Fa uldade de Engenharia Elétri a e de Computação
Departamento de Sistemas de Energia Elétri a
Estimação de Estado Generalizada Trifási a
Autor: Madson Crtes de Almeida
Orientador: Prof. Dr. Ariovaldo Verandio Gar ia
Co-orientador: Prof. Dr. Eduardo Nobuhiro Asada
Teseapresentadaà Fa uldade de Engenharia Elétri a ede Computação da Uni amp omoparte
dosrequisitos ne essários àobtenção do títulode Doutor emEngenharia Elétri a.
Ban aExaminadora:
Prof. Dr. AriovaldoVerandio Gar ia (Presidente) FEEC / UNICAMP
Prof. Dr. Júlio CésarSta hini de Souza UFF
Prof. Dr. JoãoBos o Augusto London Júnior EESC /USP
Prof. Dr. Carlos Albertode CastroJúnior FEEC / UNICAMP
Prof. Dr. Carlos AlbertoFavarinMurari FEEC / UNICAMP
Prof. Dr. FujioSato FEEC / UNICAMP
FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA E ARQUITETURA - BAE - UNICAMP
AL64e
Almeida, Madson Côrtes de
Estimação de estado generalizada trifásica / Madson
Côrtes de Almeida. --Campinas, SP: [s.n.], 2007.
Orientadores: Ariovaldo Verandio Garcia e Eduardo
Nobuhiro Asada.
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas,
Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação.
1. Sistemas de energia elétrica – Estimação de estado. 2.
Redes trifásicas. 3. Estimação de estado generalizado. I.
Garcia, Ariovaldo Verandio. II. Asada, Eduardo Nobuhiro.
III. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de
Engenharia Elétrica e de Computação. IV. Título.
Título em Inglês: Three-phase generalized state estimation.
Palavras-chave em Inglês: State estimation, Observability restoration, Gross errors
detection and identification, Generalized networks,
Three-phase networks.
Área de concentração: Energia Elétrica
Titulação: Doutor em Engenharia Elétrica
Banca examinadora: Júlio César Stacchini de Souza, Carlos Alberto de Castro Júnior,
Carlos Alberto Favarin Murari e Fujio Sato.
Data da defesa: 31/07/2007
AoprofessorAriovaldoVerandioGar iaque omasuavaliosaorientaçãoviabilizouaexe uçãodeste
trabalho. Pelaamizade, bonsexemplos epelosmaisde dez anosde onvivên ia.
Ao meu o-orientador professorEduardo NobuhiroAsada pelaamizade, apoioe valiosassugestões.
Ao Luiz, Walmir eZé pelalongaamizade e onvivên ia.
Aos professoresAndré, Castro, Murari,Sato eVivaldoque ajudama fazerdo DSEE umambiente
detrabalho saudávele produtivo.
ÀDona Ednae àAlaídepelos ex elentes serviçosprestados durante todosessesanos.
Aosamigos doDSEE pelapa iên ia, respeitoe amizade.
Àminha família pelo apoio in ondi ional.
ÀAndressa pelo arinho e ompanheirismo.
Desde a sua introdução em 1969 por Fred C. S hweppe, J. Wildes e D. Rom, a estimação de
estado emsistemas de energia elétri a tem sido largamenteestudada. Atualmente, a estimação de
estadovemevoluindoparaumamodelagemmais ompleta, apazdetratar variáveisnão
onsidera-dasnomodelo barra/ramodasredes. Entreosavanços maissigni ativosdesta a-se amodelagem
de havesedisjuntorespropostaem1993por A.J.Monti elliquedeuorigemà hamadaestimação
deestado generalizada.
Nestetrabalho,aestimaçãodeestadogeneralizadaéapli adaaredestrifási asdeenergiaelétri a
nasquaisosdesbalançosnas argas eosdesequilíbriosnaredesão onsiderados. Autilizaçãodessa
modelagemlevaaumgraude detalhamento superioraodosmodelosporfasee, onseqüentemente,
o estado estimado é mais pre iso. Além disso, a modelagem trifási a permite que os sistemas de
transmissão edistribuição sejam tratadosindistintamente.
Paraafunçãoestimadordeestadoforamimplementadososmétodosbaseadosnamatrizganhoe
notableauesparsodeHa htel. Asparti ularidadesasso iadasàapli açãodessesmétodosaomodelo
generalizado trifási osãoapresentadas edis utidas. Na análisede observabilidade implementou-se
ométodobaseado nafatoração da matrizganho e umnovo métodobaseado nasolução de mínima
norma do estimador de estado, que é uma das prin ipais ontribuições deste trabalho. Por m,
no problema da dete ção e identi ação de erros grosseiros foram implementados os métodos dos
resíduosnormalizados e dosmultipli adoresde Lagrange normalizados.
ABSTRACT
Sin e its introdu tion in1969 byFredC. S hweppe, J. Wildes and D.Rom, the power system
state estimation has been widely studied. The state estimation is evolving to a more detailed
modeling, whi h onsiders state variables not ommonly used inbus/bran h systemmodeling. A
generalized state estimation model, in whi h swit hes and ir uit breakers are represented, was
proposedin1993 by A.J.Monti elli.
Inthiswork thegeneralized stateestimationapproa h isappliedtoathree-phase powersystem
model, where the unbalan ed loads andthe asymmetri nature of thesystemare onsidered. This
treatment provides a more pre ise real-time model and, onsequently, a more pre ise estimated
state. Moreover, it allows that the same state estimation model be applied to both transmission
anddistribution systems.
The three-phase state estimator has been implemented with gain matrix and Ha htel's sparse
tableau approa hes. Details about dieren es between the three-phase model and single-phase
models are presented. In observability analysis a new method based on minimum norm solution
hasbeen introdu ed, andrepresentsthemain ontribution of thiswork. Theobservability analysis
based on gain matrix fa torization have also been implemented for omparison purposes. Finally,
inthe bad datadete tion and identi ation, thenormalized residualsmethod and the normalized
1 Introdução 1
2 Modelagem dos Componentes da Rede 5
2.1 Introdução . . . 5
2.2 Cargas . . . 6
2.3 Elementos emDerivação (Shunt) . . . 6
2.4 Elementos emSérie . . . 7
2.5 Linhasde Transmissão . . . 7
2.5.1 Linhas urtas . . . 7
2.5.2 Linhasmédias. . . 8
2.5.3 Linhaslongas . . . 9
2.6 Cir uitosMutuamenteA oplados . . . 9
2.7 GeradorSín rono Trifási o . . . 11
2.7.1 Geradorsem reguladorde tensão . . . 11
2.7.2 Gerador omregulador detensão . . . 13
2.8 Transformadores Trifási os. . . 14
2.9 Formação da Matrizde Admitân iasdo Sistema. . . 15
2.10 Con lusões . . . 16
3 Fluxo de Carga Trifási o 17 3.1 Introdução . . . 17
3.2 SoluçãodasEquaçõesdo Fluxode Carga. . . 17
3.2.1 Barrasde arga . . . 18
3.2.2 Barrasde geração. . . 18
3.2.3 Barrade referên ia . . . 19
3.3 Variáveis doFluxo de Carga . . . 19
3.4 SoluçãopeloMétodo deNewton-Raphson . . . 20
3.5 EquaçõesBási as . . . 21
3.6 Equaçõesda Matriz Ja obiana . . . 23
3.6.3 Derivadaspar iais da potên ia ativa total injetadapelogerador
i
. . . 263.6.4 Derivadaspar iais da equação doregulador detensão. . . 27
3.7 Fluxode Corrente nosRamos . . . 28
3.8 Fluxode Potên ia Ativa eReativa nosRamos . . . 30
3.9 Estudo deCaso . . . 31
4 Estimador de Estado Generalizado Trifási o 35 4.1 Introdução. . . 35
4.2 ModelagemdoProblema . . . 36
4.3 Matriz Ja obiana do Estimador deEstado Trifási o no ModeloBarra/Ramo . . . 37
4.3.1 Medidas de injeçãode potên ia . . . 38
4.3.2 Medidas de uxosde potên ia naslinhas . . . 38
4.3.3 Medidas de tensão . . . 42
4.4 Estimação dos
T aps
dosTransformadores . . . 424.4.1 Derivadasdos uxosde potên ia nostransformadores . . . 43
4.5 OModeloGeneralizado daRede . . . 47
4.5.1 Modelagemde omponentese asvariáveis de estado . . . 47
4.5.2 Representação das haves/disjuntores trifási os . . . 49
4.6 Matriz Ja obiana do Estimador deEstado Generalizado . . . 50
4.7 Estudo deCaso: Estimador Utilizando Matriz Ganho . . . 52
4.8 Estimador de Estado om Restriçõesde Igualdade . . . 56
4.8.1 Equação normal . . . 57
4.8.2 In lusão de restriçõesdeigualdade . . . 58
4.9 Tableau Esparso . . . 59
4.9.1 Formulação bási a . . . 59
4.9.2 In lusão de restriçõesdeigualdade . . . 61
4.10 Dimensão dasMatrizesEnvolvidas no ProblemaGeneralizado Trifási o . . . 62
4.11 Estudo deCaso: Estimador Utilizando Tableau deHa htel . . . 63
4.12 Estimação de Estadode IlhasObserváveis sem Gerador . . . 65
4.12.1 Solução proposta . . . 65
4.12.2 Estudo de aso . . . 67
4.13 Con lusões . . . 70
5 Análise de Observabilidade Generalizada Trifási a 71 5.1 Introdução. . . 71
5.2 Deniçãode Observabilidade . . . 72
5.3 Observabilidade Topológi a . . . 73
5.5.1 Observabilidade efatoração da matrizganho . . . 76
5.5.2 In lusãode pseudomedidasnão redundantes . . . 76
5.6 Algoritmode Análisede Observabilidade . . . 77
5.7 Parti ularidades daAnálise deObservabilidadeTrifási a . . . 79
5.8 Estudode Caso: Rede Trifási a omModelagemBarra/Ramo . . . 80
5.9 Análisede Observabilidade por Solução deMínima Norma . . . 82
5.9.1 Matrizde Gram . . . 83
5.9.2 En ontrando um onjunto de medidasnão redundantes . . . 84
5.10 Soluçãode MínimaNorma . . . 86
5.10.1 Obtençãodasolução demínima norma . . . 87
5.11 Restauraçãoda Observabilidade . . . 92
5.11.1 Subproblemareativoda restauração daobservabilidade. . . 93
5.12 Análisede Observabilidade emRedesGeneralizadas Trifási as . . . 94
5.12.1 Ilhasobserváveisemredes generalizadas . . . 96
5.12.2 Algoritmode análisede observabilidadegeneralizada trifási a . . . 97
5.13 Estudode Caso: Análisede Observabilidadepor Soluçãode MínimaNorma . . . 100
5.13.1 Análisede observabilidadeem redesnão observáveis . . . 102
5.13.2 Alo açãode pseudomedidasativas . . . 103
5.13.3 Alo açãode pseudomedidasreativas . . . 105
5.14 Con lusões . . . 107
6 Tratamento de Erros Grosseirosna Estimação de EstadoGeneralizada Trifási a109 6.1 Introdução . . . 109
6.2 Cara terização dosErros . . . 111
6.3 Dete çãoe Identi açãoa Partir doMaior Resíduo Normalizado . . . 112
6.3.1 Análisede sensibilidade . . . 113
6.3.2 Matrizesde ovariân ia . . . 114
6.3.3 Matrizde ovariân iadosresíduos normalizados. . . 115
6.3.4 Regradosresíduos normalizados . . . 116
6.3.5 Algoritmobaseado nosresíduos normalizados . . . 118
6.4 Estudode Caso . . . 119
6.5 ErrosTopológi os . . . 123
6.6 Multipli adoresde LagrangeNormalizados . . . 124
6.6.1 Análisedoserros nasmedidasregulares e nasrestriçõesde igualdade . . . 124
6.6.2 Algoritmobaseado nosmultipli adores de Lagrangenormalizados . . . 126
6.7 Estudode Casos . . . 127
6.7.1 Errossimples . . . 128
7 Con lusões 133
Referên ias Bibliográ as 134
A Dadosda Rede de 6 Barras 141
B Fatoração da Matriz de Gram 145
C Multipli ador de Lagrange Normalizado Asso iado a um Erro Simples 147
D Estudo de Caso: Sistema 30 Barras Generalizado Trifási o 149
D.1 Análise deObservabilidade . . . 152
D.2 Estimador de Estado . . . 153
D.3 Tratamento deErros Grosseiros . . . 155
D.3.1 Erros não orrela ionados . . . 155
D.3.2 Erros emmedidas orrela ionadas . . . 156
D.4 Dados daRede de 30 Barras. . . 158
2.1 Matrizesdeadmitân iasprimitivasdostransformadores . . . 14
3.1 Estadodarededeseisbarras- argasdesbalan eadas . . . 32
3.2 Fluxosnarededeseisbarras- argasdesbalan eadas . . . 32
3.3 Estadodarededeseisbarras- argasbalan eadas . . . 33
3.4 Fluxosnarededeseisbarras- argasbalan eadas . . . 33
4.1 Novasvariáveisdeestadoepseudomedidasdomodelogeneralizado . . . 49
4.2 Dadosdosistemade12barras . . . 54
4.3 Variân iasadotadasparaasmedidas/pseudomedidas . . . 54
4.4 Medidasnãonulasdisponíveis . . . 55
4.5 Estadoestimadoparaosistema de10barras-matriz ganho. . . 55
4.6 Fluxosestimadosnas haves . . . 56
4.7 Diferençadastensõesnosterminaisdas havesfe hadas . . . 56
4.8 Dadosdosistemade12barras . . . 63
4.9 Dimensãoegraudeesparsidadedasmatrizesenvolvidas . . . 63
4.10 Estadoestimadoparaosistema de10barras-tableauesparso . . . 64
4.11 Fluxosestimadosnas haves . . . 64
4.12 Medidasnãonulasdisponíveis . . . 68
4.13 Estadoestimadoparaailhaobservável-matrizganho. . . 68
4.14 Estadoestimadoparaailhaobservável-tableauesparso . . . 69
4.15 Estadoestimadoparaailhaobservável-matrizganho- omalgoritmo4.1 . . . 69
4.16 Estadoestimadoparaailhaobservável-tableauesparso- omalgoritmo4.1 . . . 69
5.1 Medidasdisponíveis . . . 81
5.2 Estadoobtidoparaosistemadeseisbarras . . . 82
5.3 Aberturasangularesnosramos sistemadeseisbarras . . . 82
5.4 Medidasdisponíveis . . . 101
5.5 Pivs asso iadosàsmedidasativaseàsrestrições . . . 101
5.6 Pivs asso iadosàsmedidasativaseàsrestrições . . . 102
5.10 Medidaserestriçõesreativasnãoredundantes . . . 106
6.1 Cara terizaçãodeerrosmúltiplosinterativosemmedidas . . . 111
6.2 Variân iasedesviospadrõesadotadasparaasmedidas . . . 120
6.3 Medidasnãonulasdisponíveis . . . 120
6.4 Errosmúltiplosnão interativos . . . 121
6.5 Maioresresíduosnormalizados-errosnãointerativos . . . 121
6.6 Errosinterativosnão onformativos . . . 122
6.7 Errosinterativos onformativos. . . 122
6.8 Maioresresíduosnormalizados-errosinterativosnão onformativos. . . 123
6.9 Maioresresíduosnormalizados-errosinterativos onformativos . . . 123
6.10 Variân iasedesviospadrõesadotadasparaasmedidas/pseudomedidas . . . 128
6.11 Medidasnãonulasdisponíveis . . . 128
6.12 Errosimplesemmedidaregular . . . 129
6.13 Multipli adoresdeLagrangenormalizados . . . 129
6.14 Errosimplesnatopologia(estadode haves) . . . 129
6.15 Multipli adoresdeLagrangenormalizados . . . 130
6.16 Errosnão interativos . . . 130
6.17 Multipli adoresdeLagrangenormalizados- errosnãointerativos . . . 130
6.18 Errosinterativosnão onformativos . . . 131
6.19 Multipli adoresdeLagrangenormalizados- errosinterativosnão onformativos. . . 131
6.20 Erros onformativos . . . 131
6.21 Multipli adoresdeLagrangenormalizados- errosinterativos onformativos . . . 132
A.1 Resistên iassérie daslinhas . . . 141
A.2 Reatân iassériedaslinhas . . . 141
A.3 Parâmetrosshuntdaslinhas . . . 141
A.4 Cargasbalan eadas. . . 142
A.5 Cargasdesbalan eadas . . . 142
A.6 Parâmetrosdotransformador . . . 142
A.7 Parâmetrosdogerador . . . 142
A.8 Resistên iassérie daslinhas . . . 143
A.9 Reatân iassériedaslinhas . . . 143
A.10Parâmetrosshuntdaslinhas . . . 143
A.11Cargasdesbalan eadas . . . 144
A.12Parâmetrosdotransformador . . . 144
D.2 ContinuaçãodaTabela D.1. . . 151
D.3 Resumodaanálisedeobservabilidade . . . 152
D.4 Estadoestimadoparaosistema de30barrasgeneralizado . . . 154
D.5 Fluxosestimadosnas haves . . . 155
D.6 Erromúltiplosemmedidasregulares-errosnão orrela ionados. . . 155
D.7 Multipli adoresdeLagrangenormalizados-errosnão orrela ionados . . . 156
D.8 Errosmúltiplosnatopologiadarede-errosnão orrela ionados . . . 156
D.9 Multipli adoresdeLagrangenormalizados-errosnão orrela ionados . . . 156
D.10Errosnão onformativos . . . 157
D.11Multipli adoresdeLagrangenormalizados-errosnão onformativos . . . 157
D.12Erros onformativos . . . 157
D.13Multipli adoresdeLagrangenormalizados-erros onformativos. . . 158
D.14Parâmetrosdosgeradorese ompensadoressín ronos . . . 158
D.15Resistên iassériedaslinhas . . . 158
D.16Reatân iassériedaslinhas . . . 159
D.17Parâmetrosshuntdaslinhas . . . 159
1.1 Funçõesdeum entrode ontrole . . . 2
1.2 Modelodeestimaçãodeduasfases . . . 3
1.3 Modelodeestimaçãogeneralizado . . . 3
2.1 Linhatrifási a urta . . . 7
2.2 Linhatrifási amédia . . . 8
2.3 Cir uitosmutuamentea oplados . . . 9
2.4 Duaslinhasmutuamentea opladas . . . 10
2.5 Geradorsemreguladordetensão. . . 12
2.6 Gerador omreguladordetensão . . . 13
2.7 Transformadortrifási o. . . 14
2.8 Sistemadetrêsbarras . . . 15
3.1 Grandezasespe i adasevariáveisdogerador . . . 18
3.2 DimensõesdamatrizJa obiana . . . 24
3.3 Fluxodas orrentesnalinha . . . 29
3.4 Sistematrifási odeseisbarras . . . 32
4.1 Modelo
π
paraum omponente darede . . . 394.2
a)
Modelogeneralizadodarede;b)
Modelobarra/ramodarede . . . 484.3 Chaves/disjuntorestrifási os . . . 50
4.4 Sistemageneralizadotrifási ode4barras . . . 51
4.5 Sistema10barrasgeneralizado . . . 53
4.6 Estruturadamatrizganhoparaosistemade10barras(2126elementosnãonulos) . . . 54
4.7 Estruturadotableauesparsoparaosistemade10barras(2020elementosnãonulos) . . . . 64
4.8 Ilhaobservávelsemgerador . . . 67
5.1 Análisedeobservabilidadetopológi a . . . 74
5.2 Matrizganhodeumaredeobservávelapósafatoraçãotriangular . . . 76
5.3 Pivnulonamatriz ganhofatorada . . . 76
5.4 Matrizganhodeumaredenãoobservávelapósafatoraçãotriangular . . . 77
5.7 MatrizJa obianaevetordeestado-modelobarra/ramo . . . 80
5.8 Sistematrifási odeseisbarras . . . 80
5.9 Ilhasobserváveisdosistema trifási odeseisbarras . . . 81
5.10 Sistema monofási ode seisbarras ommedidas disponíveis . . . 85
5.11 Sistema deseisbarras om medidasdisponíveis . . . 88
5.12 Resultadoda análisede observabilidade- sistemade seisbarras . . . 90
5.13 Caso patológi o dosistemade seisbarras . . . 90
5.14 Resultadoda análisede observabilidade- aso espe ial . . . 91
5.15 Ilhas observáveis epseudomedidas andidatas . . . 93
5.16 Sistemageneralizadotrifási odequatrobarras . . . 95
5.17 Ilhasobserváveisemumsistema generalizado . . . 97
5.18 Sistemadedezbarrasgeneralizado. . . 100
5.19 Ilhasobserváveisdosistema dedezbarrasgeneralizado . . . 104
5.20 Ilhasobserváveisdosistema dedezbarrasgeneralizado . . . 107
6.1 Cara terizaçãodeerrosmúltiplosinterativosemmedidas . . . 111
6.2 Sistematrifási odeseisbarras . . . 119
6.3 Sistemadezbarrasgeneralizado . . . 127
D.1 Redede30barrasgeneralizadatrifási a ommedidores . . . 152
D.2 IlhasobserváveisdaRedede30barrasgeneralizadatrifási a. . . 153
• Y
: Matrizdeadmitân iasdeumelementodarede.Y = G + jB
• Z
: Matrizdeimpedân iasdeumelemento darede.• Y s
: Matrizdeadmitân iasdeparâmetrossérie.Y s = Gs + jBs
• Zs
: Matrizdeimpedân iasdeparâmetrossérie.• Y sh
: Matrizdeadmitân iadeparâmetrosemderivaçãooushunt
.Y sh = Gsh + jBsh
• G
: Matrizde ondutân ias. PodesersérieGs
oushunt Gsh
.• B
: Matrizdesus eptân ias. PodesersérieBs
oushunt Bsh
.• p
em
: Fasesdarede. Podeassumirosvaloresa
,b
ouc
.• M
pm
: Elementodea oplamentoentre asfases
p
em
namatrizdeparâmetrosM
.• M
ik
: Matrizdeparâmetrosdoelemento que one taasbarrasi
ek
.• M
ik
pm
: Elementodea oplamentoentre asfasesp
em
damatrizdeparâmetrosM
ik
.• M
: PodeseramatrizY
,Z
,Y s
,Zs
,Y sh
,G
,B
,Gsh
,Bsh
,Gs
eBs
.• E
i
p
: Tensão omplexanafasep
dabarrai
.E
p
i
= V
p
i
∠θ
p
i
.• V
i
p
: Módulodatensão omplexaE
p
i
.• θ
p
i
: Ângulodatensão omplexaE
p
i
.• E
abc
i
: Vetor omastensão omplexasnasfasesa
,b
ec
dabarrai
.• E
abc
ik
= E
i
abc
− E
k
abc
: Vetordediferençasdetensãonafasep
dasbarrasi
ek
.• E
ik
p
= E
p
i
− E
p
k
: Diferençadetensãonafasep
dasbarrasi
ek
.• I
i
p
: Corrente omplexanafasep
dabarrai
.• I
abc
i
: Vetor omas orrentes omplexasnasfasesa
,b
ec
dabarrai
.• I
abc
ik
: Vetordeuxosde orrentenastrêsfasesdabarrai
paraabarrak
.• I
ik
p
: Fluxode orrentenafasep
dabarrai
paraabarrak
.• P
i
p
: Potên iaativainjetadanafasep
dabarrai
.• Q
p
i
: Potên iareativainjetadanafasep
dabarrai
.• P
ik
p
: Fluxodepotên iaativanafasep
dabarrai
paraabarrak
.• Q
p
ik
: Fluxodepotên iareativanafasep
dabarrai
paraabarrak
.• θ
pm
ik
: Diferençaentreoângulo datensãodafasep
dabarrai
eoângulodafasem
dafasek
.• P
i
: Potên iaativatrifási atotalinjetadanabarrai
.• (E
int
)
i
= (V
int
)
i
∠(θ
int
)
i
: Tensão omplexadafasea
dabarrainterna dogeradori
.Introdução
Aestimaçãodeestadoemsistemasdeenergiaelétri afoidenidaem1969porFredC.S hweppe,
J. Wildes e D. Rom [S hweppe et al., 1969℄. Desde então, ela tem sido largamente estudada e
inúmeros avanços foram al ançados, os quais resultaram na diversi ação e onsolidação dassuas
teorias. Nosúltimosanosaestimaçãodeestadovemevoluindoparaumamodelagemmais ompleta,
apazde tratar variáveis não onsideradas nomodelo barra/ramodasredes.
O pro esso de estimação de estado faz parte de um onjunto de funções para a geração do
modelo em tempo real da rede. As prin ipais funções do pro esso de estimação de estado são o
analisadordeobservabilidade,opro essadordeerrosgrosseiroseoestimador deestado. Oobjetivo
do pro esso de estimação de estado é forne er o estado atual do sistema de energia om a maior
pre isãopossível, a partirdoqual asdemaisfunçõesde análisee ontrole sãorealizadas.
Asfunçõesda estimação de estado sãorealizadas a partir de um onjunto de dadosdo sistema
lassi ados em estáti os e dinâmi os. Os dados estáti os ontêm informações sobre a
one tivi-dade da rede, des revendo omo as seções de barramento se one tam, além dos parâmetros das
linhas,dostransformadores,dosban osde apa itores edosreatores, entreoutros. Entre osdados
dinâmi os têm-se asmagnitudes dastensõesnasbarras, osuxos de orrentenas linhas, osuxos
de potên ia ativa, os uxos de potên ia reativa, et . Além dos valores analógi os, os dados
dinâ-mi os ontêm informações sobre a situação dos disjuntores, das haves e da posição dos taps dos
transformadores. Os dados dinâmi os são obtidos periodi amente (em média a ada 4 segundos)
e,depoisde pro essadospeloSCADA (Supervisory Control andData A quisition), sãoenviados às
funçõesde onstrução domodeloemtemporeal da rede, onforme a Figura1.1.
No pro esso de estimação de estado baseado no modelo barra/ramo, onhe ida a topologia da
rede,érealizadaaanálisedeobservabilidade,ondesãoidenti adasasporçõesdaredeparaasquais
Configurador
Estimador de Estado
Processador de Erros Grosseiros
Modelagem da Rede Externa
Analisador de Observabilidade
Funções da Estimação de Estado
Dados Estáticos
SCADA
Dados Dinâmicos
Ações de Controle
Análise de Segurança Estática
Fluxo de Potência On−Line
Fluxo de Potência Ótimo
.
Figura1.1: Funçõesdeum entrode ontrole
medidassãodete tados,identi adose orrigidos(oueliminados)atravésdopro essamentodeerros
grosseiros. Tais errospodemsurgir, porexemplo,devido aproblemas na alibração dosmedidores,
afalhasna transmissãodedados,a equipamentosdefeituosos. No pro esso deestimação deestado,
a quantidade,o tipoe alo alização dasmedidassãofatoresde isivosnotratamento doserros e na
análise de observabilidade. Entretanto, a maioria dos sistemas de energia elétri a apresenta baixa
redundân ia no onjunto de medidas, o que torna o pro esso de estimação muito mais omplexo.
Além disso,o pro essode estimação deestado pode ser ompli ado pelomau ondi ionamento das
matrizes ausado pelos elementos de baixa impedân ia, pelas diferentes ponderações dasmedidas,
por erros natopologia da redeepor erros nosvaloresdosparâmetros.
Na modernização dos métodos de estimação de estado, a modelagem dos elementos de
impe-dân ianulapropostaem[Monti elliandGar ia, 1991℄eformalizada paraamodelagemde havese
disjuntoresem[Monti elli,1993a℄e[Monti elli,1993b℄ini iouumanovafasenaestimaçãodeestado.
Nessepro esso de evolução,além da possibilidade da estimação do estado de havese disjuntores,
os parâmetros de omponentes da rede omo linhas de transmissão, transformadores e elementos
shunt tornaram-se passíveis de estimação. A esse modelo mais ompleto do estimador de estado
deu-se o nomede generalizado,o qual foiformalizado em[Alsaçetal., 1998℄.
NaFigura1.2apresenta-seomodelotradi ionaldaestimaçãodeestadotambém onhe ida omo
estimação de duasfases. Nesse modeloo pro essador topológi ore ebe informaçõesdo estado das
haves,dasseçõesdebarramentoeda one tividadedos omponentesegeraomodelobarra/ramoda
rede, onde as barras representam assubestações e os ramos representam aslinhas de transmissão
dosparâmetroseasinformaçõesdasmedidasanalógi assãopro essadoseoestadoéestimado. Por
setratardeummodeloemqueatopologiadaredeeoestadoestimadosãotratadosseparadamente,
oserros na topologia darede manifestam-se omo sefossemerros nasmedidas e seutratamento é
indiretoe ompli ado.
Estimador de Estado
Medidas Analógicas
Estado Estimado
Processador Topológico
da Rede
Estado das Chaves
Seção de Barra / Chave
Modelo
Parâmetros da Rede
Modelo
Barra / Ramo
Figura1.2: Modelodeestimaçãodeduasfases
NaFigura1.3apresenta-se omodelogeneralizadodaestimaçãodeestado,noqualpro essam-se
simultaneamente as medidas lógi as (estados de haves e disjuntores) e as medidas analógi as e,
portanto,erros de medidase/ou de topologia sãotratadosde umasóvez.
Estado Estimado
Parâmetros da Rede
Generalizado
Estado das Chaves
Seção de Barra / Chave
Modelo
Estimador de Estado
Medidas Analógicas
Figura1.3: Modelodeestimaçãogeneralizado
Neste trabalho, apli a-se o modelo generalizado de estimação de estado a redes trifási as de
energia elétri a nas quais os desbalanços nas argas e os desequilíbrios na rede são onsiderados.
Enquantoosdesbalançosnas argassãomaisa entuadosnossistemasdedistribuição, devidoà
pre-sençade argasmonofási asebifási as,osdesequilíbriosnaredesãomaispronun iadosnossistemas
permite umgraude detalhamento superior ao dosmodelos por fase (monofási os) e,
onseqüente-mente, o estado estimado é mais pre iso. A modelagem trifási apermite ainda que se determine,
por exemplo, asperdas por fase. Além disso, os sistemas de transmissão e distribuição podem ser
tratadosindistintamente, permitindo queaestimaçãodeestado sejarealizadasimultaneamentenos
diversosníveisde tensão [HansenandDebs,1995℄.
NoCapítulo 2sãoapresentados osmodelostrifási ostradi ionais dos omponentesda redeque
semostraramadequadosaoproblemadaestimação deestado. NoCapítulo 3é des ritooproblema
do uxo de arga trifási o, o qual é utilizado para gerar as medidas ne essárias à estimação de
estado. Além disso, o estudo do problema do uxo de arga trifási o fa ilita a ompreensão do
problema de estimação de estado trifási a. No Capítulo 4 trata-se do estimador de estado, sendo
apresentados o estimador baseado na matriz ganho e o estimador baseado no tableau esparso de
Ha htel [Ha htel, 1976℄. Ainda nesse apítulo, apresenta-se o problema e a solução da estimação
de estado de ilhas observáveis sem gerador. Essa solução é uma das ontribuições originais desse
trabalho. No Capítulo 5 aborda-se o problema da análise de observabilidade, sendo apresentadas
duas formas distintas de tratamento do problema. A primeira proposta é baseada na fatoração
da matriz ganho, que foi ini ialmente apresentada para redes monofási as por Monti elli e Wu
em [Monti elli and Wu, 1985a℄ e a segunda abordagem é baseada na solução de mínima norma
do estimadordeestado eestaabordagem onstituiumadasprin ipais ontribuiçõesoriginaisdeste
trabalho. OCapítulo6tratadoproblemadadete çãoeidenti açãodeerrosgrosseiros. Osmétodos
dosresíduosnormalizadosedosmultipli adoresdeLagrange normalizadosapresentadospararedes
monofási as em [Monti elli and Gar ia, 1983℄ e [Clements and Simões-Costa, 1998℄ são apli ados
às redes generalizadastrifási as. Nesse apítuloaborda-seo tratamento de erros em medidas e na
topologia da rede. Por m, noCapítulo 7 apresentam-se as on lusões geraisdeste trabalho. Para
os leitoresinteressados emreproduzir asapli açõesapresentadas, o Apêndi e D ontém uma série
de resultados obtidos om umaversão generalizada trifási ado sistemade 14 barras do IEEE. No
Modelagem dos Componentes da Rede
2.1 Introdução
Asne essidades operativasde umsistema deenergia elétri a inserido emumambiente
ompe-titivo exigem que assuasfunções de análisee diagnósti o sejam realizadas de maneira muito mais
pre isa, requerendo, portanto, uma modelagem mais ompleta para os omponentes da rede. Na
maioriadasapli açõesdisponíveisemum entrode ontrole onsidera-sequeas argassão
balan e-adaseasredesequilibradas,oquepermiteautilizaçãodomodeloporfaseoumonofási o(modelode
seqüên ia positiva),que é muito maissimples. Uma modelagemtrifási ada redepermiteum grau
dedetalhamento muito superiorao dosmodelosporfase, aumentandoa onabilidade dasanálises
realizadas[BaranandKelley,1994℄. Assim,é possível,porexemplo,aobtençãode informaçõesdas
perdas por fase [Hansen and Debs, 1995℄. Outra vantagem da abordagem trifási a é que ela não
diferen ia os sistemas de transmissão e distribuição, permitindo que as análises sejam realizadas
simultaneamente nosdiversosníveis detensão da rede.
Com a adoção de uma modelagem trifási a é possível onsiderar os desbalanços nas argas e
osdesequilíbrios na rede. Os desbalanços nas argas sãomaispronun iados nos sistemasde média
e baixa tensão e sedevem à impossibilidade de distribuir uniformemente as argas entre as fases,
além dapresença de argas monofási ase bifási as. Os desequilíbrios narede sãomaisa entuados
nosníveis detensãomaiselevadosepodemser ausados pelanão-transposição dasfasesdaslinhas
e pelo ompartilhamento das faixas de servidão por diversas linhas. Esses desequilíbrios podem
ser ontabilizados pelos a oplamentos mútuos entreas fases doselementos da rede. Des onsiderar
essesefeitos, omoo orrenasabordagensmonofási as,pode omprometerosresultadosdasanálises
realizadas [Baranand Kelley,1994℄.
omosmodelosadequadosdos omponentesdosistema[BaranandKelley,1994℄,tornandopossível
onsiderar tanto oefeito doa oplamento entreasfasesde umdispositivo, omo oefeito do
a opla-mento entre os dispositivos que se lo alizem próximos uns dos outros. Por erto, a utilização de
modelostrifási osimpli anoaumentodonúmerodevariáveisdoproblema, mas omelessão
al an-çados aumentos signi ativosna pre isão e na onabilidade dos estudos realizados. Isso permite
uma melhor ompreensão do ponto de operação do sistema e dosefeitos ligados aosdesequilíbrios
nas argas e aosdesbalanços narede[Hansen andDebs,1995℄.
Neste Capítulo são dis utidos apenas os aspe tos bási os da modelagem trifási a dos
ompo-nentes da rede ne essários à ompreensão deste texto. Exposições detalhadas desses omponentes
podemser en ontradas em[Arrillaga etal.,1983℄ e[Chen and Dillon,1974℄.
2.2 Cargas
As argas são modeladas omo injeções de potên ias ativas e reativas. Por questõesligadas à
onvergên ia do pro esso iterativo, normalmente admitem-se argas one tadas em estrela
solida-menteaterradas[DorelandDias,1983℄. Aespe i açãode argasdesequilibradasétrivial,bastando
inserir osvaloresdas argas em ada umadasfases.
2.3 Elementos em Derivação (Shunt)
Capa itoresereatoressãotratadosdamesmaformaqueas argasdotipoimpedân ia onstante,
sendo fundamental a onsideração dotipode ligação. Considere omoexemplo umban o trifási o
de apa itores,suamatrizdeadmitân iasprimitivasequivalenteédiagonaljáquenãose onsideram
osa oplamentos entresuas fases,ou seja,
Y sh
ab
= Y sh
ac
= Y sh
ba
= Y sh
bc
= Y sh
ca
= Y sh
cb
= 0
.
Amatrizdeadmitân iasprimitivasdoban ode apa itores
shunt
, ontribuisomenteparaamatriz de admitân iasnodais própriasda barraonde oban o está one tado.[Y sh] =
1/jχ
c
0
0
0
1/jχ
c
0
0
0
1/jχ
c
3×3
(2.1)2.4 Elementos em Série
Qualquer elemento one tado entre duas barras
i
ek
pode ser onsiderado um elemento em série. Um exemplo típi o é um ban o trifási o de apa itores, o qual normalmente é onsideradoomonão-a oplado, resultando emumamatriz diagonal de admitân iasprimitivas, omo abaixo:
[Y s] =
1/jχ
c
0
0
0
1/jχ
c
0
0
0
1/jχ
c
3×3
(2.2)A matriz de admitân ias primitivas do ban o em série(
Y s
) ontribui para asmatrizes de ad-mitân ias nodais próprias e mútuas das barrasi
ek
, onforme a Equação 2.3, onde as matrizesY
ii
= Y
kk
= Y s
easmatrizesY
ik
= Y
ki
=
−Y s
.[Y ] =
"
Y s
−Y s
−Y s
Y s
#
6×6
(2.3) 2.5 Linhas de TransmissãoAs linhas de transmissão são modeladas de a ordo om o seu omprimento e elas podem ser
lassi adas em urtas,médiase longas.
2.5.1 Linhas urtas
As linhas urtas normalmente apare em em sistemas de distribuição, elas podem ser
modela-das onsiderando-se apenas os efeitos eletromagnéti os o que resulta em um modelo om somente
elementos série, onforme a Figura2.1. Cada elemento série é formadopor umaresistên ia e uma
reatân ia. PSfragrepla ements
i
k
Zs
Z
aa
Z
ab
Z
ac
Z
ba
Z
bb
Z
bc
Z
ca
Z
cb
Z
cc
Apartirdesse modelo, tem-se amatriz de impedân iasprimitivasdefase
Zs
da Equação2.4:
E
a
ik
E
b
ik
E
c
ik
=
Z
aa
ik
Z
ik
ab
Z
ik
ac
Z
ba
ik
Z
ik
bb
Z
ik
bc
Z
ca
ik
Z
ik
cb
Z
ik
cc
3×3
I
a
ik
I
b
ik
I
c
ik
=
⇒ [E
abc
ik
] = [Zs][I
ik
abc
]
(2.4)A matriz de impedân ias primitivas de fase é simétri a,uma vez que oselementos
Z
pm
ik
eZ
mp
ik
querepresentam oa oplamento entreasfases
p
em
dalinha que one ta asbarrasi
ek
sãoiguais. Porém, os elementos que representam os a oplamentos entre as diversas fases dessa linha podemserdiferentes entresi, o queimpli a na não-diagonalização damatrizde impedân iasprimitivasao
apli ar as omponentessimétri as.
Paraobteramatrizdeadmitân iasprimitivas,bastainverteramatrizdeimpedân iasprimitivas.
A matriz de admitân ias primitivas mantém a simetria da matriz de impedân ias primitivas. A
partir da matriz de admitân ias primitivas, obtém-se a matriz de admitân ias nodais da linha,
omo abaixo,
"
I
abc
i
I
abc
k
#
=
"
Zs
−1
−Zs
−1
−Zs
−1
Zs
−1
#
6×6
"
E
abc
i
E
abc
k
#
(2.5) 2.5.2 Linhas médiasNaslinhasdetransmissãomédias onsideram-seosefeitoseletromagnéti oseeletrostáti os, ujo
modelo orresponde aparâmetros sériee shunt formando ummodelo
π
nominal para ada umade suas fases. Nessemodelo,osparâmetros sãorepresentados por matrizesdeordem3
× 3
,de a ordo om aFigura2.2. PSfragrepla ementsi
k
Zs
Y sh
2
Y sh
2
Z
aa
Z
ab
Z
ac
Z
ba
Z
bb
Z
bc
Z
ca
Z
cb
Z
cc
Y sh
aa
Y sh
ab
Y sh
ac
Y sh
aa
Y sh
ab
Y sh
ac
Y sh
ba
Y sh
bb
Y sh
bc
Y sh
ba
Y sh
bb
Y sh
bc
Y sh
ca
Y sh
cb
Y sh
cc
Y sh
ca
Y sh
cb
Y sh
cc
"
I
abc
i
I
abc
k
#
=
"
Zs
−1
+ Y sh/2
−Zs
−1
−Zs
−1
Zs
−1
+ Y sh/2
#
6×6
"
E
abc
i
E
abc
k
#
(2.6) 2.5.3 Linhas longasNas linhas de transmissão longas, da mesma forma que nas linhas médias, onsideram-se os
efeitoseletromagnéti os eeletrostáti os,levandoaummodelo
π
equivalentepara ada umadesuas fases, ujosparâmetrossão orrigidospara onsiderarosefeitosdo omprimento dalinha. Amatrizdeadmitân iasnodaiséidênti aàquelaadotadaparaaslinhasmédiasapresentadanaEquação2.6.
Nessemodeloé possível onsiderara presença dosolo,de abos-guardaaterrados eofatode os
abosserem onstituídos de feixesde ondutores. Os efeitos datransposição das linhaspodemser
quanti adosatravésdapermutaçãodaslinhasedas olunasdasmatrizesdeparâmetrosdea ordo
oma posição dasfases [Doreland Dias,1983℄.
2.6 Cir uitos Mutuamente A oplados
Quando duas ou mais linhasde transmissão o upam a mesma faixa de servidão por umlongo
tre ho,osefeitos eletrostáti ose eletromagnéti os doa oplamento entre elasdevemserlevados em
onsideração [Arrillaga et al., 1983℄. Suponha o aso onde há duas linhas trifási as mutuamente
a opladasformandoumsubsistema omquatrobarras,ondeoa oplamentoentreoselementossérie
representa o efeito eletromagnéti o e o a oplamento entre os elementos
shunt
representa o efeito eletrostáti oou apa itivo. Essesefeitosestão representados naFigura2.3.PSfragrepla ements
A
B
C
D
Y
11
Y
22
Y sh
1
Y sh
1
Y sh
2
Y sh
2
Y sh
12
Y sh
12
Y
12
Comoo a oplamento mútuo é bilateral,tem-se
Y
12
= Y
T
21
eY sh
12
= Y sh
T
21
. Portanto,a matriz de admitân iasnodais paraessaredeé dada por:
I
abc
A
I
abc
B
I
abc
C
I
abc
D
=
"
Y
11
+ Y sh
1
Y
12
+ Y sh
12
Y
T
12
+ Y sh
T
12
Y
22
+ Y sh
2
#
"
−Y
11
−Y
12
−Y
T
12
−Y
22
#
"
−Y
11
−Y
12
−Y
T
12
−Y
22
#
"
Y
11
+ Y sh
1
Y
12
+ Y sh
12
Y
T
12
+ Y sh
T
12
Y
22
+ Y sh
2
#
12×12
E
abc
A
E
abc
B
E
abc
C
E
abc
D
(2.7)Observando atentamente a Equação 2.7 nota-se que ela é similar à Equação 2.6 en ontrada
paraaslinhas trifási asnão-a opladas, onde assubmatrizesde ordem
3
× 3
sãoagora submatrizes de ordem6
× 6
e, portanto, o tratamento dado às linhas mutuamente a opladas é similar àquele dado àslinhasnão-a opladas,salvoque asmatrizesde parâmetros sérieeshunt
têmsuadimensão multipli ada pelo número de linhas a opladas. Assim, para as duas linhas trifási as mutuamentea opladastem-se:
I
abc
A
I
abc
B
I
abc
C
I
abc
D
=
"
Zs
−1
+ Y sh/2
−Zs
−1
−Zs
−1
Zs
−1
+ Y sh/2
#
12×12
E
abc
A
E
abc
B
E
abc
C
E
abc
D
(2.8)ApartirdaEquação2.8épossívelredesenharomodeloparaasduaslinhastrifási asmutuamente
a opladas onforme aFigura2.4. PSfragrepla ements
AB
CD
Zs
−1
Y sh
2
Y sh
2
Y
11
Y
22
Y
12
Y
21
Y sh
1
Y sh
1
Y sh
2
Y sh
2
Y sh
12
Y sh
12
Y sh
21
Y sh
21
Figura2.4: Duaslinhasmutuamente a opladas
Numasituaçãoespe í a, onsiderando-sequeaslinhasmutuamentea opladasestão one tadas
entreasbarras
i
ek
tem-se que:I
abc
i
= I
A
abc
+ I
B
abc
I
abc
k
= I
C
abc
+ I
D
abc
e
E
abc
i
= E
A
abc
= E
B
abc
E
abc
k
= E
C
abc
= E
D
abc
(2.9)Apli andoas ondiçõesda Equação2.9 naEquação 2.7, tem-se:
I
abc
i
= [Y
11
+ Y sh
1
+ Y
12
T
+ Y sh
T
12
+ Y
12
+ Y sh
12
+ Y
22
+ Y sh
2
]E
i
abc
− [Y
11
+ Y
12
T
+ Y
12
+ Y
22
]E
k
abc
I
abc
k
= [Y
11
+ Y
12
T
+ Y
12
+ Y
22
]E
i
abc
− [Y
11
+ Y sh
1
+ Y
12
T
+ Y sh
T
12
+ Y
12
+ Y sh
12
+ Y
22
+ Y sh
2
]E
k
abc
(2.10)Organizando ostermosda Equação2.10 e olo ando-os naforma matri ial, hega-se a:
"
I
abc
i
I
abc
k
#
=
"
Y
P
−Y
11
− Y
12
T
− Y
12
− Y
22
]
−Y
11
− Y
12
T
− Y
12
− Y
22
Y
P
#
6×6
"
E
abc
i
E
abc
k
#
(2.11) omY
P
= Y
11
+ Y sh
1
+ Y
T
12
+ Y sh
T
12
+ Y
12
+ Y sh
12
+ Y
22
+ Y sh
2
.Note quea forma da matrizde admitân ias nodais da Equação 2.11é a mesma obtida paraas
linhassema oplamentomostradanaEquação2.6. Asmatrizes
3
× 3
foradadiagonal sãoformadas pelonegativodasomadasmatrizesdeparâmetros sérieeasmatrizes3
×3
dadiagonalsãoformadas pela somadasmatrizesde parâmetros série om asmatrizesde parâmetrosshunt
.2.7 Gerador Sín rono Trifási o
Nosestudosde uxode argatrifási oopta-seporrepresentarasmáquinasporsuas reatân ias
e tensões internas, de forma a permitir umaavaliação dos desbalanços das orrentes e tensões nos
seus terminais. São abordadas as máquinas sín ronas sem e om regulação de tensão, além dos
ompensadores sín ronos[Arrillaga etal.,1983℄.
2.7.1 Gerador sem regulador de tensão
Na representação trifási a dos geradores sín ronos são ne essárias duas barras trifási as por
máquina, umabarra interna
i
e umabarraterminalt
. Astensõesna barrainterna do gerador são onstantes emmódulo edefasadasde120
◦
Y
G
E
a
i
E
b
i
E
c
i
i
t
a
b
c
Figura2.5: Geradorsemreguladordetensão
E
i
p
= V
i
p
∠θ
p
,
com p = a, b, c.
θ
b
= θ
a
− 120
◦
θ
c
= θ
a
+ 120
◦
(2.12)
Amatrizdeadmitân ias primitivaséobtidaadmitindo-se queasmáquinas sãoprojetadaspara
exibir uma perfeita simetria, sendo que sua representação em omponentes simétri as leva a uma
matriz diagonal, omo indi ado naEquação 2.13.
E
0
i
− E
t
0
E
i
+
− E
t
+
E
i
−
− E
−
t
=
Z
0
0
0
0
Z
+
0
0
0
Z
−
3×3
I
0
i
I
i
+
I
i
−
=
⇒ [E
0+−
it
] = [Z
0+−
][I
0+−
i
]
(2.13) ondeZ
0
,Z
+
eZ
−
sãorespe tivamenteasimpedân iasdeseqüên iazero,deseqüên iapositivaede
seqüên ia negativa;
I
0
i
,I
+
i
eI
−
i
sãoas orrentes omplexasdeseqüên iazero, deseqüên ia positiva e deseqüên ia negativa injetadasnabarrai
eE
0
i
,E
+
i
eE
−
i
sãoastensões omplexasdeseqüên ia zero, deseqüên ia positivaedeseqüên ia negativanabarrai
. Essanomen latura tambémé válida para a barra terminal. Realizando a transformação das omponentes simétri as em omponentesde fase, têm-se:
[I
abc
i
] = [T ][Z
0+−
]
−1
[T ]
−1
[E
it
abc
] = [Y
G
][E
it
abc
]
(2.14)[Y
G
] = [T ][Z
0+−
]
−1
[T ]
−1
= 1/3
Y
0
+ Y
+
+ Y
−
Y
0
+ aY
+
+ a
2
Y
−
Y
0
+ a
2
Y
+
+ aY
−
Y
0
+ a
2
Y
+
+ aY
−
Y
0
+ Y
+
+ Y
−
Y
0
+ aY
+
+ a
2
Y
−
Y
0
+ aY
+
+ a
2
Y
−
Y
0
+ a
2
Y
+
+ aY
−
Y
0
+ Y
+
+ Y
−
(2.15)onde
Y
0
= 1/Z
0
,Y
+
= 1/Z
+
,Y
−
= 1/Z
−
,a = cos(120
◦
) + jsen(120
◦
)
eT
é a matriz detransformação de omponentes simétri as em omponentes de fase. Assim, é possível es rever a
matrizde admitân iasnodais paraogerador, omo:
"
I
abc
i
I
abc
t
#
=
"
Y
G
−Y
G
−Y
G
Y
G
#
6×6
"
E
abc
i
E
abc
t
#
(2.16)2.7.2 Gerador om regulador de tensão
Quando há a ne essidade de ontrolara tensão terminal de uma máquina, utilizam-se os
regu-ladoresautomáti os detensão, uja idéia está ilustrada naFigura 2.6. Issoimpli a na ne essidade
dein lusão de umaequação relativa à regulaçãodetensão.
RAT
PSfragrepla ementsY
G
E
a
i
E
b
i
E
c
i
i
t
a
b
c
Figura2.6: Gerador omreguladordetensão
A matriz de admitân ias nodais é a mesma denida para o aso do gerador sem regulador de
tensão. Nessemodelo ontrola-seamagnitudedatensãointernadeformaqueatensãoterminalseja
mantidaem umvalor espe i ado. Considerando queastensõesnabarra internasãoequilibradas,
somenteomóduloeoângulodatensãonafase
a
sãotratados omovariáveis. Nogeradorqueforne e a referên ia angular para a rede, o mais adequado é manter onstante a magnitude da tensão nafase
a
da barraterminal,permitindo-se aobtençãode resultados maisrealistas. Aasso iação entre astensõesinternas eastensõesterminaisdogeradoréfeitapelaequaçãodapotên iaativatrifási atotal espe i ada e por uma equação que rela iona diretamente as magnitudes dessas tensões. A
forma omo essasrelaçõesa onte em é des ritano próximo apítulo.
2.8 Transformadores Trifási os
No modelo adotado onsidera-se que os transformadores trifási os são formados pela
asso ia-ção de transformadores monofási os e os parâmetros de suas fases são perfeitamente balan eados
[Arrillaga et al., 1983℄, [Chen et al., 1991℄. Sob essas ondições, os diversos tipos de onexão dos
transformadores podemser representados por matrizesbási as. Outras abordagens podemser
en- ontradas em[Hong andWang,1997℄, [Kersting etal.,1999℄e [Selvaand David,2002℄. PSfragrepla ements
E
abc
p
E
s
abc
I
abc
p
I
s
abc
Y
ss
Y
pp
Y
sp
Y
ps
Figura2.7: Transformadortrifási o
A Figura 2.7 representa um transformador trifási o onde as orrentes
I
abc
p
eI
abc
s
são vetores ontendo, respe tivamente, as orrentes de linha do lado do primário e do lado do se undário dotransformador. Os vetores
V
abc
p
eV
abc
s
ontêm as tensões de fase do lado do primário e do lado do se undário do transformador. As matrizesY
pp
,Y
ss
,Y
ps
eY
sp
ontêm asadmitân ias próprias e mútuas no primário e no se undáriodo transformador. Como o a oplamento é simétri o, tem-seque
Y
sp
= Y
T
ps
. Portanto, a matrizde admitân iasnodais dotransformadoré dada por:"
I
abc
p
I
abc
s
#
=
"
Y
pp
Y
ps
Y
sp
Y
ss
#
6×6
"
E
abc
p
E
abc
s
#
(2.17)Assubmatrizes
Y
pp
,Y
ss
,Y
sp
eY
ps
sãodenidasna Tabela 2.1dea ordo omotipo de onexão do transformador. AsmatrizesY
I
,Y
II
eY
III
tambémsãoapresentadasabaixo,y
t
a admitân iade ligaçãodo transformador[Arrillaga etal.,1983℄.Tabela2.1: Matrizesdeadmitân iasprimitivasdostransformadores
Primário Se undário
Y
pp
Y
ss
Y
ps
eY
′
sp
Y-g Y-g
Y
I
Y
I
−Y
I
Y-g Y
Y
II
Y
II
−Y
II
Y-g D
Y
I
Y
II
Y
III
Y Y
Y
II
Y
II
−Y
II
Y D
Y
II
Y
II
Y
III
y
t
0
0
Y
I
=
0
y
t
0
0
0
y
t
,
2y
t
−y
t
−y
t
Y
II
= 1/3
−y
t
2y
t
−y
t
−y
t
−y
t
2y
t
,
−y
t
y
t
0
Y
III
= 1/
√
3
0
−y
t
y
t
y
t
0
−y
t
(2.18)Finalmente,para onsideraros
taps
doprimárioedose undáriobastarealizarasseguintes ope-rações: dividiramatrizdeadmitân iasprópriasdoprimárioport
2
i
,dividiramatrizdeadmitân ias própriasdose undário port
2
k
e dividirasmatrizesde admitân iasmútuas por(t
i
.t
k
)
,sendot
i
et
k
ostaps
doprimário e dose undário respe tivamente.2.9 Formação da Matriz de Admitân ias do Sistema
Nasredestrifási asamatrizdeadmitân iasdosistemaéformadaapartirdeduasregrassimples
[Arrillaga etal.,1983℄. Sãoelas:
•
A matriz de admitân ias próprias de qualquer barra é formada pela soma das matrizes de admitân iaspróprias doselementos one tadosà barra.•
A matriz de admitân ias mútuas entre duas barras é o negativo da soma das matrizes de admitân iasmútuas individuaisde todososelementos one tadosentreasbarras.Como exemplo de formação da matrizde admitân ias deuma redesuponha o sistematrifási o
da Figura 2.8. Ele é omposto por três barras, um gerador e duas linhas. A barra 4 é a barra
internado gerador.
~
PSfragrepla ements 1 2 3 4Y
G
Z
12
Z
13
Y sh
12
2
Y sh
12
2
Y sh
13
2
Y sh
13
2
Y sh
3
Na Equação 2.19 os elementos
Z
12
eZ
13
são matrizes de dimensão3
× 3
que representam os parâmetros série daslinhas1
− 2
e1
− 3
. Os elementosY sh
12
eY sh
13
são matrizesde dimensão3
× 3
querepresentam osparâmetrosshunt
daslinhas1
− 2
e1
− 3
. OelementoY
G
é umamatriz3
× 3
querepresentaosparâmetrosdogeradoreoelementoY sh
3
éumamatriz3
× 3
querepresenta umban ode apa itores one tado àbarra3. Cadalinhadessasmatrizesrepresentaumadasfasesdo omponente ao qual a matriz está asso iada. A matriz de admitân ias da rede tem dimensão
12
× 12
e ada umdosseuselementos representa o a oplamento entreduasfases dequaisquer dois omponentes da rede. Assim,por exemplo, o elemento da posição (4
,3
) da matriz de admitân ias da rederepresenta a admitân ia mútua entrea fasea
da linha1
− 3
e afasec
da linha1
− 2
.Y =
[Z
12
−1
+
Y sh
12
2
+
Y sh
13
2
+ Z
−1
13
+ Y
G
]
−[Z
12
]
−1
−[Z
13
]
−1
−[Y
G
]
−[Z
12
]
−1
[Z
12
−1
+
Y sh
12
2
]
0
0
−[Z
13
]
−1
0
−[Z
13
−1
+
Y sh
2
13
+ Y sh
3
]
0
−[Y
G
]
0
0
−[Y
G
]
12×12
(2.19) 2.10 Con lusõesNeste Capítulo foram apresentados osmodelos trifási osdos omponentesda rede quesão
uti-lizados no estimador de estado trifási o. Os modelos das haves trifási as in luídas na modelagem
generalizada da rede são apresentados no Capítulo que trata do estimador de estado generalizado
trifási o. Osmodelos utilizadosparaos omponentesda redesãoosmodelos lássi os,osquais
fo-rames olhidosemfunção doseubom omportamentonos asosestudados. Além disso,osmodelos
adotadospermitemumaboa ompreensão dosefeitos ausadospelosdesbalanços das argasepelos
Fluxo de Carga Trifási o
3.1 Introdução
Neste apítulosãodis utidosalguns aspe tos onsiderados relevantes paraa implementaçãoea
resoluçãodo problemado uxode argatrifási oem redesde energia elétri a visandoumamelhor
ompreensão do problema da estimação de estado em redes trifási as. Em [Arrillaga et al., 1983℄,
[DorelandDias, 1983℄,[Zago, 1992℄, [Wasley andSlash,1974℄,[Gar ia andZago,1996℄ e[Arrillaga
and Harker, 1978℄ são tratados diversos aspe tos bási os ligados ao problema do uxo de arga
trifási o.
No ontextodeste trabalho, ouxo de arga é utilizado paraa geração das medidasutilizadas
pelo estimador de estado, além disso, o estado forne ido pelo uxo de arga serve de base de
omparação para o estado en ontrado pelo estimador. Os modelos trifási os dos omponentes da
redeutilizadospelouxode arga trifási oe peloestimador de estadotrifási osão osmesmos.
3.2 Solução das Equações do Fluxo de Carga
Na solução numéri a dasequações do uxo de arga, a omplexidade adi ional do modelo
tri-fási o se deve ao aumento do número de variáveis do problema. Estruturalmente, as equações do
uxo de arga trifási o são muito semelhantes às equações do uxo de arga monofási o.
Ini ial-mente, as barras do sistema trifási o são lassi adas de a ordo om suas variáveis espe i adas
(previstas, onhe idas). No aso trifási oé ne essárioadi ionar um tipo de barraque não apare e
no asomonofási o,amderepresentar asbarras internasdosgeradores. Assim,ostiposdebarra
3.2.1 Barras de arga
Nasbarras de arga sãoespe i ados osvaloresdas injeçõesde potên ias ativas e reativas em
ada umade suas fases. Assim,na representação trifási asão denidas seisin ógnitas quesão os
móduloseosângulosdastensõesnassuastrêsfases. Asbarrasterminaisdosgeradoresnormalmente
sãotratadas omobarras de arga.
3.2.2 Barras de geração
Asbarras degeraçãosãoseparadasembarras omesemregulaçãode tensão(RAT).Asbarras
omgeradoressãomodeladasporumabarrainternaeumabarraterminal. NaFigura3.1mostra-se
o esquemadeumgerador omsuasgrandezas espe i adas (indi adaspelosuperes rito
esp
)e suas variáveis.RAT
PSfragrepla ementsinterna
terminal
∼
V
a
i
∠θ
i
a
V
b
i
∠θ
b
i
V
i
c
∠θ
c
i
V
a
t
∠θ
a
t
V
t
b
∠θ
b
t
V
t
c
∠θ
c
t
(P
a
t
)
esp
,
(Q
a
t
)
esp
(P
b
t
)
esp
,
(Q
b
t
)
esp
(P
c
t
)
esp
,
(Q
c
t
)
esp
P
3φ
esp
Figura3.1: Grandezasespe i adasevariáveisdogerador
V
a
i
= V
i
b
= V
i
c
θ
b
i
= θ
i
a
− 120
◦
θ
c
i
= θ
i
a
+ 120
◦
(3.1)Nas barras de geração onde não há regulação de tensão, espe i am-se a injeção de potên ia
ativa trifási atotal e o móduloda tensão nas três fases da barra interna. Como admite-se que há
equilíbrio nas tensõesde fase da barrainterna, a úni ain ógnita nessa barraé o ângulo datensão
da fase
a
, já queos ângulos dasfasesb
ec
estão defasados respe tivamente de−120
◦
e
+120
◦
em
relação ao ânguloda fase
a
. Os módulos e osângulos dastensõesnas três fases da barraterminal podem ser determinados já que as injeçõesdas potên ias ativase reativas nastrês fases da barraNas barras om geradoresonde há regulaçãode tensão, asin ógnitas são: o móduloda tensão
nafase
a
dabarrainterna, oângulodatensão dafasea
dabarrainternae omóduloe oângulodas tensõesnastrês fasesda barraterminal, totalizando oitoin ógnitas. Dasoitoequaçõesne essáriaspararesolvero problema, seisequaçõessãoexpressasa partir dosmismat hes daspotên iasativas
ereativasinjetadasnastrêsfasesdabarraterminal, umaequação éobtida domismat h dainjeção
depotên iaativatrifási atotal espe i adae aúltimaequação éobtida dafunção deregulaçãoda
tensão dogerador. Se afunção de regulação datensão é do tipo
f (V
a
t
, V
t
b
, V
t
c
) = V
t
a
,issoequivale aespe i ar amagnitude datensão terminal da fasea
.3.2.3 Barra de referên ia
A barra de referên ia é uma barra om gerador. Em sistemas onexos há apenas uma barra
desse tipo,também onhe ida omo barra
swing
ou barraslack
.Quando não há ontrole de tensão no gerador onde se alo a a referên ia, devem ser xados o
módulo e o ângulo da tensão na fase
a
da sua barra interna. Assim, não há ne essidade de ter equações para a barra interna e, portanto, ela não parti ipa do pro esso iterativo de solução douxo de arga. Caso haja ontrole de tensão no gerador onde se alo a a referên ia, torna-se mais
realista espe i ar o módulo da tensão na fase
a
da sua barra terminal e o ângulo da tensão na fasea
da suabarra interna. Portanto, ogerador de referên ia temduas in ógnitas amenos que os demais geradores da rede, o que permite a eliminação das equações da injeção de potên ia ativatrifási atotaledoreguladordetensão. Aoeliminaraequaçãodainjeçãodapotên iaativatrifási a
total deve-se retirar do sistema de equações o ângulo da tensão interna da fase
a
. Ao eliminar a equaçãodoreguladordetensãodeve-seretirardosistemadeequaçõesomódulodatensãoterminaldafase
a
,ao mesmotempoemque deve-se xar ovalordesse módulo.Umpro edimentoalternativoàeliminaçãodaequaçãodoreguladorémanteraequaçãodo
regu-ladoreomódulodatensãoterminaldafase
a
nosistemadeequações,semane essidadede espe i- aressemódulo. Talpro edimentoéviávelseafunçãodoreguladorédadaporf (V
a
t
, V
t
b
, V
t
c
) = V
t
a
, ondeV
a
t
é o módulo da tensão da fasea
da barraterminal do gerador de referên ia. Issoequivale aespe i ar omóduloda tensão dafasea
dabarra terminal.3.3 Variáveis do Fluxo de Carga
Paraadeterminaçãodoestadodaredeéne essárioterumnúmerodeequaçõesigualaonúmero