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Lista3 4 EletroAp GABARITO

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Academic year: 2021

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(1)

LISTA 3-4

1) exemplo 2-28, pag 101, Krauss.

Considerar um circuito retangular como na figura. A largura L é constante. O comprimento x é incrementado uniformemente no tempo pelo movimento da barra condutora com velocidade u. O fluxo de campo magnético é normal à superfície do circuito, e varia com o tempo segundo: B= B0cosωt. Achar a Vfem total induzida no circuito.

Solução: Neste caso, devemos usar a expressão completa da lei de Faraday:

Desde que u e B são perpendiculares, o produto vetorial entre ambos será o produto entre os módulos, com isso:

Dai, a Vfem total será:

2)Krauss pag 103. Considerar um circuito retangular (dimensões LxR, ver figura) rotando num campo magnético uniforme e estático B, com velocidade angular ω em torno da linha tracejada. Determinar a Vfem induzida no circuito.

Solução: olhando o sistema com o eixo de rotação perpendicular à linha de visão, temos:

u

x L x

          E l B ds u B dl t d Vfem

t

B

utL

t

B

xL

d

t

t

B

t

0

sin

0

sin

0

sin

B

s

B

uBdluB0Lcost t L uB t B utL

Vfem

0sin

0 cos

B

L R

(2)

Desde que o campo magnético permanece constante, devemos usar a expressão:

Para efetuar o produto vetorial entre v e B, usamos a definição, i.e., o produto do modulo dos vetores pelo seno do ângulo entre eles. Observar que, o vetor resultante deste produto terá componente apenas nos braços de comprimento L da espira, e de sentidos contrários um respeito do outro, i.e., pode-se calcular a circulação desse vetor:

Onde A é a área do circuito.

3)(Ulaby, ex 7-8, pag 225) Uma onda plana uniforme se propaga para baixo, na direção positiva de z na água do mar. O plano x,y, indica a superfície do mar. Os parâmetros constitutivos da água do mar são: εr = 80, μr = 1 e σ = 4S/m. Observação: εr= εH2O/ ε0

Se o campo magnético em z = 0 é:

mA/m a) obter as expressões para E(z,t) e H(z,t).

b) determinar a profundidade na qual a amplitude do campo E, é 1% do seu valor em z=0. Solução:

Devemos determinar primeiro se a agua é mesmo um condutor nessa frequência. Para

isso, avaliamos a quantidade, a qual é >>1,

logo, a agua se comporta como condutora nessa frequência, daí, a expressão para a cte de propagação vira (μ0 = 410-7Hm):

, dai,

Substituindo valores, fica:

Daí a expressão para o campo magnético:

) 15 10 2 cos( 100 ˆ ) , 0 ( H ty  3t 0 5 10 3 2 10 9 10 08 . 7 10 2 4          O H 2    2    (1 ) 2  j    m j 1) 1 ( 10 4  2     m mA z t e y t z, ) ˆ100 zcos(2 10 4 10 15 ) ( H  4102  3   2  0 B v θ R ω

   v B dl fem V

2LvBsin RLBsin( t) ABsin( t)

(3)

Para calcular o campo elétrico, podemos aplicar o conceito de impedância característica, i.e.,

.

A impedância característica neste caso (médio condutor), é:

Substituindo valores, temos:

Pela equação da impedância característica: , devemos aplicar essa equação às amplitudes complexas (fasores), dai, escrevemos o campo magnético em forma complexa:

A amplitude será:

e, a amplitude do campo elétrico:

Desde que a onda se propaga em z, e o campo magnético tem componente y, o campo elétrico estará orientado segundo x, dai, podemos escrever:

Tomando a parte real:

b) s s H E 0 0     450 2 1 jej                                 3 7 450 2 450 10 2 4 10 4 10 2 2 j j e e     s s H E0  0 m mA e e y t z, ) ˆ100 4 102z j(2 103t 4 102z 150) ( H         m mA e H0s 100 j(150) m mV e e e H E0 0  2102 j450100 j150  2 j600

m

mV

e

e

x

t

z

,

)

ˆ

2

4 102z j(2 103t 4 102z 600)

(

E

        m mV z t e x t z, ) ˆ 2 zcos(2 10 4 10 60 ) ( E   4102  3   2  0 m z e z e z 64 . 36 10 4 ) 01 . 0 ln( ) 01 . 0 ln( ) ln( 10 4 01 . 0 2 2 10 4 2                 

(4)

não magnético (μ=μ0) é dado por:

a) Obter uma expressão para o campo magnético H(x,t). b) Determinar a impedância característica do médio. Solução:

a) Escrevemos o campo elétrico na forma complexa:

Dai, podemos identificar as ctes α, β e também a freq. angular:

Dos dados do problema, temos:

O fasor campo elétrico é:

A lei de Faraday em forma fasorial:

Com isto, podemos determinar o fasor correspondente ao campo magnético, Hs.

Desde que o campo elétrico tem componente segundo z e depende de x, o rotacional fica:

Passando o numero complexo em forma retangular a polar, e lembrando que [H]=Vs/A:

Multiplicando por ejωt e tomando parte real:

m

V

x

t

e

z

t

x

,

)

ˆ

25

x

cos(

2

10

40

)

(

30

9

E

m

V

e

e

z

t

z

,

)

ˆ

25

30x

Re

j(2 109t 40x)

(

  

E

m

V

e

z

x

)

ˆ

25

( 30x j40x)

(

 

Es

s s j H E     m 1 30    m 1 40    m 1 30    s rad 9 10 2     m H 7 0 4 10      

x j xs y j e x Es yˆ  ˆ2530 40 30  40       E

x j x

x j xs e m H s rad m V m j y e j y 30 40 7 9 40 30 0 2 10 4 10 1 30 40 25 ˆ 30 40 25 ˆ                 H  

m

A

e

e

y

e

Am

Vs

s

rad

m

V

e

m

y

x j x x j x j s ) 86 . 36 40 ( 30 40 30 7 9 86 . 36 0 0

16

.

0

ˆ

10

4

10

2

1

50

25

ˆ

      

H

t

x

A

m

e

m

A

e

e

(x,t)

y

ˆ

0

.

16

30x

Re

j(40x 36.86 t)

y

ˆ

0

.

16

30x

cos

2

10

9

40

36

.

86

0

H

   0

(5)

b) Sabemos que:

e temos para as amplitudes dos fasores dos nossos campos:

5) Os parâmetros constitutivos do cobre são: µ=4x10-7 H/m, =(1/36)x10-9F/m e  = 5.8x107S/m. Ao longo de qual faixa de frequências o cobre é um bom condutor?

Solução:

Para um bom condutor, temos que:

Tomando o número 100, como sendo muito maior que 1:

Lembrar que 1 =V/A, e 1A (ampere)= 1 C/s. Observação: C nas unidades representa Coulomb; multiplicar e dividir o denominador por segundo (s), para chegar às unidades do resultado.

Daí, o cobre é bom condutor para f < 1.04x10161/s

6) (Ulaby, ex 7-14, pag226) Ao longo de qual faixa de frequência o solo seco (εr=3, μr = 1

e σ = 10-4

S/m), pode ser considerado um dielétrico de baixa perda? Considerar ε0= 8.85x10-12F/m

Solução:

Para dielétricos, temos a condição: ou

Dai: 1    100    s C V m F m S f f 2 100(1/36 ) 10 / 1.04 10 1.04 10 1/ / 10 8 . 5 100 2 100 2 16 16 9 7                    01 . 0 1         2 100  f C Vm m m F m f           1 10 60 10 85 . 8 3 2 1 10 100 6 12 4  s s H E 0 0  

m

V

E

0S

25

m

A

e

H

s j 0 86 . 36 0

0

.

16

   0 0 86 . 36 86 . 36 156.25 16 . 0 25 j j e m A e m V

(6)

Logo, o solo é um dielétrico para f>60MHz.

7) (Cheng, exemplo 7-8, pag.357). Uma onda eletromagnética harmônica de frequência f = 1GHz, cujo campo elétrico tem uma amplitude de 250 V/m, se propaga num dielétrico cuja tangente de perdas é 0.001. Considerar εr= ε/ε0 = 2.5, e ε0= 8.85x10-12F/m. Achar a

densidade de potência média dissipada por efeito joule no médio. Solução:

Determinamos primeiramente a condutividade do dielétrico:

Daí, a condutividade do dielétrico é: σ=1.39x10-4

S/m

Para saber a densidade de potência média dissipada por efeito joule vemos, no teorema de poynting que o termo correspondente é:

Desde que o campo elétrico varia em forma harmônica, o campo elevado ao quadrado será proporcional ao cos2(ωt), (ou sin2(ωt)), daí o valor médio temporal será:

8) Dada uma onda eletromagnética com frequência de 3MHz, se propagando no cobre (µ=4x10-7 H/m, =(1/36)x10-9F/m e  = 5.8x107S/m.), calcular:

a) Velocidade de fase (comparar com a velocidade da onda no vácuo) b) comprimento de onda (comparar com o comprimento de onda no vácuo) c) Skin depth.

Solução:

Como f=3x1061/s, pelo exercício anterior, o cobre é excelente condutor nessa frequência, logo, usamos as expressões deduzidas para bons condutores:

a)

m s m Am Vs s m m H s m m H s v / 720 / 1 ) / ( 2 . 23 / 1 10 12 / 1 10 8 . 5 / 10 4 / 1 10 3 2 2 / 1 10 8 . 5 / 10 4 / 1 10 3 2 2 2 6 7 7 6 7 7 6                          

m

F

s

12 9

10

85

.

8

5

.

2

1

10

1

2

001

.

0

tan



2

E

P

3 2 2 2 4 2 0

1

.

39

10

250

4

.

34

2

1

2

1

m

W

m

V

m

S

E

P

(7)

Vemos que é muito menor que a velocidade da onda eletromagnética no vácuo, i.e., 3x108m/s

b)

i.e.  ~ 0.24 mm, comparando com o comprimento de onda no vácuo: 0=c/f=3x108m/s/3x1061/s=100 m.

c)

O skin depth (profundidade à qual o modulo do campo elétrico decresce a 1/e do seu valor na entrada nesse médio), ~ 0.038 mm. i.e., o médio atenua fortemente uma onda EM nessa frequência.

9) (Exemplo weinthworth, pag 137)

Considerar uma corrente continua I atravessando um condutor cilíndrico de comprimento “L” e rádio “a” e condutividade σ.

a) calcular os campos elétricos e magnéticos num ponto da superfície desse condutor, b) calcular o vetor de poynting, verificar o teorema de poynting e interpretar o resultado. Solução:

a) Primeiro, observamos que a situação é estática, logo, o teorema de poynting fica reduzido a:

A densidade de corrente no condutor será: . Pela simetria do problema, tanto E Quanto J são vetores unidimensionais, escolhemos z como eixo de simetria do condutor (segundo o seu comprimento)

Pelo fato da corrente ser uniformemente distribuída, teremos:

 

s Vs A



m



m

m m m H s f 4 7 7 7 6 10 39 . 2 / 1 / 1 / / 1 10 96 . 6 1 2 / 1 10 8 . 5 / 10 4 / 1 10 3 2 2                    

 

s Vs A



m



m

m m m H s f ZSk 5 7 7 7 6 10 81 . 3 / 1 / 1 / / 1 10 96 . 6 1 / 1 10 8 . 5 / 10 4 / 1 10 3 1 1                    

d

E

dv

Scie

2

s

H

E

E J

z

a

I

ˆ

2

J

(8)

Dai:

Para calcular H, utilizamos a lei de Ampere:

b) calculando o vetor de Poynting, temos:

Claramente, o vetor aponta para dentro do condutor. Vamos calcular o fluxo dele na superfície fechada. Desde que consideramos as normais à superfície apontando para fora do volume, i.e., na direção –r, e nas “tampas” superior e inferior do condutor o vetor de poynting é perpendicular às normais, o fluxo de S fica (desde que S é constante na superfície do condutor, a integral de superfície se obtém simplesmente multiplicando o integrando pela superfície do cilindro, sem considerar as “tampas”):

Para verificar o teorema, calculamos σE2

e fazemos a integral de volume (vezes -1).

z

a

I

ˆ

2



J

E

ˆ

2

2

.

d

.

a

I

I

a

H

d

H

l

J

S

H

z

J

H E

L

a φ

r

a

I

z

a

I

a

I

ˆ

2

ˆ

ˆ

2

2 3 2 2



E

H

S

 

 

2 2 3 2 2

ˆ

ˆ

2

2

a

L

I

r

r

a

aL

I

d

d

Scie Scie





S

s

E

H

s

Volume

a

L

I

a

L

a

I

dv

a

I

a

I

E

2 2 4 2 2 2 4 2 2 4 2 2 2









(9)

Com o qual o teorema se verifica (desde que E é constante no condutor, a integral de volume se obtém simplesmente pela multiplicação do integrando vezes o volume do cilindro)

Interpretação; o resultado nos diz que o fluxo de energia, ou energia por unidade de tempo fluindo para dentro do resistor, é:

Onde foi utilizada a expressão para resistência ôhmica do condutor. Obtemos assim a lei de joule de dissipação de potência.

R

I

a

L

I

2 2 2



Referências

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