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Em particular os termos

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Academic year: 2019

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(1)

Fundamentos de Análise para Licenciatura – prof. Regina Franchi Notas de Aula - Sequências 2

Teoremas sobre convergência de Sequências infinitas Teorema 1 (Unicidade do Limite)

Se x a n

n   

lim e x b

n n   

lim , então a = b.

(Uma sequência não pode convergir para dois limites distintos)

Dem:

Temos por hipótese que x a n

n   

lim e x b

n n   

lim . Devemos provar que a = b.

Vamos demonstrar por absurdo, ou seja, vamos admitir que ab.

Se ab podemos tomar tal que os intervalos I(a,a)e J(b,b)sejam

disjuntos. (para isso basta tomar

2 a b

 ).

Como x a n

n   

lim então 0, N natural/ nNxna. Isso que dizer que I

xn .

Como I e J são disjuntos, então xnJ, o que é absurdo pois x b n

n   

lim .

Teorema 2: Se x a n

n   

lim então toda subsequência de (xn) converge para a.

Dem: Seja ( , , ,..., ,...)

3 2

1 n n nk

n x x x

x uma subsequência de (xn).

Como x a n

n  

lim então 0, N natural/ nNxna . Isso que dizer que )

, (  

I a a

xn . Isso significa que todos os termos xn, com n>N, pertencem a I.

Em particular os termos xnk , com nkNtambém pertencem a I.

Logo (xnk ) converge para a.

Teorema 3: Toda sequência convergente é limitada. Dem: Seja x a

n n   

lim . Então  0, N natural/ nNxna, ou seja, para n>N temos axna.

Então, a partir do índice n=N+1, os termos da sequência estão do intervalo (a,a).

(2)

Vamos formar um conjunto F com estes termos e mais os valores (a) e (a).

 

x x x a a

F 1, 2... N, ,

Seja A o menor elemento de F e B o maior elemento de F. Vê-se que n, xn

 

A,B .

Logo (xn) é limitada.

OBS: A recíproca não é verdadeira.

Ex1: xn=sen(n) 1sen(n)1 (xn) é limitada mas não é convergente.

Ex2: n n

x (1) (-1,1,-1,1,...) (xn) é limitada mas não é convergente. Teorema 4: Toda sequência monótona e limitada é convergente.

Dem: Seja (xn) uma sequência monótona e limitada. Vamos admitir (xn) não decrescente.

... ...

2

1x  xn

x . Seja X=

x1,x2...xn,...

e a=Sup X.

Afirmamos (e vamos provar) que limxna.

Devemos mostrar que 0, N natural/ nNxna, ou seja, para n>N temos axna.

Seja  >0. Temos aa e a=Sup X. Então anão é cota superior de X (pois Sup X é a menor das cotas superiores de X).

Logo existe N pertencente aos Naturais tal que xNa.

Por outro lado xn<a pois a=Sup X.

Como (xn) uma sequência monótona não decrescente, nNxnxN.

Então, para n>N temos: axNxnaa  axna  xna , como queremos demonstrar.

Analogamente podemos provar para (xn) não crescente, tomando a= Inf X.

Teorema 5: Se uma sequência (xn) converge para um limite L, e se A<L<B, então, a partir de um certo índice N temos A<xn<B.

Dem: Temos limxnL. Então 0, N natural/ nNxnL, ou seja, para

n>N temos LxnL.

(3)

Como LA temos LL(LA)A

Como BL temos LL(BL)B

Então ALxnLB, ou seja, AxnB.

Corolário: Se uma sequência (xn) converge para um limite L0, então, a partir de certo índice N,

2 L xn  .

Dem:

Se L>0, tome 2 L

A e LB

2 L

A < LB. Então, para n>N temos AxnB

n n n

n A x x x

x  0 0 

Mas LL e 2 L

A. Logo

2 L

xn, como queremos demonstrar.

Demonstração análoga para L< 0 com 2 L B

Teorema 6: (Propriedades Aritméticas dos Limites)

Sejam (an) e (bn) duas sequências convergentes com limites ae b respectivamente. Então

anbn

,

an.bn

e

k.an

, onde k é uma constante qualquer, são sequências convergentes. Ainda:

a) lim

anbn

lim(an)lim(bn)ab b) lim

k.an

k.lim(an)k.a

c) lim

an.bn

lim(an).lim(bn)a.b

d) Se b0

b a

b a

b a

n n n

n  

     

) lim(

) lim( lim

Dem:

1 1

1

1 0, /

)

(ana  N natural nNana

2 2

2

2 0, /

)

(bnb  N natural nNbnb

a) Devo mostrar que  0, N natural/nN (anbn)(ab) Seja Nmáx

N1,N2

. Então para nNtemos:

 

  

          

 ) ( ) ( ) ( ) 1 2

(4)

Logo (anbn)ab

b) Devo mostrar que  0, N natural/nN (k.an)(k.a)

       

( . ) .( ) . 1

) .

(kan ka k an a k an a k

c) Devo mostrar que  0, N natural/nN (an.bn)(a.b)

             ( . ) ( . ) ( . ) ( . ) ( . ) .( ) .( ) .( ) .( ) ) .

(anbn ab anbn abn abn ab bn an a a bn b bn an a a bn b b

b a a a

bn. n  . n

Seja Nmáx

N1,N2

. Como (bn)é convergente então (bn)é limitada. Isso implica c

bn  .

Então, para nNtemos:

 ( . ) ) .

(anbn ab bn.anaa.bnbc1a2

d) n n n n b a b a 1 .

 . Devo mostrar que se (bn)bentão

b bn

1 1

Devo mostrar que        b b N n natural N n 1 1 / , 0 b b b b b b n n n . 1 1    b bn)

( e b0

2 / b b n n natural

N   n

  . Ou seja: b bn 2 1             b b b b b b b b b b b b b b b

b n n n

n n n n 1 . 2 . 1 . 1 . . 1 1 2

Então, pelo resultado de (c),

b a b a b a n n n n 1 . 1 . lim

lim 

            Limites Infinitos

Certas sequências, embora não convergentes, apresentam regularidade de comportamento, tornando-se o termo geral arbitrariamente grande ou arbitrariamente pequeno quando o índice cresce. Diz-se então que a sequência diverge para +∞ ou diverge para -∞.

Definição:

Diz-se que a sequência (an) diverge (ou tende) para +∞ se:

k a N n natural N

k    n

 0 / . Nesse caso liman

Diz-se que a sequência (an) diverge (ou tende) para -∞ se:

k a N n natural N

k    n

(5)

Teorema 6: (Propriedades Aritméticas dos Limites) a) (an)(an)

b) Seja (an) não limitada

Se (an) é não decrescente então(an) Se (an) é não crescente então (an) c) Se liman então 0

1

n a

d) Se liman 0então 0

1 0

1

 

 



n

n n

n

a se a

e a

se a

e) Se (bn) é uma sequência limitada e (an) então (anbn) Se (bn) é uma sequência limitada e (an) então (anbn)

f) Se (an)e bnc0, então (an.bn) Se (an)e bn, então (an.bn) Se (an)e bnc0, então (an.bn) Se (an)e bnc0, então (an.bn) Se (an)e bnc0, então (an.bn) g) Se (an)e anbn, então (bn)

Bibliografia consultada

ÁVILA, Geraldo. Análise Matemática para Licenciatura. 3.ed. São Paulo: Blucher, 2006.

LIMA, Elon Lages. Análise real: funções de uma variável. 9.ed. Rio de Janeiro: IMPA, 2007. v. 1.

148 p.

Referências

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