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Conduta. Conceito É a ação ou omissão humana consciente e dirigida a determinado fim (Damásio)

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Academic year: 2021

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Conduta

Conceito

É a ação ou omissão humana

consciente e dirigida a determinado

fim (Damásio)

(4)

Conduta

Características

- Humana

- Repercussão externa

- Dirigida a um fim

(5)

Conduta

Elementos

- Aspecto psíquico (comando cerebral)

- Aspecto mecânico ou neuromuscular

(6)

Conduta

* Diferença entre um ato:

- espontâneo

 autodeterminação

- voluntário

 decisão, nem sempre voltada a um fim  domina a ação dolosa ou culposa

(7)

Conduta

Formas de conduta

- Ação ou Comissão

 movimento corpóreo

- Omissão

 inatividade, abstenção de movimento, não realização de movimento esperado

(8)

Conduta

Omissão penalmente punível

- Quando o agente tenha por lei

obrigação de cuidado, proteção ou

vigilância

- Quando o agente de outra forma,

assumiu a responsabilidade de impedir o

resultado

- Quando o agente, com o seu

comportamento anterior, criou o risco da

ocorrência do resultado

(9)

Conduta

O garantidor tem que agir.

Se não agir responderá dolosamente ou

culposamente ?

(10)

Conduta

Dolosamente

- Se há vontade de não impedir o

resultado

OBS: não é necessário o desejo do

(11)

Conduta

Culposamente

- erro na apreciação da situação (ex.:

salvamento de criança x brincadeira)

- erro na execução da ação (ex.:

gasolina para apagar incêndio)

- erro sobre a possibilidade de agir

(12)

Conduta

- Caso fortuito (inesperado, acidental,

da natureza, etc)

- Força Maior (força coativa)

excluem a tipicidade do resultado

(13)
(14)

Resultado

Conceito:

Lesão ou perigo de lesão de um

interesse protegido pela norma penal

(Mirabete)

(15)

Resultado

Dessa forma, o resultado pode ser:

- Físico (externo ao homem)

- Fisiológico (ao homem)

(16)
(17)

Relação de Causalidade

(18)

Relação de Causalidade

O sentido jurídico, causa deve ser

(19)

Relação de Causalidade

- causalidade adequada (condição

mais adequada a produzir o resultado)

- eficiência (condição mais eficiente

para produzir o resultado)

- relevância jurídica (tudo que

(20)

Relação de Causalidade

O Código Penal adotou (art. 13) a

“Teoria da Equivalência das

Condições” ou “Teoria da Equivalência

dos Antecedentes”

(sem a força concorrente o fato não

(21)

Relação de Causalidade

Para verificação do nexo de

causalidade:

“Processo Hipotético de Eliminação”

(22)
(23)

PENAL E PROCESSUAL PENAL- RECURSO EM SENTIDO ESTRITO - REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO - FRUSTRAÇÃO DE DIREITO ASSEGURADO POR LEI TRABALHISTA E AUSÊNCIA DE ANOTAÇÕES NAS CARTEIRAS DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL - ARTS. 149 , 203 , 297 , § 4º , DO CÓDIGO PENAL -DENÚNCIA QUE IMPUTA A PRÁTICA DELITUOSA SEM DEMONSTRAR O NEXO CAUSAL ENTRE O CRIME IMPUTADO E O ACUSADO - NÃO-RECEBIMENTO. a) Recurso em Sentido Estrito. b) Decisão de origem - Rejeitada a Denúncia em relação a um dos acusados por falta de indícios de autoria. (segue)

(24)

1 - A verificação da narração de fato típico, antijurídico e culpável, da inexistência de causa de extinção da punibilidade e da presença das condições exigidas pela lei para o exercício da persecução criminal, incluída a justa causa, revela-se fundamental para o juízo de admissibilidade de deflagração da Ação Penal. 2 -Conforme preceitua o art. 13 do Código Penal, o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. A Denúncia, apesar de não se exigir a descrição minuciosa da ação do acusado, precisa estabelecer algum vínculo mínimo entre o investigado e o crime que lhe é atribuído. 3 - Recurso denegado. 4 - Decisão confirmada. (TRF-1 - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RSE 1530920134014302 TO 0000153-09.2013.4.01.4302 – 20/09/2013)

(25)

HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO CULPOSO. VÍTIMA - MERGULHADOR PROFISSIONAL CONTRATADO PARA VISTORIAR ACIDENTE MARÍTIMO. ART. 121, §§ 3º E 4º, PRIMEIRA PARTE, DO CÓDIGO PENAL. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. 1. Para que o agente seja condenado pela prática de crime culposo, são necessários, dentre outros requisitos: a inobservância do dever de cuidado objetivo (negligência, imprudência ou imperícia) e o nexo de causalidade. 2. No caso, a denúncia imputa ao paciente a prática de crime omissivo culposo, no forma imprópria. A teor do § 2º do art. 13 do Código Penal, somente poderá ser autor do (segue)

(26)

delito quem se encontrar dentro de um determinado círculo normativo, ou seja, em posição de garantidor. 3. A hipótese não trata, evidentemente, de uma autêntica relação causal, já que a omissão, sendo um não-agir, nada poderia causar, no sentido naturalístico da expressão. Portanto, a relação causal exigida para a configuração do fato típico em questão é de natureza normativa. 4. Da análise singela dos autos, sem que haja a necessidade de se incursionar na seara fático-probatória, verifico que a ausência do nexo causal se confirma nas narrativas constantes na própria denúncia. 5. Diante do quadro delineado, não há falar em negligência na conduta do paciente (engenheiro naval), dado que (segue)

(27)

prestou as informações que entendia pertinentes ao êxito do trabalho do profissional qualificado, alertando-o sobre a sua exposição à substância tóxica, confiando que o contratado executaria a operação de mergulho dentro das regras de segurança exigíveis ao desempenho de sua atividade, que mesmo em situações normais já é extremamente perigosa. 6. Ainda que se admita a existência de relação de causalidade entre a conduta do acusado e a morte do mergulhador, à luz da teoria da imputação objetiva, seria necessária a demonstração da criação pelo paciente de uma situação de risco não permitido, não-ocorrente, na hipótese. 7. Com efeito, não há como asseverar, de forma efetiva, (segue)

(28)

que engenheiro tenha contribuído de alguma forma para aumentar o risco já existente (permitido) ou estabelecido situação que ultrapasse os limites para os quais tal risco seria juridicamente tolerado. 8. Habeas corpus concedido para trancar a ação penal, por atipicidade da conduta.

(STJ _ HC 68871 PR 2006/0233748-1 - Orgão Julgador - SEXTA TURMA – Publicação DJe 05/10/2009 – Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA)

(29)
(30)

Classificações de Crimes

Doloso

Culposo

(31)

Classificações de Crimes

Dolo

- Teoria da Vontade

(32)

Classificações de Crimes

Culpa

- Imprudência

- Negligência

- Imperícia

(33)

Classificações de Crimes

Elementos do Crime Culposo

- Conduta humana voluntária

- Resultado Involuntário

- Nexo de Causalidade

- Tipicidade

- Previsibilidade Objetiva

- Ausência de Previsão (exceto Culpa

Consciente)

- Quebra do Dever Objetivo de

(34)

Classificações de Crimes

A culpa pode ser:

- Inconsciente

(35)

Classificações de Crimes

Diferença:

- Dolo Eventual

(36)

Classificações de Crimes

Comissivo

Omissivo (omissivo próprio ou

puro)

Comissivo por omissão (omissivo

(37)

Classificações de Crimes

Instantâneo

Permanente

Instantâneo de efeitos

(38)

Classificações de Crimes

De dano

De perigo

- concreto (art. 134 do CP –

exposição ou abandono de

recém-nascido)

- abstrato (art. 288 do CP –

Associação Criminosa)

(39)

Classificações de Crimes

Trauseunte

(40)

Classificações de Crimes

Material (ou de resultado)

Formal

(41)

Classificações de Crimes

Unissubjetivo

Plurissubjetivo

(42)

Classificações de Crimes

Unissubsistente

Plurissubsistente

(43)

Classificações de Crimes

Comum

Próprio

Bipróprio

(44)

Classificações de Crimes

De forma livre (ação livre) (ex.

121)

De forma vinculada (ação

(45)

Classificações de Crimes

Art. 260. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro:

I — destruindo, danificando ou desarranjando, total ou parcialmente, linha férrea, material rodante ou de

tração, obra de arte ou instalação; II — colocando obstáculo na linha;

III — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o

funcionamento de telégrafo, telefone ou radiotelegrafia; IV — praticando outro ato quepossa resultar desastre: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa.

§1º Se do fato resulta desastre.

(46)

Classificações de Crimes

(47)

Classificações de Crimes

(48)

Classificações de Crimes

(49)

Classificações de Crimes

Crime de ensaio

(putativo por obra do agente

(50)

Classificações de Crimes

Crime hediondo

Crime equiparado (ou

assemelhado) a hediondo

(51)
(52)

Iter criminis

É o itinerário do crime

(O caminho percorrido pelo

crime)

(53)

Iter criminis

COGITAÇÃO

ATOS PREPARATÓRIOS

INÍCIO DA EXECUÇÃO

CONSUMAÇÃO

EXAURIMENTO

(54)

Iter criminis

(55)

Iter criminis

Iniciar a execução e não

consumar pode ser:

-

Art. 14, II do CP – Tentativa

-

Art. 15 do CP – Desistência

Voluntária ou Arrependimento

Eficaz

(56)

Iter criminis

Tentativa (Art. 14, II do CP)

- Crime não se consuma por

circunstâncias alheias à sua

vontade

(57)

Iter criminis

Desistência voluntária ou

arrependimento eficaz (Art. 15

do CP)

- Crime não se consuma pela

(58)

Iter criminis

Crime impossível (Art. 17 do

CP)

- Crime não se consuma nem

por circunstâncias alheias à sua

vontade e nem pela vontade do

agente e sim naturalmente

(59)
(60)

Reparação de Dano

 A reparação do dano sempre beneficia o

(61)

Reparação de Dano

 Se o agente voluntariamente reparar o

dano ou restituir a coisa, antes do recebimento da denúncia ou queixa ocorrerá o arrependimento posterior (art. 16 do CP)

(62)

Reparação de Dano

 Se o agente voluntariamente reparar o

dano ou restituir a coisa, antes do recebimento da denúncia ou queixa ocorrerá o arrependimento posterior (art. 16 do CP)

 é uma causa obrigatória de diminuição

(63)

Reparação de Danos

 Porém, não caberá para os crimes com

(64)

Reparação de Danos

 Se a reparação não se enquadrar no

casos de arrependimento posterior, o agente será beneficiado por atenuante genérica

(65)

Reparação de Danos

 Há casos em que a reparação extingue a

(66)

Reparação de Danos

 Há casos em que a reparação extingue a

punibilidade:

(67)

Reparação de Danos

 Há casos em que a reparação extingue a

punibilidade:

* Cheque sem fundos (Súmula 554 – STF) * Sonegação Fiscal (lei 9.249/95)

(68)

Reparação de Danos

 Há casos em que a reparação extingue a

punibilidade:

* Cheque sem fundos (Súmula 554 – STF) * Sonegação Fiscal (lei 9.249/95)

(69)

Reparação de Danos

(70)

Reparação de Danos

HABEAS CORPUS – FURTO QUALIFICADO – ENERGIA ELÉTRICA – ARTIGO 155, CAPUT C/C § 3.º, DO CÓDIGO PENAL – PAGAMENTO EFETUADO – REPARAÇÃO DO DANO QUE PRECEDE AO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE – TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL – ORDEM CONCEDIDA. I - A natureza jurídica do valor cobrado pelo fornecimento de energia elétrica, implementado por concessionárias de serviço público, tem natureza jurídica de tarifa ou preço público, guardando similitude às pessoas jurídica de direito público concedentes. (segue)

(71)

Reparação de Danos

-Arrependimento Posterior

II - Aplica-se analogicamente as disposições do artigo 34, da Lei nº 9249/1995, bem como da Lei n. 10.684/2003, do que resulta a extinção da punibilidade, em virtude do pagamento espontâneo do valor devido, quando realizado antes do recebimento da denúncia, o que ocorre na hipótese. III - Ordem Concedida. Contra o parecer da PGJ.

(TJMS –HC n. 1405077-73.2015.8.12.0000 - 3ª Câmara Criminal – Rel. Des. Francisco Gerardo de Sousa – 11/06/2015)

(72)
(73)

Tipo Penal

 Tipo penal é a conduta descrita como

(74)

Tipo Penal

 Dessa forma, o tipo penal:

 - do homicídio é MATAR ALGUÉM

 - do furto é SUBTRAIR PARA SI OU PARA

(75)

Tipo Penal

 Todo crime é uma conduta (fazer ou deixar

(76)

Tipo Penal

 Todo crime é uma conduta (fazer ou deixar

de fazer alguma coisa).

 Portanto, todo tipo penal tem pelo menos um

(77)

Tipo Penal

 Quando o tipo penal tem mais de um verbo

ele é chamado de tipo composto (crime complexo).

(78)

Tipo Penal

 Quando o tipo penal tem mais de um verbo

ele é chamado de tipo composto (crime complexo).

 Ex: Roubo (art. 157, CP) e Estupro (art. 213

(79)

Tipo Penal

(80)

Tipo Penal

 O tipo penal é formado de:  - elementares

(81)

Tipo Penal

 O tipo penal é formado de:  - elementares

(82)

Tipo Penal

 Tipo derivado

(83)

Tipo Penal

 Tipo derivado

 é aquele que deriva do tipo principal.

 (São as qualificadoras, privilégios, causas de

(84)

Tipo Penal

 Tipo permissivo

 é aquele que permite a prática de um tipo

(85)

Tipo Penal

 Tipo permissivo

 é aquele que permite a prática de um tipo

incriminador

(86)
(87)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 Erro de tipo é o erro sobre um dos

componentes do tipo penal (uma das palavras que compõem a descrição do tipo)

(88)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo poderá ser:

- Essencial: quando o agente não sabe que está

(89)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo poderá ser:

- Essencial: quando o agente não sabe que está

cometendo uma infração

- Acidental: quando, apesar do erro, o agente sabe

(90)

Tipo Penal

Erro de Tipo

(91)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Essencial pode ser:

- Inevitável (Escusável, Desculpável): quando qualquer

(92)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Essencial pode ser:

- Inevitável (Escusável, Desculpável): quando qualquer

pessoa na mesma situação erraria. Exclui o dolo e a culpa

- Evitável (Inescusável): quando nem todos errariam (se o

agente agisse com mais cautela não erraria). Exclui o dolo e permanece a culpa (culpa imprópria)

(93)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Acidental (que pune o

agente na medida da sua intenção) pode ser:

(94)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Acidental (que pune o

agente na medida da sua intenção) pode ser:

(95)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Acidental (que pune o

agente na medida da sua intenção) pode ser:

- Sobre o objeto - Sobre a pessoa

(96)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Acidental (que pune o

agente na medida da sua intenção) pode ser:

- Sobre o objeto - Sobre a pessoa - “Aberratio ictus”

(97)

Tipo Penal

Erro de Tipo

 O Erro de tipo Acidental (que pune o

agente na medida da sua intenção) pode ser:

- Sobre o objeto - Sobre a pessoa - “Aberratio ictus”

- “Aberratio criminis” (nesse caso o

agente é punido pelo que efetivamente causar)

Referências

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