(o5'P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINACENTRO BIO-MEDICO ' '
'
XI JO1fl\iADA CATARINENSE DE DEBATES CIENTIFICOS E ESTUDOS MEDICOS
_
RELAÇÃQ FETQ - PLACENTAR. ~
5
Ó
A
- III -
AUTORES: ,
. JOSÉ JORGE CHEREM
SURAIA TOBIAS
Doutorandos em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Florianópolis, setembro de 1977. 5 I 5 š i Q F v É É i % . i a Í ‹ ‹ 3 i A š E l 5 Ê L b x .¬.¬.‹- ... É â v ‹ i v 1 P L n I 1 I :
..-
_11..
R E S U M O
vv
Os àutores estudaram a relaçao feto-plaoentar em 100 casos de
Maternidade Carmela Dutra
mi
recém-nascidos termo, catalogados na Llorianópolis, S. C., nos
(D E3 'Q
períodos de oô/os/77 à 19/06/77 e 20/Ó8/77 à 25/08/77. A
incidencia de peso médio dos e o peso médio recém-nascidos neste grupo, é
recém-nascidos eutróficos foi de 81%. O
recém-nascidos eutróficos foi de 3191,48 g das plaoentas correspondentes a estes foi de 446,48 g. A relaçao feto-placentar ,
J J ..I.. I N D I C E 1 OOQOIÍÕCÕÍOIIQIÓÕIÔO "' & nøuoncooco ~
- Resultados & Discussao . . . . .
_ onouuoooooooononccn 1 OOIOOCOOOCIÚOIUOÍ Pág 01 O4 05 12 14 I 4 \ I í i 1 \ V zw V \ x ¡ _ _ T 'F Ê
I Ol. 1.- INTRQDUÇAO I u,L.~J.zzz¬\z\1- f ~ -. _ .
A placenta é definida como a fusão ou aposiçao
de estruturas ovulares à mucosa uterina, em disposição que,z
permite as trocas nutritivas materno~ovulares;ÇÓ5)
A placenta é, tanto do ponto de vista
morfológico como funcional, um órgão muito complexo e
cujas funçoes anabólicas, catabólicas, secretora e de
transporte estao intimamente ligadas entre si.(¢3)
O desenvolvimento primordial da placenta e das
membranas fetais ocorre bem mais rapidamente que o
desenvolvimento do próprio feto. Durante as primeiras duas ou três semanas o feto permanece quase microscópico em
tamanho, mas depois, suas dimensões aumentam quase em proporção com a idade.(@l e 04)
S
Durante os primeiros meses da gøäšgšâdez, a
placenta cresce muito em tamanho, enquanto o feto
permanece relativamente diminuto. Durante esse mesmo tempo, quantidades consideráveis de substratos metabólicos
~
incluindo, proteínas, cálcio e ferro, sao armazenadas na
placenta a fim de.serem usadgs, nos ultimos meses da gravidez, parapcrescimento do feto. Assim, nos primeiros
~ Í __
meses da gravidez, desempenha a placenta funçoes quase idênticas, em relaçao ao feto, as desempenhadas pelo fígado em relaçao ao ser humano adulto, agindo como um depósito de substâncias nutritivas e ajudando a elaborar
algumas das substâncias alimentares que entram no feto. Um exemplo disso, é a capacidade da placenta de armazenar a
glicose como glicogênio e de secretar entao glicose para a
corrente sanguínea do embrião .quase da mesma maneira pela qual o fígado pode secretar glicose para a corrente
sanguínea do adulto. Por este processo, a placenta
nv
verdadeiramente controla a concentraçao da glicose Saflâuíflea fetal- Maifiiladiante no crescimento do feto, essas funçoes metabólicas da placenta tornam-se cada vez menos importantes, ao passo que o fígado fetal torna-se
progressivamente mais importante.(01 e‹Q8)
r i z É ! É F. \ `| Í 1 F É _,-vz .vw ...,...,...‹‹ .-...~. _..- -.›»-_ --z-¬... _ ¬,.. .TW i É r V e a Ê .xa %' É
zfi
|
O2.
~
Os recém-nascidos sao classificados em prematuros (quando tem uma idade gestacional inferior à 38 semanas),
de término (quando tem uma idade gestacional entre 38 a 42 semanas) e posmaturos (quando tem uma idade gestacional
superior à 42 semanas). Os neonatos podem também ser classificados em hipotróficos (quando tem peso ao nascer de
menos de 2.500 g), eutróficos (quando tem peso ao nascer entre 2.500 à 3.900 g) e hipertróficos (quando tem peso ao
nascer de mais de 3.900 g).(£§2, @3\|e 229)
Quando se desconhece a data da última menstruação para determinar a maturidade do feto, pode-se utilizar os Sinais de USHER, que classificam os recem-nascidos conforme
tenham menos do que 37 semanas, de 38 à 39 semanas e mais do que 40 semanas de idade gestacional.(Ó3)
. Segundo a idade em que gestante vai parir pela primeira vez, podemos classifica-las em primíparas precoces
(as que parirem antes dos 16 anos de idade), primíparas jovens (as que parirem entre l6 a 28 anos de idade) e em
primíparas idosas (as que parirem depois dos 28 anos de
idade).O06) -
~
8
`*~r~~« As principais lesoes que ocorrem na placenta sao interpretadas como um envelhecimento precoce. As alteraçoes por envelhecimento consistem principalmente em atrofia do;
trofoblasto sincicial, de maneira acentuada, durante o
último trimestre gestacional. Outras lesoes que se fazem _
^ ou nu
presentes, em menor frequencia sao as infecçoes por germes, que ali chegam, muito frequentemente, por via ascendente; e infiltração neoplásica como a mola hidatiforme e o corio
~ ~
carcinoma. As infecçoes mais frequentes sao a rubéola, a toxoplasmose, a sífilis e a tuberculose, além de outras
provocadas por germes tais como o Staphylococcus sp, o
Estreptococcus sp, Escherichia coli e Pseudomonas sp.(ÊÚ)
De aspecto multifário, com grandes variaçoes de
comprimento e de espessura, o cordão umbelical tem uma
extremidade fetal e outra, placentária. A inserção
placentária pode ser central, intermediária e periférica.
~ '
nu
Evento particular da inserçao periférica, a inserçao na borda configura o aspecto denominado placenta em raquete.
Casos há em que a inserçao placentária é substituída por
.-..=.; ¿ ,_ 1 F i H l \ V i à 1 × \ › V. \ Êf :I › ( ,..
1
I I
~¿
03.
~ ~
implantaçao nas membranas - inserçao velamentosa.(@5)
No ovo jovem o líquido amniótico é cristalino,
tornando-se progressivamente opalescente e grumoso. As
coloraçoes amareladas, esverdeadas ou castanhas sao
anõmalas e traduzem doença hemolítica, sofrimento e morte
do feto.(ø5)
_ Nos casos de gestações de reconhecido risco elevado, as condiçoes do feto durante o trabalho de parto
podem ser determinadas pelo monitoramente contínuos dos
~
batimentos cardiofetais ou pela observaçao do pH do sangue do couro cabeludo. Faz~se o diagnóstico de sofrimento
fetal quando os batimentos cardiofetais se retardam no início da contração uterina, quando há uma bradicardia fetal persistente, quando o pH do couro cabeludo é menor
do que 7,25 ou o excesso de base é inferior a - 10, ou, ~
ainda, quando há eliminaçao de mecõnio.(09)
~ A bilirrubina formada no feto pode atravessar a placenta e ser excretada através do fígado da mae, mas
imediatamente após o nascimento o único meio para o recém
nascido desfazer-se da bilirrubina é através de seu
próprio fígado, o qual, durante a primeira semana de vida
mais ou menos, funciona ainda precàriamente e é incapaz de
conjugar com o ácido glicurõnico quantidades -suficientes
de bilirrubina para ser excretada na bile. Como
consequência, a concentraçao plasmática de bilirrubina
eleva-se de um valor normal de menos de l mg/100 ml a um
valor médio ae 5 mg/100 ml, durante os três primeirós
dias de vida, e entao, regressa a níveis normais logo que o fígado começa a funcionar. Esta condiçao chamada de
hiperbilirrubinemia fisiológica é associada a uma ligeira
icterícia da pele do recém-nascido,e especialmente de suas
escleróticas.(Ól) -A \ ¢~ ¡ 5 z~ 1 \ › É i ___ «__- 4 il E q--1 -‹~ .,¬¬_.¬¬,.¬-M...-- ›¬...-,-T» ea › : I $ É ._.,_¬_,__ › 4! I
I
J
O4.
2.- MATERIAL & MÉTODO
Os autores estudaram 100 casos de recém-nascidos
a termo com suas respectivas placentas e seus_ cordoes
umbelicais, nos períodos de 06/O6/77 ã 19/O6/77 e 20/O8/77
à 26/O8/77, catalogados na Maternidade Carmela Dutra em Florianópolis - S.C., provindos de 79 partos normais, i
20
partos cesáreos e ñl_parto com fórceps.
-~
Nao foram catalogadas eventuais patologias intercorrentes nas parturientes, devido à dificuldades técnicas de diagnóstico.
O conjunto placenta-cordao umbelical- membranas,
I I ,
apos o secundamento era colocado em saco plastico e
identificado com o nome da mae. Este material era levado
imediatamente para uma geladeira, onde era conservado.
O tempo de conservaçao variou entre 18 e 39 horas. df
Foram confeccionadas fichas protocolo, onde .se anotou o n9 do caso, nome da mae, idade gestacional `em
semanas de amenorréia à partir do primeiro dia após o
último fluxo menstrual, diagnóstico de maturidade do recém nascido dado pelo Pediatra, peso do recém~nascido, Apgar no 19 minuto, peso da placenta delivrada, comprimento .do
no
cordao umbelical, tipo de parto, idade da parturiente, ng do parto atual, espessura do cordao umbelical, forma da placenta, tipo de inserçao do cordao umbelical na placenta
e outras alterações ocorridas no recém-nascido. Anotou-se
também o sexo do recém-nascido.
O cordao umbelical era cortado na sua ~base-de
implantação na placenta, esticado sõbre_uma superfície plana e medidos o seu comprimento e diâmetro em unidades
centímetro. Utilizou-se para isto uma fita métrica tipo
~ fu
metálica. Segundo sua espessura, o cordao umbelical foi
classificado em fino (até 0,8 cm), médio (de 0,9 à l,4 cm)
e grosso (mais de 1,4 cm). Foram observados também, o
~ av
padrao vascular e a presença de nó verdadeiro de cordao.
Seguiu-se a secção das membranas e secagem da
X É \ | \ V \ \ .__-:saw-› É I ú» l E I l I ..__,_ _Y F x I I L.. ‹I « É
úi
05.
~
placenta com papel hidrófilo, para entao ser pesada em balança para recém-nascido. Anotou-se o peso da placenta
em gramas.
Anotou-se a forma da placenta segundo uma
~
classificaçao em circular, triangular, arredondada, ovalar raquete, quadrangular, circunvalada e sucenturiada.ÇQ5)
vv ~
_ Identificou-se a inserçao do cordao umbelical na
placenta segundo classificação em central, intermediária, periférica e velamentoaa.ÇÓ5)
Após a colheita dos dados, o material analizado
era colocado em balde e levado ao incinerador. V
O comprimento do cordão umbelical era- obtido
somando~se o comprimento do coto umbelical com o restante,
inserido na placenta. / -_¬ , ›'~r .._. , _.,-‹ 2 E u X r Q \ x I Í F Í! . V r _...r¡... r-rw.. ei»- .__ ¡.ú A -¬-I:.z.Í. l _ É E ¡ Í ff T ..._ z \ F --...`.¡....? i I É
J
3.- RESULTADOS & DIscUssÃo
A média dos pesos dos recém-nascidos em toda a
amostra é de 3.262,20 g. No sexo masculino esta média é de 3.295,92 e no sexo feminino é de 3.230,39; mostrando que nao existe diferença significativa com as cifras obtidas por REZENDE (Ó6) que sao de 3.350 g para o sexo masculino,
e 3.280 g para o sexo feminino.
nascidos segundo peso, e a sua incidência em cada grupo.
0 Quadro l nos mostra a distribuiçao dos recém
Quadro l - Médias dos pesos dos RN e frequência.
Peso RN (g) Méõia (g) % do total 2500 2501 3001 3501 4001 OU. à mfi ml 011 'IIIGYIOS 3000 3500 4000 mais 2353,33 2827,86 3253,16 3750,56 4176,00 6 28 38 18 10
peso inferior à 2500 g, sendo portanto considerados recém, 0
_
Observamos que 6% dos recém-nascidos (RN) tem um, W À
nascidos hipotróficos, apesar de à têrmo.
No Quadro 2 podemos observar a distribuição dos RN segundo o seu crescimento e a sua frequência.
Quadro 2 - Frequência dos RN segundo seu crescimento.
HIPOTRÓFICO 2500 g ou menos 2363,33
Euieóricos 2501 g à 3900 g_ 3191,48 81 ñ HIPERTRÓFICOS 3901 g Ou mais 4124,62 13
v.› '
~.
0rescimento RN Peso correspondente Média % '
O6. 1 f 1 É É š I I 1 11 If. 1 1 1 1 ¬“"*ff¬* 1 ¡› fr ti; i i 11 1 11'- L? ÍT ,ÍÍ L 1 '_ r \ 1 i 1 1 1 r. .“›¬¢1 > » '¬>:_.~â¿.«,z-.›z.. -ze.. ;I.“;;;'=.2? í¿. š › F
z
r
z O7.
Vemos ue 81% dos RN sao eutróficos e o seu eso
p Q
P médio (3l9l,48 g), é praticamente o responsável pela cifra
correspondente a média dos pesos dos RN em toda a amostra,
ou seja, 3262,50 g. V- "
'
0 menor pese é de 2300 g e o maior, é de 4400 g.
Segundo LUBCHENCO, aproximadamente 90% dos recém
› ~ ~
nascidos à.termo sao eutróficos.(02) Em nossa amostra, sao
eutróficos 81% dos RN, diferindo discretamente do autor acima citado.
No Quadro 3, podemos observar o peso cmédio das
placentas e a sua frequência em cada grupo.
Quadro 3 - Frequência das placentas«segundo o peso
Média % Peso placenta (g) 300 301 401 501 ~ »601 z OU. ml mt mi 011 menos 400 500 600 mais 286,67 364,26 451,72 537,11 650,00 amostra A média dos pesos das placentas em toda
é de 452,10 g, nao diferindo substancialmente da média
encontrada por NAHOUM.(05), ou seja, 450 g. 0 menor peso
é de 260 g e o maior, é de 725 g (em nossa amostra).
NAHOUM (O5) mostra uma distribuição do peso das
placentas em: 300 g ou menos em 02%, 301 a 400 g em 33%, 401 à 500 g em 44%, 501 à õoo-g em 13%, e 601 g ou mais em
6%.
V
Apresentaremos à seguir (Quadro 4), a relaçao do peso do feto com o peso da placenta (relaçao feto/placenta
ou feto/placentar), segundo o crescimento do feto. Esta
relaçao é obtida dividindo-se o peso do feto pelo peso da
placenta correspondente. Utilizamos os valores das médias dos pesos dos RN em cada grupo (segundo 0 seu crescimento)
e as médias dos pesos das placentas correspondentes. 3
Observa-se que a relaçao feto/placentar cresceu
à medida que cresce o peso do RN e da placenta.
-18- - zebra.. f _.\....»~.-,«~.~-¿-T . 1 1 1 Í 1 1 E I 1: ,. ,. [_ V 1 r P 1 › r .L ll” › 1 o_o ¡. _ _...,. age.-. ..._ -.~_g›w-f---...¬.-. *- › š 3
O8.
na
“~ Quadro 4 - Relaçao feto/placentar segundo crescimento RN Média peso F
/P Crescimento Media peso RN placenta
HIPOTRÓFICO 2363,33 393,33 6,01
EUTROFICO 3191,48 445,48 7,15
HIPERTRÓFICO 4124,62 514,23 8,02
~
Nota-se que 0 crescimento da relaçao F/P se faz mais às custas do crescimento do feto. O crescimento menos
vertical do peso da placenta (nao paralelo ao .crescimento
do feto) resulta numa relaçao F/P ascendente.
MATHEUS (O4) cita que: "o peso do RN aumenta em
funçao da idade gestacional rapidamente até a 37? semana, fazendo-se mais lento após. O peso placentário evolui em forma similar ao peso fetal, tendo uma inflexao à 34? semana."
A relaçao F/P em toda a amostra é de 7,21, não diferindo muito daquela obtida por NAHOUM (O5), ou seja, 6,60
O Quadro 5 mostra a relaçao feto~placentar,
segundo o crescimento e o sexo dos RN.
Quadro 5 - Relação F/P segundo crescimento e sexo dos RN
Média Peso RN
% Média Peso F/ Masculino Feminino Placenta P Crescimento 2355,00 2 387,50 6,08 H1P0TR0FIo0‹=ííl- _____2367,5O 4 396,25 5,98 _,,,,z»3178,71 39 442,44 7,18 EUTRÕFICO
""`“`“_---3201,66
42 450,24 7,11 O 1/,.4101,25 8 502,50 8,16HIPERTR Fico -::~_______4l6 ,OO
5 533 OO 7,81
n.`
O9. Os RN hipertróficos feminänos tem uma relaçao
.\;¬z1ê‹› , .
feto-placentar destoante das demais, a uma media de peso placentar um pouco mais elevada neste grupo.
Segundo o sexo, a relaçao F/P em toda a amostra é de 7,32 para o masculino e 7,11 para o feminino.
Quanto ao sexo dos RN, 51% é do sexo feminino, e
49% do sexo masculino. `
Os autores se propoem a apresentar neste estudo duas outras relaçoes, não mencionadas por nenhum dos autores consultados. Trata-se da relaçao placenta/cordão e da relaçao feto/cordao. Os Quadros 6 e 7 nos dá uma idéia
geral do que se pretende relacionar.
Quadro 6 - Relação feto/cordão segundo crescimento e sexo.
. Média Peso RN Média Comp. F
Cresc1ment° 5:3W sculino Feminino % cordao umb. /É ` ¿<:Í1ÊâíãlÊÊ__ HIPOTRÓFICO 2 367, 50
~l'~
EUTRÕFICO 3201,66 4101 25/
9 Hirsnmfiorico--_______4162,OO
54,00 46,76 48,73 47,27 55,59 46,20 43,61 50,63 55,23 67,73 73›64 90,99 ~ ~O comprimento médio do cordao umbelical nao sofre alteração sensível nos diversos grupos;' mostrando que a relaçao feto/cordão sofre variaçoes muito marcantes quase que exclusivamente às custas do peso fetal.
No Quadro 7, vamos mostrar a relaçao entre as
médias dos pesos das placentas (segundo crescimento e sexo dos RN) e as médias dos comprimentos dos cordões
umbelicais correspondentes. 7
Como já foi dito antes, o comprimento do cordão
umbelical nao sofre variações sensíveis nos diferentes sub grupos, e, ao lado do crescimento harmônico do peso da
~ ~
Quadro 7 - Relaçao placenta/cordao segundo crescim. e
10
sexo
-
. Í .
Á
,â:ââ¿âã°
ãiââââifiâ ¢ lšâiââfsââ- P/O 54,00 46,75 87 50 2 . , HIPQTRÕFICO""“““-_---39õ,25
4 V 39 48,73 7,18 8,47 9,08 9,52 9,02 11,54 V f/,,,,z442,44 3 V EUTRÓFICO - 450,24 42 47,27 55,69 5 4õ,2o 502,50 8 ¬/
HIPLRTRÕFICO -_»-¬_________533,OOA idade da parturiente variou dos 13 aos 45 anos, tendo uma média aproximada de 22 anos e 10 meses. Segundo
a frequencia de idades temos: dos 13 aos 16 anos (caso de
primipara precoce) 4%, dos 17 aos 28 anos 21% (primípara jovem) e dos 29 anos em diante (primípara idosa) 01%.
A frequencia dos partos foi de 4% dos 13 aos l6 anos, 68% dos 17 aos 28 anos, (D 28% com mais de 28 anos. A maior paridade foi de XXI.
O tempo gestacional (idade gestacional) variou, de 38 a 42 semanas. A média da idade gestacional em toda a amostra foi de 39 semanas e 16 horas, ou 273,68 dias.
Os recém-nascidos vigorosos (Apgar acima de 6)
inoidiram em 89%, os moderadamente deprimidos incidiram em 7% (Apgar de 4 à 6), e os severamente deprimidos (Apgar de l à 3) incidiram em 4%. A média do Apgar em toda amostra é
de 7,9.
_ O cordao umbelical grosso (espessura de 1,5 ou mais centimetros) incidiu em 29%, o médio (de 0,9 à 1,4 cm)
incidiu em 43%, e o fino (até 0,8 cm) em 28%. '
No que se refere ao comprimento do cordao, temos que o seu comprimento médio (de toda a amostra) é de 48,78 cm, contra 59 cm descrito por NAHOUM (QS) em sua
I
‹ 1 ,.7
amostragem. Temos que 65% comprimento inferior 50 mais de 70 cm. Na série de até 50 cm, 50% de 51 A_presença de ~
evidenciada em 84% dos casos.
.
Quanto à forma da placenta temos que:
arredondada ... 39% irregular ... 15% circular ... . ... 11% ovalar . . . . . . ... 10% raquete ... ..'~8% circunvalada ... 5% triangular .... .. ... 4% sucenturiada ... 4% quadrangular ...; 4% ll. dos cordões umbelicais tem um cm, 30% de 50 à 70 cm, e 5% com de NAHOUM (05), 38% tem comprimento à 70 cm, e 12% com 71 cm ou mais. varizes no cordao umbelical foi A inserção do cordão na placenta teve a seguinte localização: NAHOUM intermediária ... 67% _ _% central ... .... 20% perifrica ... .... 8% velamentosa .. . . . . . .. 5%
(05) mostra uma incidencia de 31% central,
47% intermediária, 19% periférica e 2,6% velamentosa.
-~
Em 20% das placentas havia impregnaçao meconial; . a Outras ocorrências neo-nataisfi 4 casos com Síndrome de Aspiração do Líquido Amniótico (SALAM), 4 casos
depressão respiratória, 4 casos com depressão neo-natal, 4
casos com circular de cordão, 2 casos com icterícia, 2
casos com sofrimento fetal agudo intra parto (SFAIP), l
~
caso com anóxia severa, e l caso de nó verdadeiro de cordao. Anomalias congenitas tais como pé torto (2%), e
outras como diástase de reto (l%) e sindactilia (l%) foram
pouco frequentes. ' A z.-¬ ›- ,. 1 4 w 1 ~¬ › .T-.z __ › › š
› 1
, _
12.
4.- coNcLUsõEs
1.- a média do peso dos RN em nossa amostra está muito_aproximada daquela citada na literatura.
2.- o peso médio dos RN eutróficos equivale
aproximadamente à média dos pesos dos RN em toda amostra _ devido à sua alta frequência.
3.- a frequência dos RN à termo e eutróficos é
discretamente menor daquela encontrada por LUBCHENCO.
, ~
\
4.- nao existe diferença significativa entre os esos médios das lacentas de nossa amostra com o citado
P
na literatura.
_ 5Ç- a relaçao feto/placentar cresce no sentido
do crescimento do feto e da placenta, porém, mais as `“ .d
custas do crescimento do feto; ou seja, o peso do feto
cresce mais verticalmente do que o peso da placenta.
~ L À~ .-.‹~z.. -4. . '~"'*~°*~'~rzz'a;2 na ›- .‹-._ › ~_,- ~›*.¬11~›~a*`:.-;~.-›E~`.¿ã'.'Y*.:` ÂÊ É? 1 › 1 â z Ú l \ i i i X -¬ 'í ` lx . ›... K: \ . › í* l š É
-»v~,.` ' 13. r S U M M A R Y l
The authors studied the feto-placental rate in 100 term newborn in the Maternidade Carmela Dutra, Florianópolis - S.C., during the periods between
os/oõ/77 until 19/os/77 and 20/08/77 until 26/08/77. The incidence of eutrophic (weight adequated for gestational age) newborns was 81%. The mean weight was 3.191 gr. The mean placental weight was 446 gr. The feto-placental rate was 7;15.
'
.VIEGAS, D.f+ Conceito Atual do RN, Clínica Pediátrica, -1 1 ¡ . A › 14. Y ¡ 5.~ BIBLIOGRAFIA É
GUYTON, A. c. - Gravidez e Lactação. In Tratado ae É
Fisiologia Médica, 1? ediçao, Rio de Janeiro, Editora t
Guanabara Koogan, 1969, p. 1092. O
g .
|F,
LUBCHENCO, L. et al.l¶ Pediatria, 1953, 32!T93. Í
. Í
Mumnm,J.â.P~
nzmwmwmm,P.ermmmms,E.
- EPediatria Básica, 39 vol., São Paulo, Editora Sarvier, L*
1975, p. 1460.
MATHEUS, M. e SALA, M. A. - Crescimento intra uterino, Revista da Associaçao Médica Brasileira, vol. 23, n9 3,
março 1977, 88290.
NAHOUM, J. C. e BARCELLOS, J. M.§+ Placenta. Cordão E Umbelical. Sistema Amniótico. In REZENDE, J. - Tratado _ .;
hr 7
. a . . . . » Í
de Obstetrícia, 3. ediçao, Rio de Janeiro, Editora “_ ig
Guanabara Koogan , 1974 , p. 24 .
-
_ ;›' 1'
REZENDE, J.Í+ Obstetrícia, 3? ediçao, Rio de Janeiro, É g
Editora Guanabara Koogan, 1974, p. 249. _ L
ROBBINS, S. L.i¢ Doenças da Gravidez. In Patologia, 37*-E gz
ediçao, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 1969 27'
p. 1149. _ _ »¿_í. _ «Ê
ou '
‹
SERRANO, C. V. ~ Nutriçao Materna e Prognóstico do RN, E
Clínica Pediátrica, vol. 1, n9 1, outubro 1976, 06:11. Ê
SILVER, H. K.; KEMPE, c. H. e BRUYN, H. B.:» Manual de ‹ Pediatria, 10? ediçao, Rio de Janeiro, Editora ‹- Guanabara Koogan, 1975, p. 122. ' ' -\ ' V 7 r vol. 1, n9 1, outubro 1976, 17:25. _ - - r ._ 1» 'e§aäâ~=vww§i ` . 1 \ í .iiã
TCC UFSC PE 0065 Ex.l N-Chflflh TCC UFSC PE 0065
Autor: Cherem, José Jorge
Título: Relação feto-placentar..
|||I|| III II |!|||| IN I IIIIIIIIIIII
972801101 Ac. 253713