ANO LECTIVO 2010/2011 Engenharia Civil
AULA 1
Quando alguém quer transmitir um recado, pode utilizar a fala ou passar seus pensamentos para o papel na forma de palavras escritas. Quem lê a mensagem fica a conhecer os pensamentos de quem a escreveu. Quando alguém desenha, acontece o mesmo: passa os seus pensamentos para o papel na forma de desenho. A escrita, a fala e o desenho representam ideias e pensamentos. A representação que vai interessar nesta Unidade Curricular é o desenho.
Desde épocas muito antigas, o desenho é uma forma importante de comunicação. E essa representação gráfica trouxe grandes contribuições para a compreensão da História, porque, por meio dos desenhos feitos pelos povos antigos, podemos conhecer as técnicas utilizadas por eles, seus hábitos e até suas ideias.
As técnicas actuais de representação foram criadas com o passar do tempo, à medida que o homem foi desenvolvendo seu modo de vida, a sua cultura. Veja algumas formas de representação da figura humana, criadas em diferentes épocas históricas.
Desenho das cavernas de Skavberg (Noruega) do período mesolítico (6000 - 4500 a.C.). Representação esquemática da figura humana.
Representação egípcia do túmulo do escriba Nakht, século XIV a.C. Representação plana que destaca o
contorno da figura humana.
O desenho técnico é um tipo de representação gráfica utilizado por profissionais de uma mesma área, como, por exemplo, na mecânica, na electricidade. Por enquanto, é importante que se conheçam as diferenças que existem entre o desenho técnico e o desenho artístico. Para isso, é necessário conhecer bem as características de cada um. Observe os desenhos abaixo:
Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?
Cabeça de Criança, de Rosalba Carreira (1675-1757). Paloma, de Pablo Picasso (1881-1973).
Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?
Estes são exemplos de desenhos artísticos. Os artistas transmitiram as suas ideias e os seus sentimentos de maneira pessoal. Um artista não tem o compromisso de retratar fielmente a realidade. O desenho artístico reflecte o gosto e a sensibilidade do artista que o criou.
Já o desenho técnico, ao contrário do artístico, deve transmitir com exactidão todas as características do objecto que representa. Para conseguir isso, o desenhador deve seguir regras estabelecidas previamente, chamadas de normas técnicas. Assim, todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas, ou seja, são normalizados. Cada área ocupacional tem seu próprio desenho técnico, de acordo com normas específicas. Observe alguns exemplos.
Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico?
Desenho técnico de arquitectura
As ultimas década tem sido caracterizadas por importantes transformações no desenvolvimento e na evolução das novas tecnologias da informação e comunicação, o que tem provocado profundas mudanças na dinâmica da sociedade contemporânea.
A passagem de uma sociedade tipicamente industrializada para uma sociedade do conhecimento e da comunicação global teve como consequência uma serie de transformações que atingiram inevitavelmente a industria.
No sentido de acompanhar estas mudanças, traduzidas em fenómenos de mobilidade e globalização, as empresas e profissionais relacionados com a industria da construção civil sentiram necessidade de incorporar novos conceitos e metodologias de trabalho, tentando responder de forma eficaz aos desafios colocados por este novo modelo social – o modelo global!
NORMALIZAÇÃO, NORMAS TÉCNICAS E CAD STANDARDS
A Normalização é uma actividade conducente à obtenção de soluções para problemas de carácter repetitivo, essencialmente no âmbito da ciência da técnica e da economia, com vista à realização do grau óptimo de organização num dado domínio. Consiste em geral, da elaboração, publicação e promoção do emprego das normas.
A elaboração e aprovação de normas tem por finalidade a racionalização e a simplificação de processos, componentes, produtos e serviços.
Permite uma maior facilidade de entendimento e visa o estabelecimento de parâmetros a utilizar em acções de avaliação da conformidade.
NORMAS TÉCNICAS: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM E QUAIS AS
VANTAGENS?
São documentos estabelecidos por consenso e aprovados pelas instituições e/ou organismos reconhecidos, que fornecem, para o uso comum e repetido, as regras, directrizes, regulamentos, características ou especificidades para produtos ou processos e métodos de produção, e cujo cumprimento e voluntário.
As normas técnicas são baseadas em resultados consolidados da ciência, da tecnologia e das experiencias acumuladas, com vista a optimização de benefícios para as empresas e comunidade em geral.
A função básica das normas técnicas e, acima de tudo, definir “O que fazer” e “Como fazer” e podem estabelecer os mais diversificados princípios de padronização: simbologia, terminologia, métodos de ensaio, procedimentos, cores, formatos, dimensões, etc.
NORMAS TÉCNICAS: O QUE SÃO, PARA QUE SERVEM E QUAIS AS
VANTAGENS?
O uso das normas estabelecidas, garante a melhoria do funcionamento do mercado por meio de linguagem precisa e comum. Em ambiente de trabalho colaborativo, as equipas pluridisciplinares conseguem facilmente comunicar entre si e com maior segurança.
Em Portugal existem as NP - Normas Portuguesas de âmbito nacional; as NP EN – Normas adoptadas das Europeias, e as NP EN ISO - que são simultaneamente Portuguesas, Europeias e Internacionais. As Entidades reguladoras são o Instituto Português da Qualidade (IPQ), o Comité Europeu de Normalização (CEN) e a Organização Internacional de Normalização (ISO).
NP 167:1966 Desenho técnico. Figuração de materiais em corte NP 204:1968 Desenho técnico. Legendas
NP 205:1970 Desenho técnico. Listas de pecas NP 24:1973 Caixas, pastas e capas de arquivo NP 297:1963 Desenho técnico. Cotagem
NP 89:1963 Desenho técnico. Letras e Algarismos
NP 49:1968 Desenho técnico. Modo de Dobrar Folhas de Desenho
NP 4441:2005 Organização e designação de "layers" em CAD. Aplicação da NP EN ISO 13567 NP 4442:2005 Metadados para a documentação de construção
NP 671:1973 Desenho técnico. Representação convencional. Convenções de utilização NP EN ISO 128-20:2002 Desenhos técnicos. Convenções de base para as linhas
NP EN ISO 128-21:2002 Desenhos técnicos. Preparação de linhas por sistemas de CAD NP EN ISO 13567:2002 Organização e designação de camadas ("layers") em CAD
NP EN ISO 3098-5:2002 Escrita em aplicações de desenho assistido por computador (CAD) NP EN ISO 4157-1:2002 Sistemas de designação. Parte 1: Edifícios e partes de edifícios NP EN ISO 4157-2:2002 Sistemas de designação. Parte 2: Nomes e números de
compartimentos
NP EN ISO 4157-3:2002 Sistemas de designação. Parte 3: Identificadores de compartimentos NP EN ISO 5455:2002 Desenhos técnicos. Escalas
NP EN ISO 5457:2002 Formatos e apresentação dos elementos gráficos das folhas de desenho NP EN ISO 7200:2004 Desenho técnico. Legendas
NP EN ISO 7518:2002 Representação simplificada de demolição e reconstrução
NP EN ISO 7519:2002 Princípios gerais de representação para desenhos de conjunto e de instalação
NP EN ISO 81714-1:2002 Concepção de símbolos gráficos para utilização em documentação técnica
NP EN ISO 9431:2005 Zonas para desenho e para texto, e legendas em folhas de desenho NP ISO 10209-1:2002 Termos relativos aos desenhos técnicos: generalidades e tipos de desenhos
EN ISO 4172:1996 Technical drawings. Drawings for the assembly of prefabricated structures EN ISO 5455:1994 Technical drawings. Scales
EN ISO 5457:1999 Tecnical product documentation. Sizes and layout of drawing sheets EN ISO 6411:1997 Technical drawings. Simplified representation of centre holes
EN ISO 6412-1:1994 Technical drawings. Simplified representation of pipelines EN ISO 6413:1994 Technical drawings. Representation of splines and serrations EN ISO 6414:1994 Technical drawings for glassware
Exemplo de Normas Internacionais de Desenho Técnico – ISO
ISO 128-20:1996 Technical drawings - Part 20: Basic conventions for lines
ISO 128-21:1997 Technical drawings - Part 21: Preparation of lines by CAD systems ISO 129:1985 Technical drawings - Dimensioning - General principles, definitions, methods
of execution and special indications
ISO 1302:1992 Technical drawings - Method of indicating surface texture ISO 2594:1972 Building drawings - Projection methods
ISO 3098-1:1974 Technical drawings - Lettering - Part 1: Currently used characters ISO 13567-1:1998 Technical product documentation - Organization and naming of layers for
FORMATOS DAS FOLHAS - NP 49:1968
De acordo com as normas em vigor, o formato básico do papel, designado por A0 (A zero), e o rectângulo cujos lados medem 841mm e 1.189mm, tendo a área de 1m2. Do formato básico, derivam os demais formatos:
DESIGNAÇÃO
DIMENSÕES(mm)
A0
841 x 1189
A1
594 x 841
A2
420 x 594
A3
297 x 420
A4
210 x 297
LEGENDAS
Contém
a
informação
relativa
ao
desenho,
como
a
identificação
dos
projectistas/desenhadores, da empresa proprietária do desenho, nome do projecto, entre
outros.
• Localização da legenda
Posições usuais
Posições alternativas
•
Conteúdo da legenda
– Zona de identificação.
Tipos e conteúdo da legenda (continuação)
– Zona de identificação (preenchimento obrigatório)
a - Número de registo ou de identificação do desenho b - Título do desenho c - Nome da empresa proprietária do desenho (ou abreviatura ou logótipo)
- Zona de informação adicional (não obrigatória) 1) Informação indicativa.
- O símbolo correspondente ao método de projecção usado, a escala do desenho, a unidade dimensional linear.
2) Informação técnica.
- Método de indicação de estados de superfície, método de indicação de tolerâncias geométricas, valores gerais de tolerâncias dimensionais.
3) Informação administrativa
- Formato da folha de desenho usada, data da realização do desenho, assinaturas dos responsáveis pelo projecto e pelo desenho, etc.
ESCALAS
TIPO DE ESCALA ESCALAS RECOMENDADAS 20:1 50:1 100:1 Ampliação 2:1 5:1 10:1 Real 1:1 1:2 1:5 1:10 1:20 1:50 1:100 1:200 1:500 1:1000 Redução 1:2000 1:5000 1:10000Escala: Relação entre a dimensão do objecto representado no papel e a dimensão real ou física do mesmo.
Escala = (Dimensão do desenho)/(Dimensão real)
Escala de redução: Quando a dimensão do objecto no desenho é menor que a sua dimensão real.
Escala 1:X com X>1.
Escala de ampliação: Quando a dimensão do objecto no desenho é maior que a sua dimensão real. Escala
X:1 com X>1.
Em CAD todos os desenhos deverão ser elaborados a escala real 1:1, ou seja:
1 metro = 1 unidade CAD
ou
ESCRITA NORMALIZADA
Toda a informação inscrita num desenho, sejam algarismos ou outros caracteres, deve ser apresentada em escrita normalizada.
Objectivos: Uniformidade, legibilidade e a reprodução de desenhos sem perda de qualidade.
Característica Razão Dimensões (mm)
Altura das letras maiúsculas h (14/14) h 2.5 3.5 5 7 10 14 20 Altura das letras minúsculas c (10/14) h - 2.5 3.5 5 7 10 14 Espaçamento entre caracteres a (2/14) h 0.35 0.5 0.7 1 1.4 2 2.8 Espaço mínimo entre linhas b (20/14) h 3.5 5 7 10 14 20 28 Espaço mínimo entre palavras e (6/14) h 1.05 1.5 2.1 3 4.2 6 8.4 Espessura das linhas d (1/14) h 0.18 0.25 0.35 0.5 0.7 1 1.4
Características da letra normalizada ISO tipo A.
Gama de alturasnormalizadas h :
TIPOS DE LINHAS
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
TIPO DE TRAÇO DESCRIÇÃO APLICAÇÕES
A Contínuo Grosso A1 Linhas de contorno visível A2 Arestas visíveis B Contínuo Fino B1 Arestas fictícias B2 Linhas de cota B3 Linhas de chamada B4 Linhas de referência B5 Tracejado de corte B6 Contorno de secções locais B7 Linhas de eixo curtas C Contínuo Fino à Mão
Livre (*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas quando o limite não é uma linha de traço misto. Limites de cortes parciais D Contínuo Fino em
Zi-guezague (*1) D1 Mesmas aplicações de C1 E Interrompido Grosso (*2) E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F Interrompido Fino (*2) F1 Linhas de contorno invisível F2 Arestas invisíveis
G Misto Fino
G1 Linhas de eixo G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis H
Misto Fino com Grosso nos limites da linha e nas mudanças de direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais é aplicado um determinado requisito
K Misto Fino duplamente interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes K2 Posições extremas de peças móveis K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a processos de fabrico com deformação plás-tica
TIPOS DE LINHAS
No desenho técnico a espessura de traço (conjugada com o tipo de linha) e um
dado fundamental para a interpretação do significado das linhas. Obedecendo a
norma ISO as espessuras admitidas são:
0.10, 0.13, 0.18, 0.25, 0.35, 0.50, 0.70, 1.00, 1.40, 2.00mm
Exemplos de aplicação:
0.50 para os contornos
0.35 para os cortes e secções
0.25 para as linhas de indicação de corte
0.25 para as linhas de centro e simetria
0.25 para os traços interrompidos
0.18 para os vistas próximas
0.15 para os hatch e tramas
0.13 para as linhas de cotas, textos, legendas e anotações
0.10 para as vistas longínquas
TIPOS DE LINHAS (Exemplo de aplicação)
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
PRECEDÊNCIA DE LINHAS
Quando existe sobreposição de linhas num desenho, apenas uma delas pode
ser representada.
Regras de precedência de linhas:
1) Arestas e linhas de contorno visíveis (Tipo A).
2) Arestas e linhas de contorno invisíveis (Tipo E ou F).
3) Planos de corte (Tipo H).
4) Linhas de eixo e de simetria (Tipo G).
5) Linha de centróides (Tipo K).
INTERSECÇÃO DE LINHAS
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
CASO DESCRIÇÃO CORRECTO INCORRECTO
1
Quando uma aresta invisível termina perpendicularmente ou angularmente em relação a uma aresta visível toca a aresta visível.
2
Se existir uma aresta visível no
prolongamento duma aresta invisível, então a aresta invisível não toca a aresta visível.
3 Quando duas ou mais arestas invisíveis terminam num ponto devem tocar-se.
4 Quando uma aresta invisível cruza outra aresta (visível ou invisível) não deve tocá-la.
5 Quando duas linhas de eixo se intersectam devem tocar-se.
CORES
Habitualmente, em CAD, o uso da cor não esta associado a criação de desenhos com cor, dado que a maioria dos desenhos técnicos devem ser impressos a preto, no entanto, o elemento cor e muito usual para ajudar a separar o tipo de informação no próprio monitor.
E também habitual os utilizadores de sistemas CAD recorrerem ao uso da cor para definir as características de impressão e os diferentes tipos de espessuras de linha e estilos de traçado (estilos de impressão dependentes da cor - ficheiros do tipo CTB), contudo, este não e o melhor método de configurações para impressão.
Existem inúmeras vantagens na utilização de outros sistemas de impressão, no entanto, dado o vasto numero de utilizadores habituados a impressão dependente da cor, Alguma normalização propõe uma tabela de espessuras de traço associadas a tabela de cores dos vulgares sistemas CAD. Esta tabela deriva da conhecida correspondência entre as cores e as espessuras das canetas correntemente utilizadas no desenho técnico tradicional.
CORES
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
Tabela de espessuras de traço associadas ao elemento Cor:
0.13 Magenta (Color 6) 0.18 Vermelho (Color 1) 0.25 Branco (Color 7) 0.35 Amarelo (Color 2) 0.50 Castanho (Color 33) 0.70 Azul (Color 4) 1.00 Laranja (Color 30) 1.40 Verde (Color 3) 2.00 Cinzento (Color 8)
ESTILOS DE COTA - NP 297:1963 E ISO 129:1985
De acordo com as normas em vigor, denomina-se COTAGEM ao processo de inscrição de medidas que permitem executar um determinado objecto a partir de um desenho.
Linhas de referência ou auxiliares - são linhas continuas finas e devem coincidir com os vértices ou contornos das pecas
Linhas de cota – são segmentos de recta com setas nas extremidades (traço continuo fino) Números de cota – representam a dimensão real
E importante salientar que as cotas representam sempre as dimensões reais do objecto e não dependem da escala em que o desenho esta executado.
COTAGEM
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
Elementos da cotagem
Símbolos
- Diâmetro.
R – Raio
· - Quadrado
SR – Raio esférico
S
- Diâmetro esférico
Terminações
(Setas)
COTAGEM
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
Regras para a inscrição das cotas nos desenhos
1) As cotas indicadas nos desenhos são sempre as dimensões reais do objecto. 2) Os elementos da cotagem devem ser apresentados a preto.
3) As cotas devem ser apresentadas em caracteres de dimensão adequada. 4) Não pode ser omitida nenhuma cota necessária para a definição da peça.
25 25 13 Ø Ø13 Preferível A evitar 5) 20 30 60 10 20 50 8 6) 7)
COTAGEM
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
25
Ø 10
25
Ø 10
Incorrecto Correcto
8) As cotas devem localizar-se o mais próximo possível do pormenor a cotar
9) Cada elemento deve ser cotado apenas uma vez.
10) As cotas devem ser
posicionadas sobre a
linha de cota, paralelas a
esta, ou sempre na
horizontal (permitido mas menos usual).
COTAGEM
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
Ø300
Ø250
Ø275
Ø200
11) Os algarismos da cota nãodevem ficar sobrepostos ou separados com nenhum outro pormenor do desenho
43 43
12) Cotagem com linhas de cota parciais
13) A unidade das cotas é o mm. 14) Cotas abaixo da linha de cota
Orientação das cotas
TIPO DE TRAÇO
DESCRIÇÃO
APLICAÇÕES
A
Contínuo Grosso
A1 Linhas de contorno visível
A2 Arestas visíveis
B
Contínuo Fino
B1 Arestas fictícias
B2 Linhas de cota
B3 Linhas de chamada
B4 Linhas de referência
B5 Tracejado de corte
B6 Contorno de secções locais
B7 Linhas de eixo curtas
C
Contínuo Fino à Mão
Livre
(*1)
C1 Limites de vistas locais ou interrompidas
quando o limite não é uma linha de traço
misto. Limites de cortes parciais
D
Contínuo Fino em
Zi-guezague
(*1)
D1 Mesmas aplicações de C1
E
Interrompido Grosso
(*2)
E1 Linhas de contorno invisível
E2 Arestas invisíveis
F
Interrompido Fino
(*2)
F1 Linhas de contorno invisível
F2 Arestas invisíveis
G
Misto Fino
G1 Linhas de eixo
G2 Linhas de simetria
G3 Trajectórias de peças móveis
H
Misto Fino com Grosso
nos limites da linha e
nas mudanças de
direc-ção
H1 Planos de corte
J
Misto Grosso
J1 Indicação de linhas ou superfícies às quais
é aplicado um determinado requisito
K
Misto Fino duplamente
interrompido
K1 Contornos de peças adjacentes
K2 Posições extremas de peças móveis
K3 Centróides
K4 Contornos inicias de peças submetidas a
processos de fabrico com deformação
plás-tica
K5 Partes situadas antes dos planos de corte
Legenda
80 40 30 60 30As cotas são orientadas, sempre, relativamente à legenda.
Cotagem de forma
Ø R100 R4 00 R650 R15Cotagem
• Cotagem de posição 50 35 20 15 • Cotagem em série 150 20 80 100 10 0 10 0 25 50 75 • Cotagem em paraleloCotagem
• Cotagem de elementos equidistantes
15
5x18(=90)
18
17 x 18 (=306)
70 Ø 15 4 xCotagem
• Cotagem de elementos repetidos
Ø10 4 x Ø10 4 x 4 xØ 10 Ø10 4 x A A A B B B A = 3 x12 B = 3 x10 Referenciação