• Nenhum resultado encontrado

aula-num

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "aula-num"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

Notas: Rudimentos de Métodos

Numéricos para equação de Difusão

P.C.R. Rossi

10/05/2012

(2)
(3)

Considere a equação de difusão unidimensional em um dado intervalo (a, b) :d dxD (x) dφ (x) dx + Σa(x) φ (x) = νΣf k φ (x) , (0.0.1)

quando os parâmetros (D (x),Σa(x) e νΣf(x)) da equação acima são no máximo funções continuas por partes, ou seja, podem assumir um número finito de discon-tinuidades no intervalo (a, b) considerado.

A corrente e o fluxo são sujeitas as condições de continuidade em todo intervalo, isto é :

lim

→0[φi(xk+ ) − φi+1(xk− )] = 0, (0.0.2)

lim

→0[Ji(xk+ ) − Ji+1(xk− )] = 0, (0.0.3)

onde xk é uma interface arbitrária que separa uma região i de outra i + 1.

No contorno xsdevemos ter de maneira bastante geral a condição de albedo descrita como:

αφ (xs) + β

dφ (xs)

dx = 0, (0.0.4)

onde α e β são parâmetros que dependem do problema. Particularmente se α = 0 temos a condição do tipo Neumann e se β = 0 do tipo de Dirichlet.

Diferença centrada na interface

Primeiramente vamos dividir nosso intervalo em N − 1 partes de forma que ten-hamos N interfaces dividindo nosso sistema (veja Figura Figura 0.0.1) nos pontos

x1, x2, ..., xN

A idéia no esquema de diferenças finitas centrada na interface é estimar o fluxo nas interfaces, para tanto iremos analisar a região que se estende por meia espessura da interface, de xi−1

2 a xi− 1

2 para a interface xi.

Integrando a equação (Equação 0.0.1) no de xi−1

2 a xi teremos: − ˆ xi xi− 1 2 dx d dxD (x) dφ (x) dx | {z } =(i) + ˆ xi xi− 1 2 dxΣa(x) φ (x) | {z } =(ii) = ˆ xi xi− 1 2 dxνΣf k φ (x) | {z } =(iii) . (0.0.5)

(4)

Figura 0.0.1: Esqueama de diferença unidimensional centrado na interface. ˆ xi x i− 12 dx d dxD (x) dφ (x) dx = " D (x)dφ (x) dx #xi xi− 1 2 (0.0.6) = D (x)dφ (x) dx x i − D (x) dφ (x) dx x i− 1 2 , (0.0.7)

já para o termo (ii) faremos a seguinte aproximação para a integral ˆ xi xi− 1 2 dxΣa(x) φ (x) ∼= Σa(i−1)φi ∆xi−1 2 , (0.0.8)

e para o termo (iii) idem: ˆ xi xi− 1 2 dxνΣf k φ (x) ∼= νΣf (i−1) k φi ∆xi−1 2 . (0.0.9)

(5)

De forma quer a equação de difusão toma a forma aproximada : − D (x)dφ (x) dx x i + D (x)dφ (x) dx x i− 12a(i−1)φi ∆xi−1 2 = νΣf (i−1) k φi ∆xi−1 2 , (0.0.10)

fazendo o mesmo para o intervalo xi, xi+12

 obtemos: − D (x)dφ (x) dx x i+ 12 + D (x)dφ (x) dx x i + Σa(i)φi ∆xi 2 = νΣf (i) k φi ∆xi 2 , (0.0.11)

somando (Equação 0.0.10) e (Equação 0.0.11) somos levados a

                               − D (x)dφ (x) dx x i+ 12 + D (x)dφ (x) dx x i− 12 | {z } =(iv) + D (x)dφ (x) dx xi − D (x)dφ (x) dx xi | {z } =(v)

a(i)φi∆x2i + Σa(i−1)φi∆x2i−1

                               = νΣf (i) k φi ∆xi 2 + νΣf (i−1) k φi ∆xi−1 2 . (0.0.12) Agora nos devemos aproximar as derivadas (nos centros da malha) em (iv) por diferenças de primeira ordem:

D (x)dφ (x) dx x i+ 12 = D(i) φi+1− φi ∆x(i) ! , (0.0.13) D (x)dφ (x) dx x i− 12 = D(i−1) φi− φi−1 ∆x(i−1) ! , (0.0.14)

e notar que o termo (v) é a propria continuidade da corrente na interface xi, e portanto se anula. Logo

   −D(i)  φi+1−φi ∆x(i)  + D(i−1)  φi−φi−1 ∆x(i−1) 

a(i)φi∆x2i + Σa(i−1)φi∆x2i−1

   = νΣf (i) k φi ∆xi 2 + νΣf (i−1) k φi ∆xi−1 2 , (0.0.15)

(6)

ou      − D(i) ∆x(i)φi+1D(i−1) ∆x(i−1)φi−1 +  D(i) ∆x(i) + D(i−1) ∆x(i−1) + Σa(i) ∆xi 2 + Σa(i−1) ∆xi−1 2  φi      = 1 k νΣf (i)∆xi 2 + νΣf (i−1)∆xi−1 2 ! φi. (0.0.16)

O Contorno

Como visto anteriormente (C.f (Equação 0.0.4)) no contorno devemos ter para o ponto x1 = a : α φ (x)|x 1 + β dφ (x) dx x 1 = 0, (0.0.17)

integrando (Equação 0.0.17) no intervalox1, x1+12



(veja a primeira região achurada na Figura Figura 0.0.1) segue dai que:

− ˆ x1+ 1 2 x1 dx d dxD (x) dφ (x) dx + ˆ x1+ 1 2 x1 dxΣa(x) φ (x) = ˆ x1+ 1 2 x1 dxνΣf k φ (x) , (0.0.18) ou − " D (x)dφ (x) dx # x1+ 1 2 + " D (x)dφ (x) dx # x1 + Σa1φ1 ∆x1 2 = νΣf 1 k φ1 ∆x1 2 . (0.0.19)

Devemos aproxima a derivada do centro do elemento por:

" D (x)dφ (x) dx # x1+ 1 2 = D1 φ2− φ1 ∆x1 , (0.0.20) e notar que dφ (x) dx x 1 = −α β φ (x)|x1, (0.0.21)

de forma que para o ponto x1 :

−D1 φ2 − φ1 ∆x1 − D1 α β φ (x)|x1 + Σa1φ1 ∆x1 2 = νΣf 1 k φ1 ∆x1 2 , (0.0.22)

(7)

−D1 φ2− φ1 ∆x1 − D1 α βφ1+ Σa1φ1 ∆x1 2 = νΣf 1 k φ1 ∆x1 2 , (0.0.23) ou −D1 φ2 ∆x1 + " D1 ∆x1 − α βD1+ Σa1 ∆x1 2 # φ1 = 1 kνΣf 1φ1 ∆x1 2 . (0.0.24)

Analogamente para o ponto xN (contas corridas):

− ˆ xN xN − 1 2 dx d dxD (x) dφ (x) dx + ˆ xN xN − 1 2 dxΣa(x) φ (x) = ˆ xN xN − 1 2 dxνΣf k φ (x) ∴ (0.0.25) ∴ −DN −1 " dφ (x) dx # N +DN −1 " dφ (x) dx # N −12a(N −1)φN ∆xN −1 2 = νΣf (N −1) k φN ∆xN −1 2 , (0.0.26) e com dφ (x) dx x N = α β φ (x)|xN = α βφN, (0.0.27) segue DN −1 α βφN+DN −1 φN − φN −1 ∆xN −1a(N −1)φN ∆xN −1 2 = νΣf (N −1) k φN ∆xN −1 2 ∴ (0.0.28) ∴ − DN −1 ∆xN −1 φN −1+ " α βDN −1+ DN −1 ∆xN −1 + Σa(N −1) ∆xN −1 2 # φN = 1 kνΣf (N −1) ∆xN −1 2 φN (0.0.29)

A Forma Matricial

Para x1 : − D1 ∆x1 | {z } ≡a1 φ2+ " D1 ∆x1 −α βD1+ Σa1 ∆x1 2 # | {z } ≡b1 φ1 = 1 k νΣf 1 ∆x1 2 | {z } ≡d1 φ1, (0.0.30)

(8)

Para xi com 1 < i < N :                      − D(i) ∆x(i) | {z } ≡ai φi+1D(i−1) ∆x(i−1) | {z } ≡ci φi−1 + D(i) ∆x(i) + D(i−1) ∆x(i−1) + Σa(i) ∆xi 2 + Σa(i−1) ∆xi−1 2 ! | {z } ≡bi φi                      = 1 k νΣf (i)∆xi 2 + νΣf (i−1)∆xi−1 2 ! | {z } ≡di φi, (0.0.31) ] Para xN : − DN −1 ∆xN −1 | {z } ≡cN φN −1+ " α βDN −1+ DN −1 ∆xN −1 + Σa(N −1) ∆xN −1 2 # | {z } ≡bN φN = 1 kνΣf (N −1) ∆xN −1 2 | {z } ≡dN φN, (0.0.32) Ou a1φ2+ b1φ1 = 1 kd1φ1, (0.0.33) aiφi+1+ biφi+ ciφi−1= 1 kdiφi, (0.0.34) bnφN + cNφN −1= dNφN, (0.0.35)

o que fornece um sistema matricial do tipo: ˜ Dφ = 1 k ˜ F φ (0.0.36) com: ˜ D ≡                  b1 a1 0 · · · 0 c2 b2 a2 . .. . .. . .. ... 0 . .. ... ... . .. . .. ... .. . . .. ci bi ai . .. ... .. . . .. ... ... . .. . .. 0 .. . . .. ... ... cN −1 bN −1 aN −1 0 · · · 0 cN bN                  , (0.0.37)

(9)

φ ≡               φ1 φ2 .. . φi .. . φN −1 φN               , (0.0.38) ˜ F ≡                  d1 0 · · · 0 0 d2 . .. ... ... . .. ... .. . . .. ... ... ... . .. ... .. . . .. ... di . .. . .. ... .. . . .. ... ... ... . .. ... .. . . .. ... ... ... dN −1 0 0 · · · 0 dN                  . (0.0.39)

Iteração de fonte ou iteração externa

Considere a equação de difusão:

˜

Dφ = 1 k

˜

F φ. (0.0.40)

Vamos definir o vetor fonte como :

S = 1 k

˜

F φ, (0.0.41)

desta foema o fluxo pode ser excrito como

φ = k ˜F−1S, (0.0.42)

e aplicando esta forma na equação de difusão obtemos :. ˜ Dφ = 1 k ˜ F φ, (0.0.43) k ˜D ˜F−1S = S, (0.0.44)

(10)

kS = ˜F ˜D−1 | {z } ≡P S, (0.0.45) ou kS = P S. (0.0.46)

Como obter numericamente S e seu autovalor k (o maior autovalor) ? Primeiro chute S0:

S1 = P S0, (0.0.47)

S2 = P S1, (0.0.48)

S3 = P S2, (0.0.49)

Sk = P Sk−1 = PkS0. (0.0.50)

Após um número suficiente de interações é esperado que Sk e Sk−1 sejam iguais exceto por um fator multiplicativo, ou seja,

lim k→∞

hSki hSk−1i

= k (0.0.51)

Você pode escrever as interações de maneiras alternativas1

1 ˜ Dφ = 1 k ˜ F φ ⇒ kφ = ˜D−1F φ˜ (0.0.52) ψ(i)= ˜D−1F φ˜ (i) (0.0.53) k(i)= D 1| ˜F ψ(i)E D 1| ˜F φ(i−1)E e φ(i)= 1 k(i)ψ (i) (0.0.54)

(11)

Um pouco mais de Método das Potências

Considere a seguinte equação de autovalor

˜

Aφ = λφ, (0.0.55)

suponha possua N autovalores de forma que

λ(1) > λ(2) > ... > λ(N ) . (0.0.56)

Quando aplicamos o método das potências teremos uma recursividade do tipo

φ(i+1) = ˜(i), (0.0.57)

com φ(0) qualquer e λ(i+1)(1) = D ϕ|φ(i+1)E D ϕ|φ(i)E , (0.0.58)

onde ϕ é uma função peso a ser escolhida de maneira adequada. Se nφˆ1, ˆφ2, ..., ˆφN

o

são o conjunto dos N autovetores linearmente independentes associados com os λ(i) autovalores logo podemos excrever:

φ(0) =X

i

aiφˆ1, (0.0.59)

e com isso :

φ(i+1) = ˜(i) =A˜i+1φ(0), ∴ (0.0.60)

∴ φ(i+1) = a11)i+1φˆ1+ X j6=1 aj(λj)i+1φˆj, (0.0.61) ∴ φ(i+1) = (λ1) i+1  a1φˆ1+ X j6=1 aj λj λ1 !i+1 ˆ φj  , (0.0.62)

(12)

ou φ(i+1) = (λ1)i+1  a1φˆ1+ X j6=1 aj λj λ1 !i+1 ˆ φj  → (λ1) i+1 a1φˆ1, (0.0.63)

o que fornece a tendencia de φ(i+1) e desta forma é natural que:

D

ϕ|φ(i+1)E

D

ϕ|φ(i)E → λ1. (0.0.64)

Referências

Documentos relacionados

In this retrospective cohort study, was observed that stapled hemorrhoidopexy combined with an excisional technique was effective for more advanced hemorrhoid disease and might have

Assim como na escola, nos cursinhos preparatórios para exames de vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio ENEM, esta realidade não é diferente, em sua maioria seguem os

Essa forma não implicaria, entretanto, um ideal de vida com fins de uma riqueza concentrada e hierarquicamente superior (que seria, para o próprio Lipovetsky, um ideal datado e

Resumindo, integração de evidências que abrangem várias modalidades tecnológicas permite que os estudos de hipnose abram caminhos para a compreensão científica desse fenômeno, que

Nos veículos em que o Comitente Vendedor solicitar que os documentos sejam transferidos para o nome do (a) comprador em São Paulo-SP, conforme acordado no ato

As fibras de poliamida são capazes de absorver os corantes aniônicos, sendo relacionada com os grupos aminos da fibra de poliamida, como cadeias moleculares da poliamida 6,6 são

a) Instalações Sanitárias: devem ser adequadas e em perfeitas condições de higiene e limpeza, com lavatório, mictório e vaso sanitário, na proporção de um

Implementation of the CLUE-S model used explanatory variables that influenced the LULC dynamics that were established with the support of local experts from the Caxias do