Circuitos de Corrente Alternada
Geradores de C.A. Circuitos LC e RLC sem gerador Resistores em C.C.A. Circuitos RLC com gerador
Indutores e capacitores em C.C.A. Transformadores Fasores
Geradores de C.A.
• Consiste em uma bobina com
N espiras girando em um
campo magnético uniforme. • O fluxo magnético através da
bobina é dado por
• Onde é o ângulo entre a
direção do campo e a normal ao plano da bobina.
Geradores de C.A.
• Quando a bobina é girada por uma força externa o fluxo magnético varia.
• Vimos que a variação do fluxo magnético induz
uma tensão na bobina (lei de Faraday)
Geradores de C.A.
• Assim,
• Devido a rotação da bobina o ângulo varia em função do tempo.
• Onde é a velocidade de
rotação e é o ângulo inicial. •
Geradores de C.A.
• Portanto,
• ou
• Onde
Resistores em C.C.A.
• Equação do circuito:
• A d.d.p. entre os
terminais do resistor é dada pela lei de Ohm:
• Sendo a tensão alternada, temos
Resistores em C.C.A.
• Considerando , temos • Assim, • Portanto, a corrente do circuito será • Onde •Resistores em C.C.A.
• Como a corrente varia
com o tempo, a potência dissipada no resistor por efeito joule será
• Portanto, a potência
dissipada no resistor varia em função do tempo
Resistores em C.C.A.
• Como o valor médio da
função é igual a ½, temos que a potência média
dissipada vale
Resistores em C.C.A.
• Valor rms de uma corrente alternada (Root mean square)
– É definido através da relação
• No caso de uma corrente senoidal, temos • Assim,
• Portanto,
Resistores em C.C.A.
• Dessa maneira, podemos representar a potência média dissipada no resistor em termos da corrente rms
• Ou seja, o valor rms de uma corrente
alternada representa o valor da corrente
contínua que produz a mesma dissipação de energia.
Resistores em C.C.A.
• Valor rms para a tensão • Vimos que
• Assim, • E
• Portanto,
Resistores em C.C.A.
• Podemos também escrever a potência média fornecida pelo gerador em termos da tensão rms
• Usando as relações rms encontradas, temos
Resistores em C.C.A.
• Podemos encontrar também uma relação entre e
• Como e , temos
Resistores em C.C.A.
• As três últimas equações que acabamos de deduzir têm a mesma forma que as equações para os circuitos de corrente contínua.
• Assim, podemos escrever uma equação
equivalente para a queda de tensão no resistor
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Indutores
– Equação do circuito
• Tensão induzida no indutor: • Assim,
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Integrando:
• Como a corrente é variável, então , assim
• Onde
Indutores e capacitores em C.C.A.
• A corrente e a tensão estão defasadas de 90º.
• Comparando a relação entre corrente máxima e tensão
máxima com a mesma relação para corrente contínua, temos que
• Onde é denominada reatância indutiva.
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Podemos escrever uma relação equivalente para os valores rms
• A reatância indutiva também é medida em ohms .
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Potência média dissipada pelo indutor
• O valor médio de é nulo, assim
• Um indutor não dissipa energia desde que sua resistência possa ser desprezada.
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Capacitores
– Equação do circuito
• Tensão no capacitor: , assim
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Pela definição de corrente, temos
• Onde
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Novamente a relação entre a corrente máxima e tensão
máxima pode ser escrita na forma
• Onde é denominada reatância capacitiva.
• Da mesma forma a relação entre os valores rms são
Indutores e capacitores em C.C.A.
• Novamente, a unidade da reatância capacitiva é
medida em ohms.
• Além disso, a potência média dissipada no
Fasores
• Um fasor é a representação
vetorial de uma função senoidal. • Assim, tensões e correntes em
indutores e capacitores podem ser representadas por fasores. • A tensão entre os terminais de
um resistor pode ser
representada por um vetor cujo módulo é e o ângulo em relação ao eixo das abscissas é
Fasores
• Dessa maneira, a tensão
instantânea em um resistor é dado pela componente do fasor , pois
• Onde
Fasores
• Em um circuito com vários resistores, as tensões e correntes podem ser somadas utilizando os fasores. • Nesse caso, a tensão ou corrente resultante é a
componente desse fasor.
• Vamos considerar um circuito constituído por um indutor, um capacitor e um resistor ligados em série. • Como a tensão no indutor está adiantada de 90º em
relação a tensão no resistor.
• Por sua vez, a tensão no capacitor está atrasada de 90º em relação ao resistor.
• Como os três fasores giram no sentido anti-horário com a mesma frequência angular, os ângulos
relativos não mudam com o tempo.
•
⃗
�� �� −�
Circuitos LC e RLC sem gerador
• Circuito LC: Circuito com um indutor e um capacitor
• Vamos supor que o capacitor esteja
inicialmente carregado com uma carga . • Quando a chave é fechada em , temos
• Como , temos •
Circuitos LC e RLC sem gerador
• A solução da equação anterior é
• Assim, a corrente será
• Condições iniciais: quando . Assim,
Circuitos LC e RLC sem gerador
• A corrente está defasada de 90º em relação a carga.
• Quando a carga no capacitor é máxima, a corrente é nula e quando a carga é nula a corrente é máxima.
Q
Circuitos LC e RLC sem gerador
• O circuito LC se comporta como um sistema massa-mola.
• A energia total do sistema se conserva mas as energias elétrica e magnética se alternam.
• Como a energia armazenada no capacitor é , temos
• Como a energia armazenada no indutor é , temos
Circuitos LC e RLC sem gerador
• Assim, a energia total no sistema vale
• Ou seja, a energia total do sistema é igual a energia armazenada no capacitor.
Circuitos LC e RLC sem gerador
• Circuito RLC: circuito constituído de um resistor, um indutor e um capacitor. • Equação do circuito: • Substituindo , temos •Circuitos LC e RLC sem gerador
• A equação acima é análoga a equação de um oscilador harmônico amortecido • O primeiro termo é análogo à resultante
das forças que atuam nas cargas. • O segundo termo é análogo à força
restauradora.
• O terceiro termo é análogo ao
amortecimento devido à uma força de resistência.
Circuitos LC e RLC sem gerador
• Assim, no circuito RLC, a resistência é análoga à
constante de amortecimento. • A energia elétrica é dissipada
na forma de calor (efeito joule) no resistor.
• Portanto, a corrente oscila com uma frequência porém as oscilações são amortecidas. •
Circuitos RLC com gerador
• Circuito em série
– Equação do circuito
• Usando a relação , temos
Circuitos RLC com gerador
• A corrente no circuito é a soma de duas componentes:
– Corrente transiente: depende das condições iniciais e diminui exponencialmente com o tempo.
– Corrente estacionária: não depende das condições iniciais e a solução é
• O ângulo é dado por
Circuitos RLC com gerador
• A corrente máxima é
Onde é a impedância do circuito e é chamada de reatância total.
• Assim, a equação do circuito é escrita como
Circuitos RLC com gerador
• Método dos fasores
– A figura ao lado mostra os fasores que representam as tensões no resistor, no indutor e no capacitor. – A soma das quedas de tensão em
cada elemento do circuito deve ser igual à tensão na fonte. Assim, temos
– Como e têm a mesma direção e são perpendiculares a , então
•
⃗
��
⃗
Circuitos RLC com gerador
• Método dos fasores
– Porém, , e
– De acordo com o diagrama, o
fasor faz um ângulo com , assim
– O fasor está em fase com a corrente, assim
Circuitos RLC com gerador
• Ressonância
– Quando a frequência do gerador é igual à frequência natural , é máxima. Nesse caso dizemos que o circuito está em ressonância. – Isso ocorre quando
Circuitos RLC com gerador
• Potência
– O indutor e o capacitor não dissipam energia. Assim, a potência média fornecida ao circuito é igual a potência fornecida ao resistor.
– Então
Circuitos RLC com gerador
• Potência
– Como e , a equação anterior pode ser escrita na forma
– O fator é denominado fator de potência. Na
ressonância, e a potência máxima fornecida ao resistor é máxima.
Circuitos RLC com gerador
• Potência
– Podemos também expressar a potência em termos da frequência :
– Pela definição de impedância, temos
Circuitos RLC com gerador
• Potência
– Assim, a potência média fornecida pelo gerador em função da
frequência é dada pela expressão acima.
– Quando a frequência do gerador é igual a frequência de ressonância, a potência média é máxima.
– As curvas dessa função são
denominadas curvas de ressonância.
Circuitos RLC com gerador
• O fator Q
– No oscilador mecânico, foi definido como
– Também pode ser escrito em termos da energia
– No circuito RLC, pode ser definido substituindo m por L e b por R
– Se a curva de ressonância for estreita (Q = 2 ou 3), podemos utilizar uma expressão aproximada para Q
Circuitos RLC com gerador
• Circuito RLC paralelo
– As tensões no resistor, no indutor e no capacitor são iguais.
– A corrente no resistor está em fase com à tensão.
– A corrente no indutor está atrasada de 90º em relação à tensão.
– A corrente no capacitor está adiantada de 90º em relação à tensão.
Circuitos RLC com gerador
• Circuito RLC paralelo
– As correntes podem ser
representadas num diagrama de fasores.
– O módulo da corrente total vale
– Onde
Circuitos RLC com gerador
• Circuito RLC paralelo
– Na ressonância e nesse caso . – Ou seja, a corrente total passa
a ser apenas a corrente no resistor.
O Transformador
• Tem a função de aumentar ou diminuira tensão em um circuito sem que haja uma grande dissipação de energia.
• Consiste de dois enrolamentos
compartilhando o mesmo núcleo de ferro.
• O enrolamento no qual é aplicado a tensão de entrada é chamado de primário.
• O outro enrolamento é chamado de secundário.
O Transformador
• O funcionamento do transformador se baseia no fenômeno da indutância mútua dos
circuitos.
• O núcleo de ferro concentra quase todo fluxo magnético produzido pelo primário.
• Se não houvesse dissipação de energia, toda a potência do primário (P = Vi) seria
transferida para o secundário.
• As perdas são pequenas e ocorrem devido a:
– resistências do enrolamento
– Correntes parasitas induzidas no núcleo – Histerese magnética do ferro
O Transformador
• Suponha um transformador ideal com eficiência de 100%. • Considere que V1 seja a
tensão fornecida ao primário com N1 espiras.
• O secundário tem N2 espiras.
• Aplicando a lei das malhas no circuito primário temos
O Transformador
• No circuito secundário temos
• Como os fluxos que atravessam os dois
enrolamentos são iguais, temos
• Ou seja,
O Transformador
• Se n > 1 , então V2 > V1 (transformador elevador
de tensão).
• Se n < 1, então V2 < V1 (transformador abaixador
de tensão).
• Se ligarmos uma resistência R nos terminais do secundário, surge uma corrente i2 que está em
fase com V2.
• Esta corrente dá origem a um fluxo adicional N2 nas espiras do secundário que se opõe ao
fluxo gerado pela corrente no primário.
• Como a tensão no primário é determinada pelo gerador, surge uma corrente adicional i1 no
primário para manter o fluxo magnético original N1.
O Transformador
• O fluxo no primário é proporcional a corrente adicional (N1i1).
• Como esse fluxo é igual ao fluxo adicional no secundário, temos • Desprezando as perdas no
transformador, temos que a potência de entrada é igual a potência de saída