Processamento Digital
de Imagens
Equalização de Histograma
Prof. Sergio Ribeiro
Ciência da Computação
Tópicos
Equalização de Histograma
Abordagem Contínua da Equalização
Abordagem Discreta da Equalização
Exemplo de Equalização
Processamento Digital de Imagens 2
Equalização de Histograma
Técnica que procura redistribuir os valores de
tons de cinza dos pixels em uma imagem.
Objetivo ⇒ tornar o histograma uniforme ou
seja, o número (
percentual
) de pixels de
qualquer nível de cinza é praticamente o
mesmo.
Para isso, utiliza-se uma função auxiliar ⇒
função de transformação.
Equalização de Histograma
r ⇒ variável que representa os níveis de cinza
de uma imagem a ser realçada.
Formulação contínua ⇒ valores dos pixels são
quantidades contínuas normalizadas com valores
no intervalo [0,1].
r = 0 ⇒ representando o preto r = 1 ⇒ representando o branco
Formulação discreta ⇒ valores de pixels no
intervalo [0, L-1].
Equalização de Histograma
Para qualquer r no intervalo [0,1], considerar transformações da forma:
s = T (r)
que produz um nível s para todo pixel r na original. Assumir que a função de transformação acima satisfaz as condições:
(a)T (r) é univariada e monotonicamente crescente; e
(b)0 ≤ T (r) ≤ 1 para 0 ≤ r ≤ 1
Condição (a) ⇒ preserva a ordem de preto para o branco na escala de cinza.
Condição (b) ⇒ garante um mapeamento consistente com o intervalo permitido.
Processamento Digital de Imagens 5
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
A figura ao lado ilustra uma
função de transformação
que satisfaz essas condições.
A transformação inversa de
s para r é dada por:
r = T-1(s) 0 ≤ s ≤ 1
T
-1(s) também satisfaz as condições (a) e (b)
com relação à variável s.
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Equalização de Histograma
Os níveis de cinza numa imagem podem ser vistos como quantidades randômicas no intervalo [0,1]. Se os N.C. numa imagem forem variáveis contínuas, então os N.C. originais e transformados podem ser caracterizados por suas funções densidade de probabilidade pr(r) e ps(s), respectivamente.
Subscritos de p são usados para indicar que pre pssão
funções diferentes.
Teoria elementar das probabilidades: se pr(r) e T(r) são conhecidas e T-1(s) satisfaz (a) então a função
densida-de densida-de probabilidadensida-de dos N.C. transformados é:
Equalização de Histograma
Realce por equalização ⇒ baseia-se na modificação da imagem através do controle da função densidade de probabilidade dos N.C. via função de transformação T (r). Se a densidade ps(s) for constante, então a imagem
apresenta uma densidade uniforme. Neste caso,
(1)
Lado direito da equação ⇒ reconhecido como uma função de distribuição acumulada (cdf ) de r.
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
Da equação (2), a derivada de s com relação a r é: Substituindo-se dr/ds na equação (1) resulta:
que é uma densidade uniforme no intervalo da definição da variável transformada s.
Consequência ⇒ uso de função de transformação igual à cdf de r produz uma imagem com N.C. com densidade uniforme. Em termos de realce, resultado implica num aumento da escala dinâmica dos pixels.
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Abordagem Contínua da
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
Ilustração do método de transformação por densidade uniforme:
Função densidade de probabilidade original
Função de transformação Densidade uniforme resultante
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Abordagem Contínua da
Equalização de Histograma
Antes de apresentarmos a abordagem discreta, vamos considerar a abordagem contínua usando as equações vistas.
Assumimos que os níveis r tenham função densidade de probabilidade mostrada na fig (a). Nesse caso pr(r) é:
substituindo-se esta expressão na eq. (2) resulta a função de transformação:
Abordagem Contínua da
Equalização de Histograma
Embora T (r) seja suficiente para a equalização do histograma, é interessante mostrar que a densidade resultante ps(s) é de fato uniforme. Resolvendo para
r em termos de s temos:
Desde que r fica no intervalo [0,1], apenas a solução:
Abordagem Contínua da
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
A função densidade de probabilidade de s é obtida através da equação (1):
que é uma densidade uniforme no intervalo desejado. Figura (b) ⇒ T (r)
Figura (c) ⇒ ps(s)
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Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
Para serem úteis em processamento de imagens, os conceitos mostrados anteriormente devem ser formulados em forma discreta.
Maneira mais usual de se equalizar um histograma ⇒ utilizar a função de distribuição acumulada (cdf – cumulative distribution function) da distribuição de probabilidades original.
Pode ser expressa por:
sk= T(rk) =
Σ
j=0 k nj n =Σ
j=0 k pr (rj) onde: 0 ≤ rk≤ 1 K = 0,1,...,L-1 14Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Convém notar que outras funções de
transformação, que não a cdf, podem ser
especificadas.
Veremos passo a passo os procedimentos para
realizar a equalização de histograma a partir
de um exemplo.
No final faremos a interpretação da equalização
obtida comparando com o resultado ideal.
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Considere o histograma da tabela ao lado, ilustrado graficamente na figura seguinte. Equalizá-lo utilizando a função de distribuição acumulada e plotar o histograma resultante. n.c. (rk) nk pr 0 1120 0,068 1 3214 0,196 2 4850 0,296 3 3425 0,209 4 1995 0,122 5 784 0,048 6 541 0,033 7 455 0,028 total 16384 1,0
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
histograma original:
Assim como o eixo vertical, o eixo horizontal também pode ser normalizado para [0,1].
Nosso interesse no histograma está concentrado na interpretação.
A forma e o significado do histograma não são afetados pela numeração dos eixos.
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Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Processamento Digital de Imagens
Solução
utilizando a cdf como função de transformação, calculamos: s0= T(r0) =
Σ
j=0 0 pr (rj) = pr(r0) = 0,068 s1= T(r1) =Σ
j=0 1 pr(rj) = pr(r0) + pr(r1) = 0,264 s2= T(r2) =Σ
j=0 2 pr(rj) = pr (r0) + pr (r1) + pr(r2) = 0,560 n.c. (rk) nk pr 0 1120 0,068 1 3214 0,196 2 4850 0,296 3 3425 0,209 4 1995 0,122 5 784 0,048 6 541 0,033 7 455 0,028 total 16384 1,0 18Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
s3= 0,769 s4= 0,871 s5= 0,939 s6= 0,972 s7= 1Esta função é plotada abaixo:
Função de transformação utilizada para a equalização.
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Como a imagem foi quantizada com 8 níveis de
cinza, cada valor s
jdeverá ser arredondado para
o valor válido (múltiplo de 1/7) mais próximo.
Desta forma:
s0≅ 0 s1≅ 2/7 s2≅ 4/7 s3≅ 5/7 s4≅ 6/7 s5≅ 1 s6≅ 1 s7≅ 1
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Concluindo o mapeamento ⇒ verifica-se que o
nível original r
0= 0 foi mapeado para s
0= 0 e,
portanto, a raia correspondente não sofreu
alteração.
Os 3214 pixels que apresentavam tom de cinza
1/7 foram remapeados para s
1= 2/7.
Similarmente, os pixels com tom de cinza 2/7
foram modificados para 4/7.
Processamento Digital de Imagens 21
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Aqueles com r = 3/7 passaram a 5/7 e os de
4/7 mapearam em 6/7.
Notar que as três raias correspondentes aos
pixels com tons de cinza 5/7, 6/7 e 1 foram
somadas em uma só raia, com tom de cinza
máximo (1).
Agrupando os resultados em uma tabela,
resulta o histograma após a equalização.
Processamento Digital de Imagens 22
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
rk nk pr (rk) sk nkeq. ps (sk) 0 1120 0,068 S0= 0,068 ≅ 0 1120 0,068 1/7 3214 0,196 S1= 0,264 ≅ 2/7 0 0,0 2/7 4850 0,296 S2= 0,560 ≅ 4/7 3214 0,196 3/7 3425 0,209 S3= 0,769 ≅ 5/7 0 0,0 4/7 1995 0,122 S4= 0,891 ≅ 6/7 4850 0,296 5/7 784 0,048 S5= 0,939 ≅ 1 3425 0,209 6/7 541 0,033 S6= 0,972 ≅ 1 1995 0,122 1 455 0,028 S7= 1 1780 0,109 total 16384 1,0 16384 1,0Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Abordagem Discreta da
Equalização de Histograma
Pode-se notar que o histograma equalizado, apesar de estar longe de perfeitamente plano, apresenta melhor distribuição de pixels ao longo da escala de cinza em relação ao original.
Fato: histograma equalizado não é plano. Isto não surpreende porque nada na aproximação discreta do resultado contínuo anteriormente derivado nos indica que ele deveria ser plano.
O que acontece se for aplicado uma equalização a um histograma que já foi equalizado?
Processamento Digital de Imagens 25
Exemplo de Equalização
Se a imagem original possui baixo contraste, a
imagem equalizada apresenta uma melhora
sobre a imagem original bastante evidente.
Técnicas de equalização de histogramas também
podem ser aplicadas a trechos de imagens
(
janelas m × n
).
Técnicas locais servem principalmente para
realçar detalhes sutis de pequenas porções da
imagem.
Processamento Digital de Imagens 26
Exemplo de Equalização
Resultados equivalentes no realce poderiam ser
obtidos no uso da técnica alargamento de
contraste visto antes.
Vantagem da equalização de histograma sobre
técnicas manuais de alteração de contraste ⇒
completamente automática.
A figura a seguir apresenta um exemplo de
aplicação da técnica de equalização de
histograma para aumentar o contraste de uma
imagem 446×297 com 256 tons de cinza.
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Exemplo de Equalização
Aplicação da equalização a imagem com baixo contraste:
Resultado ⇒ aumento da escala dinâmica dos N.C. ⇒ aumento do contraste 28