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PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL

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Academic year: 2022

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

SIMULADO | DIREITO PENAL

PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL

Além deste caderno de rascunho contendo o enunciado da peça prático-profissional e das quatro questões discursivas, você receberá um caderno destinado à transcrição dos textos definitivos das respostas.

5 horas é o tempo disponível para a realização da prova, já incluído o tempo para preenchimento do caderno de textos definitivos.

2 horas após o início da prova é possível retirar-se da sala, sem levar o caderno de rascunho.

1 hora antes do término do período de prova é possível retirar-se da sala levando o caderno de rascunho.

Qualquer tipo de comunicação entre os examinandos.

Levantar da cadeira sem a devida autorização do fiscal de sala.

Portar aparelhos eletrônicos, tais como bipe, walkman, agenda eletrônica, notebook, netbook, palmtop, receptor, gravador, telefone celular, máquina fotográfica, protetor auricular, MP3, MP4, controle de alarme de carro, pendrive, fones de ouvido, Ipad, Ipod, Iphone etc., bem como relógio de qualquer espécie, óculos escuros ou quaisquer

acessórios de chapelaria, tais como chapéu, boné, gorro etc., e ainda lápis, lapiseira, borracha e/ou corretivo de qualquer espécie.

Usar o sanitário ao término da prova, após deixar a sala.

1. As questões discursivas são identificadas pelo número que se situa acima do seu enunciado.

2. Não será permitida a troca do caderno de textos definitivos por erro do examinando no dia da prova.

3. Para fins de avaliação, serão levadas em consideração apenas as respostas constantes do caderno de textos definitivos.

Boa prova!

TEMPO

NÃO SERÁ PERMITIDO SEU CADERNO

INFORMAÇÕES GERAIS

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

SIMULADO | DIREITO PENAL

ENUNCIADO - PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL

Murilo e Carlos, amigos desde o jardim de infância, nascidos em 22 de outubro de 1999, planejaram subtrair malotes da agência bancária do Banco do Brasil, sociedade de economia mista federal, localizado na Avenida Boa Viagem, em Recife-PE, no dia 10 de janeiro de 2018.

Para isso, os agentes compraram duas armas de brinquedo, pois queriam tão somente subtrair os valores sem de fato agredirem alguém. Durante a execução, Murilo ficou fora da agência, com a função de vigiar o movimento externo. Desse modo, Carlos adentrou no banco, rendendo Lucas, gerente bancário, e Amaro, vigilante do local. Contudo, em razão do nervosismo, o gerente errou a senha do cofre diversas vezes, o que colaborou para que Carlos ficasse cada vez mais tenso com a situação. Certo momento, Murilo avistou uma viatura da polícia e sinalizou para que seu comparsa saísse da agência. Completamente fora de si e já em posse dos malotes, Carlos retirou uma faca que portava em seu bolso sem conhecimento de seu amigo e esfaqueou os dois reféns, procedendo à fuga em seguida. Para azar dos agentes, a polícia percebeu o movimento suspeito e os prenderam em flagrante enquanto tentavam fugir. Sabe-se que o gerente, hemofílico, morreu em razão dos ferimentos. Por sua vez, o vigilante, sofreu apenas ferimentos leves, pois a faca foi amortecida pelo colete à prova de balas. Vale ressaltar que ele este se mudou para o sul do país após o episódio, sem nunca ter sido ouvido. Além disso, Carlos faleceu a caminho da delegacia de polícia em decorrência de um AVC. Tomando conhecimento dos fatos, o Ministérios Público requereu a conversão da prisão em flagrante em preventiva e denunciou Murilo como incurso nas sanções penais dos artigos 157, §3º, II e 129, caput, ambos do Código Penal. Após a decisão do magistrado competente, qual seja o da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, de conversão da prisão e recebimento da denúncia, o processo teve seu prosseguimento regular. Na audiência de instrução e julgamento, o magistrado colheu primeiramente o interrogatório do réu e, ante a inexistência de testemunhas de defesa, passou ao depoimento das testemunhas de acusação. Murilo confessou o delito, mas negou o conhecimento de que Carlos portava uma faca, como também da condição hemofílica do gerente bancário. Constavam no processo a Folha de Antecedentes Criminais do acusado sem qualquer anotação e a Folha de Antecedentes Infracionais, ostentando uma representação pela prática de ato infracional análogo ao crime de furto, com decisão definitiva de procedência da ação socioeducativa.

Não houve pedido de novas diligências. Sendo assim, o órgão de acusação reiterou o pedido ATENÇÃO: ANTES DE INICIAR O SIMULADO, VERIFIQUE SE TODOS OS SEUS APARELHOS ELETRÔNICOS ESTÃO DESLIGADOS. AVISE SEUS FAMILIARES QUE VOCÊ ESTARÁ INCOMUNICÁVEL PELAS PRÓXIMAS 5 HORAS.

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

SIMULADO | DIREITO PENAL

de condenação nos termos da denúncia e a defesa sustentou as teses pertinentes. Em sentença, o magistrado julgou procedente a pretensão punitiva estatal, rejeitou as teses defensivas e não aplicou qualquer atenuante ou causa de diminuição da pena. No momento de fixar a pena-base, reconheceu a existência de maus antecedentes em virtude da prática infracional, aumentado a pena em 06 meses de reclusão. Na segunda fase, não foram reconhecidas atenuantes ou agravantes. Por fim, o regime de inicial de cumprimento de pena foi o fechado, justificando o juiz que, independente da pena, esse seria o regime obrigatório nos termos do art. 2º, §1º da Lei 8072/90 e mesmo que não fosse, deve ser considerada a gravidade em abstrato do delito. Sendo assim, no dia 15 de agosto de 2018 (quarta-feira), foi proferida sentença condenando Murilo a 20 anos e 6 meses de reclusão a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, pelo crime de latrocínio consumado e 06 meses de detenção, em regime inicial semiaberto, pela prática da lesão corporal. Intimado, o Ministério Público apenas tomou ciência da decisão. A família de Murilo o procura para, na condição de advogado (a), adotar as medidas cabíveis, destacando que estão insatisfeitos com o patrono anterior. Constituído nos autos, a intimação da sentença ocorreu no dia 27 de agosto de 2018 (segunda feira), sendo terça-feira dia útil em todo o país. Com base nas informações acima expostas e nas que podem ser inferidas do caso concreto, na qualidade de advogado de Severino, redija a peça cabível, exclusiva de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, alegando para tanto toda a matéria de direito pertinente ao caso. (Valor: 5,00)

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QUESTÃO 1

Eliza, nascida em 16/07/1957, é casada com Mateus, nascido em 19/01/1948, há vinte e dois anos. Acontece que Mateus possuía um relacionamento paralelo com Debora e, no dia 14/07/2016, o senhor cometeu o infortúnio de presentear a amante com uma joia repetida de sua esposa, por acreditar que esta jamais sentiria falta do bem. Contudo, no dia seguinte, a ação foi descoberta e a senhora Eliza, tomada pelo sentimento de revolta diante da traição, noticiou o fato à autoridade policial, apesar de seu marido ter devolvido o bem. Ato contínuo, houve a instauração do inquérito policial e posterior ação penal, sendo observado todos os trâmites legais e, ao final, no dia 02/03/2019, o réu foi condenado a dois anos de reclusão como incurso no artigo 155 c/c 183, III, ambos no Código Penal, sem o reconhecimento de qualquer causa de diminuição na fase de dosimetria, sendo, inclusive, negado o pedido de suspensão condicional da pena. Interposto o recurso cabível contra a sentença, o Tribunal de Justiça competente votou, em unanimidade, pelo indeferimento do recurso, mantendo a sentença.

Assim, o defensor opôs embargos de declaração, sendo constado que não havia qualquer contradição, omissão, obscuridade ou ambiguidade do acórdão. Com base apenas nas informações narradas, responda aos itens a seguir.

A). Existe alguma medida processual, privativa de advogado, para ser apresentada contra a decisão do Tribunal de Justiça? Em caso positivo, a quem deverá ser endereçada? Em caso negativo, justifique. (Valor:0,60)

B) . Pode-se dizer que o Tribunal de Justiça agiu corretamente ao manter a sentença?

Justifique. (0,65)

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

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QUESTÃO 2

Marcela, jovem de 26 anos, primária, foi denunciada e condenada, definitivamente, pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/06, sendo aplicada a pena de 05 anos de reclusão em regime semiaberto e pagamento de 500 dias- multa, entendendo o juiz de conhecimento que o crime, por ser equiparado a hediondo, merecia um tratamento mais rigoroso, porém deixou de reconhecer qualquer agravante ou atenuante. Após três meses de trânsito em julgado da sentença condenatória, Marcela deu início ao cumprimento da pena. Sabe-se que enquanto aguardava o início da execução, a jovem sofreu um parto prematuro, de modo que seu filho nasceu com uma rara deficiência.

Após o cumprimento 08 meses, o equivalente a aproximadamente 1/9 da pena aplicada, o defensor público apresentou, em 20 de dezembro de 2018, requerimento de progressão de regime, tendo em vista que a condenada possuía bom comportamento carcerário. Ao receber o pedido de progressão, o magistrado da 2ª Vara de Execução Penal da Comarca de São Paulo/SP, proferiu a seguinte decisão: “Indefiro o pedido de progressão de regime da apenada sob o seguinte fundamento jurídico: a) o crime de tráfico ilícito de entorpecentes é crime equiparado a hediondo, de forma que o requisito objetivo para progressão de regime seria o cumprimento de 2/5, período esse não ultrapassado. ” Ao tomar conhecimento da decisão, a família de Marcela procura você para que, na condição de advogado, adote as medidas cabíveis.

A) qual recurso cabível contra a decisão que indeferiu a progressão de regime de Marcela e a quem deverá ser endereçado? (Valor:0,60)

B) Existe algum argumento a favor da progressão de regime de sua cliente? (Valor:0,65)

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CADERNO DE PROVA – SIMULADO 6

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QUESTÃO 3

Seu Vando, 35 anos, apaixonou-se pela sua afilhada, Thelma, de 11 anos, mas sempre se conteve em razão da idade da garota. Ao descobrir que Thelma não era mais virgem, por desabafo de seu pai preocupado, passou, então, a enviar diversas mensagens pelo celular, assediando Thelma, com a finalidade de relacionar-se sexualmente com ela. A mãe de Thelma, certo dia, preocupada com a filha, que passou a agir diferente, inclusive, a evitar o seu padrinho nos eventos da família, pegou o celular de Thelma, secretamente, mas nada encontrou, pois ela já tinha deletado todas as mensagens enviadas por Seu Vando. A genitora de Thelma, ainda angustiada pelo sentimento de havia algo de errado, comunicou às autoridades as suas suspeitas, razão pela qual o delegado de polícia, após investigações sem êxito, representou pela infiltração de agentes de polícia para investigar se, de fato, Seu Vando estaria cometendo algum crime contra a dignidade sexual da criança. O juiz autorizou pela infiltração devidamente nos moldes legais. Lili, policial encarregada pela infiltração virtual, cadastrou-se, inserindo declaração falsa, nos órgãos oficiais públicos a fim de ocultar a sua identidade e, assim, manter o sigilo e a segurança da investigação. Conseguiu, desse modo, resgatar as mensagens anteriormente enviadas por Seu Vando, confirmando, assim, a suspeita da infração. O Ministério Público, com os relatórios de inquérito, denunciou Seu Vando pela prática do art. 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente e Lili pela prática de falsidade ideológica majorada (art. 299, parágrafo único, do Código Penal).

A). Qual tese defensiva pode ser alegada para buscar a absolvição de Lili? Justifique. (Valor:

0,65)

B). Caso o juiz tivesse decretado a infiltração pelo prazo de 90 dias, sem renovações, e a policial tivesse descoberto a infração posteriormente ao prazo decretado, qual seria a responsabilidade de Lili? Haveria alguma tese processual a ser alegada em favor de Seu Vando? (Valor: 0,60)

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QUESTÃO 4

No dia 05 de março de 2014, Eduarda, nascida em 06/04/1995, encontrava-se em uma loja de cosméticos e aproveitando-se de um momento de distração de Viviane, mulher de alto poder aquisitivo, subtraiu-lhe seu IphoneX. Para azar de Eduarda, as câmeras da loja captaram a ação e a agente foi denunciada pelo crime de furto. A denúncia foi recebida no dia 20 de junho de 2015 e o processo prosseguiu regularmente. Em 18 de novembro de 2018, Eduarda foi condenada a uma pena privativa de liberdade de 01 ano de reclusão. O Ministério Público e a defesa apenas tomaram ciência da decisão prolatada, tendo a sentença transitado em julgado no dia 02 de dezembro de 2018. Considerando apenas as informações narradas, responda, na condição de advogado (a) de Eduarda, aos itens a seguir. O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.

A) Diante do trânsito em julgado, qual a tese defensiva a ser alegada em favor de Eduarda para impedir o cumprimento da pena? (Valor: 0,65)

B). Quais as consequências do acolhimento da tese defensiva? (Valor: 0,60)

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