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(1)

ANO LECTIVO 2010/2011 Engenharia Civil

AULA 1

(2)

Quando alguém quer transmitir um recado, pode utilizar a fala ou passar seus pensamentos para o papel na forma de palavras escritas. Quem lê a mensagem fica a conhecer os pensamentos de quem a escreveu. Quando alguém desenha, acontece o mesmo: passa os seus pensamentos para o papel na forma de desenho. A escrita, a fala e o desenho representam ideias e pensamentos. A representação que vai interessar nesta Unidade Curricular é o desenho.

Desde épocas muito antigas, o desenho é uma forma importante de comunicação. E essa representação gráfica trouxe grandes contribuições para a compreensão da História, porque, por meio dos desenhos feitos pelos povos antigos, podemos conhecer as técnicas utilizadas por eles, seus hábitos e até suas ideias.

As técnicas actuais de representação foram criadas com o passar do tempo, à medida que o homem foi desenvolvendo seu modo de vida, a sua cultura. Veja algumas formas de representação da figura humana, criadas em diferentes épocas históricas.

(3)

Desenho das cavernas de Skavberg (Noruega) do período mesolítico (6000 - 4500 a.C.). Representação esquemática da figura humana.

Representação egípcia do túmulo do escriba Nakht, século XIV a.C. Representação plana que destaca o

contorno da figura humana.

(4)

O desenho técnico é um tipo de representação gráfica utilizado por profissionais de uma mesma área, como, por exemplo, na mecânica, na electricidade. Por enquanto, é importante que se conheçam as diferenças que existem entre o desenho técnico e o desenho artístico. Para isso, é necessário conhecer bem as características de cada um. Observe os desenhos abaixo:

Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?

Cabeça de Criança, de Rosalba Carreira (1675-1757). Paloma, de Pablo Picasso (1881-1973).

(5)

Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?

Estes são exemplos de desenhos artísticos. Os artistas transmitiram as suas ideias e os seus sentimentos de maneira pessoal. Um artista não tem o compromisso de retratar fielmente a realidade. O desenho artístico reflecte o gosto e a sensibilidade do artista que o criou.

Já o desenho técnico, ao contrário do artístico, deve transmitir com exactidão todas as características do objecto que representa. Para conseguir isso, o desenhador deve seguir regras estabelecidas previamente, chamadas de normas técnicas. Assim, todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas, ou seja, são normalizados. Cada área ocupacional tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas. Observe alguns exemplos.

(6)

Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?

Desenho técnico de arquitectura

(7)

As ultimas década tem sido caracterizadas por importantes transformações no desenvolvimento e na evolução das novas tecnologias da informação e comunicação, o que tem provocado profundas mudanças na dinâmica da sociedade contemporânea.

A passagem de uma sociedade tipicamente industrializada para uma sociedade do conhecimento e da comunicação global teve como consequência uma serie de transformações que atingiram inevitavelmente a industria.

No sentido de acompanhar estas mudanças, traduzidas em fenómenos de mobilidade e globalização, as empresas e profissionais relacionados com a industria da construção civil sentiram necessidade de incorporar novos conceitos e metodologias de trabalho, tentando responder de forma eficaz aos desafios colocados por este novo modelo social – o modelo global!

(8)

NORMALIZAÇÃO, NORMAS TÉCNICAS E CAD STANDARDS

A Normalização é uma actividade conducente à obtenção de soluções para problemas de carácter repetitivo, essencialmente no âmbito da ciência da técnica e da economia, com vista à realização do grau óptimo de organização num dado domínio. Consiste em geral, da elaboração, publicação e promoção do emprego das normas.

A elaboração e aprovação de normas tem por finalidade a racionalização e a simplificação de processos, componentes, produtos e serviços.

Permite uma maior facilidade de entendimento e visa o estabelecimento de parâmetros a utilizar em acções de avaliação da conformidade.

(9)

NORMAS TÉCNICAS: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM E QUAIS AS

VANTAGENS?

São documentos estabelecidos por consenso e aprovados pelas instituições e/ou organismos reconhecidos, que fornecem, para o uso comum e repetido, as regras, directrizes, regulamentos, características ou especificidades para produtos ou processos e métodos de produção, e cujo cumprimento e voluntário.

As normas técnicas são baseadas em resultados consolidados da ciência, da tecnologia e das experiencias acumuladas, com vista a optimização de benefícios para as empresas e comunidade em geral.

A função básica das normas técnicas e, acima de tudo, definir “O que fazer” e “Como fazer” e podem estabelecer os mais diversificados princípios de padronização: simbologia, terminologia, métodos de ensaio, procedimentos, cores, formatos, dimensões, etc.

(10)

NORMAS TÉCNICAS: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM E QUAIS AS

VANTAGENS?

O uso das normas estabelecidas, garante a melhoria do funcionamento do mercado por meio de linguagem precisa e comum. Em ambiente de trabalho colaborativo, as equipas pluridisciplinares conseguem facilmente comunicar entre si e com maior segurança.

Em Portugal existem as NP - Normas Portuguesas de âmbito nacional; as NP EN – Normas adoptadas das Europeias, e as NP EN ISO - que são simultaneamente Portuguesas, Europeias e Internacionais. As Entidades reguladoras são o Instituto Português da Qualidade (IPQ), o Comité Europeu de Normalização (CEN) e a Organização Internacional de Normalização (ISO).

(11)

NP 167:1966 Desenho técnico. Figuração de materiais em corte NP 204:1968 Desenho técnico. Legendas

NP 205:1970 Desenho técnico. Listas de pecas NP 24:1973 Caixas, pastas e capas de arquivo NP 297:1963 Desenho técnico. Cotagem

NP 89:1963 Desenho técnico. Letras e Algarismos

NP 49:1968 Desenho técnico. Modo de Dobrar Folhas de Desenho

NP 4441:2005 Organização e designação de "layers" em CAD. Aplicação da NP EN ISO 13567 NP 4442:2005 Metadados para a documentação de construção

NP 671:1973 Desenho técnico. Representação convencional. Convenções de utilização NP EN ISO 128-20:2002 Desenhos técnicos. Convenções de base para as linhas

NP EN ISO 128-21:2002 Desenhos técnicos. Preparação de linhas por sistemas de CAD NP EN ISO 13567:2002 Organização e designação de camadas ("layers") em CAD

(12)

NP EN ISO 3098-5:2002 Escrita em aplicações de desenho assistido por computador (CAD) NP EN ISO 4157-1:2002 Sistemas de designação. Parte 1: Edifícios e partes de edifícios NP EN ISO 4157-2:2002 Sistemas de designação. Parte 2: Nomes e números de

compartimentos

NP EN ISO 4157-3:2002 Sistemas de designação. Parte 3: Identificadores de compartimentos NP EN ISO 5455:2002 Desenhos técnicos. Escalas

NP EN ISO 5457:2002 Formatos e apresentação dos elementos gráficos das folhas de desenho NP EN ISO 7200:2004 Desenho técnico. Legendas

NP EN ISO 7518:2002 Representação simplificada de demolição e reconstrução

NP EN ISO 7519:2002 Princípios gerais de representação para desenhos de conjunto e de instalação

NP EN ISO 81714-1:2002 Concepção de símbolos gráficos para utilização em documentação técnica

NP EN ISO 9431:2005 Zonas para desenho e para texto, e legendas em folhas de desenho NP ISO 10209-1:2002 Termos relativos aos desenhos técnicos: generalidades e tipos de desenhos

(13)

EN ISO 4172:1996 Technical drawings. Drawings for the assembly of prefabricated structures EN ISO 5455:1994 Technical drawings. Scales

EN ISO 5457:1999 Tecnical product documentation. Sizes and layout of drawing sheets EN ISO 6411:1997 Technical drawings. Simplified representation of centre holes

EN ISO 6412-1:1994 Technical drawings. Simplified representation of pipelines EN ISO 6413:1994 Technical drawings. Representation of splines and serrations EN ISO 6414:1994 Technical drawings for glassware

(14)

Exemplo de Normas Internacionais de Desenho Técnico – ISO

ISO 128-20:1996 Technical drawings - Part 20: Basic conventions for lines

ISO 128-21:1997 Technical drawings - Part 21: Preparation of lines by CAD systems ISO 129:1985 Technical drawings - Dimensioning - General principles, definitions, methods

of execution and special indications

ISO 1302:1992 Technical drawings - Method of indicating surface texture ISO 2594:1972 Building drawings - Projection methods

ISO 3098-1:1974 Technical drawings - Lettering - Part 1: Currently used characters ISO 13567-1:1998 Technical product documentation - Organization and naming of layers for

(15)

FORMATOS DAS FOLHAS - NP 49:1968

De acordo com as normas em vigor, o formato básico do papel, designado por A0 (A zero), e o rectângulo cujos lados medem 841mm e 1.189mm, tendo a área de 1m2. Do formato básico, derivam os demais formatos:

DESIGNAÇÃO

DIMENSÕES(mm)

A0

841 x 1189

A1

594 x 841

A2

420 x 594

A3

297 x 420

A4

210 x 297

(16)
(17)
(18)
(19)

LEGENDAS

Contém

a

informação

relativa

ao

desenho,

como

a

identificação

dos

projectistas/desenhadores, da empresa proprietária do desenho, nome do projecto, entre

outros.

• Localização da legenda

Posições usuais

Posições alternativas

Conteúdo da legenda

– Zona de identificação.

(20)

Tipos e conteúdo da legenda (continuação)

– Zona de identificação (preenchimento obrigatório)

a - Número de registo ou de identificação do desenho b - Título do desenho c - Nome da empresa proprietária do desenho (ou abreviatura ou logótipo)

- Zona de informação adicional (não obrigatória) 1) Informação indicativa.

- O símbolo correspondente ao método de projecção usado, a escala do desenho, a unidade dimensional linear.

2) Informação técnica.

- Método de indicação de estados de superfície, método de indicação de tolerâncias geométricas, valores gerais de tolerâncias dimensionais.

3) Informação administrativa

- Formato da folha de desenho usada, data da realização do desenho, assinaturas dos responsáveis pelo projecto e pelo desenho, etc.

(21)
(22)
(23)

ESCALAS

TIPO DE ESCALA ESCALAS RECOMENDADAS 20:1 50:1 100:1 Ampliação 2:1 5:1 10:1 Real 1:1 1:2 1:5 1:10 1:20 1:50 1:100 1:200 1:500 1:1000 Redução 1:2000 1:5000 1:10000

Escala: Relação entre a dimensão do objecto representado no papel e a dimensão real ou física do mesmo.

Escala = (Dimensão do desenho)/(Dimensão real)

Escala de redução: Quando a dimensão do objecto no desenho é menor que a sua dimensão real.

Escala 1:X com X>1.

Escala de ampliação: Quando a dimensão do objecto no desenho é maior que a sua dimensão real. Escala

X:1 com X>1.

Em CAD todos os desenhos deverão ser elaborados a escala real 1:1, ou seja:

1 metro = 1 unidade CAD

ou

(24)

ESCRITA NORMALIZADA

Toda a informação inscrita num desenho, sejam algarismos ou outros caracteres, deve ser apresentada em escrita normalizada.

Objectivos: Uniformidade, legibilidade e a reprodução de desenhos sem perda de qualidade.

Característica Razão Dimensões (mm)

Altura das letras maiúsculas h (14/14) h 2.5 3.5 5 7 10 14 20 Altura das letras minúsculas c (10/14) h - 2.5 3.5 5 7 10 14 Espaçamento entre caracteres a (2/14) h 0.35 0.5 0.7 1 1.4 2 2.8 Espaço mínimo entre linhas b (20/14) h 3.5 5 7 10 14 20 28 Espaço mínimo entre palavras e (6/14) h 1.05 1.5 2.1 3 4.2 6 8.4 Espessura das linhas d (1/14) h 0.18 0.25 0.35 0.5 0.7 1 1.4

Características da letra normalizada ISO tipo A.

Gama de alturas

normalizadas h :

(25)

TIPOS DE LINHAS

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

TIPO DE TRAÇO DESCRIÇÃO APLICAÇÕES

A Contínuo Grosso A1 Linhas de contorno visível A2 Arestas visíveis B Contínuo Fino B1 Arestas fictícias B2 Linhas de cota B3 Linhas de chamada B4 Linhas de referência B5 Tracejado de corte B6 Contorno de secções locais B7 Linhas de eixo curtas C Contínuo Fino à Mão

Livre (*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas quando o limite não é uma linha de traço misto. Limites de cortes parciais D Contínuo Fino em

Zi-guezague (*1) D1 Mesmas aplicações de C1 E Interrompido Grosso (*2) E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F Interrompido Fino (*2) F1 Linhas de contorno invisível F2 Arestas invisíveis

G Misto Fino

G1 Linhas de eixo G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis H

Misto Fino com Grosso nos limites da linha e nas mudanças de direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais é aplicado um determinado requisito

K Misto Fino duplamente interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes K2 Posições extremas de peças móveis K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a processos de fabrico com deformação plás-tica

(26)

TIPOS DE LINHAS

No desenho técnico a espessura de traço (conjugada com o tipo de linha) e um

dado fundamental para a interpretação do significado das linhas. Obedecendo a

norma ISO as espessuras admitidas são:

0.10, 0.13, 0.18, 0.25, 0.35, 0.50, 0.70, 1.00, 1.40, 2.00mm

Exemplos de aplicação:

0.50 para os contornos

0.35 para os cortes e secções

0.25 para as linhas de indicação de corte

0.25 para as linhas de centro e simetria

0.25 para os traços interrompidos

0.18 para os vistas próximas

0.15 para os hatch e tramas

0.13 para as linhas de cotas, textos, legendas e anotações

0.10 para as vistas longínquas

(27)

TIPOS DE LINHAS (Exemplo de aplicação)

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

(28)

PRECEDÊNCIA DE LINHAS

Quando existe sobreposição de linhas num desenho, apenas uma delas pode

ser representada.

Regras de precedência de linhas:

1) Arestas e linhas de contorno visíveis (Tipo A).

2) Arestas e linhas de contorno invisíveis (Tipo E ou F).

3) Planos de corte (Tipo H).

4) Linhas de eixo e de simetria (Tipo G).

5) Linha de centróides (Tipo K).

(29)

INTERSECÇÃO DE LINHAS

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

CASO DESCRIÇÃO CORRECTO INCORRECTO

1

Quando uma aresta invisível termina perpendicularmente ou angularmente em relação a uma aresta visível toca a aresta visível.

2

Se existir uma aresta visível no

prolongamento duma aresta invisível, então a aresta invisível não toca a aresta visível.

3 Quando duas ou mais arestas invisíveis terminam num ponto devem tocar-se.

4 Quando uma aresta invisível cruza outra aresta (visível ou invisível) não deve tocá-la.

5 Quando duas linhas de eixo se intersectam devem tocar-se.

(30)

CORES

Habitualmente, em CAD, o uso da cor não esta associado a criação de desenhos com cor, dado que a maioria dos desenhos técnicos devem ser impressos a preto, no entanto, o elemento cor e muito usual para ajudar a separar o tipo de informação no próprio monitor.

E também habitual os utilizadores de sistemas CAD recorrerem ao uso da cor para definir as características de impressão e os diferentes tipos de espessuras de linha e estilos de traçado (estilos de impressão dependentes da cor - ficheiros do tipo CTB), contudo, este não e o melhor método de configurações para impressão.

Existem inúmeras vantagens na utilização de outros sistemas de impressão, no entanto, dado o vasto numero de utilizadores habituados a impressão dependente da cor, Alguma normalização propõe uma tabela de espessuras de traço associadas a tabela de cores dos vulgares sistemas CAD. Esta tabela deriva da conhecida correspondência entre as cores e as espessuras das canetas correntemente utilizadas no desenho técnico tradicional.

(31)

CORES

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

Tabela de espessuras de traço associadas ao elemento Cor:

0.13 Magenta (Color 6) 0.18 Vermelho (Color 1) 0.25 Branco (Color 7) 0.35 Amarelo (Color 2) 0.50 Castanho (Color 33) 0.70 Azul (Color 4) 1.00 Laranja (Color 30) 1.40 Verde (Color 3) 2.00 Cinzento (Color 8)

(32)

ESTILOS DE COTA - NP 297:1963 E ISO 129:1985

De acordo com as normas em vigor, denomina-se COTAGEM ao processo de inscrição de medidas que permitem executar um determinado objecto a partir de um desenho.

Linhas de referência ou auxiliares - são linhas continuas finas e devem coincidir com os vértices ou contornos das pecas

Linhas de cota – são segmentos de recta com setas nas extremidades (traço continuo fino) Números de cota – representam a dimensão real

E importante salientar que as cotas representam sempre as dimensões reais do objecto e não dependem da escala em que o desenho esta executado.

(33)

COTAGEM

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

Elementos da cotagem

Símbolos

- Diâmetro.

R – Raio

· - Quadrado

SR – Raio esférico

S

- Diâmetro esférico

Terminações

(Setas)

(34)

COTAGEM

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

 Regras para a inscrição das cotas nos desenhos

1) As cotas indicadas nos desenhos são sempre as dimensões reais do objecto. 2) Os elementos da cotagem devem ser apresentados a preto.

3) As cotas devem ser apresentadas em caracteres de dimensão adequada. 4) Não pode ser omitida nenhuma cota necessária para a definição da peça.

25 25 13 Ø Ø13 Preferível A evitar 5) 20 30 60 10 20 50 8 6) 7)

(35)

COTAGEM

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

25

Ø 10

25

Ø 10

Incorrecto Correcto

8) As cotas devem localizar-se o mais próximo possível do pormenor a cotar

9) Cada elemento deve ser cotado apenas uma vez.

10) As cotas devem ser

posicionadas sobre a

linha de cota, paralelas a

esta, ou sempre na

horizontal (permitido mas menos usual).

(36)

COTAGEM

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

Ø300

Ø250

Ø275

Ø200

11) Os algarismos da cota não

devem ficar sobrepostos ou separados com nenhum outro pormenor do desenho

43 43

12) Cotagem com linhas de cota parciais

13) A unidade das cotas é o mm. 14) Cotas abaixo da linha de cota

(37)

Orientação das cotas

TIPO DE TRAÇO

DESCRIÇÃO

APLICAÇÕES

A

Contínuo Grosso

A1 Linhas de contorno visível

A2 Arestas visíveis

B

Contínuo Fino

B1 Arestas fictícias

B2 Linhas de cota

B3 Linhas de chamada

B4 Linhas de referência

B5 Tracejado de corte

B6 Contorno de secções locais

B7 Linhas de eixo curtas

C

Contínuo Fino à Mão

Livre

(*1)

C1 Limites de vistas locais ou interrompidas

quando o limite não é uma linha de traço

misto. Limites de cortes parciais

D

Contínuo Fino em

Zi-guezague

(*1)

D1 Mesmas aplicações de C1

E

Interrompido Grosso

(*2)

E1 Linhas de contorno invisível

E2 Arestas invisíveis

F

Interrompido Fino

(*2)

F1 Linhas de contorno invisível

F2 Arestas invisíveis

G

Misto Fino

G1 Linhas de eixo

G2 Linhas de simetria

G3 Trajectórias de peças móveis

H

Misto Fino com Grosso

nos limites da linha e

nas mudanças de

direc-ção

H1 Planos de corte

J

Misto Grosso

J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais

é aplicado um determinado requisito

K

Misto Fino duplamente

interrompido

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posições extremas de peças móveis

K3 Centróides

K4 Contornos inicias de peças submetidas a

processos de fabrico com deformação

plás-tica

K5 Partes situadas antes dos planos de corte

Legenda

80 40 30 60 30

As cotas são orientadas, sempre, relativamente à legenda.

(38)

Cotagem de forma

Ø R100 R4 00 R650 R15

(39)

Cotagem

• Cotagem de posição 50 35 20 15 • Cotagem em série 150 20 80 100 10 0 10 0 25 50 75 • Cotagem em paralelo

(40)

Cotagem

• Cotagem de elementos equidistantes

15

5x18(=90)

18

17 x 18 (=306)

70 Ø 15 4 x

(41)

Cotagem

• Cotagem de elementos repetidos

Ø10 4 x Ø10 4 x 4 xØ 10 Ø10 4 x A A A B B B A = 3 x12 B = 3 x10 Referenciação

Ø 6

6 x

(42)
(43)
(44)

Exemplo de situações onde aparecem cotas em

excesso

Referências

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