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EIXO TEMÁTICO II

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Academic year: 2021

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EIXO TEMÁTICO II

Diversidades e vulnerabilidades étnicas e raciais nas condições

de parto e nascimento

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32193 - O sentimento materno o contexto prisional: relato de experiência

Letícia Tannus Rebouças; Luciana Valasques Silva; Megue Mariane da Cunha Sales; Fabiane Nascimento Nunes; Tânia Christiane Ferreira Bispo

Instituição: Universidade Federal da Bahia

Introdução: A presença feminina em cárcere privado, tem crescido de forma significativa. Diante deste cenário, o sistema prisional brasileiro vem sofrendo constantes modificações. Uma vez, que o sistema penal brasileiro foi criado para homens, e estruturalmente não atendiam as peculiaridades do público feminino, este vem se adequando as especificidades feminina, com a criação de setores específicos para este público, porém ainda aplicada de forma deficiente. Dentre as inúmeras situações que afligem essas mulheres, há uma carência na assistência e no apoio psicossocial desde o ciclo gravídico-puerperal, e na maternidade como um todo.(CÚNICO, 2015; FIGUEIREDO, 2010) Objetivos: Relatar a percepção do significado da maternidade e suas fragilidades no sistema prisional através de uma oficina. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de uma oficina cujo o tema foi o significado da maternidade, em comemoração do dia das mães no ano de 2016. O trabalho foi realizado no Complexo Penitenciário Lemos de Brito, situado na cidade de Salvador-BA e o público foi composto por 25 mulheres-mães. Essa oficina foi organizada e executada por graduando em enfermagem e enfermeiros, através do projeto de Extensão “ Ser mulher, estar grávida e presidiária: difíceis caminhos” do grupo de pesquisa NUPEIS- Núcleo de Pesquisa Interfaces em Saúde e NUPESV – Núcleo de Pesquisa Saúde e Violência. Como atividade de integração, utilizamos a “ dinâmica das flores” afim de proporcionar interação entre as mulheres e o grupo, despertando o sentimento de maternidade em comum dentre elas. Logo após, utilizamos balões com perguntas a respeito da temática, e nesse momento elas expressaram o sentimento maternal, além das dificuldades de ser mães dentro do seu contexto. Finalizamos com um lanche e em seguida foi recitado pelos alunos um poema sobre ser mãe e notou-se emoção e solidariedade umas com as outras. Resultados: Em comemoração ao dia das mães, essa oficina foi realizada para resgatar o sentimento maternal dentre as mulheres em privação de liberdade. Através das falas e faces, conseguimos perceber expressões claras do afloramento do sentimento maternal existente em cada uma delas. Independente do distanciamento entre o binômio e do seu contexto, essas mulheres não deixam de sentir-se mães e usam deste sentimento como um porto-seguro para o enfrentamento das dificuldades encontradas no cárcere. Conclusão: O sistema prisional brasileiro vem se modificando e adequando-se para o crescente número de mulheres em situação de privação de liberdade. Esse tema merece uma reflexão mais profunda, afim de contribuir para ações mais humanizadas, respeitando as singularidades dessas mulheres, com a tentativa de tornar o período prisional menos danoso e traumático para elas.

Descritores: Penitenciárias; Maternidade; Enfermagem

Referências

CÚNICO, S.D.; BRASIL, M.V.; BARCINSKI, M. A maternidade no contexto do cárcere Uma revisão sistemática. Estud. pesqui .psicol., Rio de Janeiro, v.15, n.2, p. 509-528, 2015.

FIGUEIREDO, C.A.; SANTOS, M.B.S.; NASCIMENTO, T.O. ;Tempo de ser mãe- reflexões sobre a experiência da maternidade no sistema prisional do estado do Rio de Janeiro. Fazendo gênero 9, Diásporas, diversidades, deslocamento; Rio de Janeiro, 2010.

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32216 - Sentimentos expressos com relação a separação de seus filhos no contexto penitenciário

Letícia Tannus Rebouças; Fabiane Nascimento Nunes, Tania Christiane Ferreira Bispo; Denise Santana Silva dos Santos

Instituição: Universidade Federal da Bahia

Introdução: O crescimento do número de mulheres encarceradas gera consequências de várias ordens, entre as quais se enfatiza a perda ou fragilização de suas relações familiares, tornando mais vulneráveis os filhos dessas mulheres privadas de liberdade. Objetivo: Descrever os sentimentos expressos por mães com relação a separação de seus filhos no contexto penitenciário. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, no período de Setembro a Outubro de 2013. O cenário do estudo foi um Complexo Penitenciário feminino da cidade de Sal-vador/BA. Os sujeitos da pesquisa foram 06 puérperas e gestantes privadas de liberdade no contexto prisional. A pesquisa teve aprovação plena pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o número (346 920) de acordo com a Resolução nº (466/2012), do Conselho Nacional de Saúde. Para a coleta dos dados, realizaram-se oficinas e entrevistas semiestruturadas. E para análise dos dados, utilizou-se a análise temática de Bardin. Resultado: No que se refere ao momento em que ocorre a separação dessas mulheres com os seus filhos, observou-se que apresentam um forte sentimento de angústia e desestabilização emocional. Esses sentimentos surgem devido ao apego que a mãe desenvolve por seu filho desde o momento da gestação até os próximos seis meses em que eles permanecem juntos. A quebra desse vínculo afetivo, sem programação, que carece de acompanhamento psicológico, gera uma série de questionamentos e dúvidas que fazem com que o sentimento de medo, angústia e impotência aflorem nessa separação. Conclusão: Desta maneira, percebe-se a dificuldade enfrentada com a separação do binômio, que fragiliza o vínculo. Isso nos convoca a refletir sobre o presente e o futuro de todos os envolvidos, o desenvolvimento e a manutenção de vínculos. No que diz respeito a essa temática, cabe à equipe multiprofissional envolvida neste processo uma nova maneira de atuar com as gestantes e puérperas confinadas.

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32384 - Estratégias para redução da mortalidade materna de mulheres negras em condições de parto

Nathália Oliveira Teixeira1; Adna Larissa da Silva Machado1; Fabíola Angélica Mendes1; Maira de Santana Castro1; Flavia Pimentel Miranda2

Introdução: As mulheres são as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) e estão expostas de forma geral às precárias condições de vida tendo, as negras menor acesso aos serviços de saúde comparando-as com as mulheres brancas. (GOÉS; NASCIMENTO,2013). Objetivo: descrever as estratégias visando à redução da mortalidade materna nas condições de parto em mulheres negras no Brasil. Metodologia: trata-se de uma revisão de literatura a partir da base de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-americana em Ciências de Saúde), encontrados com os descritores: “mortalidade materna”; “saúde da população negra”; “parto". Foram incluídos artigos que abordassem a temática, disponíveis online, na íntegra, em português; como critérios de exclusão artigos repetidos na base de dados. Resultados: constatou-se que os maiores percentuais de óbitos maternos ocorrem em mulheres negras que em sua maioria são de baixa renda, com dificuldade de acesso aos serviços de saúde e informações, falta de assistência pré-natal, diagnósticos tardios das doenças que complicam durante a gravidez, o parto e o puerpério (MARTINS,2006). É consenso que as mulheres acometidas pela morte materna são as de menor renda e escolaridade. Juntamente com as questões sócio-econômicas, emerge a questão racial (MARTINS, 2006). Entre as estratégias para redução da morbimortalidade materna em condições de parto destacam-se: implantação de políticas públicas voltadas à assistência hospitalar; melhorias nos centros de referência de alto risco; treinamento de profissional capacitado tecnicamente e humanizado aos processos; melhoria no sistema de registro e investigação para os casos de mortalidade materna(VICTORIA,2013); rastreamento de risco e cuidados pré-natais, tendo como base os princípios do SUS, que são equidade, integralidade e universalidade, visando um atendimento igualitário às parturientes independente da cor/raça. Conclusão: os coeficientes de mortalidade materna no Brasil apontam principalmente para contextos relacionados às desigualdades sociais, podendo ser revertido dessa forma com o planejamento de ações que envolvam a promoção da saúde, bem como para a avaliação e reestruturação de políticas públicas existentes e formulação de outras, destinadas a reduzir os elevados números de mortalidade materna em mulheres negras no Brasil.

Descritores: Mortalidade materna; Saúde da população negra; Parto. Referências

MARTINS, A. L. Mortalidade materna de mulheres negras no Brasil. Cad. Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 22, n.11, p.2473-2479, 2006.

VICTORIA, C. G. Intervenções para reduzir a mortalidade infantil. Rev. Bras. Epidemiologia; São Paulo, v. 4, n. 1, p. 3-69, 2001.

GOÉS, E.F, NASCIMENTO E.R . Mulheres negras e brancas e os níveis de acesso aos serviços preventivos de saúde: uma análise sobre as desigualdades; Rio de Janeiro, v 37, n99,p. 571-579,2013.

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1

Discente de Enfermagem da Universidade Salvador - UNIFACS – Laureat International Universities

2

Enfermeira Mestranda em Medicina e Saúde pela EBMS. Professora Assistente da Escola de Enfermagem na Universidade Salvador – UNIFACS - Laureat International Universities

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32670 - Parturição de mulheres em idade precoce no estado da Bahia no ano de 2012.

Cláudia Oliveira Santos¹; Carolina Ferreira Barros¹; Josielson Costa da Silva².

Introdução: A gravidez na adolescência é um problema de Saúde Pública com grandes consequências para a morbimortalidade materna e infantil. Tal evento é observado mundialmente, ressaltando questões políticas e sociais que precisam ser estudadas, diante deste contexto, o estudo traz como objetivo identificar os fatores socioeconômicos e ginecobstétricos de parturientes em idade precoce no estado da Bahia no ano de 2012. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, de corte transversal elaborado a partir da coleta de dados secundários disponíveis no Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC), utilizando as informações referentes ao estado da Bahia. Resultados: 97,1% das adolescentes pariram no ambiente hospitalar, 94,1% eram primíparas, 75,0% tiveram idade gestacional precoce, 71,3% pariram por via vaginal e que a maioria delas não realizou a quantidade de consultas pré-natal adequada. 76,6% dessas mães tinham idade igual a 14 anos, 71,0% eram solteiras, 70,7 % frequentavam a escola e 93,3% eram da raça negra. Conclusão: A gravidez na adolescência pode ser consequência da não efetivação de políticas públicas com foco no adolescente, colaborando assim para gestações cada vez mais precoces, proporcionando risco de morbimortalidade para o binômio bem como maiores gastos para gestão pública.

Descritores: Gravidez na adolescência, condições de saúde, enfermagem.

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Graduandos em Enfermagem – Centro Universitário Jorge Amado

2

Enfermeiro. Mestre em enfermagem pela EEUFBA. Especialista em terapia intensiva neonatal e pediátrica. Docentes da UNIJORGE e UFBA

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32676 - Desfechos da gestação de mulheres com doença falciforme

Larissa de Jesus Santos1; Tâmara Alves de Carvalho1; Lana Rose Patrocínio dos Santos1; Lindineide Lima da Silva2; Joventina Julita Pontes Azevedo2.

Introdução: A Doença Falciforme é a doença hereditária mais comum no Brasil, causada por uma mutação na hemoglobina A originando consequentemente a presença da hemoglobina S, que após sofrer polimerização tem como principal característica alterar a estrutura da hemácia tornando-as em forma de foice. A gravidez é considerada uma situação potencialmente grave para as mulheres com Doença Falciforme (DF), assim como para o feto e para o recém-nascido. Essa gestante esta susceptível a várias complicações devido a fisiopatologia da doença, sendo desfavorável para o desenvolvimento da gravidez, podendo ocasionar a morte materna e neonatal (ZANETTE, 2007). Objetivo: Descrever os principais desfechos obstétricos e neonatais de mulheres com Doença Falciforme. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura, a partir da base de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online) LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), utilizando os seguintes descritores: “Gravidez de Alto Risco”; ‘’Doença Falciforme’’ e “Assistência Integral à Saúde da Mulher”. Como critérios de inclusão, artigos publicados nos últimos dez anos, disponíveis online, na íntegra, no idioma português. Como critério de exclusão, artigos repetidos na base de dados. Resultados: A gestação é considerada um fator estressante para a fisiopatologia da DF. Os desfechos mais comuns citados na literatura são: aumento da frequência e intensidade das crises álgicas; agravamento da anemia; infecções respiratórias e urinaria; sequestro esplênico; hemorragias; aborto, nascimento de neonatos pré- termos, natimorto e mais gravemente morte materna e neonatal (NOMURA, 2005) Conclusão: A gravidez não é contra indicada para mulheres com DF, no entanto, diante de tantos fatores que põem em risco a qualidade de vida dessa gestante é preconizado que a mesma seja assistida em todo ciclo gravídico- puerperal de forma segura, garantindo todo suporte, para que então haja redução de danos, sendo necessário que o profissional da atenção básica esteja capacitado para realizar o diagnostico precoce da DF, orientando quanto aos cuidados específicos a serem realizados para o binômio.

Descritores: Gravidez de Alto Risco; Doença Falciforme e Assistência Integral à Saúde da Mulher.

Referências

NOMURA, Roseli Mieko Yamamoto et al. Resultados maternos e perinatais em gestações complicadas por doenças falciformes. Rev. bras. ginecol. obstet, v. 32, n. 8, p. 405-411, 2010.PEREIRA, Milca Severino et al. A infecção hospitalar e suas implicações para o cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm, v. 14, n. 2, p. 250-7, 2005.

ZANETTE, Angela Maria D. Gravidez e contracepção na doença falciforme. Rev. bras. hematol. hemoter, v. 29, n. 3, p. 309-312, 2007.

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1

Discente de Enfermagem da UNIFACS/Laurete International Universities;

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32701 - Práticas de aleitamento materno em comunidade quilombola

Amanda de Liro Dantas1; Lucas Amaral Martins2; Climene Laura de Camargo3

Introdução. Os quilombos vêm, ao longo dos anos, resistindo às influências externas, buscando manter, reproduzir seus modos de vida, na tentativa de preservar sua identidade pela experiência vivida e pelo compartilhamento de suas diferentes trajetórias históricas, fortalecendo a manutenção das tradições (SILVA, 2007; NERY, 2004). No tocante as práticas de aleitamento materno de recém-nascidos as comunidades têm buscado preservar seu modo peculiar de nutri-los. As escravas, no Brasil, alimentavam as crianças logo cedo com a introdução de suplementos alimentares como mingaus e papinhas, prática justificada pela razão que as mães queriam fortificar logo seus recém-nascidos para não perde-los no primeiro mês (DEL PRIORE, 2012).Objetivo. Conhecer as práticas de aleitamento materno em comunidades quilombolas do interior da Bahia. Metodologia. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória com abordagem qualitativa, que teve como cenário as comunidades quilombolas de Vila Monte Alegre – Cairú – BA, com 120 habitantes, e Praia Grande de Ilha de Maré-BA, com 2500 habitantes. Foi realizada no período de junho de 2013 a junho de 2014. Tivemos 31colaboradores sendo mães e familiares de crianças de até 02 anos. Que atenderam os critérios de inclusão: ser nativos e se reconhecer como quilombola; ser membro da família de um RN ou criança de até 02 anos; e, ter prestado cuidados ao mesmo. E como critérios de exclusão: desistir de sua participação; o RN possuir alguma malformação ou doença crônica; e o RN não ter vivenciado o período neonatal na comunidade. Para a coleta das informações utilizou o Genograma, Ecomapa, entrevista semi-estruturada, e, o diário de campo. A análise dos dados foi delineada pelo modelo interativo proposto por Miles e Huberman. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, sob CAAE: 16594413.8.0000.5531. Resultados. Emergiram quatro categorias: “Alimentação do RN nas primeiras horas de vida” os RN nascidos na comunidade são colocados no seio materno após 24h de vida, sendo oferecido como o primeiro alimento chás ou leite materno de lactente da comunidade; “Aleitamento Materno Exclusivo” o aleitamento materno exclusivo não é uma realidade nas comunidade; “Aleitamento Materno Misto” é uma prática comum nas comunidades, pois introduzem papinhas e engrossantes para fortificar os RN; “Mitos preservados acerca do Aleitamento Materno” foi revelada a utilização de suplementos para complementar o leite materno, por acreditarem que o leite é fraco e não sustenta o RN, entre outros mitos. Considerações Finais: As práticas de Aleitamento Materno ao RN, nas comunidades quilombolas, é atrelado a saberes socioculturais e seus hábitos de cuidar advém do período Colonial do Brasil, sendo que alguns destes expõem a risco e danos a saúde do RN. Os profissionais e serviços de saúde não estão alinhados com o contexto da comunidade. Há uma carência de adequação dos locais de cuidados ao RN como os preconizados pelo Ministério da Saúde, o que aponta para a necessidade de serviços de saúde mais atuantes e voltados para atender as necessidades desses grupos específicos.

Descritores: Recém-nascido. Comunidade, Quilombola. Aleitamento Materno. Referências

DEL PRIORE, M. O cotidiano da criança livre no Brasil entre a Colônia e o Império. In: História das crianças no Brasil. 5.ed. – São Paulo: Contexto, 2012.

NERY, T. C. S. Saneamento: ação de inclusão social. Estud. av. 2004, vol.18, n.50, pp. 313-321.

SILVA, J. A. N. Condições sanitárias e de saúde em Caiana dos Crioulos, uma comunidade Quilombola do Estado da Paraíba. Saude soc. 2007, vol.16, n.2, pp. 111-124.

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Enfermeira. Especialização em andamento em Neonatologia.Trainee em Enfermagem da UTI Neonatal da Maternidade

Santamaria do Hospital Português.

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Enfermeiro. Especialista em Neonatologia, na modalidade de Residência. Mestre em Enfermagem. Chefe de Enfermagem da UTI Neonatal da Maternidade Santamaria do Hospital Português. Docente da Pós Graduação da Atualiza Cursos.

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32708 - O número de lacerações espontâneas influencia na realização de atividades habituais/

necessidades fisiológicas da mulher?

Deilnir Chirlane de Souza Silva1; Luciano Marques dos Santos2; Larissa Beatriz Ferreira de Paiva3

Introdução: A institucionalização do parto ocorreu ao longo da década de 1940 e o uso de tecnologias de forma indiscriminada, tais como a episiotomia de rotina e a ocitocina, tornou-se cada vez mais frequente. Juntamente com tais intervenções, houve o aumento significativo da ocorrência de traumas no períneo feminino. O trauma perineal é uma condição que muitas mulheres sofrem no parto vaginal, durante o período expulsivo, como consequência da ocorrência de lacerações espontâneas perineais ou decorrente da realização da episiotomia. A episiotomia é uma técnica que vem sendo utilizada de forma indiscriminada, sem a devida avaliação das condições perineais e o consentimento da parturiente para a sua realização, desrespeitando os princípios éticos e profissionais da autonomia, podendo influenciar direta ou indiretamente na cotidiano da mulher (AMORIM; KATZ, 2008; SANTOS; PEREIRA, 2012; LEAL, et al., 2014). Objetivo: Verificar a influência do número de lacerações perineais espontâneas suturadas quanto à realização de atividades habituais e necessidades fisiológicas e ocorrência de problemas perineais em puérperas com parto vaginal em uma maternidade pública de Feira de Santana, Bahia. Metodologia: Estudo transversal, recorte da pesquisa intitulada “Condições perineais de mulheres no pós-parto vaginal em uma instituição pública no interior da Bahia”, aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual de Feira de Santana e realizada na Unidade de Alojamento Conjunto de um hospital público da cidade de Feira de Santana no período de setembro de 2013 a dezembro de 2014 com 354 com puérperas que tiveram laceração perineal, a pesquisa foi realizada através da aplicação de formulários, mediante a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram analisados através do Statistical Package for the Social Sciences, versão 22.0 e o OpenEpi versão 2.3. Realizou-se contagem das freqüências absolutas e relativas na análiRealizou-se univariada e para as bivariadas foram calculados a razão de prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança (IC) de 95%. Empregou-se o Qui-quadrado de Pearson e nível de significância de 5% (p<0,05). Foi aprovado por Comitê de Ética sob o número de protocolo 69/2012. Resultados: Não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos com relação ao relato de dificuldades para realizar alguma de suas atividades habituais ou necessidades fisiológicas e ocorrência de problemas perineais. Entretanto, verificou-se que puérperas com duas ou mais lacerações perineais relatam maior dificuldade para amamentar, dor, realizar sua higiene íntima, dormir, alimentar-se, evacuar e ardor local, quando comparada com aquelas com laceração única. Conclusão: Observou-se nesse estudo que a maioria das mulheres estudadas apresentaram laceração perineal única. Porém, o número de lacerações perineais espontâneas no parto vaginal não influenciou na realização de atividades habituais e necessidades fisiológicas em mulheres no puerpério, bem como na ocorrência de problemas perineais. Sendo assim, faz-se necessário a realização de novos estudos que abordem sobre o número de lacerações perineais com a dificuldade para realizar atividades diárias e necessidades fisiológicas no puerpério para que assim possa melhorar assistência prestada as puérperas.

Descritores: Enfermagem Obstétrica, Períneo, Episiotomia, Saúde da Mulher, Dor e Período pós-parto

Referências

AMORIM M. M. R.; KATZ L. O papel da episiotomia na obstetrícia moderna. Femina. v. 36, n.1, p. 47-54, 2008.

LEAL, M.C. et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 30 Sup:S17-S47, 2014.

SANTOS L. M.; PEREIRA S. S. C. Vivências de mulheres sobre a assistência recebida no processo parturitivo. Physis. v. 22, n. 1, p. 77-97, 2012.

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Enfermeira. Graduada pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Email: [email protected]

1

Orientador, Departamento de Saúde, Universidade Estadual de Feira de Santana. Pesquisador do NUDES. Email: [email protected]

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Enfermeira. Pós-graduanda em Enfermagem Obstétrica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Email: [email protected]

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32710 - Perfil epidemiológico da mortalidade materna em um estado brasileiro

Josiane Silveira da Silva1; Djanilson Barbosa dos Santos2

Introdução: Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um excelente indicador das condições de saúde de uma população, refletindo o grau de desenvolvimento de uma determinada sociedade. A sua magnitude desvela as condições de vida da população, sendo assim, elevadas taxa de mortalidade materna é indicativo de precárias condições socioeconômicas, baixo grau de informação e escolaridade, dinâmicas familiares em que a violência está presente e, sobretudo, dificuldades de acesso a serviços de saúde de boa qualidade (BRASIL, 2011). Sendo também indicativo de insatisfatória operacionalização das políticas públicas voltadas à saúde da mulher, visto que é um evento persistente com alta incidência no Brasil e atrai inúmeros debates e preocupações (KEFFLER et al., 2010). Objetivo: caracterizar o perfil epidemiológico da mortalidade materna na Bahia, no período de 2001 a 2010, analisando a distribuição das causas básicas dos óbitos maternos, a evolução temporal e distribuição espacial da Razão de Mortalidade Materna no Estado da Bahia e nas suas nove macrorregiões, de acordo com as variáveis sociodemográficas. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico analítico de série temporal e comparação de múltiplos grupos. Foram utilizados dados secundários referentes ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do período de 2001 a 2010. Para obtenção do número de óbitos maternos, análise das características sociodemográficas e principais causas de óbitos. A análise dos dados foi realizada por meio de tabelas. Resultados: Foram observados 1632 óbitos maternos entre 10 e 49 anos. A partir da análise temporal percebeu-se que a RMM sofreu elevação, na Bahia. O ano de 2001 apresentou a menor RMM com 61,94 por 100 mil nascidos vivos, enquanto o ano de 2009 apresentou a maior RMM com 89,56 por 100 mil nascidos vivos. No período de 2001 a 2010, as três macrorregiões que alcançaram maiores RMM foram Nordeste, Extremo-Sul e Norte. Observou-se na Bahia e na maior parte das macrorregiões maior RMME para as mulheres de cor/raça preta, mulheres sem nenhuma escolaridade, pertencentes a faixa etária de 40-49 anos e casadas. Houve predomínio de óbitos por causa obstétrica direta, situando-se como principal causa Edema, proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e no puerpério. Conclusões: Tais fatos demonstram que a mortalidade materna é um problema, que persiste na Bahia, tendo maior ocorrência em um determinado grupo de mulheres. Desvelando a perpetuação do problema em grupos com as mesmas características e predomínio das mesmas causas ao longo dos anos, evidenciando que as políticas de saúde não tem apresentado efetividade, não ocorrendo de forma real a integralidade da saúde da mulher e não efetivação dos direitos a vida e a saúde, quando se remete as mortes maternas evitáveis.

Descritores Mortalidade Materna; Saúde Reprodutiva; Saúde da mulher; Estatísticas vitais; Indicadores Básicos de Saúde; Estudos Ecológicos.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e Diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 1. ed., 2. reimpr. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2011 Disponível em:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_mulher_principios_diretrizes.pdf Acesso em: 10 FEV. 2013.

KEFFLER, K. , et al. Características Sociodemográficas e Mortalidade materna em um hospital de referência na cidade de Curitiba – Paraná. Cogitare Enfermagem, América do Norte, vol.15, n. 3, p. 500-505, set. 2010. Disponível em:< http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs-2.2.4/index.php/cogitare/article/view/18894/12203>. Acesso em: 13 mai. 2013.

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Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal da Bahia. Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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Doutor em Saúde Pública - Epidemiologia pela Universidade Federal da Bahia e Professor Adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Referências

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