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DECRETO Nº , DE 24 DE ABRIL DE 2014.

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DECRETO Nº 18.6 23, DE 24 DE ABRIL DE 2014.

Dispõe sobre o processo adminis tra-tivo de aprovação e licenciamento de edificaç ões, obra s, vistorias predia is, numeraçã o e manute nção das edifi-cações, uniformizando os proce di-mentos e especificando a s ua dis pen-sa e re voga os arts. 47 e 48 do Decre-to 12.715, de 23 de março de 2000, e o Decreto nº 16.708, de 11 de julho de 2010.

O PREFE ITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, no u so das atribu ições que lhe confere o artigo 94, inciso II, da Lei Orgânica do Mu-nicípio ,

D E C R E T A:

TÍTULO I

DAS DIS POSIÇÕE S PRELIMINA RES

Art. 1º O p rocesso administrativo re ferente à apro vaçã o, li-cenciamento, obra s, vistorias p redia is, numeração e ma nutenção das edi-ficações, obedecerá ao disposto neste Decreto , observando as normas edilícias e as demais legislações vige ntes.

§ 1º Nenhuma ob ra de con stru ção, inclu sive as p ro visórias, reconstrução, ampliação, reforma, tra nsladação, demolição ou recicla gem de uso poderá se r realizadas sem pré vio licen ciamento municipal.

§ 2º Nenhuma edificação pode rá se r ocupada anterio rm ente à exped ição da Carta de Habita ção.

§ 3º A responsab ilidade sobre pro je tos, instalaçõe s, e xe cuções e manutenção das edificacuções cabe exclusivamen te aos profissio -nais le galmente h abilitados por meio de Anotação de Responsabilidade Técnica (A RT) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) e aos proprietários do s imóveis.

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2 § 4º A respon sa bilidade pelos pro jetos apresentado s é do responsá ve l té cnico, cabendo ao Municíp io o licen ciame nto e a fisca liza -ção das ob ras em conformidade com a le gisla -ção vigente e as re gras des-te Decreto.

§ 5º Em se tratan do de apro vação e licen ciamento de a umen-tos ou reformas e m edificações de p rédios com mais d e 1 (uma ) unidade autônoma, os resp onsá veis técnicos, proprietários ou usuários a qua lquer títu lo de ve rão aten der ao Cód igo Civil.

Art. 2º O projeto licen ciado te rá o pra zo de in ício das obras de 2 (dois) anos, a contar da data de a pro vação e licenciamento.

TÍTULO II

DAS DIS POSIÇÕE S GERAIS CAPÍTULO I

DO PROCESSO A DMINISTRATIVO P ARA APROVAÇÃO E LICENCIA MENT O DE E DIFICAÇÃ O

Seção I

Do re querimento para aprovação do projeto e licenciamento da obra

Art. 3º A apro va ção do projeto e o licenciamento da ob ra de-ve rão se r so licitad os pelo responsá de-vel técn ico, auto r d o projeto, po r meio de reque rimento p adrão, a ser p roto colizado no Escritório de Licencia -mento e Regula rização Fundiá ria (E GLRF), da Secretaria Municipa l de Gestão (S MGes), a companhado dos seguinte s documentos:

I – Decla ração Mu nicipa l Informativa das Cond ições Urb anísti-cas do Solo (DMI);

II – planta de situa ção de aco rdo com o item 1 do inc. I do art. 4º este Decreto, graficando as lim itações administrativas;

III – Ce rtidão ou Matrícu la do Ca rtó rio de Re gistro de Im óve is; IV – guia do Impo sto Predia l e Territoria l Urbano (IPT U) ou Certidão Ne gativa de Débito (CND) d o imó vel;

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3 VI – ART ou RRT pelo pro jeto;

VII – comprovante do pagamento da taxa de apro vaçã o e li-cenciamento conforme legislação espe cífica ;

VIII – p rojeto arqu itetônico com apresentação gráfica, padrão Associação Bra sile ira de No rmas Técnicas (ABNT), em escala ade quada para perfeita le itu ra e compreensão, de acordo com a área e o tipo de projeto;

IX – pa rece r ou manifestação dos órgãos e xternos ao Municí-pio que inte rfiram na implantação ou altura da ed ificaçã o, tais como com-panhia de energia elétrica, comcom-panhia telefônica, V Comando Aéreo Re-gional (V COMA R) e Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHA N); e

X – le vantamento planialtimétrico qu ando se tratar de Condo-mínio s por un idade autônoma com mais de 3 (três) unida des.

§ 1º Ficam e xcetu ados das e xigên cias dos incs. I, II, III e IV do “caput” deste a rtigo os se gu intes casos:

I – projeto s no vos que tenham DM vá lida;

II – modificações d e projeto s apro vad os e licenciados, válidos; III – pro jetos cu jas obras tenham sido iniciadas; e

IV – pro jetos que possuem Estudo d e Viabilidade Urbanística (EVU), vá lido.

§ 2º Pode rá se r solicitada a ap resentação do le vantamento planialtimétrico para os demais caso s não pre visto s no inc. X do “caput” deste artigo.

§ 3º Ficam isentos do atendimento do inc. III do “caput” deste artigo:

I – pro jetos de ed ificações em áreas objeto de te rmo de per-missão de uso, a tendendo a le gislação específica sob orienta ção da Equipe de Patrimônio, da Se creta ria Municipal de Fa ze nda (S MF), ob ser-vado s os cond icion antes estabele cido s no próp rio te rmo; e

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4 II – P rojeto s de ed ificações de préd io s públicos ou em áreas pública s.

§ 4º A E quipe de Técnicos da Tria ge m, do EGLRF, da S MGes, promove rá a abe rtura de proce ssos e encaminhará aos órgãos municipais competentes, em caso de atendimento de condicionantes urbanísticos ou quando os imó ve is incidirem em limitações administrativa s estabe lecidas na DMI, sendo que , após análise e m anifestação destes órgãos, os p ro-cessos de ve rão se r en viados diretam ente à Secretaria Municipal de Ur-banismo (S MUrb ).

§ 5º O requerente deverá ane xa r ao expediente único tantas cópias quanto necessárias dos docu mentos e plantas para atender o dis-posto no § 4º deste artigo.

§ 6º Deve rão se r analisado s pela S MUrb os p rojetos, simulta-neamente às análises dos ó rgãos pú blico s referidos no inc. IX deste arti-go e, dos órgãos m unicipa is competentes.

§ 7º Para fins do pre visto no inc. IX, o re sponsá ve l técnico deve rá juntar ao e xped iente único até o momento da apro vação do p ro je-to, os pare ceres e/ou manifestações dos dive rsos órgãos.

Art. 4º A apre sentação gráfica, conforme ind icado no in c. VIII do art. 3º deste De creto, compreende:

I – prancha 01 contendo planta de situação, planta de locali-za ção e plan ilha d e áreas (conforme modelo padrão do Município cons-tantes no Ane xo 1, 2 ou 3 conforme o tipo de pro jeto), de vendo constar:

a) planta de situa ção:

1. dimensões de a cordo com a ce rtid ão ou matrícu la do Ca rtório de Re gistro de imóve is (RI) e xceto para condomín io s de unidades au -tônomas;

2. posição no qua rteirão ou no condomínio, quando for o caso; 3. orienta ção magn ética ou geométrica;

4. numeração predial ou territo ria l do imóve l e dos lindeiros, quando hou ve r;

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5 5. número do lote ou da quad ra quan do o imó ve l for o riginário de loteamento, ou da unidade autônoma, quando inte grante de condomí-nio por un idades a utônomas; e

6. situação do imó ve l graficada sobre mapa cadastral do Mu-nicípio em esca la 1 /1000 e/ou 1/5000 quando for o caso e, por solicitação da UPSD (Unidade de Parcelamento d o Solo e Deta lhamento) da SMUrb;

b) planta de localiza ção com o pe rím etro do pa vimento térreo indicando:

1. curvas de n íveis de metro em metro, quando houve r, vincu-ladas à rede de referência plan ialtimétrica do Município sendo de re spon-sabilidade do auto r do p rojeto a sua correspondência e va lida ção com a citada rede;

2. indica ção das Referências de Níve l (RNs) utilizada s no pro-jeto.

3. acessos e rampa s de pedestre s e veícu los;

4. forma, dimensões do terreno, conforme matrícula do Cartó-rio de RI ou conforme menor poligona l;

5. restrições adm inistrativas de vida mente cotadas, quando houve r;

6. áreas atin gida s pelo tra çado do Plano Diretor de De senvo l-vimento Urbano A mbiental (P DDUA) – Lei Complementar nº 434, de 1º de dezembro de 1999 , atualizada pe la Lei Complementar n º 646, de 22 de julho de 2010 – e legislação poste rio r, cotadas e quantificadas, quando houve r;

7. alinhamento con forme informações do Município; 8. informar dimensões e cota altimétrica do passe io;

9. informar rebaixos de meio-fio para acesso de ve ículos, quando hou ve r pre visão de va gas para ve ículo s;

10. loca lização do s caule s e p roje ção das copas de toda ve ge -tação arbó rea co m altura superio r a 2,00m (dois metros) incidente no passeio, te rreno e na divisa, quando houve r;

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6 11. cotas dos perímetros e xte rnos d as edificações, inclusive dos afastamentos entre estas e às d ivisas (frente, late ral e fundo);

12. perímetro das unidades privativas, dos va zios, as áreas conside radas não adensáve is e isentas nos te rmos da legisla ção especí-fica, quando hou ve r; e

13. áreas e dimensões dos te rreno s d as unidades p rivativa s e das áreas condominiais quando se tratar de projeto em Condomínio s por Unidades Autônom as;

II – pran cha conte ndo planta esque mática do pe rímetro dos demais pavimentos devidamente cotados exte rnamente, destacando graficamente, quando houve r, a identifica ção das unidade s priva tiva s, os va -zios, as á reas con siderada s não adensá veis e isentas nos termos da le-gisla ção específica ;

III – prancha contendo corte esquemá tico lon gitudina l in dican-do os níveis dican-do s pisos, as RNs e a volumetria da ed ificação, nos termos da le gislação espe cífica , vincu lados à rede de referência plan ialtimétrica do Município; e

IV – prancha contendo fachadas vo ltadas para as via s públi-cas, e xistente s ou projetadas, quando se trata r de p roje tos de condom í-nios por unidades autônomas.

§ 1º Em terrenos com apenas 1 (uma) curva de n ível o u ter-reno plano deve rá indica r a cota do níve l do Perfil Natural do Terter-reno (PNT) pa ra fins de demonstração do a tendimento da le gislação.

§ 2º Equipamento s que não constitu em área constru íd a, em se tratando de á reas descobertas tais como, quad ras esportivas, p isci-nas, pergolado s, p aisa gismo, gramados ou pisos e pa vimentações dive r-sas, va gas para gu arda de ve ículos e outros que não são objeto de análi-se pelo p reanáli-sente Decreto, não de vem análi-ser graficadas em planta.

§ 3º Para fins de atendimento do ite m 10 da al. “b” do inc. I do “caput” deste artigo, nos casos d e intenção de remoção de ve geta is, deve rão consta r e m planta apenas os ve geta is a perm anecer em confor-midade com a análise e liberação da Secreta ria Mun icip al do Meio Ambi-ente (Smam).

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7 § 4º Para o s p roje tos de habita ção u nifamiliar de até 2 (duas) economias com 1 (um) pa vimento, fica dispensada a apresentação do co r-te esquemático.

§ 5º Para fins de enquadramento na legisla ção municipa l, po-derá o órgão competente solicitar a a presentação de ma is de 1 (um) corte esquemático ou outros documentos gráficos.

Art. 5º O papel empregado nas pran chas do projeto e demais documentos deve rá obedecer à dobragem estabele cida nas Normas Téc-nicas da ABNT, e m cópias heliográficas ou impressão de jato de tinta ou laser, vedada a aceitação de cóp ia xe ro gráfica.

Art. 6º Em todas as pranchas do pro jeto de ve rá consta r selo, situado no canto in ferior dire ito, jun to à margem, com os segu intes dados: I – nome do lograd ouro e número predial ou territo ria l do imó-ve l ou da área privativa, quando houimó-ve r, conforme consta na Inscrição Fa zendária;

II – nome do proprietário;

III – nome, títu lo, registro do Conse lh o Regional de En genha-ria e A gronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS) ou Co nselho de Arqui-tetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CA U-RS ) e assinatu ra do autor do projeto;

IV – número de ord em da prancha; V – conteúdo da prancha; e

VI – descrição do tipo de projeto.

§ 1º Em se tratan do de re cicla gem d e uso, desmembra mento ou remembramento de economias de ve ser ind icado como descrição do projeto.

§ 2º De verá ha ve r espaço de 15cm (quin ze centímetros) entre o selo e a p rime ira dobra ho rizontal da folha, re serva do para o s despa -chos da SMUrb.

§ 3º O auto r do p rojeto de ve rá informar os condicionantes ur-banístico s e outro s decorrentes das análises das d iversas se creta rias municipais que de verão se r ob jeto de atendimento em etapas poste rio res

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8 conforme orientaçã o dos re viso res da SMUrb, respeitando ainda o espaço livre m ín imo de 10 cm (de z centímetro s) pa ra a inse rção dos ca rimbos de apro vação e licenciamento.

§ 4º De verá ser d eclarado pelo auto r do pro jeto, junto a o selo ou planilha de con trole e re gistro, qu e o proje to atende a le gisla ção mu-nicipa l pertinente, obrigatoriamente na prancha 01 e na falta desta na primeira p rancha d o projeto.

§ 5º No caso de apro vação de projetos de construçõe s exis-tentes irregu la res, o profissional interveniente de verá ser identificado como responsá ve l técnico pe la re gu larização destas edificações.

Art. 7º Quando for o caso de edificação com partes a conserva r, demolir, a con stru ir ou a re gula riza r, estas de ve rão estar identifica -das graficamente por hachura s ou por con venção de cores, de vendo no segundo caso utiliza r, ob rigato riamente, amarelo pa ra as partes a demo-lir; ve rmelho pa ra constru ir; a zu l ou preto para e xistente e ve rde pa ra re-gula riza r.

Art. 8º Em caso de divergência entre as dimensões da Matrí-cula do RI e as dimensões do terreno no local, poderão o índice de apro-ve itamento e a taxa de ocupação ser calculado s com acréscimo de até 5% (cin co por cento) em relação à área da menor poligonal, tendo como limite má ximo a área da Matrícu la do RI e, para aplicação das demais disposições vigentes, de verá ser con siderada a á rea do menor polígono.

Art. 9º Além do atendimento das d isposições e stabelecidas no presente Decreto, nos projetos a rquitetônico s, se rá objeto de análise o que dispõe o PDDUA.

§ 1º Quanto ao a tendimento da áre a livre permeá ve l ou das medidas alternativas deve rá se r informada no campo específico na plan i-lha de áreas a área atendida no pro jeto.

§ 2º A quantidade de vaga s para gu arda de ve ícu los e xigida pela le gisla ção municipa l de ve rá se r informada na planilha de áreas.

§ 3º Deverá ser informada a existência de bicicletá rio, quando for o caso, de vend o ter sua e xistência informada na planilha de á reas.

Art. 10. Quanto ao Código de Edificações – Lei Complemen-tar nº 284, de 27 de outubro de 199 2, e alte rações po steriores – se rão objeto da análise:

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9 I – muros, de aco rd o com os arts. 32, 33 e 34;

II – pórticos, de acordo com o art. 35;

III – balanços, jira us, mezanino s, marquise s, toldos e a cessos cobertos, de acord o com o Título V III;

IV – acessos e rampas, de acordo com o Capítulo II do Título IX; e

V – numeração, d e acordo com o inc. IX do art. 115 ou inc. VIII do art. 128.

§ 1º Os projetos d e habitação unifamiliar de até 2 (duas) eco-nomias ficam isentos do atendimento dos incs. II, IV , V d este artigo.

§ 2º Em se trata ndo de re venda d e gás de verá declarar na planta o atendimento das distâncias mínimas de se gu ra nça conforme de-termina o Ane xo 5.8 do PDDUA.

§ 3º Em se tratando de edificação com previsão de ab asteci-mento deverá de clarar na p lanta o atendiasteci-mento dos arts. 166 e 168 da Lei Complementar nº 2 84, de 1992, e alte rações po steriore s.

Art. 11. Em se tratando de edificações de habitação vincula -da a programas d e Deman-da Habitacional P rio ritária (DHP ), nos termos do PDDUA, além d o atendimento do indicado nesta se ção, deve rá infor-mar na planilha de áreas o número d e unidades habitacionais a cessíveis, as quais deve rão ser constru ídas preferencia lmente no pavimento térreo, quando for o caso e observando os parâmetros da acessibilidade univer-sal atendendo:

I – para empreendimentos de população com renda entre 0 (ze ro) e 3 (três) salários m ínimos o percentual conforme definido pelo Departamento Municipal de Hab itação (DE MHA B);

II – para empreendimentos de população com renda entre 3 (trê s) e 10 (de z) sa lários m ínimos constitu ído de ed ifício s o percentua l de 3% (três po r cento ):

a) préd ios até 40 (quaren ta) un idades devem possuir 01 (uma) unidade acessível por préd io;

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10 b) préd ios com mais de 40 (qua renta) unidades de vem po ssuir 02 (duas) unidades acessíve is po r p ré dio;

III – para emp reendimentos destinados a habita ção unifamilia r sob forma de condomínio s por un idades autônomas ou sob forma de lote-amento 1 (uma) unidade para cada 40 (qua renta) un ida des habitaciona is ou lotes.

§ 2º Os padrões indicados no in c. II do “caput” de ste artigo estão limitado s ao percentual de 3% (três po r cento) d o número total de unidades do emp reendimento, salvo a créscimo po r inicia tiva do re que ren-te.

Art. 12. As que stões rela cionadas à pre venção e pro teção contra incênd io se rão analisadas e a pro vadas pelo Co rpo de Bombeiro s Milita r do Rio Gran de do Sul (CB MRS ).

Seção II

Da dis pensa pa rcial do processo adminis trativo de aprovaçã o de e dificaç ões

Art. 13. Em função da natureza do e mpreendimento e não ha-vendo p reju ízo ao exame e ao re gistro do Sistema Municipal de Gestão e Planejamento (S MGP) o Mun icíp io p oderá dispensa r p arcia lmente a do-cumentação ou as etapas de tramita ção, devendo ser so licitada pe lo res-ponsáve l técnico pela autoria do projeto ou execução dos serviços por meio de re querimento padrão a ser p rotoco lizado no EGLRF, da S MGes, para a e xecu ção d e obras, ta is como:

I – aumento de até 50,00m² (cin quenta metros quad ra do s) em edificações re gula res ou e xistentes;

II – recicla gem de uso em edificações re gula res ou e xistentes que não dependam de EVU pré vio;

III – tapumes ou galpões de obra qu ando ocuparem mais de 50% (cin quenta po r cento ) do passe io ou não atendam a faixa m ínima li-vre de circula ção d e 1,00m (um metro);

IV – andaimes ou quio sques de vend as que ocupem a área de passeio;

V – pavimentação do passeio público quando hou ver a neces-sidade de ocupaçã o do leito viá rio, fornecida d ire tamente pela Empresa Pública de T ranspo rte e Circula ção (E PTC);

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11 VI – demoliçõe s;

VII – muros com altura supe rio r ao pe rmitido em le gislação em edificações e xisten tes ou re gu lares, o u terreno s não edificados;

VIII – equipamento s do mobiliá rio urb ano a ser fornecid a pela Comissão de Mob iliário Urbano;

IX – e quipamentos de coleta de entulho a ser fornecid a pela EPTC;

X – desmembrame nto ou unificação d e economias em edifica-ções e xistentes ou re gula res;

XI – reconstrução de marquise s em edificações e xisten tes ou re gula res quando e stas in cid irem sob re o passeio;

XII – e ventos temp orários;

XIII – modifica ções de p rojeto s apro vado s e licenciados com aumento de no máximo 50,00m² (cin quenta metros quad rados) em rela ção ao projeto ap ro vad o identificados na etapa de visto ria;

XIV – ce rca s energizadas, conforme Decre to nº 12.923, de 25 de setembro de 20 00, e altera ções p osteriores, a se r fornecida pe la Su-pervisão de Contro le e Pre venção (SCP), da S MUrb;

XV – E stação de Rádio Base (ERB );

XVI – reformas, re paros ou a inda su bstitu ição de pa re des de madeira por a lvena ria;

§ 1º Os documentos, etapas obrigató rias e o tipo de p ro cesso a ser reque rido para a apro vação e licenciamento dos ite ns citados, cons-tam no Anexo 4 de ste Decreto.

§ 2º A análise se rá precedida da em issão de DMI.

§ 3º Deve rão ser analisado s pre viamente pela Equipe d o Pa-trimônio Histórico e Cultura l (EPA HC), da Secreta ria Mu nicipa l de Cultu ra (SMC), ou S MUrb, os ca sos que ne cessitem de EV U, p or meio de no vo re querimento.

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12 § 4º Os pra zos das licenças pa ra os incs. IV e XII do “caput” deste artigo se rão de 90 (no venta ) dias de vendo con star nas licenças, podendo, no entanto ser objeto de re nova ção, por meio de novo re que ri-mento.

§ 5º O disposto no inc. III do “ca put” deste a rtigo deve rá atender o art. 24 d a Lei Complementa r nº 284, de 1992.

§ 6º Os documen tos gráfico s, cro qu is ou planta s, conforme definido no Ane xo 4 deste Decreto, d eve rão se r assinad os pelo responsá -ve l técnico e de-ve m ser apresentado s em 1 (uma) via p ara fins de regis-tro e e xame.

§ 7º Pa ra fins de atendimento do in c. XIII do “caput” de ste artigo, o re querente deve rá ane xar ao exped iente único, na etapa de visto -ria, autoriza ção para análise do pro je to, o qual será en caminhado inter-namente à Unidade de Apro vação de Projeto s (UAP) ou UPSD, da S MUrb, conforme o caso, juntamente com o recolhimento da ta xa de acordo com a área a se r analisada.

§ 8º Para fins de atendimento do inc. XII do “caput” de ste ar-tigo, quando se tratar de e ventos te mporário s em construçõe s temporá-rias com estrutu ras móveis para abrigar palco s e arquib ancadas para ati-vidades espo rtivas, cultu rais ou artísticas e asseme lhadas à liberação se-rá fornecida pela SCP, da SMUrb atra vés da análise e recebimento do Laudo Estrutu ral.

§ 9º Para fins de obtenção de licen ciamento para instalação de ERB, conforme legislação e specífica de verá apresentar laudo de esta -bilidade estrutura l da edificação e do equipamento.

Seção III

Da dis pensa total do processo a dministra tivo

Art.14. Estão disp ensados de qualqu er processo administrati-vo, ficando sob a responsabilidade do proprietá rio do imóve l, observado o disposto no a rt. 1 0 da Lei Complem entar nº 284, de 1 992, e alte raçõe s posteriores, ou a in da do re sponsá ve l técnico pe la e xecução de in terven -ções nas edifica çõ es que não compro metam a estabilida de estru tura l, ta is como:

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13 II – rebaixamento de forros com materia is le ves e facilmente remo víveis;

III – sub stituição d e forros, telhas, ca lhas e condutore s e suas estrutu ras;

IV – re ve stimento e la va gem de fachadas;

V – construção de muros, in clusive a rrimos de até 2,00m (dois metros) de a ltu ra, quando fora de faixas de recuo de ja rd im obrigató rio ou áreas com restriçõ es administrativas;

VI – vedações pe rmitidas na faixa do recuo de jard im ob rigató -rio, no s termos da legisla ção vigente;

VII – insta lação de piscinas ou outro s e quipamentos de la ze r que não ca racte rizem área constru ída ;

VIII – constru ções com pé-dire ito inferio r a 2,00m (dois me-tros);

IX – tapumes ou galpões de obra que ocupem no máxim o 50% (cinquenta po r cen to) da área do passeio e atendam a faixa livre mín ima de circula ção de 1,00m (um metro);

X – se rviços de ma nutenção ou pavimentação de passeio s não enquadrado s no in c. V do art. 13 deste Decreto;

XI – to ldos ou ace ssos cobe rtos com largura má xima de 2,00m (dois metros) conforme pre visto nos a rts. 66 a 69 da Le i Complementar nº 284, de 1992, e alterações posteriore s; e

XII – gua ritas.

Parágrafo único. Ficam e xcetuado s do disposto neste artigo os bens que constituem o patrimônio histó rico e cultu ra l, a serem preser-vado s, em face de necessidade de EV U.

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14 CAPÍTULO II

DA APROVAÇÃO DO PROJETO Seção I

Da aprovação do proje to e do licenciamento

Art. 15. A apro vação do pro jeto e o licenciamento d a obra quando estive rem de acordo com a le gisla ção edilícia e em conformidade com e ventuais co ndicionante s estab elecido s na DMI, DM e ainda EV U quando for o caso, será efetuada pela SMUrb.

§ 1º São condicion antes para a ap ro vação do proje to:

I – manifestação p ré via da Smam, qu ando houve r inte rvenção da edificação na vegetação a rbó rea existente com altu ra maior ou igual a 2,00m (dois metros), ou quando houver qua lquer inte rve nção em Área de Prese rvação Perm anente (APP ), a s quais de vem e star identificadas em planta, sob respon sabilidade do resp onsá vel té cnico;

II – manifestação pré via do Depa rtamento de Esgotos Pluviais (DEP ), quando houve r edificação em áreas não edificá veis, as quais de-vem esta r identificadas em planta, sob responsabilidad e do responsá vel técnico;

III – libe ração do V COMA R quando houve r re strição quanto à altura ou atividade; e

IV – pa recer de o utros ó rgãos que interfiram na impla ntação e/ou altura da ed ificação, tais como companhia de energia elétrica, com-panhia telefônica, IPHAN e Superintendência de Portos e Hidro vias (SPH).

§ 2º Outros condicionantes que não interfiram no projeto arquitetônico , de verã o ser atendido s anterio rmente à comunicação da con -clusão das fundações.

§ 3º Em caso d e utiliza ção de Transferência de Po tencial Construtivo (TPC) o licenciamento da obra ficará condicionado à apresen-tação da escritu ra pública de TPC nos termos do Decre to 18.432, de 23 de outubro de 2013 .

Art. 16. Pa ra ap ro va ção de p rojetos em que o EV U vá lido so-freu alteraçõe s ou ajustes, se rá rea lizada no va análise conside rando as modificações p rop ostas, caso a caso, por meio de co nsulta à UVE da

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15 SMUrb, podendo ser encaminhada pe lo EGL RF, da S MGes, na etapa de tria gem ou ainda n o decorrer da aná lise pela UAP ou UP SD, da S MUrb.

Art. 17. Estando o projeto em condições de apro vação, o res-ponsáve l técn ico d eve rá ane xar junto ao expediente único na SMUrb, pa-ra fins de despach o deferitório, os se guin tes documento s:

I – 3 (três) vias da prancha conte ndo Planta de Situação, Planta de Localiza ção e Planilha de Contro le e Re gistro, conforme mode-los constantes nos Anexo s 1, 2 e 3 deste Decreto , deven do ser numerada como Prancha 01 o u Única conforme o caso; e

II – 2 (duas) vias d as demais p rancha s.

§ 1º O lim ite má ximo de jogos de pra nchas se rá de 6 (seis); § 2º Para cada prancha anexa e xced ente ao limite pre visto no § 1º deste artigo será cob rada ta xa d e autenticação na retirada do p roje -to.

Art. 18. Para fins do despacho deferitó rio nos casos d o § 5º do art. 13 deste Decreto, estando em condições de apro va ção, o respon -sá vel técnico de ve rá anexa r ao e xpediente único na S MUrb, mais uma via dos documentos;

Seção II

Da modificação de proje tos a prova dos

Art. 19. A s modificações dos p roje tos apro vado s, de ve rão obrigato riamente e nquadra r-se no p re sente Decreto.

§ 1º O responsável técnico de ve rá a presentar lista das modi-ficações efetuadas nas p ranchas a se rem alte radas, para fins de ve rifica-ção apenas das alterações.

§ 2º Somente serã o analisadas as modificações a rro lad as nos termos deste Decre to.

Art. 20. Pa ra modificação de p rojetos apro vados e vá lidos, que tenham sido o bjeto de EV U, no caso de a justes, a análise se rá ca so a caso quanto à n ecessidade de no vo EVU, atra vés de consulta à UVE, da SMUrb, promo vida pela Equipe de Técnicos da Tria ge m, do EGLRF, da SMGes, ou a inda n o decorrer da aná lise pela UAP ou UP SD, da S MUrb.

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16 CAPÍTULO III

DAS OBRAS

Art. 21. A obra so mente poderá se r iniciada após a ap rova ção do projeto e do lice nciamento.

§ 1º Após o licenciamento da obra, o responsá ve l té cnico de-ve rá buscar junto aos órgãos competentes as demais licenças necessá-rias, conforme condicionante s estabe lecido s na etapa de apro vação ou ainda pela le gisla ção Municipal, E sta dual e/ou Federa l, quando não dis-pensada nos termo s deste De creto .

§ 2º Deverá se r mantido no local cóp ia do projeto apro vado e as demais licen ças fornecidas pelo s d iversos ó rgãos púb lico s.

§ 3º De ve rá possu ir p lacas de obra id entificando:

I – nome do resp onsá vel té cnico p elo pro jeto e núm ero da respectiva RRT ou ART;

II – nome e CNPJ pela direção ou responsabilidade té cnica pela e xecução da o bra e número da re spectiva ART ou RRT;

III – número do e xpediente único e d ata da apro vação do pro-jeto; e

IV – área tota l da e dificação e seu u so .

Art. 22. De verá ser comunicada a data da conclu são d as fun-dações, correspon dentes ao in ício d as obras, na forma da legislação es-pecífica, por meio de re querimento padrão, a se r protoco lizado no EGLRF, da S MGes, acompanhado dos documentos abaixo rela cionados:

I – ART ou RRT, pela e xecução da s o bras;

II – compro vante do atendimento dos condicionantes pre visto s nos § 1º e § 2º do art. 21 deste Decre to; e

III – formulário simplificado do Pro jeto de Gerenciamento dos resíduos da Construção Civil (PGRCC) pa ra pequeno s gerado res, con-forme Decreto 18.4 81, de 10 de deze mbro de 2013.

§ 1º Comunicado o in ício da ob ra, o Município pode rá visto ri-ar a implantação d as fundações, send o que na h ipótese de dive rgência da

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17 exe cução em rela ção ao pro jeto ap rovado ou e xecu ção parcia l, o Mun icí-pio adotará a s medidas admin istrativa s cab íve is.

§ 2º Na ausência de comunicação do in ício da obra ou de apresentação do comprovan te de doação referido no inc. II do “caput” deste artigo, o Mu nicípio emba rga rá a obra e susta rá o prosse gu imento das etapas subse quentes da construção.

§ 3º A crité rio do Município os cond icionante s estabe lecidos nos incs. II e III d o “caput” deste a rtigo poderão ser transferidos para a etapa da visto ria, por meio de re querimento e justificativa do respon sá vel técnico à S MUrb, sendo protocolizado no EGLRF, da SMGes.

CAPÍTULO IV

DA VISTORIA DA EDIFICAÇÃ O E

DA CONCESSÃO DA CARTA DE HABITAÇÃO

Art. 23. Para fins de e xpedição de Carta de Habita ção (Hab i-te-se ), conclu ída a obra, de ve rá ser solicitada a vistoria no pra zo de 30 (trinta ) dias, po r meio de reque rime nto padrão a ser protocolizado pelo responsá ve l té cnico no EGLRF, da S MGes a companhado dos se gu intes documentos:

I – A RT ou RRT p ela e xecu ção e ou re gula riza ção da e difica-ção;

II – compro vante d o pagamento da ta xa de visto ria conforme legislação e specífica;

III – folha complementar, padrão da Coordenação Visto ria Predia l (CVP ), da SMUrb, de vidam ente preench ida conforme Anexo 5 deste Decreto, co ntendo dados esp ecífico s da vistoria e decla rando as responsab ilidades pela e xecu ção da obra, e quando for e xigido as res-ponsabilidades pe lo atendimento da Área L ivre Permeá ve l (ALP ) ou pe lo Projeto de Ge renciamento dos Resídu os da Construção Civil (PGRCC);

IV – memorando de libe ração do Imóve l fornecido pe lo Depar-tamento Municipal de Águas e E sgoto s (DMAE );

V – Alvará de P re ven ção e Proteção Contra Incênd ios, forne-cida pelo CB MRS quando for necessário;

VI – Quadro II da NBR nº 12 .721, em 2 (duas) vias, em se tra -tando de edificaçã o com mais de 2 (d uas) unidade s autô nomas;

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18 VII – atestado da SMC quanto ao atendimento das obras de arte quando obrigatória a in stala çã o destas conforme o Decreto nº 17.354, de 11 de outubro de 2011;

VIII – CND do imóve l a ser fornecido pela SMF conforme Lei Complementar nº 6 86, de 2011, e alte rações po steriore s;

IX – p lanilha de á reas simplificada ra teando a área apro vada e licen ciada po r blo co, quando for o ca so;

X – plan ilha de áre as simplificada rateando a área aprovada e licen ciada po r econ omia quando esta s fize rem frente para o lo gradou ro;

XI – informação da área ob jeto de Ha bite-se em se trata ndo de visto ria parcia l;

XII – compro vante do atendimento de eventua is condicionan-tes conforme estab elecido no § 4º do art. 3º desse Decre to;

XIII – em caso de utilização de solo criado apre sentar com-pro vante do paga mento conforme previsto no art. 9º do Decreto 18.507, de 19 de dezemb ro de 2013; e

XIV – em ca so de TPC, apresenta r cópia da matricu la d a área permutada em nome do Mun icíp io ate ndendo o § 2º do a rt. 4º do Decreto nº 18.432, de 2013.

§ 1º No re querimento deve rá consta r o nome do respon sá vel encarre gado po r permitir o acesso dos vistoriadores à edificação o qua l será a visado pre viamente do agenda mento da vistoria por te lefone ou “e-mail”, sendo o responsá vel pe la in formação quanto à conclusão e con-dições da ed ificaçã o em ser visto riada ;

§ 2º A apresenta ção do Memorando de Libera ção do Imóvel do DMAE referido no inc. IV do “capu t” deste a rtigo pod e ser dispensada no ato do re querimento, desde que compro vado que está tramitando no respectivo Órgão a tra vés de documentos ou cópia dos respectivos re que -rimentos, de vendo ser ap resentado an terio rmente à e xpe dição do Hab ite--se.

§ 3º A E quipe de Técnicos da Tria ge m, do EGLRF, da S MGes, após verifica r a d ocumentação proto colada, encam inhará os p roce ssos aos órgãos municipais competentes para compro vação do atendimento

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19 dos condicionantes do inc. XII do “ca put” deste a rtigo e , após análise e parecer dos respectivos ó rgão s, os processos se rão en viados diretamente à SMUrb.

§ 4º Os casos que se enquadram no art. 39, § 3º deste Decre -to, deve rão se r e ncaminhados aos respectivos Órgão s Municipa is pela CVP/SMUrb quando da visto ria.

§ 5º Na visto ria d as edificações qu e apresentarem n íve l de comple xidade, poderá o ó rgão té cnico municipa l competente e xigir apre -sentação do pro jeto arquitetôn ico (pla ntas, co rtes e/ou fachadas).

§ 6º Ficam isenta s da apresentação do memorando de libera -ção do imó vel do DMAE citado no in c. IV, os aumento s em edificações que constituam acréscimo de no máximo 05 pontos de água e para o s ca-sos de recicla gem de uso, sendo nestes caca-sos objeto de tramita ção inte r-na do processo.

Art. 24 A visto ria das edificações se rá feita pela CVP/SMUrb exclusivamente qu anto à ve rificação dos elementos con stantes no pro jeto arquitetôn ico ap ro vado, não e ximindo o re sponsá ve l té cnico pe la e xe cu-ção da obra do ate ndimento da legislacu-ção edilícia vigen te, com o objetivo de verificar as con dições m ín imas de habitabilidade, salubridade e se gu-rança, quais se jam:

I – Contrapiso conclu ído;

II – Paredes com tratamento superficial adequado; III – Cobe rtura con clu ída;

IV – Re vestimento exte rno acabado e impermeabilizado, inclu -sive de fechamentos e de contenção d o terreno;

V – Esquadrias co m vidro s instalados;

VI – Acessibilidad e ga rantida de acordo com o pre visto em projeto;

VII – Conco rdância com o projeto ap ro vado.

§ 1º A visto ria interna das Un idades Autônomas, resid enciais ou não residen cia is, poderá se da r por amostra gem;

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20 § 2º As questões relacionadas à pre ven ção e proteção contra incêndio serão vistoriadas pe lo CBMRS, Lei Comp lementar 14.376/13.

Art. 25. Poderá ser conced ida visto ria pa rcia l, a crité rio da CVP, da S MUrb:

I – para edificações constitu ída s de mais de 1 (uma) unidade autônoma, quando forem assegurado s o acesso e circulações satisfató-rias dos pa vimentos e as unidade s au tônomas conclu ída s;

II – pa ra edifica çõ es constitu ídas de condomín ios por unida-des autônomas, qu ando as áreas ed ificadas condominia is forem objeto da primeira visto ria parcial; e

III – pa ra as ed ificações de apenas 1 (uma) economia, desde que a área objeto da vistoria aprese nte o programa mínimo, conforme o art. 116 do Código de Edificações.

§ 1º A critério da CVP, da SMUrb poderá ser dispensado o atendimento do inc. II deste a rtigo.

§ 2º Em se tratando de vistoria parcia l, para os ca sos de con-domínios por un id ades autônomas, faz-se ob rigató ria a apresentação de planilha de áreas contemplando as áreas condominia is e privativas sepa -radamente.

Art. 26. O atendimento às normas técnicas e à le gisla ção vi-gente, seja Municipal, Estadual ou Federal, na exe cução das obras em ge ral, se rá de inte ira responsab ilidad e dos profissiona is que as assumi-rem, independente mente do fornecimento de Habite -se ou recebimento de obra pelo Município.

Art. 27. O Município fornecerá Habite-se às ed ificaçõe s que forem constru ídas de acordo com os projetos ap ro vados, observadas as disposições p re vistas no art. 24 deste Decreto e que tenham cumprido eventua is condicio nantes impostos e m etapas de DM, DMI, EVU ou Apro -va ção dos P rojeto s.

Art. 28. Pa ra os casos de Re cicla ge m de Uso apro vad os nos termos do inc. II do artigo 13 deste Decreto, poderá se r emitido o Habite - -se com base na licença fornecida, se m ser efetuada vistoria no loca l.

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21 CAPÍTULO V

DA NUMERA ÇÃO PREDIAL

Art. 29. A numera ção das edificaçõe s, bem como das unida-des autônomas, qu ando com frente para a via pública n o pavimento tér-reo, se rá estabe lecida pela CVP, da S MUrb.

§ 1º É obrigatória a co locação de placa de numeração , que deve rá ser afixada em lugar visíve l, em qualquer parte e ntre o alinhamen-to e a fachada.

§ 2º A numeração das nova s edificações será p rocessa da por ocasião da vistoria.

CAPÍTULO VI

DA MA NUTENÇÃO DAS EDIFICAÇÕE S

Art. 30. A manutenção pre ven tiva das edifica ções e seus equipamentos é re sponsabilidade do proprietário ou u suário a qua lquer títu lo, conforme art. 10, inc. V da Le i Complementar nº 284, de 1992, e altera ções poste rio res;

§ 1º Compete ao proprietário, usuário a qualquer títu lo, sínd i-co e/ou representa nte lega l da edificação apresentar lau do técnii-co elabo-rado por p rofission al habilitado junto ao CREA -RS ou CAU-RS que possa atestar as condiçõ es de se guran ça e estabilidade da e dificação, estrutu-ra, e quipamentos e outros, indicando patologias e /ou risco de acidente s e recomendações a serem adotadas, se necessário.

§ 2º Compete ao síndico ou prop rietário do imó ve l, ou res-ponsáve l a qualqu er título a e xecu çã o das medidas corretivas ind icadas pelo responsá vel técnico, dentro do pra zo estabe lecido nos laudos espe -cífico s.

§ 3º Os laudos serão analisado s e recebido s, se em confor-midade com a Legislação, pe la SCP , da SMUrb.

Art. 31. Os Laudos a que se refere o art. 30 deste Decreto são os se gu intes:

I – Laudo de Marquise (in clu i Saca da e Fachada) conforme Decre to 9425/89 e suas alte rações posteriores;

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22 II – Laudo de Esta bilidade Estrutura l quando e xigido pe lo Mu-nicípio conforme Normas Técnicas;

III – Laudo Técnico de Inspeção Pre dial (Decreto nº 1 8.574, de 24 de fevere iro de 2014); e

IV – Laudo de Manutenção de Ele vadores e E scadas Ro lantes, conforme Lei Com plementar nº 12 de 7 de jane iro de 1 975, e alte rações posteriores.

§ 1º A periodicida de de entrega e renova ção dos laudos junto à SMUrb está definida conforme legislação espe cífica para cada tipo de laudo.

§ 2º A não apresentação dos laudos implica notificação e ou-tras pena lidades impostas na le gisla ção.

Art. 32. Para fins de análise e re cebimento dos laudos espe-cificados no art. 31 deste Decreto, deve rá se r re que rido pelo responsá vel técnico pela auto ria dos mesmos, por meio de requerim ento padrão a ser protocolizado no E GLRF, da SMGe s, acompanhado dos segu intes docu-mentos:

I – ART ou RRT;

II – compro vante d a taxa de laudo;

III – laudo específico, em formulários padrão SCP, da SMUrb, em 2 (duas) vias, com assinatu ras do responsá ve l té cnico e proprietá rio s, usuário s a qualque r títu lo, sínd ico ou representan te le ga l; e

IV – p lantas ba ixa s, quando nece ssá rio, contendo e lem entos suficientes pa ra a análise do laudo.

Parágrafo único. Para fins de análise do laudo específico ou ainda para fins de enquadramento na legislação poderá a SCP, da S MUrb exigir outros docu mentos complementares pa ra melhor entendimento.

Art. 33. A S CP, d a SMUrb, pode so licitar a ap resentação de laudos, a qualque r tempo, em decorrência de acidentes, sin istros ou roti-nas de fiscalizaçã o roti-nas quais sejam identificadas anomalias, atra vés de notificações, com pra zo estabe lecido pelo agente fiscalizador.

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23 Parágrafo único. O não atendimento da notificação con stitu i infração aos dispo sitivos da le gisla ção específica para cada tipo de lau-do.

Art. 34. Compete ao síndico ou proprietá rio do imó vel, ou responsá ve l a qua lquer título a e xecu ção das medidas corretivas indica-das pelo responsá vel técn ico, dentro d o pra zo estabe lecido no laudo.

TÍTULO III

DOS PRA ZOS E OBRIGAÇÕES

Art. 35. Sem p rejuízo de outras penalidades, o Município po-derá, a seu crité rio, embarga r ob ras que não observe m as dispo siçõe s deste Decreto e de terminar a demolição, total ou pa rcial, a e xpensas dos proprietários, de o bras realizadas em desacordo com as normas técn icas, legislação vigente ou ainda em desacordo com os p rojetos apro vados.

Art. 36. O Município te rá o p ra zo de 120 (cento e vinte dias) dias a partir da data do protocolo, para análise e manifestação, deferindo ou indeferindo ao requerimento de aprova ção do pro jeto e licenciamento.

Parágrafo únic o. Não será computa do no prazo estabe lecido neste artigo o tem po decorrido entre a solicitação de co mparecimento do re querente e o cumprimento das e xigê ncias ao en cargo d o intere ssado.

Art. 37. As solicitações do Município de maiores esclareci-mentos, apresenta ção de documentação complementar, ade quação do projeto ou laudo s às normas vigente s, correção das ob ras atendendo bo-letim de vistoria, para atendimento dos projeto s, se rão informadas nos documentos re visa dos ou ainda no co rpo do proce sso, sob forma de com-parecimento, que deve rão se r atendidas pelo re que rente no pra zo de 90 (no venta) d ias, a contar da data do comparecimento, ficando à disposição do reque rente, re sponsáve l técn ico o u proprietá rio, que poderá acompa-nhar o andamento das etapas pessoa lmente ou por meio de consulta e le-trônica na pá gina da SMUrb no “site ” da P refeitura Mu nicipa l de Po rto Alegre.

§ 1º O não atendimento integral das solicita ções do co mpare-cimento emitido pelo Técnico da Triagem, do EGLRF, da SMGes, acarre-tará o indeferimento do re querimento;

§ 2º O não atendimento integral das solicita ções do co mpare-cimento emitido pelo re visor do pro jeto ou laudo, acarretará o indeferi-mento pela UAP ou UPSD ou pe la S CP, da SMUrb.

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24 § 3º Quando a e xecução das obra s estive r em de sconformi-dade com os pro je tos apro vado s e forem necessá ria s mais de 2 (dua s) visitas na ob ra se m o atendimento dos itens citados, será indeferido o re-querimento pela CVP, da SMUrb.

§ 4º A solicita ção de prazo superior ao previsto no “caput” deste artigo se rá a nalisada ca so a caso, quando para o seu atendimento houve r necessidad e de autoriza ções ou liberaçõe s de órgãos e xte rnos ao Município, de vendo ser comp ro vado atra vés de do cumentos, podendo ser descontado do prazo pre visto, o tempo da tramitação nos órgão s exte r-nos.

§ 5º Os documentos re visado s com indica ções de co rreção pelo re viso r de vem ser de vo lvido s jun tamente com os novo s documentos corrigidos.

Art. 38. A substituição do responsá ve l té cnico, bem como a baixa de respon sa bilidade técn ica, d eve rá ser comunicada à SMUrb, atra-vé s de ART ou RRT do responsá vel técnico substituto ou comprovante de baixa junto ao CRE A-RS ou CA U-RS, observado o d isposto na le gislação.

TÍTULO IV

DAS DIS POSIÇÕE S TRANSITÓRIAS

Art. 39. Serão e xaminados os p ro jetos e os laudo s qu anto á proteção contra in cêndio de acordo com a legisla ção municipal – Lei Complementar nº 420, de 25 de ago sto de 1998 –, no s pro cesso s cu ja etapa tenha sido p rotocolada até o d ia 24 de fevere iro de 2014.

Art. 40. Este Decreto terá aplica ção nos processo s adminis-trativos de ap ro va ção e licenciamento de projeto s e la udos, cuja etapa tenha sido p rotocolada a partir de 25 de fevere iro de 201 4.

Art. 41. Os expe dientes único s que já possu írem pareceres vá lido s dos ó rgão s municipa is ne ce ssários em face dos condicionantes urban ísticos ou limitações admin istrativas, mas necessitarem ser en cami-nhados a outros ó rgãos, estes encam inhamentos contin uarão a ser feitos pelo e xpediente ún ico no deco rre r da etapa, até sua con clusão.

Art. 42. Ficam exclu ídos do pra zo do art. 2º deste Decre to os projetos apro vado s e licenciado s cu jas obras não tenham compro vada-mente sido in iciad as em decorrência de ação jud icial de retomada de imóve l ou a sua regula rização juríd ica, proce ssos licitatório s de órgão s

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25 público s relaciona dos à e xecu ção do projeto apro vado ou proced imentos necessários à regu larização re gistral do imó vel, desde que ta is med idas tenham sido in iciad as anteriormente o u durante do pe río do de validade do licen ciamento do p rojeto.

Art. 43. Integram o presente Decreto os Anexos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e, Ane xos da Supervisão de Con trole e P re ven ção:

I – Anexo 1 – Plan ilha de área s para Habitação Unifamiliar de até 2 (duas econo mias);

II – Ane xo 2 – P lanilha de á reas pa ra edificações em geral; III – Anexo 3 – Planilha de áreas para Condomínios Unidades Autônomas com mais de 2 (duas) unid ades;

IV – Ane xo 4 – Documentos e etapas para apro vação n os ter-mos do art. 13 deste Decreto;

V – Anexo 5 – Fo lha complementar Padrão CVP – art. 2 3, inc. III deste De creto ;

VI – Anexo 6 – De clara ção para fins de Licença nos termos do art. 13 deste Decre to;

VII – Ane xo 7 – De clara ção para fins de Licença de dem olição art. 13, inc. VI;

VIII – Ane xos da S upervisão de Controle e Pre venção:

a) Ane xo 8 – Laudo de Manutenção dos ele vadore s – art. 31 deste Decreto;

b) Ane xo 9 – Laud o de Estab ilidade Estrutu ral – a rt. 31 deste Decre to;

c) Ane xo 10 – LTIP – Laudo inicia l conclusivo – art. 31 deste Decre to;

d) Ane xo 11 – LTIP – Laudo inicia l com recomendações – art. 31 deste Decreto; e

e) Ane xo 12 – LTIP – Laudo conclusivo – art. 31 deste Decre -to.

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26 Art. 44. Este Decreto entra em vigo r na data de sua publica -ção.

Art. 45. Ficam re vogados:

I – os arts. 47 e 48 do Decreto nº 12 .715, de 23 de março de 2000; e

II – o Decreto nº 1 6.708, de 11 de jun ho de 2010.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 24 de abril de 2014.

José Fo rtunati, Prefeito.

Cristiano Tatsch,

Secretá rio Municip al de Urbanismo. Registre -se e pub lique-se.

Urbano S chmitt,

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