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PORTUGAL. 1. Contexto Nacional

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1 PORTUGAL

1. Contexto Nacional

Portugal tem uma área de 92.117,5 Km2. A população residente em Portugal referenciada ao dia 21 de Março de 2011 era de 10 561 614 habitantes, tendo-se registado um agravamento do envelhecimento da população na última década. Cerca de 19% da população tem 65 ou mais anos de idade.

Portugal assinalou, na última década, um crescimento do nível de instrução da população com 1 262 449 indivíduos com ensino superior completo, cerca do dobro do que foi apurado em 2001. A relação de masculinidade é de 91,5 homens para 100 mulheres. A expetativa de vida ao nascer é atualmente de 76,3 anos para os homens e de 82,4 anos para as mulheres, valores acima da média europeia. Aos 60 anos, a expetativa de vida é de mais 20,8 anos e 24,8 anos respetivamente para os homens e para as mulheres.1

O Serviço Nacional de Saúde é universal e garante a prestação de serviços de saúde de qualidade a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica.

Portugal apresentava em 2010 rácios de 3,9 médicos e 5,9 enfermeiros por 1000 habitantes.2

2. Situação atual da Epidemia do VIH

Desde a identificação do primeiro caso de infeção por VIH em Portugal, em 1983, e até 31 de Janeiro de 2012, foram notificados 41 086 casos ao Núcleo de Vigilância Laboratorial de Doenças Infeciosas, dos quais 38,7% corresponderam a utilizadores de drogas, 42,9% a transmissão heterossexual, 13,5% a transmissão homossexual e 0,8 a transmissão mãe-filho. Do total acumulado de 16 906 casos de SIDA, 82,5% ocorreram no grupo etário dos 20 aos 49 anos e 19,1% ocorreram em mulheres, neste caso com uma frequência progressivamente crescente.

1

Instituto Nacional de Estatística. Censos 2011 (www.ine.pt). 2

(2)

2 Embora a infeção VIH/sida seja de notificação obrigatória, existe sub-notificação e demora em reportar os casos, embora se tenha verificado nos últimos anos uma melhoria, resultado da política de promoção de notificações por meio de um esforço contínuo de educação profissional e de sensibilização.

Observa-se, nos últimos anos, uma tendência favorável de descida no número de novos casos, bem como no número de mortes por sida.

Gráfico 1 – Evolução dos casos de infeção por VIH segundo categoria de transmissão por ano de diagnóstico – Portugal (1983 – 2010)

Fonte: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, DDI, 31 de Dezembro de 2012 0 100 200 300 400 500 600 700 800 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 HS HSH UDI

(3)

3 Gráfico 2 – Número de óbitos pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) – Portugal (1983 – 2011)

Fonte: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge “Infeção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de Dezembro de 2011”, Documento nº 143, edição INSA, IP, Junho 2012

0 3 21 39 65 112 162 221 266 353 445 502 581 626 557 522 556 436 433 397 359 266 244 164 145 132 91 96 62 0 100 200 300 400 500 600 700 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Nº de óbitos Ano

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4 Gráfico 3 – Número de óbitos pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) por Sexo – Portugal (1983 – 2011)

Fonte: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge “Infeção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de Dezembro de 2011”, Documento nº 143, edição INSA, IP, Junho 2012

A epidemia por VIH é, em Portugal, uma epidemia de tipo concentrado, afetando as populações com comportamentos particularmente vulneráveis, designadamente utilizadores de drogas, trabalhadores do sexo e homens que têm sexo com homens, onde a prevalência de infeção por VIH tem sido referida superior a 5%:

No caso dos homens que têm sexo com homens são apontadas prevalências auto-reportadas entre os 7,7% e 10,2%;no grupo dos trabalhadores do sexo, a percentagem de seropositividade num grupo que voluntariamente realizou o teste VIH é de 8,9%. A prevalência auto-reportada é de 7,2%.3

3

ADMT e GAT. PREVIH – Infeção VIH/sida nos grupos de Homens que têm Sexo com Homens e Trabalhadores do Sexo: prevalência, determinantes, intervenções de prevenção e acesso à saúde. 2010.

0 2 21 34 56 100 137 202 223 298 373 422 494 524 478 437 459 375 379 335 299 218 197 128 113 98 71 68 54 0 1 0 5 9 12 25 19 43 55 72 80 87 102 79 85 97 61 54 62 60 48 47 36 32 34 20 28 8 0 100 200 300 400 500 600 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Nº de mortes Ano Homens Mulheres

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5 Os utilizadores de drogas injetáveis representaram nos primeiros anos da epidemia, a maior proporção de pessoas infetadas, tendo-se verificado, a partir de 1999, uma progressiva diminuição do número de casos por essa via. Esta tendência decrescente, contudo, não retira os utilizadores de drogas injetáveis do grupo onde a infeção se encontra concentrada, atingindo valores significativamente acima de 10%.

Em 2010, cerca de 26% dos novos casos de transmissão por via heterossexual terão ocorrido em populações provenientes de países com epidemia generalizada.4

Em Portugal, cada doente que, de acordo com as normas nacionais de terapêutica, é clinicamente considerado um candidato ao tratamento antirretrovírico tem acesso gratuito aos medicamentos.

A informação disponível sobre conhecimentos, atitudes e comportamentos da população geral portuguesa face à infeção por VIH demonstra uma discreta evolução favorável comparativamente a anos anteriores. Na avaliação realizada em 2010, mais de 70% dos inquiridos referiram não ter dúvidas sobre as formas de se proteger contra a SIDA (63,7% em 2009) e apenas 6,4% (9,2% em 2009) consideraram o facto de partilhar o mesmo local com uma pessoa infetada como um risco de transmissão do vírus da SIDA. Cerca de 36% referiram a utilização do preservativo sempre/a maior parte das vezes que tem relações sexuais (33,5% em 2009) e 84,4% afirmaram utilizar sempre o preservativo em relações ocasionais (74,6% em 2009). 5

4

European Centre for Disease Prevention and Control/WHO Regional Office for Europe. HIV/AIDS surveillance in Europe 2010. Stockholm: European Centre for Disease Prevention and Control, 2011

5

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6 Gráfico 4 – Conhecimento sobre as vias de transmissão da infeção entre homens e mulheres com idades compreendidas entre os 18 e 64 anos (n=1.002) – Portugal 2009 – 2010

Fonte: Coordenação Nacional para a Infeção VIH/sida. Conhecimentos, atitudes e comportamentos face à infeção VIH/sida. Marktest, Agosto, 2010

84,7 49,8 13,9 15,2 9,1 9,6 2,6 4,9 2 2,8 2 81,5 52,7 13,4 10,9 7,9 7,0 4,9 3,8 2,2 2,2 1,6 Sexualmente Através do sangue Transfusões de sangue Através de agulhas/seringas Partilha de seringas Através da saliva Através de fluídos Relações sexuais desprotegidas Drogas/ Toxicodependen… Feridas De mãe para filho (gravidez/ parto)

(7)

7 No grupo de imigrantes, 65% referiram não ter usado o preservativo na última relação sexual, 62% declararam já ter feito o teste pelo menos uma vez na vida, sendo que 63,4% fizeram-no há mais de 12 meses.6

No que respeita ao acesso aos serviços de saúde para obter informação sobre a infeção VIH/sida, 31,7% dos Homens que têm Sexo com Homens referem nunca ter recorrido a nenhum dos serviços, 27,2 referem ter recorrido ao CAD e 16,7% ao centro de saúde. Cerca de 60% referem não ter sido abrangidos ou ter feito parte de nenhuma campanha de prevenção para o VIH/sida no último ano e 82,6% referem ter recebido preservativos gratuitos no mesmo período. 52% referiram preferir a Internet para obter informação sobre o VIH/sida. 87,8% referiram já ter feito o teste pelo menos uma vez na vida e 69,1% fez o teste no último ano. 7

Quanto ao grupo de Trabalhadores do Sexo, 40% referiram já ter sido abrangido ou ter feito parte de alguma campanha de prevenção para o VIH/sida nos últimos 12 meses e 96,7% referiu ter usado preservativo com o cliente mais recente. 69% reportaram ter feito um teste nos últimos 12 meses e tem conhecimento do resultado. 8

6

Gama, A., Fraga, S. & Dias, S. Impact of Socio-Demographic Factors on HIV Testing Among African Immigrants in Portugal. Journal of Immigrant Minority Health (2000) 12:841-846.

7

ADMT e GAT. PREVIH – Infeção VIH/sida nos grupos de Homens que têm Sexo com Homens e Trabalhadores do Sexo: prevalência, determinantes, intervenções de prevenção e acesso à saúde. 2010.

8

ADMT e GAT. PREVIH – Infeção VIH/sida nos grupos de Homens que têm Sexo com Homens e Trabalhadores do Sexo: prevalência, determinantes, intervenções de prevenção e acesso à saúde. 2010.

(8)

8 3. Resposta Nacional

A resposta nacional à infeção pelo VIH enquadra-se nos compromissos estabelecidos internacionalmente, nomeadamente através do ECDC, OMS-Europa, ONUSIDA, Fundo Global e CPLP, consignados em múltiplas declarações entre as quais se salientam a Declaração de Compromisso das Nações Unidas – UNGASS e a Declaração de Dublin. Tem como desígnios acelerar a diminuição global da incidência da infeção - revertendo a tendência temporal de crescimento observada nalgumas subpopulações - garantir o acesso universal e equitativo a cuidados de saúde, e melhorar o prognóstico das pessoas que vivem com a infeção por VIH.

Desde os primeiros registos de casos de infeção por VIH em Portugal em 1983, destacam-se na cronologia da implementação da resposta nacional as seguintes etapas:

1985 – Foi constituído o Grupo de Trabalho da SIDA e criado o Sistema de Notificação de casos de infeção por VIH/sida. 1987 – A medicação antirretrovírico é comparticipada em 100%.

1990 – É criada a Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA. 1993 – Implementação do Programa de Troca de Seringas.

1998 – Foram nomeadas as comissões distritais de luta contra a sida como parte do desenvolvimento regional das estratégias nacionais. 2002 – Foi criada a Rede Nacional de Centros de Aconselhamento e Deteção do VIH com o objetivo proporcionar a realização do teste da infeção VIH de forma voluntária, anónima, confidencial e gratuita, com aconselhamento pré e pós teste.

2005 – Inclusão da infeção VIH/sida nas patologias de notificação obrigatória. A sida é considerada uma prioridade nacional e é criada a Coordenação Nacional para a Infeção VIH/sida.

2007 – Aprovado o Plano de Ação Nacional de Combate à Propagação de Doenças Infecciosas em Meio Prisional. Portugal assegura a Presidência Portuguesa da União Europeia. Elaborado o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH/sida 2007-2010. Criado o Fórum Nacional da Sociedade civil para o VIH/sida.

(9)

9 2008 – Aprovada a Portaria que regula a atribuição de apoio financeiro às Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de projetos e ações na área da infeção VIH.

2009 – Aprovado por Despacho Ministerial a Criação do Conselho Nacional para a Infeção VIH/sida que visa assegurar o efetivo compromisso inter e intra ministerial e a ampliação e multiplicação das ações de prevenção e controlo da epidemia

2010 – Alargamento do Programa Nacional d Promoção da saúde Oral às pessoas que vivem com a infeção VIH/sida. III Congresso CPLP VIH/SIDA e IST. Assinada a Carta de Lisboa, documento que reúne os compromissos assumidos e as conclusões do Congresso e formaliza a criação pelos Estados-Membros da Rede de Investigação e Desenvolvimento em Saúde da CPLP em IST, VIH e sida (RIDES IST SIDA CPLP).

2011 – Aprovada por unanimidade a Resolução da Assembleia da República n.º 161/2011 que recomenda ao Governo a adoção de medidas tendentes ao combate à infeção por VIH/sida em Portugal, com vista à sua erradicação.

2012 – A infeção VIH/sida é considerado um programa de saúde prioritário da responsabilidade da Direção-Geral da Saúde.

Aumentar a proporção de indivíduos que adotam comportamentos preventivos face à infeção VIH/sida, designadamente pelo uso consistente do preservativo, é um dos principais objetivos do Programa Nacional para a Infeção VIH.

Desde 2006, tem-se registado um aumento significativo no número de preservativos masculinos e femininos gratuitamente em ações de âmbito comunitário desenvolvidas por organizações governamentais e não-governamentais, incluindo o Programa de Troca de Seringas.

(10)

10 Gráfico 5 – Número de preservativos masculinos e femininos distribuídos – Portugal (2006 – 2011)

Fonte: Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA – Direção-Geral da Saúde

Contribuir para que os utilizadores de drogas acedam generalizadamente a programas de tratamento da dependência, a programas de redução de riscos e minimização de danos, numa estratégia geral que facilite a adoção de comportamentos preventivos tem sido um dos objetivos prioritários do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida. Este objetivo tem a sua expressão máxima no Programa Troca de Seringas “Diz Não a uma Seringa em Segunda Mão” que disponibiliza o fornecimento gratuito de material de injeção estéril para consumo e recolha de seringas usadas, evitando a troca de seringas entre utilizadores e permitindo a diminuição do tempo de retenção de seringas contaminadas pelos utilizadores. De acordo com o Relatório Mundial da Droga de 2010 da ONU, Portugal é um dos países com mais sucesso na troca de seringas por utilizadores de drogas injetáveis. Segundo este Relatório, apenas 11 países em todo o mundo ultrapassam as 150 seringas anuais por utilizador, sendo Portugal um desses países.

1.903.172 3.189 3.944.676 50.000 6.581.392 48.039 6.447.891 241.896 5.230.102 146.378 4.043.959 344.761 0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 7.000.000

Masc Fem Masc Fem Masc Fem Masc Fem Masc Fem Masc Fem

2006 2007 2008 2009 2010 2011

preservativos

(11)

11 Gráfico 6 – Total de seringas distribuídas pelo Ministério da Saúde – Portugal (1993 – 2011)

Fonte: Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA – Direção-Geral da Saúde

O número de testes de VIH realizados nos CAD registou uma tendência crescente, aumentando exponencialmente a partir de 2007, altura em que os centros em funcionamento passaram a utilizar testes rápidos, tendo registado o maior número de testes realizados em 2008. No entanto, a tendência crescente do número de testes realizados não têm sido acompanhada significativamente pelo número de testes positivos.

277. 095 2.44 0.70 5 2.85 3.00 5 2.91 3.91 5 3.25 0.18 5 3.04 9.30 5 2.99 2.16 5 3.68 0.00 0 3.59 0.00 0 3 .0 3 7 .0 0 0 2.27 2.00 0 2.99 0.00 0 2.50 5.00 0 2.84 5.00 0 2.64 0.00 0 2.35 0.00 0 2.74 0.00 0 2.66 0.00 0 1.21 0.00 0 0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 3.500.000 4.000.000 1993 94 95 96 97 98 99 2000 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 seringas distribuídas

(12)

12 Gráfico 7 – Evolução do nº de testes realizados nos Centros de Aconselhamento e Deteção precoce do VIH – Portugal (2000 – 2011)

Fonte: Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA – Direção-Geral da Saúde

2337 2684 5643 5989 8782 11539 14258 25032 25894 24124 23968 19620 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Evolução N.º testes realizados

(13)

13 Gráfico 8 – Número de testes realizados nos CAD e proporção de resultados positivos (2000 – 2011)

Fonte: Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA – Direção-Geral da Saúde

Assegurar a universalidade e a equidade no acesso ao melhor tratamento e à melhor prestação de cuidados, de acordo com o estado da arte, a todas as pessoas que vivem com a infeção por VIH é um pilar fundamental da resposta nacional à infeção. A despesa nacional com medicamentos antirretrovíricos aumentou de 150 milhões de Euros em 2007 para 230 milhões de Euros em 2010, refletindo o aumento do número de doentes em tratamento (provavelmente quase todos os que dela necessitam) e o esforço nacional para identificar os casos de infeção por VIH o mais precocemente possível, especialmente entre as populações mais vulneráveis.

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000

(14)

14 Gráfico 9 – Evolução dos custos com o tratamento antirretrovírico – Portugal (1997 – 2010)

Fonte: Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA – Direção-Geral da Saúde 0 € 30.000.000 € 60.000.000 € 90.000.000 € 120.000.000 € 150.000.000 € 180.000.000 € 210.000.000 € 240.000.000 € 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

(15)

15

4. Cooperação entre Países de Língua Portuguesa na Área de VIH/SIDA

Ano Tema Países parceiros Outros parceiros Objetivo Atividades

2008

Prevenção Guiné-Bissau IPAD Contribuir para a prevenção da

infeção VIH com particular atenção às populações em situação de maior vulnerabilidade

Disponibilização de 2,5 milhões de preservativos masculinos

2008 Investigação Guiné-Bissau Instituto de Higiene e

Medicina Tropical

Obter e fornecer dados ao Ministério da Saúde da Guiné-Bissau alusivos à prevalência da

infeção por VIH e sífilis nas mulheres grávidas

Co-financiamento de estudos de sítios sentinela para a vigilância epidemiológica de segunda geraçãodas IST/VIH

nas grávidas

2008 Materiais de

IEC

Moçambique IPAD

Empresa LEIMA

Contribuir para o acesso à melhor informação disponível sobre a

infeção VIH

Financiamento da edição em português de 140.000 exemplares da brochura “HIV/AIDS, Stand up for Human

Rights “

2009 Monitorização Guiné-Bissau Contribuir para a formação de

recursos humanos e o apoio técnico à gestão clínica dos

doentes em tratamento antirretrovírico.

Criação e financiamento da versão portuguesa do manual ESOPE (manual do software da

aplicação informática ESTHER que possibilita a monitorização e o seguimento das pessoas

que vivem com a infeção VIH/sida

2009 Monitorização Cabo Verde Fundo Global Preparar o protocolo para

utilização do software ESOPE e apoiar tecnicamente os

utilizadores do sistema

Implementação do software ESOPE

(16)

16

Ano Tema Países parceiros Outros parceiros Objetivo Atividades

2009 Materiais Angola, Cabo

Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S.Tomé e Princípe

e Timor Leste

IPAD Contribuir para o acesso à melhor

informação disponível sobre a infeção VIH

Disponibilização de materias de informação, educação e Comunicação aos Ministérios da

Saúde dos países da CPLP

2011 Investigação Moçambique Universidade de Lúrio Obter e fornecer ao Ministério da

Saúde de Moçambique dados sobre a co-infeção Hepatites B e

C e VIH, para uma melhor compreensão da infeção por VIH

em Moçambique, de forma a contribuir para uma intervenção

adequada às necessidades

Financiamento do projeto “Co-infeção pelos vírus da Hepatite

B e C em doentes infetados pelo VIH – a oportunidade para

o rastreio e tratamento em Moçambique” realizado na

província de Nampula

2011 Prevenção Guiné-Bissau IPAD Contribuir para a prevenção da

infeção VIH com particular atenção às populações em situação de maior vulnerabilidade

Disponibilização de 260.000 preservativos masculinos para a

Guiné-Bissau 2011 Materiais de IEC Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S.Tomé e Princípe e Timor Leste

IPAD Promover a adoção de boas

práticas na abordagem integrada da infeção VIH

Disponibilização de exemplares do “Manual de Boas Práticas

em Enfermagem e da Recomendação n.º 200 da OIT

“Infeção VIH e sida e o mundo do trabalho”

Referências

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