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ANNO XVI
Ns. 6
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Num. avulso 1$200
Setembro
de
1932
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REVISTA MENSA L
Director:
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Officinas : RUA DO CAR~IO, 4.3ASS
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GNATURAS
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Pa r a o B r as il1
j um anno .. . • 6 mezes .. . .. ' • • • 12$000 6$000 U niào Postal . . . 15$000SUMMARIO
- Classes e promoções .Anisio Teixeira . . . . . O Instituto de Hampton.
,José Rangel. . . . Codigo et.lucativo.
F. Ve11ancio ]/'ilho . . . . A geographia dos pequeninos.
t Dulce 0 011,Jart. . . . Impress~es de leitura.
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Sanatorio N. S. Apparecida.
M est,·e Escola. • . . . Tres palavrinhas. •
Pratica da Escola Activa.
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de Setembro,174
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Doming o, 9 de outubro; embarquei, á O Bureau de Homens L iber tos era·
t ardinha, no «D is t ricto de Colombia », tla ttma organização g overnament al desti na da
· Comp. "\Vash ingt on N orfolk, afim de de- a ir ao encontro «das palpit an tes n ecessi
-scer o Poto mac até Ol d P oint , na V irgínia , dade s do s negocios deixados ao léu, sem
g,e onde um
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axí,
na manhã de1
0
,
me le- auxilio e sem assistencia, nos ultimosme-vou a H olly Tree I nu , casa de hospeda- zes da guerra, quand o a proclamaçã'O. da
gem do Instituto de H amptou, onde eu era em ancipação dos escravos desfez os laç os
esperado, graças á gent il eza do Instit uto de residencia e, mulbe1·es 1 crianças e en
-Internacion al que me recommendara ao fermos se encontraram sem r efugio, e
ho-director do I nst ituto, pelo dr. Oregg e o mens, s em ocrupação (S . C . Arm strong, A
qirtctor da E scola de E ducação, dr . W . Biograpb ical Study, por Edith Armstrong).
Aery · '
O
General Ar mstro ng era um dessesO
Instituto de Hampton ,fica situado home ns de g ra nde visão, a quem astare-pa
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extr~,midade de uma pen ínsula, banhada fas de so ccorro im mediato e se m definitivopelas aguas do
Hampton
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alcance não en thusiasmam sir.ãolimitada-Os seus vastos cam pos, os seus nume- ment e.' ,
rosos edificios, as s uas dezenas de
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D epressa elie viu qu1:: a funcção deas-lows
para residenci a dos professores, as sist encia mat erial e g r atu ita do governo ásu~s arvores vel:ias e fr.ondosas e as su as classe de negros, subitam ente elevada
á.
di-pa1sag~ns faze~ ~o Institut o uma encanta- gnidade de h omens livres , n ão era a s0
lu-dora c!dade col.egial · . . . ção para o gr ande pr oblema de r aça e para
. Sao, ao t odo,
1
5
0
edtfi cios , semea dos o g ra n de p roblema de ci vilização que a· pelos seus parq1.1es urli>an amen: e t rat~d os_ e E mancipação criara. . .
a que os se_us 60 an~~s de existe ncta da o A idéa de uma g ra nde inst ituiç ão
edu-esse ar antigo e fam~l1ar que_ a.tlgmenta. 0 cati va, de uma ~esc; ola n ormal» o assaltara,
encanto de um~ ~s.tad1a em tH amft?n. . e , diant e de s ua sugge.stão, a Associa ção
. Antes de ,1n1c1ar o rela ,o d~ mi~ha vi- 11 Mi ssionari a Americana, outra organ ização
s1t~ de tres dias a essa org an1zaçao edu- que tr abai,h ava n o mesmo problema do s
c~t1va! qu ero f~rn ecer alg~ns dados de sua escravos lib ertos, adquiriu a faze n da »Little
h1stor1a, qu e a~u~~m se~sivel m~nte
ª
con1- S cot lar1d», no sit io r ecom m~nd ado peloge-pr,ehender o esp1rito de ~se I nst1 tuto . nef' al Armstro ng, para ahi fundar o col- .
UMA GRANDE TENTATI VA
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, E DP'CAÇÃ0 1
guando mal se fecl1ara o periodo da
guerra de s ecess ão , na Am eri ca, e se ini
-ciara o periqdo de inten sa r econstrt1cção
que su ccedeu a essa g ran de cr ise nacional ,
em
1886,
se e11 contrava , 11.0 ést e da Virgi-ginia,
enc arregado do Bureau dos Home nsLibertos, um a ntig o offic ial da guerra civi l ,
que
servira com tropas de homens de côr ,- o Gcn,e.ral Sam uel Chap mau Ar mstrong. • • • • • • legio . f:IM 4 O home m convi dado pa ra liirigir a
na-scente instituição declinou do convite. Dm
anuo depois , em
18
6
8,
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pro1Jriogene-ral Armst rong qu e acceitava a direcção do
colleg,io, vind o a inaugural-o com
1:5
alu-mnos .e dois profess ores em um pequt!no
edifici0 de madeira, cons tr uido com o
ma-te ri al das tenda.s do Hos pit al do 1Campo de
Hamilto n, localizado durante a guerra ,
ci-vil, em Ham pton .
Diz o G eneral A r rnstron~:
• • ' • • • • • •
A
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SCOLA PRIMARIA
1
05
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-«Até então , met1 prop rio fu turo era
pa ra mim desconhec ido ; havia soµ1ente
claro qt1e algum trabalho devia ser feito
pelos ex-esc ravos ... A cousa a ser feita
era clara : edu car uma seleccionada
ju-ventude de côr para ir ensin él r e gu iar o
seu povo , primeiro pelo exemplo , adq
ui-rin do terra e ca:3a ; não lhes dar um dol
-~ar qu e elles pt1desse m ga nh a r; ensina r
respeito pelo trabalho; sub stituir o traba·
lho estupido e bruto por aquelles que mãos
edu cadas e habeis soubessem fazer; e, para
, esses diversos fi ns, construir um systema
industrial, não so mente no interesse do
proprio supporte dessa gente e no in te resse
de um trabalho intelligente, m as tambem
pelo intere sse do caracter. »
•
Dois anno s depoi s de fund ado , o seu
director punha nesses termos defini dos a
finali dade do trabalho do inst ituto. Tra
-duzo livremente as sua s palavras :
«O objectivo do In st ituto é o de educar,
no sentido 0rigi nal e la r go da pala vra:·
deseu volver uma com pl e. ta indi vidi:. al idadie .
Nada mais di:fficultos o. Não é facil
envol-ver o estudante em um systema de
influen-cias perfeitamente equilibrado.
O
valorde cada applicação boa é limitado e cessa
quando não inteiramente ajustado a esse fim mais alto,
A agulha, o foxmão, a plaiaa e o arado devem ser os alliados do globo do quadro
negro e do livro. O curso de estudo não
decorre qt1ieta e doe emente. Ha acç;io e
· reação, depressão e frazer, t: as forças em
reserva do caracter se desenvo lvem nessa
lucta. A escola torna.-se um campo de
exercício para o futuro trabalh.o,
prepa-rando e envi ando
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(schola,·s
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E' esse instituto, nascido sob a inspi· raçao desse grande pioneiro de educação
·moderna, . ha 60 a11nos passados, que
pos-sue hoje mais de 2 ....
000
estudantes, contamais de 150 edifícios e constitue uma das
mais triumphaotes tentativas de uma
edu-cação verdadeiramente efficiente, de uma
educação para a
v
ida.
ME'l'HODOS E RESULTADOS
S upremo Tri bunal Americano e presidente
do Conselho de Com missarios (Trustes) do
·institu t o de Hampt on, assim resume os
dois aspectos ed t1cacionaes desse estabele
-cimen t o : , «Um. é o de uma casa de- in stru -cção onde se ensina a rapaz es e moças a usa r
a sua cabeca e as suas • mãos efficiente
-men t e, a ap render e a trabal har , a adquirir
conhecimentos geraes
e
t rei no mental, e aa pplical-os no trabalho, de sor te a faz er
esse tra balho não sómente effe ctivo para
o g anh o da vid a mas ,,ali oso para o seu
possuidor, como um ci dadão da comm uni
-dade em qu e vae viver.
(( O outro consiste no uso do espírito
religio s/4:> e áa discipli na do trabalh o para
fazer dos estudantes de Hampton homen s
e mu lheres, com um senso pl@no das diffi
-culdades a que elles têm de fazer face,
li1ctan do contr a os irresi sti veis o b1,st aculos
soci aes e pol íticos do set1 pr ogresso . »
· Nesse sentido, a contribuição edu
ca-ducional de H ampton não con si ste s
o-::nente em uma contribt1ição paréi a ed
uca-ção dos negro s, ma s em um a contribuição
para ed ucação en1 g eral.
Não é só o ambiente mis3io nario que
se res pira em H ampson, o seu in constes
ta-vel espírito de
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que im•pression a o visitante, é t ambem a
intelli-gencia com que o sei1 fundador poz o
tra-balho a serviço da educação.
•
Durante 60 annos, Hamptoti teve tres
directores, Armstrong por 2f> annos, dr.
Frissel por outros 25 e o dr. Oregg, nos
ultimos
10
annos.I sto assegurou uma grande
continui-âade ao instituto e a rr a.nu tenção de um
ambiente de inspiraçãó pessoa: 4ue é o
se-gredo do successo de Hampton.
•
Como nos primeiro annos, assim hoje,
o instituto desenvolve um methodo de
edu-cação pelo trabalho manual, cujo valor
disciplinar o General Armstrong
emphati-camente reconheceu. Como no principio,
a educação boje dada em Hampton
é
umaeducação basuada na dignidade do trabalho
'
e na formação de um caracter que não se
William Howard Taft, presideqte do
constit11a sómente de bons habit os, mas,
que seja animado de uma idéa de serviço
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106
collectivo,-o que torna esse Instituto um seminario de professores que são verdeiros
leaders
das populações negras americanas. Mais do que as necessidades indi vi-duaes de cultura pessoal, a educaçãofor-necidà em Hampto11 viscl as neces:sidades das communidades e as ne..:essidade11 da população de côr.
Os resultados dessa instituição são
10.000
estudantes que já partiram deHam-•
pton preparado·s para ganhar honradamen-te a vida, para ser professores, fazendeiros, homens de negocio e habeis profissionaes, •penetrados do desejo de servir a sua raça e pelas suas casas, seu trabalho, sua vida quotidiana, agir, pelo exemplo, como mes-tres dos menos afortunados entre os quaes elles vivem,>
Varios institutos semelhantes nasce-ram de sua influencia e, hoje, não ha es-tado da União em que os princípios de Hampton não ·estejam agindo, ou atravez
'
.
.
de antigos alumnos, ou atravez de 1nst1tu"'. ti;>s edu!:acionaes. .
•
A F.SCO L
P.)._PRIMARIA
Dr. Oregg, director, cerca de
$100. 000
ainda têm hoje de ser ·angariados em do-nativos, cada anno.
O valor dos edificios e da terra, é
ésti-mado em
$2.
200. 000
dollares, comprehen- . didos os 74 acres do instituto e os 916acres das duas fazendas para trabalho ,,
pratica do curso de agriculttira, e os
150
edí fícios, incluídas as resiclencías dos
pro-fessores.
O instituto tem hoje cerca de 2.
300
alumnos inclusive o curso de verão, com um corpo docente de cento e cincoenta professores.
O regime é de internato, pagando o
estudante
$20
dollares por mez e a taxa de estudos de$100
dollares annuaes. ·SYSTEJVIA
DE TRABALHO
'
Completamente alheio ao treino voca, cional que o Instituto fornece, existe em Hampton um systema de trabalho para o
estudante, q~e constitue um dos grandes característicos do estabelecimento, Tanto
ADMINISTRAÇÃO
E
FINANÇAS
1 quanto possível, todo o trabalho diario doinstituto é feito por estudantes,
provendo-.
-
'A
administração do instituto de Ham-pton obedece ' aos princípios geraes de or-ganizações privadas similares.Compõe-se de um conselho de Com-missarios ( Trustees ), , um conselho admi-nistrativo, um director que é o presidente do conselho administra·tivo, e o representa no Conselho de Commissarios, e a Con-gregação constituída de membros das con-gregações de todas as escolas e por sua vez representada por um resumido Conselho Educacional.
O djreçtor trabalha em constante con-tacto com esses differentes Conselhos, como tambem em conta<::to com os seus diversos directores de escolas. 1
Harnpton Institute
é utna organização inteiramente privada, com fundosprove-nientes de donativos . de toda ordem, que
se elevam hoje a mais de $8. 921. 644
dol-lares. ,
As suas despesas anriuaes se elevam a
$550. 000
dollares, dos quaes, dizia-me o,
' • ' • • • 1se, assim, nao somente ao sustento dos alumnos por si mesmos, como ao grande principio do fundador, - de educação pelo
trabalho.
Os estudantes, 'rapazes e moças, tra-balham nas secretarias do collegio, nas
ca-sas de residencia, nos dorllli tori<)s, na la-vanderia, fazem todos os reparos de que
venha a necessitar a instituição, são em pre-g~dos nas fazendas, nos campos do colle-gio, nas of1
ficinas, etc., etc.
Varios edifícios do instituto foram
construidos pelos estudantes, e grande par-te do mobiliario e todo o serviço de conser-vação de
150
differentes prediosé
feito pe-los alumnos. >O
·estudante ganha por todo o traba-lho que faz estranho ao seu tre · no profis-sional. ,Ha as seguintes classes de estudante, ele accordo com o trabalho que realizam :
1) Estudantes que trabalham um anno, de 35 a
5Ó
horas por semanae
têm classeá
noite. Constitue-se. de estudantes pobres( • 1 • ! 1 • ' • I 1 •
ESCOLA PRIMARIAIA
107
ou daquelles que chegam ao Instituto não devidamente preparados para os cursos, c
, que acoeitam o primeiro anno de trabalho durante o qual se preparam para a
entra-da no curso secunentra-dario.
O seu principal fim é promover auni-dade e lealauni-dade ao Instituto e dar aos alumnos habitos de direcção e governo de
•
s1 mesmos.
DORMITO RIOS
Dr. Robert Russa Moton, o m,tisnota-vel dos graduados vivos de Hampton. e actual director de um instituto similar, o instituto Tuskegee, começou assim a sua formação, depois de ter sido reprovado no
exame para admissão.
2) Estudantes que trabalham 4 horas
por dia e frequentam metade das classes regulares do collegio.
3) Estudantes que trabalham uma ma-nhã ·cada semana e frequentam completa-meute as aulas.
4) Estudantes que trabalham em ho-,ras anteriores ou posteriores ás classes.
A importancia paga em salarios, que
é
,de20
a50
dollares ·por semana para os tra• balhadores-de-anno e maxima de18
cen-timos por hora aos demais, se elevou a mais de$100.
000
dollares no anno pas-·sado .DISCIPLINA
E
SELF-GOVERNMENT
Os alumnos de Hampton são educa-dos ainda em disciplina militar, con~tituin· do
o
Instituto um batalhão, a cargo de um comi'.nandante. Esse treino militar visa fornecer promptidão, precisão nos deveres: sentimento de ordem e respeito pela au· toridade. •Existe, além disso, uma liga de
self-gover11me1it,
de que f~zem parte_ todos ?s estudantese
qu<! delibera por 1ntermed10Visitei alguns edÍficios que constituem
as residencias dos alumnos. Com põem-se de quartos onde vivem dois ou tres,
O
,
n-dar terreo é um grandehall
mobiliaào com conforto e decencia. Os dormitorios•
estão a ca:-go de um dos professores da casa, que é auxiliado pelos alumnos.
ORGANIZAÇAO ESCOLAR
O Instituto de Hampton tem curso secundario e curso collegial. Como
sabe-mos, o collegio
é,
na America, ·um typo de educação superior que antecede aos estu-dos especializaestu-dos da Universidade. Pri-mitivamente, Hampton era uma institui-ção ,de ensino normal e agrícola. Recente-mente, a sua organização se desenvolveu até ministrar educação no typo mais avan•çado de collegio.
Todo o ensino de Hampton
é
acredita-do e reçonheciacredita-do officialmente não só peloestado da Virgínia, como por todo o paiz.
•
A
sua organização comprehende hoJe :'
Escola Agricola.
Escola de Educação.
Escola de Economia Domestica. Escola Commercial.
Escola de Construcção.
E·sl~ola de Bibliothecarios .
Escola de Verão par,a professores.
A
divisão secundaria comprehende: Academia.· de um Conselho de Estudantes de 26 mem-.b.ro s. Escola profissional, ·
( Cont,·nua)
•
• • ' • ! \ •EXPEDIENTE
• ' •A «Escola
P,··imari·a» cz.·rcula em todo o Brasz.·t.
Os pédz."dos de assignatu,·as devem vir acoll1panhados
,
da respectiva i,nportancia e endereçadas
á
redacção ~' A
Escola Pri,nari·a,
á
rua Sete de Sete,nbro, n.
174
-
1º.
andar.
,
.
As collecções dos a1inos anteriores são vendidas na
nies1tz.a redacção, ao preço
de
12$000,
cada pnno, em nu·
.
,neros avulsos, e
14$000,
em 00!1,mes encadernados.
\ ' • ' 1 • • • • 1 • • • • • • • • • •
'
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108
A
ESCOLA
PJZI1\
·
[AIZIA
-•
•
-o
I
•
ucativo
• ••
•
Instituto Profissíonal João
.,.
Alfredo
O Itlust1·e P,·of. Dr.
Jos
é
Ra1zgel,di1·ector
do Instituto Profissio,ial João Al/1·edo,
orga1zi-zou
um cod(qo ed1:ecativo que co11tpendia zt1na
serie de preceitos
'ase're,n obse,·pados pelos
·
alz:t11inos
desse conliecido estabelecimento de
ertsino
p,·ofissional,
11.0sentido,
,ião
só
de
orienta,·
a
sua conducta
na
vida
escola,·,
co11io
tamb
e
nz pa,·a lh
es
se,·oir
de guia na sua
/1itu,·a
vida social.
O
p1·of
esso
1· Rang
e
l, antes
de
dístributr
pelos alu,nnos
esse
b1·eviario
educacional,
col1ime1ztou,
inte,JJretozi
e
d esesenvolveu os
enu,zciados
nelle
co1ztidos, em
reuniõ
e
s
suc-cessivas
dos
seus
discípulos.
Colno nesse
trabalho
se vêem condensados
os p,·incipa
es
principias
de
unia
educaçãq
intelligente
e
integ,·al, tra,zscrevemol-o
abai-xo, acompa,zhado das
conside,·ações qne
o
p,·ecedenz:
que contrahiu perante o Estado e
a
sua
propria consciencia.
-Aquelle,
porém
,
que souber prezar
a
sua palavra e o seu nome, cumprindo
ri-gorosamente o
s
devere
s
de
estudante, para
se tornar, realmente, um
bom
cidadão,
será ppr todos estimado, e terá um
digno
Jogar na convivencia social.
-
Um bom alumno, o que quer dizer
-um futuro digno patriota-observará os
seguintes preceitos na vida escolar :
1
·
Apresentar-se-á desde pela manhã,
com o corpo e vestuario asseados,
attenden-do rigorosamente ao toque de despertar,
para iniciar alegremente os trabalhos do
dia.
2-Conduzir-se-á
no dormitorio, no
banheiro e no refeitorio, com toda a
com-'
postura e decoro, e não formulará
recla-.
'
,
mações infundadas e improcedentes;
quan-«-A ~oc1edade ~a aos ª!umnos da- do as tenha de fazer, deverá articulai
-as
q~elle Instituto, por intermed!o da Pre- junto ás autoridades da
·
Casa, com
funda-fe1tura, educação completa, alem detecto, mento e em termos sen1pre polidos e
res-leito,, alimentação, vestua!io e .assisten
.
cia peitos~s.
•
•
á
saude,. ~em nenhum d1spend 1
0para as
3-0bedecerá
ás regras disciplinares
suas familias.
.
. .
_
.
.
do I11stituto, e aos seus
sup
·
eriores, en-
.
-Esse~
benef1c1os sao feitos_
-atitulo carregados da administração e da inspe·
de emprest1mo, que o alumno mais tarde, cção, para que possa reinar no internato
a
quando . homem, resgatará, pre st an~o
áordem e a harmonia que se requer em um
commun1dade a cooperação da sua intel- estabelecimento bem organizado.
ligencia, da sua bondade, da sua aptidão
,
.
.
e
.
do seu devotamento ao progresso do
4-Zelara
pelo asseio e hyg_iene
. de
Brasil e em beneficio da humanidade; todos os depa_rtamentos do Instituto, .
econstituirá isso larga recompensá pelos fa- pel~ conservaçao das peças .do vestuar10,
vores que recebeu, quando moço.
assim com_o ~e todoº
.
~ateria! de u~o nas
--t)
rapaz que não puder resgatar a~las .. refe1tor1os, b.anhe1r?s., privadas,
do~-essa divida, por negligencia, falta de m1tor1os, e!1fermar1a, off1crnas e den
1
a1s
.
applic ção, inobservancia dos preceitos dependenc1a$ ·
moraes e disciplina escolar, tornar-se-á um
5-Auxiliará
a administração do
ln-máo brasileiro, prejL1dicial á sociedade, e stituto em tudo quanto estiver ao seu
ai-um devedor relapso, por não ter sabido cance, pára bom anáamento e regularidade
honrar o compromisso de saldar a divida dos serviços.
•
'
• ' '.
1 1 1 • I ' • 'A
ESCOL~.\
PRIMARIA
109
.-
-
-
- -
- -
- - - -
- - - -
-
-6-A~sistirá
com assiduidade, pon-
16
-
Manterá o ideal de constante
tualidade e attenção, ás aulas, e traba-! aperfeiçoamento, sob
o
triplice aspecto
lhárará com esforço, capricho e boa von- moral, physico e intellectual.
tade nas officinas.
1 17 -Será altivo sem orgulho, alegre
7 -
Em
umas e outras, conduzir-se-á
sempre
com
respeito
e decencia,
execu-tando
esmeradamente
os deveres e
obri-gações
que lhe forem
impostos.
8 -
Será
sempre
delicado e polido
nos
seus gestos
e palavras, tanto no trato
habitual
.
com os
seL1s
companheiros,
co
.
mo
nos
j
·
J
gos
e competições.
9 -
Terá sempre
em
vista que
todos
• • •
os
eleme11tos
do rnternato constrtuém uma
só
familia e
que deverão ser considerados
como irmãos e amigos todos os alumnos
do·
Inst
ituto,
aos
quaes compete, assim,
coo
perar, solidariamer1te, pelo
bom
reno-me
e
prosperidade do collegio.
10 -
Os mais
ajuizados deve
r
ão guiar
e
aconselhar
O$desvi
ados
do dever.
mos-trando-lhes o caminho verdadeiro para a
conquista de nm
futuro
promissor.
11-
Terá sempre
na mente
á
ima-gem
de
sua n1ãe,
viva ou
'fallecida,
atim de
satisfazei-a e alegrai-a pelo seu bom
pro-ceder
,
ou
de
cultuar a
sua
memoria,
sem-pre
g
rata a um coração bem formado
,
pela
d
ig
nidad
e
de sua
coudu
·
cta.
12
--:-
Apresentar-se-á er,n
publico
com
toda
correcção,
usando
de
mane
ira
s
deli-cadas e
cercando de
solic
itude
e respeito
os vell1os
,
os
enfermos,
as
senhoras
e
as creanças, para
honrar.
assim,
a casa
a
que
pertence
e em que se educa.
13
-
Zelará, com os ensinamentos de
hygiene, pela propria saude e pe:a dos
·
seus semelhantes
. considerando que o
vi-gor
physico
constitue um dos factores
mait efficientes para o exito na vida do
individuo.
14 -
Deverá adquirir amor á leitura,
para conquistar un1a boa cultura geral
e
recrear o espírito no commercio das
.
boas
etra
s .
15
-
Cada alumno deverá ser o in·
spector de si mesmo e o fiscal das suas
proprias acções, lembrando-se de que a
li-berdade é a faculdade de que dispomos,
de procederá nossa vontaje;
dentro,
po-érm, das normas da lei e do dever .
,
•
sem escandalo, e prestimo
.
so sem
ser
vi-li
smo
; leal e fiel como amigo ;
verdadei-ro, justo e sincero em todos
.
os seus
actos e attitudes, e sempre attento ás
oc-casiões para praticar
o
bem.
·
18 -
Será amigo da paz e terá
pelo
Brasil o grande
amor
de
um
filho solicito,
devotado e
reconhecido.
••
__,eogra Ia
•
e
ue111nos
No
meu
tempo
aescola era
risonha e
franca.
·
..
Qual
historias
!
O
que ella era -
era
s
is
uda
e tri::ite
...
•A
arithmetica se aprendia sob
a
me-lopéa
do:
lllfte
11m,dois;
um e
dois, tres,
et
c.
A
grammatica sob
o jugo da
irregu-laridade de verbos
e
supe
rlativo
s
de
adje-• 1
Ctl VOS. . '
Havia
ainda
o
dictado e copia, recurso
eommodo
dos
profes
s
ores
·
preguiçosos
.•.
E havia
os
pausinhos
da callig·raphia
e as perguntas
e respostas
da hi.storia
d
o
Brasil.
. .
·
-Quem
de
s
cobriu o
Brasil?
Foi 1500!
Em
geographia nem se fale.
Era
a-quelle despir de nomes. Montanhas
mais
altas, cabos mais occiden
,
taes, rios mais
caudalosos e
a
mesmice da confusão das
cidades, producções, uso;s, costumes.
Hoje tudo mudou um pouco. U m
,
a
es-cola primaria é ainda o que temos de me-
.
,lhor em ensino. Se nem sempre a
techn1-ca é a de maior rendimento, ao menos no
cuidado maternal e no ambiente de
ale-gria,
é
ella,
já,
mais risonha e franca.
Entretanto a literatura didactica
in-fantil tem progredido muito pouco, quer no
conteudo, qner principalmente na forma e
no aspecto,
E nenhuma disciplina progrediu tão
• • 1 • • • 1
•
• • l
110
ESCOLA PRIM
A
RI
A
., _______________ - - - . - - -
-
- - - -
-
- - -
-
--
...::
==
pouco,
a esserespeito, como a geographia,
O formato, a typographia, a disposição dos
capítulos e
·
dos assumptos,
asgravuras
• • • • •
1nexpress1vas e mesmo 1rreconhec1ve1s dos
mesmos·
palacios de governadores
,
dos
mesmos theatros, praças
ejardi11s e igre·
jas e mercados. sem interesse e gosto·
.
Ha mesmo um genero de compendios
que contem, em cada cidade, os nomes de
todos os amigos ahi nascidos e que em
breve terá o appendice do catalogo
vermo-lho do telephone ...
Ora, apparece agora, fazendo bôa
fi-gura ao lado do Essential
s
oi geography ou
dos livro
s
de Brunhes, a «Geograpbi
a
da
Crian
ç
a», do pro
f
. Renato Jardi1n.
O
livro começa
ase recommendar de
s
-de a
capa e do formato. E
s
te eminente
mestre, educador e velho provecto pro
f
es-sor de geographi
a,
poz toda a sua cultura
e
todo o seu
c
ari~ho pe
la
creanç
â
neste
bello livro.
•
A
abundante copia de gravuras, va
-riadíssimas e escolhid
a
s, com os mappas
coloridos e mappas com as producçõ
e
s, a
flora e a
fa
un
a
locali
sa
das ou em relevo,
dão um gran
de e
nc
a
nto ao trab
a
lho, me
s
-mo para os adulto
s
. F
ô
ra talvez de não
de
s
ejaraquell
a
e-ravura da
·
p
a
g.
107do
s
nossos navios de
g
uerra, entre o
s
quae
s
o
Rio de Janeiro, '}Ue felizmente n
ã
o se
con-struiu.
Começan
d
o por uma
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ducção
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les e ingenua, trat
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for-maçõ
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sibilit
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s
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a
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s
p
a
izes da America
e do mundo todo.
•
Hoje,
emque os meio
s
de communica
-ção divulgam tudo a todo
~
. não
é
m
a
i
s
pos-.4Ível manter a creança
s
omente
circum-scripta ao horizonte do seu torr
ã
o. Tudo
conspira, do jornal ao cine
ín
a
,
p
a
ra univ
e
r-s
alizal-a.
A obra do Sr. Renato
Jaràím, com o
ser um grande livro para o
s
pequeninos,
é
uma realização nova para a iniciação no
mais
seductor de todos os conhecimentos.
•
F. VENANCIO FIL
H
O.
• • • • • l •• •m ressões
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faz-se notar
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quilíbrio, pedindo
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que
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a sua edãde e recordam
:
se ponha ao corrente do atrazo e que dedique
sign
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ficado e
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hog1·aphia
.
Applicado como
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s tempo
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stão
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Proct1ta
·
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este, esse exercic
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o de memoria em verso,
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se crear novos atrativos na (liscip
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ina aban
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ux
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r
es
ul
tados extraordi
n
arios
.
Variam de
,
do nada para não s
e
tornar ant
i
pathica
.
8 a 32 versos o numero de reproducçõP.s,
1Não ha prem
i
os nem castigos, animam-se
c
o
m uma media de
1
2
.
Alguns diss
e
1·am que
;
as bô~s disposições e corrigem-se os maus
sab
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ma
i
s, ma:s, estavam muito cançadus '.
habitas habilmente
.
para contin
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a
i·
a escrevei·.
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nda a leitura d
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vro, tão int
e
res-A
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enciosa é consider
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la de
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sante
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vimento dás faculdades d
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attenç
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sob 1t b
e
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a impr
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que t
a
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observa<;ão; p1
·
atica-se, pois, de toda fo1·ma, podemo
s
, mesmo com o
s
r
ec
ur
s
os pequ
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nos de
u
ma vez q
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e são as p1·opriàs c1·eanças que es- que dispomos. movimentar a cl
a
sse activamen
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s exer
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cios e interpretam sozi- te como fez Miss
.
Mackinder
.
E uma vez que
n
has as orde
n
s que ence
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ram ca1·tões, grav
1
1-
1estamos dispostos a pôr em pratica o seu
sys-ras e q
u
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nhas de rythmo
,
proposit
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tema de ensino queremos põ1· em realce
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te dispostos ao seu a
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cance
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asse que devem ser mt1
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cessjdade da bib
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asse) é liv
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-
Nada mais desastroso que a adopção ser
-tamb
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São ~s creanç
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s que ano, vil de
u
m methodo
,
po1· melhor que seja,
.
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