APosENTADoRIAz
PRÊMIO
ou
cAsT1Go
Êflrcvado Polo
USS
EWÔÊZÍ
\A Trabalho
de
Conclusãode Curso
orientado porl
WA
_eo
Í Krystyna
Matys
Costa apresentadoao Departamento
filefe o o. ' o Serviço Social _ _ _ _
Fsc
de
-Serviço Socialda
Universidade Federalde
Santa ACatarina, para obtenção
do
titulode
Assistente Social.APosENTADoR1Az
PRÉMIO
OU
cAsT1Go
Trabalho
de
Conclusãode
Curso
orientado por KrystynaMatys
Costa apresentadoao Departamento
›
de
Serviço Social
da
Universidade Federalde
Santa Catarina, para obtençãodo
titulode
Assistente Social.Introdução
Capitulo 1 -
Empresa
o
Espaço
Concreto de
Trabalho
1.1 -
Apresentação
do
Departamento
de Estradas
de
Rodagem
-DER-SC
1.1.2 - Estrutura- Organizacional
1.1.3 -
Gerência
de
Pessoal1.2 -
O
Serviço Socialno
DER-SC
1.2.1 -
Flmções
e Atribuições1.2.2-
O
Estágiodo
Serviço Socialno
DER
Capitulo2
-As
Condições
Sociaisdo
Trabalhador
2.1. -
Trabalho
2.2.
Aposentadoria
2.3.
Programa
de
Preparação
para Aposentadoria
Considerações
FinaisApêndices
`Aaposmmdoriaé1mwmaquevemgmhmdodesmqlwdennodg¿_headeAúnmisuação
de
Pessoal das organizações, e conseqüentemente riã Social,/quetem
neste milêniocomo
fatvor
o
sucesso,_aaproximaçãqdos
objetivos organizacionaiscom
os individuais,de cada
A
organização então devera buscara
valorizaçãodo
individuo,a
melhoriadaiã
sua qualidade
de
vida, considerando todas as suas dimensões.U_mgranden1'une1'0
de
organizaçõesjádespertouparaaimportância desevalorizaro
individuo e preparar os trabalhadores para a terceira etapada
vida, a aposentadoria.Através
do
presente Trabalho,de
Conclusãode
Curso, resultadoda
vivência jimto aos pré-aposentadosdo
Departamento de
Estradasde
Rodagem
de
Santa Catarina,temos
por objetivo refletir sobre os conflitos emergentesno
periodode
aposentadoria.Com
este Trabalho pretendemos refletirnão
somente sobre as questões existenciaisdo
individuo e suas expectativas diante desta
nova
faseda
vida,mas também
enfati`zai'~que_ os.conflitos, dificuldades
e
sentimentos inerentesao
processode
aposentadoriacis/e/iniciam duranteo
21 periodo
de
vida ativa,no
espaçoque
o
trabalhoocupou na
existência
de
cadaum.
O
"estar aposentado" e suas implicações sociais, éo
fator resultante das relações sociaisÍ
referentes
ao
trabalho, oífiseja,o
que
sobroudo
individuo e parao
individuo, após a apropriação dos seus melhores anosde
vida,que
possibilitaramo
crescimento das organizações ety
desenvolvimentoda
sociedadecomo
um
todo.O
aumento da
longevidadeda
população brasileira contribuiutambém
para destacar e justificara
atençãoda
sociedade para este tema.A
população brasileiravem
passando porum
processodeenvelhecimentoenofinaldesteséculoafaixacommaisde60anosestaracrescendo
oitovezesmaisqueafaixaetariajovem,eduasvezesmais
queasfaixasetariasrestantes.I
Problemas
sociais poderão surgir caso continuemos ignorando estes dados; (Épreciso pensarem
planejamento,em
politicas sociais e considerar essa grande faixa etáriaque
compõem
a terceira idade capaz e produtiva.O
corpodo
trabalho écomposto
por dois capitulos,no
primeiro capitulo apresentaremoso
contextoonde
sedeu
nossa vivênciade
estagio,a
sua estrutura concretaque
possibilitauma
maior
compreensão
do
Departamento de
Estradasde
Rodagem.
Ressaltamostambém
neste capitulo as funçõesdo
Serviço Social ea
praticade
estagioque
possibilitoua
identificação das expectativas dos pre-aposentadosda
perantea
aposentadoria.`~.
No
segimdo
capitulo abordaremosmais
diretamente as questões relacionadasa
)aposentadoria, e
o
trabalhocomo
fator primordial paraque
se possa compreendero que
significa paracada
um
dos servidoreso
rompimento
com
a atividade laborativa.Procuramos
elaborarÍ
através
da
ligação das categorias apresentadas pelos servidoresuma
ligaçãocom
a
teoria,buscando compreender
e interagircom
os servidorescom
o
intuitode
mudar
o paradigma
aposentadoria' - significado
de
inutilidade. Para tanto são apresentadastambém
breves considerações sobrea
politica socialdo
idoso, asmudanças
sociais referentesa
aposentadoria,o
processode
envelhecimento ea
importânciado programa de
preparação paraa
aposentadoria.Apresentaremos
como
item final0
Trabaflro ea
Aposentadoriacomo
Períodosde
ExistênciaDignos
do
Ser
Humano,
que contêm
as nossas conclusões gerais e sugestões quechegamos após a
reflexões e experiências oporhmizadascom
a
realização deste trabalho,na
esperançadetercontribuidoparaaampliaçãodas
questõesecategorias deanalisereferemtesa
aposentadoria ea
relaçõesde
trabalho.Capítulo 1 -
Empresa
o
Espaço
Concreto
de Trabalho
1.1 -
Apresentação
do
Departamento
de Estradas
de
Rodagem
-DER-SC
1.1.2 - Estrutura Organizacional
1.1.3 -
Gerência
de
Pessoal1.2 -
O
Serviço Socialno
DER-SC
1.2.1 -
lümções
e Atribuições1.1 -
Apresentação
do Departamento
de Estradas de
Rodagens
-DER-SC
O
Departamento de
Estradasde
Rodagem
de
Santa Catarina -DER-SC
foi fundadoem
12
de
setembrode 1946
atravesdo
decreto-lei n° 217.A
empresa
foi criadaem
primeiromomento
com
carater autárquico, vinculado diretamenteao
Secretariode
Estado dosNegócios da
Viação,Obras
Públicas e Agricultura, e erigidoem
pessoa juridicacom
autonomia administrativa efinanceira.
O
então interventor federaldo
Estadode
Santa Catarina, justificaa
necessidadede
criaçãodo
órgão devido :o
ao
aperfeiçoamento atingido pelo automóvel,que
contribui conjlmtamentecom
as estradas derodagem
parao
desenvolvimentodo
Estado;0 a necessidade
de
entendimentos e colaboraçãocom
o Departamento
Nacionalde
Estradasde
Rodagem
-DNER,
sendoque o
mesmo
é essencial paraque
o
Estado participedo
auxiliofinanceiro relativo
à
quotado
“Frmdo
Rodoviário Nacional".O
Departamento de
Estradasde
Rodagem
foi reorganizado pela Lei n° 4.784,de 23 de
outubrode
1975, e vinculadoà
Secretaria dos Transportes e Obras,na forma
do
artigo 4°, alinea"a",
do
Decreto n° 405,de 6 de junho de
1975,com
personalidade juridicade
direito públicointerno,
autonomia
administrativa, operacional, financeira e patrimonial,com
sede e forona
capitaldo
Estado.ODER-Stlifeencarregadodeexecutarapoliticaestadualdetransportes,
queporsuavezé
fonnulada pela Secretariade
Transporte e Obras.Segundo
o
regimento internodo
órgão, datadode
1984, são objetivosdo
DER-SC:
planejar, projetar, construir, conservar e administrar, diretamente
ou
atravésde
terceiros, as estradasde
rodagem
pertencentesao
Plano Rodoviáriodo
Estado;proceder os estudos para organização e revisão periódica
do
Plano Rodoviáriodo
Estado;prestar,
quando
solicitado, assistência tecnica aos mrmictpios,no
desenvolvimento dos seus sistemas rodoviários;executar todos os serviços tecnicos e administrativos indispensáveis e concernentes a eipecificaçöes, estudos, projetos, orçamentos, locação, construção, melhoramentos, restauraçãoe conservação das estradas
derodagem
estaduais, inclusivede
pontes edemais
obras complementares, por administração diretaou
contrato comterceiros;promover
estudos e pesquisas sobrea
situaçãodo
sistemade
transporte rodoviáriodo
Estado, proporcionando aos órgãos competentes, informações paraa
determinação das açõesprioritárias;
coligir, permanentemente, elementos informativos e dados estatísticos
de
interesse paraa
administração
e
que permitam
fornecerao
governo informações sobre os assrmtos pertinentesàs estradas
de
rodagem
estaduais;exercer
em
estradasde
rodagem
federais situadasno
territóriodo
Estado, as atribuiçõesdo
Departamento
Nacionalde
Estradasde
Rodagem,
às expensas por delegação deste;administrar os serviços relacionados
com
a
infi'a-estruturade
transporte rodoviário,a
cargodo
Estado,em
nivel regional e local;o regulamentarefiscalizar:
a) a colocação e
a
construçãode
quaisquer instalaçõesde
caráter particularou
público,permanentes
ou
provisórios,ao
longo das rodovias estaduais,de
acordocom
a
legislação;b)
a
execuçãode
acessosa
quaisquer instalações situadasao
longo das rodovias estaduais,bem
como
o uso
e travessiada
faixade
dominio, inclusive aérea, por linhasde
transmissão
ou
outrosde
qualquer especie;0 exercer a politica
de
tráfego nas rodovias estaduais, obedecida a legislação vigente;o observar os dispositivos das legislações vigentes;
ø observar os dispositivos
da
legislação federal, para efeitode
recebimentode
auxilio financeiro;o propor
ao
governo a representaçãodo
Estado para participarde
congressos e outros conclaves nacionaisou
internacionais, relacionadoscom
a
engenharia rodoviaria;0 desenvolver outras atividades relacionadas
com
a
politicade
transporte rodoviário.1.1.2 - Estrutura Organizacional
Júlio
A.
Lobos define
estrutura organizacionalcomo
o
arranjo formal das entidades fimcionais e niveis hierárquicos relativamente estáveis,de
maneiraque
possibilite atingir osobjetivos
da
organização.Para Stoner (1985, p. 178) estrutura organizacional e definida
como
a 'flisposição ea
inter-relaçãodas
partescomponentes
e os cargosda
empresa”. Destaforma
,como
destacao
autor, ela demonstra a "divisão
das
atividadesdo
trabalho emostra
como fimções
ou
atividades diferentes estäo interligadas;em
certo sentidotambém
mostra o
nivelde
especialização das atividadesde
trabaIho".A
estrutura organizacionalnão pode
ser vista apenasem
seu aspecto técnico»econômico,7
mas também
em
suafimção
social,na medida
em
que
...posiciona individuosno tempo
eno
espaço, dentro
de
determinado contexto tecnológioo..." (JúlioA.
Lobos), influenciandoassim
no
comportamento
dosmesmos.
O
papelda
estrutura organizacional e buscaro
equilibrio das condições emudanças
ambientais internas e externas./
A
definiçãoda
estrutura organizacional esta diretamente ligada a divisão das atividadesde
trabalho ecomo
estas estão interligadas,demonstrando
também
o
nivelde
especialização das atividadesde
trabalho (divisãodo
trabalho).A
divisão e especializaçãodo
trabalho trouxevantagem
à organização, relacionadas aoaumento da
produtividade e eficiência, jáque
permiteque
pessoas sequalifiquem
e se especializemem
fimções
Porem
a
especializaçãodo
trabalho,promovida
pelas técnicasda
Administração 'l`radicional,tem
muitos aspectos negativos,na
medida
em
que
alienao
indivíduo através
da
realizaçãode
trabalhos repetitivos e desumanos,com
tarefasfiagmentadas
eextremamente
O
graude
especializaçãodo
trabalhopode
ser percebido atravésda
estruturaorganizacional
da
empresa; sendo estemuito
elevado, impossibilitao
desenvolvimentodo
individuo e eliminaa
sua capacidadede
autonomia, gerando trabalhadores dependentes e desmotivados, pois suas tarefas são repetitivas e desagradáveis.O
DER-SC
possui 1.828 fimcionàrios (setembrode
1994),em
22
distritos rodoviáriosdistribuidos por todo
o
Estado, constituindouma
estrutura organizacional complexa.Os
servidoressão regidos pelo Estatuto
do
frmcionalismo públicodo
Estadode
Santa Catarina.A
seguir éÓrgão
de
Deliberação ColetivaConselho
AdministrativoDiretoria Geral:
Gabinete
Procuradoria Jurídica
Gerência
do Grupo
de
Licitações Gerênciade
Projetos Especiais Assistente TécnicoOs
servidores estao divididosem
4
gruposde
ocupação,em
vinte cargos distintos,formando assim o
quadro funcionalda
instituição (Anexo).As
Diretorias existentesno
DER
atualmente são: Diretoriade
Apoio
Operacional,Diretoria
de
Construção Rodoviária, Diretoriade
Manutenção
Rodoviaria e Diretoriade
Estudos eProjetos.
Todas
são diretamente subordinadasao
Diretor Geral. Suas responsabilidades básicas sãoasseguintes:o Diretoria
de
Estudos e Projetosestudos, projetos e pesquisas rodoviárias;
- tecnologia
de
-meio
ambiente;o Diretoria
de
Construção Rodoviaria- fiscalização das obras rodoviárias; - controle das obras
0 Diretoria
de
Manutenção
Rodoviaria- conservação e segurança rodoviaria; - restauração; '
- 090111950
de
rodovias;-manutençãodeobrasdearteespeciais;
- obras
de
melhoramentos, obras complementares e paisagismo;- veiculos e equipamentos rodoviários;
-construçãoemanutençãodeobrasespeciais.
v Diretoria
de
Apoio
Operacional- administração
de
pessoal;- administração orçamentaria, financeira, contábil e patrimonial;
-administraçãodeserviços
geraisecomprasdebensdeconsumoe
pennanentes;- informatica e estatistica.
Devido a
sua grande areade
atuação,o
DER-SC
verificou a impossibilidadede
continuar possuindouma
estruturacom
baseem
uma
administração centralizada.Assim
os DistritosRodoviarios
foram
implantados para aproximar as decisões dos locaisde
execução das atividadesOs
Distritos Rodoviários são diretamente subordinadosà
Direçãodo
DER,
e suasprincipais atribuições são:
0 representar
o
DER-SC,
dentro dos seus limitesde
jurisdição e competência;o conduzir as atividades necessárias
à
construção emanutenção
rodoviaria, sob responsabilidadedo
DER-SC;
0 dar apoio rodoviário aos mlmicipios
de
sua jurisdição.Para
melhor
cumprir suas atribuições, suas atividades estão divididasem
3 grupos: Construção Rodoviária,Manutenção
Rodoviária eApoio
Operacional.1.1.3 -
Gerência de
PessoalPara Júlio
A. Lobos
(1979),o Departamento de
RecursosHumanos
têm
como
função"...supervisionar
o
sistemade
administraçãode
RH;
em
geral,de
executaralgumas
tarefaspertinentes
ao
sistema ede
assessorar e assistiraos
executivosdas
diversas áreasfimcionais
na
condução de
outras atividades e processos a_/ins.”O
Departamento de
RH.
éum
órgãode
staff, pois presta assistência a todos os setoresda
organização,mas
com
atividades meio, jáque
visao
bem-estar, a segurança, a eficiência ea
permanênciado
pessoalna
empresa. Paraque
os efeitosda
atuação deste departamentosejam
percebidosem
toda estrutura organizacional, ele deve estarem
interação forte e permanentecom
os diversos setoresda
organização.A
estrutura formaldo Departamento de
RecursosHumanos
não
obedeceum
padrãodefinido
em
todas as organizações. Ela é diretamente influenciada e dependentede
fatoresque
asingularizamcomo: otamanhodaorganização,atecnologiauti1izada,
ohistóricodafiinçãode
recursos
humanos
na empresa
ea
personalidade e valores dos executivos envolvidos.A
Unidade de
Administraçãode
Pessoaldo
DER
é subordinadaà
Diretoriade Apoio
Operacional, e
segundo
o
regimento internodo
órgão,tem
como
atribuições basicas:I- Programar, organizar, orientar, coordenar, executar, e controlar as atividade sistêmicas
de
administração
de
pessoal;II- Articular-se
com
os órgãodo
sistemade
pessoal civildo Poder
Executivo (SJA),com
vistasao
cumprimento
e execuçãode
atos normativos;III-
Promover
Treinamento e Capacitaçãode
RecursosHumanos
do
Órgão;IV- Supervisionar a administrar
o
Planode
Cargos;V- Manter
o
cadastro dos servidores, controlar e atualizaro
sistemade
pessoalde
forma integradaao SJA;
VI- Alimentar os dados e variáveis para
a
elaboraçãoda
folhade
pagamento,concedendo
as vantagens previstasem
Lei;VII- Prestar atendimento e assistência aos servidores ativos e inativos
na
area social e beneflcios existentes;VIII-Emitir pareceres
em
processos, sobre questõesde
direito, vantagens; deveres e responsabilidades dos servidores;'
O
modelo de
organização empresarial primário, verificado por JúlioLobos
em
empresasde pequeno
porte, aproxima-seda
estrutura encontradano
DER,
apesarde
seu grandenúmero
de fimcionàrios.Ambas
priorizam os aspectos burocráticosde manutenção de
recursoshumanos
e sobrevivênciada
organização, atravésdo
registroda
vida fimcional, folhade
pagamento, e tratamento jmldico aos problemas relativosa
RH.
A
Gerênciade
Administraçãode
Pessoal possuiem
sua estrutura aschamadas
atividades "nobres",ou
seja,mais
analíticasque
administrativas,como:
avaliaçãode desempenho,
planejamentode
cargos, administraçãode
salarios e treinamento. Estas atividades porem, são mantidas estãoem
segundo
plano, enão
possuem
uma
infra-estrutura administrativa.As
decisões relacionadascom
este tipode
atividade sãotomadas
pela administração superiorda
empresa.A
estruturada
gerênciade
Administraçãode
Pessoal está assim informalrnente dividida:I- Folha
de
Pagamento
II- Registro e Cadastro
UI- Serviços
Complementares
ø
Fmções:
-Treinamento (Levantamentode
necessidades, oferecimentode
cursos, planode
treinamento, etc);- Classificação / controle
de
cargos e salarios (necessidadede ocupação de
cargos, analiseda
estrutura organizacional, etc.);I
- Insalubridade;
-
Afastamentos.-
Serviço Social-
AposentadoriaO
DER-SC
procura,como
um
dos objetivosda
Gerênciade
Administraçãode
pessoal jáobjetivo ele possui
um
Programa de
Aposentadoria , sendo estauma
das funçõesda
àreade
serviços complementares
da
referida gerência.O
Objetivo primordial desteprograma
e administrar os procedimentos e aspectosque
envolvem
a aposentadoria dos servidoresdo
DER-SC.
O
programa
tem
como
meta, proporcionar aos aposentandos e aposentados condiçõesde
usufiuirde
seu merecido descansosem
culpasou
desconfortos, integrando-osà nova
vidade
maneira plena e agradável.As
Estratégias Geraisdo
programa de
aposentadoria referentes aos pré-aposentados são:\/~
Desenvolver estudos e pesquisas sobre os efeitosda
aposentadoriana
vida das pessoas etransmiti-las aos interessados;
o Evidenciar aos servidores
do Orgão
edo
Setor,a
preocupaçãode que
elestenham
assegurados seus direitosna
aposentadoria;0 Planejar,
programar
e realizar reuniõescom
os servidores pré-aposentados;\/
o Elaborarprogramas de
pré-aposentadoria, visando esclarecimentosao
público alvo sobre os aspectos sociais e psicológicosda
aposentadoria, informando-os sobre previdência social eseus beneflcios, direitos
ao
aposentar-se, etc.O
papelda
estagiáriana
foide
participar deste programa, contribuindo paraque
asmetas do
mesmo
fossem
alcançadas e, conseqüentemente, para urnamaior
valorizaçãodo
servidor.
A
seguir apresentaremoso
históricode
implantaçãodo
serviço socialna
instituição, asatribuições gerais
do
serviço socialno
trabalho eo
nosso processode
estagio,que
resultouna
1.2 -
O
Serviço Socialno
DER-SC
O
Serviço Socialno
DER-SC
inicio-seem
1976,quando o
orgão era dirigido pelo EngenheiroAntônio
Carlos Werner,que
tinhao
intuitode
as dificuldadesque
o
trabalhador enfienta dentroda
realidadeem
que
vive.Inicialmente
o
trabalho passoua
ser desenvolvido poruma
pedagoga, sendoo
objetivo principalde
sua atuaçãoo
suprimento das necessidades básicas dos operáriosno
tocante à saúde, alimentação, comtmicação-integração, educação-profissionalização, segurança-trabalho e lazer.A
realidade exigiua
contrataçãode
profissionais habilitados para a atuação nesta areada
empresa.Desta forma foram
contratadas duas assistentes sociais,no
ano de
1976, para dar continuidadeao
trabalhoque
vinha sendo desenvolvido,bem
como
elaborarnovos programas
especificos .O
trabalho inicial dos profissionaisde
serviço social ja possuia,no
primeiromomento
, atribuições e objetivos pré-determinados por diretores e fimcionários
mais
antigos, determinandoassim
uma
posturade ação mais
assistencialista. Postura esta,que
muitas vezes ainda se faz necessaria, pois possibilitao
auxilio concretoe
imediato, suprindo as necessidades basicas,quando o
individuonão
possui condiçõesde
fazê-lo, ede
desenvolver-se por si próprio.Por
um
periodo inicial,de aproximadamente
dois anos,o
trabalhodo
serviço social se desenvolveu muito,ampliando
a sua atuação por todas as Coordenadorias, Residências eEscritório
de
Fiscalizaçãodo
Estado. Isto só foi possivel devidoao
total apoioda
Direçãodo
Órgão.
Para possibilitar a ampliação
do
trabalhodo
serviço social, as profissionaisda
área realizaram a divulgaçãodo
trabalho atravésde
visitasem
acampamentos
e Distritos por todoo
Estado. Nestas visitas
foram
realizadas entrevistascom
operários,que
fimdamentaram,
através dos dados por eles fornecidos,o
trabalhode
atendimento às necessidades dos funcionarios. Esteperiodo foi
de
fimdamental
importância parao
Serviço Socialno
DER-SC,
pois iniciouum
trabalho
de
participação social.Com
o
objetivode
obterfimdos
para atender aos programas,o
serviço social abriu seu espaçode
atuação e adquiriu credibilidadena
instituição.1.2.2 -
Funções e
AtribuiçõesO
trabalhodo
serviço social nas organizações deve a cada dia ter seu espaço ampliado esua importância percebida. Isto se
deve
às transformaçõesque
vem
ocorrendono
mlmdo
empresarial,
na
busca pela qualidadede
produtos e serviços,que
obrigatoriamente percorreo
caminho da
valorizaçãodo
elementohumano
pela educação, conscientização, e melhoriada
qualidadede
vidano
trabalho.O
serviço socialtem
um
grande papel a realizar, construindo novas formasde
valorização, aperfeiçoamento, participação e desenvolvimentodo
individuo, paraque
se possa,como
observa Chanlat, (l992,p. 18)"...reintroduzir
as
pessoasno
lugarque
lhes pertenceno
universodo
traballio.Para
isto é indispensável reabilitaro ponto de
vistado
sujeito, seu desejoem
face das
suas atividades profissionais ea
contribuição essencialdo
trabalhopara
a
construção equilibradado
seu ser. "O
serviço social,segundo
Chiavenato (1992), faz partedo
pacotede
beneficios sociais evantagens
que
as organizaçõesconcedem
aos seus fimcionarios, constituindoa
chamada
remuneração
indireta.Os
beneficios e serviços sociais concedidos pelas empresas aos seus fimcionariostinham
inicialmenteo
objetivode
retera
mão-de-obra e reduzir a rotatividadede
oferecidos pela
empresa
aos seusempregados
estão ligadasa
preocupaçãocom
a qualidadede
vida dos individuos,com
a
preservação das suas condições flsicas e mentais. Chiavenato (1992, p.222) define, desta forma,o
serviço social nas organizaçõescomo
um
beneflcio:"o serviço social é
um
beneflcioextremamente
comum
nas
empresas
e é oferecidoa
todo pessoal, especialmenteao
mais
humilde, atravésde
assistentes sociais.Pode
envolver assistência social atravésda
soluçãode
casos eproblemas
individuaisà
medida
em
que vão
aparecendo,ou
atravésde
pesquisas sociaismais
abrangentesque
detectam e localizam as suas causasdos
problemas
sociais ebuscam
a
sua
solução antecipada,ou
ainda, atravésde
soluçõesmais amplas
eque
afetame envolvem
a
ll '
própria
comunidade
socialonde
se localizaa
empresa.É
importante destacarmoso
objetivo primordialdo
serviço social ,que
não
foiconsiderado por Chiavenato, garantir a qualidade
de
vidado
individuo, eo
seuamplo
direitode
exercer a cidadania.
O
Serviço Socialdo
Trabalho éum
doscampos
de
atuaçãodo
serviço socialmais
criticados pela vanguarda
da
profissão, pois ele esta inseridoem
um
processode
produção conflitante ,o
capitalismo. Este sistema colocaem
confionto
direto osque
detêm
a propriedade dosmeios de
produção e osque não
adetêm
Os
objetosde
intervençãodo
serviço socialdo
trabdho
são resultantes das relações estabelecidasmutuamente
entre organização, individuo e sociedade.Segundo Rico
(1985, p. 54), aempresa
deve serum
doscampos
de maior
atençãodo
serviçosocial, pois "é
o
localdo
confronto direto entreempregado
e empregador."O
Grupo
de
Estudosdo
Serviço Socialdo
Trabalho -GESSOT
,
formado
por assistentessociais
do
campo
de
Trabalho,com
o
objetivode
analisar questões relacionadascom
seu"...
a
intervençãonos
diversosfenômenos
que
caracterizama
estrutura empresariale nas
situações sociaisque tenham
relaçãocom a
situaçãode
trabalho, dentroda
perspectivado
desenvolvimento integral"
(GESSOT-SP,
1972, p. 5)O
Serviço Socialdo
Trabalhoao
intervirno
contexto econômico-politico-social deve tercomo
objetivopromover
e estimular a participação social dos trabalhadores, atravesde
uma
maior
comunicação
entre os gruposde
trabalhadores,da
participaçãona
produçãocomo
elementoessencial, considerando
o
trabalhadorcomo
individuo pensante e criativo.A
ampliaçãoda
participação
do
individuonão pode
ser considerada somente dentroda
organização,mais na
sociedadecomo
um
todo, possibilitando a construçãodo
sujeito,um
cidadãocom
plenoconhecimentos
de
seus direitos e deveres,como
destacaCanôas
(1982, p.23):“Entendemos
por
participaçãodos
trabalhadores,não
sóna
empresa,mas
simultaneamentena
sociedade global,onde cada
trabalhador,
como
cidadão, 'toma-seum
centrode
iniciativade
criação e
de
responsabilidadeem
todos os níveisda
atividadesocial:
da
economia,da
politica,da
cultura."As
funçõesdo
profissionalde
serviço socialde
modo
geral dividem-seem
macro
e micro atuação.Ambas
possuem
vantagens e desvantagens, objetivos e atividades espectficasque visam
valorizar
o
individuo e melhorar a sua qualidadede
vida.O
nivelde
micro atuação realiza os serviços relacionadosao
atendimento individualizado- caso, através
do
fornecimentode
beneflcios imediatos, auxilio e assistênciaa
problemas pessoaisdo
servidor.A
macro
atuaçãodo
serviço socialna
organização analisada, estaembutida
naschamadas
fimções
nobresde
recursoshumanos
,mais
especificamentede manutenção de
pessoalemelhoria
da
qualidadede
vidano
trabalho. Estas são preocupações,ou melhor
dizendo, prioridadesda
imidadede
Serviços Complementares.É
importante nestemomento
definirmos
asfimções
do
Serviço Social e a sua subdivisão nos niveismacro
e micro.Segundo o documento de Araxa
asfimções
do
Serviço Social estãoassim
definidasem
niveisde
atuação: a) Politica Social; b) Planejamento; c) Administraçãode
Serviços Sociais e d) Serviço
de Atendimento
direto, corretivo, preventivo e promocional, destinados a individuos, grupos, comlmidades, populações e organizações.O
nivelde
macro-atuação engloba as funçõesde
politica e planejamento, visando amelhor
utilizaçãoda
infia-estrutura social.As
principais caracteristicasda
macro-atuação estão associadas a participação das fasesde programação
parao
planode
assistência social formular a metodologia e estratégiade ação
para elaborar e implantar a politica social; planejar e implementar a infra-estrutura social.A
administração e prestaçãode
serviços diretosde
assistência socialao
trabalhadoré de
responsabilidadeda
micro-atuação, atravesda
prestaçãode
serviçosde
casos, grupo e desenvolvimentoem
trabalhoscom
a população.O
nivelde
micro-atuaçãocomo
observaMasi
(1992, p.7) esta singularizado
na
" relaçäo direta entreo
agente profissional eo
sistema clienteno
processo
de
prestaçãode
serviços,o
seu alcance social é restritoou
individualizado ".A
assistente socialEdna
Greinertde
Masi,em
seu trabalho entitulado"Uma
Nova
Proposta de
Atuação
do
Serviço Socialde Empresa”,
apresenta asfimções
do
Serviço Socialem
escala micro e macro-atuação. Será apresentado
a
seguir os principais elementosde
classificação destas subdivisõesdo
serviço social:ELEMENTOS
MICRO-ATUAÇÃO
MACRO-ATUAÇÃO
Ideologiado
Desenvolvirnento L Conscientização de individuos;Integral
Planejamento
grupos e organizações de base
u
Estabelecimento de
uma
politicae/ou de medidas que impliquem:
em
um
processo deconscientização dos centros de poder de decisão da sociedade, a invalidação dos processos que sejam contrários aos
instrumentos
ou
estímulos propulsores e aeeleradores dodesenvolvimento
Inserção de planejamento nas
micro-realizações dentro das diretrizes e/ou politica
do
macroplanejamento; identificação, mobilização e articulação de
individuos. grupos e
ou
organizações, criar condições que pennitem a participação
wvfllfln
Inserção consciente das populações
no
planejamentoatravés do conhecimento de suas potencialidades e dos meios de
transforma-las
em
instrumentos dessa integração; adoção de medidas que garantam a inserçãodos programas e atividades do
Serviço Social;
Mobilização de Forças Organizadas
Identificação, mobilização e
articulação de individuoS. STUDOS e organizações para a
participação
no
processo dedesenvolvimento; incentivo a formação de novos quadros de liderança., grupos e organizações, valorização e capacitação de quadros de liderança;
8% Valorização de estímulo
instituições para que
capacitem e estabeleçam a
sistematiea de coordenação e
usernoutros processos dinâmicos que
tomem
propulsores de mudança; introdução de sistemasde transformação para aquelas
que se constituem
em
fieios e/ou bloqueios àmudança_; Capital Identificação de recursos
materiais disponiveis; estlmulo
da criação de novos recursos;
Implementação dos
investimentos de infra-estrutura;
estímulo a participação popular
em
programas; oontribuição paraa elevação dos niveis de vida;
estabelecimento de prioridades para programas, projetos e
atividades; valorização de
recursos humanos; avaliação de
custos de pessoal e equipamento
aplicado nos programas
`
ELE1vn.‹:NT`
bs
MicRolATUAÇKo
MACRO-ATUAÇÃQ
Técnica Utilização dos processos de caso,
grupo e desenvolvimento de comunidade; tecnicas auxiliares.
procedendo-se sua seleção
em
vista da melhor aplicabilidade ao
desenvolvimento.
Utilização de formas
operacionais
no
sentido de transformação das estruturas;estabelecimento realistico das
condições e das etapas
do
processo de participação popular;participar
do
estabelecimento de~ sistemáticas de coordenação de
atividades interprofissionais;
* ' estabelecimento de politica de esümulo quanto à empresas e
tecnicos; motivação empresarial;
aprofundamento e/ou elaboração
da teorização das teenicas
do
planejamento e técnicas
operacionais
do
Serviço Social.1.2.3-
O
Estágiodo
Serviço Socialno
DER
O
seguinte Trabalhode Conclusão de Curso
éo
resultadodo
estágio supervisionado realizadono
Departamento de
Estradasde
Rodagem,
ecompreende
um
programa de
trabalho a ser desenvolvidona
areade
pessoal,mais
especificamentena
areade
serviço social,que
pretendetrabalhar
a
questãoda
aposentadoriacom
os servidoresdo
orgão,que
jápossuem
direitoadquirido,
ou
estão prestesa
tê-lo. Este trabalho objetiva respaldaro
serviço socialda
com
aspectos teóricos e verificar as verdadeiras expectativas dos fimcionarios fientea
aposentadoria.A
práticade
estagio foi realizadana
Gerênciade
Administraçãode
Pessoal,na
subdivisãode
Serviçode Atendimento ao
Servidor. Esta subdivisão esta ligada a elaboração e execuçãoda
politicade
pessoalda
empresa, sendo urna das suas atribuiçõeso programa de
aposentadoria,
que
já teve suas linhas gerais apresentadasno
item Gerênciade
Pessoal.Atualmente,
o programa de
aposentadoria passa por urna reformulação, que resultaráno
iniciode
urnanova
fasede
implantação. Desta formao
Serviçode
Atendimento ao
Servidorvem
sentindo a necessidadede
um
trabalhomais
amplo,que venha ao
encontro das ansiedades, duvidas e transformações psicossociais destanova
faseda
vida, a aposentadoria. Para viabilizar esta proposta e a futura execução deste projeto, a instituição sentiu a possibilidade e necessidadeda
aberturade
um
campo
de
estágio, auxiliando assim os profissionaisda
instituição nesta tarefa.Ao
realizar estágio curricularno
DER
-SC
foi apresentado a estagiária, e verificado pelamesma
atravesda
vivênciana
instituição, a importânciade
se considerar a aposentadoriacomo
um
fato e
problema
social, devido asmudanças
econômicas e sociaisque
ela envolve.A
empresa
através
do
serviço social preocupa-secom
as questões sociais dos individuosque
aformam.
Este Trabalho, então,
vem
ao
encontroda
necessidadeda
instituiçãode
conhecer a problemáticado
pré-aposentadoque
compõem
seu quadrode
trabalho, suas expectativas e dúvidas diante destanova
faseda
vida, paraque
a instituição possa, atravésde
um
programa de
preparação paraa
aposentadoria, os efeitos negativosdo rompimento
com
o
trabalho .'
Visando
coletar subsídios, junto aos pré-aposentados, para a elaboraçãode
um
Programa
de
Preparação para a aposentadoria, foi desenvolvidoo
presente trabalho. Este projetobuscou
a participação dos servidores,que a
das necessidades dosmesmos,
seja elaboradoum
programa que
valorizeo
indivíduo e seus interesses,onde
a aposentadoria possa ser vistacomoi
I
direito e
não
como
beneflcio.,
O
projetode
estagio desenvolvido tinhacomo
problema
identificar quais as expectativas ,positivas e negativas, dos fimcionarios
do
DER-SC
que se encontramno
periodode
pré- aposentadoria , diante destenovo
fato social.No
primeiromomento
do
estágio, aacadêmica
realizou leiturasque
viabilizaramo
conhecimento dosProgramas de
Aposentadoria realizados anteriormente, serviço socialda
instituição ea
legislação vigente sobre aposentadoria. Para a construçãodo
referencial teórico aestagiária utilizou bibliografias sobre
a
evoluçãodo
trabalho e sua importância parao
homem,
a aposentadoria ea
terceira idade.Numa
seglmda
fasea
estagiária realizouo
levantamentoda
populaçãoa
ser atendida pelo ¡__›r3gr¿ama (apêndice 1), utilizando relatórios fornecidos pela instituição. Através destelevantamento verificamos que,
5.2%
(95 servidores)da
população totalde
firncionários, queem
setembro
de 1994
totalizavam 1828, jápossuíam mais de
29
anosde
serviço e conseqüentementedireito a aposentadoria.
A
população está distribuida entre 14 distritos rodoviáriosem
todoo
Estado,porem
éem
Florianópolisque
se encontra praticamente50%
dos pre-aposentados.Tendo
com
objetivo trabalharcoma
população tmiverso, distribuidos pelos distritos rodoviáriosda
instituição
em
15 cidadesdo
Estado, priorizou-seo
questionáriocomo
o
instrumentomais
eficazde
coletade
dados, jáque
não
seria possivela
realizaçãode
entrevistas devidoao
numero
de
servidores e sua localização descentralizada.u
X m_ “'.J .
vb:
§UÍ›Q.i-
No
terceiromomento
partimos paraa
elaboraçãodo
instrumentode
coletade
dados -questionário (vide apêndice 2), e
a
sua aplicação.Elaboramos
também
uma
cartanominal
a
cadapre-aposentado salientando
a
importanciade
se preparar, para entrentarcom
sucesso, este periodode
transformaçõesque
é a aposentadoria.O
questionário foi elaboradocom
baseem
bibliografias especificas sobreo
tema, e X supervisionado pela assistente social responsável peloprograma na
instituição.O
instrumentode
icoleta
de
dadoscontêm
10 pergrmtas, sendo8
semi-abertas e 2 abertas.As
questões estão divididasem
trêstemas
distintos visando atender os objetivos estabelecidos:l~ Trabalho
2- Aposentadoria
3-
Programa de
Preparação para AposentadoriaA
aplicaçãodo
instrumentode
pesquisa foi sistematizadada
seguinte forma:no
interiorRodoviário, auxiliassem os servidores a responder os questionários, caso
houvessem
dificuldades.Em
Florianópolis, a estagiária aplicouo
questionáriocom
cada servidor pré-aposentado, realizandoconforme
a necessidade, esclarecimentos individuais sobrea
aposentadoria e suas implicações.Após
a
aplicaçãodo
questionário, foi feita a tabulação (Apêndice 3) e analise dos dados,que
subsidiarãoo Programa de
Preparação para a Aposentadoria. Esteprograma
deverá sanar as dúvidas levantadas pelos servidores, realizar encontros , seminários e debates sobre os temaslevantados pelos
mesmos.
A
praticade
estagio iniciouem
6 de jtmho de
1994, finalizandoem
30 de
setembrodo
mesmo
ano, totalizando260
horas.A
realizaçãodo
estágio neste periodode
tempo, viabilizou-seem
funçãode
um
conhecimento prévioda
instituição, devidoa
realizaçãode
estágiona
mesma
de
outubrode 1992 a
abrilde
1993, paraa
obtençãode
tituloem
Administraçãode
Empresas.A
realizaçãodo
estágioem
serviço social neste periodo reduzido, foi provocado porproblemas
de
saúde, pornos
vividosno
primeiro semestrede
1994,que provocaram
o
afastamento das atividades acadêmicas edefiniram
a caracteristica exploratóriada
vivênciana
instituição.Tentamos
porem
compensar
a limitações existentes,que
inviabilizaramum
processo de intervençãomais
amplo, procurandosempre
atravésdo
contatocom
os pré-aposentados, oportunizado pela aplicaçãode
40
questionários individualmenteem
seu espaçode
trabalho eem
visitas domiciliares, levar o_ individuo
a
uma
reflexãomais
proñmda
da
sua condição enão
somente
urna simples coletade
dados,mais
uma
trocade
experiências e conhecimentos que nos levassemao
crescimento.Tlnhamos
em
todoo
processo, a consciênciada
importânciado
papel educativo, conscientizador-do assistente social eda
sua relevância já neste primeiromomento,
criandomn
espaçono
iniciodo
processode
participação,na medida
em
que
informações e esclarecimentosestavam
sendo repassados.No
segundo
capitulo apresentaremos as analises das indagações e respostas dos pré- aposentados pesquisados,com
o
objetivode
aprofundar as questões sociais envolvidasno
processode
aposentadoria e possibilitaruma
reflexão sobre sua globalidade e suas manifestaçõesCapítulo II -
As
Condições
Sociaisdo Trabalhador
2.1. -
Trabalho
2.2.
Aposentadoria
~<
N
A
aposentadoria éum
direito conquistado pelos trabalhadores,que
permite recebimentoderendimentos,semarea1izaçaodotrabalho.Elarepresentaaentradaparaumanova
etapada
vida,
com
novos
papéis, compromissos, relacionamentos,enfim,
oferecendooporhmidade de
se dedicar àsmais
diversas atividades. _O
aposentado édefinido
por EdithMotta
(1981, p.7)como
: "aqueIapessoa
que, depoisde determinado tempo de
serviço, adquireo
direitoa
uma
remuneração
mensal,sem
a
contrapartidado
trabalho”.f
çAaposentadoriaéconsideradaomarcodepassagemdavida
ativaparaainativa,ou
seja,“\-.___ _
o rompimento
com
a
vidade
trabalho produtivo,com
o
mimdo
de
responsabilidade ecom
o
de
utilidade. Ela atinge então,como
analisaAna
Fraiman,o que o
individuo, cultural e socialmente,tem
como
valor principal:o
trabalho produtivo eeconomicamente
rentável.A
autora consideraa
aposentadoriacomo
uma
instituição,que não
possui sujeitos,mas
objetos e significados,que
atingea
todos,sem
discriminação, introduzindoum
fim
em
um
tempo
em
que
\nâo
possuimos
mas
a
forçado
recomeçar.A
aposentadoria determinamudanças no
ritmode
vida, ela apresenta novos papéis aserem desempenhados
ea
possibilidadede
usufruirde
novos privilégios.Porém,
para enfientarestá
nova
etapada
vida, e "envelhecercom
sucesso", e'uecessarioum
planejamento cuidadosoe
compreender a
realidade dasmudanças
e desafios destenovo
momento
da
vida: a aposentadoria._. ~ “\_
/
A
empresa empregadora
` deve serwm~
parceira neste processo,uma
vezque
o
_ _ _ ___ ..›»--f” `
~-__
2
trabalhador foi instrumento
do
desenvolvimentode
suas atividades.O
empregador
utiliza a força,acriação e a vida
do
trabalhador,mas
considerasomente
a
sua capacidade'de
trabalho colocando-oao
mesmo
nivelde
coisa, útil somente para produzir,e~
mesmo
qualquer vida_queva
além
das atividades mecânicasdo
trabalho.A
empresa
tem
que
ter fi iouso-cia1¬'.
o
___,_
_`_____n_`_`_Z`__`,
LÊÊÇÍ-;_ Jpreparaf individuo, esclarecendo sobre estanova
fase e apresentando as possibilidadesde
desenvolvimentoO
DER-SC
observando esta realidade e sentindo a responsabilidade, implantou possuium
programa de
trabalhocom
pré-aposentados e aposentados. Este programa,no
momento,
estasofi-endo
uma
revisão e atualização, sendo então tarefada
estagiáriade
serviço social ideniificar os pré-aposentados existentesna
instituição, e quais as 'expectativas dosmesmos
diante destenovo
fato social.
A
obtenção destes dados foide
suma
importância para justificar e viabilizar a reimplantaçâo desteprograma na
instituição.A
compreensão
do
sentidodo
trabalho parao
individuo ede fimdamental
importância para percebermosa
relaçãoque
este estabelececom
a aposentadoria. qualidadede
vidado
individuona
aposentadorianada mais
édo
que
o
reflexode
toda a sua vida fimcional,e
do
espaçoque
o
trabalhoocupava
em
sua existência.'24
reação
do
homem
à
aposentadoria estána
razão diretadas
experiênciasdo
trabalhoque
deixa.Se sua
participação foi realmente significativa,de
forma
a
que
sentissesua
contribuiçãoa
coletividade, está definitivamente envolvido, e seu trabalho lhe
representa
o
mesmo
que
osfilhos
eo
larpara
a
mulher,ou
seja,um
motivomaior que
impulsionaa
própria vida.No
caso
contrário,isto é, se seu trabalho
não
era significativo,não
sentirásua
faltaepoderá mais
facilmente, encontrar outros derivados,a
fim
de
melhor ocupar o
seutempo de
aposentadoria.” (Salgado,1990
p.6)1:
aposentadoria éum
momento
dificilde
ser vivido, principalmente sea
de
trabalhofoi
marcada
por' desigualdades sociais,má
qualidadede
vidano
trabalho e desapropriaçãoda
capacidade cognitivado
individuo.A
qualidadede
vidado
aposentadotem
como
pano de
fimdo
as relaçõesde
trabalho e suas implicações sociais.A
seguir será apresentado a analise dos dados obtidos atravésda
pesquisa realizadacom
pre-aposentados
do
DER-SC
e
sua analiseflmdamentada
teoricamente, possibilitando assimo
aprofimdamento
das questões sociais referentesà
aposentadoria e, conseqüentemente,o
embasamento
da
pratica profissional.2.1-
Trabalho
O
trabalho éo
esforçohumano
objetivandoa
criação. Ele poderá serchamado
de
intelectual,
quando
consistena
invenção,na
procura dosmeios
práticosde
colocar a natureza à nossa disposição;ou
manual, e exigirsomente
força e destreza.O
trabalho é a expressãoda
essênciahumana como
defineAnder
- Egg: "éo
esforçohumano
flsico ou
intelectual aplicadoà
produção
e obtençãode
riqueza.ë
a
atividade mediantea
qualo
homem
projetaao
seu redorum
meio
humano
e ultrapassao
circunstancial,da
vida."No
sentidoeconômico o
trabalho éo
esforçohumano
com
o
objetivode
produzirum
bem
ou
prestar serviço, eque
possuicomo
carater essencialum
determinado graude
penosidade.O
trabalho,
a
partir desta visão, eo
desenvolvimento ordenado das energiashumanas
psíquicasou
corporaiscom
o
objetivo econômico.Segundo
a teoriado
valor,com
baseno
trabalho,somente
este e geradorde
valor.O
trabalho e pois,um
esforço.Na
EncíclicaQuadragésimo
Anno
o
Papa
PioXI
nos dizque o
"homem
foi jeitopara
trabalhar,como
o pássaro
para
voar".Assim
como
um
pássarosem
asas continuaa
serum
passaro, sendonoentantoinfierioreinútil,
ohomemque
nãotrabalhaviveumavida que
é apenasA
EncíclicaRenm
Novarum
apresentouo
trabalhocomo
inseparávelda
personalidadehumana.
O
trabalho honrao
homem
e dignifica, jáque
é através deleque o
homem
sustentacom
nobreza
a
familia.O
trabalho éum
direitode
todos os individuos, é fontede
cidadania,como
está sintetizadona
Declaração Universal dos Direitosdo
Homem,
proclamados pelaONU
(art. 23):"Todo o
indivíduotem
o
direitoao
trabalho,à
livre escolhade
emprego,à
condição justa e favorávelde
trabalho éa
proteçãoao
desemprego;
Todo
individuosem
qualquer distinçãotem
direitoa
igualremuneração
por
igual trabalho,Todo
indivíduoque
trabalha tem direitoa
uma
remuneração
justa e satisfatória,
que
lhe assegure,bem como a
sua
família,uma
existência compatível
com a
dignidadehumana, completada
se necessário,por
outrosmeios de
proteção social"A
declaração destes direitosnão
modifica
o
quadrode
exploração e misériano
qual seencontram
os brasileirosque
compõem
oschamados
cintm-õesde
pobreza.A
nossa população necessitade
condições dignasde
trabalho,que
possibiliteo
crescimentodo
individuo e a valorizaçãoda
sua existência, atravesda
consideraçãode
todas asdimensões que o
compõem
O
trabalho, e os fiutos obtidos através dele, limita-se a tornar possível a existência miserável
de
nossos pobres,que
lutam diariamente pela sobrevivência.O
trabalhovem
sofiendo
mudanças
de
sentido durantea
existênciahumana,
em
conseqüência das éticas vigentes,como
observa Ferrigno: "...o traballio ,modo
de
sobrevivência,mas
também
de
desenvolvimento histórico, transfigurou-seem modo
de
exploraçãode
um
Inicialmente
o
trabalho éum
elemento dignificador,na medida
que
é através deleque
o
homem
consegue satisfazer suas necessidades,ou
seja, produziro que
lhe é útil, diretamenteou
atravésde
trocas entrea
mercadoria produzida e a desejada.`
Com
Aristótelespodemos
analisar a separaçãodo
trabalho eda ocupação humana.
O
trabalho entãonão mais
dignificariao
homem,
e somente aquelesque
possuissem propriedadespoderiam
usufruirde
uma
vida plena, racional e livre.Apenas
poucospoderiam
ser livresda
condição
do
trabalho.A
escravatura surgecomo
meio
para excluiro
trabalhoda
vidado
homem
racional.
A
revolução industrial écomo
solo fértil paroo
sistemade
mercado,que
passaa
conduzira vida social dos individuos.
A
produção industrial limita-sea
usaro
homem
e suas habilidades para subsidiar objetivos e determinações mecânicas, objetivando melhorar os resultadosoperacionais.
Ramos
(1989, p. 133),em
aNova
Ciência das Organizações, retrata claramente a situaçãohumana
no
sistemade
mercado:"... espera-se
do
homem
que
não
seocupe
adequadamente
nem
que exprima
livremente,em
relaçäoa
tarefaque
lhe foi designada; espera-se deleque
trabalhe.O
homem
é portanto, essencialmente consideradoapenas
como
componente
da
força de
trabalho”Para
que o
sistemade
mercado
tenhao
seu funcionamento viabilizado é essencialque
a sua estrutura seja centradaem
um
sistemade
preços. Possibilitandoassim
determinara
equivalênciade
bens e serviçosem
moeda,
e conseqüentemente os lucros e custos."No
capitalismo, todos os produtosdo
trabalhahumano
são
equiparados atravésdo
dinheiro.Tomam-se
mercadorias.A
própriaƒorça de
trabalho éuma
mercadoria
muito importantepara
as
atuais relaçõesde
produção,porque
éuma
mercadoria
que gera
mais
valordo
que
custa e écapaz de
reproduzir-se." (Fflrrisfl‹›,l990, P- 30)O
indivíduoao
participardo
processode
produção será consideradocomo
itemde
custo,um
fatorda
produção.Assim
o
trabalho sera percebido pelo preço, transformando a pessoaem
mera
ganhadorade
salario,um
itema
mais da
contabilidadede
produção.A
organização cienttficado
trabalho desapropriao
individuode
seu saber profissional,seu
know
how
técnico.O
trabalhadornão
possuimais
nenhuma
formade
saber,nem
liberdade deinvenção e intervenção. Ele perde os
meios
para adaptara
organizaçãode
seu trabalho às necessidadesdo
organismo, sua originalidadefica
perdida.O
sistemade
trabalho taylorizadoproibe qualquer atividade intelectual e cognitiva
do
individuo.O
individuo resultanteda
administração cienttfica é desprovidoda
eticada
convicção, dos atos substantivos baseadosem
conhecimentos.O
trabalhador possuisomente a
ação racionalede
cálculosque
possibilitem atingir osfins
estabelecidos.A
divisãodo
trabalho retirado
individuoo
sentido eo
conhecimentodo
destinoda
tarefaque
executa. Esta e certamente amaior
violênciaque
o
sistema taylorizado exerceno
ftmcionamento mentaldo
individuo."...a
grande
maioriados
trabalhadores,além de
toda sortede
di/iculdades ocasionados pela insuficienteremuneração que
recebem,
executam
tarefas que, pelomodo como
são
produzidas, causam-Utes estranheza, frustração, tédio e revolta."(Fenigno, 1990, p.30)