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Joseane Oliveira¹, Karime Souza³, Maiquel Lunkes ¹, Gelsa Hidalgo², Maria Luiza Ghiggi ², Eduardo Osório², Carlos Sampaio³, Wolfgang Kalkreuth¹

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Academic year: 2021

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Joseane Oliveira¹, Karime Souza³,

Maiquel Lunkes ¹, Gelsa Hidalgo², Maria Luiza Ghiggi ², Eduardo Osório², Carlos Sampaio³, Wolfgang Kalkreuth¹ ¹Laboratório de Análise de Carvão e Rochas Geradoras de

Petróleo – Inst. de Geociências, UFRGS,

²Laboratório de Siderurgia – Centro de Tecnologia, UFRGS, ³Laboratório de Processamento Mineral – Centro de

Tecnologia, UFRGS

Camadas Inferiores e Superiores da Jazida de

Candiota, RS –

Caracterização Geológica, Petrológica,

Química e Ensaios de

Reatividade e Beneficiamento visando a

Geração de Energia Elétrica

(2)

- Realização de um estudo integrado das

camadas superiores e inferiores da jazida

de Candiota visando avaliar o seu

potencial para a geração de energia

elétrica baseada na:

– Caracterização da sucessão portadora das

camadas de carvão através da aplicação dos

conceitos da estratigrafia de sequências.

– Caracterização das camadas de carvão através

de propriedades químicas e petrográficas das

camadas,

– Ensaios de reatividade (combustão)

– Caracterização para futuro beneficiamento

gravimétrico

(3)
(4)

• 8 furos de sondagem diâmetro N realizados pela

CRM em 2008 distantes aproximadamente 1km

um do outro.

• Identificadas 95 camadas de carvão, com

espessuras variando entre 0,08-1,52m entre

profundidades de 4 a 69 m.

• Camadas S2 a S9 (Superiores), BL e I1 a I5

(Inferiores).

• Após a coleta dos testemunhos, as camadas de

carvão foram separadas e preparadas para

posteriores análises químicas, petrológicas,

testes de combustão e ensaios de beneficiamento

(5)

Camadas superiores, Camada Banco Louco e CCS e CCI (parcial)

CCI (parcial) e camadas inferiores

(6)

Ambientes Deposicionais e

Análise Estratigráfica

(7)

Fácies Associação de fácies Sub-sistema Deposicional Sistema Geometria das camadas

Conglomerado suportado pela

matriz (Gm), Diamictito (D) A Leques Aluviais Aluvial - Arenito com estratificação

cruzada acanalada ou planar (St) B Canal

Fluvial

- Diamictito (D), Siltito Linsen(Ml),

Siltitos, siltitos carbonosos e

carvão (CC) C Planície de Inundação Delgadas e descontínuas. Incluem as camadas inferiores Siltitos, siltitos carbonosos e

carvão (CC), Siltito Linsen(Ml) D Laguna Barreira – Laguna Espessas e contínuas. Incluem as camadas superiores, BL, CCS e CCI Arenito com estratificação

cruzada acanalada ou planar (St) E Barreira Litorânea - Arenito com estratificação

cruzada de baixo ângulo (swash

cross stratification) (Ss) F Foreshore

Marinho Raso dominado por

ondas

- Arenito com acamadamento

flaser (Sf) G

Shoreface

Superior - Arenito com acamadamento

wavy (Sw) H Médio - Siltito Linsen(Ml), Siltito linsen

com climbing ripples (Ms) I Inferior -

(8)
(9)
(10)

Análises Petrográficas e

Químicas

(11)

Fluxograma de processamento de amostras

METODOLOGIA

(12)

• Rank estabelecido pelas medidas da

reflectância da vitrinita

• Composição petrográfica determinada

pela análise dos macerais conforme

ICCP

• Análise imediata (umidade, cinzas,

matéria volátil)

• Análise elementar (C,H,N, S)

• Poder calorífico (cal/g)

METODOLOGIA

(13)

Diagramas ternários mostrando:

A) a composição petrográfica dos grupos de macerais nas camadas superiores e Banco Louco;

B) a composição petrográfica dos grupos de macerais nas camadas inferiores.

Os valores representados mostram valores médios das camadas.

S2-S9= camadas superiores; BL=camada Banco Louco; I1-I5= camadas inferiores.

(14)

Fotomicrografia de vitrinita associada com

matéria mineral e inertinita, em luz branca, na camada S4 do furo F-364-MVII, amostra 09-002, profundidade entre 18,05 e 18,47 m.

Fotomicrografia de uma área enriquecida em inertinita, em luz branca, na camada S4 do furo F-364-MVII, amostra 09-002, profundidade

entre 18,05 e 18,47 m

Fotomicrografia preto e branco de liptinita

(esporinita, resinita, liptodetrinita), mostrando fluorescência com o filtro luz azul de excitação, na camada S4 do furo F-364-MVII, amostra 09-002, profundidade entre 18,05 e 18,47 m.

(15)

RESULTADOS

Mínimo Camada Máximo Camada

Espessura média (m) 0,25 S7 1,44 S2

Teor médio de Cinzas

(% em peso) 38,7 S3 55,2 S9

Teor médio de Matéria

volátil (%) 17,3 S8 23,4 I3

Teor médio de enxofre

(%) 0,92 S9

4,71

S2

Poder Calorífico médio

(cal/g 1844 S9 3227 S2 Conteúdo médio de inertinita (%vol) 16,4 I3 44,6 BL Valor médio da Reflectância (Rrandom%) 0,38 S2 0,42 BL, I5

(16)

Classificação de carvão segundo o percentual de cinzas. Fonte: International Classification of in-coal seams, (1998) Modificado

(17)

Ambiente deposional e Estratigrafia das camadas.

• Base da Seção

• conglomerados e arenitos, sistemas de leques aluviais e fluviais. Formação das camadas de carvão inferiores (finas e descontínuas) no inicio do TST da sequência 2.

• Porção Mediana da Seção

• ambiente barreira-laguna, com as camadas CCS e CCI (espessas e contínuas) no final do TST da seqüência 2; e as camadas

superiores no TSNA da seqüência 2 e no TSNB da seqüência 3 (finas e descontinuas).

• Topo da seção

• sedimentos marinhos (sem desenvolvimento de carvão).

Sendo assim, observa-se controle estratigráfico na geometria e disposição das camadas de carvão.

(18)

• Análises Petrográficas

• Dominância em geral da vitrinita,

• Camadas S8, S9 e BL com inertinita ( > 50%).

• MM (13,6 – 66 %), argilominerais, quartzo e pirita.

• Rrandom média de 0,40 % Rrandom, subbetuminoso C.

• Análises Químicas

• Teor médio de Cinzas 38,7 – 55,2% em peso

• Teor médio de enxofre 0,92 – 4,71 % em peso

• Poder Calorífico 1844 – 3227 cal/g

• Conforme a média dos teores de cinzas pela

classificação internacional da Comissão Econômica para

a Europa das Nações Unidas a maioria das camadas

são classificadas como carvões de categoria muito

inferior.

(19)

ENSAIOS DE

REATIVIDADE

(20)

MATERIAIS E MÉTODOS

• Camadas S3, S4, S5, S6, S7, S8, BL, I1, I2, I3, I4 do furo 364 e camada I2 dos furos 369, 371 e 372 para obter o perfil vertical e horizontal da área em estudo;

•Testes de combustão por TGA (Testes de combustão não-isotérmicos): termobalança Netzsch STA409C;

(21)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Curvas de reatividade em função da temperatura:

Temperaturas características de combustão e reatividade máxima das camadas do Furo 364 - as retas são linhas de tendência.

(22)

CONCLUSÕES

• Os testes de combustão por análise termogravimétrica indicaram diferenças de combustibilidade entre algumas camadas do furo 364;

• Camada BL com mais baixa combustibilidade e camada S8, com mais alta combustibilidade;

• Diferenças podem estar relacionadas com a composição maceral do que com a diferença de rank;

• No perfil horizontal da camada I2, as amostras dos furos 364, 369, 372 apresentaram mesma combustibilidade, enquanto que a do furo 371 foi levemente superior. Pode-se afirmar, que a diferença na temperatura de pico se deve a pequenas variações na composição maceral.

(23)

Caracterização para

futuro beneficiamento

(24)

AMOSTRAGEM E METODOLOGIA

AMOSTRAS:

•Das 66 amostras enviadas, apenas 44 foram utilizadas para os estudos de caracterização (13 camadas);

• Camadas: S2, S3, S4, S5, S6, S8, S9, BL, I1, I2, I3, I4 e I5.

(25)

• Redução inicial das amostras abaixo de 25,4 mm;

• Fração granulométrica: -25,4 +2,0 mm (Faixa A) e -2,0 +0,1 mm (Faixa B);

• Misturas de líquidos orgânicos tais como: xilol (0,9 g/cm³), percloroetileno (1,6 g/cm³) e bromofórmio (2,9 g/cm³), nos intervalos densimétricos de 1,5; 1,6; 1,7; 1,8; 1,9; 2,0; 2,2 e 2,4 g/cm³.

• ANÁLISE DENSIMÉTRICA:

AMOSTRAGEM E METODOLOGIA

CARACTERIZAÇÃO DAS AMOSTRAS:

(26)

CARACTERIZAÇÃO DAS AMOSTRAS:

• Teores: cinzas (NBR 8289), matéria volátil (NBR 8290), umidade (NBR 8293) e carbono fixo (NBR 8299);

• Teores totais: enxofre (S), nitrogênio (N), carbono (C) e hidrogênio (H), utilizando o equipamento analisador elementar da marca Vario Macro, conforme as normas ASTM D5373/93 para coque e carvão;

• Amostras brutas e resultantes dos ensaios de afunda-flutua.

• ANÁLISE IMEDIATA E ELEMENTAR:

(27)

ELABORAÇÃO DAS CURVAS DE LAVABILIDADE:

• Amostras na Fração: -25,4 +2,0 mm (Faixa A) e na fração: -2,0 +0,1 mm (Faixa B);

• Curva dos flutuados, curva dos afundados, curva densimétrica e curva NGM (Near Gravity Material );

• Teor de cinzas e teor de enxofre total; • Curvas médias.

(28)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

ANÁLISE IMEDIATA E ELEMENTAR DAS

AMOSTRAS BRUTAS:

• A usina termelétrica Presidente Médici pode operar com até 53% de cinzas e 2,0% de enxofre total;

• As camadas S2, S6, BL, I3, I4 e I5 atenderiam ao teor máximo de cinzas exigido pela termelétrica, apesar do alto teor de enxofre total das camadas S2, S6 e I5.

(29)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

CURVAS DE LAVABILIDADE – TEOR DE CINZAS:

(30)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

CURVAS DE LAVABILIDADE – TEOR DE CINZAS:

(31)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

CURVAS DE LAVABILIDADE – TEOR DE ENXOFRE TOTAL

(32)

RESULTADOS E DISCUSSÃO

CURVAS DE LAVABILIDADE – TEOR DE ENXOFRE TOTAL

(33)

CONCLUSÕES

• As camadas BL, I3 e I4, em seu estado bruto, atendem aos requisitos máximos dos teores de cinzas (53%) e de enxofre total (2%) exigidos pela usina termelétrica Presidente Médici; • As camadas S2, S6 e I5 apresentam teor de cinzas abaixo de 53%, apesar de teor de enxofre total acima de 2%;

• Camadas com teores de cinzas e enxofre total acima do exigido pela termelétrica, o seu uso poderia ser viabilizado por beneficiamento gravimétrico;

• O desempenho dependerá principalmente do valor de NGM e do corte densimétrico de cada camada;

• Altas recuperações mássicas teóricas das camadas, nas faixas granulométricas A e B, com baixos valores de enxofre total em qualquer corte densimétrico. No entanto, para isso, as frações mais densas não seriam consideradas.

(34)

CONCLUSÕES GERAIS

• As camadas não mineradas de Candiota apresentam potencial para o uso energético. Desta forma, é interessante para a empresa estudar com mais detalhamento a viabilidade econômica de um futuro processo de beneficiamento, possibilitando uma melhoria na qualidade do produto final e um maior aproveitamento das reservas de carvão.

(35)

• Apoio Financeiro pelo Edital MCT/CNPq/CTEnerg

n°. 33/2006 – Combustão e Gaseificação,

projeto 555112/2006-3;

• Geólogo Rui Osório da CRM pela realização dos

furos de sondagem;

• Maiquel Lunkes agradece ao CNPq pela bolsa

(ITI) durante a vigência do projeto;

• Wolfgang Kalkreuth agradece ao CNPq pela

bolsa de produtividade em pesquisa.

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