Edital Pibid n°11 /2012 CAPES
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID Plano de Atividades (PIBID/UNESPAR)
Tipo do produto: Plano de Aula
1 – IDENTIFICAÇÃO
SUBPROJETO MATEMÁTICA/FECEA: Uma iniciativa concreta ao processo de formação do Professor de Matemática
Coordenador: FÁBIO LUIS BACCARIN Prof. Supervisor: ALESSANDRA GUIZELINI
Nome da Escola: COLÉGIO ESTADUAL PADRE JOSÉ CANALE
Licenciandos Bolsitas
Nome E-mail Curso de licenciatura
Ariadine Tominato Moraes Valério [email protected] Matemática Diego Aparecido Maronese [email protected] Matemática Íria Bonfim Gaviolli [email protected] Matemática
Data: 01/11/2013 e 08/11/2013 Duração: 02 aulas
Participantes/Série: Ensino Fundamental I (6º ano)
1. Tema:
Expressões Numéricas
2. Objetivo Geral:
Mostrar aos alunos que é possível expressar uma situação em linguagem matemática própria, formando a partir dai uma sentença.
2.1 Objetivos Específicos:
Identificar situações do dia a dia que exigem soluções por meio das operações básicas da matemática;
Diferenciar as operações conforme o contexto da situação-problema apresentada;
Organizar o raciocínio logico por meio dos procedimentos de adição, subtração, multiplicação e divisão;
Sintetizar as operações básicas na matemática em expressões numérica para resolver situações-problema que envolvam números naturais;
3. Conteúdo: Expressões com Números Naturais 4. Procedimentos Metodológicos
Inicialmente será proposta uma situação que deve ser resolvida utilizando a calculadora quebrada, que consiste em um jogo, no qual tens de usar as teclas que não caíram da calculadora para chegar aos números indicados em cada nível.
Como funcionará?
Será entregue aos alunos uma folha, contendo alguns números e operadores aritméticos. Conforme consta na figura abaixo:
Os alunos terão que encontrar os valores, que aparecem do lado esquerdo da folha.
E para a realização de tal tarefa será estipulado um tempo de 4 minutos que será cronometrado pelo professor responsável.
A dinâmica será introduzida mencionando que as teclas da calculadora caíram, logo os alunos terão um determinado tempo para encontrar os valores propostos.
Algumas resoluções para o problema proposto 6 → 7 → 8 → 10 → 12 → 15 → 20 → 50→
Após a realização da dinâmica explicar-se-á que o que os alunos fizeram recebe o nome de expressão numérica, isto é, uma sequência de números associados por operações. E essas operações foram efetuados respeitando-se a seguinte ordem:
1. Multiplicações e divisões, se houver. 2. Adições e subtrações.
A correção da dinâmica será feita no quadro juntamente com os alunos. Segue-se explicando sobre as expressões numéricas e para a resolução de tais deve-se observar algumas regras:
Quanto aos sinais de pontuação
1. Efetuamos as operações indicadas entre parênteses ( ) 2. Efetuamos as operações indicadas entre colchetes [ ] 3. Efetuamos as operações indicadas entre chaves { } Quanto às operações
1. Efetuamos as multiplicações e as divisões, na ordem em que aparecem 2. Efetuamos as adições e subtrações, na ordem em que aparecem.
Exemplos que será lançado aos alunos:
1.
2. 3. 4. `
Após as explicações será proposto a resolução de um problema, que envolve a elaboração de uma expressão numérica.
ATIVIDADE
1) Joao comprou um terreno retangular, como mostra a figura.
Observando-a escreva uma expressão numérica para calcular quantos metros de comprimento terá o muro, deixando quatro metros para o portão.
R: O muro terá 60 m.
A correção deste exercício será feita no quadro com a participação e colaboração dos alunos.
4.1 Recursos materiais: Papel sulfite A4 Quadro Giz Lápis 5. Resultados esperados:
Esta aula busca favorecer o processo ensino-aprendizagem, em particular, alcançar do aluno absorção e facilidade satisfatória do conteúdo, na compreensão da ideia da formulação de expressões numéricas para representar situações reais presentes em seu cotidiano, na interação aluno-equipe e professor-mediador no que tange entre a matemática vista em sala de aula e a realidade vivida por eles, acarretando um melhor desenvolvimento do cálculo mental, raciocínio e aplicação e contextualização das teorias matemáticas.
6. Relato de experiência:
Durante o desenvolvimento da oficina foi possível observar que a maioria dos alunos apresentou uma grande dificuldade em construir expressões numéricas para representar as situações propostas. Alguns conseguiam resolver os problemas utilizando a lógica, como no caso da construção do muro, no qual alguns alunos simplesmente somaram as medidas dos lados para chegar no valor final, mas não conseguiam compreender em um primeiro momento que esta operação que realizaram poderia ser representada como uma expressão numérica.
Conforme o andamento da aula, os alunos começaram a compreender melhor o conceito de expressão e conseguiram formular algumas utilizando os exemplos dados.
Enquanto isso, pudemos observar que a “visão” matemática deles está em um bom nível, pois mesmo apresentando algumas dificuldades, eles
conseguiam compreender os problemas e, principalmente, as expressões apresentadas, sendo que a resolução dessas expressões se fez de forma satisfatória e sem grandes problemas, apenas quando envolviam operações de multiplicação e divisão, as quais já havíamos percebido ser as grandes dificuldades deles e, através da oficina anterior com material dourado, pudemos diminuir em parte essa dificuldade.
Também enfrentamos outro problema na questão do numero de alunos que participaram desta oficina, sendo que foram duas alunas na primeira aula e apenas um na segunda. Essa sempre foi uma grande dificuldade observada no Colégio Canale, a de atrair os alunos para participar das oficinas no contra turno, porém em alguns outros dias chegamos a ter mais de dez alunos e, portanto, esse foi um caso extremo que nos preocupou para o próximo ano. Será preciso buscar novas formas de motivar os alunos a frequentar as oficinas e também atrair novos alunos a querer participar, fazendo visitas nas salas para convidá-los, através de cartazes pela escola ou, caso seja possível, utilizar a metodologia de desenvolver as oficinas em sala de aula, no turno normal dos alunos conforme a disponibilidade dos professores em cederem parte de suas aulas para o projeto.
7. Contribuição da atividade para a formação docente: Desenvolvimento pessoal e profissional.
No desenvolver desta atividade agregou-se experiência em variadas abordagens como, conceituais, procedimentais e atitudinais que propiciaram a complementação do ensino e da aprendizagem matemática, visto que a metodologia do ensino de matemática caracteriza-se como um processo contínuo onde cabe ao professor oferecer e também receber do aluno diferentes caminhos na resolução de situações-problema onde se busca constantemente alternativas de solução em conjunto;
Portanto, baseado na realidade compartilhada, é visível a necessidade de consciência de que para que a aprendizagem aconteça é fundamental o comprometimento do professor em estimular e motivar seus alunos concretizando determinadas situações sempre que possível e mesmo em frente a aparentes obstáculos e dificuldades o que se deve buscar, é superar
desafios e assim, tornar-se a cada dia conhecedor e avaliador dos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem.
8. Referências
GIOVANNI; José Ruy; PARENTE; Eduardo. Aprendendo Matemática. Editora FTD, São Paulo, 1999.
ANDRINI; Álvaro; Praticando Matemática. Editora do Brasil, São Paulo, 1989.
CARDOSO; Daniele; ESTEPHAN; Maria Violeta. Matemática: saberes e práticas docentes, 60 ano, ensino fundamental. Editora Dom Bosco, Curitiba, 2013.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. Curitiba, SEED, 2008.
Sites com exemplos e algumas definições :
http://quimsigaud.tripod.com/expnumericas/ Acesso em: 08/06/2013
http://www.youtube.com/watch?v=xr0HVNv90-s Acesso em: 08/06/2013