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CURSO DE FORMAÇÃO DE GUARDAS DIREITO PROCESSUAL PENAL

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Academic year: 2022

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CURSO DE FORMAÇÃO DE GUARDAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL

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DIREITO PROCESSUAL PENAL

Sessão nº 7.2

(3)

3

Objetivo geral:

Caracterizar as formas dos processos especiais.

DIREITO PROCESSUAL PENAL

(4)

4

Objetivos específicos:

➢ Distinguir Processo Sumário, Abreviado e Sumaríssimo;

➢ Explicar as finalidades do Processo Sumário;

➢ Identificar os pressupostos e requisitos para a realização do julgamento sob a forma sumária;

➢ Enunciar os procedimentos que o Órgão de Policia Criminal adota no Processo Sumário.

DIREITO PROCESSUAL PENAL

(5)

Processo Comum ≠ Processos Especiais

Os processos especiais caracterizam-se pela supressão de fases processuais e simplificação de formalidades para fomentar a celeridade processual, subdividindo-se em 3 modalidades:

Processo Sumário;

Processo Abreviado;

Processo Sumaríssimo.

PROCESSOS ESPECIAIS

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Baseado na presunção de que, na detenção em flagrante delito, existe prova simples e evidente que permitem a condenação num prazo relativamente curto.

Os pressupostos inerentes ao processo sumário foram estabelecidos do Art 381º ao Art 391º do CPP.

Forma de processo que se caracteriza por não contemplar as fases de inquérito ou instrução;

A audiência inicia-se assim que possível sendo a acusação nela apresentada sem prejuízo dos Art 382º e 387º, ambos do CPP.

PROCESSO SUMÁRIO

(7)

Pressupostos de aplicação (Art 381º CPP):

1 - São julgados em processo sumário os detidos em flagrante delito, nos termos dos arts 255.º e 256.º, por crime punível com pena de prisão cujo limite máximo não seja > a 5 anos, mesmo em caso de concurso de infrações:

a) Quando à detenção tiver procedido qualquer AJ ou entidade policial; ou

b) Quando a detenção tiver sido efetuada por outra pessoa e, num prazo que não exceda 2 horas, o detido tenha sido entregue a uma AJ ou entidade policial, tendo esta redigido auto sumário da entrega.

PROCESSO SUMÁRIO

(8)

Pressupostos de aplicação (Nº 1 Art 391º-A CPP):

- Em caso de crime punível com pena de multa ou pena de prisão não superior a 5 anos;

- -Havendo provas simples e evidentes de que resultem indícios suficientes de se ter verificado o crime e de quem foi o seu agente;

O Ministério Público em face ao auto de noticia ou após realizar inquérito sumário

Deduz acusação para julgamento em PROCESSO ABREVIADO

PROCESSO ABREVIADO

(9)

Pressupostos de aplicação (Nº 2 Art 391º-A CPP):

São ainda julgados em Processo Abreviado:

Crimes puníveis com pena de prisão superior a 5 anos, mesmo em caso de concurso de infrações , quando o MP, na acusação, entender que não deve ser aplicada, em concreto, pena de prisão superior a 5 anos.

PROCESSO ABREVIADO

(10)

Pressupostos de aplicação (Nº 3 Art 391º-A CPP):

Há Provas Simples e evidentes quando:

-O agente tenha sido detido em flagrante delito e o julgamento não puder efetuar-se sob a forma de processo sumário;

-A prova for essencialmente documental e possa ser recolhida no prazo previsto para a dedução da acusação; ou

-A prova assentar em testemunhas presenciais com versão uniforme dos factos.

PROCESSO ABREVIADO

(11)

Pressupostos de aplicação (Nº1 Art 392º CPP):

Em caso de crime punível com pena de prisão não superior a 5 anos ou só com pena de multa:

O Ministério Público

Por iniciativa do arguido, ou depois de o ter ouvido e quando entender que ao caso deve ser concretamente aplicada pena ou medida de segurança não privativas de liberdade;

Requer ao tribunal que a aplicação tenha ligar em Processo Sumaríssimo

PROCESSO SUMARISSÍMO

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APRESENTAÇÃO AO MP E A JULGAMENTO

12

Art 382º CPP

1.A AJ, se não for o MP, ou a entidade policial que tiver procedido à detenção ou a quem tenha sido efetuada a entrega do detido apresenta-o imediatamente, ou no mais curto prazo possível, sem exceder as 48 horas, ao MP junto do tribunal competente para julgamento, que assegura a nomeação de defensor ao arguido.

2.Se o arguido não exercer o direito ao prazo para preparação da sua defesa, o MP, depois de, se o julgar conveniente, o interrogar sumariamente, apresenta-o imediatamente, ou no mais curto prazo possível, ao tribunal competente para julgamento, exceto nos casos previstos no Nº 4 e nos casos previstos nos Nº 1 e 2 do Art 384º CPP.

(13)

13

Art 382º CPP

3.Se o arguido tiver exercido o direito ao prazo para a preparação da sua defesa (Nº 2 do Art 383º), o MP pode interrogá-lo nos termos do Art 143º, para efeitos de validação da detenção e libertação do arguido (e subsequente aplicação de medidas de coação).

4.Se tiver razões para crer que a audiência de julgamento não se pode iniciar nos prazos previstos no Nº 1( 48h) e na Al a) do Nº 2 do Art 387º( 5º dia posterior á detenção), designadamente por considerar necessárias diligências de prova essenciais à descoberta da verdade, o MP profere despacho em que ordena de imediato a realização das diligências em falta, sendo correspondentemente aplicável o disposto no Nº anterior.

APRESENTAÇÃO AO MP E A JULGAMENTO

(14)

14

Art 382º CPP

5.Nos casos previstos nos Nº 3 e 4, o MP notifica o arguido e as testemunhas para comparecerem, decorrido o prazo solicitado pelo arguido para a preparação da sua defesa, ou o prazo necessário às diligências de prova essenciais à descoberta da verdade, em data compreendida até ao limite máximo de 20 dias após a detenção, para apresentação a julgamento em processo sumário.

6. O arguido que não se encontre sujeito a prisão preventiva é notificado com a advertência de que o julgamento se realizará mesmo que não compareça, sendo representado por defensor para todos os efeitos legais.

APRESENTAÇÃO AO MP E A JULGAMENTO

(15)

NOTIFICAÇÕES

15

Art 383º CPP

1. A AJ ou a entidade policial que tiverem procedido à detenção notificam verbalmente, no próprio ato, as testemunhas presentes, em número não superior a sete, e o ofendido para comparecerem perante o MP junto do tribunal competente para o julgamento.

2. No mesmo ato, o arguido é notificado de que tem direito a prazo não superior a 15 dias para apresentar a sua defesa, o que deve comunicar ao MP junto do tribunal competente para o julgamento e de que pode apresentar até sete testemunhas, sendo estas verbalmente notificadas caso se achem presentes.

(16)

LIBERTAÇÃO DO ARGUIDO

16

Art 385º CPP

1. Se a apresentação ao juiz não tiver lugar em ato seguido à detenção em flagrante delito, o arguido só continua detido se houver razões para crer:

a) Não se apresentará voluntariamente perante a AJ na data e hora que lhe forem fixadas;

b) Quando se verificar em concreto alguma das circunstâncias previstas no Art 204º que apenas a manutenção da detenção permita acautelar; ou

c) Se tal se mostrar imprescindível para a proteção da vítima.

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LIBERTAÇÃO DO ARGUIDO

17

Art 385º CPP

2. No caso de libertação nos termos do Nº anterior, o OPC sujeita o arguido a TIR e notifica-o para comparecer perante o MP, no dia e hora que forem designados, para ser submetido:

a) A audiência de julgamento em processo sumário, com a advertência de que esta se realizará, mesmo que não compareça, sendo representado por defensor; ou

b) A primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medida de coação ou de garantia patrimonial.

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LIBERTAÇÃO DO ARGUIDO

18

Art 385º CPP

3. Em qualquer caso, sempre que a autoridade de polícia criminal tiver fundadas razões para crer que o arguido não poderá ser apresentado no prazo a que alude o Nº 1 do Art 382º ( 48h), procede à imediata libertação do arguido, sujeitando-o a TIR e fazendo relatório fundamentado da ocorrência, o qual transmite, de imediato e conjuntamente com o auto, ao MP.

(19)

AUDIÊNCIA

19

Art 387º CPP

1. O início da audiência de julgamento em processo sumário tem lugar no prazo máximo de 48 horas após a detenção, sem prejuízo do disposto no número seguinte.

2. O início da audiência também pode ter lugar:

a) Até ao limite do 5º dia posterior à detenção, quando houver interposição de um ou mais dias não úteis no prazo previsto no Nº anterior, nos casos previstos no Nº 1 do artigo 385º (manutenção da detenção);

b) Até ao limite do 15º dia posterior à detenção, nos casos previstos no Nº 3 do Art 384º;

(20)

20

Art 387º CPP

c) Até ao limite de 20 dias após a detenção, sempre que o arguido tiver requerido prazo para preparação da sua defesa ou o Ministério Público julgar necessária a realização de diligências essenciais à descoberta da verdade.

A regra geral estabelece que a falta de testemunhas não deverá adiar a audiência (Nº 3 do Art 387º) sendo, contudo, admissível promover o referido adiamento caso se verifiquem os pressupostos preconizados no Nº 4, 6 e 7 do mesmo Art, sem nunca ultrapassar o prazo máximo de 20 dias.

AUDIÊNCIA

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21

Art 389º CPP

1. O MP pode substituir a apresentação da acusação pela leitura do auto de notícia da autoridade que tiver procedido à detenção.

1. Caso seja insuficiente, a factualidade constante do auto de notícia pode ser completada por despacho do MP proferido antes da apresentação a julgamento, sendo tal despacho igualmente lido em audiência.

TRAMITAÇÃO

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22

Art 390º CPP

1. O tribunal só remete os autos ao MP para tramitação sob outra forma processual quando:

a) Se verificar a inadmissibilidade legal do processo sumário;

b) Não tenham podido, por razões devidamente justificadas, realizar-se, no prazo máximo previsto no Art 387º, as diligências de prova necessárias à descoberta da verdade;

ou

c) O procedimento se revelar de excecional complexidade, devido, nomeadamente, ao Nº de arguidos ou de ofendidos ou ao caráter altamente organizado do crime.

REENVIO PARA OUTRA FORMA

(23)

23

Na sequência de uma detenção suscetível de ser submetida a julgamento em processo sumário, o OPC deverá elaborar o seguinte expediente:

➢ Auto de Noticia (Art 243º).

➢ Constituição de Arguido (Art 58º)

➢ Direito e Deveres Processuais (Art 61º).

➢ TIR (Art 196º).

➢ Fax a comunicar a detenção (Art 259º).

➢ Notificação da advertência do pagamento inerente ao apoio judiciário (Art 22º e Art 39º da Lei Nº 34/2004 de 29 de julho com a redação dada pela Lei Nº 47/2007 de 28 de agosto).

EXPEDIENTE A ELABORAR EM

PROCESSO SUMÁRIO

(24)

PROCESSO SUMÁRIO

EXPEDIENTE A ELABORAR

24

Notificação de que, se faltar à audiência, o julgamento se realizará mesmo na sua ausência, sendo representado por defensor para todos os efeitos legais (Nº 2 Art 382º) e de que pode apresentar até 7 testemunhas de defesa (Nº 2 Art 383º).

Boletim individual do detido (Nº 16 do Regulamento das Condições Materiais de Detenção em Estabelecimentos Policiais).

Informação sobre existência de bens e concessão provisória de apoio judiciário.

Notificação das testemunhas da ocorrência se aplicável (Nº 1 Art 383º).

Auto de Libertação se o arguido for restituído à liberdade e notificação para comparecer nos serviços do MP (Nº 2 Art 385º).

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PROCESSO SUMÁRIO

EXPEDIENTE A ELABORAR

25

Exemplo de expediente elaborado para submeter

arguido a julgamento sumário.

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Competências genéricas

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SINTESE

➢ Distinguir Processo Sumário, Abreviado e Sumaríssimo;

➢ Explicar as finalidades do Processo Sumário;

➢ Identificar os pressupostos e requisitos para a realização do julgamento sob a forma sumária;

➢ Enunciar os procedimentos que o Órgão de Policia

Criminal adota no Processo Sumário.

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ANTEVISÃO

Próxima Sessão:

Formas do processo – Processo comum

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Referências

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