C A T R O G A , F ern an d o .
EDCBA
M e m ó r i a ,
H i s t ó r i a
'
H i s t o r i o g r a f i a .
C o im b ra: Q u areto , 2 0 0 1 .
[ o e l m a T i t o d a
ilvf1
M estran d a em H istó ria S o cial d a U F C
T ecen d o u m a an álise acerca d a m em ó ria e d a h isto rio g rafia co m o co n stru íd as a p artir d e ritu alizaçõ es d o p assad o , o h isto riad o r p o rtu g u ~ ~ F ern an d o Jo sé d e A lm eid a C atro g a p ro p õ e a ex istên cia d e an alo g ias en tr " an am n ese e a h istó ria, n a m ed id a em q u e am b as se relacio n am com a m r te co m b ase em u m a "p o ética d a au sên cia" q u e ao lem b rar, h o m en ag ear' celeb rar o m o rto acab a p o r situ ar o s v iv o s n o tem p o e n o esp aço . A tên u . fro n teira d em arcad a en tre m em ó ria e h istó ria n ão co m p ro m ete a esp e ili cid ad e d e am b as. S e p o r u m lad o a h istó ria laiciza e p ro d u z seu d i u rso su sten tan d o a retó rica n a p ro v a p ara co n ferir-lh e v alo r d e v erd ad e cientff .1;
p o r o u tro lad o a m em ó ria sacraliza o p retérito e alm eja ap ro xim ar- . d o real-p assad o ao p resu m ir a fid elid ad e d o n arrad o r ao s fato s, isto é, busc.i
ascen d er ao v ero ssím il n a ten são trid im en sio n al d o tem p o . S e n a m
NMLKJIHGFEDCBA
t I ' ln id ad e fo i p o ssív el p en sar a relação d o s su jeito s co m o p assad o co m o u m . i
litu rg ia d a lem b ran ça leg itim ad o ra d e laço s d e p erten cim en to à co l tivl d ad es g en ealó g icas, classistas, n acio n ais etc, n a co n tem p o ran eid ad e a id "i,I d e u m p ro jeto co m u m p arece en fraq u ecer-se d ian te d o cu lto ao p resen te . ao efêm ero , leg itim ad o n o s m eio s acad êm ico s p ela crítica ao h isto rici m o . E staríam o s assistin d o a u m a caó tica d esritu alizaçâo d a m em ó ria p ro d u zid a p o r so cied ad es am n ésicas o u a u m a n o v a fo rm a d e lid ar co m as m últip las tem p o ral id ad es q u e d esco n certo u e d esestab ilizo u o sen tid o lin ear d e urna h istó ria q u e se p ro p u n h a u n iv ersal?
Q u estão p o lêm ica q u e en v o lv e a reflex ão so b re o s ritu ais d e r o r d ação acen tu ad o s d u ran te a m o d ern id ad e e q u e, n o en tan to , n o p res '!lH '
p arecem esv aziar-se p au latin am en te. N o liv ro M e m ó r i a , H i s t ó r i a e H i 1 0 " ; 0
g r a f i a , p u b licad o em 2 0 0 1 d an d o co n tin u id ad e à reflex õ es d esen v o lv i Ias t'111
R i t u a l i z a ç ô e s d a H i s t ó r i a (1 9 9 7 ) e O C é u d a M e m ó r i a . C e m i t é r i o R o m â n t i c a r C u l t o C í v i c o d o s M o r t o s (1 9 9 9 ), F ern an d o C atro g a atesta a ex istên ia d e 11111,1
crise d a m em ó ria n o p resen te, m as d eslo ca seu fo co d e d eb ate p ara n õ co m o a relação d e alterid ad e en tre o lem b rar e o esq u ecer, o sen tid o d a litu rg ias d e reco rd ação m o d ern as, as sem elh an ças e esp ecificid ad e en tre m e-m ó ria e h istó ria e as relaçõ es d e p o d er q u e p erm eia a n arrativ a d o p assad o .
N esse p ercu rso o au to r co m eça articu lan d o a id éia d e q u e a m em ó -ria é caracterizad a p o r relaçõ es d e alterid ad e, m as n ão d e o p o sição , en tre o silên cio e a reco rd ação , o eu , o n ó s e o s o u tro s, o eu q u e n arra (p resen te) e o eu q u e já é u m o u tro (p assad o ). A ssim , a reco n stru ção d o p retérito n a lem b ran ça co n stitu i u m a ativ id ad e d e su b jetiv ação d o su jeito q u e relata su a p ró p ria trajetó ria falan d o d e si co m o u m o u tro e se in serin d o em u m a co -letiv id ad e. S e a m em ó ria é, em in en tem en te, su b jetiv a e o in d iv íd u o co n fere co erên cia e u n id ad e a n arrativ a so b re o p assad o d o tan d o -lh e d e sen tid o , o relato in d iv id u al n ão está d eslo cad o d e ex p eriên cias so ciais, sen d o fo rm ad o p o r .u .m feix e d e relaçõ es ten sas en tre m ú ltip las m em ó rias d e caráter p esso al, fam iliar e g ru p al. N a p ersp ectiv a d o au to r em cad a fala e em cad a n arrativ a o eu está atrelad o a q u ad ro s so ciais, o rg an izan d o n o in terio r d a su a n arrati-v a u ~ p assad o co letiv o co m o seu . E sse p ro cesso d e in teração co n fig u ra-se tam b em en q u an to o p eração n a q u al fo rjam -se id en tid ad es p erm ead as p elo p ar~ d o x o d e s~ re~ in term iten tes ao m esm o tem p o em q u e d esejam a p e-ren id ad e. N o Íirn ite, so b re o s p ro cesso s d e id en tificação in cid em alteraçõ es p o rq u e as v arias m em ó rias so frem ig u alm en te co n stan tes d eslo cam en to s e recriaçõ es. C o m efeito , p ara F ern an d o C atro g a n a n arrativ a p esso al a ap ro -p riação d e u m a m u lti-p licid ad e d e m em ó rias está in serid a em u m jo g o rela-cio n al e in tersu b jetiv o , razão p ela q u al a reafirm ação d a v ero ssim ilh an ça em u m a reco rd ação p ressu p õ e o d iálo g o co m o u tras lem b ran ças.
A ten são en tre o caráter su b jetiv o e in teracio n al d a m em ó ria n ão p ressu p õ e a au sên cia d a d em arcação d e lim ites en tre m em ó ria so cial e co leti-v a, co n tu d o , ao an alisar as sem elh an ças en tre estas categ o rias F ern an d o C a-tro g a está in ferin d o q u e am b as se rep o rtam àco n tex to s am p lo s d e in teração en tre o in d iv id u al e o co letiv o , co n ferin d o fo rm a e sig n ificad o a ev o cação d o p retérito a p artir d e ritu ais d e tran sm issão q u e n atu raliza o sen tim en to d e p erten ça d o su jeito à laço s d e filiação , lin h ag em , g en ealo g ia, classe o u n ação . N esse sen tid o , o au to r p ro b lem atiza a o n ip resen ça e p rim azia d o in -d iv í-d u o p sico ló g ico , co n ferin d o -lh e u m caráter h istó rico e so cial. A ssim , as rep resen taçõ es feitas so b re o p assad o carreg am m arcas d a in teração co letiv a e in ters~ b jetiv a p o rq u e o su jeito n ão é u m a ilh a p erd id a lo calizad a à m arg em d a so cied ad e. A firm ar q u e o p ro cesso d e su b jetiv ação se fu n d a n a relação e n a in teração n ão p ressu p õ e en carcerar o in d iv íd u o , su fo can d o -o em estru -tu ras so ciais p ré-rn o ld ad as p o r u m a en tid ad e g lo b al e sem ro sto ch am ad a
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T R A J E T O S - R e v i s t a d e H i s t ó r i a d a U F C , v . 5 , n . 9 / 1 0 , 2 0 0 7
.ib su aiarn n t d i d ad e, m a im p li a em p I ' b r 'lu " o su j · ilO .to O "
iruir u m a n arrativ a o b re o p a ad o e tá in erid o em n t 'X l(Sti 'v alo l.II"IO ,
n o rm as ru p ai o u o ciais.
P ara além d essas q u estõ es q u e p erp assam relaçõ e d e alt 'ritl.ld " o au t r p r m o v e u m a an álise so b re a co n v iv ên cia d a \em b ran a d o ' M I l ! · .lj
m en te n a an am n ese. D e fato , a m em ó ria co n stitu i u m a co n tru âo s ,I 't!V ,1 d p a sad o , n a q u al são o rg an izad as e d o m esticad as d esco n tin uid ao :s . L I
u n a. A o reco n stru ir o p retérito o ato d e esq u ecer q u e esq u eceu aru lIl.l .1 co erên cia e in relig ib ilid ad e d a n arrativ a. P o r isso m esm o o au to r in fere q u . a m em ó ria co n stitu i u m a reten ção q u en te e afetiv a d o p assad o em ad a p ll' sen te. N as n u an ças d a reco rd ação o real-p assad o d ialo g a co m v alo re 'S I~ Ii co e ético s, n ão ap arecen d o so b re fo rm a p u ra e sem m ácu la, ao C O n td l,io , a m em ó ria p ro d u z rep resen taçõ es so b o aco n tecim en to d efo rm an d o - . S '\I relato n ão p ressu p õ e a o n ticid ad e d o fato , p o is, ele é m arcado p ela co rru p ção d o tem p o , p o r trajetó rias e d eslo cam en to s. O p assad o n ão fica p .1 1 .1 sem p re, p eren izad o e estático esp eran d o p ara ser acessad o po r u m e rran h o , d e seu p u lsar ficaram ap en as v estíg io s m ateriais e im ateriais, p asso s d '~ l()1 I certan tes e in d ício s frag m en tad o s. A m em ó ria n ão co m p o rta to d as as V l(l.I~I
ex p eriên cias h u m an as, ela selecio n a, escam o teia a h isto ricid ad e d o h O IlH 'III, o p era esco lh as o rg an izan d o o p assad o co m o se o s frag m en to s q u I· " , t l l ,
co n stitu íssem en red o s acab ad o s e co eren tes. E m u ltim a an álise, co m o M ' \1 .,
m esm a tiv esse recu p erad o o p retérito sem reto cá-lo , n esse sen tid O .1 \1 1 1 1 1
p erceb e a am b ig ü id ad e d o s p ro cesso s d e an am n ese, p o is ao ~ esm () I
'" 'I '''
em q u e a m em ó ria é lacu n ar ela se afirm a en q u an to u m a u rd I~ u ra o '~ ,IF ern an d o C atro g a u tiliza a categ o ria d e re-p resen u ficaçao p .1 I,I
p en sar o caráter seletiv o d a an am n ese e a relação d ial~ g ~ ca estab elc ~ tI,I
" I
su b jetiv ação d e p ro cesso s p sico ló g ico s, h istó rico s e S O C IaISd a m em 11.1. N "tem p o d a reco rd ação a lem b ran ça n ão d á v o z v erd ad eira ao p assad o , ela o 1 \ p resen tih ca ao m esm o tem p o em q u e co n stró i ex p ectativ as. N esse 111'X IO ,
p assad o , p resen te e fu tu ro p erp assam a m em ó ria co n stru in ~ o ~ m a ,r:I.I< ,,I" trid im en sio n al d o tem p o . S e a tem p o ral id ad e n a an am n ese n ao e e tau , I .1
m em ó ria n ão faz ressu rg ir o n to lo g icam en te o aco n tecim en to, q u ais falO l\'\ co rro b o ram p ara a p ro d u ção d e litu rg ias d e reco rd ação ? Q u e sen tid ,\1 1 '
g am e co m o se su sten tam ?
C o n fo rm e já assin alam o s o s ritu ais d a m em ó ria n a m o d rn id .u l tem a fu n ção d e realim en tar a lem b ran ça reco n cilian d o o s m o rto O IH o
v iv o s e en raizan d o laço s d e filiação g ru p al q u e se p erd em se não fo r '111 11 I
m an en tem en te realim en tad o s. N esse asp ecto F ern an d o C atrog a, O IH 1 1 1 1
q u e n ão h á m em ó ria sem v estíg io s, o s su p o rtes m ateriais, so ciais sim llC lll
co s frag m en tad o s q u e su scitam a lem b ran ça. A p artir d o s rastro s d eix ad o s p elas trajetó rias d o h o m em n o tem p o o p assad o é reafirm ad o , co m em o rad o e ritu alizad o in serin d o o s in d iv íd u o s em teias id en titárias q u e estab elecem o "n ó s" e o s "o u tro s". A s m em ó rias fam iliares, classistas, n acio n ais, en fim , as filiaçõ es g ru p ais se fu n d am em relaçõ es d e alterid ad e q u e en v o lv e d ialo g í-cam en te a id en tificação e a d istin ção , p o n tu an d o p ro cesso s d e tran sm issão d e sab eres e sím b o lo s e a su a in terio rização co m o n o rm a. E stran h an d o -se e reco n h ecen d o -se em u m a co letiv id ad e o su jeito se ap ro p ria d o s v alo res g ru -p ais atu alizan d o -o s p erm an en tem en te n a m ed ia em q u e reatu aliza a p ró p ria id en tid ad e.
N a m em ó ria a co n stru ção d e id en tificaçõ es é sem p re reelab o rad a e o rg an izad a co m o se fo sse cerzid a p ara p eren izar o sen tim en to d e p erten ça em u m flu x o co n tín u o co n tra a m o rte d o co rp o q u e já n ão m ais cam in h a en tre o s v iv o s, co n tra a fin itu d e d a ex istên cia. E m su m a, ex p licita u m a ten -tativ a d e ap lain ar a au sên cia, estab elecen d o elo s en tre o s v iv o s e o s m o rto s.
T al q u al a m em ó ria a h istó ria tam b ém p reten d e ex o rcizar a m o rte e acab a p o r ritu alizar o p assad o . S e n o rito fu n erário o s v iv o s d em arcam lu g ares o n d e sep u ltam seu s m o rto s, d an d o -lh es u m esp aço n o cem itério q u e p erp etu a e sacraliza a reco rd ação m aterial e sim b o licam en te p ara n ão leg ar o co rp o q u e já está au sen te àv ala co m u m d o esq u ecim en to , a h isto rio g rafia tam b ém co n stró i as su as litu rg ias fú n eb res n a escrita. A o ten tar ressu scitar o m o rto e resg atar a m em ó ria cria u m lu g ar p ara seu co rp o , co lo ca-o n o tú m u lo e escrev e n a su a láp id e. N ão é fo rtu ito o fato d e a h istó ria su rg e co m o u m a n ecessid ad e d e rev iv er o p assad o , falar d o q u e já é m o rte p ara o rien tar o s v iv o s. M esm o en tre H éro d o to e T u cíd id es a h istó ria co n stitu ía u m cam p o n o q u al p o d e-se co m b ater o esq u ecim en to d e fo rm a ex em p lar. Isto é, ex o rcizar a m o rte ap arece co m o u m a m an eira d e o rg an izar o m u n d o d o s v iv o s, situ á-lo s em relação ao p assad o , silen cian d o o s p ercu rso s q u e o tem p o d ev o ra, falan d o d o p retérito p ara etern izá-lo , d ar-lh e u m esq u ife, u m tú m u lo , co n g elan d o o m o rto p ara d ar sen tid o ao m u n d o d o s v iv o s, falar d a au sên cia p ara m elh o r ritu alizá-la.
N a p ersp ectiv a d e F ern an d o C atro g a a ev o cação d o p assad o co m o u m a litu rg ia d a au sên cia in fo rm a a ten são p resen te n a fro n teira en tre m e-m ó ria e h istó ria, m esm o co n sid eran d o q u e am b as m an tém esp ecificid ad e , v isto q u e en q u an to a h isto rio g rafia p ro cu ra v alid ar su a retó rica co m o cien -tífica su b m eten d o -a a p ro v a, além d isso , p ro m o v e u m certo d istan ciam en to en tre o h isto riad o r e o o b jeto , n a m em ó ria a v ero ssim ilh an ça se estab ele a p artir d a fid elid ad e d o n arrad o r ao aco n tecim en to e a d efinição d e fr n -teiras en tre su jeito /o b jeto é p recária. C o n sid eran d o as p articu larid ad e q u
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T R A J E T O S - R e v i s t a d e H i s t ó r i a d a U F C . v 5 .nEDCBA
1 1 0 . 2 0 0 7d iferen ciam m em ó ria e h istó ria e o tên u e lim ite en tre am b as, o h isto riad o r rev e p ro d u zin d o e leg itim an d o m em ó rias e trad içõ es, co n ferin d o cred ib i !id ad e cien tífica a m ito s d e refu n d ação d e g ru p o s e d e n açõ es. N ão p o r a asu a p ro fissio n alização e d ifu são d o en sin o d a h istó ria d ata d o sécu lo X IX , m o rn en ro em q u e, d esd e o sécu lo
x v ,
as fro n teiras en tre o s E stad o s-n aci n aisu ro p eu s ain d a estav am se d elin ean d o , n esse co n tex to h av ia a n ece sid ad ' d e escrev er a h istó ria d a p átria u n id a e fu n d ar u m a m em ó ria coletiv a d ,t n ação . A h istó ria en q u an to escrita e a m em ó ria são p erm ead as p o r in teress '~
. p o r relaçõ es d e p o d er. P ara F ern an d o C atro g a fo i o ito cen tos é o " é u lo d a m em ó ria", d o co m em o racio n ism o , n o q u al to rn o u -se acen tu ad o o d e 'jo p o lítico -id eo ló g ico d e alicerçar n o v o s co n sen so s n acio n ais. N o caso d e 1'01 ru g a] o au to r p erceb e a ten tativ a d e refu n d ação d e m ito s n a reelab o raçã d e u m alen d ário cív ico q u e p reten d ia ressu scitar o an tig o esp len d o r lu zitan o , re riar u m a m em ó ria ed ificad a so b re an tig as g ló rias, ressaltan d o o s m o m in
to s áu reo s e n ão a d ecad ên cia d o rein o . A ssim , n a m o d ern id ad e a h i tó ri.i,
n 5 0 raro , leg itim a a refu n d ação d e m em ó rias e a elab o ração d e u n id ad 'S '
.arto g raíias n acio n ais co n stitu i u m a face d esse p ro cesso .
F alar so b re m em ó ria e h isto rio g rafia p rescin d e d e u m a an álise d o \ v alo res e d as relaçõ es d e p o d er q u e as atrav essam . N este liv ro F ern an d o ~ , I tro g a co n stró i u m a reflex ão q u e ad en sa o d eb ate so b re a m em ó ria n a m o Il'l
n id ad e en q u an to ed iíicad o ra d e m ito s co letiv o s fo rm ad o s em u m p rm l'\\1 I
\ 0 ial d e su b jetiv ação d e v alo res e n o rm as, p assan d o p ela problernatiz.rç.io
d o o n io d o h isto riad o r n o tad am en te a p artir d o sécu lo X IX co m a invutu io n alização d o sab er h istó rico . A ciên cia d o h o m em n o tem p o co rro i 0 1 0 1 1 p ara a reafirm ação d e p erso n ag en s ex em p lares, p ro tag o n istas d e u m a g t ,1 1 1 1h u .u rativ a u n iv ersal d ig n as d e serem co n sid erad as factu ai . F o rm a d e C \ Il' (I
.1 histé ria h o je co n testad a e d efin id a co m o in su ficien te p ara a co m pre '1 1 \.1 1 1 ti 'traj tó rias frag m en tad as e m ú ltip las.