Análise do Parque das Águas de São Lourenço – MG como
equipamento de Turismo de Saúde
Analysis of São Lourenço – MG Water Park as a Health Tourism equipment
Larissa Pereira Bernardes da Silva [email protected]
Orientador: Leandro Rodrigues Gonzalez Fernandes
RESUMO: O Turismo de Saúde é uma das modalidades turísticas mais antigas,
influenciando no deslocamento de pessoas em busca da cura de doenças ou mesmo da manutenção da saúde desde a antiguidade. Sendo o Termalismo uma de suas vertentes, este artigo pretende analisar o Parque das Águas da cidade de São Lourenço – MG, a qual é considerada uma das principais estâncias hidrominerais do país, como equipamento de turismo de saúde. Após levantamento de dados bibliográficos sobre o desenvolvimento do Turismo de Saúde e do Termalismo, foram feitas pesquisas com visitantes e com a coordenadora do parque. Através destas pesquisas notou-se que há um retorno frequente dos visitantes e o parque é bem avaliado pelos mesmos, porém com alguns aspectos a serem melhorados.
Palavras-chave: Turismo de Saúde; Termalismo; Parque das Águas; São Lourenço.
ABSTRACT: The Health Tourism is one of the oldest tourist modalities, influencing
the people movement in search of healing diseases or even to health maintenance since antiquity. Being the Thermalism one of its branches, this article intends to analyse the Water Park in the city of São Lourenço – MG, which is considered one of the main hydromineral cities of the country, as a health tourism equipment. After a bibliographical research about the Health Tourism and Termalism development, researches were done with visitors and the park coordinator. Through these researches it was noted that there is a frequent visitors return and the park is well evaluated, but there are some aspects to be improved.
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1. Introdução
O turismo de saúde e bem-estar é um segmento que com o passar dos tempos vem revelando cada vez mais sua importância. Os turistas se deslocam para buscar terapias curativas, física e psicologicamente e dentro deste segmento turístico estão inclusos o turismo médico1, turismo estético2, de centros talasso3, de termas4 e de climatismo5. (FERNANDES; FERNANDES, 2011, p.36).
De acordo com o Ministério do Turismo (2010, p.15) “o turismo de saúde constitui-se das atividades turísticas decorrentes da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos” e suas motivações são a busca pela promoção e manutenção da saúde, visando uma vida saudável e equilibrada e a prevenção de algumas doenças.
O presente artigo é direcionado ao termalismo, o qual consiste na “utilização das propriedades terapêuticas das águas minero-medicinais” (FERNANDES; FERNANDES, 2011, p.38). A preocupação relacionada não só a saúde, mas também ao bem estar e a beleza impulsiona o aumento da procura por fontes naturais de cura.
Considerando que há diversas estâncias hidrominerais no Brasil, a escolhida para o estudo em questão foi a cidade de São Lourenço – MG, com o propósito de avaliar especificamente o Parque das Águas. A cidade, localizada no Sul de Minas Gerais, possui sua economia voltada para o turismo, é considerada uma das principais estâncias hidrominerais do país, sendo o Parque das Águas um de seus principais atrativos turísticos.
O objetivo do trabalho foi analisar o Parque das Águas como equipamento de turismo de saúde, buscando avaliar sua infraestrutura, perfil e opinião dos usuários. Para isso foram feitas pesquisas bibliográficas e pesquisas de campo, com a
1 “Constituído por medicinas curativas especializadas.” (FERNADES; FERNANDES, 2011, p.38). 2 “Integra as cirurgias e os tratamentos estéticos em outros países.” (FERNADES; FERNANDES, 2011, p.38).
3 “Aproveitamento dos recursos marinhos com fins profiláticos e terapêuticos.” (FERNADES; FERNANDES, 2011, p.38).
4 “Utilização das propriedades terapêuticas das águas minero-medicinais.” (FERNADES; FERNANDES, 2011, p.38).
5 “Utilização das propriedades curativas de alguns microclimas, no litoral ou na montanha, em razão da qualidade do ar ambiente.” (FERNADES; FERNANDES, 2011, p.38).
2 finalidade de levantar informações históricas relacionadas ao turismo de saúde, a cidade de São Lourenço – MG e ao parque, compreender os tipos de tratamentos e benefícios das águas minerais e fazer observação direta do local.
Na pesquisa de campo foi feita entrevista com a coordenadora responsável pelo parque, Vera Vaz de Mello, e aplicação de questionários com os visitantes, além de registros fotográficos.
2. Turismo de saúde e termalismo
2.1 Histórico
Considerada uma prática antiga, a utilização das propriedades terapêuticas das águas era vista como curativas e purificantes. Segundo Fernandes e Fernandes (2011, p.38) as primeiras civilizações de que se têm indícios são indianos, com a construção de estâncias de banho mais antiga, por volta de 2000 a.C, egípcios e gregos, os quais utilizavam banhos de mar, rio e lago.
Foi no Império Romano que se iniciou a prática de banhos medicinais, que serviam para divertimento e higiene. De acordo com De Masi (2003, apud PAIXÃO, 2007, p.137) já no século I a.C. havia 170 termas em Roma, com banheiros, piscinas, farmácias e ambientes para jogos. Os aquedutos abasteciam a capital com água fresca direto das montanhas, eram em média 1,3 bilhões de litros de água por dia. Os banhos públicos mistos aumentavam, porém o cristianismo era contra, uma vez que possuíam jogos de azar e alguns se tornaram prostíbulos, sendo considerada pela Igreja uma prática infame e “um atentado contra a castidade” (JERONIMO apud QUINTELA, 2004, p. 4). Com as restrições da Igreja, o esgotamento dos recursos hídricos e a destruição dos estabelecimentos pelos bárbaros, no século V houve a ruína dos balneários.
Na Idade Média, o saneamento básico não acompanhou o rápido crescimento industrial, ficando marcada como uma época de muitas doenças graves vinculadas à falta de saneamento, como a cólera, varíola e peste negra. Após esse período, a Igreja teve outro posicionamento, organizando peregrinações como motivação de cura religiosa e incentivando a construção de hospitais, para onde os banhos foram transferidos. (PAIXÃO, 2007, p. 138).
3 Já no século XVIII, as termas foram reabilitadas, principalmente pela aristocracia francesa e inglesa.
Em Portugal, foi no final de século XIX que o termalismo teve grande desenvolvimento. Juntamente com o desenvolvimento da medicina hidrológica, a comunidade médica criou estabelecimentos clínicos com modernas tecnologias, normalizando os usos terapêuticos das águas. De acordo com Ferreira (1995, p. 100) “a modernização medicinal das termas e a presença dos médicos mobilizaram as elites locais, transformando-as assim em centros de lazer elitistas e mundanos”. Apesar da elitização das termas, a utilização terapêutica das águas manteve-se ativa nas camadas populares, porém ficaram fora da animação cultural e lúdica que eram proporcionadas.
Entre as décadas de 1950 e 1960 houve declínio do turismo termal devido a novos lugares com espaços desenvolvidos para férias e a crise que afetava a medicina crenológica. Após a década de 1970, o termalismo em Portugal sofreu um novo impulso, com programas criados pelo Estado oferecendo apoio financeiro aos tratamentos termais. Isso estimulou o crescimento do segmento e aumentou a procura das classes sociais mais baixas, já que o Estado oferecia subsídios aos beneficiários da Segurança Social. O resultado foi a busca pelo tratamento termal em larga escala, predominando a clientela popular e dando maior espaço à dimensão terapêutica do que à lúdica, contrário ao modo como eram vistas as termas no início do século. (FERREIRA, 1995, p.101)
Alguns países europeus como Alemanha, Itália e França, a procura de novos destinos que substituíssem os grandes centros turísticos de massa impulsionou o desenvolvimento das termas. Segundo Ferreira (1995, p. 103) a nova classe média urbana estava em busca de “espaços de férias intimistas, restritivos e repousantes, ao mesmo tempo em que serviços orientados para os cuidados com o corpo: um conjunto de serviços que se situam nas fronteiras entre a medicina, a estética, o desporto e o lazer”. Nesse contexto se enquadra o turismo de saúde, associando o lúdico aos cuidados com saúde e bem-estar.
No Brasil, foi em 1818 que foi legitimado o uso das águas termais, quando D. João VI emitiu um decreto ordenando a construção de um hospital termal, após a constatação de propriedades terapêuticas na água de Caldas de Imperatriz (Santa Catarina). Conforme Quintela (2004, p.10) dados encontrados nos periódicos da
4 Academia Real de Medicina no século XIX indicam que as primeiras notícias e utilização de águas minerais foram nas fontes termais de Goiás.
A institucionalização do termalismo no Brasil pode ser identificada em duas fases. A primeira foi a descoberta das águas e o estudo científico, com base nas análises químicas para legitimar as propriedades terapêuticas e seu o médico, no século XIX. Na segunda metade do século, já com o desenvolvimento da medicina e análises mais aprofundadas, foram designadas as propriedades terapêuticas das águas e surgiram os primeiros estabelecimentos termais em Caxambu, Poços de Caldas, no Estado de Minas Gerais e em Caldas do Cubatão, em Santa Catarina.
A segunda fase se inicia no século XX, com a busca pelas estâncias hidrominerais “como lugares de cura e turismo” (QUINTELA, 2004, p. 12). E do mesmo modo como ocorrido na Europa, as termas brasileiras continham práticas lúdicas, destacando-se os cassinos. Como exemplo da associação das termas com os jogos está a cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, que segundo Paixão (2007, p. 144), chegou a obter 8 cassinos, os quais impulsionaram a construção de 40 hotéis na cidade, atraindo a classe média alta de São Paulo e Rio de Janeiro, argentinos, paraguaios e uruguaios.
O declínio do termalismo no Brasil deve-se ao fato não somente da proibição dos jogos no país, com o Decreto Lei nº 9125 de 1946, mas também a prática perdeu sua vertente médica e terapêutica. Conforme Silva e Barreira (1994, p. 31), a redução na procura pelas estâncias deve-se ao fato dos fechamentos dos cassinos e também ao desenvolvimento farmacêutico, adotando métodos mais rápidos de tratamentos e por obter um custo menor, uma vez que geralmente os tratamentos duram 21 dias.
Sendo o país com a maior biodiversidade do mundo e considerado um dos mais sustentáveis, o Brasil possui grande potencial turístico, inclusive para o desenvolvimento da talassoterapia, considerando sua riqueza paisagística e mais de 2.200 praias em todo território, porém mesmo com o crescimento do turismo de saúde desde 2003, esse recurso ainda não é muito explorado. E além da diversidade, o país obtém um grande número de instituições responsáveis pela formação de profissionais nas áreas do turismo e da medicina, o que é fundamental no segmento do turismo de saúde e bem-estar. De acordo com Fernandes e Fernandes (2011, p. 186) o Brasil possui 155 spas, 6 deles com tratamentos de talassoterapia, 29 termais, 102 água de consumo humano, 17 médicos e 1 de vinho.
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2.2 Conceitos e destinos
O turismo de saúde e bem estar tem como objetivos a cura, prevenção de doenças ou manutenção da saúde, visando melhorar tanto o estado físico como o psicológico. Este segmento turístico “abrange as viagens a lugares e instalações, com o propósito de realizar tratamentos profiláticos, terapêuticos ou de reabilitação, bem como de relaxamento, recuperação e beleza ou estética”. (FERNANDES; FERNANDES, 2011, p.36).
Nomeada na França no século XIX, a designação de cura termal se origina da palavra alemã kure e, na língua portuguesa, deu origem à palavra curista, como indicação daqueles que utilizavam os tratamentos termais e é definida por Quintela (2004, p.3) como:
“o período necessário para fazer um tratamento com água termal, que implica a permanência no local de existência das águas termais. Esta prática consistia na imersão e na ingestão de agua termal com um objetivo terapêutico: curar ou tratar uma doença e ou um problema”.
Para Silva e Barreira, (1994, p. 25) o termalismo é o “emprego da água mineral (crenoterapia), do clima (climatoterapia), do mar (talassoterapia), das areias e emanações radiativas (radioclimatoterapia) e do microclima de determinadas grutas, cavernas e galerias subterrâneas (espeleoterapia) com finalidades curativas”.
De acordo com Pupo (1974, p. 58) a “crenoterapia é a mais desenvolvida área do termalismo” e consiste no uso das águas minerais aproveitando suas propriedades químicas e físico-químicas. O tratamento ocorre através da ingestão das águas ou por via externa (banhos, duchas e massagens) e está relacionado ás suas propriedades, temperatura e tempo de exposição ao organismo. Já a climatoterapia utiliza os fenômenos climáticos como propriedades curativas. Os efeitos da temperatura, umidade do ar, vento e radiação solar têm influência sobre o rendimento do corpo humano.
A talassoterapia é a utilização dos recursos marinhos, como a água do mar, o clima, as algas, conchas, corais, lodos e a areia pra fins terapêuticos. As propriedades terapêuticas do mar são conhecidas desde os fenícios, gregos e romanos e são aplicadas como preventivas, regeneradoras e atenuadoras do envelhecimento. (FERNANDES; FERNANDES, 2011, p. 142). Nesse quesito a França é a pioneira, com o primeiro estabelecimento criado em 1778. Apenas no início do século XXI que assumiu maior importância, estendendo-se por todo mundo. Em Cuba há o Cento Internacional de Talassoterapia, que é considerado referência no continente
6 americano. Os três principais países no ramo, quanto ao oferecimento do produto e qualidade são França, Tunísia e Espanha.
A radioclimatoterapia aproveita a radioatividade das areias de certos locais como propriedade terapêutica. No Brasil, um destino desse segmento é Guarapari, no Espírito Santo. E por fim, considerada a forma mais recente do termalismo, a espeleoterapia é “o aproveitamento do ar carregado de cálcio existente em grutas calcáreas para o tratamento da asma” (PUPO, 1974, p. 59). Esse tratamento já é utilizado na Polônia, Itália e Hungria.
O tempo ideal para tratamento crenoterápico, já estabelecido por Heródoto há mais de 2400 anos, é de 21 dias (CAMARGO, 1990, apud SILVA; BARREIRA, 1994, p. 31). A permanência nas estâncias é necessária, pois o aproveitamento total das águas é feito com sua ingestão diretamente da fonte. Porém, por motivos socioeconômicos e altos custos das viagens, esse grande tempo de estadia já não acontece frequentemente. De acordo com a doutora Maria Celina de Mattos esse período pode variar, estendendo-se dependendo da doença e há também a quantidade e água correta a serem tomadas.
3. Estâncias
Estância é o termo que designa um lugar ou estação que recebe visitantes tanto em busca de melhoria de saúde, como descanso ou conhecimento. (PAIXÃO, 2007, p. 140).
Conforme Pupo (1974, p. 35) cita, a lei que regulamenta as estâncias hidrominerais é a Lei Federal nº 2661, de 3 de dezembro de 1955 e segundo a mesma:
“Considera-se estância termomineral, hidromineral ou simplesmente mineral a localidade assim reconhecida por lei estadual e que disponha de fontes d’águas termais ou minerais, naturais, exploradas com observância dos dispositivos desta lei e do Decreto Lei nº 7841, de 8 de agosto de 1945.”
Já o Decreto Lei nº 7841, refere-se ao Código de Águas Minerais e estabelece que: “Águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.”
De acordo com a Lei nº 1457, de 11 de novembro de 1977, “as estâncias são classificadas como hidrominerais ou termais, climáticas, balneárias e turísticas.” As hidrominerais ou termais são lugares onde há fonte de água mineral natural ou
7 artificialmente captada, possuindo também um balneário de uso público para tratamento crenoterápico. Nas climáticas, as condições do clima (calor, frio, umidade, ar) são usadas como estímulo no tratamento. As balneárias são possuidoras de praia, voltadas para o mar, onde se encontra a talassoterapia. E nas estâncias turísticas devem existir atrativos de lazer, natureza histórica, artística ou religiosa, ou recursos naturais e paisagísticos. (PAIXÃO, 2007, p.140)
4. A cidade de São Lourenço
Localizada no Sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, São Lourenço é atualmente considerada uma das principais estâncias hidrominerais do país e uma das cidades mais movimentadas do Circuito das Águas, o qual engloba 11 cidades6 e se destaca por suas riquezas naturais, clima saudável, e a diversidade de fontes e balneários. (SETUR – MG, 2012)
O Sul de Minas possui forte atividade turística, com o atrativo não só de suas águas medicinais, mas também a culinária, artesanato, casarões históricos e riquezas culturais, uma vez que a região foi a entrada para os bandeirantes no final do século XVIII, fazendo parte do Ciclo do Ouro. O mapa abaixo indica os municípios pertencentes ao circuito, bem como sua localização no estado de Minas Gerais.
Figura 01 – Mapa do Circuito das Águas
6 Baependi, Carmo de Minas, Cambuquira, Campanha, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Heliodora, Lambari, São Lourenço, Soledade de Minas e Três Corações. Este circuito foi certificado em 05 de julho de 2005. Informação disponível em: http://www.descubraminas.com.br/Turismo/CircuitoDetalhe.aspx?cod_circuito=45. Acesso em: 02 out. 2012.
8 Fonte:
http://www.turismo.mg.gov.br/circuitos-turisticos/lista-de-circuitos/989-circuito-turistico-das-aguas-
A cidade possui cerca de 45 mil habitantes, numa área de 57 mil km². Entre os serviços de hospedagem, são cerca de 60 estabelecimentos, entre hotéis e pousadas e um camping. Durante alguns feriados prolongados e na alta temporada, a cidade chega a receber 100 mil visitantes (PREFEITURA DE SÃO LOURENÇO, 2012).
No mapa a seguir é possível observar sua localização referente às principais capitais mais próximas, que são: São Paulo (300km), Rio de Janeiro (270km) e Belo Horizonte (390km). O acesso é feito por via terrestre pelas principais rodovias, Presidente Dutra e Fernão Dias, que ligam as rodovias BR-460 e MG-383 para chegar à cidade. O transporte público rodoviário é oferecido pelas empresas Viação Cometa, Util e Expresso Gardênia, dispondo de viagens diárias entre as capitais citadas.
Figura 02 – Mapa da localização de São Lourenço
Fonte: http://www.hotelsolaris.com.br/localizacao.html
O turismo é considerado a principal atividade econômica da cidade, a qual oferece outras opções de lazer como: o Trem das Águas, um passeio de Maria Fumaça até a cidade de Soledade de Minas, incluindo apresentação de violeiros; Fazenda Quinta do Cedro, onde é possível encontrar artesanato, comida típica mineira e ter contato direto com os animais da fazenda; Center Kart, centro de lazer que oferece pista de
9 kart, campo de paintball, mini-bug, paredão de escalada e arvorismo; Casa da Cultura, instalada na antiga Estação Ferroviária, com exposição de fotografias contando a história da cidade; passeios de charrete, cavalo, teleférico, trenzinho da alegria e feiras de artesanato.
5. O Parque das Águas de São Lourenço
5.1 Descrição geral
Localizado no centro da cidade, na Praça João Lage, o Parque das Águas é a principal atração turística e cartão postal da cidade. No total são 430 mil m², protegido por matas e jardins. Com nove fontes de águas minerais, e um Centro-Hidroterápico Balneário, o parque também dispõe de quadras, restaurante, lanchonetes, playground, pedalinhos, lojas e em seu interior está a Ermida Senhor Bom Jesus do Monte, santuário onde foi realizada a primeira missa da cidade, construída em 1903 e tombada como Patrimônio Histórico-Cultural do município, pelo Decreto nº4.693. (PREFEITURA DE SÃO LOURENÇO, 2012).
A descoberta da primeira fonte de água mineral foi feita pelo filho de um antigo fazendeiro, João Francisco Viana, em suas próprias terras e logo se espalharam notícias sobre a sua pureza e benefícios. Em 1890, o comendador Bernardo Saturnino da Veiga adquiriu essas terras e onde hoje se localiza o prédio das termas, foi fundada a Companhia das Águas Minerais de São Lourenço (SETUR – MG, 2012).
Em 1905 o terreno foi comprado pelo empresário Afonso França, que assumiu a exploração das águas, adquiriu maquinário, construiu prédios para o engarrafamento e contribuiu para a divulgação das qualidades turísticas da região e das águas minerais. Já sob nova presidência, em 1935 foi feita a construção do balneário, estabelecida zona de proteção às fontes, a criação do pavilhão da fábrica e o término do lago. A visita ao já conhecido como Parque das Águas começou a ser cobrada no ano seguinte. (NESTLE, 2012).
A fama das águas minerais e a beleza da região fez com que a alta sociedade, artistas e políticos frequentassem cada vez mais a cidade. Inclusive o então Presidente Getúlio Vargas, que em 1945 assinou o Decreto-Lei 7.841, conhecido como Código de Águas Minerais, o qual padroniza a utilização das águas minerais brasileiras.
10 Em 1970, o controle acionário do Parque foi assumido pelo Grupo Perrier, que não só aprimorou o engarrafamento e comercialização das águas, mas também desenvolveu o turismo na cidade. Nesse contexto, foi criado o Parque II em 1986, anexado ao existente. Com a compra da Perrier, em 1992, o Parque das Águas passou a ser administrado pela Nestlé, que se mantém nos dias atuais. E em 2002 foi criada a unidade de negócios, Nestlé Waters, a qual distribui a água mineral de São Lourenço, considerada uma das melhores do mundo (NESTLÉ, 2012).
O Balneário, inaugurado em 1935, era considerado um dos mais modernos da época. Em 2008 passou por uma restauração e reforma geral, modernizando sem perder seu estilo clássico. Dispõe de banhos de banheira e em ofurô, duchas, massagens, saunas, reflexologia e tratamentos estéticos (NESTLÉ, 2012).
5.2 Estrutura física
A análise da estrutura foi baseada nas informações contidas no site da Nestlé (2012) e através das visitas feitas ao parque.
O Parque das Águas se divide em duas partes, como é possível perceber através de sua planta, que consta no anexo 1. O Parque I é um terreno de 370 mil m², onde se encontra o lago, o Balneário, o restaurante, uma de suas lanchonetes, a administração, a Ermida Senhor Bom Jesus do Monte, a Gruta Nossa Senhora dos Remédios e 11 lojas com produtos variados como lembranças da região, artesanatos, roupas, calçados e artefatos de couro, doces e exposição e venda de quadros. Entre os equipamentos de lazer estão: pista de bocha, minigolf indoor, triciclos a pedal, playground e barquinhos de controle remoto, sendo que o playground é o único desses que não é pago à parte.
O lago ocupa uma área com uma área de 90 mil m², e nele há uma pequena ilha, chamada Ilha dos Amores, com uma variedade de aves, onde é possível chegar com pedalinhos e barcos a remo que ficam disponíveis para locação.
Ás margens do lago fica o Balneário, inicialmente construído em estilo colonial, em 2008 foi totalmente reformado, investindo em modernidade, mas sem perder seu estilo clássico. O espaço é dividido em ala masculina e feminina, ambas com banheiras em estilo vitoriano, ofurôs, áreas de repouso, saunas e salas de massagens. A figura 03 apresentada no anexo 2 mostra a vista de sua entrada.
11 O Parque II possui uma área com mais 60 mil m², é uma ampliação, implantado com um projeto de urbanização em 1986 e seu acesso é por um pequeno túnel que passa por baixo da Rua Saturnino da Veiga. Próprio para a prática de esportes, possui quadra de vôlei, futebol society, pista de cooper e bicicleta e academia ao ar livre. Conta também com lanchonete, pesqueiro, solarium, ducha de água mineral sulfurosa e um Jardim Japonês, inaugurado em 2008 em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Nessa área, exceto a lanchonete e o pesqueiro, os outros equipamentos não cobram valor extra para utilização e o solarium dispõe de cadeiras e espreguiçadeiras.
O parque é bem sinalizado, porém não há nada escrito em braile ou em outra língua que não seja a portuguesa. Há indicações dos locais e informações em todas suas fontes sobre suas propriedades, indicação medicinal e, em algumas, consta também a contra indicação, como mostra a figura 04 no anexo 2, além de informações históricas. E na portaria há informações sobre horários de funcionamento e valores para entrada.
Entre as nove fontes existentes no parque e seus diferentes tipos de água mineral encontram-se uma de água gasosa, uma magnesiana, duas alcalinas, duas ferruginosas, duas sulfurosas e uma carbogasosa7. Todas em boas condições de limpeza e conservação.
O parque no geral não possui sinais de danos ou deterioração e conforme dados passados pela coordenadora, Vera Vaz de Mello, sua limpeza e manutenção é feita diariamente, assim como seus quatro sanitários, espalhados por toda sua extensão, que também se encontram em bom estado de higiene. A segurança é através de câmeras localizadas em alguns pontos do parque e vigilantes que circulam durante o período de funcionamento.
A pavimentação de todo o parque é plana e com espaço para deslocamento de portadores de necessidades especiais, possibilitando boa locomoção. Contudo não
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Água gasosa: utilizada para o tratamento de distúrbios renais, digestivos e certos tipos de intoxicação. Água magnesiana: tratamento de distúrbios hepáticos, vesícula biliar e certas alterações do intestino grosso. Água alcalina: benéfica em casos de problemas gástricos, renais, de vesícula biliar, úlceras gastroduodenais e auxilia na eliminação de ácido úrico. Água ferruginosa: rica em ferro, colabora para tratar a anorexia, anemia e astenia. Água sulfurosa: internamente, é utilizada pra tratar a diabetes e distúrbios do intestino grosso, já externamente, contribui no tratamento de processo alérgicos da pele e doenças do colágeno e os gases liberados auxiliam na sinusite e doenças respiratórias. Água carbogasosa: tratamentos de depressão e estresse, além de processos
alérgicos e colites. Informação disponível em:
12 há piso tátil para deficientes visuais, a entrada de algumas fontes e lojas e o acesso à Ermida é através de escadas, como é possível perceber na fonte de água sulfurosa, figura 05 do anexo 2.
5.3 Serviços
O parque funciona diariamente, das 08h00 às 17h20, sendo que no período de horário de verão o encerramento é estendido até as 18h20. A entrada é paga, contando com algumas tarifas diferenciadas e há somente uma fonte onde é possível pegar água gratuitamente, porém fica fora do parque e fica disponível de segunda à sábado das 06h00 às 17h30. Em nenhum dos locais é permitido pegar mais de 10 litros de água por pessoa.
O valor do ingresso é de R$ 6,00, sendo que idosos, estudantes com apresentação da carteirinha e grupos previamente agendados pagam meia-entrada. Moradores da cidade também tem direito a meia-entrada, há um bilhete especial com cinco entradas válidas para todos os dias de semana e no horário da caminhada, que é atividade diária das 07h00 às 08h00, é cobrado R$1,00. Nesse caso é necessário apresentar um comprovante de residência na bilheteria. Uma opção para quem não é morador e pretende visitar o parque por vários dias é a assinatura mensal, válida por 30 dias no valor de R$ 60,00. Além dessas tarifas diferenciadas, o parque também disponibiliza entrada gratuita para quem apresenta a receita médica, com indicação de tratamento através das águas minerais, da Dra. Maria Celina de Mattos, pediatra e homeopata pioneira na cidade.
Para alimentação, o parque dispõe de um restaurante, com comida típica mineira, e duas lanchonetes, sendo que uma delas está localizada no Parque II junto com o pesqueiro. Há também diversas lojas, entre elas: quatro de doces da região e chocolates; quatro de lembranças, artesanatos e brinquedos; uma de roupas; uma de calçados e artigos de couro e uma com exposição e venda de quadros.
5.3.1 Atividades e projetos
Considerado uma das principais atrações do parque, o Centro Hidroterápico, também chamado de Balneário, é um espaço de relaxamento que conta com profissionais capacitados para a realização das práticas termais e técnicas de bem-estar. Seu funcionamento é de terça à domingo, sendo que durante a semana o horário é das 10h às 12h e das 14h30 às 19h, aos sábados inicia às 9h30 e aos
13 domingos opera apenas na parte da manhã das 9h às 12h. Os preços variam de R$15,00 para utilização da sauna, até R$120,00 na aplicação da iridologia com reflexologia.
Conforme indicados no site da Nestlé, os tratamentos aplicados são:
Estética corporal e facial: tratamentos estéticos que preservam a beleza e saúde da pele - fangoterapia, limpeza de pele máscara firmadora de porcelana, hidratação e massagem facial, rejuvenescimento com isoflavona, banho de lua, spa de pés e mãos;
Banhos terapêuticos: banhos que combatem o stress, ativam a circulação do corpo e proporcionam relaxamento muscular, ministrados com água sulfurosa - banho de espuma, sais, ofurô, aromático e ducha escocesa;
Terapias relaxantes: aliviam as tensões e dores localizadas - massagem geral, com esfoliação, aromática, shiatsu, com pindas chinesas, indiana, faraônica, bambu, com pedras quentes, com velas, massomusic, drenagem linfática, sauna, escalda pés com reflexologia e com massagem relaxante e iridologia com reflexologia.
Além dos tratamentos oferecidos no Balneário, há também outras opções de atividades para bem-estar e diversão, algumas pagas a parte. São elas: solarium com ducha de água sulfurosa; equipamentos de academia ao ar livre; pedalinho; barco a remo; triciclo; barquinho de controle remoto e playground.
Como administradora do parque, a Nestlé desenvolve ações sociais, tanto para visitantes do parque como para a população da cidade, visando não só o bem-estar, mas também a preservação ambiental. Os projetos desenvolvidos são:
Projeto Viva Melhor/Guardião: uma parceria entre a Nestlé Waters Brasil e a Unimed Circuito das Águas com objetivo de auxiliar as pessoas a terem um estilo de vida mais saudável. Ministrado por profissionais especializados, o projeto oferece exame físico com medição de peso, altura e pressão sanguínea e atividades físicas diariamente, entre elas: caminhada, abdominal, alongamento, atividades esportivas, ginástica localizada e aeróbica.
Semana do Meio Ambiente: realizada em junho com as redes de ensino municipal e estadual, em parceria com as Secretarias de Educação e Meio Ambiente, proporciona atividades para a conscientização ambiental e interação com o parque e a natureza.
14 Dia Mundial da Água: comemorado no dia 22 de março, é feita distribuição de garrafas de água com mensagens educativas para os visitantes.
Benção das Águas: no dia 06 de cada mês é realizada a benção das águas, com garrafas doadas para todos os participantes da cerimônia que acontece na Gruta Nossa Senhora dos Remédios, além da entrada gratuita no horário da benção.
Dia Mundial da Árvore: comemorado em 21 de setembro, o parque reserva um final de semana para doação de mudas de árvores para todos os visitantes, são cerca de 300 mudas de diversas espécies.
Projeto A Volta da Mata Viva: voltado para as escolas das redes municipal, estadual e particulares, com palestras educacionais e visitas ao projeto. O objetivo é substituir a floresta de pinheiros por uma vegetação típica da região em uma área de 26 mil m².
Programa Faz Bem Cuidar: o objetivo é promover a sustentabilidade socioambiental, trabalhando a educação ambiental com foco na preservação da água em escolas públicas.
Programa Nutrir: programa de educação alimentar com o objetivo de combater a desnutrição e obesidade em crianças e adolescentes de baixa renda.
Festival de Inverno: responsável pela realização do evento, que ocorre em diversos locais da cidade, o parque é palco atrações musicais e também é onde ocorre o Espaço Zen, disponibilizando atividades físicas, e informações sobre diversas terapias.
5.4 Estrutura organizacional
O Parque das Águas é administrado pela Nestlé desde 1992, ano em que comprou a até então responsável, Perrier. A empresa defende o uso sustentável dos recursos hídricos e procura promover a educação e preservação ambiental através de seus projetos, já citado anteriormente. A responsável pela coordenação do parque, já no cargo desde 2007, é a senhora Vera Vaz de Mello, com a qual foi feita entrevista para coleta de informações sobre o parque e também possibilitou a aplicação dos questionários com os visitantes.
De acordo com a coordenadora, a média anual de visitantes é 400 mil e entre eles, grande parte são os adultos, com mais de 45 anos. O fato de terem que pagar para entrar no parque não desestimula os moradores da cidade, mas eles não são o
15 público de maior visitação. Entre as épocas com mais movimento estão os feriados do Carnaval, Semana Santa e Réveillon.
Conforme reportagem publicada em alguns jornais, entre eles o Estado de Minas, durante a comemoração do Dia Mundial da Água desse ano, foi anunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais o pedido oficial de tombamento do Parque das Águas “em função de seu relevante valor cultural para o município e o estado” e registro de suas águas minerais como patrimônio imaterial. O documento ainda está em análise pela diretoria técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
5.5 Promoção e distribuição
A promoção e divulgação do parque são feitas através de seu próprio site, onde há informações sobre sua história, atividades oferecidas, as águas minerais e suas propriedades, os projetos sociais e também sobre a cidade de São Lourenço e outras atrações turísticas.
Segundo a coordenadora do parque, a cidade é divulgada nos principais eventos de turismo, agências de viagens e através de colaboradores Nestlé, associando o Parque das Águas como um de seus principais atrativos. O parque também possui folder próprio, contendo sua planta, a qual pode ser visualizada no anexo 1, as fontes e principais informações, porém esse material não é distribuído a todos os visitantes.
5.6 Análise da demanda
Para complementar o estudo sobre o Parque das Águas, foram feitas visitas de campo para melhor conhecimento do local, registro de imagens, entrevista com a coordenadora e aplicação de questionários com os visitantes. A pesquisa foi realizada entre os dias 17, 18 e 19 de novembro de 2011, sendo 50 questionários aplicados aleatoriamente no interior do parque com pessoas de ambos os sexos e com idade acima de 18 anos.
Em relação ao perfil dos entrevistados, 68% são mulheres e 32% são homens, indicando a predominância do sexo feminino. Conforme é possível ver no gráfico 01, o público predominante está entre o adulto e idoso, com um percentual de 34% com idade acima de 61 anos, seguida pela faixa dos que estão entre 51 e 60 anos, com 24%. Além disso, a média de idade é de 51 anos.
16 Gráfico 01 – Faixa etária
O gráfico 02 indica o grau de escolaridade dos visitantes e nota-se que boa parte deles possui o ensino médio completo (36%) ou o ensino superior completo (40%).
Gráfico 02 – Grau de Escolaridade
Quanto ao local de residência, a grande maioria é dos estados vizinhos São Paulo e Rio de Janeiro, cada um com 56% e 22% respectivamente, com um percentual maior do que os turistas que residem no próprio estado de Minas Gerais, como mostra o gráfico 03. Gráfico 03 – UF de Residência 14% 14% 14% 24% 34% Faixa etária De 18 a 30 anos De 31 a 40 anos De 41 a 50 anos De 51 a 60 anos Acima de 61 anos 12% 36% 40% 12% Grau de Escolaridade E. Fund. Completo E. Médio Completo E. Superior Completo Pós-graduação Completo 56% 22% 18% 2% 2% UF de Residência São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Mato Grosso Mato Grosso do Sul
17 Metade dos entrevistados não tinha frequentado o parque nos últimos 12 meses, contudo, apenas 12% do total nunca tinha visitado antes, 40% até 3 vezes, 2% foram de 4 até 10 vezes e 8% visitou mais de 10 vezes. Das pessoas que foram ao parque até 3 vezes, 55% é do estado de São Paulo e 20% do Rio de Janeiro. Já entre os que visitaram mais de 10 vezes, 50% é de Minas Gerias e 50% do Rio de Janeiro. Percebe-se que o parque atende às expectativas dos turistas e também contribui com o turismo na cidade uma vez que possui grande taxa de retorno de pessoas que não residem em São Lourenço.
Com relação à opinião dos entrevistados referente ao parque e principais atividades praticadas, 80% avaliou sua infraestrutura como ótima e 20%, boa. Nesse item também foi questionado se o visitante tinha alguma sugestão específica para melhoria ou reclamação sobre algum item do parque e 50% do total expôs sua opinião. Conforme nota-se no gráfico 04, as sugestões mais citadas foram que o preço do Balneário fosse mais acessível (31%), que houvesse maior divulgação tanto do parque, como da cidade (19%) e que gostariam de ter um atendimento médico especializado dentro do parque para indicar o tratamento correto para cada pessoa (15%).
Gráfico 04 – Sugestões para melhoria
A maioria dos turistas (62%), permanece no parque de 1 até 3 horas. Questionados sobre as atividades praticadas durante a visita, o gráfico 05 mostra que a busca pelas águas minerais foi unânime. Nota-se também que menos da metade dos entrevistados (32%) utilizaram o Balneário. Entre as outras atividades citadas estão lazer infantil e leitura.
Ter mais opções de alimentação típica da região
8% Limpeza do lago
11%
Ter mais flores nos jardins 8% Maior divulgação 19% Rampas de acesso em todos os lugares 8% O preço do balneário 31% Atendimento médico especializado dentro do parque 15%
18 Gráfico 05 – Atividades praticadas
No que se refere ao conhecimento prévio sobre as propriedades medicinais das águas, 22% diz já obter um grande conhecimento, 62% pouco conhecimento e 16% não sabia de suas propriedades terapêuticas antes de visitar o parque. E dos visitantes que utilizaram o Balneário, 56% são aqueles que já tinham algum conhecimento sobre as águas minerais.
Todos que declararam preferir alguma das águas têm muito (40%) ou algum (60%) conhecimento sobre suas propriedades medicinais, além disso, 20% do total de entrevistados tem preferência pela Fonte Oriente (água gasosa).
Em relação aos outros parques do Circuito das Águas, 70% já havia visitado pelo menos algum deles. Entre os parques citados encontram-se, Caxambu (45%), Lambari (30%) e Cambuquira (25%). Avaliando o total de entrevistados, 8% já haviam conhecido esses mesmos três parques.
Quanto à opinião dos visitantes em relação à obtenção de maiores informações sobre as águas minerais e o parque, 60% acha que é um fato necessário. Nessa questão os entrevistados poderiam ainda fazer algum comentário, expondo o motivo por ser ou não necessário haver mais informações ou declarar algo a mais, relacionado ao parque. Entre aqueles que responderam “sim”, 12% diz que é preciso haver as contraindicações das águas em cada uma de suas fontes, 15% diz ser importante o esclarecimento sobre a forma e o tempo corretos de tratamento e 30% reforça a opinião de que falta divulgação e promoção tanto do parque e suas águas minerais como da cidade. Já 30% daqueles que disseram não haver necessidade, alegam que as informações sobre as águas e suas propriedades contidas dentro do parque são suficientes para os visitantes.
100% 32% 52% 6% 60% 4% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Pegar/tomar água Usar o Balneário Caminhada Outras atividades físicas Descanso Outras
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6. Conclusão
O objetivo dessa pesquisa foi analisar o Parque das Águas de São Lourenço – MG como equipamento de turismo de saúde, avaliando sua infraestrutura, os serviços oferecidos e a opinião e conhecimento dos visitantes relacionados ao parque e às águas minerais.
Através das pesquisas realizadas constatou-se que o público predominante é o idoso, com faixa etária acima de 61 anos e em sua maioria residem nos estados vizinhos, São Paulo e Rio de Janeiro. Notou-se também que grande parte já havia visitado o parque anteriormente, inclusive mais de uma vez, além de possuírem pelo menos um pouco de conhecimento sobre as águas minerais e suas propriedades e conhecerem também outros parques do Circuito das Águas.
Possuindo não só as fontes de água mineral como atração, o parque ainda oferece opções de lazer e entretenimento que atingem o público de todas as idades e fazendo também com que os visitantes permaneçam mais tempo em seu interior. Além dos serviços de alimentação, venda de produtos e sua boa conservação e limpeza.
Os projetos desenvolvidos pela Nestlé acabam contribuindo para atrair não só os turistas, mas também a população da cidade, entre eles destaca-se o Projeto Viva Melhor/Guardião que desenvolve atividades físicas diariamente. Outro fator importante para a população é a diferenciação nas tarifas de entrada.
O Balneário, apesar de bem estruturado e oferecendo diversos tipos de tratamentos por profissionais qualificados, não é tão utilizado, fato ligado a um dos pontos negativos visto pelos entrevistados que são seus preços relativamente altos.
Visando melhorar os problemas relatados para maior desenvolvimento do parque e satisfação dos turistas, propõe-se que sejam implantadas as rampas de acesso que ainda faltam em alguns lugares, principalmente nas fontes, o lago também tenha uma boa limpeza e manutenção para que não fique com um odor que desagrade os visitantes, sejam plantadas mais flores nos jardins, transmitindo um visual mais alegre e agradável. A questão dos preços no Balneário pode ser minimizada criando algumas promoções esporadicamente, reservando alguns dias ou horários especiais para deixar os valores de pelo menos alguns dos tratamentos mais acessíveis. Quanto ao atendimento especializado dentro do parque, é interessante para esclarecer dúvidas e dar maiores informações sobre os tipos e tempo de
20 tratamentos, podendo ser realizado em dias específicos, principalmente em períodos de maior visitação. Outro ponto a ser melhorado e de grande importância é a divulgação tanto do parque e suas águas minerais como da própria cidade de São Lourenço. Para isso pode haver mais matérias e reportagens distribuídas em revistas, jornais e até na televisão, ter mais informações em sites e até mesmo aprimorar o da própria Prefeitura de São Lourenço – MG, que deixa a desejar e destacar sua importância relacionada ao turismo de saúde em guias e revistas de turismo.
Finalmente, conclui-se que, mesmo com alguns aspectos a serem melhorados ainda, o Parque das Águas é bem avaliado por seus visitantes, que acabam retornando mais vezes e além das águas minerais terapêuticas, suas outras atividades e serviços oferecidos contribuem para sua designação como um dos principais parques do Circuito das Águas e também da cidade como estância hidromineral.
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Anexo 2 – Fotos do parque
Figura 03 - Balneário
Figura 04 – Sinalização da fonte magnesiana
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Apêndice 1 – Pesquisa com administração do parque
1. Há quanto tempo está na administração? 2. Tarifas para visitação:
- Moradores pagam valor diferente?
- Moradores podem pegar água sem pagar para entrar? - Existe preço diferenciado para idosos, estudantes ou grupos? 3. Infraestrutura:
- Possui acessibilidades para deficientes? - Qual a freqüência de limpeza e manutenção? - Quais os gastos gerais?
- Como é a segurança do parque? - O que acha que poderia melhorar? 4. Visitação:
- Média anual:
- Maioria é de moradores?
- Qual a época de maior visitação? - Qual a principal motivação da visita? - Faixa etária de maio visitação:
- Acha que o preço desestimula a maior procura dos moradores? - Possui monitoria?
5. Possui eventos ou atividades no parque? - Quais?
- São regulares? - São pagos?
- Contribui para atrair mais turistas? 6. Projetos:
- Possui projeto para desenvolvimento? - Últimos projetos realizados.
7. Marketing:
- Como é feita a divulgação? - Área de maior divulgação. - Material promocional
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Apêndice 2 – Pesquisa com visitantes do parque
1. Município de residência: _______________________ UF/País: ____________________ 2. Idade: _______
3. Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino 4. Grau de escolaridade:
a. Ensino Fundamental completo b. Ensino Médio completo
c. Ensino superior completo d. Pós-graduação completo 5. Quantas vezes visitou o parque nos últimos 12 meses?
a. Nenhuma b. Até 3 vezes
c. De 4 a 10 vezes d. Mais de 10 vezes 6. Se nenhuma, já veio ao parque antes?__________
7. Qual o tempo de permanência no parque? a. Até 1 hora
b. Mais de 1 e até 3 horas c. Mais de 3 horas
8. Atividades praticadas no parque: a. Pegar água b. Usar o balneário c. Caminhada d. Outras atividades e. Descanso f. Outro. Qual?______________________ 9. Como avalia a infraestrutura do parque? a. Ótima
b. Boa c. Regular d. Ruim e. Péssima
10. O que acha que poderia melhorar?
11. Tem conhecimento sobre as propriedades medicinais das águas? a. Muito
b. Algum c. Nenhum
27 12. Tem preferência por algum tipo de água?
a. Sim. Qual? ________________ b. Não
13. Visitou algum outro parque de água mineral? a. Sim. Qual? _________________________ b. Não
14. Acha necessário que o parque ofereça mais informações sobre as águas? a. Sim
b. Não Comentários