrentes Recursos orçamentários e fontes.
7. Definição de Indicadores e Metas de Desempenho do Programa,
abrangendo eficácia, eficiência, qualidade e economicidade.
8. Identificação e análise de Pressupostos quanto à legislação,
ambiente
político,
parceiros
e
demais
condições
externas
relevantes para o êxito do Programa.
9. Identificação e análise dos Fatores de Risco econômico, social,
ambiental e político que podem afetar negativamente o alcance
dos Efeitos e Impactos do Programa.
10.Avaliação
final
de
consistência
técnica
e
de
viabilidade
econômica do Programa desenvolvido e tomada de decisão
referente à sua aprovação e execução.
Título do Programa Código Tipo
Descrição Gestor
Objetivo Impactos Indicadores Linhas de Base Fontes Metas Recursos
Título da Acção Código Tipo
Descrição Gestor
Objetivo Efeitos Indicadores Linhas de Base Fontes Metas Recursos
Produto Indicadores Linhas de Base Fontes Metas
Actividades Indicadores Linhas de Base Fontes Metas Beneficiários
Formulário do Quadro Lógico
29
Indicadores de Desempenho do Programa
Um Indicador é uma medida significativa utilizada para avaliar
certo componente da Cadeia de Resultados do Programa, podendo
focalizar Insumos, Processos Produtivos, Produtos, Efeitos e
Impactos.
Os
Indicadores
no
contexto
da
OpR
podem
medir
a
economicidade
na
aquisição
dos
Insumos,
a
eficiência
econômica do Processo Produtivo e seus Produtos gerados e
entregues, e a eficácia no alcance dos Efeitos e Impactos.
A qualidade dos Produtos gerados e entregues é entendida
também como um quesito de eficácia.
Tipos de Indicadores Significados Eficácia Satisfação, Cobertura e Sustentabilidade Eficiência Produto/Recurso Qualidade Economicidade captação e uso dos insumos
Mede a meta realizada com relação à meta planejada, aplicando-se principalmente aos Impactos, Efeitos e Produtos. Não mede os Recursos utilizados. Inclui medidas de satisfação dos beneficiários, alcance do público-alvo e sustentabilidade ao longo do tempo.
Relaciona medidas de Impactos, Efeitos e Produtos aos Recursos utilizados na sua produção. Aplica-se principalmente ao processo produtivo referido nas Acções orçamentárias.
Mede características intrínsecas do Produto e respectiva entrega, como conformidade aos padrões planejados, defeitos, tempo de espera etc.
Refere-se a medidas do custo dos insumos obtidos com relação a benchmarks, envolvendo o processo de compras, eventuais financiamentos, tempo de realização dos processos de aquisição e de entrega dos insumos.
Indicadores de Desempenho do Programa
por camada da Cadeia de Resultados Tipos de
Indicadores Insumos Actividades Produtos Efeitos Impactos
Eficácia Produção, Satisfação e Cobertura Eficiência Relação Produto/Insumo Qualidade Conteúdo, Padrões Economicidade Captação e Custo dos Insumos 31
Produto 1 Realizar inspeções para boletins de
sanidade
Unidade Finalística: Prestação de serviço na rede de atenção primária de saúde
Efeito
Programa:
Prestação dos cuidados de saúde
na rede de atenção primária
Impacto Indicadores, Metas Indicadores, Metas Indicadores, Metas Indicadores, Metas Sociedade saudável, com qualidade de vida, atendendo aos padrões e orientações do Ministério da Saúde e da OMS Pacientes orientados em saúde, tratados, curados, gozando de boa saúde Efetuar emissões de atestados
médicos para fins diversos Realizar inspeções sanitárias a embarcações
Realizar inspeções sanitárias para abertura de estab. privados
Vigilância e
controlo sanitário realizados
Custo e tempo médio de espera para realizar a inspeção
Acção: Prestação de serviço na rede de atenção primária de saúde 33 Impacto do Programa Efeito da Acção Produto 1 da Acção Actividade 1 da Acção Actividade 2 da Acção Actividade 3 da Acção Actividade 4 da Acção
Elemento Descrição Indicadores
Sociedade saudável, com qualidade de vida, atendendo aospadrões e orientações do Min. da Saúde e da OMS
Pacientes orientados em saúde, tratados, curados, gozando de boa saúde
Vigilância e controlo sanitário realizados
Realizar inspeções para boletins de sanidade
Efetuar emissões de atestados médicos para fins diversos
Realizar inspeções sanitárias a embarcações Realizar inspeções sanitárias para abertura de estabelecimentos privados Esperança de vida Taxa de prevalência de doenças Taxa de morbidade Taxa de mortalidade infantil N. de acções realizadas % de acções realizadas no prazo N. e tempo médio de espera para obtenção de boletim
Tempo médio de espera para obtenção de
atestado
N. e tempo médio de espera para obtenção de certificado
primária de saúde Impacto do Programa Efeito da Acção Produto 2 da Acção Actividade 1 da Acção Actividade 2 da Acção
Elemento Descrição Indicadores
Sociedade saudável, com qualidade de vida, atendendo aospadrões e orientações do Min. da Saúde e da OMS
Pacientes orientados em saúde, tratados, curados, gozando de boa saúde
Vigilância epidemiológica realizada
Analisar, consolidar e enviar os Boletins de Vigilância Epidemiológica para o Serviço Nacional de Vigilância Investigar, identificar, notificar e dar respostas adequadas aos casos ou surtos de doenças com potencial epidêmico
Esperança de vida Taxa de prevalência de doenças Taxa de morbidade Taxa de mortalidade infantil N. de acções realizadas % de acções realizadas no prazo % de pontualidade e de completude dos relatórios de notificação Taxa de deteção e pontualidade de respostas
Acção: Prestação de serviço na rede de atenção primária de saúde 35 Impacto do Programa Efeito da Acção Produto 3 da Acção Actividade 1 da Acção Actividade 2 da Acção Actividade 3 da Acção
Elemento Descrição Indicadores
Sociedade saudável, com qualidade de vida, atendendo aospadrões e orientações do Min. da Saúde e da OMS
Pacientes orientados em saúde, tratados, curados, gozando de boa saúde
Exames de sanidade e peritagem médico-legais realizados
Realizar autópsias
Realizar exames de sanidade médio-legais
Realizar exames sexuais
Esperança de vida Taxa de prevalência de doenças Taxa de morbidade Taxa de mortalidade infantil N. de exames realizados % de exames realizados no prazo N. e tempo médio de espera para realização de autópsia
N. e tempo médio de espera para realização de exame
N. e tempo médio de espera para realização de exame
Elaboração Execução Seguimento Avaliação
tempo
Et
apas
ControloA Trajetória de Gestão do
Programa Orçamentário
etapas
Elaborar implica conceber o programa a partir do um problema selecionado
e detalhar a intervenção visando a execução e a produção do Resultado.
Executar significa realizar as ações do programa por meio dos recursos
alocados, visando a geração e entrega dos Produtos.
Monitorar é acompanhar o desempenho do programa a partir dos
indicadores escolhidos com relação às respectivas metas estabelecidas.
Avaliar compreende explicar as causas que levaram ao desempenho obtido
identificando necessidades de correção e oportunidades de melhoria.
Controlar é intervir no processo produtivo, a partir do Seguimento e da
Avaliação, visando corrigir desvios e melhorar o desempenho do programa.
37
A Trajetória de Gestão do
Programa Orçamentário
Conclusões
As organizações públicas não produzem Resultados diretamente,
mas geram e entregam Produtos a Clientes externos.
Esses Clientes, em decorrência do uso dos Produtos recebidos,
podem produzir Resultados em termos de mudanças de atitudes,
comportamentos, estados de vida e transformações da sociedade.
Daí a importância do diagnóstico realizado acerca do problema de
origem e da decorrente concepção do Programa em foco, de modo a
estabelecer uma convicção de que os Produtos agirão sobre as
causas do problema e, com isso, contribuirão para a ocorrência dos
Resultados desejados.
Próximos Passos
• Trabalho conjunto entre os Poderes
• Disseminação da metodologia e da prática
• Envolvimento dos municípios
• Aprovação da Lei de Bases do Orçamento Público
• Aperfeiçoamento da prática da Gestão Orientada
para Resultados
39
Orçamento por Resultados
em Cabo Verde
Algumas Indicações Bibliográficas
Armijo, Marianela, 2011. Planificación estratégica y indicadores de
desempeño en el sector público. CEPAL.
ASDI, 2003. Agência Sueca de Cooperação Internacional para o
Desenvolvimento. Um Resumo da Teoria por Trás do Método do Quadro Lógico (MQL).
Bouchard, Érick-Noël, 2009. Glossaire des Indicateurs; Secrétariat du Conseil du Tresor; Gouvernement du Québec.
CIDA, 2000. Canadian International Development Agency. RBM Handbook on Developing Results Chains.
Forghieri, Cláudio Cintrão, 2014. Orçamento por Resultados – OpR:
Instrumento da Gestão Orientada para a Criação de Valor Público. Fundap. Governo do Estado de São Paulo, 2015. Orçamento por Resultados no Estado de São Paulo: experiências, desafios e perspectivas.
ONU, 2011. United Nations Development Group. Results-Based Management Handbook.