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J. vasc. bras. vol.7 número1

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

Desafio terapêutico: convite para escrever

Therapeutic challenge: invitation to write

Winston Bonetti Yoshida

*

Em nossa prática médica, freqüentemente nos depa-ramos com situações de difícil resolução, com dilemas importantes quanto ao melhor procedimento ou con-duta, que desafiam a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo de muitos anos de exercício da medicina. Esses dilemas precisam e devem ser compar-tilhados pelos demais colegas da especialidade, visando uma melhor evolução de nossos pacientes.

Uma das formas bastante criativas de apresentar rela-tos de situações inusitadas é a tradicional seção Desafio Terapêutico (DT) ou Desafio Diagnóstico deste Jornal. A apresentação é muito similar ao relato de caso, mas com enfoque diferente. Enquanto que, no relato de caso, privilegiam-se casos raros, inovações terapêuticas,

evo-luções inesperadas1, no DT objetiva-se apresentar

situ-ações de conflito para diagnóstico e/ou decisão terapêutica em que ou não há muito consenso ou as opções são variadas, e que acabam colocando ao médico algum dilema quanto à decisão de conduta ou ao tipo de tratamento. Esse tipo de situação é mais freqüente e mais fácil de escrever, e por isso deveria estar mais pre-sente neste Jornal, sendo que alguns exemplos ilustrati-vos podem ser encontrados em edições anteriores (ver www.jvascbr.com.br). O objetivo deste editorial é esti-mular os colegas a exercitarem este tipo de apresentação.

Assim, na primeira parte do DT (Parte I – Caso clí-nico), deve-se apresentar o caso de forma similar ao

reco-mendado para o relato de caso deste Jornal1, com farta

documentação de imagens e/ou dos exames efetuados, mas sem informações sobre a conduta ou tratamento empregado. Ao final da apresentação do caso, devem-se

levantar questões pertinentes às opções de meios de diag-nóstico adicionais e/ou de condutas terapêuticas, prefe-rencialmente com embasamento em informações da literatura médica pertinentes para esta situação ou, se não houver, em experiência pessoal.

Na segunda parte (Parte II – O que foi feito?), os autores devem explicar a linha de raciocínio adotada para o esclarecimento do caso, com documentação dos exames adicionais, e a conduta empregada. Passo a passo, devem ser relatados os procedimentos executa-dos (cirúrgicos ou clínicos) para a resolução do caso. Nas situações de tratamento cirúrgico, pormenores e imagens do ato cirúrgico devem ser incluídos, bem como da evolução pós-operatória hospitalar. No seguimento, recorrências ou intercorrências a longo prazo devem ser relatadas, e os exames para comprovar a eficiência e durabilidade dos procedimentos adotados devem cons-tar do DT. Tabelas mostrando a evolução de exames seriados são bem-vindas.

Finalmente, deve-se finalizar o DT com as conclu-sões do caso. Neste capítulo, faz-se uma breve discussão sobre os dilemas apresentados, tanto para o diagnóstico como para o tratamento, e sobre as possibilidades levan-tadas pela literatura pertinente, avaliando-se critica-mente, frente ao problema apresentado, as vantagens e limitações de cada uma delas. Aspectos peculiares do tratamento e dos achados cirúrgicos ou clínicos podem ser apresentados, no sentido de se alertar os leitores para as situações esperadas ou inesperadas importantes que ocorreram e para os meios de se evitar complicações ou insucessos. Encerra-se o DT com uma mensagem aos

* Editor-chefe, J Vasc Bras.

J Vasc Bras. 2008;7(1):1-2.

Copyright © 2008 by Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

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leitores sobre os objetivos da apresentação, a importân-cia do caso, as lições aprendidas e o modo como esta apresentação pode ser ilustrativa no sentido de evitar problemas e obter sucesso em outras situações similares na prática da especialidade. A lista de referências con-sultadas deve figurar no final da apresentação, sempre procurando citar autores nacionais ou latino-americanos (procurar em www.bireme.br, nos indexadores SciELO ou LILACS). Vale a pena também inserir palavras-chave para facilitar a citação deste DT por outras publi-cações (ver www.decs.bvs.br).

Nos nossos congressos, temos observado inúmeros exemplos de DT apresentados na forma de painéis ou apresentações orais e que não são perpetuados na forma de artigos para o J Vasc Bras. Além desses casos, somos freqüentemente abordados por colegas para discutir con-dutas e tratamentos em situações bastante atípicas e inte-ressantes e que poderiam perfeitamente figurar como DT. As informações importantes desses casos ficam per-didas e inacessíveis aos colegas da especialidade, quando

poderiam ser divulgadas amplamente através de nossa revista. Por outro lado, a sobrevivência desta revista e sua razão de ser é exatamente apresentar para a comu-nidade as lições aprendidas na prática com os nossos dilemas (e, obviamente, com nossas pesquisas), através de artigos escritos.

O crescimento e a consolidação internacional do J Vasc Bras vai depender da indexação deste no MEDLINE. Somente com dedicação de algum tempo para escrever na forma de artigo o farto material dispo-nível é que poderemos alcançar este objetivo. Concla-mamos os colegas da SBACV a contribuir e participar desta evolução, escrevendo seus artigos, relatos e DT para nosso Jornal.

Referência

1. Yoshida WB. Redação do relato de caso. J Vasc Bras. 2007;6:112-3.

Jornal Vascular Brasileiro – Secretarial Editorial

Rua Maraguape, 72, loja 01

CEP 90690-380 – Porto Alegre – RS – Fone (51) 3012-0575

E-mail: [email protected]

Colega Associado da SBACV

Você está convidado a participar do crescimento e

consolidação do

J Vasc Bras

− como autor,

leitor ou revisor.

Leia e divulgue; conheça as normas

e submeta seus trabalhos.

Indexado no Sci

ELO e no EMBASE

J Vasc Bras 2008 - Vol.7 - Nº1

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