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Proposta de atuação de enfermagem no posto de saúde da Serrinha

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

«CENTRO DE CIENCIAS DA SAUDE

CCSM

N-Chflm~ TCC UFSC ENF 0076

TCC Autor: Michels, Débora .-

'

UFSC Título: Proposta de atuação de enfermage A

IIIIII ||||II|I IIIII I IIIHIII `

0076

EX I 972513314 Ac. 240286

‹ Em uFsc Bsccsm ccsM

PROPOSTA DE ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM NO POSTO DE SAUDE DA SERRINHA

DEBORA MICHELS '

MAGDA DE BCRIDA ÃVILA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM - ENSINO INTEGRADO

VIIIa. UNIDADE CURRICULAR - INT 1108

ORIENTADORAS: PROFa. VERA BLANK E PROFB. DIVA FIORINI SUPERVISORA: PROFa. -VERA BLANKV

(2)

e

"Se você quizer ajudar uma

comunidade a desenvolver sua safi de, você precisa aprender a pen

sar como as pessoas da comunida de. Antes de incentivar um grupo

de pessoas a assumir novos hábi

tos de saúde, ê mais sábio iden

tificar os hábitos existentes,cg mo esses hábitos estão ligados com outros, que funções eles de sempenham e o que eles signifi cam para aqueles que os prati

cam". -

'

(3)

I II III IV V VI VII VIII SUMÁRIO PÁG INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 01 JUSTIFICATIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 06 ... CARACTERIZAÇAO DA SERRINHA A . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 08

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO POSTO . . . . . . . . .. ll OBJETIVOS . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . ... . . . . . . . . . .. 15

CONCLUSAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . .. 22

CRONOGRAMA . . . . . . . ... . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . .. 23

REFERENCIA BIBLIQGRÃFICA ... . . . . . ... . . . . . . .. 24

(4)

I INTRODUÇÃO

"A saúde não ê um fenômeno isolado para ser definido

ou conceituado em seus prõprios termos. Ela está profundamen

te relacionada com o contexto sõcio-economico.

A

percepção da saúde ou do seu oposto, a doença, ou seja, o rzneconhecimento

da falta de saúde varia de acordo com os padroes culturais (conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes, Capâçi dades e hãbitos)" (1). '

_

~~ "Ambiente, ou seja, o meio onde o homem vive e consg

quentemente onde ocorrem os eventos que alteram a sua saúde,

~

tem um papel importante, como condiçao interveniente no aparg cimento desses fatores. Os fatores ecológicos, sociais,_cultu rais, assim como os aspectos econômicos podem ser pré-dispg nentes ou até mesmo determinantes da ocorrência de agravos ã

saúde, como podem por si¬sõ impedir o advento de determinados

fatos" (l).

"A saúde de uma população ê o resultado do conjunto

de condições em que esta população vive. Assim sendo, ê de se

supor que quem mora mal, se alimenta mal, dispende suas eneš gias num trabalho cuja remuneração ê insuficiente para ‹ dar

(5)

2

z

çonta desses e dos demais gastos para a sobrevivência, tenha

~

seu processo de saúde/doença diferenciado em relaçao aos de mais setores da sociedade.

'"Tanto as estatísticas oficiais, como os dados produzi dos pelo DIEESE, mostram a queda do.salário dos trabalhadores, tendo como consequência a extensão da jornada de trabalho e a

diminuição de sua capacidade de adquirir os alimentos indis pensáveis á manutençao de sua saúde" (2).

"Trabalhando mais, ganhando menos, alimentando-se me nos e ainda submetendo-se a condições de insalubridade no em prego, subemprego e desemprego ê õbvio que os efeitesssbbre a saúde do trabalhador e de sua família se farao sentir sob di

ferentes formas, indo desde o aumento das chamadas doedoenças profissionais e mentais até o aumento da mortalidade de sseus

filhos" (2). '

"Saúde para todos no ano 2000 ê a meta da Organização Mundidal da Saúde (OMS) e da maioria dos paises, tendo como estratêgia.a Assistência Primária de Saúde. E uma meta admirá

vel. Mas, de certa forma perigosa. Existe o risco de tentar

' ~

mos atingir essa meta de forma tao padronizada, tao impessoal, tão controlada por quem está no poder, que muitas qualidades humanas - essenciais á saúde e aos serviços de saúde - se per

dem. Já existem sinais de que isto está acontecendo. Nos últi

mos lflea 15 anos, inúmeras tentativas foram feitas para levar serviços básicos de saúde âs comunidades pobres. Foram gastos bilhões em grandes programas nacionais e regionais, glplanejg dos por peritos altamente especializados. Mas os resultados muitas vezes foram decepcionantes. Na maioria dos países os

(6)

z

3

v

números de pessoas que sofrem de doenças que podem ser evita

das ou facilmente curadas continuam a aumentar" (l).

"O sistema de saúde ficou caracterizado pela ênfase

na assistência mëdico-hospitalar, de características empresa riais dominantes, levando ao encarecimento constante da assis tência ã saúde, calcada em atos médicos, cirúrgicos e labora toriais de multiplicação incontrolável, sem resultar em bene fícios proporcionais aos investimentos, caminhando inevitavel mente para o esgotamento de suas possibilidades. Por outro la do, o componente básico da rede pública, ainda que :esvaziado

e subsistindo com a parte menor dos recursos, sofreu recente mente importantes alterações na sua estrutura" (3).

"A atenção primária de saúde está sendo vista como

proposta alternativa para melhorar os problemas de saúde f da

população, no entanto, para o seu sucesso necessitaria estar fundamentado em um amplo patamar de um sistema hierarquizado

e regionalizado sendo possível resolver dois terços dos prg

~

blemas de saúde da populaçao.

A

simplicidade dos cuidados pri mários no entanto não devem ser confundidos com baixa qualida

~ Q

açoes de saúde. Para garantir eficiencia e melhor ni

de das

vel de

nos em

tados para as atividades de caráter coletivo ë quase que

huma assistência ë importante a utilizaçao de recursos

qualidade e quantidade suficiente" (4).

~

"O modelo de prestaçao de serviços de enfermagem vol

ine xistente, em nossa realidade atual. E isto pode ser constata

do pelo fato de que cerca de 80% do pessoal de enfermagem em nosso país ê absorvido a nível hospitalar. Assim ê que, apg

(7)

4

gem contínua com a predominância de um modelo de prestação de

serviços centrado nas açoes curativas e individuais, reprodu

zindo o previlêgio ä assistencia hospitalar, ã compra de ser

viços ao setor privado no âmbito previdenciário, relegando a segundo plano as medidas coletivas de saúde pública" (5).

"Essa incoerência repercute de forma negativa na as

4. › ~ ~

sistencia a populaçao, uma vez que cerca de 60% das açoes de

saúde coletiva são inerentes ã enfermagem. O que se tem obser

vado, em realidade, ê uma escassez de recursos humanos de to

` Q

dos os níveis. Ew dentro dessa escassez, nota-se a predominan

cia de uma mão¬de~obra elementar não qualificada e, portanto,

mais barata, alëmude uma carência de profissionais de nível superior" (5).

'

"Dentre as premissas bãsicas dos programas de saúde,

está a ênfase no trabalho em equipe multiprofissional. Toda

via, não se tem observado uma integração harmoniosa entre os

diferentes tipos de profissionais.

A

enfermagem continua su bordinada ãs diretrizes emanadas do chefe da equipe. E esta chefia ê sempre ocupada pela categoria médica. O médico apare

ce como o detentor do saber absoluto e, consequentemente, do

poder, sõ a ele ë dado o poder místico da formulação dos pla

nos de ação. Aos demais profissionais de saúde cabe a opera cionalização das tarefas" (5).

~

A prõpria universidade, que sendo um õrgao do estado,

~ , -

nao se preocupa em apresentar uma pratica que va de encontro

aos interesses da população, mas sim aos interesses de um sis tema empresarial capitalista voltando o ensino para a atençao individual, a unicausalidade das doenças e para `*”patologias

(8)

_ 5 hospitalãveis, atendendo tão somente ao interesse: lucro para

os empresários da saüde.` _ A

'

Estamos chegando ao final do nosso curso, em breve es

taremos graduadas em Enfermagem e certamente nosso maior pre

Q A

paro foi a assistencia a nível hospitalar. A assistencia pri mãria em saúde junto á comunidade, raramente nos foi oportuni

zada durante o transcorrer de nosso curso.

Baseando-se nisto, o grupo propõe uma prática alterna tiva de assistência de enfermagem da saúde pública (materno- infantil), assumindo um engajamento efetivo com as necessida des da comunidade. articulando-se com os demais elementos da

enfermagem e da prõpria comunidade, a fim de garantir uma as sistëncia adequada em qualidade e quantidade, ao ser' humano em sua relação consigo mesmo, com os demais componentes da es

(9)

1

II - JUSTIFICÊIIVA

Considerando:

Que a área Materno-Infantil representa 70% da população do

país; ,

Que o período que vai desde a concepção até os 5 anos de

idade ë da maior importância para o crescimento e desenvol vimento do ser humano, devido a alta velocidade, rítmo, in

tensidade e vulnerabilidade desse processo;

Que a atividade.de DNPM favorece intervenções precoces e possibilita a alocação maior de recursos assistenciais pa ra grupos mais vulneráveis, devendo ser utilizada como me

~ A

todologia para a_organizaçao da assistencia ã criança;

A_ 1 necessidade de que profissionais de saüde e pessoas

da comunidade compreendam a importância do seu papel na promoção, proteção e recuperação da.saüde da mulher; V

A

necessidade das pessoas conhecerem as causas e`as consg quências dos problemas bio-psico-sociais que as atingem e

as ações individuais e coletivas para prevenção e controle desses problemas;

(10)

7

, z '

duo, ele raramente seria obrigado a utilizar os serviços

"curativos" hospitalares;

7. Que a prática dos profissionais de saúde não pode estar

` ~

desvincúlada da realidade sõcio-econômica da populaçao;

8. Que o Hospital Universitário (H.U) contínua sendo o maior

campo de treinamento que, por sua vez, caracteriza-se pe

la assistência curativa e procedimentos sofisticados;

9. Que a Serrinha basicamente, com algumas exceções caracte riza¬se como uma comunidade carente;

10. A perspectiva de continuidade do trabalho;

ll. O tempo limitado para o desenvolvimento do trabalho;

.' Justífica-se o trabalho de atendimento ã família ten

do como prioridade o acompanhamento as gestantes e :icrianças

de 0 a 5 anos e a promoção do desenvolvimento da c comunidade

(11)

III - CARACTERIZAÇÃO DA SERRINHA

3.1 - Aspectos Sociais

3.1.1 - Localizacão

A

comunidade da Serrinha localiza-se no bairro da Trindade, limita-se ao sul com a Carvoeira, a oeste com o Mor ro da Cruz, ao norte com a Trindade e a leste com a rua Capi tão Romualdo de Barros.

A

comunidade fica aproximadamente 7 Km de 1 dištância

do centro da cidade. Possui uma topografia acidentada, caras

~

terizando-se por ruas e servidoes estreitas e ingrímes; cons truídas conforme necessidade de acesso sem qualquer planeja mento. As ruas em sua maioria são lajotadas.

3.1.2 - Aspectos Demográficos

A

Serrinha possui uma populaçao de aproximadamente de

1570 (hum mil quinhentos e setenta) pessoas, constituída por

(12)

9 4

Apessoas cada.

As casas são constrüídas de forma irregular, com di versos tipos de materiais: caixotes, tijolos, madeiras usadas,

lona, etc., com espaço físico bastante limitado.

A Serrinha foi dividida em 5 (cinco) ãreas. A_Ãrea I,

conhecida como pedregal, a qual iremos dar prioridade em no§

so trabalho, localiza-se nas proximidades da caixa d'ãgua e caracteriza-se por um dos locais mais carentes ida Serrinha. Seus moradores são pessoas desempregadas ou sub-empregadascmm uma renda mensal em média de 2 idois) salários mínimos. sEm

~

sua maioria sao provenientes do interior do Estado que r para

~ d ~

cã vieram em busca de melhores condiçoes de vida. Ao todo sao

47 (quarenta e sete) casas.

3.1.3 - Infra-Estrutura

~a) Sistema de Esgoto e Calçamentoz

A

rede de esgoto é

bastante precâria..O esgoto pluvial atinge somente ;;"algumas

ruas, o cloacal não existe sendo os dejetos lançados a céu

aberto ou em fossas negras.

O calçamento atinge a quese todas as ruas.

*

b) Abastecimento de Água e Energia:

A

rede elétrica atinge quase todas as casas, ocorrendo muitas vezes, de uma casa utilizar-se da rede elétrica de outra.

Existe um reservatório da Companhia Catarinense de

Água e Saneamento (CASAN), que abastece toda área, porém al gumas casas nao possuem encanamento prõprio, .principalmente

(13)

_ lO

da Área I, fazendo uso da ãgua de moradores prõximos.

c) Vias de Transporte: A comunidade utiliza como meio

de transporte o ônibus da Viação Trindadense - Serrinha, que

trafega pela rua Capitao Romualdo de Barros. Porêm os `

horš rios não são muito frequentes. Tentando solucionar este pro blema a comunidade esta reivindicando que a Viação Limoense também faça esse percurso.

d) Vias de Comunicação:

A

comunidade dispõe`; de 2

(dois) telefones públicos. Nao possui caixa para coleta fir de

cartas, utilizando-se do correio da UFSC.

e) Educação:

A

Creche São Francisco de Assis ê o üni

co recurso existente na comunidade. Foi aberta em novembro de

1981, atende crianças carentes de 3 (três) meses a 6 (seis)

anos, em regime de semi-internato das 07:30 ãs 18:00 horas. As outras crianças em idade escolar se deslocam até

~

a Escola Integrada Simao José Hess, na Avenida Madre Benvenu

ra, na Trindade. - »

'

Em outubro deste ano serã inaugurada uma nova _creche da Liga de Assistência ao Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (LADESC),.na Serrinha.

(14)

IV - ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO POSTO '

Em novembro de 1985, foi aberto o Posto de Saúde da Serrinha. Ele surgiu devido aos esforços dos estudantes, do centes de medicina e 2 (dois) professores de enfermagem Í de

Saúde Pública.‹

. Tem por objetivo, propiciar aoslalunos de medicina e

enfermagem da UFSC a aprendizagem do raciocínio clínico a par

tir de uma prática*em ambulatório geral, incorporando ao mes mo tempo noções de investigação epidemiológica de modo a au

mentar.significativamente o poder de resolutividade do enten dimento referente ao significado da saúde e doença frente a situação de vida concretas e coletivas. O Posto pertence ao

Departamento de Saúde Pública do Hospital Universitário í e

faz parte do projeto de centralização da assistência de Saú

de deste hospital. O Hospital Universitário contribuiu com o

aluguel da casa, com 1 (um) mêdico e material necessário para

o Posto. Apõs 6 (seis) meses de funcionamento o posto cessou com os atendimentos, porque o proprietário do imõvel pediu a sua devolução.

Foi conseguido uma área física de alvenaria em ótimas

(15)

12 condições, anexo a uma pensão. Por problemas têcnicos não se

efetivou o contrato apesar do Posto já estar funcionando hã 3 (três) meses. Apõs esse contra-tempo ficou fechado por 5 (cin

co) meses. _

~ _

Recentemente

foireaberüopor

pressao ;âda comunidade através de reuniões com o Diretor do Hospital Universitário e

Reitor da UFSC. .

Esta prõpria comunidade solicitou uma reunião com mš dico, docentes e alunos que fazem atendimento, deixando bem claro suas expectativas em relação ao trabalho a ser desenvol vido pelo posto de saúde.

4.1 - Recursos

_ 4.1.1

- Humanos:

- 1 (um) mêdico;.

- 2 (dois) docentes de enfermagem;

- 1 (um) agente administrativo); .

_

~ 10 (dez) vagas para alunos de enfermagem (5a., 6a., 7a. fg

se);

- 20 (vinte) vagas para alunos de medicina (6a., 7a., 8a. fa

se; '

- Comunidade da Serrinha.

.4.1.2.- Materiais '

(16)

atendimento geral.

Permanente: Consultõrio:

(quatro) cadeiras);

(duas) escrivaninhas (mesas);

Q

(tres) macas;

(dois) focos de luz;

(uma) balança para pediatria;

(uma) balança para adulto. ~

l d ~

Sa a e recepgao:

(uma) mesa com gavetas; (oito) cadeiras;

(um) arquivo acrílico;

(uma) estante;

(um) arquivo de aço com 4 (quatro) gavetas;

(um) quadro negro.

Sala de Curativos: .

- 1 (uma) mesa de curativos;

- 1 (um) fogão de 2 (duas) bocas;

- l (uma) mesa para guarda de utensílios.

4.1.3 - Recursos Financeiros:

(17)

4.2 - Planta Física

(dois) sala de consulta;

(um) sala de exame ginecolõgico;

(um) sala de recepção;

(um) sala de curativo;

(um) banheiro;

(18)

V

- OBJETIVOS

5.1 - Objetivos Gerais

l - Prestar Assistência de enfermagem Materno-Infantil

no Posto de Saúde da Serrinha. O

2 - Promover integração entre comunidade, Posto e Hoâ

pital Universitário. 1

5.2 - Objetivos Específicos

Os Objetivos Específicos, Plano de Ação, Avaliação e

(19)

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(25)

VI - coNcLUsÃo

Esta fase de preparação do projeto foi difícil, reque reu muita pesquisa e entrevistas com a comunidade da Serrinha,

pois, buscamos de todas as formas elaborã-lo de uma maneirtaque

O

atinja diretamente os anseios da comunidade. V

Nosso objetivo ë atingir inicialmente as gestantes* e crianças de O a 5 anos.

' Acreditamos

no trabalho em conjunto, pois todo saber

~ ~

trãz consigo sua prõpria superaçao. Portanto, nao hã sabem nem ignorância absoluta, hã somente uma relativizaçao do saber ou

da ignorância. '

- Por isso, não podemos nos colocar na posição de ser su

perior que ensina um grupo de ignorantes, mas sim na posição humilde daquele que comunica um saber relativo a outros que possuem outro saber relativo.

(26)

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CONSULTA DE ENFERMAGEM

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CRIANÇA

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ENDEREÇO PONTO DE REF.:

DATA DE NASCIMENTO: SEXO

RELIGIÃO NATURALIDADE:

NACIONALIDADE

SITUAÇÃO FAMILIAR:

NOME DO PAI: PROFISSÃO

IDADE:

ESCOLARIDADE: NOME DA MAE:

IDADE:

ESCOLARIDADE:

NÚMERO DE IRMAO.VIVOS: MORTOS: ~

POSIÇAO DA CRIANÇA NA FAMÍLIA: -

SUBJETIVO EDUCAÇÃO

A

SAUDE: CONDIÇÕES DE HABITAÇÃO: ~ LOCALIZAÇAO: AGUA E LIXO: ESGOTO:

ANIMAIS DOMESTICOS, ETC.:

(35)

PERCEPÇOES E EXPECTATIVAS:

~ ~

Preocupaçoes, medos, hospitalizaçao, ..

HÃBITOS DA CRIANÇA:

1. ALIMENTAÇÃO:

2. ELIMINAÇÓES INTESTINAL E vEsIcALz

3. sONO E REPOUSO:

4. REcREAçAOz 5. HIGIENE:

3. OBJETIVO

EXAME FÍSICO:

O primeiro passo para o exame objetivo da criança, con siste em captar-lhe a amizade, a confiança e pleitear a sua cp

~

laboraçao.

O processo ideal no exame físico ë no sentido cëfalo-

caudal, mas dependendo do comportamento da criança poderá ha

ver modificações na ordem do exame.

- FACIES (Euforia, alerta, agitação, etc):

- PESO, MEDIDAS, SINAIS VITAIS E REFLEXOS:

- cABEçAzç

Crâneo - observar forma

- Fontanela bregmãtica - Fontanela lambdöide - COURO CABELUDO:

(36)

- oUv1Dos_

- PEscoço

- TÕRAX (mamas) - PANÍCULO ADIPOSO

- AUSCULTA PULMONAR, AUSCULTA CARDÍACA - ABDOMEN ~ - REGIAO INGUINAL - GENITAIS - DoRso _ - ANUS E RETO - EXTREMIDADES (MMSS e MMII) 4. AvALIAçAoz

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(47)

CONSULTA DE ENFERMAGEM

A

GESTANTE

~

IDENTIFICAÇAO

Nome: Idade:

Endereço: Ponto de Ref

Ocupaçao: A

Vive com o companheiro? Ocupaçao do companheiro:

SUBJETIVO:

Queixa principal: Antecedentes social:

História familiar:

Antecedentes mõrbidos pessoais: Doenças atuais:

Antecedentes Fisiolõgicos e ginecolõgicos: _

- menarca

- ciclo menstrual

- ínicio da Vida sexual

- leucorrëia - exame citopatolõgico - anticoncepção Antecedentes obstëtricos: - DUM - DPP ANEXO IV

(48)

~ ~ ~

- gesta (quantas, condiçao de gestaçao, duraçao)

- para (ãtermo, precoce, nativivo, natimorto)

- tipo de parto - abortos - 3. OBJETIVO: Peso: Estatura: Sinais vitais: Estado de nutriçao: Exame físico:

- cabeça e pescoço (cloasma), dentes, mucosas ...

- tórax

- seios (observar os sinais de gravidez nas masmas) - membros inferiores

- abdomen (palpaçao, ausculta).

Eames complementares: -

- sangue: hemograma completo, grupo sanguíneo, fator Rh,

VDRL, glicemia)

- -

Urina: EQV

- Fezes: parasitolõgico

4 .‹ AVALIAÇÃO

Aqui o profissional registra sua opiniao sobre como de finir o problema num maior grau de precisão, avaliando ao mes mo tempo a evolução da conduta e identificando novos problemas,

(49)

nar uma conduta.

5. PLANO:

Representa a decisão para tomarruma conduta específica, Inclui tratamento e educação da paciente e encaminhamentos.

(50)

v

UNIVERSIDADE FEDERAL DE sANTA DATAEINAA

CENTRD DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

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Débora Micnels

Magda de Brida Ávila

_ CDESD DE GRADUAÇÃD

EM

ENFERMAGEM

- ENSINO INTEGRADD `

UNIDADE CURRICULAR VIII ~ INT 1108

(51)

~ f ~ ~

"Nao ha transiçao que nao implique

um ponto de partida, um processo e

um ponto de chegada. Todo amanha se cria num ontem, através de um

hoje. De modo que o nosso futuro

baseia-se no passado e se corpori- fica no presente. Temos de saber

o que fomos e o que somos, para sa ber o que seremos."

(52)

Gostaríamos de agradecer a professora orientadora Diva Fiorini; e professo-

ra supervisora Vera Blank, por terem contribuído na elaboração e realiza-

ção de nosso trabalho.

Ao Supervisor do Posto de saude da

Serrinha, Paulo Freitas, e aos acadê-

micos de medicina pelo apoio amigo durante o periodo de estagio. À comu- nidade da Serrinha pelo acolhimento. Aos nossos pais em especial, que sem- pre estiveram por perto ã todos os mo

mentos. ~

E aos demais amigos que de uma manei-

ra ou outra, contribuiram para reali-

(53)

SUMÁRIQ

I - Introdução . . . . . . . . . . . . . ..

~

II ~ Resultados da Proposta de Açao . . . . . . . ..

III - Atividades Desenvolvidas e não Planejadas

IV - Conclusão ... . . . . ... . . . . .Ç ~ ~ V - Consideraçoes e Recomendaçoes . . . . .. VI - Referências Bibliográficas . . . . . . . .. Anexo .

(54)

-I - INTRonUçÃo

A VIII Unidade Curricular do Curso de Graduação em En-

'

z

fermagem. tem como objetivo colocar em pratica todo conhecimento

teórico adquirido no transcorrer do curso e proporcionar ao alu- no uma melhor postura profissional.

Para que isso ocorresse nos foi permitido livre esco-

lha de um local para desenvolvimento de um projeto com determina

dos objetivos a serem alcançados.

Nos alunas, Magda e Débora. optamos pelo Posto de Sau-

de da Serrinha, porque sentimos a necessidade de intensificar nossos conhecimentos em Saude Publica, já que no transcorrer do

nosso curso. a assistência primária em saude junto a comunidade. raramente nos foi oportunizada.

O estagio foi realizado no periodo compreendido entre O1/O9/86 a 20/ll/86, totalizanto 220 horas curriculares e 22 ho-

ras extracurriculares, abrangendo o turno vespertino e algumas '

vezes o noturno.

~ z `

Reafirmamos que se houvesse uma boa atençao primaria a

saude do individuo. ele normalmente resolveria seus problemas

sem necessariamente utilizar os serviços "curativos" hospitala- res. e também que ha necessidade das pessoas conhecerem as cau-

sas e as consequëncias dos problemas bio psico-sociais que as a- tingem e as ações individuais e coletivas para prevenção e con-

trole desses problemas.

Nossa proposta de trabalho no Posto de Saude da Serri- nha nos deu a oportunidade de atuar no sentido de contribuir pa- ra o desenvolvimento integral da criança e prevenção e proteção

da saude da gestante e do concepto.

Proporcionou também uma integraçao do profissional em

(55)

realizados com as famílias das crianças, através de conversas in

z

~ ~

formais, visitas domiciliares e participacao das reunioes da

co-~

munidade, além da integraçao multiprofissional com os trabalhado

res do Posto e Serviço Social.

Os moradores da Serrinha demonstraram ser basuame cons

~

cientes no que diz respeito aos seus direitos como cidadaos, e

estão se organizando, promovendo reuniões a fim de reivindicar

~

soluçoes para os problemas da comunidade.

Estamos cientes de que nao basta estar de posse das so luções teóricas e terapêuticas para combater a doença. E sim que é preciso um sistema de assistência a saude que torne efetivas essas soluções e esteja disponivel a tantas pessoas que dele ne-

(56)

' ~

II - RESULTADOS DA PROPOSTA DE AÇAO

1 - Agendar crianças de O a 5 anos e gestantes da area I, para

atendimento no Posto de Saude.

A etapa inicial para o desenvolvimento do trabalho foi o cadastramento de gestantes e crianças de O a 5 anos da area I.

r _

No planejamento tinhamos proposto fazer o agendamento

de O1/O9/86 a O5/O9/86. Mas no decorrer do agendamento achamos mais viavel fazë-lo durante o transcorrer do estagio, pois se

fizessemos todo agendamento durante a lã semana, teriamos agen- dado crianças e gestantes para consultas muito distante daquela

data, por exemplo: agendamento dia O4/O5/86, consulta dia 28/

11/86, Levando assim muitas mães ou gestantes não comparecerem

` ` r r

no dia agendado tendo em vista as caracteristicas da propria co

munidade, grande parte das mulheres trabalham fora o dia intei- ro; grau de analfabetismo entre elas bastante elevado além da falta de habito e consciência da importancia do pre-natal e a-

companhamento da criança no crescimento e desenvolvimento.

Devido a constataçao dos problemas citados, optamos por reservar as sextas-feiras para agendamento da semana seguin

te. V

De 48 crianças, da area I agendamos 95,7%, sendo 32

meninos e 14 meninas; e 100% das gestantes (7 gestantes). Havia

mos proposto nesse objetivo alcançar 90% de crianças e gestan-

, _

gas da area I, portanto este objetivo foi completamente alcança

do.

OBS: Para completar os 100%, faltaram apenas 2 crianças, que ja

faziam consultas com o pediatra de 6/6 meses e a mae se ne

gou a agenda-las, apesar de nossos esforços para o contra-

(57)

2 - Realizar consulta de enfermagem nas crianças de O a 5 anos Ê

~

gendadas com avaliaçao do D.N.P.M. (Desenvolvimento Neuro Psico Motor).

~

Realizamos consulta de enfermagem e avaliaçao pondo-es

tatural em 100% das crianças agendadas. Os dados antropometricos foram anotados na tabela do INAM-MS, como já havíamos definido

no planejamento.

A historia clinica foi registrada conforme método SOAP,

no prontuário familia. Este metodo além de cientifico, se mos-

trou muito prático pois facilita as resoluções quanto as medidas

a serem tomadas no plano de ação, e fornece uma visão 'global a

~

qualquer leitor da condiçao de saude da criança e dos procedimen

tos realizados, facilitando assim a continuidade do trabalho pe- los acadêmicos do Posto de Saude.

~

Nao encontramos nenhuma criança com deficit pondo-esta

tural, de acordo com a tabela do INAM. .

Na realização das consultas de enfermagem constatamos

que das 42 crianças que compareceram, 33 apresentaram algum pro-

blema. Destas 33, foram visitadas 13 crianças. A maioria dos pro

blemas eram solucionados apenas com orientaçoes, que eram dadas

no momento da consulta e também no decorrer da visita domiciliar

(Tabela I).

~ z

Quando algum caso necessitava de uma avaliaçao medica,

este era solicitado, pois no Posto de Saude, diariamente se en- contrava um medico a disposição da comunidade.

Caso alguma criança necessitasse de um exame especiali zado ou de laboratorio, era encaminhado ao HU (Hospital Universi

tário), como iremos relatar no objetivo n9 8. '

TABELA 1 - Problemas detectados durante a consulta de Puericultu ra, no estagio do Posto da Serrinha de(M/O9šz20fiUj86.

I R A _ _

Pniflems(šsüo¿&m&¢firü

PROBLEMAS DETECTADOS Set. out. Nov.

. . . 02

(58)

Cont.

PROBLEMAS DETECTADOS Set. Out. NOV.

Escabiose O3 O2 O5

Pediculose O4 O4 O3

Tunga Penetrans - O1 O2

Conjuntivite O1 - -

Dermatite Amoniacal O2. l O2 O3

Dermatite seborréiea 01. 01 - -

Higiene Corporal 12 O9 O3

Higiene Alimentar O6 O3 O5

Alimentação inadequada 11 07 03

Estimulaçao inadequada O3, O7 O1

T O T A L 52 39 29

ø ~

O metodo utilizado para avaliaçao do DNPM foi o de Ges

ellk. Fizemos avaliação em 97,7% das crianças que compareceram a

consulta. Apenas 1 (uma) nao foi possivel avaliar, pois a crian-

ça não sentiu-se a vontade, apesar de tentar-mos ambienta-la. Das 41 crianças avaliadas em apenas 3 foi identificado atraso na linguagem.

~

Orientamos as maes para que estimulasse a criança, e

foi marcada uma visita domiciliar 3 onde observamos o comportamen

to da mãe com a criança, que tipo de recreação e estimulação e

ram praticadas. i

~

Concluímos que nestes 3 casos as maes trabalhavam fora

e faziam pouca conversação com as crianças. Novas orientações fo ~

ram dadas ãs maes durante as visitas, sobre a importãncia da

es-~

timulaçao.

No planejamento, considerariamos que nosso objetivo se ria alcançado se, dos 70% das crianças que apresentassem atraso

no DNPM tivessem evoluído em 30% em seu desenvolvimento. Concor- damos que essa maneira de avaliação fica um pouco dificil de ser

(59)

_. V , ~

3 - Realizar levantamento do esquema de imunizaçao das .crianças

de 0_a 5 anos da area I.

~

De acordo com o plano de açao proposto no planejamento,

~

durante o agendamento, solicitamos a carteira de vacinaçao, para

averiguação, As crianças eram encaminhadas ao HU, para que fossem

~

atualizados os esquemas de vacinaçao.

r ~ - ~

Era feito tambem orientaçoes para as maes quanto a im-

portância e os tipos de vacinas que as crianças precisariam rece- ber para prevenção de doenças.

Este objetivo foi parcialmente alcançado; pois nao con-

seguimos averiguar 100% das carteiras de vacina. Muitos dos

mora-~

dores da area I da Serrinha, sao oriundos do interior do estado,

e, muitos deles vieram provisoriamente mas acabaram ficando; por

isto quando solicitavamos a carteira, algumas delas tinham sido

estraviadas ou ficaram no lugar de origem, mas as maes relatavam estar em dia com o esquema.

'

Em contra partida das maes que«eram encaminhadas ao HU

100% compareciam para a consulta com o esquema atualizado.

, ~ ø

4 - Realizar consultas de Enfermagem visando a promoçao de Saude

das gestantes e dos conceptos.

Realizamos consulta pre-natal em 100% das gestantes '

que compareceram ao Posto de Saude, Os dados foram registrados conforme proposto.

Durante a consulta de enfermagem, se tentou sempre uma relação pessoa/pessoa tentando diminuir a distância existente en- tre o Acadêmico de Enfermagem e o paciente, para que possibilitas se o conhecimento melhor da paciente e identificasse suas necessi

dades afetadas. ^

_

Quanto aos distúrbios e desconfortos na gravidez era

~ .., z

I

feita avaliaçao e orientaçao especificas, estimulando as medidas

caseiras como uso de chás, e, sempre que possivel, respeitando

suas crenças e costumes.

-.. r

Quando necessitava de uma avaliaçao medica, essa era so

Referências

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