Segurança contra
O sistema de segurança contra incêndio – requisitos funcionais
a) Precaução contra o início do incêndio;
b) Limitação do crescimento do incêndio;
c) Extinção inicial do incêndio;
d) Limitação do desenvolvimento do incêndio;
e) Abandono seguro do edifício;
f)
Precauções contra a propagação do fogo para edifícios vizinhos;
g) Precaução contra o colapso estrutural;
Sistemas de Proteção
Proteção Passiva
- Medidas incorporadas ao edifício e que não necessitam
de um acionamento para desempenharem sua função num
incêndio.
Proteção Ativa
- Medidas e instalações que necessitam de um acionamento
manual ou automático para garantir seu funcionamento num
incêndio.
Medidas Urbanísticas
Pavimentação adequada Hidrante urbano Edificação Largura (L) ( L)Medidas Passivas
no
Exigências legais
Propagação de chamas entre pavimentos pela fachada
Aba horizontal
Propagação de chamas entre pavimentos pela fachada
Exigências do COE
A
pav
> 400m
2
e H
pav
> 9m
Aba horizontal solidária ao piso com RF-120;
Parede externa com RF-120 solidária ao piso ou laje;
Solução alternativa de mesmo efeito.
COE: CÓDIGO DE OBRAS E EDIFICAÇÕES /São Paulo/SP
RF-120: resistência ao fogo de 120 minutos
Compartimentação
-Objetivo:
Dificultar a propagação do incêndio entre pavimentos e compartimentos
restringindo a passagem de calor, chamas e fumaça.
Meio:
Separação/Isolamento dos espaços em células capazes de suportar a ação
do incêndio no seu interior, impedindo o alastramento do fogo para outras
células.
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Compartimentação
-Exemplos de paredes resistentes ao fogo
Tijolo / Bloco
Espessura
do tijolo
(cm)
Espessura com
revestimento
(cm)
Resistência ao
fogo (RF)
(min)
Tijolo de barro
cozido
9
15
240
Bloco de concreto
(2 furos)
14
17
120
Bloco cerâmico
(8 furos)
9
13
120
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Detalhe de Compartimentação – gesso acartonado (Sistema dry-wall)
Parede resistente ao fogo até a laje Forro incombustível Forro (incombustível) Parede dry-wall (resistente ao fogo) Selagem sobre-forro (resistente ao fogo)
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Detalhe de Compartimentação – gesso acartonado (Sistema dry-wall)
Paredes de gesso acartonado
Tipologias das paredes entre unidades e entre unidades e áreas comuns
Espaçamento 40cm
Espaçamento 20cm
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Compartimentação de Espaços (COE/SP)
RF-120: resistência ao fogo de 120min
RF-60: resistência ao fogo de 60min
RF-30: resistência ao fogo de 30min
COE: CÓDIGO DE OBRAS E EDIFICAÇÕES /São Paulo/SP
Meios para evitar a propagação do calor e da fumaça
Compartimentação de Espaços (COE/SP)
RF-120: resistência ao fogo de 120min
RF-60: resistência ao fogo de 60min
Áreas de Refúgio (COE/SP)
RF-120: resistência ao fogo de 120min
RF-240: resistência ao fogo de 60min
COE: CÓDIGO DE OBRAS E EDIFICAÇÕES /São Paulo/SP
Exemplos de selagem
(compartimentação)
Exemplos de selagem
(compartimentação)
Mastique corta-fogo Laje de concreto Manta cerâmica Tubulação de aço 20cm(8”) Tubulação de aço 10cm(4”) Tubulação de aço 7,5cm(3”)Exemplos de selagem
Bandeja de cabos
Mastique: composição pastosa empregada para encher fendas ou buracos; massa de vidraceiro.
Horizontal
Vertical
Mastique Cabos Bandeja de cabos Manta cerâmica Manta cerâmica Mastique Cabos MastiqueExemplos de selagem
Mastique Grampo metálico Laje de concreto Grampo metálico Laje de concreto Laje de concreto Manta cerâmica Tubo de cobre Placa RF de 25mmA proteção é dada por um sistema (Fire Stop), um conjunto de elementos como:
Portas corta-fogo;
Pintura anti-chamas em cabos e bandejas elétricas (cable coating);
Selagem de passagens em paredes e tetos de cabos, eletrodutos e tubulações; e
Outras barreiras corta-fogo.
Falta de controle da fumaça
Dificulta o acesso ao local do incêndio
Controle da fumaça
Aberturas para exaustão
Abas de contenção de fumaça
Controle da Fumaça
Abertura para exaustão da fumaça
Rotas de Fuga
Conceitos:
Caminho contínuo de qualquer ponto do edifício até um local seguro,
consiste de:
Acessos
, que conduzem às saídas;
Saídas
, limítrofes entre a área de risco e a área segura;
Rotas de Fuga
Saída direta para o exterior
Formação de Rotas Complexas
Possível obstrução da saída
por fumaça ou fogo
Saídas Alternativas,
sempre que possível
Sequência da Evacuação de Emergência
1ª etapa: saída do compartimento
2ª etapa: saída p/ área segura no pav.
Local seguro no
exterior do edifício
2ª etapa: saída p/ área segura no pav.
Pavimento de descarga
Capacidade das Saídas
O dimensionamento das larguras das saídas levam em consideração:
A largura das pessoas;
O número total de usuários da rota de saída; e
A largura mínima de segurança, em função do tipo de ocupação do edifício.
Capacidade das Saídas
A largura das saídas, dos acessos, escadas, descargas, é dada pela seguinte fórmula:
Notas:
1. Unidade de passagem: largura mínima para a passagem de um fluxo de pessoas, fixada em 0,55 m;
2. Capacidade de uma unidade de passagem: é o número de pessoas que passa por esta unidade em 1 minuto;
3. A largura mínima da saída é calculada pela multiplicação do N pelo fator 0,55, resultando na quantidade, em metros,
da largura mínima total das saídas.
N = P / C
Instrução Técnica nº 11/2011 – Saídas de emergência – Corpo de Bombeiros / SP
Onde:
N - Número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro imediatamente superior.
P -
População, conforme coeficiente da Tabela 1 (Anexo “A”), e critérios das seções 5.3 e 5.4.1.1 da IT11.
C - Capacidade da unidade de passagem conforme Tabela 1 (Anexo “A”).
ANEXO A
Instrução Técnica nº 11/201 – Saídas de emergência – Corpo de Bombeiros / SP
ANEXO A
Instrução Técnica nº 11/201 – Saídas de emergência – Corpo de Bombeiros / SP
Notas:
A.os parâmetros dados nesta tabela são os mínimos aceitáveis para o cálculo da população;
B.as capacidades das unidades de passagem (1 UP = 0,55 m) em escadas e rampas estendem-se para lanços retos e saída descendente. Nos demais casos devem sofrer redução como abaixo especificado. Essas porcentagens de redução são cumulativas, quando for o caso:
a.lanços ascendentes de escadas, com degraus até 17 cm de altura: redução de 10%; b.lanços ascendentes de escadas, com degraus até 17,5 cm de altura: redução de 15%; c.lanços ascendentes de escadas, com degraus até 18 cm de altura: redução de 20%;
d.rampas ascendentes, declividade até 10%: redução de 1% por degrau percentual de inclinação (1% a 10%); e.rampas ascendentes de mais de 10% (máximo: 12,5%): redução de 20%
C.em apartamentos de até 2dormitórios, a sala deve ser considerada como dormitório: em apartamentos maiores (3 e mais dormitórios), as salas, gabinetes e outras dependências que possam ser usadas como dormitórios (inclusive para empregadas) são considerados como tais. Em
apartamentos mínimos, sem divisões em planta, considera-se uma pessoa para cada 6 m² de área de pavimento;
D.alojamento = dormitório coletivo, com mais de 10 m²;
E.por ”Área” entende-se a “Área do pavimento” que abriga a população em foco, conforme terminologia da IT 03; quando discriminado o tipo de área
(por ex.: área do alojamento), é a área útil interna da dependência em questão;
F.auditórios e assemelhados, em escolas, bem como salões de festas e centros de convenções em hotéis são considerados nos grupos de ocupação F-5, F-6 e outros, conforme o caso;
G.as cozinhas e suas áreas de apoio, nas ocupações B, F-6 e F-8, têm sua ocupação admitida como no grupo D, isto é, uma pessoa por 7 m² de área;
H.em hospitais e clínicas com internamento (H-3), que tenham pacientes ambulatoriais, acresce-se à área calculada por leito, a área de pavimento correspondente ao ambulatório, na base de uma pessoa por 7 m²;
I. o símbolo “+” indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (não cobertos por esta IT); J. a parte de atendimento ao público de comércio atacadista deve ser considerada como do grupo C;
K.esta tabela se aplica a todas as edificações, exceto para os locais destinados a divisão F-3 e F-7, com população total superior a 2.500 pessoas, onde deve ser consultada a IT 12/11;
L.para ocupações do tipo Call-center, o cálculo da população é de uma pessoa por 1,5 m² de área;
M.para a área de Lojas adota-se no cálculo “uma pessoa por 7 m² de área”;
N.para o cálculo da população, será admitido o leiaute dos assentos fixos (permanente) apresentado em planta;
DECRETO Nº 56.819, DE 10 DE MARÇO DE 2011
do Estado de São Paulo.
Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e áreas de risco / SP
Capacidade das Saídas
Largura mínima de segurança, em função do tipo
de ocupação do edifício (NBR 9077)
Dimensionamento da circulação
Capacidade das saídas
Distribuição das saídas
Distribuição das saídas
Distância a percorrer até uma saída
Variação: 10m a 65m (NBR 9077);
25m a 68m (Cod. Obras PMSP)
NBR 9077
M in. 1 ,2 0 m M in. 1 ,2 0 m Piso tátil Piso tátil h h Larg. Min 24cm
M in. 1 ,2 0 m M in . 1 ,5 0 m Vista superior
Circulação de pessoa e cadeira de rodas
Vista superior
Circulação de duas cadeiras de rodas