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Bases, frames (quadros) e decomposições lineares

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Academic year: 2021

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(1)

Bases, frames (quadros) e decomposições

lineares

(2)

Introdução

Até o momento no curso:

– Bases e frames.

– Bases → ortogonais (ortonormais) e biortogonais.

– Frames → justos, genéricos.

– Representações “mínimas” e redundantes.

– Preservação da energia.

– Produtos internos, decomposições lineares.

– Etc…

Mas! De onde vem tudo isso? Por que é dessa forma?

Qual a sua importância?

(3)

Espaços vetoriais

Em nosso dia-a-dia, estamos acostumados a lidar com “coisas” em 2 ou 3 dimensões → ℝ 2 , ℝ 3 .

● Para tanto → notação vetorial

v = [ v v 1 2 ] = [ 3 2 ] = 3 ^ i + 2 ^ j = 3 [ 1 0 ] + 2 [ 0 1 ]

A = [ 2, 3, 6 ] T = 2 ^ i + 3 ^ j + 6 k ^

= [ A 1, A 2 , A 3 ] T

(4)

Espaços vetoriais

Fechamento em relação à adição:

a = [ a 1, a 2 ] T

b = [ b 1, b 2 ] T

a +⃗ b = [ a 1 + b 1, a 2 + b 2 ] T

a −⃗ b =⃗ a + ( −⃗ b ) =

= [ a 1 b 1, a 2 b 2 ] T

a =⃗ b ⇒ ⃗ a −⃗ b =⃗ 0 = [ 0, 0 ] Ta 1 = b 1, a 2 = b 2

a = [ a 1, a 2 ] T

ka = [ k a 1, k a 2 ] T

Fechamento em relação à multiplicação por escalar:

2 , ℝ 3 são

espaços vetoriais

fechados

(5)

Produto interno, norma e distância

Produto interno (escalar, “dot product”):

⟨⃗ a ,b ⟩=‖ a ‖⋅‖ b ‖ cos θ a b , 0 ⩽θ a b ⩽π

=‖ a ‖⋅‖ b ‖⋅ [ cos a ) cos b )+ sin a ) sin b ) ]

= a 1 b 1 + a 2 b 2

Forma trigonométrica

Forma algébrica

=‖ a ‖⋅‖ b ‖ cos (θ a −θ b )

=‖ a ‖⋅‖ b ‖⋅ [ a a 1 b b 1 + a a 2 b b 2 ]

⟨⃗ a ,b ⟩= ∑

i = 1 N

a i b i

⟨⃗ a ,b ⟩=⃗ a ⋅⃗ b

(6)

Produto interno, norma e distância

Em ℝ 3 teríamos

v A =[ x A 0 x A1 x A 2 ] Tv B =[ x B 0 x B 1 x B 2 ] T

⟨⃗ v A ,v B ⟩=‖ v A ‖⋅‖ v B ‖ cos θ AB = x A 0 x B 0 + x A 1 x B 1 + x A 2 x B 2

Forma trigonométrica Forma algébrica

Generalizando → em espaços vetoriais de dimensão N ( ℝ N ):

⟨ ⃗ v A , vB ⟩=‖ v A ‖⋅‖ v B ‖ cos θ AB = x A 0 x B 0 + x A 1 x B 1 +⋯+ x A ( N 1 ) x B ( N 1 )

⟨ ⃗ v A , vB ⟩= ∑

k = 0 N − 1

x Ak x Bk ∗ Produto interno generalizado

(7)

Produto interno, norma e distância

O produto interno de um vetor com ele mesmo será

⟨ ⃗ v A , vA ⟩= x A 0 x A 0 + x A 1 x A 1 +⋯+ x A ( N 1 ) x A ( N 1 )

= x 2 A0 + x 2 A1 +⋯+ x 2 A ( N 1 )

= ∑

k = 0 N − 1

x 2 Ak

A raiz quadrada positiva é a norma-l 2 do vetor:

‖⃗ v A ‖= √ ⟨ ⃗ v A , v A ⟩=N k = 0 1 x 2 Ak = l 2

“Energia” do vetor

“Comprimento”

do vetor

(8)

Produto interno, norma e distância

Distância (erro, discrepância) entre dois vetores → norma da diferença:

d ( ⃗ v A , vB )=‖⃗ v A − ⃗ v B ‖= √ [ x A 0 x B 0 ] 2 +⋯+[ x A ( N 1 ) x B ( N 1 ) ] 2

= √ N k = −1 0 [ x Ak x Bk ] 2

Usado, por exemplo, em avaliações de aproximações:

“root-mean-square” (RMSE),

“signal to noise ration” (SNR),

“peak SNR” (PSNR) e

regressão por mínimos

quadrados, etc...

(9)

Produto interno, norma e distância

O produto interno é uma medida de orientação entre dois vetores: ⟨ ⃗ v A , vB ⟩=‖ v A ‖⋅‖ v B ‖ cos θ AB

– Se os vetores são colineares e no mesmo sentido:

Vetores ortogonais θ AB = 0 ⇒ ⟨ ⃗ v A , vBmáximo

θ AB = π ⇒ ⟨ ⃗ v A , vBmínimo ( negativo )

θ AB = π

2 ⇒ ⟨ ⃗ v A , vB ⟩= 0 ⇒ ⃗ a ⊥⃗ b

– Se são colineares, mas em sentidos opostos:

– Se são perpendiculares:

Se um dos vetores for de norma constante ou unitário→

avaliação de similaridade!

v A , v B ⟩=‖ v A ‖⋅ 1 cos θ ABu a = ⃗ a

a, ‖⃗ u a ‖= 1

(10)

Projeção vetorial

Projetar um vetor em outro vetor:

proj BA =‖ A ‖ cos θ ABu B

= ⟨ ⃗ A ,B

‖⃗ B ‖ ⋅ ⃗ B

‖⃗ B

Projetar um vetor em um subespaço vetorial:

a proj xya = proj xa + proj ya

=‖ A ‖ cos α ⃗ u x +‖ A ‖ cos β ⃗ u y

= ⟨ ⃗ A ,x

‖⃗ x ‖ ⋅ ⃗ x

‖⃗ x ‖ + ⟨ ⃗ A ,y

‖⃗ y ‖ ⋅ ⃗ y

‖⃗ y

(11)

Espaços vetoriais N-dimensionais

Os conceitos de vetores, pontos, linhas, planos, etc., podem ser generalizados para qualquer

dimensão.

Ex.:

a = [ a 1, a 2, , a N ] T N-tuplos de números reais, .

EspaçoN Todos os vetores de números reais de dimensão N.

Ex.: EspaçoN Vetores de números complexos de dimensão N.

a i ∈ℝ

a = [ a 1, a 2, , a N ] T N-tuplos de números complexos . a i ∈ℂ

= [ ( a 1 + j a 1 ) , ( a 2 + j a 2 ) , , ( aN + j aN ) ] T

= [ (| a 1 | e ϕ

a1

) , (| a 2 | e ϕ

a2

) , , (| a N | e ϕ

aN

) ] T

Espaço Todas as funções de variáveis reais contínuas.

f = f ( t )

Ex.:

(12)

Espaços vetoriais N-dimensionais

Os conceitos de vetores, pontos, linhas, planos, etc., podem ser generalizados para qualquer

dimensão.

Ex.:

a = [ a 1, a 2, , a N ] T N-tuplos de números reais, .

EspaçoN Todos os vetores de números reais de dimensão N.

Ex.: EspaçoN Vetores de números complexos de dimensão N.

a i ∈ℝ

a = [ a 1, a 2, , a N ] T N-tuplos de números complexos . a i ∈ℂ

= [ ( a 1 + j a 1 ) , ( a 2 + j a 2 ) , , ( aN + j aN ) ] T

= [ (| a 1 | e ϕ

a1

) , (| a 2 | e ϕ

a2

) , , (| a N | e ϕ

aN

) ] T

Espaço Todas as funções de variáveis reais contínuas.

f = f ( t )

Ex.:

Hummm! → qualquer conjunto de dados, reais ou complexos, de dimensão N (ex.:

x(n), 0 ≤ n ≤ N-1) pode ser tratado como um vetor em um espaço de dimensão N…

Qualquer função de variável contínua (ex.:

f(t), f(d), f(°C)), real ou complexa, pode ser tratada como um vetor em um espaço de dimensão ∞…

Qualquer função de 2 dimensões MxN

(ex.: imagens) pode ser tratada como um

vetor em um espaço MxN...

(13)

Espaços vetoriais N-dimensionais

As propriedades básicas são as mesmas. Ex.:

a = [ a 1, a 2, , a N ] T

b = [ b 1, b 2, , b N ] T

a +⃗ b = [ a 1 + b 1, a 2 + b 2, , a N + b N ] T

ka = [ k a 1 , k a 2, , k a N ] T

‖⃗ a ‖= √ a 1 2 + a 2 2 +⋯+ a N =‖⃗ a 2 = l 2 norm

⟨⃗ a ,b ⟩=‖⃗ a ‖⋅‖⃗ b ‖ cos θ a b , 0 ⩽θ a b ⩽π ,

= a 1 b 1 + a 2 b 2 +⋯+ a N b N = ∑

i = 1 N

a i b i

u a = ⃗ a

a, ‖⃗ u a ‖= 1 Normalização de ⃗ a

Produto interno

Se ⟨⃗ a ,b ⟩= 0 Vetores ortogonais

(14)

Alguns espaços vetoriais importantes

A linha real ℝ , o plano real ℝ 2 e o espaço real ℝ 3 .

Vetores reais e complexos e dimensão N, ℝ N e .

Polinômios P n de ordem menor ou igual a n:

f ( x )= c n x n + c n 1 x n 1 +⋯+ c 1 x + c 0

Polinômios P de ordem infinita.

Funções reais contínuas f de variáveis reais.

Funções reais contínuas f em um intervalo fechado [a, b].

Funções reais contínuas f para as quais f’, f’’,…, f (n) existem em um intervalo fechado [a, b].

N

(15)

Subespaços

Um subconjunto W de um espaço vetorial V é um subespaço de V se:

– W é fechado em relação à adição e multiplicação por um escalar.

– W contém a origem (vetor ). ⃗ 0

(⃗ a +⃗ b )=(⃗ b +⃗ a ) ∈ W

Closure

∀ ⃗ a ,bW

kaW

Example: V = [ v 1, v 2, v 3 ] T Space 3

W = [ w 1, w 2 ] T is a subspace of V

b = [ b 1, b 2 ] T W

c = [ c 1, c 2 ] T W

(⃗ b +⃗ c )=(⃗ c +⃗ b )= [ b 1 + c 1, b 2 + c 2 ] T W

kb = [ k b 1, k b 2 ] T W

⃗ 0 = [ 0, 0 ] T W

(16)

Bases

Independência linear:

{ x 1, x 2, x 3, , x N , } são linearmente independentes se

k 1x 1 + k 2x 2 + ⋯+ k Nx N = ⃗ 0 ⇒ k 1 = k 2 =⋯= k N = 0

Bases:

B = { x 1 , x 2 , x 3 , , x N } são linearmente independentes e Se

∀ ⃗ vV ,v = k 1x 1 + k 2x 2 + ⋯+ k Nx N , então B é uma base de V

Exemplos:

{ x n , x n 1 ,, x , 1 } é a base padrão para P n3

{ ^ i , ^ j , k ^ } é a base padrão para

e 1 = [ 1,0,, 0 ] T ,e 2 = [ 0,1,, 0 ] T ,,e N = [ 0, 0,, 1 ] T é a base padrão para ℝ N

Dimensão do espaço

n + 1

(17)

Bases

Cobertura (span) de um conjunto de vetores:

S = { x 1, x 2, x 3, , x N }

k 1x 1 + k 2x 2 + ⋯+ k Nx N ,k 1, k 2,, k N

Se é umconjunto de vetores no espaço V, então

é o Span ( S )

Consequentemente,

se S = { x 1, x 2, x 3, , x N } forem linearmente independentes e

Span ( S )= V então S é uma base de V

Dimensão de V

O conjunto de todas as combinações lineares de um conjunto finito

de vetores S é chamado de “cobertura” (span) de S!

(18)

Exemplos

Vetores linearmente dependentes em 2D e 3D.

Vetores linearmente independentes em 2D e 3D.

Bases em 2D e 3D.

(19)

Bases ortogonais e ortonormais

B = { e 1 , e 2 , , e N } é uma base ortogonal de se ℝ N

⟨⃗ e i ,e j ⟩= { 0, ⟨⃗ e i , e i ⟩=‖ e i , i i = j j }

Exemplo: base ortogonal não-padrão.

B = { w 1 , w 2 , w 3 } ,

w

1

= [ 1 3 , 1 3 , 1 3 ]

T

w

2

= [ 6 2 , 1 6 , 1 6 ]

T

w

3

= [ 0, 1 2 , 1 2 ]

T

w 1 ⋅⃗ w 2 = 0 → w 1w 2

w 1 ⋅⃗ w 3 = 0 → w 1w 3

w 2 ⋅⃗ w 3 = 0 → w 2w 3

‖⃗ w 1 ‖= 1

‖⃗ w 2 ‖= 1

‖⃗ w 3 ‖= 1

B = { e 1 , e 2 , , e N } é uma base ortonormal de se ℝ N ⟨⃗ e i , e i ⟩= 1

(20)

Exemplos

Exemplo: base ortonormal padrão para ℝ N (vetores unitários, matriz identidade, matriz de amostragem)

Exemplos: FFT, DCT, DST, DWT, etc...

{ e 1 , e 2 , , e N } = [ ⋮ ⋮ ⋮ ⋱ ⋮ ⋮ 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 ⋯ 1 0

0 0 0 ⋯ 0 1 ] ⟨⃗ e i , e j ⟩= { 0, ⟨⃗ e i , e i ⟩= 1 , i i = j j }

(21)

Projeção em uma base ortogonal

Considere um vetor na base padrão R 3

B = { w 1 , w 2 , w 3 }

a = [ a 1 , a 2 , a 3 ] T = a 1 ⋅^ i + a 2 ⋅^ j + a 3 ⋅^ k = a 1 [ 1 0 0 ] + a 2 [ 0 1 0 ] + a 3 [ 0 0 1 ]

A projeção de em outra base ortogonal é:

k 1 =⟨⃗ a ,w 1, k 2 =⟨⃗ a ,w 2, k 3 =⟨⃗ a ,w 3

a

Exemplo: projeção em base ortogonal não-padrão.

B = { w 1 , w 2 , w 3 } , a = [ 3 , 2 , 9 ] T = 3 ^ i 2 ^ j + 9 k ^

c

1

=⟨⃗ a ,w

1

⟩= 10

3 , c

2

=⟨⃗ a , w

2

⟩=

1

6 , c

3

=⟨⃗ a , w

3

⟩=−

11

2

a B = 10

3 w 1 +

1

6 w 2

11

2 w 3 =

k − 1 3

c k wk

w

1

= [ 1 3 , 1 3 , 1 3 ]

T

w

2

= [ 6 2 , 1 6 , 1 6 ]

T

w

3

= [ 0, 1 2 , 1 2 ]

T

a B = k 1 ⋅⃗ w 1 + k 2 ⋅⃗ w 2 + k 3 ⋅⃗ w 3 ,

(22)

Bases biortogonais

Agora, considere o seguinte par de vetores em ℝ 2 .

ϕ ⃗ 1 =[ 1, 0 ] T , ϕ ⃗ 2 = [ 1 2 , 1 ] T

– É possível reconstruir qualquer vetor x como uma expansão

x = ∑

k = 1 2

c k ϕ ⃗ k = c 1 ϕ ⃗ 1 + c 2 ϕ ⃗ 2 ?

Neste caso → base dual!

~ ⃗

ϕ 1 = [ 1 , 1 2 ] T

ϕ ⃗~ 2 =[ 0,1 ] T

c 1 = ⟨ x , ϕ ~ 1= x 1 1 2 x 2

c 2 = ⟨ x , ϕ ~ 2= x 2

x = c 1 ϕ ⃗ 1 + c 2 ϕ ⃗ 2

= ( x 1 1 2 x 2 ) [ 1 0 ] + ( x 2 ) [ 1 1 / 2 ]

=[ x 1 x 2 ] T

(23)

Bases biortogonais

O conjunto ϕ 1 =[ 1 0 ] T ϕ 2 = [ 1 2 1 ] T

ϕ ~ 1 = [ 1 1 2 ] T

ϕ ~ 2 =[ 0 1 ] T

Forma um par de bases biortogonais em ℝ 2 . As equações de análise e síntese tornam-se

x = ∑

k = 1 2

c k ϕ ⃗ k = c 1 ϕ ⃗ 1 + c 2 ϕ ⃗ 2 =

=⟨⃗ x , ϕ ~ ⃗ 1 ⟩ ⃗ ϕ 1 +⟨⃗ x , ϕ ~ ⃗ 2 ⟩ ⃗ ϕ 2

(24)

Bases biortogonais

Qualquer conjunto de N vetores pode ser uma base em ℝ N .

– Desde que não sejam colineares (paralelos).

Para qualquer base, a base dual é única.

Condição geral para formação de bases biortogonais?

ϕ ⃗~ i , ϕ k i k = { 1, 0, if i otherwise = k }

Bases biortogonais oferecem mais graus de liberdade.

Desvantagens:

– Normas (energias dos sinais) não são preservadas.

– Vetores das bases não podem ser unitários !

– Computações instáveis se vetores da base são quase-colineares.

Bi-orthogonality!

(25)

Frames

Nos exemplos anteriores sempre usamos N vetores para espaços N .

– 2 vetores em 2 , 3 em ℝ 3 , etc.

– Mínima informação para reconstrução perfeita → BASES de ℝ N .

Mas, podemos usar mais do que N vetores?

Ex.: 3 vetores em ℝ 2 .

x =〈 x , ϕ ̃ 0 〉 ϕ 0 +〈 x , ϕ ̃ 1 〉 ϕ 1 +〈 x , ϕ ̃ 2 〉 ϕ 2

This expansion exists if ϕ

0

, ϕ

1

and ϕ

2

are not collinear.

(26)

Frames

Tais conjuntos redundantes { ϕ 0 , ϕ 1 , ϕ 2 } são frames.

Para cada frame há infinitos frames duais que garantem reconstrução perfeita:

– Dependência linear entre os vetores.

– Infinitas formas de reconstrução.

{ ϕ 0, ϕ 1, ϕ 2, , ϕ N + K 1 } { ϕ ̃ 0, ϕ ̃ 1, ϕ ̃ 2, , ϕ ̃ N + K 1 }

Como escolher?

– Crie suas regras! Regularização!

(27)

Frames

Ex.: comece com a base ϕ 0 =[ 1 0 ] T ϕ 1 =[ 0 1 ] T

Adicione outro vetor ϕ 2 =− ϕ 0 − ϕ 1 =[− 1 − 1 ] T

Como há 3 vetores em ℝ 2 :

– Linearmente dependentes.

– A decomposição é redundante.

– Sobrecompleto → podem

representar qualquer outro vetor

em ℝ 2 .

(28)

Frames

Um possível frame dual é

ϕ ~ 0 = ϕ 0 + ϕ 1 =[ 1 1 ] T ϕ ~ 1 = 2 ϕ 1 =[ 0 2 ] T ϕ ~ 2 = ϕ 0 =[ 1 0 ]

Nesse caso, a decomposição será:

x =〈 x , ϕ ̃ 0 〉 ϕ 0 +〈 x , ϕ ̃ 1 〉 ϕ 1 +〈 x , ϕ ̃ 2 〉 ϕ 2 =

=〈 x , ( ϕ 0 + ϕ 1 )〉 ϕ 0 +〈 x , 2 ϕ 1 〉 ϕ 1 +〈 x , ϕ 1 〉 ϕ 2

(29)

Frames justos

É possível construir um frame de forma a “imitar” uma base ortogonal?

Considere:

ϕ 0 = [ √ 2 3 0 ] T

ϕ 1 = [ 1 6 1 2 ] T

ϕ 2 = [ 1 6 1 2 ]

Para qualquer vetor em ℝ 2 pode-se verificar que:

x = ∑

k = 0 2

x , ϕ k 〉=〈 x , ϕ 0 〉 ϕ 0 +〈 x , ϕ 1 〉 ϕ 1 +〈 x , ϕ 2 〉 ϕ 2

(30)

Frames justos

Frames justos:

– Os mesmos vetores compõem o frame original e seu dual.

– A norma é preservada (conservação da energia).

Para isso, as normas dos vetores devem ser menores que 1 (no exemplo, √ 2/3).

– Se os vetores forem unitários → redundância

k = 0 2

∣〈 x , ϕ k 〉∣ 2 = 3

2 ∥ x2 3/2 é a redundância do frame.

Exemplos:

– FFT sobrecompleta, SWT, Wpackets, Ridgelets, Curvelets,

Contourlets, etc...

(31)

Matrizes, transformadas e decomposições lineares

Matrizes:

A = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a mn 1n 2 n ) = ( a ij ) m × n

Adição, subtração e igualdade:

A = ( a ij ) m × n

B = ( b ij ) m × n

A + B = ( a ij + b ij ) m × n

AB = ( a ij b ij ) m × n

A = BAB = ( 0 ) m × na ij = b iji , j

kA =

( Multiplicação por escalar: k a k a k a m 11 21 1 k a k a k a m 12 22 2 k a k a k a 1 2 mn n n ) = ( k a ij ) m × n

(32)

Multiplicação matricial

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

A m × pB p × n = ( c ij ) m × n = ( k = p 1 a ik b kj ) m × n = C m × n

(33)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 1 k ,b k 1

(34)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 1 k ,b k 1

⟨⃗ a 1 k ,b k 2

(35)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 1 k ,b k 1

⟨⃗ a 1 k ,b k 2

⟨⃗ a 1 k,b kn

(36)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 2 k ,b k 1

(37)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 2 k ,b k 1

⟨⃗ a 2 k ,b k 2

(38)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a 2 k ,b k 1

⟨⃗ a 2 k ,b k 2

⟨⃗ a 2 k,b kn

(39)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a mk ,b k 1

(40)

Multiplicação matricial e produtos internos

A m × pB p × n = ( a a a m 11 21 1 a a a m 12 22 2 ⋯ ⋮ a a a 1 2 mp p p ) ( b b b 11 21 p 1 b b b 12 22 p 2 ⋯ ⋮ b b b 1n 2 pn n )

= ( a a a m 21 11 1 b b b 11 11 11 + + + a a a 12 22 m 2 b b b 21 21 21 +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b p p p 1 1 1 a a a m 11 21 1 b b b 1 1 1 n n n + + + a a a 12 22 m 2 b b b 2n 2 2 n n +⋯+ +⋯+ +⋯+ a a a 1 2 mp p p b b b pn pn pn )

⟨⃗ a mk ,b k 1

⟨⃗ a mk ,b k 2

Referências

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