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Rosemary Alves Rodrigues

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ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E O DESEMPENHO ESCOLAR: PERCEPÇÕES E CONTRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ DE SOUZA

DAMY NO ANO DE 2015.

Rosemary Alves Rodrigues

RESUMO:

O Programa Bolsa Família é um programa de transferência que é voltado às famílias com condições de vulnerabilidade socioeconômica. Uma das condições para o recebimento de tal benefício é a permanência dos alunos na escola. Este trabalho terá como objetivo avaliar o impacto do Programa Bolsa Família na educação das famílias beneficiadas, sob a percepção da coordenação pedagógica. A condição da educação para adquirir o direito do Programa Bolsa Família foi avaliada por uma pesquisa quali-quantitativa com entrevistas estruturadas. Verificou pela pesquisa se o benefício contribui ou não para uma oferta de educação de qualidade.

Palavras-chave: Bolsa Família. Escola Pública. Coordenação Pedagógica

1 INTRODUÇÃO

O Programa Bolsa Família (PBF) é a principal referência de assistência social enquanto estratégia de sobrevivência. Na sociedade atual é um dos meios de possibilidades para adquirir a cidadania e dignidade social. No ano de 2015 o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) afirmou que: O Bolsa Família é um programa que contribui para o combate à pobreza e à desigualdade no Brasil. Ele foi criado em outubro de 2003.

Programas de Renda Mínima (PRM), assim, como o Bolsa Família foi criado pelo Estado com a finalidade estimular grupos sociais excluídos a melhorar suas condições de vida através da educação. Ainda de acordo com o MDS são cerca de 13 milhões de famílias beneficiadas. Trata-se de uma política pública correlacionada com a educação básica sendo sua exigência principal o rendimento escolar e a frequência de alunos de baixa renda.

Particularmente, enquanto professora de Língua Portuguesa da Rede Municipal de Corumbá-MS, a vontade em realizar tal curso surgiu por se tratar de problemas referentes à “Educação, Pobreza e Desigualdade Social”, uma vez que minhas origens familiares vieram de baixa renda e de pouco estudo. Contudo, ainda com dificuldades financeiras e poucas

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capabilidades houve sucesso escolar, meu, de meus irmãos e das gerações futuras. Visto que a pobreza pode ou não ser obstáculo quando realmente se quer estudar e buscar destaque profissional. Assim, esse curso despertou-me o interesse para poder compreender minhas próprias raízes e relacionar com o meio de atuação profissional em que estou inserida.

Tendo em vista esta problemática a ser pesquisada foi definida ao critério da pesquisadora a Escola Municipal José de Souza Damy do município de Corumbá/MS por estar localizada em periferia e com clientela em vivências de pobreza.

O estudo proposto foi realizado a partir da percepção do coordenador pedagógico no processo do desempenho escolar dos alunos beneficiados do PBF, da Escola Municipal José de Souza Damy no ano letivo de 2015.

A presente pesquisa abordou questionamentos sobre o tema: perfil dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família, se o Programa erradica a evasão escolar ou não, se minimiza a pobreza, quais as ações e percepções da coordenação pedagógica para atender tal público. O trabalho do coordenador deve ser orientado e isso, exige um compromisso muito amplo, não somente com a comunidade na qual se está trabalhando, mas consigo mesmo. Trata-se de um compromisso político que induz a competência profissional e acaba por refletir na ação do educador, em sala de aula, as mudanças almejadas. Todavia, a tarefa do coordenador é muito difícil de ser realizada, exige participação para a integração em sua complexidade.

Segundo Gandin (1983, p. 89), esta ação não é fácil, porque: Exige compromisso pessoal de todos;

Exige abertura de espaços para a participação;

Há necessidade de crer, de ter fé nas pessoas e nas suas capacidades;

Requer globalidade (não é participação em alguns momentos isolados, mas é constante);

Distribuição de autoridade;

Igualdade de oportunidades em tomada de decisões; Democratização do saber. (GANDIN, 1983, p. 89).

Na fundamentação houve a influência principal dos estudos realizados por Miguel Arroyo, entre outros autores. Em tal fundamentação foi abordado o papel do coordenador pedagógico, suas contribuições e percepções no desempenho escolar dos alunos beneficiados do Programa da Bolsa Família.

A próxima etapa do presente estudo tratou-se da metodologia que detalha os procedimentos seguidos na coleta de informações, o tipo de pesquisa a ser realizada, bem como as ferramentas que possibilitaram tal coleta. No caso, foi feita uma entrevista com os

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coordenadores para analisar o seu perfil, as suas percepções do desempenho dos alunos beneficiados com o (PBF), a percepção do coordenador sobre o rendimento escolar desses alunos, quais as contribuições desses coordenadores quanto a aprendizagem dos alunos beneficiados. Ainda sobre a metodologia com a intenção de alcançar os objetivos deste estudo foram utilizadas as pesquisas exploratória e descritiva.

Na sequência foram apresentados detalhamento dos dados apurados e discussões, uma vez que foram realizadas as entrevistas. A diante as Considerações finais. E encerra-se com a apresentação Referências bibliográficas utilizadas no decorrer deste estudo.

Diante do discurso hegemônico sabe-se que todos possuem direito à educação e por ela se adquire um projeto de futuro. Sendo o objetivo geral: Verificar o rendimento de alunos que recebem o benefício do Bolsa Família, tendo como participantes a coordenação pedagógica com suas percepções e contribuições que envolverem, entre outros, os recursos disponíveis, a qualidade das ofertas e as decorrentes propostas de melhorias para a educação, referente a tais ofertas, fez-se necessário investigar entre outros e sob as óticas dos coordenadores os seguintes: 1. Quem foram os alunos que receberam esse benefício? 2. Qual o perfil socioeconômico dos profissionais da coordenação? 3. Com tal recebimento, houve diminuição da evasão escolar ou da reprovação? 4. O programa auxiliou as famílias quanto ao uso da cidadania? 5. Como a coordenação pedagógica desempenhou seu papel com ações capazes de desenvolver a aprendizagem dos alunos?

2 FUNDAMENTAÇÃO

2.1 EDUCAÇÃO PÚBLICA E PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

Como já observado, o tema abordado – educação pública - reveste-se de elevada importância e assim, consequentemente, é elevado o volume de abordagens, referências e discussões a ele relacionadas. Realizar estudos qualificados voltados para qualquer variável dele integrante, com certeza trará contribuições positivas à abrangente número de alunos.

Ter este tema como objeto de pesquisa incentiva melhorias na qualidade das suas ofertas, sejam elas disponibilizadas através das esferas federais, estaduais ou municipais.

Aliar a educação pública com outro tão relevante quanto o Programa Bolsa Família torna este estudo de interesse social no que se refere à influência de tal sistema social no desempenho de alunos de uma escola pública.

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No caso do Brasil, Oliveira e Soares (2013) encontraram resultados positivos sobre ambas as variáveis, ou seja, tanto a renda quanto o cumprimento de condicionalidades que estão relacionados a uma diminuição na repetência escolar, de acordo com uma investigação dos efeitos do programa sobre a repetência para o ano de 2008.

Ademais a região de entorno da escola trata-se de periferia e possui alunos provenientes de famílias pobres, por esta razão houve a necessidade de saber quantas famílias receberam tal beneficio a fim de verificar como os profissionais de educação estão preparados para receber essa clientela, e em especial, como a coordenação pedagógica desempenhou seu papel com ações capazes de desenvolver a aprendizagem dos alunos.

Miguel Arroyo (2013) em seus estudos afirmou que:

[...] a escola poderia ser um laboratório de ação-aprendizagem em vez de um parlatório de lições distantes. Um laboratório de práticas, de intervenções sobre o real. Para que a relação pedagógica desde a infância seja um laboratório de ação-aprendizagem será necessário reconhecer as aprendizagens acumuladas na pluralidade de ações, intervenções para mudar sua precária e injusta realidade. (ARROYO, 2013)

Logo, o mais importante não é somente discutir, dar ênfase ou apresentar propostas de melhorias. Além disso, também é importante executar as estratégias derivadas de estudos realizados na área para que população sinta e perceba a qualidade, ou a melhoria dela, nos serviços prestados.

2.2 COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

A coordenação pedagógica é o elo e peça fundamental dentro do processo pedagógico, tendo em vista que este profissional se envolve com o coletivo (alunos, professores, pais, direção e professores) em prol de um planejamento capaz de garantir o desempenho dos alunos. O cotidiano escolar depende muito desse profissional desde a entrada até o término das aulas.

Para o bom desempenho escolar é preciso que leve em consideração a organização do trabalho do coordenador pedagógico e sua atuação no projeto político pedagógico e que este seja democrático e que todos os sujeitos da unidade escolar estejam envolvidos. As ações da coordenação pedagógica deve incentivar a criatividade tanto dos professores quanto dos alunos. Sobre o projeto político pedagógico, segundo Veiga (1998, p.11):

O projeto pedagógico é um documento que não se reduz à dimensão pedagógica, nem muito menos ao conjunto de projetos e planos isolados de

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cada professor em sua sala de aula. O projeto pedagógico é, portanto, um produto específico que reflete a realidade da escola, situada em um contexto mais amplo que a influencia e que pode ser por ela influenciado. Em suma, é um instrumento clarificador da ação educativa da escola em sua totalidade. (VEIGA, 1998, p.11)

A respeito da coordenação pedagógica, Miguel Arroyo (2014 p. 159-60, grifos nossos) afirmava que:

Quando se entende que a ação pedagógica se insere na lógica da ação humana, quando se personaliza e aceita a centralidade da ação-interação – trocas entre pessoas em ciclos diferenciados -, temos de aceitar o caráter imponderável, diríamos mesmo flexível, na concepção e no estilo da inovação. (...) Trata-se de valorizar a educação e as preocupações de seus mestres, de situá- las em nova órbita, de tratar a educação escolar como ação entre humanos, para humanizar. (...). Personalizar a ação educativa humaniza-la, não implica marginalizar a teoria, o conhecimento, a técnica, a ciência, a razão, mas, sim, vê-los também como humanos, colocando-os a serviço dos humanos. Sobretudo, humanizar a ação educativa significa entender como, nela, as pessoas intervêm com a totalidade de suas dimensões, inclusive as mais imponderáveis, como o sentimento, a emoção, a memória, a imaginação, os valores e as crenças. (ARROYO, 2014, p 159-60, grifos nossos).

3 METODOLOGIA

Com a intenção de alcançar os objetivos deste estudo foram utilizadas as pesquisas exploratória e descritiva.

Inicialmente foi utilizada a pesquisa exploratória, pois de acordo com Reis (2010, p.64):

A pesquisa exploratória é o primeiro passo de qualquer pesquisa que acontece quando o tema escolhido é pouco explorado e o pesquisador precisa incorporar características inéditas e buscar novas abordagens. [...] Usa a técnica da pesquisa exploratória, pois ela possibilita:

 aproximar o pesquisador do tema e do objeto de estudo;  construir questões importantes para a pesquisa;

 proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato ou problema;

 aprofundar conceitos preliminares sobre determinada temática;  identificar um novo aspecto sobre o tema a ser pesquisado;

 possibilitar a primeira aproximação que o pesquisador tem com o tema de estudo, quanto à análise de exemplos que estimulem a compreensão do assunto pesquisado. (REIS, 2010, p.64)

Em seguida, objetivando identificar as características do sistema estudado bem como os objetivos propostos neste estudo, utilizou-se a pesquisa descritiva. Segundo Gil (2008):

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Dentre as pesquisas descritivas salientam-se aquelas que têm por objetivos estudar as características de um grupo: sua distribuição, por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, nível de renda, estado de saúde física e mental, etc. Outras pesquisas deste tipo são as que se propõem a estudar o nível de atendimento em órgãos públicos de uma comunidade, as condições de habitação de seus habitantes, o índice de criminalidade que aí se registra, etc. São incluídas neste grupo as pesquisas que tem como objetivo levantar as opiniões, atitudes e crenças de uma população. (GIL, 2008)

Mattar (2008, p.127) explica também que existem duas modalidades de dados, os primários e os secundários.

Os dados secundários serão úteis para a composição das informações deste trabalho. Gil (2008) diz que se trata dos dados já disponíveis e que de alguma maneira contribuirão para criar embasamento para o desenvolvimento da pesquisa, “enriquecendo qualitativamente o estudo e dando aprofundamento a problemática trabalhada”. Estes dados são obtidos através de leituras, sites institucionais, artigos científicos, revistas eletrônicas, livros, entre outros. Momento em que se buscará uma aproximação com o assunto estudado. (MATTAR, 2008 p.127)

Neste estudo, utilizaram também os dados primários. De acordo com Mattar (2008), “dados primários são aqueles inéditos, que ainda não foram coletados” e que “a análise correta dos mesmos contribuirá para formação dos diagnósticos e a geração de possíveis soluções para problemas percebidos”.

A coleta dos dados primários foi feita em um segundo momento através participação dos entrevistados, coordenadores pedagógicos da Escola Municipal José de Souza Damy que será de fundamental importância para análises e obtenção de resultados do tema proposto.

Levando em consideração o descrito acima, esta pesquisa teve necessidade de utilizar a combinação dos dois métodos de abordagem, ou seja, a forma quali-quanti de pesquisa. Segundo Malhotra (2006, p.154):

A pesquisa qualitativa proporciona melhor visão e compreensão do contexto do problema, enquanto a pesquisa quantitativa procura quantificar os dados e, normalmente, aplica alguma forma da análise estatística. Às vezes faz-se a pesquisa qualitativa para explicar os dados obtidos pela pesquisa quantitativa. (MALHOTRA, 2006, p. 154)

A presente pesquisa foi realizada junto aos coordenadores da Escola José de Souza Damy da cidade de Corumbá-MS, elementos estes que fazem parte do seu universo. “Universo ou população é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum”. (MARCONI; LAKATOS, 2011).

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Para tanto foram realizadas entrevistas com coordenadores lotados na unidade escolar e utilizados questionários. O questionário é considerado como uma ferramenta indispensável. Para Cury (2000), os principais fatores que tornam o questionário mais vantajoso são os seguintes: “Menos dispendiosos; Mais fácil aplicação; Aplicado a maior número de pessoas; Maior uniformidade na mensuração; Aspecto do anonimato; e Menor pressão sob a resposta imediata. Já que não permite variações de respostas, pois as respostas já estão prontas”. Sendo este, apresentado como Anexo I deste estudo.

4 DADOS

Através do estudo proposto foram feitos questionamentos para investigar o desenvolvimento socioeducativo dos alunos cujas famílias recebam o benefício do Bolsa Família.

Para tal fim verificou-se a percepção do coordenador pedagógico ao que se refere ao PBF no processo de ensino/aprendizagem dos alunos da unidade escolar José de Souza Damy, situada na cidade de Corumbá/MS.

Os dados coletados revelou o perfil dos coordenadores, bem como todas as suas identificações pessoais. Em seguida, analisou informações relativas à escolarização dos mesmos.

4.1 PERFIL/ESCOLARIZAÇÃO DOS COORDENADORES DA UNIDADE ESCOLAR ENVOLVIDA

4.1.1 Idade

As informações relativas às idades dos quatro coordenadores entrevistados podem ser observadas a seguir: o primeiro apresentou 43 anos, o segundo 49, o terceiro 50 e o quarto 63.

De maneira geral ocorre que todos os coordenadores pesquisados são possuidores de idades compreendidas acima dos 40 anos.

4.1.2 Sexo

Neste momento notou-se a presença predominante do público feminino, onde dos quatro pesquisados três são mulheres e apenas um coordenador do sexo masculino.

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4.1.3 Cidade onde moram

Todos os entrevistados responderam morar na cidade de Corumbá/MS, mesmo local o qual se encontra a unidade escolar que trabalham.

4.1.4 Cidade em que nasceram

Todos os pesquisados nasceram em Corumbá/MS.

4.1.5 Permanência na cidade

Houve uma mudança de cidade apenas em um caso quando uma das entrevistas foi para a cidade de Pedro Gomes/MS, os demais sempre moraram na mesma cidade.

4.1.6 Estado civil

Como já apresentado, as idades dos participantes da pesquisa estão compreendidas acima dos 40 anos. Conforme o IBGE (2012), esta é a “fase em que os brasileiros já estão casados, ou mesmo ainda nem se casaram, porém moram em um mesmo domicílio, são considerados como participantes de uma união consensual, a conhecida união estável”. Neste caso, de acordo com os coordenadores entrevistados, o estado civil mais frequente é o de Casado(a).

4.1.7 Número de filhos

Dos quatro entrevistados todos possuem filhos. Sendo que dois apresentaram ter dois filhos, cada. Um apresenta três filhos e outro, cinco.

4.1.8 Renda mensal

Os coordenadores entrevistados afirmaram possuir renda mensal de até 6 salários mínimos(R$ 880,00). No geral, pode-se observar que os entrevistados não possuem efetivamente carência econômica, uma vez que recebem remuneração estável.

4.1.9 Avaliação em relação à situação social e econômica atual

Três coordenadores, participantes desta pesquisa se consideram enquadrados no nível socioeconômico Médio e um apenas se considera enquadrado no nível Médio Baixo.

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4.1.10 Avaliação em relação à situação social e econômica dos seus pais

Duas das pesquisadas relataram considerar a sua situação social/econômica Melhor que a de seus pais. Outro ainda respondeu considera sua situação Igual à de seus pais e um deles Não Soube Responder.

4.1.11 Moradia

Para fins de análises relativas à moradia dos coordenadores, a informações foram agrupadas da seguinte forma:

- Primeiro coordenador mora em uma: Casa/Alugada/Localizada no Centro/ Tem 1 banheiro/ Tem dois quartos/ Tem rua asfaltada/ Tem Serviço de Eletricidade/ Tem água corrente da torneira/ Possui rede de Esgoto e Tem Serviço de Correios;

- Segundo coordenador mora em uma: Casa/Própria/Localizada no Bairro/ Tem 2 banheiros/ Tem dois quartos/ Tem rua asfaltada/ Tem Serviço de Eletricidade/ Tem água corrente da torneira/ Possui rede de Esgoto e Tem Serviço de Correios;

- Terceiro coordenador mora em uma: Casa/Própria/Localizada no Bairro/ Tem 1 banheiro/ Tem dois quartos/ Tem rua asfaltada/ Tem Serviço de Eletricidade/ Tem água corrente da torneira/ Possui rede de Esgoto e Tem Serviço de Correios;

- Quarto coordenador mora em uma: Casa/Própria/Localizada no Centro/ Tem 1 banheiro/ Tem dois quartos/ Tem rua asfaltada/ Tem Serviço de Eletricidade/ Tem água corrente da torneira/ Possui rede de Esgoto e Tem Serviço de Correios.

4.1.12 Avaliação em relação quanto sua realidade na infância e adolescência

Foram considerados alguns critérios importantes pela autora por compreender todo processo da infância e adolescência dos coordenadores pesquisados. De acordo com as respostas de cada um, assim foram agrupadas:

- Primeiro coordenador: Minha família participava frequentemente de igreja ou grupo religioso/ Eu tinha acesso a livros, revista e jornais frequentemente em minha família/ Eu tinha contato com a leitura frequentemente/ Eu frequentava bibliotecas/ Minha família tinha condições financeiras de frequentar clubes/ Minha família tinha condições financeiras de comprar livros, revistas e jornais/ Minha família tinha condições financeiras de comprar jogos( quebra-cabeça, xadrez, damas);

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- Segundo coordenador: Minha família participava frequentemente de igreja ou grupo religioso/ Eu brincava frequentemente com jogos (quebra-cabeça, xadrez, damas)/ Eu tinha contato com a leitura frequentemente;

- Terceiro coordenador: Minha família participava frequentemente de igreja ou grupo religioso/ Eu tinha acesso a livros, revista e jornais frequentemente em minha família

- Quarto coordenador: Minha família participava frequentemente de igreja ou grupo religioso.

4.2 INFORMAÇÕES RELATIVAS À ESCOLARIZAÇÃO DOS COORDENADORES ENTREVISTADOS

4.2.1. Nível de escolaridade e área de atuação

Todos os coordenadores obtiveram graduação e pós-graduação durante sua trajetória profissional. A área em que cada concluiu pode ser observada da seguinte forma:

- Primeiro coordenador: Graduação em Licenciatura em Letras/ Especialização em Planejamento Educacional;

- Segundo coordenador: Graduação em Licenciatura em Letras/ Língua Portuguesa e Literatura/ Especialização em Língua Portuguesa;

- Terceiro coordenador: Graduação em Licenciatura em Pedagogia/Especialização em Educação Infantil;

- Quarto coordenador: Graduação em Licenciatura em História e Licenciatura em Matemática/ Especialização em Planejamento Educacional.

A diante, informações que tratam a respeito do estabelecimento de ensino em que os coordenadores estudaram (público/privado), bem como o período que frequentavam o Ensino Fundamental, Médio e Superior.

4.2.2 Tipo de estabelecimento de ensino e período de estudo

- Primeiro coordenador: Estudou em estabelecimento Público do Ensino Fundamental ao Superior/Período matutino: Ensino Fundamental, Ensino Médio. Período noturno: Ensino Superior.

- Segundo coordenador: Estudou em estabelecimento Público do Ensino Fundamental ao Superior/Período matutino: Ensino Fundamental. Período vespertino: Ensino Médio. Período noturno: Ensino Superior.

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- Terceiro coordenador: Estudou em estabelecimento Público do Ensino Fundamental ao Superior. Período matutino: Ensino Fundamental, Ensino Superior. Período vespertino: Ensino Superior. Período noturno: Ensino Médio.

- Quarto coordenador: Estudou em estabelecimento Público do Ensino Fundamental ao Superior. Período noturno: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

4.2.3 Ingresso na função

O ingresso na função de coordenação de três coordenadores foi por indicação, um por readaptação de função. Observa-se que na Rede Municipal de Ensino ainda não há prova escrita para coordenação, enquanto que na Rede Estadual há. Foi relatado um caso nesta unidade escolar de um coordenador ser indicado por desempenhar a mesma função na Rede Estadual. Desse modo, verifica-se que o ingresso na Rede Municipal nesta função ainda não conta com um processo seletivo mais apropriado, como por exemplo, análise do currículo, prova de seleção com conteúdos de gestão escolar, gestão da aprendizagem, planejamento, novas tecnologias, avaliação, educação inclusiva, entre outros.

4.2.4 Tempo em que atua na função de coordenação - Primeiro coordenador: Não respondeu a esta questão; - Segundo coordenador: Trabalha há dois anos;

- Terceiro coordenador: Trabalha há três anos; - Quarto coordenado: Não respondeu a esta questão.

5 ANÁLISES DE DADOS

As análises e discussão dos dados foram realizadas considerando os 6 coordenadores da unidade escolar. Destes dois não estiverem presentes sendo que um encontrava-se em licença médica e outro que disse não ter experiência suficiente para tais questionamentos. Desse modo, o total de quatro coordenadores foram entrevistados.

Esta análise obteve informações a cerca das atribuições do coordenador pedagógico referente aos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa família. Foi analisada a percepção dos coordenadores para identificar, internamente, os pontos fortes e fracos em relação ao desempenho dos alunos beneficiados.

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Além disso, buscou informações sobre o olhar do coordenador referente aos aspectos materiais, sociais, culturais e político/econômico em relação aos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família, assim como a percepção diante do acompanhamento dos pais sobre o desenvolvimento dos seus filhos no contexto escolar. Essas análises objetivou realizar diagnósticos que envolvam, entre outros, recursos disponíveis, a qualidade das ofertas e as decorrentes propostas de melhorias no desempenho escolar dos alunos.

5.1 INFORMAÇÕES ACERCA DAS ATRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO REFERENTE AOS ALUNOS BENEFICIADOS PELO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

Os coordenadores pedagógicos entrevistados responderam como desempenham suas ações voltadas à aprendizagem dos alunos bolsistas. Além de relatar sobre suas dificuldades nessa função, recursos disponibilizados e como são atendidos pela Secretaria de Educação do município quando há necessidade.

5.1.1 Principais ações da coordenação voltadas para a aprendizagem dos alunos bolsitas Ao se questionar sobre o modo que a coordenação trabalha para atingir melhorias na aprendizagem dos alunos bolsistas foi verificado as seguintes respostas.

- Primeiro coordenador: Afirmou primar por uma Educação de qualidade independente de o aluno ser ou não beneficiado.

- Segundo coordenador: Afirmou realizar reuniões com os pais para sanar dificuldades. - Terceiro coordenador: Afirmou realizar acompanhamento individual e reunião com os pais para sanar dificuldades.

- Quarto coordenador: Afirmou fazer o acompanhamento das notas por bimestre.

5.1.2 Informações sobre recursos (materiais, pessoal, entre outros).

As informações que seguem apresentam as considerações dos 4 coordenadores participantes desta pesquisa, quanto aos recursos disponibilizados para a execução e continuidade de suas ações.

ITEM QUESTIONADO (?) SIM NÃO

1. O número de coordenadores nessa escola são suficientes? 4 - 2. São oferecidas formações/capacitações para os coordenadores que

trabalham nessa escola?

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3. Caso a resposta anterior o Sr.(a) considera tais formações/capacitações em número e qualidades suficientes?

2 2

4. O Sr.(a) já realizou algum projeto pedagógico referente aos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família?

- 4

5. Os recursos materiais disponibilizados para tais projetos pedagógicos são suficientes?

3 1

5.1.3 Principais dificuldades na atuação da função de coordenador

Sobre as dificuldades que os coordenadores enfrentam nessa função foram verificadas as seguintes respostas.

- Primeiro coordenador: A ausência dos pais na escola e o descaso com o ensino-aprendizagem.

- Segundo coordenador: A falta de participação dos pais na aprendizagem de seus filhos. - Terceiro coordenador: Não respondeu a esta questão.

- Quarto coordenador: A falta de acompanhamento dos pais.

Observa-se que a ausência dos pais na unidade escolar acompanhando o desempenho dos filhos é a principal dificuldade enfrentada pela coordenação. Sendo a frequência escolar um dos critérios para receber o beneficio do Programa Bolsa Família constatou-se, de acordo com os coordenadores entrevistados, que pelo fato dos pais temerem o corte do benefício, mandam seus filhos à escola mesmo estando doentes assim garantem a continuidade do recebimento do benefício e pouco se preocupam efetivamente com desempenho escolar dos mesmos.

5.1.4 Atenção recebida por parte da secretaria de educação do município:

ITEM QUESTIONADO (?) NÃO VEZ OU OUTRA SEMPRE

1. A Secretaria de Educação dá atenção, procura resolver os problemas enfrentados pela escola?

- 3 1

5.1.5 Sugestões de melhorias

Esse questionamento foi deixado em aberto para que os coordenadores citassem sugestões de melhorias de acordo com as experiências na função desempenhada. Entretanto, apenas um dos quatro entrevistados citou sua sugestão. Assim, Criação de uma biblioteca/ sala de leitura foi a única sugestão presente nesta pesquisa.

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5.1.6 Reclamações mais comuns feitas pelos pais dos alunos beneficiados pelo bolsa família

Nesta indagação feita aos coordenadores investigou-se sobre as reclamações mais comuns feitas pelos pais dos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família e segundo as percepções dos coordenadores

- Primeiro coordenador: Nem procuram a escola para se informarem da aprendizagem dos seus filhos.

- Segundo coordenador: Os pais dizem que o dinheiro é pouco não dá para atender todas as necessidades escolares.

- Terceiro e quarto coordenadores: Não responderam a esta questão.

5.2 INFORMAÇÕES ACERCA DA PERCEPÇÃO DOS COORDENADORES EM RELAÇÃO APRENDIZAGEM/DESEMPENHO DOS ALUNOS BENEFICIADOS PELO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

Esta etapa da pesquisa buscou obter informações acerca do olhar do coordenador referente aos aspectos materiais, sociais, culturais e político/econômico em relação aos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família, assim como a percepção diante do acompanhamento dos pais sobre o desenvolvimento dos seus filhos no contexto escolar.

5.2.1 Percepção sobre os pais/responsáveis dos alunos beneficiados pelo programa bolsa família

ITEM QUESTIONADO (?) SIM NÃO

1. Analisam as notas do boletim? 2 2

2. Leem as comunicações da escola? 1 3

3. Mantêm-se informado? 1 3

4. Apoiam as decisões da escola? 3 1

5. Verificam as tarefas escolares? 2 2

6. Ajudam nas tarefas escolares? 2 2

7. Pedem que outra pessoa os ajudem nas tarefas escolares? 2 2

5.2.2 Percepção sobre os alunos bolsistas

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1. O(a) Sr.(a) considera que os materiais escolares apresentados pelos alunos bolsistas são importantes para o progresso quanto ao seu desempenho escolar?

3 1

2. É comum os alunos bolsistas apresentarem materiais escolares de seu próprio uso?

- 4

3. Os alunos bolsistas se apresentam uniformizados, com higiene adequada no decorrer do ano letivo?

4 -

4. Há uma melhoria na frequência dos alunos ao receber o benefício? - 4 5. O(a) Sr.(a) considera que o Programa Bolsa Família é um estímulo para

manter o aluno na escola em busca de um futuro melhor?

3 1

6. O Programa Bolsa Família diminui a evasão escolar ou a reprovação? 3 1 7. Os currículos devem ser repensado sobre a pobreza? 3 1

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Escola Municipal José de Souza Damy conta com três períodos de funcionamento, distribuídas turmas da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II nos períodos matutino e vespertino. E o EJA (Educação de Jovens e Adultos) no período noturno.

Diante do total de seis coordenadores da escola, as aplicações das entrevistas foram realizadas com quatro. Das informações coletadas e analisadas pela pesquisadora algumas merecem maior atenção:

- O ingresso na função de coordenação constatou-se que predominou como resposta o item por indicação. Uma vez que deveria ser levado em consideração a formação e perfil desse profissional. Se o mesmo possui experiência, entendimento de gestão de aprendizagem, capacidade técnica referente às reais necessidades dos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família;

- Nas percepções dos coordenadores sobre as condicionalidades do Bolsa Família notou-se que a frequência escolar não poderia ser o critério único, pois foi citado que existem pais/responsáveis que mandam os filhos à escola até doentes apenas para não cortarem o benefício, enquanto a efetiva aprendizagem do aluno é pouco percebida. A frequência mantém o aluno na unidade escolar que consequentemente auxilia a diminuição da evasão escolar. Entretanto, diminuir a evasão não garante um desempenho escolar adequado. Outros estudos mais aprofundados se faz necessário para investigar quais seriam as condicionalidades mais apropriadas para o recebimento do benefício do Programa Bolsa Família e acompanhamento do desenvolvimento escolar necessário do aluno bolsita;

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- Quanto às contribuições da coordenação não houve interesse de trabalhar projetos pedagógicos voltados aos alunos bolsistas e suas famílias. Não houve a realização de projetos envolvendo os alunos do Bolsa Família e até os demais alunos, como por exemplo, um reforço escolar no contra-turno.

- Quanto a Renda recebida pela família dos alunos bolsistas, os coordenadores relataram que os pais utilizam o dinheiro para outras necessidades, não compram materiais escolares. Logo, percebe-se que o dinheiro não atende as necessidades em sua totalidade, mas ajuda o aluno a garantir os mínimos para sua cidadania. Bourdieu (1998, p.37) afirma que:

“Continuamos tomando o sistema escolar como um fator de mobilidade social, segundo a ideologia da “escola libertadora”, quando ao contrário, tudo tende a mostrar que ele é um dos fatores mais eficazes de conservação social, pois fornece a aparência de legitimidade às desigualdades sociais e sanciona a herança cultural e o dom social tratado como dom natural” (BOURDIEU, 1998, p.37).

A escola do ponto de vista do pedagogo não consegue resolver todos os assuntos referentes aos alunos. Como sugestão de melhorias a fim de conciliar questões relacionadas ao tema Educação, Pobreza e Desigualdade Social faz-se necessário a criação de um núcleo de Assistência Social dentro da unidade escolar para atender tal demanda. Assim, a escola abriria suas portas para esse núcleo formando uma rede de colaboração e parceria entre Educação e Assistência Social, de modo que houvesse uma reformulação nos currículos escolares que tratem de assuntos relacionados à pobreza.

7 REFERÊNCIAS

ARROYO, Miguel G. Currículo, território em disputa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

ARROYO, Miguel. Experiências de inovação educativa: o currículo na prática da escola. IN: MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa (org.). Currículo: políticas e práticas. Campinas, SP: Papirus Editora, 2014.

BOURDIEU, Pierre. O capital social: notas provisórias. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio (Orgs.). Escritos de educação. 8 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social. Disponível em: < http://mds.gov.br/assuntos/bolsa-familia/o-que-e >. Acesso em: 06 de jun de 2016.

CURY, Antonio. Organização & métodos: uma visão holística. São Paulo: Atlas, 7a ed, 2000, 589p.

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Referências

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