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RELATÓRIO E CONTAS CONTAS SEPARADAS

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Academic year: 2021

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RELATÓRIO E CONTAS

CONTAS SEPARADAS

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SAG GEST – Soluções Automóvel Globais, SGPS,SA Sociedade Aberta

Capital Social: EUR 169.764.398 NIPC: 503 219 886

Matriculada na CRC da Amadora sob o n.º 503 219 886 Sede: Estrada de Alfragide, nº. 67 – 2614-519 Amadora

Escritórios: Alfrapark – Edifício SGC, Piso 2 2614-519 Amadora

Tel: (351) 21 359 66 64 Fax: (351) 21 359 66 74 E-mail: [email protected] Web: http://www.sag.pt

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RELATÓRIO DE GESTÃO

CONTAS SEPARADAS

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SAG GEST – SOLUÇÕES AUTOMÓVEL GLOBAIS, SGPS, S.A. Sociedade Aberta

RELATÓRIO DE GESTÃO EXERCÍCIO DE 2016

De acordo com as disposições legais em vigor, e o Pacto Social, submetemos à apreciação dos Exmos. Senhores Accionistas o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras Separadas relativas ao exercício económico findo em 31 de Dezembro de 2016.

A informação contida nestes documentos refere-se à actividade individual da SAG Gest – Soluções Automóvel Globais, SGPS, S.A. (abreviadamente SAG Gest). A informação relativa à actividade consolidada da SAG Gest é apresentada separadamente em lugar próprio.

1. RELATÓRIO DA ACTIVIDADE DESENVOLVIDA

O mercado de veículos automóveis ligeiros registou, em Portugal, um crescimento de quase 16% em relação a 2015, verificando-se uma redução do ritmo de aumento do volume do mercado, após os crescimentos de 36% e de 24% verificados em 2014 e em 2015, respectivamente. O mercado atingiu um volume global de cerca de 242.000 veículos, ainda inferior aos volumes registados nos períodos anteriores à crise económica iniciada em 2009.

A Subsidiária SIVA manteve o volume registado em 2015, com 31.513 viaturas.

A rentabilidade da Subsidiária SIVA registou um decréscimo em 2016 devido, sobretudo, a uma alteração de “mix” de canais, caracterizado por um aumento da importância relativa das actividades nos canais “Rent-a-Car” e Gestoras de Frota, que apresentam níveis de rentabilidade mais baixos.

As Subsidiárias que desenvolvem as suas actividades na área do Retalho Automóvel em Portugal (Soauto, Loures Automóveis, Rolporto e Rolvia) aproveitaram também as oportunidades proporcionadas pela retoma do mercado automóvel, tendo registado ritmos de crescimento saudáveis e o consequente aumento de rentabilidade, apesar de os meios necessários para fazer negócio no mercado automóvel continuarem a ser avultados, pelo que se revela cada vez mais importante a gestão do equilíbrio entre volume e rentabilidade. A SAG Gest e o seu Accionista maioritário formalizaram, em Dezembro de 2015, com os principais Bancos credores da SAG Gest os documentos legais vinculativos que permitiram a implementação de um conjunto de operações, com o objectivo de estabelecer as bases para a sustentabilidade das actividades “core” da

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SAG Gest na área do Comércio Automóvel em Portugal, bem como a reconstrução da Situação Líquida Consolidada.

O ano de 2016 foi o primeiro ano completo depois destas significativas alterações, sendo de salientar que, em consequência da adopção destas medidas:

• A dívida líquida da SAG Gest no final de 2016 (Eur 58,5 milhões) se reduziu em Eur 14,0 milhões em relação ao valor de Eur 72,5 milhões evidenciado em 31 de Dezembro de 2015;

• Os Capitais Próprios em 31 de Dezembro de 2016 são Eur 356,8 milhões (Eur 353,5 milhões no final de 2015);

• Os custos financeiros em 2016 reduziram-se em cerca de Eur 17,6 milhões, ascendendo a Eur 12,4 milhões em 2016 (30,0 milhões em 2015);

• O resultado líquido da SAG Gest passou de um prejuízo de Eur 6,8 milhões em 2015, para um resultado positivo de Eur 3,2 milhões, em 2016.

As Subsidiárias e Participadas da SAG Gest mantiveram, em 2016, a política de não distribuição de dividendos, que tem por objectivo reforçar a respectiva estrutura de capitais, com excepção da Subsidiária AA00, que procedeu à distribuição de dividendos de Eur 0,7 milhões. Por outro lado, o Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Imocar que, em 2015, tinha distribuído dividendos de Eur 2,4 milhões, não distribuiu quaisquer dividendos em 2016.

A Subsidiária Holandesa Novinela BV que tinha ficado sem actividade, depois da venda da sua participação na Unidas S/A no âmbito das transacções que se concretizaram em Dezembro de 2015, foi liquidada em 2016.

2. GESTÃO DE RISCOS

A Política de Gestão de Riscos da SAG Gest tem como objectivos assegurar a correcta identificação dos riscos associados aos negócios desenvolvidos pelas suas Subsidiárias e Participadas, bem como adoptar e implementar as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos que evoluções adversas dos factores subjacentes a esses riscos possam ter na estrutura financeira do Grupo e na respectiva sustentabilidade.

A identificação de risco das Entidades materialmente relevantes do Grupo SAG permitiu identificar que os mais relevantes para a SAG Gest e suas Subsidiárias são os seguintes:

Dependência de Fornecedores

O negócio da Subsidiária SIVA assenta em Contratos de Distribuição celebrados com o Grupo Volkswagen AG, por tempo indeterminado, sujeitos ao Regulamento Comunitário aplicável, que têm vindo a ser integralmente cumpridos e que se mantêm em vigor desde há mais de 25 anos. No entanto, a manutenção destes Contratos está dependente de factores que incluem a manutenção da política de distribuição do Grupo Volkswagen, e a “performance” das Marcas representadas no mercado Português.

Risco Automóvel – Valores Residuais

O aumento que se tem vindo a verificar no segmento do “Rent-a-Car”, e as condições praticadas neste canal de vendas, que implicam a recompra, como viaturas usadas, dos automóveis fornecidos inicialmente (cláusulas de “Buy-Back”) aumentaram igualmente a exposição da Subsidiária SIVA aos riscos que decorrem das variações de preço do mercado de viaturas semi-novas e usadas.

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Para minimizar os potenciais impactos negativos que possam resultar deste tipo de risco, a Subsidiária SIVA implementou mecanismos de acompanhamento permanente da evolução do valor de mercado das viaturas semi-novas e usadas que mantém no seu balanço (que incluem as viaturas facturadas às Entidades que operam no segmento de “Rent-a-Car” que a Subsidiária assumiu o compromisso de recomprar).

Estes mecanismos de monitorização do preço de mercado incluem o acesso permanente a fontes de informação especializadas credíveis e a identificação de canais de venda alternativos que permitam reduzir o volume da oferta de viaturas usadas para patamares compatíveis com o tamanho do mercado Português, quando eventuais excessos de oferta se possam traduzir em uma degradação injustificada dos preços praticados no mercado para este tipo de viaturas.

Riscos Financeiros

Os principais riscos financeiros identificados são riscos de liquidez, cambial, de exposição às variações das taxas de juro e o risco de crédito.

A gestão do risco de liquidez procura um acompanhamento e medição dinâmica daquele tipo de risco, por forma a assegurar o cumprimento de todas as responsabilidades financeiras de curto e médio prazo (“cash outflows”) por parte das Entidades participadas pela SAG Gest para com as entidades com as quais se relacionam na sua actividade.

O actual contexto económico em Portugal, em especial no que respeita à disponibilidade de financiamento, tem vindo a provocar um substancial aumento dos riscos de liquidez, a que a SAG Gest tem respondido com uma criteriosa e intensa gestão centralizada dos seus fluxos de caixa, e uma permanente comunicação com as mais importantes Instituições Financeiras Portuguesas.

Em Dezembro de 2015, como já acima se referiu, a SAG Gest conclui um processo de restruturação com os seus principais Bancos, que consistiu, fundamentalmente, na reconstrução dos Capitais Próprios Consolidados da SAG Gest e no alongamento das maturidades e na redução da dívida bancária. O objectivo deste processo foi o reequilíbrio da estrutura financeira consolidada da SAG Gest, e a criação de condições que permitissem a apresentação de uma Demonstração de Resultados Consolidados sustentavelmente rentável, dotando a SAG Gest e suas Participadas de uma base que permitisse o desenvolvimento sustentável das suas actividades. O plano que serviu de base à concretização deste processo pressupõe a possibilidade de serem contratadas as facilidades de natureza financeira indispensáveis para acomodar os impactos temporários associados às características do negócio desenvolvido pela SAG Gest e suas Participadas. A indisponibilidade deste tipo de apoios constitui um risco relevante para o normal desenvolvimento das actividades da SAG Gest e das suas Participadas.

A gestão do risco de taxa de juro tem por objectivo assegurar uma medição e administração dinâmica deste risco, através da definição e estabelecimento de limites de exposição da Demonstração da Situação Patrimonial Consolidada e da Demonstração do Resultado Integral Consolidada da SAG Gest a variações das taxas de juro. Através da política de controlo adoptada procuram-se seleccionar as estratégias adequadas para cada área de negócio, com o objectivo de assegurar que este factor de risco não afecta negativamente a respectiva capacidade operacional. Por outro lado, é ainda monitorizada a exposição ao risco de taxa de juro, mediante a simulação de cenários adversos, mas com algum grau de probabilidade, que possam afectar negativamente os resultados consolidados da SAG Gest.

Na gestão do risco de crédito é acompanhada mensalmente a evolução da carteira de Clientes, bem como a exposição de cada unidade de negócios. A SAG Gest tem em vigor, desde 2001, um Manual de Risco de Crédito, onde se encontram estabelecidas as políticas, critérios e procedimentos a adoptar na área de

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controlo de crédito. O Manual de Risco de Crédito, que é periodicamente actualizado, inclui os critérios a utilizar na determinação de um “rating” de crédito.

Risco Operacional

A gestão do risco operacional assenta na atribuição de responsabilidades funcionais e na definição formal de procedimentos de controlo interno, ao nível das áreas de negócio.

Risco de Capital

Os objectivos da SAG Gest em relação à gestão de capital, que é um conceito mais amplo do que o capital relevado na Demonstração da Situação Patrimonial, são:

i. Salvaguardar a capacidade de a SAG Gest continuar em actividade e assim proporcionar retornos para os Accionistas e benefícios para os restantes “stakeholders”;

ii. Melhorar e manter uma estrutura de capital sólida para apoiar o desenvolvimento do seu negócio; iii. Melhorar e manter uma estrutura de capital óptima que lhe permita reduzir o custo do capital. Tendo presentes os riscos operacionais anteriormente descritos, e a situação macroeconómica que tem prevalecido em Portugal, afectando nomeadamente a disponibilidade de crédito, bem como a própria estrutura da Demonstração da Situação Patrimonial da SAG Gest, a gestão do risco do capital tem tido por objectivo alcançar uma situação onde o valor da dívida bancária seja inferior a 25% dos Capitais Próprios.

3. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA PELOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Os Administradores Não Executivos são informados atempadamente de todas as decisões relevantes tomadas pelos Administradores Delegados que exercem funções de gestão corrente, mantendo, deste modo, um acompanhamento permanente dos negócios da Empresa.

Este conhecimento, aliado às suas qualificações profissionais, permite que a sua influência no Conselho de Administração seja activa, supervisionando a actividade de gestão e cooperando com ela na prossecução do interesse social.

Neste sentido não se eximem a prestar aconselhamento e assistência aos Administradores Delegados, designadamente no que respeita à estratégia, à consecução de objectivos e ao cumprimento das normas legais aplicáveis.

Analisam as contas mensais da Sociedade, questionam a razão de eventuais desvios, positivos ou negativos, que as mesmas apresentem e acompanham a evolução da dívida e cumprimento dos contratos que a sustentam.

Acompanham ainda e apreciam questões relativas ao governo societário, sustentabilidade e códigos e regulamentos internos, bem como a resolução de eventuais conflitos de interesses no que respeita às relações da Sociedade com os Accionistas.

Os Administradores Não Executivos não reúnem autonomamente mas mantém entre si, fora das reuniões do Conselho de Administração, conversações informais sobre os negócios e operações de valor económico ou estratégico significativo, apreciando e avaliando implicitamente o desempenho dos seus colegas que assumem funções de gestão corrente.

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4. PERSPECTIVAS PARA 2017

Com base nas perspectivas moderadamente optimistas para a evolução do cenário macroeconómico em Portugal, prevê-se que em 2017 o mercado automóvel continue a apresentar sinais de recuperação. A SAG Gest, através das suas Subsidiárias, continuará a focar as suas actividades nas áreas do Comércio Automóvel (Importação, Distribuição e Retalho das Marcas Volkswagen – Veículos de Passageiros, Volkswagen – Veículos Comerciais, Audi, Škoda e Viaturas de Luxo Bentley e Lamborghini), com o objectivo de reforçar e consolidar a sua posição de liderança no mercado nacional.

A continuação de uma evolução positiva do mercado automóvel português deverá permitir continuar a melhorar o desempenho da SAG Gest de maneira a que, em conjunto com a redução da dívida e o reforço dos capitais próprios que se concretizou no final de 2015, seja possível atingir, já em 2017, resultados líquidos consolidados positivos e uma conta de resultados estruturalmente rentável e sustentável no médio prazo.

5.

INFORMAÇÃO SOBRE ACÇÕES PRÓPRIAS (ARTº 66 e 324 CSC)

Em 31 de Dezembro de 2015, a Sociedade detinha directamente 16.760.815 acções próprias, com o valor nominal de EUR 1 cada, controlando ainda, indirectamente, mais 5.100 acções detidas pela sociedade participada Rolporto e 5.100 acções detidas pela sociedade participada Loures Automóveis, todas com o valor nominal de EUR 1 cada.

Durante o exercício de 2016, a SAG Gest não adquiriu, nem alienou quaisquer acções próprias, pelo que, em 31 de Dezembro de 2016, a Sociedade detinha directamente 16.760.815 acções próprias, com o valor nominal de EUR 1 cada, controlando ainda, indirectamente, mais 5.100 acções detidas pela sociedade participada Rolporto e 5.100 acções detidas pela sociedade participada Loures Automóveis, todas com o valor nominal de EUR 1 cada.

A carteira de acções próprias detidas directa e indirectamente correspondia a 9,879% do total das acções representativas do capital social da Sociedade em 31 de Dezembro de 2016, sendo o respectivo preço unitário médio de aquisição de EUR 1,9760.

6. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS

O Resultado Líquido do exercício de 2016 foi de Eur 3.219.895, propondo-se que seja aplicado como segue: • Para reforço da Reserva Legal: Eur 160.995, correspondente a 5% do Resultado Líquido do

exercício;

• Para Resultados Transitados: Eur 3.058.900.

Com a aprovação desta proposta, a Reserva Legal passará a ser Eur 15.077.124, valor ainda inferior ao mínimo legalmente estabelecido de 20% do Capital Social.

O Conselho de Administração propõe que não sejam distribuídos dividendos aos Accionistas, uma vez que os resultados consolidados do exercício foram negativos.

7. NOTA FINAL

Em cumprimento das disposições legais e estatutárias o Conselho de Administração submete à apreciação dos Accionistas o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras Separadas e as Notas às Demonstrações Financeiras Separadas referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2016, na firme convicção de que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação nele contida foi elaborada em

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conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da SAG Gest, e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da SAG Gest e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Alfragide, 11 de Abril de 2017

OCONSELHODEADMINISTRAÇÃO

João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho

Carlos Alexandre Antão Valente Coutinho

Esmeralda da Silva Santos Dourado

Fernando Jorge Cardoso Monteiro

José Maria Cabral Vozone

Luis Miguel Dias da Silva Santos

Pedro Roque de Pinho de Almeida

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POSIÇÃO ACCIONISTA

MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS

CONTAS SEPARADAS

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Aquisições Alienações Data Preço unitário médio

Conselho de Administração

João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho (1) (2) SAG - SGPS, SA 3 915 3 915 SGC - SGPS, SA 26 496 000 26 496 000 Carlos Alexandre Antão Valente Coutinho SAG - SGPS, SA 11 484 11 484 Fernando Jorge Cardoso Monteiro SAG - SGPS, SA 11 658 11 658 Luís Miguel Dias da Silva Santos (3) (4) SGC - SGPS, SA 1 000 1 000 Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena (3) (4) SGC - SGPS, SA 1 000 1 000

Conjuges

Ana Paula da Silva Nunes Valente Coutinho SAG - SGPS, SA 100 100

(1) João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho é accionista da SGC - SGPS, SA que detém 117.356.371 acções da SAG GEST.

(2) João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho é accionista dominante e administrador da Principal - Gestão de Activos e Consultoria Administrativa e Financeira, SA que detém 1.200.005 acções da SAG GEST.

(3) Luís Miguel Dias da Silva Santos e Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena são administradores da SGC - SGPS, SA que detém 117.356.371 acções da SAG GEST.

(4) Luís Miguel Dias da Silva Santos e Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena são Administradores da Principal - Gestão de Activos e Consultoria Administrativa e Financeira, SA que detém 1.200.005 acções da SAG GEST. Anexo

(Artigo 447º, nº 5 do Código das Sociedades Comerciais)

POSIÇÃO ACCIONISTA DOS MEMBROS DOS ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

Movimentos em 2016 Nº de Acções em 31-12-2016 Sociedades Nº de Acções em 31-12-2015 Accionistas

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ANEXO

(nº. 7 do artigo 14º do Regulamento da CMVM nº. 5/2008)

Relativamente ao exercício de 2016, não foram reportadas quaisquer transacções de acções da SAG GEST - Soluções Automóvel Globais, SGPS, SA efectuadas por dirigentes da Sociedade ou de sociedade que a domine ou por pessoas estreitamente relacionadas com os referidos dirigentes, nos termos do Artigo 248º-B do Código dos Valores Mobiliários.

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PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

CONTAS SEPARADAS

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PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS 31 de Dezembro de 2016

Accionista

SGC Investimentos – Sociedade Gestora Participações Sociais, SA (a)

N.º de acções % Capital social com direito de voto Directamente 17.391.110 10,24% Total imputável 17.391.110 10,24%

(a) Participada em 100% pela SGC – SGPS, SA

Accionista SGC - SGPS, SA (b) N.º de acções % Capital social com direito de voto Directamente 117.356.371 69,13%

Através da SGC Investimentos – Sociedade Gestora

Participações Sociais, SA 17.391.110 10,24%

Total imputável 134.747.481 79,37%

(b) Participada directa e indirectamente em 99,99% pelo Dr. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho

Accionista

João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho

N.º de acções % Capital social com direito de voto Directamente 3.915 0,00%

Através da SGC - SGPS, SA, de que é administrador e

accionista dominante 117.356.371 69,13%

Através da SGC Investimentos – Sociedade Gestora Participações Sociais, SA, de que é administrador e accionista dominante

17.391.110 10,24%

Através da Principal – Gestão de Activos e Consultoria Administrativa e Financeira, SA, de que é administrador e accionista dominante

1.200.005 0,71%

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

SEPARADAS

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SAG GEST - Soluções Automóvel, SGPS, S.A.

Demonstração dos Resultados e de Outro Rendimento Integral

(Montantes expressos em Milhares de Euros)

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS E DE OUTRO RENDIMENTO INTEGRAL Notas 2016 2015

Proveitos

Prestações de Serviços 1 976,8 331,8

Volume de Negócios 1 976,8 331,8

Margem com Serviços 1 976,8 331,8

Outros Proveitos Operacionais 3 248,7 0,5

Outros Custos Operacionais 3 (87,7) (52,2)

Ajustamentos para Dívidas a Receber 14 315,9 (26,4)

Margem de Contribuição 2 453,7 253,7

Custos Variáveis

Fornecimentos e Serviços de Terceiros - Custos com Viaturas 4 (86,5) (90,8)

Sub-Total Custos Variáveis (86,5) (90,8)

Margem Variável 2 367,2 163,0

Custos Estrutura

Fornecimentos e Serviços de Terceiros - Custos de Estrutura 4 (1 884,6) (1 781,5)

Custos com Pessoal 5 (1 919,5) (1 726,4)

Sub-Total Custos Estrutura (3 804,2) (3 507,9)

Resultado Operacional (EBITDA) (1 437,0) (3 345,0)

Provisões 19 0,0 (46,6)

Amortizações e Depreciações 11 (0,1) (0,7)

(Perdas) e Ganhos em Investimentos Financeiros 6 376,0 514,3

Imparidades 7 0,0 (2 474,0)

Resultado Antes de Imposto e Encargos Financeiros (EBIT) (1 061,0) (5 352,1)

Custos Financeiros 8 (12 423,0) (30 005,2)

Proveitos Financeiros 8 16 106,0 29 548,0

Resultado Antes de Imposto (EBT) 2 622,0 (5 809,3)

Imposto Sobre o Rendimento 9 597,9 (1 005,0)

Resultado Líquido do Exercício 3 219,9 (6 814,3)

Outros itens de rendimentos integral 0,0 0,0

Total do Rendimento Integral do Exercício 3 219,9 (6 814,3)

Resultado Por acção 10 0,021 (0,045)

Período de 12 meses findo em 31 de Dezembro

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SAG GEST - Soluções Automóvel, SGPS, S.A.

Demonstração da Situação Patrimonial em 31 de Dezembro de 2016 e 2015

(Montantes expressos em Milhares de Euros)

DEMONSTRAÇÃO DA SITUAÇÃO PATRIMONIAL Notas 2016 2015 Activos Não Correntes

Activos Fixos Tangíveis 11 0,2 0,3

Investimentos em Subsidiárias 12 146 542,9 104 764,8

Investimentos em Associadas 13 0,0 0,0

Dívidas de Terceiros - Entidades Relacionadas 14 e 22 187 574,2 124 617,8

Impostos Diferidos Activos 9 3 782,1 5 279,2

Total - Activos Não Correntes 337 899,4 234 662,0 Activos Correntes

Dívidas de Terceiros 14 e 22 309 727,2 442 991,8

Impostos Correntes Sobre o Rendimento 15 6 169,0 6 738,3

Aplicações de Tesouraria 16 2 146,0 6 946,0

Caixa e Depósitos à Ordem 16 146,8 2 195,9

Total - Activos Correntes 318 189,0 458 872,0

Total do Activo 656 088,4 693 534,0

656 088

Capital Próprio

Capital Social 17 169 764,4 169 764,4

Acções Próprias - Valor Nominal 17 (16 760,8) (16 760,8)

Acções Próprias - Descontos e Prémios 17 (16 348,9) (16 348,9)

Prestações Acessórias 17 135 171,9 135 171,9

Prémios de Emissão 149 664,3 149 664,3

Reservas:

Reservas Legais 17 14 916,1 14 916,1

Resultados Transitados (82 865,8) (76 051,5)

Resultado Líquido do Exercício 3 219,9 (6 814,3)

Total do Capital Próprio 356 761,0 353 541,1 Passivos Não Correntes

Empréstimos Bancários 18 52 366,9 62 014,3

Provisões 19 0,0 0,0

Total - Passivos Não Correntes 52 366,9 62 014,3 Passivos Correntes

Empréstimos Bancários 18 8 412,1 19 575,4

Dívidas a Terceiros 20 e 22 238 423,9 258 299,0

Outros Impostos 21 124,5 104,1

Total - Passivos Correntes 246 960,5 277 978,5 Total do Passivo 299 327,4 339 992,9 Total do Capital Próprio e do Passivo 656 088,4 693 534,0

O Contabilista Certificado O Conselho de Administração

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SAG GEST - Soluções Automóvel, SGPS, S.A. Demonstração de Fluxos de Caixa

(Montantes expressos em Milhares de Euros)

2016 2015

Resultado Líquido 3 219,9 (6 814,3)

'Non-Cash Items'

Depreciações e Amortizações 0,1 0,7

Ajustamentos para Contas a Receber - Custo do Exercício (315,9) (20,2)

Dividendos Recebidos (712,0) (2 440,9)

Provisões 0,0 46,6

Estimativa de Imposto Sobre o Rendimento (597,9) 1 005,0

Sub Total - 'Non-Cash Items' (1 625,8) (1 408,8)

Imposto Sobre o Rendimento - Pagamentos 2 664,2 3 316,0

'Cash Profits' 4 258,3 (4 907,0) Variações do Fundo de Maneio

Fornecedores 26,0 (27,0)

Acréscimos e Diferimentos (1 749,9) 1 532,1

Outros Devedores e Credores 9,0 (1,8)

Outros Impostos 20,4 (4,62)

Sub Total - Variações do Fundo de Maneio (1 694,6) 1 498,7

Fluxo de Caixa Operacional 2 563,7 (3 408,3)

Partes Relacionadas

Suprimentos 57 001,7 2 647,0

Suprimentos - Juros a Pagar e a Receber 416,1 (292,9)

Dividendos Recebidos 712,0 2 440,9

Outras Contas com Partes Relacionadas (4 953,8) 3 160,6

Sub Total- Partes Relacionadas 53 176,0 7 955,6

Investimentos

Aplicações 4 800,0 (2 146,0)

Investimentos em Activos Financeiros (41 778,1) 100 554,8

Sub Total - Compras de Activos (36 978,1) 98 408,8

Vendas e Abates de Activos

Investimento Líquido 16 197,9 106 364,4

Financiamento

Empréstimos Bancários (20 810,8) (185 036,8)

Aumento de Capitais Próprios - Prestações Suplementares 0,0 81 244,0

Sub Total Financiamento (20 810,8) (103 792,8)

Fluxos Totais (2 049,1) (836,7)

Variação dos Saldos de Disponibilidades

Disponibilidades - Saldo Inicial 2 195,9 3 032,6

Disponibilidades - Saldo Final 146,8 2 195,9

Variação dos Saldos de Disponibilidades (2 049,1) (836,7)

O Contabilista Certificado O Conselho de Administração

(19)

SAG GEST - Soluções Automóvel, SGPS, S.A.

Demonstração de Alterações no Capital Próprio em 31 de Dezembro de 2016 e 2015

(Montantes expressos em Milhares de Euros)

Capital Acções Próprias (Valor Nominal) Acções Próprias (Descontos e Prémios) Prestações Acessórias Prémio de

Emissão Reservas Legais

Resultados Transitados Resultados Líquidos do Exercício Total Capital Próprio Notas 17 17 17 17 17 17 A 1 Janeiro de 2016 Saldo inicial 169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 135 171,9 149 664,3 14 916,1 (76 051,5) (6 814,3) 353 541,1

Resultado Integral do Exercício 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 3 219,9 3 219,9

Aplicação do Resultado do exercício anterior 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 (6 814,3) 6 814,3 0,0 A 31 de Dezembro de 2016 169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 135 171,9 149 664,3 14 916,1 (82 865,8) 3 219,9 356 761,0

Capital Acções Próprias (Valor Nominal) Acções Próprias (Descontos e Prémios) Prestações Acessórias Prémio de

Emissão Reservas Legais

Resultados Transitados Resultados Líquidos do Exercício Total Capital Próprio A 1 Janeiro de 2015 - Reportado Saldo inicial 169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 53 927,9 149 664,3 14 916,1 (21 301,4) (45 064,1) 288 797,4

Ajustamentos - Reclassificação de Activos

Não Correntes Detidos Para Venda 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 (53 827,3) 44 141,3 (9 686,0)

A 1 Janeiro de 2015 - Ajustado

Saldo inicial 169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 53 927,9 149 664,3 14 916,1 (75 128,8) (922,8) 279 111,4

Resultado Integral do Exercício 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 (6 814,3) (6 814,3)

Prestações Acessórias de Capital 0,0 0,0 0,0 81 244,0 0,0 0,0 0,0 0,0 81 244,0

Aplicação do Resultado do exercício anterior 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 (922,8) 922,8 0,0 A 31 de Dezembro de 2015 - Ajustado 169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 135 171,9 149 664,3 14 916,1 (76 051,5) (6 814,3) 353 541,1

169 764,4 (16 760,8) (16 348,9) 135 171,9 149 664,3 14 916,1 (76 051,5) (6 814,3) 353 541,1

O Contabilista Certificado O Conselho de Administração

(20)

NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS SEPARADAS

(21)

NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 31 DE DEZEMBRO DE 2016

1. INFORMAÇÃO GERAL DA ACTIVIDADE DA EMPRESA

As Demonstrações Financeiras referidas a 31 de Dezembro de 2016 foram aprovadas pelo Conselho de Administração em reunião de 11 de Abril de 2017.

Os Accionistas têm a capacidade de alterar as Demonstrações Financeiras Separadas da SAG Gest após a sua aprovação pelo Conselho de Administração.

A SAG Gest – Soluções Automóvel Globais, SGPS, S.A. (adiante designada como “SAG Gest” ou “Sociedade”) tem como actividade a gestão de participações sociais de outras sociedades, como forma indirecta do exercício de actividades económicas e tem sede social na Estrada de Alfragide, 67, em Alfragide, Amadora, Portugal.

2. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILISTICAS 2.1. Bases de preparação

As Demonstrações Financeiras Separadas da SAG Gest foram preparadas com base no custo histórico. Todos os valores constantes das Notas onde não esteja indicada a unidade monetária estão expressos em milhares de Euros (Eur mil).

2.2. Declaração de conformidade

Na opinião do Conselho de Administração as Demonstrações Financeiras Separadas da SAG Gest reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações da SAG Gest, bem como a sua posição financeira e fluxos de caixa, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), tal como adoptadas na União Europeia em vigor em 01 de Janeiro de 2016.

2.3. Alterações de políticas contabilísticas

2.3.1. Novas Normas ou Interpretações aplicáveis ao exercício iniciado a 1 de Janeiro de 2016

A União Europeia (UE) endossou, para produzirem efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2016, as emissões, revisões, alterações e melhorias das Normas e Interpretações, indicadas no quadro seguinte.

(22)

A SAG Gest verificou que as emissões, revisões, alterações e melhorias às Normas e Interpretações acima referidas não provocaram impactos relevantes nas suas Demonstrações Financeiras Separadas.

2.3.2. Novas Normas ou Interpretações aplicáveis aos exercícios iniciados após 1 de Janeiro de 2017

As novas Normas e Interpretações, emendas e revisões emitidas pelo IASB, já endossadas pela União Europeia (UE), que ainda não são de aplicação obrigatória no presente exercício são indicadas no quadro seguinte:

A Sociedade encontra-se a analisar os possíveis efeitos que as emissões, revisões, alterações e melhorias às Normas e Interpretações acima referidas possam provocar nas suas Demonstrações Financeiras Separadas, nomeadamente as associadas à aplicação da IFRS 15 – Rédito de Contratos com Clientes.

2.3.3. Novas Normas e Interpretações já emitidas, ainda não endossadas pela União Europeia

As novas Normas e Interpretações, emendas e revisões emitidas pelo IASB, ainda não endossadas pela União Europeia (UE), que ainda não são de aplicação obrigatória pela União Europeia (EU) são indicadas no quadro seguinte.

Norma Alteração Aplicação obrigatória nos Exercícios iniciados em ou após

IAS 1 - Apresentação das

Demonstrações Financeiras Revisão das divulgações no âmbito do projeto do IASB “Disclosure Initiative” 1 de Janeiro de 2016

IAS 16 e IAS 38 - Métodos de cálculo de amortizações/depreciações

Não são permitidos métodos de cálculo de depreciações/amortizações baseados

no rédito 1 de Janeiro de 2016

IAS 16 e IAS 41 - Agricultura: Plantas que produzem ativos

biológicos consumíveis

As plantas que apenas produzem ativos biológicos consumíveis são incluídas no âmbito da IAS 16 e valorizadas pelo modelo do custo ou pelo modelo da

revalorização 1 de Janeiro de 2016

IAS 19 – Benefícios dos Empregados Planos de benefícios definidos - Contabilização das contribuições de Colaboradoresou de outras Entidades 1 de Fevereiro de 2015 IAS 27 - Demonstrações

Financeiras Separadas

Opção de reconhecer os investimentos em Subsidiárias, Empreendimentos Conjuntos e Associadas pelo método da equivalência patrimonial, nas

Demonstrações Financeiras Separadas 1 de Janeiro de 2016

IFRS 10, IFRS 12, IAS 28 - Entidades de investimento - aplicação da

isenção de consolidar

A dispensa da obrigação de consolidar de uma “Entidade de Investimento” aplica-se a uma Entidade "holding " intermédia que aplica-seja Subsidiária de uma Entidade de

Investimento 1 de Janeiro de 2016

IFRS 11 - Acordos conjuntos Reconhecimento da aquisição de um interesse numa operação conjunta 1 de Janeiro de 2016

Melhorias das Normas 2010 - 2012 IFRS 2, IFRS 3, IFRS 8, IFRS 13, IAS 16, IAS 24 1 de Fevereiro de 2015

Melhorias das Normas 2012 - 2014 IFRS 5, IFRS 7, IAS 19, IAS 34 1 de Janeiro de 2016

Alterações com efeitos nos Exercícios iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2016

Norma Alteração Aplicação obrigatória nos Exercícios iniciados em ou após

IFRS 9 - Instrumentos Financeiros Nova Norma para o tratamento contabilístico de Instrumentos Financeiros 1 de Janeiro de 2018

IFRS 15 - Rédito de contratos com

Clientes Reconhecimento do rédito relacionado com a entrega de activos e a prestação deserviços através da aplicação da "metodologia das 5 etapas" 1 de Janeiro de 2018

(23)

A SAG Gest não antecipa que as emissões, revisões, alterações e melhorias às Normas e Interpretações acima referidas venham a provocar impactos relevantes nas suas Demonstrações Financeiras Separadas.

2.4. Principais Politicas Contabilísticas

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das Demonstrações Financeiras Separadas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente aplicadas aos exercícios apresentados, salvo indicação em contrário.

2.4.1. Activos Fixos Tangíveis

Os Activos Fixos Tangíveis encontram-se valorizados pelo respectivo custo de aquisição, incluindo todos os custos associados à sua aquisição, deduzidos das correspondentes depreciações acumuladas e de eventuais perdas de imparidade, também acumuladas.

As depreciações são calculadas por duodécimos, segundo o método das quotas constantes, de modo a que o valor dos Activos Fixos Tangíveis seja depreciado até ao final da respectiva vida útil estimada, sendo aplicadas as taxas de depreciação anual divulgadas no quadro seguinte.

Norma Alteração Aplicação obrigatória nos Exercícios iniciados em ou após

IAS 7 - Demonstração dos Fluxos de Caixa

Divulgação adicional das variações dos Passivos de Financiamento, desagregadas entre (a) transações que deram origem a movimentos de caixa e (b) transacções que não originaram movimentos de caixa, e a forma como esta informação concilia com os fluxos de caixa das atividades de financiamento da Demonstração do Fluxo de Caixa

1 de Janeiro de 2017

IAS 12 - Impostos Sobre o Rendimento

Reconhecimento de Impostos Diferidos Activos relacionados com ativos valorizados ao justo valor, estimativa de lucros tributáveis futuros quando existem diferenças temporárias dedutíveis e avaliação da recuperabilidade dos Impostos Diferidos Activos quando existem restrições na lei fiscal

1 de Janeiro de 2017 IAS 40 - Transferência de

Propriedades de Investimento Transferência de e para a categoria de Propriedades de Investimentos apenasquando exista evidência da alteração de uso 1 de Janeiro de 2018

IFRS 2 - Pagamentos baseados em acções

Valorização das transacções de pagamentos baseados em acções liquidadas financeiramente e reconhecimento de modificações de um plano de pagamentos baseado em acções, que alteram a sua classificação (de liquidado financeiramente para liquidado com capital próprio). Exigência que um plano de pagamentos baseado em acções seja tratado como se fosse totalmente liquidado com capital próprio, quando o Empregador seja obrigado a reter um montante de imposto ao Colaborador e a pagar essa quantia à Autoridade Fiscal

1 de Janeiro de 2018

IFRS 4 - Contratos de seguro

Atribuição, às Entidades que negoceiam contratos de seguro, da opção de reconhecer a volatilidade que pode resultar da aplicação da IFRS 9 em Outro Rendimento Integral (em vez de reconhecer na Demonstração dos Resultados), antes de ser publicada a nova Norma sobre contratos de seguro

1 de Janeiro de 2018

Alterações à IFRS 15 - Rédito de contratos com Clientes

Determinação das obrigações de desempenho de um contrato, momento do reconhecimento do rédito de uma licença de propriedade intelectual, revisão dos indicadores para a classificação da relação principal versus agente e novos regimes previstos para simplificar a transição

1 de Janeiro de 2018

IFRS 16 - Locações

Contabilização pelos locatários - obrigação de reconhecer (a) um passivo de locação representando futuros pagamentos da locação, e (b) um activo de “direito de uso" para todos os contratos de locação, excepto em certas locações de curto prazo e de activos de baixo valor. A definição de contrato locação também foi alterada, sendo baseada no "direito de controlar o uso de um activo identificado"

1 de Janeiro de 2019

IFRIC 22 - Operações em moeda estrangeira e contraprestação

antecipada

Interpretação da IAS 21 - Determinação da "data da transacção" - utilizada para determinar a taxa de câmbio a usar para converter as transacções em moeda estrangeira - nas situações onde uma Entidade paga ou recebe antecipadamente a contraprestação de contratos denominados em moeda estrangeira,

1 de Janeiro de 2018

Melhorias das Normas 2014 - 2016 IFRS 1, IFRS 12, IAS 28 1 de Janeiro de 2017

(24)

%

Edifícios e Outras Construções 2,00

Equipamento Básico 25,00 a 31,25

Equipamento Administrativo 12,50 a 25,00

Outras Imobilizações Corpóreas 20,00 a 33,33

2.4.2. Investimentos em Subsidiárias e Associadas

Para efeitos de apresentação das Demonstrações Financeiras Separadas, são consideradas Subsidiárias todas as Entidades sobre as quais a Sociedade tem controlo. A Sociedade controla uma Entidade quando está exposta a, ou tem direitos sobre, rendimentos variáveis decorrentes do seu envolvimento com a Entidade e tem a capacidade de influenciar esses rendimentos através do seu poder sobre a Entidade. Associadas são todas as Entidades sobre as quais a Sociedade tem uma influência significativa, geralmente associada a uma participação entre 20% e 50% dos direitos de voto, mas não o controlo. Os Investimentos Financeiros relativos a partes de capital em Empresas Subsidiárias e Associadas encontram-se valorizados pelo respectivo custo de aquisição, menos eventuais perdas por imparidade. Os dividendos relativos a participações de capital só são reconhecidos como proveitos quando se encontra assegurado o respectivo recebimento.

Os Investimentos Financeiros apenas são sujeitos a testes de imparidade caso sejam detectados indícios de imparidade.

2.4.3. Activos Financeiros

Os Activos Financeiros apresentam-se da seguinte forma, em resultado da intenção do Conselho de Administração na sua aquisição:

Empréstimos e Contas a Receber

Incluem-se os Activos Financeiros não derivados, com recebimentos fixos ou determináveis. Os saldos de Clientes e de Outros Devedores são inicialmente reconhecidos pelo seu valor nominal, que se entende corresponder ao seu justo valor e, subsequentemente, sempre que aplicável, são reconhecidos ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva, sendo deduzidos de eventuais perdas por imparidade, para que os valores incluídos nas Demonstrações Financeiras Separadas representem o respectivo valor realizável líquido. A imparidade é reconhecida quando se verificam indícios de incobrabilidade da dívida, e o “write-off” é efectuado apenas quando os requisitos legais se encontram cumpridos, nomeadamente a emissão de Certidão de Incobrabilidade / Insolvência e a respectiva Certificação por um Revisor Oficial de Contas.

2.4.4. Imposto Sobre o rendimento

O Imposto Sobre Rendimento do período compreende os Impostos Correntes e os Impostos Diferidos. Os Impostos Sobre o Rendimento são reconhecidos na Demonstração dos Resultados Separadas, excepto quando estão relacionados com itens que sejam reconhecidos directamente nos Capitais Próprios. O valor de Imposto Corrente a pagar é determinado com base no Resultado Antes de Impostos, ajustado de acordo com as regras fiscais em vigor.

A SAG Gest adopta como procedimento o reconhecimento de impostos diferidos, de acordo com o estabelecido na IAS 12 – Imposto Sobre o Rendimento, como forma de especializar adequadamente os efeitos fiscais das suas operações e de excluir as distorções causadas pela aplicação dos critérios de natureza fiscal que contrariam os efeitos económicos de determinadas transacções.

São reconhecidos Impostos Diferidos Activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os Impostos Diferidos Activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que possam ser utilizados.

(25)

O valor dos Impostos Diferidos é determinado através da aplicação das taxas fiscais (e leis) em vigor, ou substancialmente em vigor, na data de reporte, e que se espera que sejam aplicáveis no período de realização do Imposto Diferido Activo ou de liquidação do Imposto Diferido Passivo. De acordo com a legislação em vigor em Portugal, foi considerada a taxa básica de IRC de 21% a que, nas situações não ligadas a prejuízos fiscais, acresceu a Derrama Municipal à taxa de 1,5%, sobre o valor das diferenças temporárias que originaram Impostos Diferidos Activos ou Passivos.

O movimento ocorrido durante o exercício, a reconciliação entre o Imposto do exercício e o Imposto Corrente e a decomposição dos saldos de Impostos Diferidos estão apresentados na Nota 9 – Imposto Sobre o Rendimento.

2.4.5. Caixa e seus Equivalentes

Para efeitos da Demonstração Separadas de Fluxos de Caixa os valores das rubricas Caixa e Depósitos à Ordem que figuram na Demonstração da Situação Patrimonial Separadas compreendem valores com uma maturidade de 3 meses ou menos que não se encontram sujeitos a variações de valor significativas.

2.4.6. Passivos Financeiros

Os Passivos Financeiros são reconhecidos de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumem, e classificam-se como segue:

a) Passivos Financeiros valorizados pelo justo valor através de resultados b) Empréstimos Bancários

c) Contas a Pagar

a) Passivos Financeiros valorizados ao justo valor através de resultados

Incluem-se nesta categoria os Passivos Financeiros detidos para negociação e os derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura (“hedge accounting”) e que sejam classificados desta forma no seu reconhecimento inicial.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos Passivos Financeiros valorizados ao justo valor através de resultados são reconhecidos na Demonstração Separada dos Resultados e de Outro Rendimento Integral do período, em Alterações de Justo Valor.

Durante o exercício de 2016 não existiu nenhuma situação onde fosse aplicável a política acima descrita.

b) Empréstimos Bancários

Os Empréstimos são reconhecidos ao custo amortizado, sendo o valor recebido líquido de comissões com a emissão desses Empréstimos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e reconhecidos na Demonstração Separada dos Resultados e de Outro Rendimento Integral, na rubrica Custos Financeiros, de acordo com o princípio de especialização dos exercícios.

c) Contas a Pagar

Os saldos de Fornecedores e Outros Credores são inicialmente reconhecidos pelo seu valor nominal, que se entende corresponder ao seu justo valor e, subsequentemente, sempre que aplicável, são reconhecidos pelo seu custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva.

2.4.7. Activos e Passivos Contingentes

Os Activos Contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Separadas, e apenas são divulgados quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

Os Passivos Contingentes não são reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Separadas, sendo divulgados nestas Notas, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.

(26)

2.4.8. Provisões

São constituídas Provisões quando a Sociedade tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) decorrente de acções passadas, que implique uma provável saída de recursos económicos para fazer face a essa obrigação que possa ser medida com fiabilidade.

As Provisões correspondem ao valor presente dos desembolsos estimados para liquidar a obrigação e são revistas na data de cada relato financeiro, sendo ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

2.4.9. Instrumentos de Capital Próprio

Os Instrumentos de Capital Próprio são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumam. Os Instrumentos de Capital Próprio emitidos pela SAG Gest são reconhecidos pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.

2.4.10. Reconhecimento de Proveitos

Os Proveitos correspondem ao justo valor do montante recebido ou a receber relativo à prestação de serviços no decurso normal da actividade da Sociedade, sendo registados líquidos de quaisquer impostos. Os Proveitos são reconhecidos de acordo com os seguintes critérios:

a) Prestação de Serviços

Os Proveitos relativos a Prestação de Serviços são reconhecidos no período em que efectivamente são prestados, independentemente de ter sido, ou não, emitida a respectiva factura e desde que possam ser medidos com fiabilidade.

b) Juros

Os Proveitos relativos a juros a receber são periodificados, de forma a serem reconhecidos no período a que respeitem, independentemente de ser, ou não, emitido o respectivo documento de suporte.

c) Dividendos

Estes Proveitos são reconhecidos quando é estabelecido o direito de recebimento do Accionista.

2.4.11. Imparidade de Activos

2.4.11.1. Imparidade de Activos não Financeiros

A SAG Gest avalia, em cada data de reporte, se existem indícios de imparidade dos seus Activos. Sempre que estes se verificam, ou quando as IFRS requerem a realização de testes de imparidade, a SAG Gest estima o valor recuperável do Activo em questão, que corresponde ao mais alto do correspondente valor realizável, deduzido de eventuais custos de venda, ou ao seu valor de uso. Caso se verifique uma situação de imparidade, o valor do Activo é reduzido por forma a reflectir o seu valor recuperável.

2.4.11.2. Imparidade de activos financeiros 2.4.11.2.1. Investimentos em Subsidiárias

A SAG Gest avalia em cada data de relato se há qualquer indicação de que os seus Investimentos Financeiros em Subsidiárias e Associadas possam estar em situação de imparidade. A SAG Gest, ao avaliar se existe qualquer indicação de que os Activos possam estar em situação de imparidade, considera se (i) a quantia escriturada do investimento constante das Demonstrações Financeiras Separadas excede as quantias reconhecidas dos Activos Líquidos da investida constantes das respectivas Demonstrações Financeiras, incluindo o “goodwill” associado; ou se (ii) o dividendo excede o rendimento integral total da Subsidiária ou Associada no período em que o dividendo é declarado.

Caso exista qualquer indicação de o Activo poder estar em situação de imparidade, a SAG Gest estima o valor recuperável do Activo. O valor recuperável de um Activo ou unidade geradora de caixa é o valor mais elevado entre o justo valor menos os custos de alienação e o seu valor de uso. Para estimar o valor de uso

(27)

derivados do uso continuado do Activo e da sua alienação final e (ii) aplica a taxa de desconto apropriada a esses fluxos de caixa futuros. Sempre que o valor contabilístico de um Activo excede o seu valor recuperável, este é reduzido até ao montante recuperável, sendo esta perda por imparidade reconhecida nos resultados do exercício.

2.4.11.2.2. Contas a receber

Os Ajustamentos de perdas por imparidade dos Clientes e de outras Contas a Receber são reconhecidos sempre que exista evidência objectiva de não serem recuperáveis conforme os termos iniciais da transacção. As perdas por imparidade identificadas são reconhecidas na Demonstração dos Resultados Separada, em Ajustamentos para Dívidas a Receber, sendo subsequentemente revertidas por resultados, caso os indicadores de imparidade diminuam ou deixem de se verificar.

2.4.12. Transacções e saldos em Moeda Estrangeira

A moeda funcional e de apresentação das Demonstrações Financeiras Separadas da SAG Gest é o Euro. As operações denominadas em moeda estrangeira (fora da zona Euro) são reconhecidas ao câmbio da data da transacção. Os valores a receber e a pagar denominados em moeda estrangeira estão expressos em Euros às taxas de câmbio em vigor na data de reporte.

Todas as diferenças de câmbio que são determinadas em consequência da aplicação deste critério são reconhecidas como custos ou proveitos do exercício em que são incorridas.

2.4.13. Eventos Subsequentes

Os eventos ocorridos após a data de reporte que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam à data da Demonstração da Situação Patrimonial Separada são reflectidos nas Demonstrações Financeiras Separadas.

Os eventos ocorridos após a data de reporte que proporcionem informação sobre as condições que se verifiquem após a data de reporte são divulgados nas Notas às Demonstrações Financeiras Separadas, se materiais.

2.5. Julgamentos da Gestão

Na preparação das Demonstrações Financeiras Separadas de acordo com as IFRS, o Conselho de Administração utiliza estimativas e pressupostos que afectam a aplicação das políticas e os montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência de eventos passados e em outros factores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas, ou resultado de uma informação ou experiência adquiridas. As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas Demonstrações Financeiras Separadas são como segue:

a) Reconhecimento de Provisões e Ajustamentos

A SAG Gest é parte em diversos processos judiciais em curso. Com base na opinião dos seus Advogados, a SAG Gest efectua um julgamento para determinar se deve ser reconhecida uma Provisão para as contingências relacionadas com aqueles processos judiciais.

Os Ajustamentos para Contas a Receber são calculados essencialmente, com base na antiguidade das partidas que compõem os saldos de Contas a Receber, no perfil de risco dos Clientes e na respectiva situação financeira. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para Contas a Receber diferem de negócio para negócio.

b) Determinação do valor de mercado dos Instrumentos Financeiros

A SAG Gest escolhe o método de avaliação que considera apropriado para determinar o valor de mercado de Instrumentos Financeiros não cotados num mercado activo, com base no seu melhor conhecimento do mercado e dos Activos, aplicando as técnicas de avaliação usualmente utilizadas no mercado e usando pressupostos com base em taxas de mercado.

(28)

c) Continuidade das operações

Em Dezembro de 2015 concretizaram-se as transacções de que resultou a redução, em cerca de Eur 181 milhões, do endividamento da SAG Gest, em consequência de:

i. Alienação, por um valor de venda de cerca de Eur 96,1 milhões, da totalidade da participação detida pela SAG Gest na Participada Unidas S/A

ii. Reforço dos Capitais Próprios, através da realização, pela Accionista Principal SA, de Prestações Acessórias de Capital de Eur 81,4 milhões.

O endividamento foi reduzido para valores que se entendem ser consentâneos com as perspectivas de rentabilidade das actividades desenvolvidas pela SAG Gest e pelas suas Subsidiárias. Da mesma maneira, foi reconstituída a Situação Líquida Consolidada que, em 31 de Dezembro de 2015, voltou a apresentar um valor positivo, ao mesmo tempo que foram estabelecidos mecanismos que asseguram a manutenção desta situação no futuro.

Foram igualmente estabelecidos mecanismos que deverão proporcionar o integral reembolso das responsabilidades da Accionista SGC – SGPS perante a SAG Gest, que também deixou de assumir quaisquer garantias em relação aos passivos das suas principais Accionistas.

Ficaram assim estabelecidas as bases entendidas como fundamentais para assegurar a rentabilidade futura da SAG Gest, e a estabilidade da sua estrutura de capitais, pelo que o Conselho de Administração entende que as Demonstrações Financeiras Separadas da SAG Gest devem ser preparadas numa base de continuidade.

d) Imparidade de Activos Financeiros

A SAG Gest avalia se existem evidências de imparidade nos Investimentos em Subsidiárias, tendo em conta factores externos e internos, de forma a proceder ao respectivo teste. Os pressupostos utilizados nos testes de imparidade são definidos com base em informações do mercado e na melhor avaliação efectuada pela Administração, com base na sua experiência.

3. OUTROS PROVEITOS E OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS

Os Outros Proveitos e Outros Custos Operacionais são como segue:

2016 2015

Outros Proveitos Operacionais

Restituição de Impostos 248,6 0,3

Rappel Fornecedores 0,1 0,2

Total 248,7 0,5

248,7 #REF!

Outros Custos Operacionais

Donativos 35,0 35,0

Outros Custos Operacionais 33,9 13,1

Impostos Indirectos 1,2 2,1

Quotizações 2,0 2,0

Despesas Confidenciais 14,9 0,0

Multas e Penalidades 0,7 0,0

Total 87,7 52,2

(29)

4. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS DE TERCEIROS

Os Fornecimentos e Serviços de Terceiros são como segue:

O valor de Trabalhos Especializados – Outros representa, na sua maior parte (Eur mil 1.636,0), os custos incorridos pela SAG Gest no âmbito dos acordos estabelecidos com os seus principais Accionistas e os Bancos que subscreveram o Acordo Quadro SAG. Estes acordos estabelecem os termos e condições para o alargamento das maturidades da dívida da SAG Gest e para a reposição dos respectivos Capitais Próprios Consolidados, prevendo ainda que a Accionista Principal SA continue a prestar um conjunto diversificado de serviços de natureza recorrente, nomeadamente na área da administração e da gestão, na consultoria estratégica e financeira, bem como na manutenção e gestão do relacionamento com os Bancos que subscreveram o Acordo Quadro da SAG.

Estes serviços são de extrema relevância para a SAG e para as suas Subsidiárias, na gestão e manutenção das suas posições financeiras e comerciais, bem como na manutenção e desenvolvimento dos negócios associados às actividades desenvolvidas pela Subsidiária SIVA na importação e distribuição, em Portugal, de veículos automóveis das Marcas do Grupo Volkswagen.

Em 31 de Dezembro de 2015, o valor de Trabalhos Especializados – Outros inclui os custos incorridos com a definição e formalização da operação de capitalização da SAG Gest, que ficou concluída em Dezembro desse ano, e que incluiu honorários de Advogados, “fees” e “success fees” acordados e considerados adequados para a importância da operação, no valor global ilíquido de Eur mil 2.810,8. Parte deste gasto, no valor de Eur mil 1.260,4, foi imputado às Subsidiárias da SAG Gest, na medida em que estas Entidades irão beneficiar directamente dos resultados desta operação de capitalização e de extensão das maturidades da dívida. O custo líquido suportado pela SAG Gest foi Eur mil 1.550,4.

2016 2015

Aluguer de Viaturas 50,9 45,7

Combustíveis 21,9 22,0

Estacionamento e Portagens 7,6 7,2

Conservação e Reparação de Viaturas 3,3 12,5

Seguros Automóveis 2,8 3,4

Total 86,5 90,8

Fornecimentos e Serviços de Terceiros - Custos com Viaturas

2016 2015

Trabalhos Especializados - Outros 1 668,4 1 552,4

Deslocações e Estadas 78,6 64,6

Faturação Siva Serviços 61,9 0,0

Auditoria e Revisão de Contas 34,0 100,8

Outros Fornecimentos e Serviços Externos 41,8 63,7

Total 1 884,6 1 781,5

Fornecimentos e Serviços de Terceiros - Custos de Estrutura

(30)

5. GASTOS COM O PESSOAL

Os Gastos com o Pessoal estão relatados no quadro seguinte.

Em 31 de Dezembro de 2016 e de 2015 o número médio e final de Colaboradores da Sociedade era como segue:

6. PERDAS E GANHOS EM INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Os Ganhos e Perdas em Investimentos Financeiros são como segue:

O valor de Ganhos e Perdas em Investimentos Financeiros representa os ganhos e perdas gerados pelas seguintes transacções:

2016:

• Em Setembro, a Subsidiária AA00 declarou e pagou dividendos de Eur mil 712,0.

• Em Dezembro, a Subsidiária Novinela foi liquidada, gerando uma menos valia de Eur mil 336,0, calculada como segue:

2016 2015 Ordenados 1 266,0 1 245,0 Encargos TSU 333,2 308,8 Subsídio de Natal 104,1 60,0 Subsídio de Férias 163,6 55,1 Outras Remunerações 15,5 21,5 Subsídio de Alimentação 14,2 14,8

Prémio de Seguro de Saúde 7,9 8,9

Seguro de Acidentes de Trabalho 5,0 5,0

Subsídio de Isenção Horário de Trabalho 3,9 3,9

Prémio de Seguro Vida Grupo 5,0 2,7

Higiene Saúde e Segurança no Trabalho 0,4 0,4

Formação - Externa 0,7 0,3

Total 1 919,5 1 726,4

Custos com o Pessoal

2016 2015 2016 2015

11 11 11 11

Número de Colaboradores

Final do Periodo Média do Ano

2016 2015

Ganhos em Investimentos Financeiros 712,0 2 440,9

Perdas em Investimentos Financeiros (336,0) (1 926,7)

Total 376,0 514,3

376,0 #REF!

Ganhos e Perdas em Investimentos Financeiros

Valor de Aquisição Perdas por Imparidade Acumuladas Valor Contabilístico Perdas em Investimento Financeiro 21 679,2 (21 323,3) 336,0 (336,0)

(31)

2015:

• Em Dezembro, a SAG Gest recebeu dividendos declarados pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Imocar, no montante de Eur mil 2.440,9. Em 2016 o Fundo deliberou não proceder à distribuição de dividendos.

• Em Dezembro, a SAG Gest alienou, pelo preço de venda de Eur mil 96.158,1, a favor da Accionista Principal S.A., a totalidade das acções que detinha, que representavam 32,84% do Capital Social da Participada Unidas S/A. Em resultado desta transacção foi reconhecido uma menos valia contabilística de Eur mil 1.926,7, calculada como segue:

7. PERDAS POR IMPARIDADE EM INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Foram reconhecidas as seguintes Perdas por Imparidade em Investimentos Financeiros:

O detalhe dos valores das Perdas por Imparidades acima referidas está relatado na Nota 12 – Investimentos Financeiros em Subsidiárias e Participadas.

8. CUSTOS E PROVEITOS FINANCEIROS

Os Custos e Proveitos Financeiros são como segue:

9. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO a) Alterações à legislação fiscal

Com a entrada em vigor da Lei nº 2/2014 de 16 de Janeiro, foi alterado, entre outros, o Artigo 69º do Código do IRC, que estabelece o âmbito e condições de aplicação do Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS). Estas alterações produziram efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2014.

Custos e Proveitos Financeiros 2016 2015

Custos Financeiros

Custos de Financiamento 12 283,6 29 474,2

Juros Compensatórios / Mora 1,6 0,0

Diferenças de Câmbio Desfavoráveis 0,1 422,5

Comissões Bancárias 72,5 108,6

Outros Custos e Perdas Financeiros 65,2 0,0

Total 12 423,0 30 005,2

Proveitos Financeiros

Juros Obtidos 16 106,0 29 019,0

Diferenças de Câmbio Favoráveis 0,0 513,8

Outros Proveitos e Ganhos Financeiros 0,0 15,2

(32)

O Número 2 do referido Artigo 69º estabelece que, para que uma Entidade seja considerada como sociedade dominada, para efeitos da aplicação do RETGS, a percentagem que uma Entidade Accionista detenha, directa ou indirectamente, nessa Entidade, é de 75% (anteriormente 90%), desde que tal participação confira pelo menos 50% dos direitos de voto. Caso se verifique esta condição, a Entidade passará a ser incluída no perímetro de aplicação do RETGS liderado pela sua Entidade Accionista. Em consequência desta alteração, e cumpridos os demais requisitos do Artigo 69º do Código IRC, a SAG Gest passou, com efeitos desde 1 de Janeiro de 2014, a ter uma nova Entidade dominante para efeitos fiscais, a SGC – SGPS, S.A., sua Accionista maioritária, passando a integrar o perímetro do RETGS desta última Entidade.

Adicionalmente, e também em resultado das alterações acima indicadas, as demais Entidades anteriormente incluídas no perímetro do RETGS liderado pela SAG Gest, detidas de forma directa e indirecta pela Accionista SGC – SGPS em mais de 75%, passaram a integrar o perímetro do RETGS desta última Entidade, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2014.

A opção pela continuidade da aplicação deste regime foi comunicada à Autoridade Tributária, pela Entidade dominante, em 25 de Março de 2014. A Autoridade Tributária confirmou esta alteração em 2 de Março de 2015.

Na mesma data, e de acordo com o disposto nos Números 3 e 4 do Artigo 71º do Código do IRC, foi entregue um requerimento – a que se aguarda resposta – solicitando a manutenção dos prejuízos fiscais relativos a exercícios anteriores, apurados no âmbito do RETGS liderado pela SAG Gest, bem como a manutenção das quotas-partes dos prejuízos fiscais individuais das Entidades que integravam o anterior RETGS liderado pela Accionista SGC – SGPS.

Continua a aguardar-se a resposta das Autoridades Fiscais a este requerimento, que se espera que venha a ser deferido, pelo que a utilização de prejuízos fiscais dedutíveis no âmbito do actual perímetro do REGTS foi considerada de acordo com o pedido efectuado.

b) Revisões das declarações fiscais

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenha havido prejuízos fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos.

Deste modo, as declarações fiscais da SAG Gest referentes aos anos de 2013 a 2016 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão, embora a SAG Gest considere que eventuais correcções resultantes de revisões das Autoridades Fiscais àquelas declarações fiscais não terão efeito significativo nas Demonstrações Financeiras Separadas à data de 31 de Dezembro de 2016.

c) Cálculo do imposto corrente

As taxas de Imposto Sobre o Rendimento aplicáveis em Portugal no exercício de 2016 são como segue: i. Taxa básica de Imposto Sobre o Rendimento (IRC): 21% sobre o resultado tributável;

ii. Derrama Municipal: 1,5% sobre o resultado tributável positivo apurado, numa base individual, por cada uma das Entidades incluídas no RETGS;

iii. Derrama Estadual: incide sobre o resultado tributável positivo, apurado numa base individual, por cada uma das Entidades incluídas no RETGS, sendo aplicáveis as seguintes taxas de imposto:

a. 3% sobre o resultado tributável positivo compreendido entre Eur mil 1.500,0 e Eur mil 7.500,0; b. 5% sobre o resultado tributável positivo compreendido entre Eur mil 7.500,0 e Eur mil 35.000,0; c. 7% sobre o resultado tributável positivo que exceda Eur mil 35.000,0.

(33)

d) Decomposição do Imposto Sobre o Rendimento do Exercício

Os componentes principais do Imposto Sobre o Rendimento relativos aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2016 e de 2015 são como segue:

O valor apresentado como Imposto Corrente Sobre o Rendimento é o que resulta da aplicação do Regime acima referido, à data de fecho do exercício. No momento da entrega do Imposto, no exercício seguinte, este saldo é transferido para a rubrica Partes Relacionadas, como um saldo a pagar à, ou a receber da Accionista SGC SGPS, de acordo com as regras internas estabelecidas para as Entidades que estão abrangidas pelo RETGS onde a Sociedade se encontra inserida (e que é liderado desde 2014 pela SGC – SGPS, Entidade que detém uma participação na Accionista SAG Gest que impõe a adopção do RETGS).

e) Conciliações: Resultado Contabilístico e Resultado Tributável, Taxa de Imposto Efectiva e Taxa de Imposto Nominal

As conciliações entre (i) o resultado contabilístico e o resultado tributável, e (ii) as taxas de imposto aplicadas ao resultado contabilístico e as taxas nominais de imposto aplicadas (após as correcções do resultado contabilístico) nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2016 e de 2015 estão relatadas nos quadros seguintes:

Imposto Estimado no Exercício 2016 2015

Imposto Estimado no Exercício

Imposto corrente sobre o rendimento (790,4) (2 234,3)

Tributação Autónoma 7,5 0,0

Benefício Fiscal RETGS (Dedutibilidade Gastos Financeiros) (1 312,1) 0,0

Excesso/ Insuficiência de estimativa de imposto do exercício anterior 0,0 (15,3)

Imposto diferido activo 1 497,1 3 254,6

Impostos s/rendimento na demonstração dos resultados e do outro

Referências

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