Prof. Daniel Sica da Cunha
Direito Internacional do Trabalho (Ramo do Direito que visa
a estabelecer padrões internacionais mínimos para as
relações trabalhistas com o intuito de promover a dignidade
humana)
X
Direito do Trabalho Internacional (Ramo do Direito que visa
a trazer solução para as relações privadas de trabalho que
tenham conexão com dois ou mais ordenamentos jurídicos
distintos)
►Motivos de ordem econômica
►Motivos de índole social
►Motivos de caráter técnico
A internacionalização da proteção dos direitos humanos
(direitos sociais)
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
“A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição”.
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
►
Artigo XXII
: “Toda pessoa, como membro da sociedade,
tem direito à
segurança social
e à
realização
, pelo esforço
nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a
organização e recursos de cada Estado, dos
direitos
econômicos,
sociais
e culturais indispensáveis à sua
dignidade e ao livre desenvolvimento da sua
personalidade”.
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
►Artigo XXIII: “1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem
direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressarpara proteção de seus interesses.”
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
►Artigo XXIV: “Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias
periódicas remuneradas.”
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 6º. 1. Os Estados Partes do Presente Pacto reconhecem o direito ao trabalho, que compreende o direito de toda pessoa de ter a possibilidade de ganhar a vida mediante um trabalho livremente escolhido ou aceito, e tomarão medidas apropriadas para salvaguarda esse direito. 2. As medidas que cada Estado parte do presente pacto tomará a fim de assegurar o pleno exercício desse direito deverão incluir a orientação e a formação técnica e profissional, a elaboração de programas, normas e técnicas apropriadas para assegurar um desenvolvimento econômico, social e cultural constante e o pleno emprego produtivo em condições que salvaguardem aos indivíduos o gozo das liberdades políticas e econômicas fundamentais.
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 7°. Os Estados Partes do presente pacto o reconhecem o direito de toda pessoa de gozar de condições de trabalho justas e favoráveis, que assegurem especialmente: a) uma remuneração que proporcione, no mínimo, a todos os trabalhadores: i)um salário eqüitativo e uma remuneração igual por um trabalho de igual valor, sem qualquer distinção; em particular, as mulheres deverão ter a garantia de condições de trabalho não inferiores às dos homens e receber a mesma remuneração que ele por trabalho igual; ii)uma existência decente para eles e suas famílias, em conformidade com as disposições do presente Pacto. b) a segurança e a higiene no trabalho; c) igual
oportunidadepara todos de serem promovidos, em seu trabalho, à categoria superior que lhes corresponda, sem outras considerações que as de tempo de trabalho e capacidade; d) o descanso, o lazer, a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas, assim
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 8º. 1. Os Estados Partes do presente pacto comprometem-se a garantir: a) o direito de toda pessoa de fundar com outras sindicatos e de filiar-se ao sindicato de sua escolha, sujeitando-se unicamente aos organização interessada, com o objetivo de promover e de proteger sujeitando-seus interesses econômicos e sociais. O exercício desse direito só poderá ser objeto das restrições previstas em lei e que sejam necessárias, em uma sociedade democrática, no interesse da segurança nacional ou da ordem pública, ou para proteger os direitos e as liberdades alheias; b) o direito dos sindicatos de formar federações ou confederações nacionais e o direito desta de formar organizações sindicais internacionais ou de filiar-se às mesmas; c)o direito dos sindicatos de exercer livremente suas atividades, sem quaisquer limitações além daquelas previstas em lei e que sejam necessárias, em uma sociedade democrática, no interesse da segurança nacional ou da ordem pública, ou para proteger os direitos e as liberdades das demais pessoas; d)o direito de greve, exercido de conformidade com as leis de cada país.
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 10. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem que: 1. Deve-se conceder à família, que é o elemento natural e fundamental da sociedade, as mais amplas proteção e assistência possíveis, especialmente para a sua constituição e enquanto ela for responsável pela pela criação e educação dos filhos. O matrimônio deve ser contraído com livre consentimento dos futuros cônjuges. 2. Deve-se conceder proteção às mães por um período de tempo razoável antes e depois do parto. Durante esse período, deve-se conceder às mães que trabalhem licença remunerada ou licença acompanhada de benefícios previdenciários adequados. 3. Devem-se adotar medidas especiais de proteção e de assistência em prol de todas as crianças e adolescentes, sem distinção por motivo ou de filiação ou qualquer outra condição. Devem-se proteger as crianças e adolescentes contra a exploração econômica e social. O emprego de crianças e adolescentes em trabalhos que lhes sejam nocivos à saúde ou que lhes façam correr perigo de vida, ou ainda que lhes venham a prejudicar o desenvolvimento normal, será punido por lei.Os Estados devem também estabelecer limites de idade sob os quais fique proibido e punido por lei o emprego assalariado da mão-de-obra infantil.
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 12. 1. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem o direito de toda pessoa desfrutar o mais elevado nível possível de saúde física e mental. 2. As medidas que os Estados partes do presente Pacto deverão adotar com o fim de assegurar o pleno exercício desse direito incluirão as medidas que se façam necessárias para assegurar: a) a diminuição da mortalidade infantil, bem como o desenvolvimento são das crianças; b) a melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalhoe do meio ambiente; c) a prevenção e tratamento das doenças epidêmicas, endêmicas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doenças; d) a criação de condições que assegurem a todos assistência médica e serviços médicos em caso de enfermidade.
Pacto internacional sobre direitos econômicos, sociais e
culturais (1966)
►ARTIGO 12. 1. Os Estados Partes do presente Pacto reconhecem o direito de toda pessoa desfrutar o mais elevado nível possível de saúde física e mental. 2. As medidas que os Estados partes do presente Pacto deverão adotar com o fim de assegurar o pleno exercício desse direito incluirão as medidas que se façam necessárias para assegurar: a) a diminuição da mortalidade infantil, bem como o desenvolvimento são das crianças; b) a melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalhoe do meio ambiente; c) a prevenção e tratamento das doenças epidêmicas, endêmicas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doenças; d) a criação de condições que assegurem a todos assistência médica e serviços médicos em caso de enfermidade.
► Organização das Nações Unidas (ONU) (Tratado de São
Francisco, 1945)
Objetivos: Artigo 1°: Os propósitos das Nações unidas são: 1. Manter a paz e a segurança internacionais [...] 2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal; 3. Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião; e 4. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos comuns.
►Carta da ONU: Artigo 57.1. As várias
entidades
especializadas
, criadas por acordos intergovernamentais e
com amplas responsabilidades internacionais, definidas em
seus instrumentos básicos, nos campos econômico, social,
cultural, educacional, sanitário e conexos, serão vinculadas
às Nações Unidas, de conformidade com as disposições do
Artigo 63.
Constituição da OIT. Artigo 1.1. É criada uma
organização
permanente
, encarregada de promover a realização
do programa exposto no preâmbulo da presente
Constituição
e na
Declaração referente aos fins e objetivos
da Organização Internacional do Trabalho
, adotada em
Filadélfia a 10 de maio de 1944 e cujo texto figura em anexo
à presente Constituição.
►Criada pelo Tratado de Versalhes (1919)
►O atual texto da Constituição da OIT foi aprovado em
Montreal (1946), com emendas posteriores
► Organismo Especializado da ONU (porém, com
autonomia)
A Organização Internacional do Trabalho tem ou não
personalidade jurídica de Direito Internacional
?
► Constituição da OIT. Artigo 39. A Organização
Internacional do Trabalho deve ter personalidade jurídica,
e, precipuamente, capacidade para: a) adquirir bens,
móveis e imóveis, e dispor dos mesmos; b) contratar;
c) intentar ações.
► Constituição da OIT. Artigo 40. 1. A Organização
Internacional do Trabalho gozará, nos territórios de seus
Membros, dos
privilégios
e das
imunidades
necessárias a
consecução dos seus fins. 2. Os delegados à Conferência,
os membros do Conselho de Administração, bem como o
Diretor-Geral e os funcionários da Repartição, gozarão,
igualmente, dos privilégios e imunidades necessárias para
exercerem, com inteira independência, as funções que lhes
competem, relativamente à Organização. [...]
► Orientação Jurisprudencial da SDI-1 n° 416:
IMUNIDADE
DE JURISDIÇÃO. ORGANIZAÇÃO OU ORGANISMO
INTERNACIONAL
. (DEJT divulgado em 14, 15 e 16.02.2012)
As organizações ou organismos internacionais gozam de
imunidade absoluta de jurisdição quando amparados por
norma internacional incorporada ao ordenamento jurídico
brasileiro, não se lhes aplicando a regra do Direito
Consuetudinário relativa à natureza dos atos praticados.
Excepcionalmente, prevalecerá a jurisdição brasileira na
hipótese de renúncia expressa à cláusula de imunidade
Membros da OIT (Artigo 1° da Constituição da OIT):
► os Estados que já eram membros da OIT em 1º de novembro de 1945 (membros natos)
► os demais Estado-Membro das Nações Unidas podem tornar-se Membros da OIT comunicando ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho que aceitou, integralmente as obrigações decorrentes da Constituição da OIT (simples comunicação voluntária).
► a Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho tem igualmente poderes para conferir a qualidade de Membro da Organização, por maioria de dois terços do conjunto dos votos presentes, se a mesma maioria prevalecer entre os votos dos delegados governamentais.
Constituição da OIT. Artigo 1.5. Nenhum Estado-Membro da
Organização Internacional do Trabalho poderá dela
retirar-se sem
aviso prévio
ao Diretor-Geral da Repartição
Internacional do Trabalho. A retirada tornar-se-á efetiva
dois anos depois que este aviso prévio houver sido recebido
pelo Diretor-Geral, sob condição de que o Estado-Membro
haja, nesta data, preenchido todas as obrigações
financeiras que decorrem da qualidade de Membro. Esta
retirada não afetará, para o Estado-Membro que houver
ratificado uma convenção, a validade das obrigações desta
decorrentes, ou a ela relativas, durante o pedido previsto
pela mesma convenção.
I. A Conferência reafirma os princípios fundamentais sobre os quais repousa a Organização, principalmente os seguintes: a) o trabalho não é uma mercadoria; b) a liberdade de expressão e de associação é uma condição indispensável a um progresso ininterrupto;
c) a penúria, seja onde for, constitui um perigo para a prosperidade geral; d) a luta contra a carência, em qualquer nação, deve ser conduzida com infatigável energia, e por um esforço internacional contínuo e conjugado, no qual os representantes dos empregadores e dos empregados discutam, em igualdade, com os dos Governos, e
II. A Conferência, convencida de ter a experiência plenamente demonstrado a verdade da declaração contida na Constituição da Organização Internacional do Trabalho, que a paz, para ser duradoura, deve assentar sobre a justiça social, afirma que: a) todos os seres humanos de qualquer raça, crença ou sexo, têm o direito de assegurar o bem-estar material e o desenvolvimento espiritual dentro da liberdade e da dignidade, da tranqüilidade econômica e com as mesmas possibilidades; b) a realização de condições que permitam o exercício de tal direito deve constituir o principal objetivo de qualquer política nacional ou internacional;
c) quaisquer planos ou medidas, no terreno nacional ou internacional, máxime os de caráter econômico e financeiro, devem ser considerados sob esse ponto de vista e somente aceitos, quando favorecerem, e não entravarem, a realização desse objetivo Principal; d) compete à Organização Internacional do Trabalho apreciar, no domínio internacional, tendo em vista tal objetivo, todos os programas de ação e medidas de caráter econômico e financeiro; e) no desempenho das funções que lhe são confiadas, a Organização Internacional do Trabalho tem capacidade para incluir em suas decisões e recomendações quaisquer disposições que julgar convenientes, após levar em conta todos os fatores econômicos e financeiros de interesse.
III. A Conferência proclama solenemente que a Organização Internacional do Trabalho tem a obrigação de auxiliar as Nações do Mundo na execução de programas que visem:
a) proporcionar emprego integral para todos e elevar os níveis de vida; b) dar a cada trabalhador uma ocupação na qual ele tenha a satisfação de utilizar, plenamente, sua habilidade e seus conhecimentos e de contribuir para o bem geral; c) favorecer, para atingir o fim mencionado no parágrafo precedente, as possibilidades de formação profissional e facilitar as transferências e migrações de trabalhadores e de colonos, dando as devidas garantias a todos os interessados; d) adotar normas referentes aos salários e às remunerações, ao horário e às outras condições de trabalho, a fim de permitir que todos usufruam do progresso e, também, que todos os assalariados, que ainda não o tenham, percebam, no mínimo, um salário vital;
e) assegurar o direito de ajustes coletivos, incentivar a cooperação entre empregadores e trabalhadores para melhoria contínua da organização da produção e a colaboração de uns e outros na elaboração e na aplicação da política social e econômica;
f) ampliar as medidas de segurança social, a fim de assegurar tanto uma renda mínima e essencial a todos a quem tal proteção é necessária, como assistência médica completa;
g) assegurar uma proteção adequada da vida e da saúde dos trabalhadores em todas as ocupações;
h) garantir a proteção da infância e da maternidade;
i) obter um nível adequado de alimentação, de alojamento, de recreação e de cultura;
j) assegurar as mesmas oportunidades para todos em matéria educativa e profissional.
Estrutura Organizacional (artigo 2°)
► uma
Conferência geral
constituída pelos Representantes
dos Estados-Membros;
► um
Conselho de Administração
composto como indicado
no art. 7º;
► uma
Repartição Internacional do Trabalho
sob a direção
de um Conselho de Administração.
Única entidade da ONU
tripartite
(representantes dos
governos, dos empregados e dos empregadores)
► órgão máximo
► sessões sempre que for necessário, e, pelo menos, uma vez por ano ►composta de quatro representantes de cada um dos Membros, dos quais dois serão Delegados do Governo e os outros dois representarão, respectivamente, os empregados e empregadores
►cada Delegado poderá ser acompanhado por consultores técnicos, cujo número será de dois no máximo , para cada uma das matérias inscritas na ordem do dia da sessão.
► cada delegado terá o direito de votar individualmente em todas as questões submetidas às deliberações da Conferência.
► órgão executivo
► 56 pessoas: 28 representantes dos Governos, 4
representantes dos empregadores e 14 representantes dos
empregados.
► A Repartição Internacional do Trabalho terá um Diretor-Geral, designado pelo Conselho de Administração, responsável, perante este, pelo bom funcionamento da Repartição e pela realização de todos os trabalhos que lhe forem confiados. ► A Repartição Internacional do Trabalho terá por funções a centralização e a distribuição de todas as informações referentes à regulamentação internacional da condição dos trabalhadores e do regime do trabalho e, em particular, o estudo das questões que lhe compete submeter às discussões da Conferência para conclusão das convenções internacionais assim como a realização de todos os inquéritos especiais prescritos pela Conferência, ou pelo Conselho de Administração.
Atos Normativos (Artigo 19 da Constituição da OIT)
►Artigo 19. 1. Se a Conferência pronunciar-se pela
aceitação de propostas relativas a um assunto na sua
ordem do dia, deverá decidir se essas propostas tomarão a
forma: a) de uma convenção internacional; b) de uma
recomendação, quando o assunto tratado, ou um de seus
aspectos não permitir a adoção imediata de uma
convenção. (
Código Internacional do Trabalho
)
As convenções da OIT são
tratados multilaterais
abertos,
de natureza normativa, elaborados sob os auspícios da
Conferência Internacional do Trabalho, a fim de
regulamentar o trabalho no âmbito internacional e também
outras questões que lhe são conexas. (
hard law
)
As recomendações
não são tratados
e visam tão somente
sugerir ao legislador de cada um dos países vinculados à
OIT mudanças no seu Direito interno relativamente às
Conclusão
: a diferença entre as convenções e as
recomendações da OIT é puramente
formal
, uma vez que,
materialmente, ambas podem tratar dos mesmos assuntos
ou temas. Em sua essência, tais instrumentos nada têm de
diferente de outros tratados e declarações internacionais
de proteção dos direitos humanos: versam sobre a proteção
do trabalho e do trabalhador e um sem número de matérias
a estes coligados.
► Aprovação/Referendo [CRFB/88, art. 49, I: É da competência exclusiva do Congresso Nacional: resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional]; [Decreto-legislativo]
► Ratificação [Ato internacional pelo qual o Estado confirma o tratado, após a aprovação interna] [Depósito ou troca dos instrumentos] [Ato
discricionário?] [Efeitos internacionais]
► Promulgação [Ato interno pelo qual o governo do Estado afirma a existência do tratado e ordena sua execução] [Decreto] [Efeitos internos]
► Tratados com valor constitucional [versam sobre direitos humanos aprovados pelo rito do art. 5º, § 3º (EC nº 45/2004)]
► Tratados com valor supralegal [versam sobre direitos humanos (i) incorporados antes da EC nº 45/2004 ou (ii) após a EC nº 45/2004, desde que não tenham observado o rito do art. 5º, § 3º] [STF: Voto do Ministro Gilmar Mendes no HC 87.585 e no RE 466.343 ]
► Tratados com valor legal [vide: STF: RE 80.004 (1977) e ADI 1.480-3] Não se pode esquecer que, sendo as convenções internacionais do trabalho são tratados internacionais que versam sobre direitos humanos (notadamente direitos sociais)!