POSTAL CAPITALIZAÇÃO
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações de Taxa Variável
RELATÓRIO & CONTAS
1º Semestre 2008
ÍNDICE
AMBIENTE MACRO ECONÓMICO E MERCADOS FINANCEIROS
2
A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE FIM EM PORTUGAL
5
RELATÓRIO DE GESTÃO
6
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
8
EM ANEXO:
POSTAL CAPITALIZAÇÃO
RELATÓRIO&CONTAS 1º SEMESTRE 2008 2
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A Conjuntura Económica
As incertezas provenientes do mercado de crédito, o abrandamento do mercado habitacional nos EUA e
o aumento significativo dos preços das matérias primas, em particular do petróleo, tiveram um forte
impacto ao longo do primeiro semestre do ano, quer ao nível do crescimento económico, quer ao nível
da confiança dos agentes económicos.
Nas economias industrializadas, apesar dos sinais notórios de deterioração do consumo, e em alguma
medida do investimento, não se produziu ainda um ajustamento que possa ser caracterizado como
recessivo. Nas economias emergentes, o abrandamento foi menos notório. Estas economias
continuaram a beneficiar dos sólidos influxos de capital, das políticas monetárias expansionistas, e do
nível elevado do preço da maioria das matérias-primas, no caso dos países que são exportadores
destes bens. Comum a ambos os blocos esteve a aceleração da inflação, resultado do agravamento dos
preços dos bens alimentares e, sobretudo, do petróleo.
A economia americana voltou a transmitir durante o primeiro semestre do ano sinais de abrandamento
económico, com destaque para o aumento da taxa de desemprego e para a contracção da actividade
industrial. O aumento do número de casas para venda continuou a alimentar o pessimismo quanto ao
comportamento do investimento residencial. Apesar disso, e da forte queda dos indicadores de
confiança dos consumidores, a devolução extraordinária de impostos tem permitido que os indicadores
mensais de consumo das famílias continuem positivos.
Na Zona Euro, após um crescimento positivo da actividade económica durante os primeiros três meses
do ano, em parte suportado por factores climatéricos, os indicadores económicos divulgados a partir daí
apontaram inequivocamente para um cenário de menor expansão económica. Sublinhe-se, nesse
sentido, a descida, uma vez mais, do nível de confiança dos consumidores, os quais passaram a registar
o valor mais baixo dos últimos cinco anos. Para tal contribuiu, também, o crescimento homólogo da
inflação que encerrou o semestre no nível mais elevado desde 1992, muito acima do objectivo
estabelecido pelo banco central.
No Japão destacou-se igualmente o comportamento de subida dos preços no consumidor, a par de uma
desaceleração da actividade económica. O Banco Central Japonês optou, em função da deterioração
das expectativas quanto ao crescimento futuro, por manter inalterada a sua taxa de referência,
actualmente nos 0.50%.
Ainda relativamente à Ásia, a economia chinesa continuou a apresentar uma expansão sólida, embora
inferior à do semestre anterior. Relatórios respeitantes ao consumo, actividade industrial e crescimento
das exportações apresentaram, ainda assim, ganhos acima do previsto. O acréscimo das pressões
inflacionistas levou o Banco Central Chinês a aumentar ao longo do semestre o valor das reservas
legais, com o intuito de obter um crescimento mais sustentado.
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Em Portugal, o crescimento económico continuou sem mostrar uma retoma significativa. Registou-se
inclusive uma contracção trimestral da actividade económica de 0,8%, anualizado, referente ainda ao
primeiro trimestre de 2008, devido a uma quebra do investimento residencial e da procura externa.
Embora a taxa de desemprego tenha registado uma ligeira melhoria, a descida de 8,0% para 7,6%
deixa-a ainda próximo dos níveis mais elevados das últimas duas décadas. A confiança dos
consumidores manteve a tendência de descida, atingindo o mínimo desde 2003. A inflação, em termos
homólogos, conheceu uma aceleração para 3.4% homólogos no final de Junho, mais 0,5 pontos
percentuais do que o verificado em Dezembro último.
Mercado Monetário
O Banco Central Europeu (BCE) optou por manter inalteradas as respectivas taxas de juro directoras
durante o referido período, reconhecendo a intensificação dos riscos negativos para o crescimento
económico. As taxas de mercado mantiveram uma trajectória de subida durante os seis primeiros meses
de 2008, tendo encerrado o mês de Junho nos níveis mais elevados dos últimos sete anos.
Mercado Accionista
O mercado accionista apresentou, durante o primeiro semestre do ano, um comportamento negativo,
apesar do anúncio de diversas medidas por parte dos bancos centrais com o intuito de aumentar a
liquidez e restaurar maior confiança nos mercados. A quebra significativa dos principais índices bolsistas
esteve associada aos crescentes receios de recessão da economia americana e posteriores
consequências para a economia mundial, ao mesmo tempo que se intensificaram as notícias negativas
de perdas que diversas instituições financeiras continuaram a incorrer associadas ao mercado
habitacional norte americano. A tendência de depreciação do dólar e a contínua escalada do preço do
petróleo a que se assistiu no 1º trimestre, e os seus efeitos sobre a inflação, contribuíram para o
pessimismo reinante, agravando o cenário menos positivo para este ‘mercado’. As praças europeias
encerraram o trimestre nos níveis mais baixos dos últimos dois anos e meio.
No período em análise, apenas um sector no mercado accionista europeu registou uma valorização
positiva: Recursos Básicos (15.61%). Os sectores com desempenho mais negativo corresponderam a
Banca (-32.76%), Automóveis (-29.69%) e Retalho (-29.34%). O mercado europeu caiu cerca de 23.2%
no primeiro semestre. Em Portugal, o PSI20, principal índice accionista nacional, registou uma
desvalorização ainda mais acentuada: 31.6%.
Mercado Taxa de Juro
As perspectivas negativas para o crescimento económico, e a incerteza que continuou a caracterizar os
mercados de activos de risco (acções e crédito) levaram o mercado obrigacionista a apresentar uma
valorização durante a primeira metade do semestre. A tendência de descida de yields foi em grande
POSTAL CAPITALIZAÇÃO
parte revertida durante o segundo trimestre, consequência do aumento da inflação presente e das
expectativas de evolução futura dos níveis de preços. Enquanto o mercado americano encerrou o
semestre com uma valorização, o mercado obrigacionista europeu registou, pelo contrário, uma
desvalorização, com as respectivas taxas a encerrarem o semestre no nível mais elevado do último ano.
Mercado de Credito
O mercado de crédito sofreu desvalorizações significativas ao longo deste ano, nunca registadas na
história de algumas classes de activos nomeadamente securitizações. A crise no mercado imobiliário
nos US com consequências ao nível do crescimento mundial vieram ditar um semestre de forte
volatilidade para o mercado de crédito. A forte aversão ao risco associada à contracção na cedência de
crédito provocou a aceleração do processo da desalavancagem que se tinha iniciado em 2007,
provocando vendas maciças nesta classe de activos.
Os problemas no sector financeiro com os bancos a apresentarem perdas elevadas nas suas posições
em crédito estruturado vieram pressionar em particular os spreads neste sector. A intervenção dos
bancos centrais foi crucial para impedir a falência de um dos maiores bancos de investimento
americanos, o Bear Stearns e consequente melhoria das condições de liquidez neste sector.
Mercado Cambial
A moeda única europeia registou no primeiro semestre uma apreciação de 8.0% face ao dólar, um
ganho obtido na totalidade ao longo da primeira metade do referido período. O euro permaneceu perto
dos valores máximos face ao dólar, suportado quer pela divulgação de indicadores económicos positivos
na Zona Euro em comparação com os EUA, quer pelos indícios crescentes por parte do BCE de que
poderia decretar um aumento das suas taxas directoras. Quando comparado com igual período
homólogo do ano transacto, a moeda europeia conheceu uma apreciação de cerca de 13.4%.
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O mercado de fundos de investimento mobiliário português registou uma diminuição acentuada dos
montantes geridos durante o primeiro semestre de 2008. Em 30 de Junho o valor dos activos geridos
pelo conjunto das sociedades gestoras portuguesas situava-se em 20.675 Milhões de Euros (M€), o
que correspondeu a uma diminuição de 20% face aos valores de início do ano.
A diminuição dos montantes sob gestão foi mais acentuada nalgumas categorias de fundos mobiliários.
Desde o início do ano, os Fundos de Acções baixaram 37%, a categoria dos Fundos de Fundos &
Mistos perdeu 27% do volume e os Fundos de Obrigações e de Tesouraria – que representam cerca
de 50% do mercado de Fundos português – diminuíram 3104 M€ (25%). Apenas as categorias dos
Fundos Flexíveis e dos Fundos Especiais de Investimento (FEI) registaram variações positivas.
MERCADO DE FUNDOS MOBILIÁRIOS PORTUGUÊS
0 € 5.000 € 10.000 € 15.000 € 20.000 € 25.000 € 30.000 € M ilhões de eur os 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (1ºsem.) FEI PPA e PPR Capital Garantido Acções Internacion. Acções Nacionais Flexíveis
Mistos e F.de Fundos Obrigações
Tesouraria
Fonte: APFIPP
Durante o primeiro semestre de 2008 foram constituídos 14 novos fundos (principalmente Fundos
Especiais de Investimento) e liquidados 13 fundos (maioritariamente Fundos de Capital Garantido),
elevando para 291 o número de fundos mobiliários portugueses em actividade.
No final do Junho de 2008, as cinco maiores sociedades gestoras de fundos mobiliários portuguesas
concentravam 87,5% do mercado. A Caixagest registou uma evolução negativa no montante sob
gestão de 1.249 M€, mantendo a liderança na quota de mercado com 23,2% em Junho de 2008.
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Caracterização do Fundo
O Fundo POSTAL CAPITALIZAÇÃO iniciou a sua actividade como Fundo de Investimento Mobiliário
Aberto de Obrigações de Taxa Variável em 31 de Julho de 1989. Sendo comercializado nas estações
dos CTT, este Fundo destina-se a investidores que pretendem fazer aplicações a médio/longo prazo
superiores a 500 €, com capitalização dos rendimentos gerados.
O Fundo tem como objectivo proporcionar aos seus participantes o acesso a uma carteira de activos
indexados às taxas de juro de curto prazo, visando a obtenção de uma rendibilidade a médio e longo
prazo, adequada ao nível de risco associado a este tipo de activos.
O seu património é composto predominantemente por obrigações, obrigações hipotecárias e títulos de
participação, denominados em euros e emitidos por entidades públicas ou privadas sedeadas na OCDE.
Estratégia de Investimento
A crise iniciada no mercado imobiliário dos Estados Unidos da América continuou durante o primeiro
semestre de 2008 a ter consequências ao nível do crescimento mundial, originando também um
semestre de forte volatilidade para o mercado de crédito. Os problemas continuaram no sector
financeiro, os bancos a apresentarem perdas elevadas nas suas posições em crédito estruturado, a
continuação da desalavancagem do sistema financeiro, e muitas posições de venda forçada nos
mercados que levaram facilmente a uma pressão sobre os preços desses títulos em mercado. A
intervenção da Reserva Federal Norte Americana (FED), foi crucial para evitar o colapso do Banco de
Investimentos Bear Stearns e também para permitir a melhoria das condições de liquidez do sistema
bancário. A acção dos bancos centrais ficou limitada no segundo trimestre pelas sucessivas subidas do
preço do petróleo e consequentes preocupações com a inflação, tendo o Banco Central Europeu
deixado claramente entender que iria proceder a subidas de taxas de juro de curto prazo, como meio
para tentar contrariar as pressões inflacionistas existentes na Zona Euro.
Neste enquadramento o fundo manteve um posicionamento conservador,com um rating médio da
carteira de A e favorecendo a diversificação das posições detidas. Privilegiaram o investimento em
instrumentos líquidos com menor duração e sectores não cíclicos. A gestão também privilegiou, a
liquidez, tendo procedido a investimentos em títulos com maturidades mais curtas, possibilitando uma
rotação mais acelerada dos activos. Reduziu-se a exposição aos sectores industrial, automóvel e banca
de investimento.
Avaliação do desempenho
No 1º semestre de 2008, o valor da carteira do Fundo POSTAL CAPITALIZAÇÃO ascendia a 6.014.224
€, distribuídos por 444.587 unidades de participação. Desde 30 de Junho de 2007, o Fundo registou
uma rendibilidade líquida anual de - 0,92% e uma volatilidade de 0,79%.
POSTAL CAPITALIZAÇÃO
Rendibilidade e Risco Históricos
Anos Rendibilidade
Classe de
Risco
1998
3,24%
1
1999
0,54%
1
2000
3,51%
1
2001
3,47%
1
2002
3,13%
1
2003
1,69%
1
2004
0,94%
1
2005
1,09%
1
2006
1,45%
1
2007
1,12%
1
Junho 07/Junho 08
- 0,92%
1
As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo)Fonte: Apfipp
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RELATÓRIO&CONTAS 1º SEMESTRE 2008 8
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2007 Activo Mais- Menos- Activo Activo
ACTIVO Notas bruto -valias -valias líquido líquido CAPITAL DO FUNDO E PASSIVO Notas 2008 2007
CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO FUNDO
Obrigações: Unidades de participação 1 2,217,600 2,819,272
Outros fundos públicos e equiparados - - - - 69,980 Variações patrimoniais 1 (49,424,163) (48,385,775) Obrigações diversas 3 5,877,826 846 (214,288) 5,664,384 7,425,766 Resultados transitados 1 53,276,907 53,194,899
5,877,826 846 (214,288) 5,664,384 7,495,746 Resultado líquido do período 1 (56,120) 88,361 6,014,224 7,716,757 DISPONIBILIDADES
Depósitos à ordem 3 346,722 - - 346,722 215,573 TERCEIROS
Comissões a pagar 4,824 6,140
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS Outras contas de credores 17 29,696 28,577
Acréscimos de proveitos 3 36,803 - - 36,803 39,853 34,520 34,717
Outros acréscimos e diferimentos 835 - - 835 302
37,638 - - 37,638 40,155
Total do Activo 6,262,186 846 (214,288) 6,048,744 7,751,474 Total do Capital do Fundo e do Passivo 6,048,744 7,751,474
Número total de unidades de participação
em circulação 1 444,587 565,211 Valor unitário da unidade de participação 1 13.5277 13.6529
2008
BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007
O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2008. FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO "POSTAL CAPITALIZAÇÃO - FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL"
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO "POSTAL CAPITALIZAÇÃO - FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL"
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007 (Montantes expressos em Euros)
CUSTOS Notas 2008 2007 PROVEITOS Notas 2008 2007
CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
Juros e custos equiparados: Juros e proveitos equiparados:
Da carteira de títulos - 1,455 Da carteira de títulos 154,140 151,065
Outros, de operações correntes - 71 Outros, de operações correntes 6,259 3,670
Comissões: Ganhos em operações financeiras:
Da carteira de títulos 37 15 Na carteira de títulos 80,129 22,770
Outras, de operações correntes 15 30,979 35,770 15 240,528 177,505
Perdas em operações financeiras:
Na carteira de títulos 233,656 19,821
Impostos sobre o rendimento 9 31,786 30,986 9
Outros custos e perdas correntes 15 88 1,021 15
296,546 89,139
CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS
Perdas imputáveis a exercícios anteriores 102 5
Resultado líquido do período (56,120) 88,361
240,528 177,505 240,528 177,505
OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO FUNDO 2008 2007 Recebimentos:
Subscrições de unidades de participação 3,963 27,803
Pagamentos:
Resgates de unidades de participação (914,709) (928,957)
Fluxo das operações sobre as unidades do Fundo (910,746) (901,154)
OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS Recebimentos:
Vendas de títulos 690,585 1,628,785
Reembolso de títulos 212,255 815,815
Juros e proveitos similares recebidos 148,344 147,017
Pagamentos:
Compra de títulos - (1,958,094)
Juros e custos similares pagos - (1,819)
Outras comissões (36) (15)
Fluxo das operações da carteira de títulos 1,051,148 631,689
OPERAÇÕES DE GESTÃO CORRENTE Recebimentos:
Juros de depósitos bancários 4,947 3,489
Pagamentos:
Comissão de gestão (26,361) (30,118)
Comissão de depositário (4,943) (5,669)
Impostos e taxas (63,690) (47,441)
Juros de descobertos bancários - (70)
Outros (952) (2,929)
Fluxo das operações de gestão corrente (90,999) (82,738)
Saldo dos fluxos monetários do período 49,403 (352,203)
Depósitos à ordem no início do período 297,319 257,588
Depósitos à ordem dos fundos incorporados - 310,188
Depósitos à ordem no fim do período 346,722 215,573
O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008.
(Montantes expressos em Euros)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
“POSTAL CAPITALIZAÇÃO – FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL”
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
INTRODUÇÃO
O Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Harmonizado "Postal Capitalização – Fundo de Obrigações de Taxa Variável" (adiante igualmente designado por “Fundo”), foi autorizado em 24 de Julho de 1989, por Portaria do Ministério das Finanças, tendo iniciado a sua actividade em 31 de Julho de 1989. Este Fundo foi constituído por prazo indeterminado e tem por objecto o investimento em obrigações de taxa indexada, as quais deverão representar, no mínimo, 65% do valor líquido global do Fundo.
Em 26 de Março de 2007, o Fundo incorporou por fusão osFundos de Investimento Mobiliário Abertos Harmonizados "Postal Gestão Global – Fundo de Fundos Misto de Obrigações" e “Postal Rendimento – Fundo de Obrigações de Taxa Variável”. O processo de fusão foi realizado através do resgate da totalidade das unidades de participação dos fundos incorporados, com aplicação do produto do resgate na subscrição de unidades de participação do presente Fundo.
O Fundo é administrado, gerido e representado pela Caixagest - Técnicas de Gestão de Fundos, S.A.. As funções de banco depositário são exercidas pela Caixa Geral de Depósitos, S.A.(CGD).
As unidades de participação do Fundo são comercializadas através dos CTT - Correios de Portugal, S.A. (CTT). Por esta função, os CTT debitam à Sociedade Gestora uma comissão de comercialização, variável de acordo com o valor do Fundo.
BASES DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos registos contabilísticos do Fundo, mantidos de acordo com o Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, estabelecido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e regulamentação complementar emitida por esta entidade, na sequência da competência que lhe foi atribuída pelo Decreto-Lei nº 252/03, de 17 de Outubro.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo. As notas cuja numeração se encontra ausente não são exigidas para efeito do anexo às contas semestrais, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
1. CAPITAL DO FUNDO
O património do Fundo está formalizado através de unidades de participação, com características iguais e sem valor nominal, as quais conferem aos seus titulares o direito de propriedade sobre os valores do Fundo, proporcionalmente ao número de unidades que representam.
O movimento ocorrido no capital do Fundo, durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008, foi como segue:
Resultado
Saldo em líquido do Saldo em
31.12.2007 Subscrições Resgates Transferências período 30.06.2008 Valor base 2.552.033 1.451 (335.884) - - 2.217.600 Diferença para o valor base (48.847.850) 2.512 (578.825) - - (49.424.163) Resultados transitados 53.194.899 - - 82.008 - 53.276.907 Resultado líquido do período 82.008 - - (82.008) (56.120) (56.120)
6.981.090 3.963 (914.709) - (56.120) 6.014.2 Número de unidades de
participação em circulação 511.635 291 (67.339) - - 444.587 Valor unitário da unidade
de participação 13,6447 13,6186 13,5836 - - 13,5277 24
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
“POSTAL CAPITALIZAÇÃO – FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL”
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
O valor líquido global do Fundo, o valor de cada unidade de participação e o número de unidades de participação em circulação no último dia de cada mês do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008, foi o seguinte:
Valor líquido Valor da Número de unidades de
Meses global do Fundo unidade de participação participação em circulação
Janeiro 6.809.177 13,6398 499.215 Fevereiro 6.498.833 13,5733 478.794 Março 6.408.750 13,5235 473.896 Abril 6.128.205 13,4989 453.978 Maio 6.099.607 13,5532 450.049 Junho 6.014.224 13,5277 444.587
Em 30 de Junho de 2008, o número de participantes em função do Valor líquido global do Fundo, apresenta o seguinte detalhe:
Entre 2% e 5% 1 Entre 0,5% e 2% 35 Até 0,5% 871 --- Total de participantes 907 ===
3. CARTEIRA DE TÍTULOS E DISPONIBILIDADES
O detalhe da carteira de títulos em 30 de Junho de 2008 é apresentado no Anexo I.
Em 30 de Junho de 2008, a carteira de títulos apresentada no Anexo I inclui um montante de 85.054 Euros, correspondente a obrigações emitidas por entidades do mesmo grupo onde se inserem a Sociedade Gestora e o Banco Depositário.
O movimento ocorrido na rubrica de disponibilidades, no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008, foi o seguinte: Depósitos à ordem Saldo em 31 de Dezembro de 2007 297.319 . Aumentos 49.403 . Reduções - --- Saldo em 30 de Junho de 2008 346.722 ======
Em 30 de Junho de 2008, os depósitos à ordem (todos denominados em Euros) encontram-se domiciliados nas seguintes instituições:
Caixa Geral de Depósitos 340.902
Banco Santander Totta 5.820
---
346.722
======
Em 30 de Junho de 2008, os depósitos à ordem domiciliados na CGD eram remunerados à taxa anual bruta de 4,33%.
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
“POSTAL CAPITALIZAÇÃO – FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL”
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
4. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras, foram as seguintes:
a) Reconhecimento de juros de aplicações
Os juros das aplicações são reconhecidos na demonstração dos resultados do período em que se vencem, independentemente do momento em que são recebidos. Os juros são registados pelo montante bruto, sendo o respectivo Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) reconhecido na demonstração dos resultados do período na rubrica “Impostos sobre o rendimento” (Nota 9).
Os juros corridos de títulos adquiridos são registados pelo seu montante líquido em “Juros e custos equiparados”, na data da sua liquidação financeira. Simultaneamente, o juro bruto é reflectido em “Juros e proveitos equiparados”, sendo o respectivo imposto registado na rubrica “Impostos sobre o rendimento” da demonstração dos resultados.
b) Carteira de títulos
As compras de títulos e de direitos de subscrição são registadas, na data da transacção, pelo seu valor efectivo de aquisição, com excepção das compras de títulos e direitos de subscrição em mercados estrangeiros, as quais apenas são registadas no dia útil seguinte.
Os títulos em carteira são avaliados ao seu valor de mercado, ou presumível de mercado, de acordo com as seguintes regras:
i) Os valores mobiliários admitidos à negociação numa bolsa de valores ou transaccionados num mercado regulamentado e com transacções efectuadas nos últimos 15 dias, são valorizados à cotação de fecho, se a sessão tiver encerrado antes das 17 horas de Lisboa, ou à cotação verificada nessa hora se a sessão se encontrar em funcionamento e tiver decorrido mais de metade da sessão. As cotações são fornecidas pelas entidades gestoras do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação e captadas através da NetBolsa (mercado nacional) e da Reuters ou da Bloomberg (mercados estrangeiros);
ii) Se os valores mobiliários forem cotados em mais de uma bolsa, será considerado o preço praticado no mercado que apresenta maior liquidez, frequência e regularidade de transacções;
iii) Para efeitos da valorização dos valores mobiliários cotados sem transacções nos últimos 15 dias e para os não cotados, a Sociedade Gestora utiliza o “bid” do contribuidor “CBBT” divulgado pela Bloomberg. Na sua falta, a Sociedade Gestora definiu um conjunto de contribuidores que considera credíveis e que divulgam preços executáveis através de meios especializados, nomeadamente a Bloomberg; neste processo, em cada data de valorização é seleccionado o contribuidor de entre a poule de contribuidores pré-seleccionados que divulga o melhor preço médio (média entre o “bid” e o “offer”);
iv) Na impossibilidade de aplicação do referido na alínea anterior, a Sociedade Gestora recorre a modelos de avaliação, elaborados por entidade independente e especializada (InterMoney Valores S.V. S.A. Sucursal em Portugal). Os principais pressupostos utilizados em tais modelos de avaliação contemplam, entre outros, (i) o spread de crédito do emitente, ou dos activos subjacentes ao título, tendo em consideração a probabilidade de incumprimento dos mesmos; (ii) a taxa de recuperação, em caso de incumprimento, do emitente, ou da carteira de activos subjacente a tais títulos; e (iii) no caso de produtos estruturados, a correlação entre os vários activos subjacentes a tais títulos. Para efeitos de valorização das variáveis acima referidas, são utilizados, essencialmente, instrumentos financeiros semelhantes para se apurar o spread de credito do emitente (nomeadamente Credit Default Swaps) e as taxas de recuperação e de correlação históricas para produtos semelhantes;
v) Os valores mobiliários em processo de admissão a um mercado regulamentado, são valorizados tendo por base os preços de mercado de valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação, introduzindo-se um desconto que reflicta as
características de fungibilidade, frequência e liquidez entre as emissões;
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
“POSTAL CAPITALIZAÇÃO – FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL”
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
vi) As unidades de participação são valorizadas ao último valor conhecido e divulgado pela respectiva entidade gestora ou, se aplicável, ao último preço do mercado onde se encontrarem admitidas à negociação. O critério adoptado terá em conta o preço considerado mais
representativo, em função, designadamente, da quantidade, frequência e regularidade das transacções; e
vii) Os outros valores representativos de dívida, incluindo bilhetes de tesouro, papel comercial, certificados de depósito e depósitos bancários emitidos por prazos inferiores a um ano, na falta de preços de mercado, são valorizados com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.
As mais ou menos-valias líquidas apuradas de acordo com as políticas contabilísticas definidas anteriormente, são reconhecidas na demonstração dos resultados do período nas rubricas de “Ganhos/Perdas em operações financeiras na carteira de títulos”, por contrapartida das rubricas “Mais-valias” e “Menos-valias” do activo.
Para efeitos da determinação do custo dos títulos vendidos é utilizado o critério FIFO.
c) Valorização das unidades de participação
O valor de cada unidade de participação é calculado dividindo o valor líquido do património do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido do património corresponde ao somatório das rubricas do capital do Fundo.
A rubrica "Variações patrimoniais" resulta da diferença entre o valor de subscrição ou resgate relativamente ao valor base da unidade de participação, na data de subscrição ou resgate, respectivamente.
d) Comissão de gestão e de depositário
A comissão de gestão e a comissão de depositário constituem um encargo do Fundo, a título de remuneração pelos serviços a si prestados.
De acordo com o regulamento de gestão do Fundo, estas comissões são calculadas diariamente, por aplicação de uma taxa fixa mensal de 0,067% para a comissão de gestão e de 0,0125% para a comissão de depositário, sobre o valor médio diário do património líquido do Fundo.
A comissão de gestão e a comissão de depositário são liquidadas mensalmente, através da aplicação das percentagens acima definidas, sendo registadas na rubrica “Comissões – Outras, de operações correntes”.
e) Taxa de supervisão
A taxa de supervisão devida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários constitui um encargo do Fundo. Esta remuneração é calculada por aplicação de uma taxa sobre o valor global do Fundo no final de cada mês. Em 30 de Junho de 2008, esta taxa ascendia a 0,0133%o. Sempre que o resultado
obtido seja inferior a 100 Euros ou superior a 10.000 Euros, a taxa mensal devida, corresponderá a um desses limites.
f) Distribuição de rendimentos
Os rendimentos do Fundo, provenientes dos proveitos líquidos das suas aplicações e das mais- -valias líquidas apuradas, deduzidos dos respectivos encargos, são distribuídos na sua totalidade pelos participantes. A distribuição de rendimentos tem uma periodicidade trimestral, sendo efectuada no período seguinte ao do seu apuramento. É dada ao participante a possibilidade do reinvestimento do rendimento distribuído, sob a forma de novas unidades de participação.
A partir da distribuição de rendimentos efectuada no dia 1 de Julho de 2007 (inclusivé), o Fundo passou a excluir para efeitos de apuramento dos rendimentos a distribuir, os acréscimos dos saldos das rubricas de “Ganhos / Perdas em operações financeiras” da demonstração dos resultados, gerados a partir dessa data.
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
“POSTAL CAPITALIZAÇÃO – FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL”
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)
9. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
Em conformidade com o Artigo 22º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, os rendimentos obtidos pelos fundos de investimento mobiliário, são tributados da seguinte forma:
. Os juros são tributados à taxa de 20%, com excepção dos juros das contas margem de futuros domiciliadas em bancos estrangeiros, que são tributados à taxa de 25%;
. As mais-valias decorrentes da alienação de obrigações ou de outros títulos de dívida que sejam obtidas por fundos de investimento nacionais não são tributadas; e
. As mais-valias, nas quais se incluem os rendimentos líquidos obtidos em contratos de futuros, são tributadas nas mesmas condições das auferidas por pessoas singulares residentes em território português. Assim, ao saldo positivo apurado entre as mais-valias e as menos-valias obtidas em cada exercício, é aplicada uma taxa de IRC de 10%.
Em 30 de Junho de 2008, esta rubrica apresenta a seguinte composição:
Impostos sobre o rendimento - Impostos pagos em Portugal:
. Juros de obrigações diversas 30.828
. Juros de depósitos à ordem 1.251
. Reembolso de obrigações diversas ( 293 )
--- 31.786 =====
11. EXPOSIÇÃO AO RISCO CAMBIAL
Em 30 de Junho de 2008, o Fundo não detém activos expressos em moeda estrangeira.
15. CUSTOS IMPUTADOS
Os custos imputados ao Fundo durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008, apresentam o seguinte detalhe:
% Valor médio líquido
Custos Valor global do Fundo
Comissão de gestão: Componente fixa 25.592 0,3989% Componente variável - -Comissão de depósito 4.799 0,0748% Taxa de supervisão 588 0,0092% 30.979 Outros 88 0,0014% 31.067 Valor médio líquido global do Fundo 6.415.352
Taxa global de custos (TGC) 0,4843%
17. OUTRAS CONTAS DE CREDORES
Em 30 de Junho de 2008, esta rubrica apresenta a seguinte composição:
Impostos a regularizar 29.637
Outros 59
---
29.696
=====
A rubrica de “Impostos a regularizar” corresponde ao imposto a pagar relativo a rendimentos obtidos fora do território português, no decurso do primeiro semestre do ano, o qual será liquidado até ao fim do mês de Abril do próximo ano, em conformidade com o Artigo 22º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.
ANEXO I
"POSTAL CAPITALIZAÇÃO - FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL"
INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS EM 30 DE JUNHO DE 2008
(Montantes expressos em Euros)
Custo de Mais Menos Valor da Juro Valor de
Aquisição Valias Valias Carteira Corrido Balanço Valores Mobiliários Cotados:
Mercado de Bolsa Nacional Obrigações diversas:
BNU-Ob.Cx.Sub. /98 9,356 544 - 9,900 84 9,984
Mercado de Bolsa de Estados Membros EU Obrigações diversas: SANTANDER Var. 07/08 249,398 - (11) 249,387 8,232 257,619 NINVBKFloat 12/08 200,885 - (2,215) 198,670 3,262 201,932 GE Float 02/2016 154,702 - (8,054) 146,648 690 147,338 SEB Float 09/2017 150,128 - (7,450) 142,678 17 142,695 TEL.ITALIA Flt 12/12 150,174 - (8,950) 141,224 450 141,674 CITIGROUP Flt.10/08 100,000 - (50) 99,950 831 100,781 BPUIM Float 01/2009 99,961 - (274) 99,687 705 100,392 CRDIT Float 07/2014 99,762 - (1,286) 98,476 779 99,255 SHLD 1 B 01/2014 100,000 - (1,886) 98,114 797 98,911 CELF 2007-1XB 5/2023 100,000 - (1,519) 98,481 388 98,869 GRAN 2005-4 A5 12/54 100,000 - (1,933) 98,067 463 98,530 VW Float 06/2011 99,975 - (1,913) 98,062 45 98,107 BKTSM Float 06/2012 99,955 - (2,145) 97,810 91 97,901 Ibsanp Flt.28/6/2016 99,962 - (2,437) 97,525 12 97,537 GE Float 04/2014 99,980 - (4,054) 95,926 963 96,889 DNBNor Float 05/2017 99,724 - (5,310) 94,414 360 94,774 HARBOURMAS 9X B 5/23 100,000 - (6,355) 93,645 814 94,459 MALIN 2007-1X C 5/23 99,000 - (6,396) 92,604 663 93,267 EUROCR VII-X A 04/23 99,790 - (8,950) 90,840 830 91,670 Chelsea Bldg 09/2009 89,885 - (547) 89,338 10 89,348 CAJAMM Float 03/2018 99,744 - (13,688) 86,056 327 86,383 HERME 9A 05/2039 85,817 - (3,407) 82,410 407 82,817 Corsair Float 06/16 99,800 - (17,250) 82,550 138 82,688 FRTEL Float 11/2008 79,930 - (141) 79,789 301 80,090 HSBC Fin.Float 04/13 80,120 - (4,568) 75,552 754 76,306 CGD SUBORD. 2011 75,000 - (211) 74,789 281 75,070 Intned Float 03/2016 79,902 - (5,351) 74,551 119 74,670 CAIXAC Float 08/2008 69,866 137 - 70,003 393 70,396 Eurob Float 09/09 70,216 - (258) 69,958 8 69,966 TDAI 2 A 10/2042 71,043 - (3,480) 67,563 500 68,063 BCPN Float 10/2009 59,948 - (415) 59,533 462 59,995 Coventry Bdg Fl.5/10 59,828 - (1,028) 58,800 330 59,130 AIB Float 05/2010 59,971 - (1,242) 58,729 330 59,059 Citigroup Float 6/11 59,804 - (1,905) 57,899 187 58,086 TDAC 4A 06/39 58,681 - (2,257) 56,424 33 56,457 Capitalia Flt. 07/10 54,875 - (208) 54,667 505 55,172 ALLNCE Float 09/2009 54,983 - (67) 54,916 93 55,009 Vodafone Float 01/12 54,887 - (1,000) 53,887 490 54,377 HSBC Float 09/2014 54,974 - (1,085) 53,889 51 53,940 ALLNCE Float 06/2012 54,820 - (1,770) 53,050 68 53,118 GELDILUX 05TS 1A /12 50,000 - (11) 49,989 445 50,434 DCX Float 07/2008 49,922 74 - 49,996 416 50,412 Hbos Float 09/2016 55,094 - (5,090) 50,004 183 50,187 SANTAN Float 03/2009 49,986 - (14) 49,972 160 50,132 Montpi Float 09/11 49,885 74 - 49,959 69 50,028 STOBAN Float 11/2008 49,964 - (214) 49,750 198 49,948
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
-ANEXO I
"POSTAL CAPITALIZAÇÃO - FUNDO DE OBRIGAÇÕES DE TAXA VARIÁVEL"
INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS EM 30 DE JUNHO DE 2008
(Montantes expressos em Euros)
Custo de Mais Menos Valor da Juro Valor de
Aquisição Valias Valias Carteira Corrido Balanço FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO HARMONIZADO
CRDEM Float 03/2009 49,971 - (118) 49,853 45 49,898 CRDEM Float 08/2010 50,015 - (505) 49,510 311 49,821 ELESM Float 11/2011 49,954 - (454) 49,500 224 49,724 BANMAR Float 05/2010 49,958 - (552) 49,406 267 49,673 DNBNOR Float 01/2014 49,954 - (705) 49,249 412 49,661 Montepio Float 01/11 49,845 - (557) 49,288 348 49,636 Alpha Float 06/2010 50,035 - (486) 49,549 46 49,595 EBSBLD Float 12/2010 49,945 - (445) 49,500 85 49,585 BK IRELAND Flt.12/13 49,929 - (475) 49,454 71 49,525 METRO Flt.09/2010 50,000 - (625) 49,375 125 49,500 AIB Float 11/2010 50,000 - (898) 49,102 308 49,410 GELDI 2007 TS A 9/14 50,000 - (1,094) 48,906 453 49,359 Santander Flt.03/11 49,935 - (643) 49,292 45 49,337 NYKRE Float 09/2013 50,045 - (1,045) 49,000 63 49,063 NATL GRID Flt.01/12 49,927 - (1,332) 48,595 421 49,016 BPUIM Float 02/2012 49,932 - (1,178) 48,754 261 49,015 CBA 03/2015 49,929 - (1,134) 48,795 80 48,875 Hypo Real Flt.05/11 49,930 - (1,505) 48,425 202 48,627 Banif Float 05/2012 49,865 - (1,950) 47,915 229 48,144 CAJA ZARAG. Flt 4/18 51,000 - (4,080) 46,920 415 47,335 IBSANP Float 02/2018 50,038 - (3,222) 46,816 238 47,054 REV S.56 03/2010 50,000 - (5,515) 44,485 510 44,995 Eurob Float 06/2017 49,955 - (5,139) 44,816 126 44,942 PROMS XXS6-1 B-5/24 45,500 - (1,128) 44,372 253 44,625 DEU.TELEKOM Flt 12/9 42,035 - (182) 41,853 105 41,958 TDA CAM 2 A 26/10/32 42,719 - (1,232) 41,487 308 41,795 ANGIRI Float 06/2017 49,955 - (8,705) 41,250 69 41,319 UBS Var.09/2017 50,000 - (11,010) 38,990 69 39,059 BANCAJA 6 A2 08/2017 37,918 - (1,599) 36,319 181 36,500 MAGN.FIN.Float 06/14 50,000 - (14,730) 35,270 1,203 36,473 AIB Float 10/2009 34,966 - (305) 34,661 242 34,903 SVSKHB Float 03/2015 35,000 - (690) 34,310 60 34,370 BPIN Float 01/2010 29,988 - (213) 29,775 213 29,988 MAGEL 2 A 7/2036 28,052 - (268) 27,784 230 28,014 GRAN 2004-3 2A2 23,355 - (173) 23,182 29 23,211 MONTPI Float 11/09 20,012 - (241) 19,771 129 19,900 NOSTR 1 A 11/2015 17,283 - (115) 17,168 69 17,237 COVENTRY Float 09/08 11,994 - (66) 11,928 7 11,935 METRO Float 10/2009 9,981 17 - 9,998 97 10,095 BPIN Float 04/2009 10,004 - (35) 9,969 84 10,053 DCX Float 11/08 10,009 - (3) 10,006 39 10,045 ESPSAN Float 04/2011 9,972 - (158) 9,814 79 9,893 DB Float 09/2015 9,981 - (408) 9,573 9 9,582
LLOYDS BANK Float 16 10,000 - (575) 9,425 93 9,518
AAB Float 06/2015 9,976 - (529) 9,447 25 9,472 ANGIRI Float 06/14 9,976 - (589) 9,387 7 9,394 DOURO 1 A 11/2039 9,558 - (228) 9,330 43 9,373 ABN AMRO BK Flt.9/16 9,982 - (693) 9,289 17 9,306 SIENA 2002-3 A2 7,752 - (91) 7,661 42 7,703 BCPN Float 10/2009 5,001 - (31) 4,970 42 5,012 SANTANDER Flt.04/15 4,998 - (239) 4,759 40 4,799 5,868,470 302 (214,288) 5,654,484 36,719 5,691,203 5,877,826 846 (214,288) 5,664,384 36,803 5,701,187 2