XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
OBÁ E A SOCIEDADE ELEKÔ: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A MITOLOGIA IORUBÁ E O FEMININO NO CANDOMBLÉ
Laís Azevedo Fialho (UEM) [email protected] Giovane Marrafon Gonzaga (UEM) [email protected]
COMUNICAÇÃO ORAL
Resumo: A comunicação apresenta a importância da mitologia Iorubá para as práticas religiosas do Candomblé. Como recorte temático a análise se concentra na obra “Mitologia dos Orixás”, do antropólogo Reginaldo Prandi, com ênfase nos ítans – textos mitológicos – referentes ao feminino sagrado e, em específico, a orixá Obá. Obá é uma orixá feminina que, conforme a mitologia Iorubá, comandava uma sociedade secreta formada só por mulheres, a sociedade Elekô. Ela é, muitas vezes, representada como uma orixá inocente, simplória e frustrada no campo afetivo, quando ela poderia ser representada como uma guerreira. Essa visão etnocêntrica e redutiva não reflete as dimensões plurais do poder de Obá. O trabalho pretendeu investigar como é representado o feminino sagrado na mitologia Iorubá e de que forma a esta mitologia é apropriada e significada de acordo com os contextos históricos e culturais do Brasil. O objetivo da pesquisa é investigar de que forma os arquétipos de orixás femininos se relacionam com suas representações e como a desmitificação acerca da Mitologia Iorubá pode contribuir na luta pela transformação dos parâmetros culturais eurocêntricos e patriarcais. Para isso, nos basearemos em referenciais bibliográficos e documentais.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
O ENSINO DE HISTÓRIA NA ESCOLA INDÍGENA: LEVANTAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO DA PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA DA ÁREA NO PERÍODO
DE 1992 A 2012
Daniella Castellini Nunes Universidade Estadual de Maringá [email protected] Rosangela Celia Faustino Universidade Estadual de Maringá [email protected]
Resumo
O presente trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa de Iniciação Científica, desenvolvida na Universidade Estadual de Maringá, área de Educação, intitulada “O ensino de História na escola indígena: levantamento e sistematização
da produção bibliográfica da área no período de 1992 a 2012”. Com base na política
educacional dos anos de 1990, que seguiu orientações dos organismos internacionais, a educação escolar indígena foi pautada em princípios do bilinguismo e da interculturalidade que anunciam uma nova forma de definir currículos, conteúdos, formação de professores, produção de materiais didáticos e condução das práticas pedagógicas nas escolas indígenas. Estas foram e vem sendo discutidas e problematizadas por diferentes áreas do conhecimento e, também, por pesquisadores do Ensino de História, com diferentes referenciais teóricos e procedimentos metodológicos. Os resultados permitem observar que grande parte da produção da área considera a educação escolar indígena, na atualidade, um avanço para a consolidação da autonomia e das identidades indígenas. Afirmam que, anteriormente à Constituição Federal de 1988, a educação era civilizadora e integracionista e que, a partir do período e, principalmente, no início da década de 1990, quando o MEC assumiu a responsabilidade por essa modalidade de educação, retirando-a da responsabilidade da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, as escolas passaram a ter projetos mais adequados do ponto de vista histórico, cultural e linguístico.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230) AS TEMÁTICAS RECORRENTES NA REVISTA CATÓLICA A CRUZADA (1926 –
1931)
Andressa Paula, UEM, [email protected] Solange Ramos de Andrade, UEM, [email protected]
Categoria de apresentação: Comunicação oral
Resumo: O contexto religioso brasileiro do início do século XX será de reestruturação por parte da Igreja Católica. Na busca por manter-se como a religião mais importante do país e com o maior número de fiéis, o seu empenho foi destinado na reaproximação entre Igreja e Estado, na criação de colégios confessionais, no incentivo pela vinda de clérigos estrangeiros para suprir a necessidade de corpo clerical qualificado e da utilização da imprensa para a divulgação do catolicismo e do consequente combate ás ideias inimigas, tais como o anticlericalismo, o laicismo e o comunismo. A partir desse contexto é que se situa a publicação em 1926 da revista mensal A Cruzada em Curitiba/Paraná, fonte principal da pesquisa de mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, e que tem por objetivo analisar a atuação desse periódico católico como representante da chamada “boa imprensa” no Paraná. A partir dos aportes metodológicos de Luca (2008); Martins (2003) e Cruz e Peixoto (2007) foi realizada a coleta das 55 edições correspondentes aos anos de 1926 á 1931 no Círculo de Estudos Bandeirantes de Curitiba, e efetuada a leitura e tabulação das informações contidas no acervo levantado. Um dos primeiros objetivos que se buscava alcançar era a identificação das temáticas mais recorrentes nos textos e artigos da revista. A presente apresentação se propõe a destacar os temas identificados e os discursos produzidos pelo periódico e legitimado pela Igreja Católica que era veiculado na revista A Cruzada.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
RELAÇÕES ENTRE RELIGIÃO E IMPRENSA: PERIÓDICOS A SERVIÇO DA FÉ
Andressa Paula, UEM, [email protected] Solange Ramos de Andrade, UEM, [email protected]
Categoria de apresentação: Comunicação oral
Resumo: A Igreja Católica não demorou a perceber com a criação da imprensa o poder contido nesse meio de comunicação. O desenvolvimento técnico das gráficas foi acompanhado pelo crescimento da presença de membros dessa instituição religiosa por detrás dos escritos publicados, enquanto autores, redatores e diretores. Por meio dessa apresentação busca-se destacar as relações entre religião e a imprensa no Brasil, o objetivo é focar na utilização de jornais e revistas pela Igreja Católica no início do século XX, período de estruturação nos setores políticos, econômicos, sociais, culturais e religiosos, causado pelo novo governo republicano instaurado no final do século passado. Os resultados desse estudo foram alcançados a partir do levantamento bibliográfico de produções que utilizam como fonte periódicos católicos, a fim de auxiliar no desenvolvimento da pesquisa de mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá e que possuí como objeto e fonte a revista católica mensal A Cruzada lançada em Curitiba/PR no ano de 1926. Foi possível identificar nesse levantamento que os periódicos analisados apresentam as seguintes palavras de ordem: divulgar e combater. Enquanto, alguns buscam construir seus discursos na divulgação da doutrina e fé cristã/ católica outros utilizam suas páginas para combater os inimigos da Igreja identificados em sua maioria como os erros da modernidade.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
SOBRE SER ÍNDIO: A IMAGEM DO INDÍGENA BRASILEIRO CRIADA POR UM VIAJANTE ESPANHOL NO SÉCULO XXI
Ruan Fellipe Munhoz (PLE/UEM) [email protected] Marcos Vinicius Rodrigues da Costa (PLE/UEM) [email protected]
Resumo: A partir do processo de objetivação das sensações e percepções do território visitado, Javier Nart produzirá o seu relato intitulado Viaje al otro Brasil: Del Mato Grosso a la Amazonia y al Nordeste Atlántico, publicada em 2002, pela Editora Punto de Lectura, especializada em livros de bolso. Todas as experiências desse viajante espanhol são apresentadas em primeira pessoa e produzirão uma série de imagens sobre o local percorrido e os seres que nele habitam. Neste trabalho, objetivamos discutir a identidade indígena construída aos olhos do europeu branco, mostrando que a população colonizada sempre foi alvo de práticas de dominação desde a época das grandes navegações até o presente século. Independentemente do período histórico, o que concluímos é que seja de forma violenta ou sutil o processo de dominação imperial sempre existiu. Para tanto, utilizaremos a teoria de Souza (2004) para discutir o processo de formação da imagem; as definições de Carrizo Rueda (2008) sobre o conceito de relatos de viagens; as questões relacionadas ao discurso ideológico defendidas por Belsey (1982); e as proposições de Ortiz (1991) e Pratt (1999) para refletir questões relacionadas a aculturação e a transculturação indígena.
XIII ERIC – (ISSN 2526-4230)
PONTIFICADO E MONARQUIA INGLESA: BIPOLARIDADE ESTADISTA-IDEOLÓGICA NA CONJUNTURA ELISABETANA
Giovana Eloá Mantovani Mulza Universidade Estadual de Maringá – UEM [email protected] Comunicação Oral
Palavras-chave: era elisabetana; disputa de poderes; Inglaterra quinhentista.
No que tange à temática concernente à Inglaterra quinhentista, a era elisabetana compreende o ínterim no qual verificou-se a explanação da bipolaridade empreendida entre a instituição pontifical e a monarquia inglesa. O antagonismo, por sua vez, vinculou-se a uma conjuntura na qual o absolutismo nacional auferia ascendente fortalecimento, cuja consolidação culminou na contestação da explícita pujança temporal exercida pelo papado. Outorgando precedentes intentos, Elizabeth I (1558-1603) conferiu à monarquia uma integral autoridade política nos domínios ingleses, bem como reedificou a Igreja Anglicana a fim de estabelecer a proeminência estadista no âmbito eclesiástico. A regência elisabetana, assim, compreendeu medidas que viriam a outorgar a consolidação do absolutismo na Inglaterra. Por conseguinte, objetivar-se-á auferir exames concernentes à disputa de poderes suscitada entre Elizabeth I e o Pontifex Maximus, bem como visar-se-á apreender as implicâncias de tal conjuntura em âmbito inglês. Concomitante a tal intuito temático, receberão abrangência os decretos estatais Queen Elizabeth’s
Proclamation to Forbid Preaching (1558), Elizabeth’s Supremacy Act, Restoring
Ancient Jurisdiction (1559) e Elizabeth’s Act of Uniformity (1559), cujos axiomas permanecerão auferidos ante o arcabouço epistemológico de André Cellard (2008) e Silvia Hunold Lara (2008).
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A FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB) NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL ATRAVÉS DO LIVRO “MISSÃO DE GUERRA”
Danilo Camilo Sabino Fafiman [email protected] Orientador: Pr. Ms. Heitor Esperança Henrique
RESUMO: Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial o Brasil aproximou dos Estados Unidos rompendo ligações comerciais com o Eixo e como retaliação alemã teve alguns navios afundados por submarinos. Devido aos ataques pela costa brasileira, ocorreram algumas manifestações pedindo uma posição do governo Vargas. No ano de 1942, o Brasil declara guerra contra o Eixo. O objetivo desse trabalho é de mostrar a atuação da (FAB) Força Aérea Brasileira através do livro Missão de Guerra escrito por Luiz Perdigão da Fonseca um ex-piloto de caça. Em sua obra o autor narra a vivencia de guerra e algumas missões. Também foram utilizados alguns artigos, livros e fichas bibliográficas dos integrantes do 1º Grupo de Caça encontradas no portal: http://www.sentandoapua.com.br/portal/. O referencial teórico utilizado nesse trabalho foi a Nova História Política em conjunto com a Nova História Militar. Pode-se concluir, através da obra consultada, que a FAB fez uma grande atuação na Segunda Guerra Mundial, visto que, o 1º Grupo de Caça foi reconhecido e elogiado por líderes da aviação norte-americana.