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Tecnologia Marxista

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Academic year: 2021

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(1)

A Tecnologia

A Tecnologia na

na

Visão Marxista

Visão Marxista

Economia da Inovação

Economia da Inovação

Luciana Pereira

Luciana Pereira

(2)

Inovações da

Inovações da

Segunda Revolução

Segunda Revolução

Industrial

Industrial

 

Aprimoramento da

Aprimoramento da

tecnologia da

tecnologia da

máquina a vapor e

máquina a vapor e

sua ampla difusão

sua ampla difusão

na indústria e nos

na indústria e nos

transportes

transportes

 

Desenvolvimento

Desenvolvimento

da tecnologia do

da tecnologia do

aço

aço

da tecnologia do

da tecnologia do

aço

aço

 

Inovações se

Inovações se

espalham na

espalham na

Europa continental

Europa continental

e nos Estados

e nos Estados

Unidos

Unidos

(3)

PROPAGAÇÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

PROPAGAÇÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

(4)

Tecelagem movida a vapor em

Tecelagem movida a vapor em

Lancastershire

Lancastershire

(5)

Boom ferroviário

Boom ferroviário

da Segunda Revolução Industrial

da Segunda Revolução Industrial

(6)

O Brasil entra na era ferroviária

O Brasil entra na era ferroviária

relativamente cedo.

relativamente cedo.

 

Em 1854, João

Em 1854, João

Evangelista de Souza,

Evangelista de Souza,

o Barão de Mauá

o Barão de Mauá

inaugura a primeira

inaugura a primeira

ferrovia brasileira

ferrovia brasileira

ferrovia brasileira

ferrovia brasileira

ligando o Porto de

ligando o Porto de

Mauá, na baia de

Mauá, na baia de

Guanabara, com a raiz

Guanabara, com a raiz

da serra de Petrópolis.

da serra de Petrópolis.

(7)

Estação da Estrada

Estação da Estrada

de Ferro Mauá a

de Ferro Mauá a

Raiz da Serra

Raiz da Serra





O trajeto servia para a

O trajeto servia para a

ligação com a região

ligação com a região

pioneira na produção

pioneira na produção

de café (Vale do

de café (Vale do

de café (Vale do

de café (Vale do

Paraíba) e era

Paraíba) e era

utilizado pelo

utilizado pelo

Imperador Pedro II

Imperador Pedro II

para suas idas a

para suas idas a

Petrópolis.

(8)

São Paulo nos trilhos

São Paulo nos trilhos



 A A São Paulo RailwaySão Paulo Railway -- SPRSPR foi a foi a primeira ferrovia construída em primeira ferrovia construída em

São Paulo

São Paulo, e a , e a segunda no Brasilsegunda no Brasil, tendo sido , tendo sido inaugurada em 1867inaugurada em 1867. .

Financiada com capital inglês

Financiada com capital inglês, sua construção foi , sua construção foi iniciada em 1860iniciada em 1860, , enfrentando muitas dificuldades técnicas durante a implantação,

enfrentando muitas dificuldades técnicas durante a implantação, principalmente no

principalmente no trecho da Serra do Martrecho da Serra do Mar..



 Para vencer os Para vencer os 800 m de desnível800 m de desnível, numa , numa extensão de 8 kmextensão de 8 km, foi , foi

necessário construir um

necessário construir um plano inclinadoplano inclinado com com quatro patamaresquatro patamares, onde , onde necessário construir um

necessário construir um plano inclinadoplano inclinado com com quatro patamaresquatro patamares, onde , onde foram instaladas

foram instaladas máquinas fixasmáquinas fixas que acionavam um que acionavam um sistema de cabos sistema de cabos de tração engatados aos vagões

de tração engatados aos vagões. .



 Em Em 18671867 o trecho completo, ligando o trecho completo, ligando Santos a JundiaíSantos a Jundiaí, com , com 159 km159 km, ,

foi aberto ao tráfego. A concessionária teve o

foi aberto ao tráfego. A concessionária teve o privilégioprivilégio de exploração de exploração da linha por um período de

da linha por um período de 90 anos90 anos, o que lhe garantiu a cômoda , o que lhe garantiu a cômoda condição de

condição de maior empresa ferroviária do Brasilmaior empresa ferroviária do Brasil e em volume de e em volume de carga.

carga.



 Graças Graças a esse a esse monopóliomonopólio, , a SPR jamais se interessou em expandir a SPR jamais se interessou em expandir

suas linhas para além de Jundiaí

suas linhas para além de Jundiaí, criando, assim, condições para a , criando, assim, condições para a constituição de

(9)

O processo Bessemer de

O processo Bessemer de

fabricação de aço

fabricação de aço





Primeiro processo industrial de baixo custo para

Primeiro processo industrial de baixo custo para

produção em massa de aço a partir de ferro gusa

produção em massa de aço a partir de ferro gusa

derretido.

derretido.





O processo foi patenteado em 1855 por Henry

O processo foi patenteado em 1855 por Henry

Bessemer tendo sido desenvolvido a partir de

Bessemer tendo sido desenvolvido a partir de

Bessemer tendo sido desenvolvido a partir de

Bessemer tendo sido desenvolvido a partir de

conhecimentos práticos conhecidos na China desde

conhecimentos práticos conhecidos na China desde

o século III.

o século III.





O princípio chave é a remoção das impurezas do

O princípio chave é a remoção das impurezas do

ferro pela oxidação obtida por meio da injeção de ar

ferro pela oxidação obtida por meio da injeção de ar

no ferro derretido. A oxidação também aumenta a

no ferro derretido. A oxidação também aumenta a

temperatura da massa de ferro e o mantêm

temperatura da massa de ferro e o mantêm

derretido.

(10)

Conversor de Bessemer (1856)

Conversor de Bessemer (1856)

  A capacidade de um A capacidade de um conversor variava de 8 a 30 conversor variava de 8 a 30 toneladas de ferro derretido. toneladas de ferro derretido.



 No alto do conversor tem No alto do conversor tem

uma abertura geralmente uma abertura geralmente inclinada para o lado para inclinada para o lado para

permitir a introdução do ferro permitir a introdução do ferro e a retirada do produto final. e a retirada do produto final.



 O processo é realizado em O processo é realizado em

um grande container oval um grande container oval de aço forrado com argila e de aço forrado com argila e dolomita chamado de

dolomita chamado de conversor de Bessemer. conversor de Bessemer.

e a retirada do produto final. e a retirada do produto final.



 A parte de baixo é perfurada A parte de baixo é perfurada

por canais chamados de por canais chamados de

tuyeres

tuyeres através dos quais o ar através dos quais o ar é introduzido no conversor. é introduzido no conversor.



 O conversor gira em torno de O conversor gira em torno de

eixos de forma a receber a eixos de forma a receber a carga e descarregar o aço. carga e descarregar o aço.

(11)

Inovação

Inovação:

: Arte

Arte, Cultura e

, Cultura e Engenharia

Engenharia

•Ferro fundido e ferro forjado tornou-se

popular no século 19. Muitas pontes, casas de vidro, estações ferroviárias e os primeiros

arranha-céus foram construídos com estruturas de ferro.

de ferro.

•A Torre Eiffel foi uma inovação espetacular que demonstrou o que poderia ser realizado com esse método relativamente novo de

material, design e construção.

•Controvérsia: a Torre foi considerada

esteticamente feia por seu material e estilo industrial

(12)

Adam Smith e “A Riqueza das

Adam Smith e “A Riqueza das

Nações”

Nações”

PAULO TIGRE, GESTÃO DA INOVAÇÃO. PAULO TIGRE, GESTÃO DA INOVAÇÃO.

Ed.Elsevier, 2006 Ed.Elsevier, 2006

(13)

Quais os problemas principais enfrentados pelos Quais os problemas principais enfrentados pelos

países continentais? países continentais?



 PeloPelo ladolado dada demandademanda -- LimitaçõesLimitações sociaissociais ee

institucionais,

institucionais, provocadaprovocada pelapela distribuiçãodistribuição dada riquezariqueza de

de formaforma maismais desigualdesigual nosnos paisespaises continentaiscontinentais ee desestímulo

desestímulo aoao consumoconsumo dede produtosprodutos padronizadospadronizados por

por parteparte dada sociedadesociedade;;



 PeloPelo ladolado dada ofertaoferta-- ConsideraçõesConsiderações políticaspolíticas ee sociaissociais

que

que acabamacabam porpor agravaragravar asas desvantagensdesvantagens naturaisnaturais..



 PeloPelo ladolado dada ofertaoferta-- ConsideraçõesConsiderações políticaspolíticas ee sociaissociais

que

que acabamacabam porpor agravaragravar asas desvantagensdesvantagens naturaisnaturais.. (a

(a iniciativainiciativa empresarialempresarial eraera umum atividadeatividade classista)classista);;



 AlémAlém dasdas restriçõesrestrições institucionais,institucionais, outrooutro problemaproblema

enfrentado

enfrentado foifoi aa ausênciaausência dodo espíritoespírito empreendedorempreendedor dos

dos industriais,industriais, inclusiveinclusive comcom oo investimentoinvestimento elevadoelevado em

(14)

Adam Smith e a revolução

Adam Smith e a revolução

industrial

industrial





O maior aprimoramento das forças

O maior aprimoramento das forças

produtivas do trabalho, e a maior parte da

produtivas do trabalho, e a maior parte da

habilidade, destreza e bom senso com os

habilidade, destreza e bom senso com os

quais o trabalho é em toda parte dirigido

quais o trabalho é em toda parte dirigido

quais o trabalho é em toda parte dirigido

quais o trabalho é em toda parte dirigido

ou executado, parecem ter sido resultados

ou executado, parecem ter sido resultados

da divisão do trabalho.

(15)

A fabricação de alfinetes

A fabricação de alfinetes



 Um operário não treinado para essa atividade dificilmente Um operário não treinado para essa atividade dificilmente

poderia talvez fabricar um único alfinete em um dia, poderia talvez fabricar um único alfinete em um dia,

empenhando o máximo de trabalho; de qualquer forma, empenhando o máximo de trabalho; de qualquer forma, certamente não conseguirá fabricar vinte.

certamente não conseguirá fabricar vinte.



 (Com divisão de trabalho) um operário desenrola o arame, (Com divisão de trabalho) um operário desenrola o arame,

um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete requerem

requerem--se 3 ou 4 operações diferentes... se 3 ou 4 operações diferentes...



 Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está

dividida em aproximadamente 18 operações distintas, as dividida em aproximadamente 18 operações distintas, as quais, em algumas manufaturas são executadas por

quais, em algumas manufaturas são executadas por pessoas diferentes,ao passo que, em outras, o mesmo pessoas diferentes,ao passo que, em outras, o mesmo operário às vezes executa 2 ou 3 delas.

(16)

Fabricação com divisão do

Fabricação com divisão do

trabalho

trabalho



 (Com divisão do trabalho), essas 10 pessoas conseguiam (Com divisão do trabalho), essas 10 pessoas conseguiam

produzir entre elas mais do que 48 mil alfinetes por dia. produzir entre elas mais do que 48 mil alfinetes por dia. Assim, já que cada pessoa conseguia fazer 1/10 de 48 Assim, já que cada pessoa conseguia fazer 1/10 de 48 mil alfinetes por dia, pode

mil alfinetes por dia, pode--se considerar que cada uma se considerar que cada uma produzia 4 800 alfinetes diariamente. Se, porém,

produzia 4 800 alfinetes diariamente. Se, porém,

tivessem trabalhado independentemente um do outro, e tivessem trabalhado independentemente um do outro, e tivessem trabalhado independentemente um do outro, e tivessem trabalhado independentemente um do outro, e sem que nenhum deles tivesse sido treinado para esse sem que nenhum deles tivesse sido treinado para esse ramo de atividade, certamente cada um deles não teria ramo de atividade, certamente cada um deles não teria conseguido fabricar 20 alfinetes por dia, e talvez nem conseguido fabricar 20 alfinetes por dia, e talvez nem mesmo 1.

(17)

David Ricardo

(Londres 1772-1823)

•A principal questão levantada por

Ricardo nesse livro é a distribuição

do produto gerado pelo trabalho

do produto gerado pelo trabalho

na sociedade.

•Para Ricardo, a aplicação conjunta

de Trabalho, Maquinaria e

Capital no processo produtivo gera

um produto

•,

(18)

David Ricardo

(Londres 1772-1823)

•O produto se divide entre as três classes da sociedade:

• Proprietários de terra (sob a forma de renda da terra)

•Trabalhadores assalariados (sob a forma de salários)

forma de salários)

•Arrendatários capitalistas (sob a forma de lucros do capital).

•O papel da ciência econômica seria, então, determinar as leis naturais que

orientam essa distribuição, como modo de análise das perspectivas atuais da

situação econômica, sem perder a

preocupação com o crescimento em longo prazo.

(19)

QUAIS OS PROBLEMAS PRINCIPAIS ENFRENTADOS PELOS QUAIS OS PROBLEMAS PRINCIPAIS ENFRENTADOS PELOS

PAÍSES CONTINENTAIS? PAÍSES CONTINENTAIS?

-CUSTOS DE TRANSPORTES E FRAGMENTAÇÃO DOS MERCADOS TERRITORIAL

-Países maiores em termos populacionais; -Tamanho + Dificuldades geográficas

•NECESSIDADE DE IMPORTAÇÃO

DE LÃ FINA À INDÚSTRIA DE TECIDOS

RECURSOS NATURAIS

-Menos favoráveis ao aumento produtivo;

DEFICIÊNCIAS DA NATUREZA -Agravado pela ação do homem

•COBRANÇAS DE PEDÁGIO (ABUSIVOS)

(20)

Karl Marx

Karl Marx

(Alemanha, 1818

(Alemanha, 1818-- Londres; 1883Londres; 1883



 ParaPara Marx,Marx, aa relaçãorelação entreentre tecnologiatecnologia ee sociedadesociedade

não era determinista,, poispois umum sistemasistema econômicoeconômico não

não poderiapoderia serser moldadomoldado apenasapenas pelapela tecnologia,tecnologia, porque

porque dependiadependia fundamentalmentefundamentalmente dasdas instituições

instituições políticaspolíticas ee sociaissociais;;



 AA tecnologiatecnologia éé consideradaconsiderada umum elementoelemento endógenoendógeno 

 AA tecnologiatecnologia éé consideradaconsiderada umum elementoelemento endógenoendógeno

presente

presente nasnas relaçõesrelações produtivasprodutivas ee nana valorizaçãovalorização do

do capitalcapital..



 AA economiaeconomia capitalistacapitalista nãonão podepode serser entendidaentendida semsem

que

que sese compreendacompreenda aa lógicalógica dada mudançamudança tecnológica

tecnológica,, poispois “a“a burguesiaburguesia emem sisi nãonão poderiapoderia existir

existir semsem revolucionarrevolucionar constantementeconstantemente osos meiosmeios de

(21)

“Tudo que é

“Tudo que é

sólido

sólido

desmancha no

desmancha no

ar”

ar”



 “A economia capitalista está “A economia capitalista está

sempre em

sempre em processo de processo de transformação

transformação em um turbilhão em um turbilhão de permanente desintegração de de permanente desintegração de mudança, luta e contradição.”

mudança, luta e contradição.”



 Marx atribui ao sistema capitalista Marx atribui ao sistema capitalista

um caráter instável e um caráter instável e extremamente

extremamente dinâmicodinâmico. A . A extremamente

extremamente dinâmicodinâmico. A . A

economia capitalista não pode ser economia capitalista não pode ser considerada estacionária pois está considerada estacionária pois está sempre sendo revolucionada por sempre sendo revolucionada por

novos empreendimentos

novos empreendimentos, pela , pela introdução de

introdução de novas mercadorias novas mercadorias

e

e novos métodos de novos métodos de produção produção = Inovação!!

(22)

Marx e a

Marx e a

dinâmica

dinâmica

econômica

econômica

 As inovações em bens de capital

e o aprofundamento da

e o aprofundamento da divisão divisão social do trabalho

social do trabalho constituem constituem segundo Marx, a

segundo Marx, a base técnicabase técnica

necessária para o processo de necessária para o processo de

acumulação de capital acumulação de capital. .



 As empresas capitalistas procuram a As empresas capitalistas procuram a

todo custo aumentar o tempo de todo custo aumentar o tempo de todo custo aumentar o tempo de todo custo aumentar o tempo de trabalho excedente, ou seja, a

trabalho excedente, ou seja, a

mais

mais--valia

valia

, por meio de melhoramentos no , por meio de melhoramentos no processo de produção e pela

processo de produção e pela introdução de máquinas que introdução de máquinas que

substituem o “trabalho vivo” pelo substituem o “trabalho vivo” pelo “trabalho morto”.

(23)





"Os filósofos apenas interpretaram o

"Os filósofos apenas interpretaram o

mundo de várias maneiras, enquanto que

mundo de várias maneiras, enquanto que

o objetivo é mudá

o objetivo é mudá--lo.“

lo.“

Karl Marx

Karl Marx

Karl Marx

Karl Marx

Referências

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