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Rev. Bras. Enferm. vol.28 número1

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Academic year: 2018

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RBEn 28 : 85-87, 1975

AMPARO MAT E R IAL COMO CAM PO D E ESTÁG IO

DA ESCOLA PAU LISTA D E E N F E RMAG EM

Adareluce Matta periotto * Carlota Augusta Cozzupoli * * Ir. Martha Silvia Bhering ** *

PERIOTO, A . M . , colaboradores - Amparo matenal como campo de estágio da Escola Paulista de Enfermagem. Rev. Bras. Enf. ; Rio de Janeiro, 28 : 85-87, 1975.

Este trabalho tem a finalidade de apresentar o campo de prática em En­ fermagem Obstétrica da Escola Paulista de Enfermagem, no qual proporciona­ mos as nossas alunas a oportunidade de realizarem assistênci. integral à famí­ lia, através da mãe, durante o período grávido-puerperal, a fim de reduzir os coeficientes de morbidade e mortali­ dade materna e infantil, promovendo melhores condições para o nascimento de filhos sadios e aj ustados à famíli: e à sociedade.

A equipe do Amparo Maternal não mede esforços : lá trabalhamos com um grupo de profissionais que reconhecem a interdependência dos seus componen­ tes e nos identificamos com um traba­ lho de carater não competitivo, mas sim cooperativo.

Procuramos unir nossas forças e po­ tencialidades, visando alcançar um ob­ jetivo comum que é a assistência a

pa-ciente, o valor da vida humana e o respeito pela mesma.

O Amparo Maternal surgiu de uma necessidade sentida e vivida após lon­ gos anos. Não é só obra humana. É obra carismática inspirada por Deus a suas criaturas. Tem por norma o Evangelho : "Vinde e vede " . Suas portas estão sem­ pre abertas e não há preocupação com o número de leitos e de como mantê­ los. Lá a pessoa humana é sempre re­ cebid. com calor e todos se preocupam com a assistência à mulher e àquele que ela traz em si, preparando-os para assumir uma nova situação, em vista de um ajustamento futuro na sociedade. Para nós da Escola Paulista de En­ fermagem, essa Instituição é motivo de

grande orgulho, pois lá estão na direção Madre Marie Domineuc e Prof. Alvaro Guimarães Filho, fundadores de nossa Escola e nossOs mestres, dois eminentes

• Enfermeira Obstétrica - Profssora Titular de Enfermagem Ginecológica da Escola Paulista de Enfermagem.

•• Professora Assistente de Enfermagem Obstétrica da Escola Paulista de Enfermagem. U . Enfermeira Obstétrica, Administradora Hospitalar - Responsável pela Unidade de

Educação em Serviço e ela Pastoral do Hospital São Paulo.

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PERIO'O, A . M . , colaboradores - Amparo maternal como campo de estágio da Escoa Paulsta de Enfermagem. Rev. Bs. Enf. ; Rio de Janeiro, 28 : 85-87, 1975.

propulsionadores da assitência à mater­ nidade e Infância no Brasil, pessoas autênticas e de incomparável eficiência. Aprendemos com eles que a Ética ou Moral é a ciência que nos mostra o ca­ minho pelo qual devemos orientar a conduta de nossa vida.

Olhamos o Pro f. Alvaro Guimarães Filho como símbolo de autoridade que provê normalmente a subsistência devi­ da em última instância. Dá-nos exem­ plos de integridade, de energia, de tra­ balho, coragem e firmeza e preocupa-se predominantemente com a formação da Enfermeira Obstétrica.

Desde jovem, preocupou-se com a rea­ lidade brasileira, com os altos índices de mortalidade materna e peri natal, de­ correntes principalmente do atendimen­ to falho QU mesmo da carência de assis­ tência decorrente da falta de profissio­ nais competentes e responsáveis que pudessem fazer face à situação tão ca­ lamitosa. Atingiu seu obj etivo em 1943, quando possibilitou o preparo da enfer­ meira obstétrica.

Madre Domineuc o que é para nós enfermeiras?

Poderiamos dizer : É a profetza de nossos tempos, e a voz que clama res­ saltando o valor do homem, esse mis­ tério descoberto pela fé. Para ela os problemas da família na época contem­ porânea, em face aos fatores cres

é

en­ tes de sua dissolução e dos motivos que que dificultam a sua organização e ma­ nutação, determinando desaj ustamentos sociais às vezes irremoviveis, constituem o obj etivo primordial da assistência mé­ dico-social.

A declaração dos direitos humanos, art. 25, n.o 2 cita o seguinte : "A mater­ nidade e Infância têm direito a cuida­ dos e assistência especiais. Todas as crianças dentro e fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção."

A família é a viga mestra da socie­ dade. Em sua profunda dimensão o

ma-trimônio é uma realidade que diz res­ peito não somente ao homem e à mu­ lher, mas também simboliza e realiza o amor que Deus tem para com os ho­ mens. Ela é tão profunda e transcen­ dente que envolve o próprio mistério de Deus.

O amor conj ugal não se esgota na comunhão entre os cônj uges, mas' está destinado a continuar suscitando no­ vas vidas. Assim se compreende o ma­ trimônio numa dimensão vertical em Deus e horizontal nos filhos.

Segundo a orientação dos nossOs mes­ tres, procramos proporcionar às nosas alunas vivências que lhes servirão para sua atuação profissional : compreensão dos direitos e deveres da pessoa huma­ na, bem como da família e da comu­ nidade.

Procuramos despertar em nossas alu­ nas uma visão da profissão fundamen­ tada não somente no aprendizado téc­ nico e científico mas num contexto o­ cial que envolve situações das mais complexas, das quais elas devem par­ ticipar não como expectadoras e sim como atuantes nos problemas socas que decorrem de uma sociedade desa­ j ustada.

Devemos assumir a evolução da ciên­ cia e da técnica, mas não abrams mão dos valores espirituais.

É através das vivências autênticas do dia a dia qe serão sedimentados os va­ lores permanentes de uma personalida­ de bem estruturada.

As professoras da Escola Paulsta de Enfermagem, em sua atuação procuram estabelecer no campo de estágio, um re­ lacionamento com as alunas que lhes permite desfrutar profundamente estes valores.

Temos como objetivos específicos : - preservar a vida, promover a saú­ de de nossas mães e crianças, mediante assistência bio-psico-social e espiritual,

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PRIOTO, A . M . , colaboradores - Amparo maternal como campo de estágio da Escola Paulsta de Enfermagem. v. Brs. Enf. ; Rio de Janeiro, 28 : 85-87, 1975.

preventiva e curativa em todos os ní­ veis ;

� tornar a aluna consciente de seu papel j unto à família, na manutenção de princípios éticos, espirituais e cris­ tãos ;

- incentivar o interesse pela pesqui­ sa através dos conhecimentos especifi­ cos e da prática.

Para atingir esses obj etivos : prestar assistência integral e contínua à famí­ lia através :

1 . da mãe, durante todas as fases do ciclo grávido pu.erperal, estendendo­ se da menarca à menopausa, dando ên­ fase porém, às fases pré-concepcional, pré-natal, natal e pós-natal.

2 . do pai, aproveitando todas as oportunidades para orientá-lo, levando­ o a encarar com maior responsabilidade os fenômenos decorrentes da concepção, bem como a educação dos filhos.

3 . da criança, pela previsão da

as-sistência em todos as fases do desen­ volvimento.

4 . do jovem, em colaboração com outros profissionais ministrando cursos de educação sexual e de preparação para o casamento.

Promover levantamentos para u.ti­ lização dos recursos da comunidade, relacionados à promoção e proteção da saúde Materno Infantil.

A responsabilidade da Enfermeira Obstétrica após essa análise, é oferecer uma assistência adequada ao trinômio Pai-Mãe-Filho, a despeito dos múltiplos agravos do meio, através de um aten­ dimento racional das suas necessidades básicas.

Neste ano de 1974 o Amparo Mater­ nal, embora de maneira bastante estra­ nha, apareceu como uma verdadeira obra de caridade e naquela oportuni­

dade uniram-se as forças e aumentou o dinamismo de sua equipe de trabalho, reavivando assim o lema : "Não viver senão para servir".

BIBLIOGRAFIA

1 . ROGERS, CarlDs R. - Liberdade para aprender - Interlivros Minas Ge­

rais, 2.& ed., Belo Horizonte, 1972.

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2 . SAVIAMI, Demerval L. Apostilas de Filosofia - Curso de Licenciatura,

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