• Nenhum resultado encontrado

EconomiaAula2011parte2

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EconomiaAula2011parte2"

Copied!
93
0
0

Texto

(1)

Prof. Cláudio Rocha Lopes

Prof. Cláudio Rocha Lopes

Fundamentos de

Fundamentos de

Economia

Economia

Universidade Federal Fluminense

(2)

Moeda, Sistema Bancário e o Banco Central

Definição de moeda: Qualquer bem usado regularmente nas transações ou trocas econômicas. A moeda possui três propriedades distintas e importantes:

1.Moeda serve como meio de troca

2.Moeda serve como unidade de conta 3.Moeda serve como reserva de valor Bancos como Intermediários Financeiros

Banco Central do Brasil - Bacen

Conselho Monetário Nacional - CMN Sistema Financeiro Nacional – SFN

(3)

Banco Central

O Banco Central do Brasil, autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, foi criado em 31.12.64, com a promulgação da Lei nº 4.595.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos importantes para a atuação do Banco Central, dentre os quais destacam-se o exercício exclusivo da competência da União para emitir moeda e a exigência de aprovação prévia pelo Senado Federal, em votação secreta, após argüição pública, dos nomes indicados pelo Presidente da República para os cargos de presidente e diretores da instituição. Além disso, vedou ao Banco Central a concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional.

A Constituição de 1988 previu em seu artigo 192, a elaboração de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional (no 87, de 13 de setembro de 1996) que redefiniu as atribuições e estrutura do Banco Central do

(4)
(5)
(6)

Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN. Dentre suas funções estão: adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa.

(7)

Conselho Monetário Nacional (CMN)

Ao CMN compete: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras e disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial.

O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda (Presidente), pelo Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (Bacen). Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo Bacen.

(8)

Conselho Monetário Nacional (CMN)

Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc), composta pelo Presidente do Bacen, na qualidade de Coordenador, pelo Presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Secretário Executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, pelo Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pelo Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e por quatro diretores do Bacen, indicados por seu Presidente.

Está previsto o funcionamento também junto ao CMN de comissões consultivas de Normas e Organização do Sistema Financeiro,de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros, de Crédito Rural, de Crédito Industrial, de Crédito Habitacional e para Saneamento e Infra-Estrutura Urbana, de Endividamento Público e de Política Monetária e Cambial.

(9)

Conselho Monetário Nacional - CMN Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC Banco Central do Brasil - Bacen Comissão de Valores Mobiliários - CVM Superintendência de Seguros Privados - Susep I RB- Brasil Resseguros Secretaria de Previdência Complementar - SPC I nstituições financeiras captadoras de depósitos à vista Bolsas de Mercadorias e Futuros- BMF Sociedades Seguradoras Entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão) Demais instituições financeiras Bolsas de

Valores- BV Sociedades de Capitalização Outros intermediários financeiros e administradores de recursos de terceiros

Entidades abertas de previdência complementar

(10)

O Comitê de Política Monetária, ou Copom, é o órgão decisório da política monetária do Banco Central do Brasil, responsável por estabelecer a meta para a taxa Selic. O Comitê foi criado em junho de 1996 com o objetivo de estabelecer um ritual adequado ao processo decisório de política monetária e aprimorar sua transparência.

No atual regime de metas para a inflação, o principal objetivo da política monetária implementada pelo Copom é o alcance das metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Se, em um determinado ano, a inflação ultrapassar a meta estabelecida pelo CMN, o presidente do Banco Central deverá encaminhar uma Carta Aberta ao ministro da Fazenda, explicando as razões do não cumprimento da meta, bem como as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à trajetória predefinida e o tempo esperado para que essas medidas surtam efeito.

(11)

O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central: o presidente e os diretores de Política Monetária, de Política Econômica, de Estudos Especiais, de Assuntos Internacionais, de Normas e Organização do Sistema Financeiro, Administração, Fiscalização e Liquidações e Desestatização. O presidente tem direito ao voto decisório em caso de empate na decisão da política monetária.

(12)

A taxa SELIC é o instrumento primário de política monetária do Copom, é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um dia útil (overnight) lastreados por títulos públicos registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC). O Copom estabelece a meta para a taxa SELIC, e cabe à mesa de operações do mercado aberto do Banco Central manter a taxa Selic diária próxima à meta.

A taxa Selic anual está em 12,00% em 20/04/2011, para se calcular a taxa Selic diária deve considerar 252 dias úteis. Sendo atualmente de 0,045% a/d.

(13)

As operações de crédito podem ser contratadas com taxas prefixadas, flutuantes ou pós-fixadas.

Taxas pré-fixadas - São as mais usuais, as principais modalidades para pessoa física são: (crédito pessoal, cheque especial e crédito para aquisição de bens) e diversas modalidades para pessoas jurídicas, como: o hot money,

capital de giro, descontos de duplicatas e promissórias, crédito para aquisição de bens, vendor e conta garantida.

Taxas de juros flutuantes - Incluem algumas das modalidades também negociadas a taxas prefixadas, mas seus encargos são corrigidos com base em indicadores diários como a taxa Selic e a taxa Depósitos Interfinanceiros (DI).

Taxas pós-fixadas - Estão aquelas que envolvem os repasses de recursos do exterior (os ACCs, as export notes e as

chamadas “Operações 63”).

(14)

A inadimplência é o custo que mais onera o spread bancário – a diferença entre a taxa de juros com que o banco capta seus recursos e aquela paga pelo tomador do crédito. Em termos médios, a inadimplência significa 35% do spread bancário no período mai-jul-08. Também importantes na composição do spread são os valores associados ao mark-up dos bancos: despesas administrativas (22%), IR/CSLL (11%) e o lucro líquido (18%). Os impostos indiretos, representam 14% do spread bancário.

(15)

CÂMBIO FIXO:

No regime de câmbio fixo a autoridade monetária fixa o preço da moeda nacional em relação à moeda estrangeira e se compromete com a sustentação da paridade, ou seja, há comprometimento do Banco Central a comprar ou vender a moeda a uma determinada taxa de câmbio anunciada. Esse sistema funciona na Argentina e em Hong Kong.

O regime de câmbio fixo foi a forma predominante de arranjo cambial da economia mundial até o final do Acordo de Bretton Woods, em 1973. Vigorou um sistema de padrão dólar-ouro, entre 1944 e 1973: cada moeda nacional era conversível em dólares a uma taxa de câmbio oficial, anunciada ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e os dólares eram conversíveis em ouro, também a uma paridade previamente fixada. Em 1971, os EUA

(16)

CÂMBIO FLUTUANTE:

O regime de câmbio é flutuante quando a demanda e a oferta da moeda estrangeira são acomodadas pelas variações da taxa de câmbio, ou seja, não há comprometimento da autoridade monetária em apoiar uma certa taxa de câmbio.

Chama-se regime cambial de “flutuação limpa”, quando o Banco Central não compra ou vende moeda estrangeira e regime Cambial de “flutuação suja”, quando a autoridade monetária realiza operações cambiais.

(17)

BANDAS CAMBIAIS:

O conceito de bandas cambiais estabelece uma “faixa de flutuação” através de uma paridade mínima, para a intervenção governamental de compra, e uma paridade máxima, para a venda, no mercado de câmbio. Quando o governo não estabelece previamente quais são as “bandas de flutuação”, o que dá certo grau de arbitrariedade em suas intervenções, podemos considerar como um caso de flutuação suja. Mas, se o Banco Central define claramente quais são as bandas, mesmo que estas sejam móveis, teremos um regime de câmbio administrado.

Dificilmente o mercado de câmbio é deixado livre. Normalmente, há intervenção da autoridade monetária (BC) – de maneira a conter e regular as forças do mercado. O objetivo é garantir uma política cambial e monetária de acordo com as condições macroeconômicas almejadas pelo governo.

(18)

18

A intervenção do Banco Central, via dealers (bancos que representam um volume expressivo no mercado de câmbio), pode ser feita sobre o estoque de moeda sob as seguintes formas:

1- Se a taxa de câmbio cai, ficando muito abaixo do nível desejado pelo governo, o que indica que a oferta de moeda estrangeira está maior do que a demanda, o BC entra no mercado e compra o excesso de divisas, o que implica gradual elevação da taxa de câmbio, até que ela retorne ao nível desejado pelo governo.

2- Se a taxa de câmbio se eleva acima das expectativas oficiais, indicando que a oferta de moeda estrangeira está menor do que a demanda, o BC usa parte de suas reservas cambiais, vendendo, no mercado, um determinado montante, aumentando assim a oferta e

(19)

CÂMBIO BANDA:

Na implantação do plano real, o regime era o de banda cambial, período compreendido entre 1994 e 1998, onde a cotação do real caminhava sempre próxima a do dólar, pois nesse período o governo intervinha gastando as suas reservas cambias, colocando dólar no mercado para manter o ponto de equilíbrio entre oferta e procura. Chegou um ponto que as reservas cambiais esgotaram e o governo simplesmente assistiu de braços cruzados a desvalorização do real frente ao dólar devido ao esgotamento de dólares no mercado, diminuindo a oferta e mantendo a demanda, com isso o dólar se valorizou no período de 1999 até 2003 chegando a cotação máxima em outubro de 2002 com R$3,80.

(20)

CÂMBIO PARALELO:

O câmbio paralelo é a operação de câmbio não controlado pelas autoridades oficiais e geralmente ligado a transações irregulares. A taxa tende a ser mais alta que a oficial e é determinada basicamente pela oferta e procura por uma moeda. A diferença entre a taxa oficial e a do câmbio paralelo chama-se ágio, se o paralelo estiver mais alto e deságio, se estiver mais baixo. Quando o mercado confia na política econômica de um governo o ágio/deságio é pequeno. Quanto menor a confiança, maior o ágio/deságio. No governo José Sarney, o ágio chegou a 200%.

(21)

DECRETO No 3.088, DE 21 DE JUNHO DE 1999.

Estabelece a sistemática de "metas para a inflação" como diretriz para fixação do regime de política monetária e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPUBLICA, DECRETA :

Art. 1o Fica estabelecida, como diretriz para fixação do

regime de política monetária, a sistemática de "metas para a inflação".

§ 1o As metas são representadas por variações anuais de

índice de preços de ampla divulgação.

§ 2o As metas e os respectivos intervalos de tolerância

serão fixados pelo Conselho Monetário Nacional, mediante proposta do Ministro de Estado da Fazenda ...

Art. 2o Ao Banco Central do Brasil compete executar as

políticas necessárias para cumprimento das metas

Sistema de Metas para a Inflação

(22)

DECRETO No 3.088, DE 21 DE JUNHO DE 1999.

Art. 3o O índice de preços a ser adotado para os fins previstos

neste Decreto será escolhido pelo CMN, mediante proposta do Ministro de Estado da Fazenda.

Art. 4o Considera-se que a meta foi cumprida quando a variação

acumulada da inflação - medida pelo índice de preços referido no artigo anterior, relativa ao período de janeiro a dezembro de cada ano calendário - situar-se na faixa do seu respectivo intervalo de tolerância. Parágrafo único. Caso a meta não seja cumprida, o Presidente do Banco Central do Brasil divulgará publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro de Estado da Fazenda, que deverá conter:

I - descrição detalhada das causas do descumprimento;

II - providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos; e

III - o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

(23)

DECRETO No 3.088, DE 21 DE JUNHO DE 1999.

Art. 5o O Banco Central do Brasil divulgará, até o último

dia de cada trimestre civil, Relatório de Inflação abordando o desempenho do regime de "metas para a inflação", os resultados das decisões passadas de política monetária e a avaliação prospectiva da inflação.

Art. 6o Este Decreto entra em vigor na data de sua

publicação.

Brasília, 21 de junho de 1999;

178o da Independência e 111o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO / PEDRO MALAN Presidente da República / Ministro da Fazenda

(24)

BOLSAS DE VALORES

Tipos de ações: Ações ordinárias x preferenciais

Ações ordinárias, também conhecidas como ações

ON, são aquelas que dão direito à voto nas assembléias. Cada ação dá direito a um voto, então, “em tese”, você tem o direito de participar da definição dos rumos do negócio. Além disso, por lei, os possuidores de ações ON têm direito de vender suas ações por pelo menos 80% do valor pago por um possível comprador da empresa ao seu controlador atual. Este direito se chama tag along, e foi determinado pela Lei das

(25)

BOLSAS DE VALORES

Tipos de ações: Ações ordinárias x preferenciais

Ações preferenciais: também conhecidas como

ações PN, não dão direito à voto nas assembléias da empresa ou, pelo menos, restringem este direito de alguma forma. Por outro lado, investidores possuidores de ações PN têm preferência no recebimento de dividendos e/ou outros proventos distribuídos pela empresa.

Em caso de liquidação (fechamento) da empresa, investidores possuidores das ações PN têm também preferência na repartição do patrimônio.

(26)

BOLSAS DE VALORES

Outros tipos de ações:

As empresas podem emitir outros tipos de ações. No Brasil é muito comum a emissão de ações preferenciais com classes distintas, cada uma com seu próprios direitos e restrições. Estas classes de ações preferenciais são normalmente chamadas de PNA, PNB, PNC etc.

A empresa é livre para determinar os direitos e restrições de outras classes ações e, para saber o que se aplica às ações que você possui, você deve consultar as atas de assembléias nas quais essas as classes de ações foram definidas.

As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas.

(27)

BOLSAS DE VALORES

A nova Lei das Sociedades Anônimas limitou a emissão de ações PN. Atualmente, ao constituir uma nova empresa, para cada ação ON, a empresa pode emitir apenas uma ação PN. Antes essa relação era de 1/2 ON/PN. As empresas que já existiam antes da nova lei podem continuar emitindo ações pela regra antiga.

Em função da evolução do Novo Mercado, que é um segmento de listagem de empresas negociadas no Bovespa e que se comprometem voluntariamente a adotar práticas de governança corporativa, a maioria das empresas que tem realizado a abertura de seu capital tem optado por este segmento. A principal exigência deste mercado é exigência de que o capital social da empresa seja composto somente por ações

(28)

BOLSAS DE VALORES

Blue Chips

As ações conhecidas como blue chips são aquelas que apresentam maior liquidez, ou seja, as mais negociadas no mercado. Esses papéis, geralmente de grandes empresas, têm a maior tradição de segurança no mercado acionário.

(29)

BOLSAS DE VALORES

Índice da bolsa de valores

Para medir seu desempenho, todas as bolsas de valores do mundo criam índices que ajudam o mercado a identificar se as ações estão em queda ou subindo. Em geral, são escolhidas as ações das empresas mais fortes, as mais negociadas e mais valorizadas. Nesse contexto estão empresas de telecomunicação, energia, automobilísticas, mineradoras, aéreas e varejo, entre outras. Em alguns casos, há índices separados para as ações de empresas de tecnologia, como o Nasdaq, nos EUA.

(30)

BOLSAS DE VALORES

Índice da bolsa de valores

O Ibovespa é o índice usado para medir a evolução das ações negociadas na bolsa de São Paulo. Ele representa o valor de uma carteira de ações hipotética, formada pelos papéis que, juntos, representam 80% do volume negociado nos últimos 12 meses. A carteira é dinâmica e sofre revisões quadrimestrais.

(31)

BOLSAS DE VALORES

As principais bolsas de valores do mundo:

AEX – Amsterdã ASX 200 – Sydney

BEL20 – Bruxelas BSE Sensex – Mumbai CAC 40 – Paris DAX 30 – Frankfurt

Dow Jones – Nova York FTSE 100 – Londres Hang Seng – Hong Kong IBEX-35 – Madrid Ibovespa – São Paulo IPC – México

Kospi – Seul Merval – Buenos Aires Nikkei 225 – Tóquio FTSE-MIB – Milão

SSE Composite – Xangai SET – Bangcoc TAIEX – Taiwan

(32)
(33)

ÍNDICES ECONÔMICOS/SOCIAIS

IDH GINI THEIL

(34)

ÍNDICES ECONÔMICOS/SOCIAIS

CLASSES SOCIAIS

DIEESE utiliza uma classificação por salários mínimos : Até 1 Salário Mínimo

De 1 a 2 Salários Mínimos De 2 a 3 Salários Mínimos De 3 a 5 Salários Mínimos De 5 a 10 Salários Mínimos De 10 a 20 Salários Mínimos Mais de 20 Salários Mínimos

(35)

ÍNDICES ECONÔMICOS/SOCIAIS

CLASSES SOCIAIS

Consultoria Target (2010) Renda Mensal:

Classe A1: Famílias com renda mensal maior que R$ 14.400 Classe A2: Famílias com renda entre R$ 8.100 e R$ 14.400 Classe B1: Famílias com renda entre R$ 4.600 e R$ 8.100 Classe B2: Famílias com renda entre R$ 2.300 e R$ 4.600 Classe C1: Famílias com renda entre R$ 1.400 e R$ 2.300 Classe C2: Famílias com renda entre R$ 950 e R$ 1.400 Classe D: Famílias com renda entre R$ 600 e R$ 950 Classe E: Famílias com renda entre R$ 400 e R$ 600 Classe F: Famílias com renda menor que R$ 400.

(36)

ÍNDICES ECONÔMICOS/SOCIAIS

CLASSES SOCIAIS

A ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, utiliza a classificação para as classes sociais para a Renda Total Familiar (por mês), considerando uma família de 4 pessoas (Tabela-2008):

A1 com renda familiar acima de R$ 38.933,88,

A2 com renda familiar entre R$ 26.254,92 e R$ 38.933,88, B1 com renda familiar entre R$ 13.917,44 e R$ 26.254,92, B2 com renda familiar entre R$ 8.050,68 e R$ 13.917,44, C1 com renda familiar entre R$ 4.778,12 e R$ 8.050,68, C2 com renda familiar entre R$ 2.905,04 e R$ 4.778,12, D com renda familiar entre R$ 1.939,88 e R$ 2.905,04, E com renda familiar de até R$ 1.939,88.

(37)

ÍNDICES ECONÔMICOS/SOCIAIS

CLASSES SOCIAIS

Segundo dados do IBGE (2011), as Classes Sociais são divididas conforme a renda total familiar, também utilizando como base a renda total familiar de uma família de 4 pessoas, conforme a tabela abaixo:

Classe A: Acima de 20 SM (R$ 10.900,00)

Classe B: Entre 10 e 20 SM (R$ 5.450,00 até R$ 10.900,00) Classe C: Entre 4 e 10 SM (R$ 2.180,00 até R$ 5.450,00) Classe D: Entre 2 e 4 SM (R$ 1.090,00 até R$ 2.180,00) Classe E: Até R$ 1.090,00.

(38)
(39)

CONCEITO

CONCEITO

O

O Índice de Desenvolvimento HumanoÍndice de Desenvolvimento Humano ( (IDHIDH) é ) é uma medida comparativa que engloba três

uma medida comparativa que engloba três

dimensões: riqueza, educação e esperança média de

dimensões: riqueza, educação e esperança média de

vida. É uma maneira padronizada de avaliação e

vida. É uma maneira padronizada de avaliação e

medida do bem-estar de uma população. O índice foi

medida do bem-estar de uma população. O índice foi

desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya

desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya

Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde

Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde

1993 pelo Programa das Nações Unidas para o

1993 pelo Programa das Nações Unidas para o

Desenvolvimento no seu relatório anual.

(40)

Critérios de Avaliação do IDH:

Critérios de Avaliação do IDH:

Índice de educação:

Para avaliar a dimensão da educação o

Para avaliar a dimensão da educação o

cálculo do IDH considera dois indicadores. O

cálculo do IDH considera dois indicadores. O

primeiro, com peso dois, é a taxa de

primeiro, com peso dois, é a taxa de

alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais

alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais

de idade .

de idade .

O segundo indicador é a taxa de escolarização:

O segundo indicador é a taxa de escolarização:

somatório das pessoas, independentemente da

somatório das pessoas, independentemente da

idade, matriculadas em algum curso, seja ele

idade, matriculadas em algum curso, seja ele

fundamental, médio ou superior, dividido pelo

fundamental, médio ou superior, dividido pelo

total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade.

total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade.

Critérios de Avaliação do IDH:

(41)

Critérios de Avaliação do IDH:

Critérios de Avaliação do IDH:

Longevidade

Longevidade

:

:

O item longevidade é avaliado

O item longevidade é avaliado

considerando a esperança de vida ao nascer.

considerando a esperança de vida ao nascer.

Esse indicador mostra a quantidade de anos que

Esse indicador mostra a quantidade de anos que

uma pessoa nascida em uma localidade, em um

uma pessoa nascida em uma localidade, em um

ano de referência, deve viver. Ocultamente, há

ano de referência, deve viver. Ocultamente, há

uma sintetização das condições de saúde e de

uma sintetização das condições de saúde e de

salubridade no local, já que a expectativa de vida

salubridade no local, já que a expectativa de vida

é fortemente influenciada pelo número de mortes

é fortemente influenciada pelo número de mortes

precoces.

(42)

Critérios de Avaliação do IDH:

Critérios de Avaliação do IDH:

Renda

Renda

:

:

A renda é calculada tendo como

A renda é calculada tendo como

base o PIB per capita do país. Como

base o PIB per capita do país. Como

existem diferenças entre o custo de vida

existem diferenças entre o custo de vida

de um país para o outro, a renda medida

de um país para o outro, a renda medida

pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do

pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do

Poder de Compra), que elimina essas

Poder de Compra), que elimina essas

diferenças.

diferenças.

(43)

Calculo do IDH

(44)

Classificação

Classificação

O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo:

Quando o IDH de um país está entre 0 e 0,499, é considerado baixo – país de desenvolvimento baixo.

Quando o IDH está entre 0,500 e 0,799, é considerado médio – país de desenvolvimento médio.

Quando o IDH está entre 0,800 e 0,899, é considerado elevado – país de desenvolvimento alto.

Quando o IDH está entre 0,900 e 1, é considerado muito elevado – país de desenvolvimento muito alto.

(45)

Mapa do IDH no Mundo:

Mapa do IDH no Mundo:

(46)

Mapa do IDH no Mundo:

(47)
(48)

IDH no Brasil

IDH no Brasil

Em 1970, 90% dos municípios brasileiros

se classificavam como de baixo desenvolvimento

humano, 10% como médio e nenhum se

encaixava na categoria mais alta. Vinte anos

depois, os no mais baixo nível foram reduzidos a

40% .

Somente em 2007, o país conseguiu

entrar pela primeira vez no grupo de nações

consideradas de alto desenvolvimento humano.

(49)

IDH no Brasil

IDH no Brasil

Impulsionado mais uma vez pelo aumento

na renda, o Brasil registrou uma melhora em

seu IDH no ano de 2009 , mas permaneceu

estável

(75)

no ranking das nações elaborado

anualmente. O IDH brasileiro variou de 0,808

para 0,813, um valor acima de 0,800 sendo

considerado um nível alto de desenvolvimento

humano, na comparação com o relatório de

2008, é possível verificar que o avanço se deu

principalmente por causa do PIB per capita.

(50)

IDH – Brasil – Estados (15 primeiros)

Estados da

Federação Valor do IDH IDH PIB per capita Esperança de Vida Escolaridade

RS 0.871 1 4 2 3 DF 0.858 2 1 6 1 SP 0.850 3 2 11 2 SC 0.842 4 6 5 5 RJ 0.838 5 3 12 4 PR 0.827 6 5 10 6 MS 0.826 7 8 7 7 ES 0.816 8 9 4 8 AM 0.797 9 7 9 15 AP 0.781 10 13 3 10 MG 0.779 11 10 13 11 MT 0.769 12 11 8 12 GO 0.760 13 12 15 9 RR 0.749 14 16 1 14

(51)

IDH no Brasil

(52)

AS METAS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO - PNUD

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

Acabar com a extrema pobreza e a fome, promover a igualdade entre os sexos, erradicar doenças que matam milhões e fomentar novas bases para o desenvolvimento sustentável dos povos são algumas das oito metas da ONU apresentadas na Declaração do Milênio, e que se pretendem alcançar até 2015.

As Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM) , adotada pelos 189 estados membros no dia 8 de setembro de 2000. Criada em um esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 90 (sobre ambiente e desenvolvimento, direitos das mulheres, desenvolvimento social, racismo, etc.

Concretas e mensuráveis, as 8 Metas – com seus 18 objetivos e 48 indicadores – podem ser acompanhadas por todos em cada país; os avanços podem ser comparados e avaliados em escalas nacional, regional e global.

(53)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES Meta 1 - Erradicar a extrema pobreza e a fome

Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a US PPP $ 1,00 por dia – dólares medidos pela paridade do poder de compra. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que – por falta de oportunidades como emprego e renda – não consomem e passam fome.

Meta 2 - Atingir o ensino básico universal

Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola no mundo. A partir da matrícula dessas crianças, ainda poderá levar algum tempo para aumentar o número de alunos que completam o ciclo básico, mas o resultado serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.

(54)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

Meta 3 - Igualdade entre os sexos e a Autonomia das mulheres

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres, e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as disparidades gritantes entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal será um alicerce fundamental (entre outros) para capacitar as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos tanto no mundo econômico quanto na atividade política em seus países.

Meta 4 - Reduzir a mortalidade infantil

Todos os anos onze milhões de bebês morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas – dirigidos não só às crianças mas à suas famílias e comunidades também.

(55)

55 METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

Meta 5 - Melhorar a saúde materna

Nos países pobres e em desenvolvimento, em cada 48 partos uma mãe morra. A redução da mortalidade materna é um objetivo que não será alcançado a não ser no contexto da promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. O acesso a meios que garantam direitos de saúde reprodutiva e a presença de pessoal qualificado na hora do parto, dependem do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.

Meta 6 - Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças

Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que pode-se deter a expansão do HIV, ou outras doenças que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis como a malária, a tuberculose e outras. Parar sua expansão e depois reduzir sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à

(56)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

Meta 7 - Garantir a sustentabilidade ambiental

Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana, e fazem parte de um amplo leque de recursos e serviços naturais que compõem o nosso meio ambiente – clima, florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade – e de cuja proteção dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno.

(57)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os objetivos levantados para atingir esta Meta levam em conta uma série de fatores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento – em qualquer sentido que seja – da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para países mais abastados e grandes empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.

(58)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

Não há dados para todos os 48 indicadores que compõem as 8 Metas do Milênio, mas entre aqueles apresentados pelo Relatório, o Brasil se destaca positivamente na equidade de gênero e no acesso ao ensino fundamental, fica próximo à média latino-americana no combate à fome e na mortalidade infantil, e tem um desempenho preocupante no acesso ao saneamento básico.

(59)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

A

Igualdade de Oportunidade

entre os Sexos

é medida pela proporção de meninas em relação ao número de meninos matriculados nos níveis de ensino fundamental e médio. O objetivo é que haja paridade, isso se traduz em uma taxa de 100%. No caso brasileiro esse valor já é de 103%, indicando uma maior proporção de estudantes mulheres do que homens e o cumprimento antecipado da meta.

(60)
(61)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

Para a

Educação

, o Relatório mostra dados referentes à taxa líquida de matrícula no ensino fundamental. São considerados nesse indicador os jovens de 7 a 14 anos matriculados na escola em comparação à população dessa faixa etária. Entre 1990 e 2001 a taxa brasileira passou de 87% para 97%, se aproximando rapiamente da meta de 100%, ou seja, garantir que todas as crianças até 14 anos estejam na escola.

(62)
(63)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

No que diz respeito ao

Combate à Fome

,

o desempenho brasileiro vem sendo ligeiramente superior ao da média da América Latina e próximo ao do conjunto de países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio. Os números até agora sugerem que o país tende a atingir a meta de, até 2015, reduzir à metade a proporção da população que sofre com esse problema. Segundo o Relatório, a porcentagem desnutrida da população brasileira caiu de 13% para 10% entre 1990 e 2001. A meta é que chegue a 7% até 2015.

(64)
(65)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

Na dimensão da

Saúde

, o indicador

escolhido para estar no Relatório é a razão de mortes de crianças de até 5 anos de idade para cada mil nascidos vivos. O Brasil vem reduzindo essa taxa praticamente no mesmo ritmo que a média dos países latino-americanos. Se seguir nesse ritmo, os números sugerem que, até 2015, o país consiguirá reduzir em dois terços essa proporção. Em 1990, para cada mil partos bem-sucedidos, 60 crianças morriam antes de completar 5 anos de vida. Em 2001 esse número havia caído para 36. A meta para 2015 é que essas mortes não passem de 20 a cada mil nascidos vivos.

(66)
(67)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

Os registros mais preocupantes para o Brasil dizem respeito às metas relativas a Saneamento Básico. No caso da proporção da população que vive em habitações com esgotamento sanitário, o país foi classificado no Relatório entre aqueles que devem considerar essa questão uma alta prioridade. A advertência se deve ao lento ritmo de evolução dessa porcentagem dos brasileiros: ela cresceu de 71% em 1990 para 76% em 2001. A Meta é chegar a 86% até 2015.

A dificuldade se repete no acesso a Água Potável. A proporção da população brasileira com uma fonte de água limpa em suas residências cresceu de 83% para 87% entre 1990 e 2001. A meta é que esse percentual chegue a 92%. O problema, no caso, é que a média oculta as diferenças entre grupos populacionais. Como se pode ver pelo gráfico abaixo, enquanto o acesso à água potável é crescente nas áreas urbanas, no meio

(68)
(69)

METAS, OBJETIVOS E INDICADORES

O Brasil e as Metas de Desenvolvimento do Milênio

Os autores do RDH (PNUD-ONU) perguntam por que tantas pessoas são deixadas para trás mesmo se a evolução global do país é positiva. A resposta, segundo eles, é que o problema não é a falta de recursos, mas a persistência de um alto grau de desigualdade. O Relatório conclui com a recomendação de que mais recursos sejam eficientemente dirigidos ao Norte, por causa da tendência negativa, e ao Nordeste, devido aos seus ainda baixos índices de desenvolvimento humano. O país alterna performances acima da média em alguns dos indicadores e, em outros casos, desempenho preocupante o suficiente para ser enquadrado entre os países que precisam dar "alta prioridade" a alguns indicadores para conseguir atingir as metas propostas para 2015.

(70)
(71)

INDICE GINI

INDICE GINI

O Índice de Gini é uma medida de

O Índice de Gini é uma medida de

concentração ou desigualdade comumente

concentração ou desigualdade comumente

utilizada na análise da distribuição de renda,

utilizada na análise da distribuição de renda,

mas que pode ser utilizada para medir o

mas que pode ser utilizada para medir o

grau

de

concentração

de

qualquer

grau

de

concentração

de

qualquer

distribuição estatística.

(72)

HISTÓRIA

HISTÓRIA

O coeficiente de Gini foi

O coeficiente de Gini foi

desenvolvido por Corrado Gini, e

desenvolvido por Corrado Gini, e

publicada no documento "Variabilità

publicada no documento "Variabilità

e mutabilità" (

e mutabilità" (ItalianoItaliano: "variabilidade : "variabilidade e mutabilidade"), em

e mutabilidade"), em 19121912..

Gini nasceu em 23 de maio de

Gini nasceu em 23 de maio de

1884 e morreu em 13 de março de

1884 e morreu em 13 de março de

1965, foi um estatístico, demógrafo

1965, foi um estatístico, demógrafo

e sociólogo italiano, foi também um

e sociólogo italiano, foi também um

influente teórico fascista

(73)

CURVA DE LORENZ

CURVA DE LORENZ

A Curva de Lorenz é a curva que se forma pela união dos pontos bi-dimensionais onde em um eixo (eixo y) temos a proporção acumulada da renda apropriada e no outro (eixo x) a proporção acumulada da população.

Quando a distribuição é perfeita, a Curva de Lorenz assume a forma de uma reta de 45º. Nesse caso, a proporção da renda apropriada é sempre igual à proporção acumulada da população: 10% da população ganha 10% da renda, 20% da população ganha 20% da renda, etc.

Na medida em que a curva vai criando “uma barriga” à distribuição da renda vai piorando: uma proporção maior da população vai apropriando uma proporção menor da renda.

(74)

CURVA DE LORENZ

(75)

CURVA DE LORENZ

(76)

Cálculo do índice Gini

Cálculo do índice Gini

O coeficiente de Gini se calcula como uma

razão das áreas no diagrama da curva de Lorenz, numa escala de 0 a 1 ( 0 ≤ G ≤ 1), sendo que quanto mais próximo de zero, menor é a desigualdade de renda.

Em um extremo, quando a desigualdade é zero e a distribuição de renda é perfeita, α = 0. Então:

No outro extremo, quando a desigualdade é extrema e apenas um indivíduo acumula toda a renda, temos β ≈ 0. Então:

Geometricamente ele é definido pela área α dividida pela soma das áreas α e β:

(77)

Índice de Gini no Brasil

Índice de Gini no Brasil

Evolução ao longo das décadas

Evolução ao longo das décadas

Entre os anos 1960 e 1970 o coeficiente de Gini Entre os anos 1960 e 1970 o coeficiente de Gini elevou-se em 14%,isso se dá devido a aceleração

elevou-se em 14%,isso se dá devido a aceleração

do processo de modernização da agricultura que se

do processo de modernização da agricultura que se

intensificou a partir desse período.

(78)

Índice Gini no Brasil

Índice Gini no Brasil

Os números mostram que a posição do Brasil

Os números mostram que a posição do Brasil

no ranking da distribuição de renda continua

no ranking da distribuição de renda continua

precária, sobretudo porque ela parte de um

precária, sobretudo porque ela parte de um

nível obsceno de concentração.

nível obsceno de concentração.

O mais recente relatório sobre a

O mais recente relatório sobre a

desigualdade no Brasil, divulgado pelo IPEA,

desigualdade no Brasil, divulgado pelo IPEA,

aponta que o país conseguiu atingir a primeira

aponta que o país conseguiu atingir a primeira

meta dos Objetivos do Milênio, que visa reduzir

meta dos Objetivos do Milênio, que visa reduzir

a pobreza em 25 anos, dez anos antes do

a pobreza em 25 anos, dez anos antes do

prazo estabelecido.

(79)

Índice Gini no Brasil

Nos últimos anos, o Brasil reduziu sua desigualdade social, resultado do aumento dos rendimentos na base da pirâmide social brasileira e da diminuição real nas remunerações dos trabalhadores nos empregos de maior qualidade no paí

s

.

(80)

Coeficiente por Regiões

Coeficiente por Regiões

A desigualdade tem caído em todas as regiões, com exceção da

A desigualdade tem caído em todas as regiões, com exceção da

região centro-oeste, que tem algumas peculiaridades devido a

região centro-oeste, que tem algumas peculiaridades devido a

Brasília que é a unidade da federação mais desigual do Brasil

(81)

ÍNDICE GINI POR ESTADOS

ÍNDICE GINI POR ESTADOS

A pesquisa do Instituto Brasileiro de

A pesquisa do Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística mostra que não

Geografia e Estatística mostra que não

existe uma relação direta entre estado rico e

existe uma relação direta entre estado rico e

estado com melhor, ou pior distribuição de

estado com melhor, ou pior distribuição de

renda. O estado com menor desigualdade

renda. O estado com menor desigualdade

na renda entre os trabalhadores é o pobre

na renda entre os trabalhadores é o pobre

Amapá, com índice 0,4475. Mas o segundo

Amapá, com índice 0,4475. Mas o segundo

colocado é rico, Santa Catarina, com índice

colocado é rico, Santa Catarina, com índice

0,4634 em 2008.

(82)
(83)

Índice Gini na Região Sul Fluminense

Índice Gini na Região Sul Fluminense

Uma pesquisa realizada, relativa ao ano

Uma pesquisa realizada, relativa ao ano

de 2003, mostra que Volta Redonda e Barra

de 2003, mostra que Volta Redonda e Barra

Mansa ficaram com os menores índices do

Mansa ficaram com os menores índices do

Estado do Rio, ambas com 0,41.

Estado do Rio, ambas com 0,41.

A cidade que teve o maior índice de

A cidade que teve o maior índice de

desigualdade foi Paraty, com índice Gini de

desigualdade foi Paraty, com índice Gini de

0,55.

(84)

Coeficiente GINI - Mundial

(85)

Coeficiente GINI - Mundial

(86)

Razões da desigualdade de

Razões da desigualdade de

renda

renda

1.

1. Habilidade para fazer fortunaHabilidade para fazer fortuna 2.

2. Intensidade de trabalhoIntensidade de trabalho 3.

3. Aversão a riscosAversão a riscos 4.

4. Mecanismos de compensaçãoMecanismos de compensação 5.

5. Capital humanoCapital humano 6.

6. Experiências no trabalhoExperiências no trabalho 7.

7. Riquezas herdadasRiquezas herdadas 8.

8. AcasoAcaso 9.

(87)
(88)
(89)
(90)

O risco-Brasil é um indicador que busca expressar, de forma objetiva, o risco a que investidores estrangeiros estão submetidos quando investem no País. No mercado, o indicador mais utilizado para essa finalidade mede o rendimento médio de uma carteira hipotética, constituída por papéis emitidos pelo Brasil no exterior, frente ao rendimento dos títulos do tesouro norte-americano de prazo comparável (que são considerados livres de risco). Quanto maior o risco, menor, a priori, a capacidade de o País atrair capital estrangeiro. Em conseqüência, maior é o prêmio com que seus instrumentos de dívida devem remunerar os investidores para compensá-los por assumir esse risco.

(91)

Tecnicamente falando, o risco país é a sobretaxa de se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos, país considerado o mais solvente do mundo, ou seja, o de menor risco para um aplicador não receber o dinheiro investido acrescido dos juros prometidos.

Como se determina essa sobretaxa?

Entre outros, são avaliados, principalmente, aspectos como o nível do déficit fiscal, as turbulências políticas, o crescimento da economia e a relação entre arrecadação e a dívida de um país.

Como se expressa o risco país?

Em pontos básicos. Sua conversão é simples: 100 unidades equivalem a uma sobretaxa de 1%.

(92)

O Balanço de Pagamentos (BP) é estruturado em dois grandes grupos de contas:

1 - a conta-corrente, que agrega a balança comercial, a balança de serviços e rendas e as transferências unilaterais correntes líquidas; e

2 - a conta capital e financeira, que agrega os investimentos diretos e em carteira de estrangeiros no País e de brasileiros no exterior, além de operações com derivativos e outros investimentos.

A soma dos resultados das contas corrente e capital e financeira constitui o resultado global do BP que, por definição, é igual à variação das reservas internacionais no conceito liquidez internacional. Erros e omissões podem dar margem a uma discrepância estatística entre os dois fluxos, que é devidamente registrada no Balanço de Pagamentos.

(93)

IDH- Índice de Desenvolvimento Humano

IDH do Brasil nos últimos 45 anos

0,394 0,809 0,757 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1960 1995 2002 Ano base ID H

Ano Ranking Expectativa

de vida alfabetizaçãoTaxa de matrículaTaxa de

PIB per capita (PPC

US$) IDH

2003 72º 67,8 anos 86,4% 91% 7.730 0,773

Referências

Documentos relacionados

Processo simplificado de fusão transfronteiriça: existência de um processo simplificado para os casos de fusão por incorporação de sociedade totalmente detida por outra, em que não

Silva Fem Formação pré carreira Médica 19ª Congresso do Núcleo de Estudos de Doença Cerebrovascular da Sociedade Portuguesa de Medicina Porto-Portugal 2018-11-23 2018-11-24

O acompanhamento do Estágio Supervisionado desenvolvido pelos alunos será exercido por um professor profissional da área vinculado ao corpo docente do Centro

A avaliação das prevalências de consumo de álcool, tabaco e de outras drogas em geral, por faixa etária, levando em conta as categorias de uso, mostrou um aumento linear

Para essa discussão, selecionamos o programa musical televisivo O fino da bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues, na TV Record de São Paulo, entre os anos de 1965 e

A questão dos investimentos em meios de hospedagem foi tratada pelo Comitê sob a perspectiva de que os estudos de validação de novos empreendimentos devem transcender o período

Diante disso, muitas famílias relatam a necessidade de apoio técnico e emocional por parte da equipe de saúde, seja para esclarecê-las sobre o diagnóstico dado ao familiar usuário

(2015), o Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas dos Rios Cubatão e Cachoeira (CCJ) realiza suporte para a gestão de seus recursos hídricos por meio do monitoramento