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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – SODECIA, S.A.

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Mod. PED.003.02

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

R E L A T Ó R I O D E

E S T Á G I O

TIAGO FILIPE BARTOLOMEU TOMÉ

GRAU DE LICENCIADO EM GESTÃO

(3)

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O

TIAGO FILIPE BARTOLOMEU TOMÉ

GRAU DE LICENCIADO EM GESTÃO

JANEIRO 2011 We add value to our customer

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO i

Identificação dos Intervenientes no Estágio

Identificação do Estudante

Nome Tiago Filipe Bartolomeu Tomé Curso Licenciatura em Gestão

Número de Aluno 1009119

Instituição de Ensino Escola Superior de Tecnologia e Gestão / Instituto Politécnico da Guarda

Identificação da Organização

Instituição SODECIA S.A.

Área de Actividade Indústria Metalúrgica do Sector Automóvel Morada Parque Industrial da Guarda

Tel 271220830 Fax 271222470

E-mail [email protected]

Estágio Curricular

Início do Estágio 24 de Maio de 2010

Fim do Estágio 6 de Agosto de 2010

Supervisores Eng. Rui Mateus /Eng. António Azevedo Responsável Dr. Aloísio Monteiro

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(6)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO iii

Agradecimentos

Para a concretização deste relatório de estágio contei com a colaboração de várias pessoas, as quais foram essenciais. A quem desejo expressar os meus agradecimentos pela colaboração.

Gostaria de agradecer à Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda como instituição, pelos conhecimentos proporcionados pelos seus docentes ao longo destes três anos.

Gostaria também de agradecer a oportunidade proporcionada pelo Grupo SODECIA para a realização do estágio curricular. Neste âmbito agradeço especialmente ao Dr. Aloísio Monteiro, pela atenção prestada, ao Eng. Rui Mateus e ao Eng. António Azevedo, pelos conhecimentos transmitidos e pela disponibilidade para esclarecimento de dúvidas.

Expressos também os meus agradecimentos ao meu Orientador de Estágio, o Professor Doutor Amândio Baía, pela disponibilidade manifestada na realização deste trabalho.

Por fim, para realizar este trabalho contei também com o apoio do meu irmão e dos meus pais.

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO iv

Índice

Identificação dos Intervenientes no Estágio ... i

Agradecimentos ... iii

Índice ... iv

Índice de Figuras ... vi

Índice de Tabelas ... vi

Índice de Gráficos ... vii

Índice de Anexos ... vii

Introdução ... 1

CAPÍTULO I ... 2

1. A Organização ... 3

1.1. Caracterização da Organização ... 3

1.2. Resumo de Evolução do Grupo Sodecia ... 3

1.3. Objectivos/Visão/Missão/Valores do Grupo Sodecia ... 5

1.4. Grupo Sodecia em Números ... 7

1.4.1. Evolução do Volume de Negócios ... 7

1.4.2. Evolução do Valor do Activo ... 7

1.4.3. Evolução do Número de Colaboradores ... 8

1.5. Presença Global do Grupo Sodecia ... 8

1.6. Qualidade ... 10

1.7. SODECIA Guarda ... 11

1.8. Organograma ... 12

CAPÍTULO II ... 13

2. Introdução Teórica ... 14

2.1. Plano de Estágio Curricular ... 14

2.2. Gestão das Operações ... 16

2.2.1. Ciclo de Produção ... 16

2.3. Análise Técnica ... 17

2.3.1. Quantidade Económica de Encomenda (QEE) ... 18

2.3.2. Distribuição Normal ... 23

2.3.3. Stock Segurança ... 25

(8)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO LICENCIATURA EM GESTÃO v CAPÍTULO III ... 30 3. Stocks e Planeamento ... 31 3.1. Árvore do Produto JXQ ... 31 3.2. Processo de Produção ... 32

3.3. Cálculo do Stock de Segurança do Produto JXQ ... 34

3.4. MRP (Materials Requirement Planning) ... 37

3.4.1. Evolução do Stock da Matéria-Prima Tinta ... 39

3.4.2. Evolução do Stock da Matéria-Prima Chapa DC05 ... 39

3.5. Planeamento da Produção ... 40 3.5.1. Rede PERT ... 42 3.5.2. Análise do Processo ... 43 CAPÍTULO IV ... 45 4. Qualidade ... 46 4.1. Controlo da Matéria-Prima ... 46

4.1.1. Curva Característica da Operação ... 47

4.2. Controlo do Produto JXQ ... 48

4.2.1. Análise ao Processo ... 52

4.2.2. Análise de Melhoria ao Processo... 54

5. Conclusão ... 57

(9)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO vi

Índice de Figuras

Figura 1: Centro Tecnológico do Grupo Sodecia no Porto ... 4

Figura 2: Presença Global do Grupo Sodecia ... 9

Figura 3: Processo de Desenvolvimento do Produto ... 10

Figura 4: Unidade Industrial da Sodecia da Guarda ... 11

Figura 5: Organigrama da unidade industrial da Guarda do Grupo SODECIA ... 12

Figura 6: Ciclo de Produção de uma Indústria ... 16

Figura 7: Custos dos Stocks ... 20

Figura 8: Gráfico de Evolução dos Stocks ... 22

Figura 9: Distribuição Normal ... 24

Figura 10: Distribuição do Stock de Segurança ... 25

Figura 11: Evolução do Stock ... 26

Figura 12: Inputs de um Sistema MRP ... 28

Figura 13: Estrutura de um produto convergente ... 29

Figura 14: Produto Acabado JXQ ... 31

Figura 15: Árvore do Produto JXQ ... 32

Figura 16: Processo de Estampagem ... 33

Figura 17: Processo de Soldadura ... 33

Figura 18: Processo de Pintura ... 34

Figura 19: Rede da Sequência das Actividades ... 42

Figura 20: Layout do Sistema Produtivo do Produto JXQ ... 44

Figura 21: Aceitação/Rejeição da Bobine ... 46

Figura 22: Análise do Processo ... 52

Figura 23: Análise de Melhoria ao Processo ... 55

Índice de Tabelas

Tabela 1: Clientes da Unidade Industrial da Sodecia da Guarda ... 12

Tabela 2: Dados do Stock de Segurança ... 35

Tabela 3: Quantidades a Produzir de JXQ... 38

Tabela 4: Operações de Produção ... 41

Tabela 5: Probabilidade de Acabar o Processo Antes/ Depois ... 43

Tabela 6: Curva Característica da Operação ... 47

(10)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO vii

Índice de Gráficos

Gráfico 1: Evolução do Volume de Negócios (Milhões €) ... 7

Gráfico 2: Evolução do Valor do Activo (Milhões €) ... 7

Gráfico 3: Evolução do Número de Colaboradores... 8

Gráfico 4: Evolução do Stock da Tinta ... 39

Gráfico 5: Evolução do Stock da Chapa DC05 ... 40

Gráfico 6: Curva Característica da Operação ... 48

Gráfico 7: Distribuição dos Dados Recolhidos ... 50

Índice de Anexos

Anexo 1 ... 59

(11)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 1

Introdução

No âmbito da Licenciatura em Gestão, o Estágio Curricular está inserido no plano de estudos do curso.

Nas diversas unidades curriculares adquiri uma grande diversidade de conhecimentos técnico-científicos.

Este estágio curricular proporcionou-me a oportunidade, não só de aprofundar esses conhecimentos, mas também de os materializar num contexto real.

A realização do estágio inserido numa indústria surgiu da minha parte pelo gosto e pela percepção, de que é neste sector de actividade que se encontra a essência do desenvolvimento de uma economia seja ela regional ou nacional.

Aliado ao interesse e a oportunidade proposta pela SODECIA, pude então estar envolvido num sistema produtivo.

A realização do estágio centrou-se na área relacionada com o sistema produtivo, a gestão das operações, incidindo sobre unidades curriculares como a gestão das operações e a gestão da qualidade.

Este trabalho está dividido em duas partes, uma sobre os conceitos teóricos e a outra sobre a sua aplicação prática.

O primeiro capítulo explicita a organização.

No segundo capítulo podem perceber-se conceitos mais técnicos, que são fundamentais sobre a gestão das operações.

No terceiro capítulo abordamos a realização prática das actividades desenvolvidas na organização sobre o sistema de stocks e o planeamento das operações.

No quarto capítulo está exposto a realização das actividades práticas no âmbito da qualidade.

(12)

CAPÍTULO I

A Organização

(13)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 3

1.

A Organização

Neste capítulo pretende-se uma abordagem sobre as características intrínsecas da organização. 1

1.1.

Caracterização da Organização

A Sodecia SGPS S.A. é um grupo industrial português, com sede na Maia, Portugal.

A história da Sodecia teve início em Portugal, na cidade de Matosinhos, com a fundação da IACM (Indústria de Acessórios e Componentes Metálicos), em 1980.

Este foi o início de todo o grupo Sodecia.

A actuar no mercado de componentes automóveis desde 1980, o grupo Sodecia consolidou a sua experiência no desenvolvimento e produção de pequenos e médios componentes estampados, subconjuntos genéricos, conjuntos soldados, estruturas metálicas de assentos, pedaleiras e travões de mão.

O grupo Sodecia actua como um fornecedor completo na área de estampagem, a começar pelo ante-projecto até o desenvolvimento do produto, com uma gestão completa da cadeia de fornecimento.

É parceiro da maioria das OEM´S (Original Equipment Manufactuer), exportando a partir das suas fábricas localizadas na Europa e na América do Sul, para vários países nomeadamente, EUA, Argentina, Alemanha, Espanha e França.

1.2.

Resumo de Evolução do Grupo Sodecia

Pretendemos com este resumo constatar o permanente crescimento do grupo Sodecia.

Em 2005 é inaugurado no Porto, Portugal, o Centro Tecnológico com o objectivo de criar e desenvolver novos produtos e processos, respondendo às solicitações dos seus clientes.

1

(14)

LICENCIATURA EM GESTÃO

A figura 1 mostra-nos o centro tecnológico

Figura 1:

Em 2006 o grupo Sodecia

em Buenos Aires, Argentina. Com a abertura desta nova u capacidade de resposta global ao

No mesmo ano o grupo S mercado de ferramentas. A desenvolvimento de "know

como a construção de protótipos funcionais de elementos estampados, traduzindo diminuição de tempo de resposta ao cliente.

Em 2008, continuando o seu projecto de expansão na América do Sul o realiza a aquisição da, “SODECIA

AUTOMOTIVOS LTDA”, uma importante empresa fornecedora de produtos estampados e conjuntos soldados, localizada em Sete Lagoas, Minas

Esta nova empresa permitiu diversificar a carteira de c participação do grupo Sodecia

Alargando a sua actuação ao nível

Sodecia desenvolveu parcerias com as empre

VOLKE, Alemanha, MULTIMATIC, Canadá, e L&W, EUA.

Em 2009, o grupo Sodecia

empresa de referência na produção de componentes de elevada precisão para sistemas de

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

nos o centro tecnológico que serve de suporte ao grupo Sodecia.

Centro Tecnológico do Grupo Sodecia no Porto

Fonte: Sodecia

expandiu a sua actividade com a abertura de uma nova fábrica ina. Com a abertura desta nova unidade a Sodecia

osta global aos seus clientes.

Sodecia adquiriu “a Rigorosa”, uma empresa de referência no mercado de ferramentas. A aquisição desta empresa permitiu ao

know-how" interno e de novas tecnologias na área de estampa

como a construção de protótipos funcionais de elementos estampados, traduzindo tempo de resposta ao cliente.

Em 2008, continuando o seu projecto de expansão na América do Sul o

“SODECIA MINAS GERAIS INDÚSTRIA DE COMPONENTES , uma importante empresa fornecedora de produtos estampados e conjuntos soldados, localizada em Sete Lagoas, Minas Gerais, Brasil.

itiu diversificar a carteira de clientes e reforçar odecia na indústria automóvel na América do Sul.

Alargando a sua actuação ao nível da engenharia e da estratégia de produção, o desenvolveu parcerias com as empresas Progress-Werk Oberkirch AG, Alemanha,

TIMATIC, Canadá, e L&W, EUA.

adquiriu 50% do capital social do grupo FSG Automotive, uma empresa de referência na produção de componentes de elevada precisão para sistemas de

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

4

rupo Sodecia.

Sodecia no Porto

expandiu a sua actividade com a abertura de uma nova fábrica odecia reforçou a sua

adquiriu “a Rigorosa”, uma empresa de referência no ao grupo Sodecia o cnologias na área de estampagem, como a construção de protótipos funcionais de elementos estampados, traduzindo-se numa

Em 2008, continuando o seu projecto de expansão na América do Sul o grupo Sodecia E COMPONENTES , uma importante empresa fornecedora de produtos estampados

lientes e reforçar ainda mais a automóvel na América do Sul.

estratégia de produção, o grupo Werk Oberkirch AG, Alemanha,

FSG Automotive, uma empresa de referência na produção de componentes de elevada precisão para sistemas de

(15)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 5

transmissões e sistemas de travões, nomeadamente, alavancas de velocidades, garfos de selecção e calços para travões. A tecnologia de produção aplicada vai desde o corte fino, soldadura a laser, até à montagem e testes funcionais em linha.

Com sede na Alemanha, a empresa é um fornecedor de referência do grupo VW, DAIMLER e BMW, com unidades de negócio em todo o mundo, tais como;

 Uma unidade industrial em Oelsnitz (Alemanha);

 Uma unidade industrial em Wuhan (China);

 Um centro tecnológico em Hannover (Alemanha).

Inovação, personalização e redução de tempo de resposta, são os objectivos do grupo Sodecia, apoiados por uma melhoria contínua de produto e serviço.

Com o objectivo de estar presente a nível global, em Março de 2010 o grupo Sodecia procedeu à aquisição de 70% do capital social da empresa americana AZ Automotive, empresa com experiência comprovada na produção de componentes metálicos, tais como eixos dianteiros e traseiros.

Este grupo de empresas é formado por:

 6 Fábricas em Detroit, Michigan, EUA;

 1 Fábrica em Kansas City, Kansas, EUA;

 2 Fábricas em London, Canadá;

 Centro tecnológico em Detroit, Michigan, EUA.

Esta aquisição permitiu ao grupo Sodecia entrar num novo mercado assim como obter uma grande proximidade dos principais centros de decisão

1.3.

Objectivos/Visão/Missão/Valores do Grupo Sodecia

(16)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 6

 Conhecer os produtos utilizados pelos clientes, conhecer as suas necessidades presentes e futuras;

 Contribuir para o sucesso dos seus clientes, através de soluções que permitem a redução de peso e melhoria de segurança nos veículos;

 Redução de tempo e custos de desenvolvimento e produção;

 Assegurar que os novos investimentos do grupo estão a ser feitos em consonância, tanto com as necessidades actuais assim como com as tendências futuras dos processos industriais.

Visão

Ser parceiro eleito pelos consumidores da indústria automóvel para concepção de produtos e serviços.

Missão

A missão do grupo Sodecia consiste em demonstrar continuamente os seguintes itens:

 Competência nas soluções;

 Capacidade de inovação;

 Rigor nos prazos;

 Optimização dos custos;

 Melhorias na segurança activa e passiva dos veículos para onde fornecem soluções;

 Capacidade de acompanhar os clientes nas suas implementações.

Valores

 Ética profissional;

 Disponibilidade para o partenariado;

 Abertura ao mercado global;

 Trabalho em Equipa;

(17)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 7

1.4.

Grupo Sodecia em Números

1.4.1.

Evolução do Volume de Negócios

O crescimento do volume de negócios comprova a sua evolução. Com um volume de negócios em 2009 de 240 Milhões de euros, concretizado na sua maioria pelas posições estratégicas que o grupo definiu para o seu crescimento – ver gráfico 1.

Gráfico 1: Evolução do Volume de Negócios (Milhões €)

Fonte: Sodecia

A visão de estratégia de desenvolvimento do grupo foi ganha. Actualmente a conjuntura económica aponta que estas posições estratégicas sejam ainda mais rentabilizadas.

1.4.2.

Evolução do Valor do Activo

Como consequência de um crescimento de volume de negócios surge também o aumento do valor do imobilizado ao longo dos anos como pode ser visto no gráfico 2.

Gráfico 2: Evolução do Valor do Activo (Milhões €)

(18)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 8

Este crescimento do activo cria também uma maior credibilidade junto dos seus credores, como é o caso das instituições financeiras.

O valor actual do capital social da empresa é de 3.068.710,00€.

1.4.3.

Evolução do Número de Colaboradores

Contando com 2872 colaboradores, o grupo Sodecia, comprova a sua dimensão de influência no mercado nacional, mas também tem uma forte projecção internacional.

O grupo evidencia uma preocupação pela responsabilidade social, essencialmente no âmbito da satisfação dos seus colaboradores.

Gráfico 3:Evolução do Número de Colaboradores

Fonte: Sodecia

Veja-se no gráfico 3 que o número de colaboradores de 2004 para 2009 triplicou.

1.5.

Presença Global do Grupo Sodecia

O grupo Sodecia S.G.P.S., está actualmente presente em três continentes, com o intuito de estar junto de grandes centros de decisão, a nível mundial, do sector automóvel como é caso da Alemanha e dos EUA. Com uma destacada visão a nível global procura futuros desenvolvimentos no Brasil e na Ásia. Este grupo empresarial português tem uma presença sólida a nível global, como podemos ver na figura 2.

(19)

LICENCIATURA EM GESTÃO

Figura

Podemos assim verificar que o grupo So

Unidades na América do Norte:

 Technical Centre |Detroit(USA)

 Detroit(USA) – 6 Unidades Industriais

 Kansas (USA)– 1 Unidade Industrial

 London (Canada) –

Unidades na Américado Sul:

 Technical Centre|S. Paulo (Brazil)

 SODECIA Serviços| S. Paulo (Brazil)

 S. Paulo (Brazil) – 1 Unidade Industrial

 Bahia (Brazil) – 1Unidade Industrial

 Manaus (Brazil) – 1 Unidade Industrial

 Minas Gerais (Brazil)

 Buenos Aires (Argentina)

Unidades na Europa:

 Headquarters|Porto (Portugal)

 Technical Centre|Porto (Portugal)

 Technical Centre|Hannover (Alemanha)

 Commercial Offices|Paris(França)

 Guarda (Portugal) –

 Lisboa (Portugal) –

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Figura 2: Presença Global do Grupo Sodecia

Fonte: Sodecia

Podemos assim verificar que o grupo Sodecia está presente em três continentes.

Unidades na América do Norte:

Technical Centre |Detroit(USA)

6 Unidades Industriais 1 Unidade Industrial

2 Unidades Industriais

Unidades na Américado Sul:

l Centre|S. Paulo (Brazil) Serviços| S. Paulo (Brazil)

1 Unidade Industrial 1Unidade Industrial

1 Unidade Industrial (Brazil) – 1 Unidade Industrial Buenos Aires (Argentina) – 1 Unidade Industrial

Headquarters|Porto (Portugal) Technical Centre|Porto (Portugal) Technical Centre|Hannover (Alemanha) Commercial Offices|Paris(França)

– 1 Unidade Industrial 1 Unidade Industrial

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

9

(20)

LICENCIATURA EM GESTÃO

 Hannover (Alemanha)

 Oelsnitz (Alemanha)

Unidades na Ásia:

 Wuhan (China) – 1 Unidade Industrial

1.6.

Qualidade

A Política de Qualidade na

 Optimizar os produtos e Processos;

 Produzir e entregar nos prazos e na Quantidade;

 Trabalhar com eficiência;

 Inovar produtos, processos e serviços;

 Motivar e estimular os colaboradores;

 Optimizar relações com os clientes

A figura 3 apresenta o ciclo de desenvolv

Figura

Vemos na figura 3 que o desenvolvimento de um produto tem uma serie de etapas visam a qualidade do produto

Este é um objectivo primordial da

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Hannover (Alemanha) – 1Unidade Industrial Oelsnitz (Alemanha) – 1 Unidade Industrial

1 Unidade Industrial

A Política de Qualidade na Sodecia é: mizar os produtos e Processos;

tregar nos prazos e na Quantidade; Trabalhar com eficiência;

rodutos, processos e serviços; e estimular os colaboradores; Optimizar relações com os clientes.

apresenta o ciclo de desenvolvimento de um produto dentro do g

Figura 3: Processo de Desenvolvimento do Produto

Fonte: Sodecia

que o desenvolvimento de um produto tem uma serie de etapas do produto.

primordial da unidade do grupo Sodecia da Guarda.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

10

imento de um produto dentro do grupo Sodecia.

Processo de Desenvolvimento do Produto

que o desenvolvimento de um produto tem uma serie de etapas, que

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LICENCIATURA EM GESTÃO

A unidade da Sodecia da Guarda norma que consta na inclusão nos mundiais. Também esta certificada pela

Ambiental, e pretende-se que a organização esteja dentro dos desafios mundiais.

1.7.

SODECIA Guarda

Centramo-nos agora na caracterização da Sodecia da Guarda, na qual se realizou o estágio curricular.

A origem da SODECIA - Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda

com a fusão industrial entre a IACM e a SIMG (Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda), empresa constituída em 1988 para o sector de est

automóveis.

A Sodecia da Guarda, tem uma localização privilegiada, com Espanha e Europa Central.

A figura 4 permite-nos ver a fábrica da Sodecia da Guarda.

Figura

Actualmente produz peças estampadas e conjuntos metálicos e soldados para os clientes Renault, Visteon, Volkswagen, PWO,

Presentemente a Sodecia da Guarda Portugal e Europa Central.

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

da Sodecia da Guarda é certificada pela norma ISO/TS 16949:2002, que é uma inclusão nos fornecedores regulares dos fabricantes de automóveis Também esta certificada pela norma ISO 14001:2004, que

que a organização esteja dentro dos desafios mundiais.

uarda

caracterização da Sodecia da Guarda, na qual se realizou o estágio

Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda

a fusão industrial entre a IACM e a SIMG (Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda), empresa constituída em 1988 para o sector de estruturas e bancos para

, tem uma localização privilegiada, fruto da proximidade geográfica com Espanha e Europa Central.

nos ver a fábrica da Sodecia da Guarda.

Figura 4: Unidade Industrial da Sodecia da Guarda

Fonte: Sodecia

almente produz peças estampadas e conjuntos metálicos e soldados para os clientes Renault, Visteon, Volkswagen, PWO, Mitsubishi, Ford e Isringhausen.

a Sodecia da Guarda tem 100 colaboradores. O seu grande mercado é ral. Em Portugal tem como principal cliente a Visteon em Palmela,

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

11

é certificada pela norma ISO/TS 16949:2002, que é uma fornecedores regulares dos fabricantes de automóveis que consiste na Gestão que a organização esteja dentro dos desafios mundiais.

caracterização da Sodecia da Guarda, na qual se realizou o estágio

Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda, surgiu em 2001, a fusão industrial entre a IACM e a SIMG (Sociedade Industrial de Metalurgia da ruturas e bancos para

proximidade geográfica

almente produz peças estampadas e conjuntos metálicos e soldados para os clientes

100 colaboradores. O seu grande mercado é em liente a Visteon em Palmela,

(22)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 12

com a produção de estampagem da estrutura metálica das caixas dos rádios. Na Europa Central conta com as diversas fábricas da Renault.

A tabela 1 apresenta os clientes da Sodecia da Guarda.

Tabela 1: Clientes da Unidade Industrial da Sodecia da Guarda

Fonte: Sodecia

1.8.

Organograma

O organograma da unidade industrial da Guarda do grupo Sodecia é apresentado na figura 5. O principal responsável é o director geral, que é subordinado da Sodecia SGPS.

Figura 5: Organigrama da unidade industrial da Guarda do Grupo SODECIA

Fonte: Sodecia

DIRECTOR GERAL

RECURSOS

HUMANOS QUALIDADE ENGENHARIA OPERAÇÕES MANUTENÇÃO

DIRECTOR FINANCEIRO DIRECTOR INDUSTRIAL RENAULT VISTEON ISINGHAUSEN GENERAL MOTORS FORD VOLKSWAGEN PROGRESS-WERK-OBERKIRCH

(23)

CAPÍTULO II

INTRODUÇÃO TEÓRICA

(24)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 14

2.

Introdução Teórica

Este capítulo começa pelo plano de actividades realizadas dentro das temáticas da gestão das operações. Posteriormente procederemos à sua análise.

Para se proceder a uma análise é importante perceber os conceitos teóricos relacionados com o tema da gestão das operações.

2.1.

Plano de Estágio Curricular

O plano da elaboração do estágio foi delineado entre ambas as partes envolventes, o estagiário e a organização.

Anteriormente apresentamos o plano de estágio com todas as actividades que acompanhei e participei no seu desenvolvimento, sempre com a orientação do Eng. Rui Mateus.

A primeira actividade que realizei foi o acompanhamento do ciclo produtivo para perceber o que se produzia na fábrica, o que ocupou aproximadamente um terço do tempo do estágio.

Um ponto importante a realçar na realização do estágio, é de que estamos perante um sistema produtivo complexo, pelo que devemos em primeiro lugar constatar as seguintes questões:

 O que se produz?

 Como se produz?

 O sequenciamento da produção?

 Que quantidades são precisas para se produzir?

 Quanto se demora a produzir?

 A quem se compram as matérias-primas?

(25)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 15

Tive de perceber todas estas etapas dentro do ciclo produtivo.

As actividades em que nomeadamente estive inserido, e que constam do plano de aprendizagem do estágio, são:

1. Lançamento das compras no sistema de stocks;

2. Elaboração de um caderno de propostas de fornecedores de preços e quantidades;

3. Planeamento de compras para novas quantidades a produzir (MRP);

4. Controlo da qualidade.

Um dos produtos que a organização actualmente produz é o produto designado de JXQ, que serve de suporte à caixa de velocidades de um automóvel.

Este é o produto mais produzido pela unidade da Sodecia da Guarda, à qual corresponde um maior nível de operações de produção. Também é a que requer mais componentes para a sua produção, e consequentemente é a peça com o maior maior potencial de crescimento de contratos comerciais no futuro.

O seu cliente é a conhecida marca mundial de automóveis Renault.

Numa altura em que se coloca a questão de que uma das possíveis saídas para o crescimento económico de Portugal é as exportações, podemos mencionar, a título de curiosidade, que todos os automóveis da marca Renault, Dacia e o modelo Qashqai da Nissan, têm incorporado o produto JXQ, produzida por portugueses.

Pretendemos com este relatório que se tenha uma percepção real das actividades em que estive inserido, na realização do estágio curricular.

Vamos fazer uso do produto JXQ para demonstrar as actividades realizadas.

Este produto tem vários processos dentro da Sodecia, ao nível do sistema de gestão de stocks e da qualidade.

(26)

LICENCIATURA EM GESTÃO

2.2.

Gestão das Operações

A definição da gestão das operações produtivos escassos.

A forma como gerimos os recursos produtivos é deter produtividade enquanto Nação.

Um país, no caso Portugal,

sua consequente aplicação na economia determina a eficácia de crescimento.

Ao nível de uma organização produtiva forma como gerimos as matéria

desenvolvimento do produto (qualidade), determina a rentabilidade.

2.2.1.

Ciclo de Produção

Podemos a partir da figura

Um ciclo produtivo começa

de quantidades que a organização deverá produzir para entregar no prazo requerido pelo cliente.

Figura

Fonte: Richard Chase, B. / Nicholas J Aquilano, “Gestão das Operações e Produção”, 1989, Monitor,

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Gestão das Operações

A definição da gestão das operações abrange essencialmente, a gestão de recursos

A forma como gerimos os recursos produtivos é determinante no crescimento da ação.

país, no caso Portugal, depende da forma como gerimos os recursos financeiros aplicação na economia determina a eficácia de crescimento.

Ao nível de uma organização produtiva que tem como objectivo a maximização do lucro, a forma como gerimos as matérias-primas, os recursos humanos, os

desenvolvimento do produto (qualidade), determina a sua produtividade, ou seja, a

Ciclo de Produção

6 perceber como se processa um dado ciclo produtivo.

Um ciclo produtivo começa pela encomenda do cliente (Vendas), obtendo assim o número de quantidades que a organização deverá produzir para entregar no prazo requerido pelo

Figura 6: Ciclo de Produção de uma Indústria

Nicholas J Aquilano, “Gestão das Operações e Produção”, 1989, Monitor, RELATÓRIO DE ESTÁGIO

16

a gestão de recursos

minante no crescimento da

como gerimos os recursos financeiros, e a aplicação na economia determina a eficácia de crescimento.

maximização do lucro, a os equipamentos e o produtividade, ou seja, a sua

ciclo produtivo.

pela encomenda do cliente (Vendas), obtendo assim o número de quantidades que a organização deverá produzir para entregar no prazo requerido pelo

(27)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 17

2.3.

Análise Técnica

Pretendemos com esta análise técnica compreender os conceitos e métodos imprescindíveis à uma boa eficácia na realização prática.

O desenvolvimento deste relatório sobre a gestão das operações da unidade da Sodecia da Guarda, concentra-se essencialmente na gestão de stocks e na qualidade do produto.

A gestão de stocks é uma função que conta essencialmente com três variáveis, a quantidade, o tempo e a qualidade.

Esta função deve ser gerida meticulosamente para a obtenção de um resultado eficaz na organização.

A palavra stocks refere-nos a itens (matérias-primas, produtos semi-acabados ou produtos acabados), acumulados durante um certo período de tempo no armazém.

É indispensável possuir informação de todo o sistema de produção implementado, ou seja, um sistema de stocks é toda uma consequência de um sistema produtivo.

Deste modo, tecnicamente, deve explicar-se que para se poder construir um sistema de stocks da empresa deve-se primeiro perceber a sua actividade.

Existem dois tipos de stock, um associado a uma procura probabilística e outro com uma procura determinística.

A procura determinística caracteriza-se por produzir o mesmo resultado, ou seja, desde que sejam repetidas as mesmas condições tem-se o conhecimento do resultado.

Enquanto uma procura probabilística (aleatória) caracteriza-se pela impossibilidade de prever o resultado que se obterá, ainda que as experiências sejam realizadas sob as mesmas condições.

Este será o primeiro ponto a identificar na organização para perceber o sistema de stocks.

O segundo é perceber se quando elaboramos um stock de uma matéria-prima se essa encomenda não afecta a procura de outro componente. Ou seja, ao nível interno temos procura independente e dependente. A procura independente é a que não afecta a procura

(28)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 18

de outro componente como por exemplo o stock de bicicletas de uma loja comercial. Já a procura dependente é quando necessitamos de produzir um carro, logo necessitamos obrigatoriamente de encomendar vários componentes para a sua produção.

Os dois sistemas conhecidos, e os mais usados na gestão de stocks serão o método QEE (Quantidade Económica de Encomenda) e o método MRP (Planeamento da Requisição dos Materiais).

Na procura independente usa-se o método QEE, perante uma procura determinística. Se a procura for probabilística deve usar-se o método do stock de segurança.

Na procura dependente utiliza-se o método MRP, perante uma procura determinística, se a procura for probabilística deve usar-se o método do stock de segurança.

No que diz respeito à qualidade, esta é verificada ao fim de cada processo produtivo a que está sujeito o produto.

Neste trabalho apenas explicitaremos dois pontos.

Um dos pontos em que é verificada no sistema produtivo é na recepção da matéria-prima.

Uma empresa com uma política de qualidade realiza inspecções para confirmação das anomalias.

O segundo ponto em matéria de qualidade é o controlo do produto acabado.

É neste estádio que a organização implementa mais esforços para ter uma boa eficácia, pois numa indústria como a automóvel a qualidade é o principal factor para o cliente.

Assim sendo, o objectivo é explicarmos alguns dos métodos que são aplicados no sistema produtivo, neste caso a Sodecia.

2.3.1.

Quantidade Económica de Encomenda (QEE)

O modelo QEE é o método de cálculo mais usado e conhecido na determinação da quantidade óptima a encomendar, ou seja, é o método que nos dá a quantidade que a

(29)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 19

organização deve encomendar ao custo mais económico para corresponder às suas necessidades de procura.

Desta forma, a empresa na adopção deste método de decisão acerca da quantidade de stock face às suas necessidades, evita custos financeiros desnecessários materializados em ter quantidades elevadas, ou também no caso oposto de ter quantidades abaixo das suas necessidades.

Consequentemente ter uma matéria-prima em stock durante um período de tempo tem obviamente um custo financeiro que é suportado pela organização.

Os custos correspondentes associados a uma matéria-prima em stock englobam quatro componentes:

1. Custo de Aquisição

Refere-se ao custo unitário do artigo comprado pela organização.

2. Custo de Encomenda

O custo de proceder à encomenda de itens para re-fornecer o stock, a descarga da encomenda, os custos administrativos de lançamento da encomenda, etc.

3. Custo de Posse

O custo por período de tempo incorrido por cada item em inventário. É como se fosse o custo de oportunidade de capital.

4. Custo de Ruptura

É o custo associado com a não satisfação da procura do cliente. Sendo este irrelevante porque não é permitido a ruptura de stocks.

5. Custo Total

É a soma das componentes dos custos referidos associados a um tipo de matéria-prima em stock ou produto acabado, e que ao nível contabilístico é custo que aparece nas contas da empresa.

(30)

LICENCIATURA EM GESTÃO

A maior parte das vezes, o custo que aparece registado nos dados da empresa é o custo de aquisição. Esquece-se muitas vezes que também houve um custo de descarga ou até o que também é muito frequente, houve cu

do material.

Uma representação gráfica da situação enunciada pode ser visualizada na figura

Fonte: Modificado de

Analisando a figura 7 podemos ver que quando a quantidade aumenta os custos de encomenda e de posse tem um registo inverso.

O custo de encomenda diminui na proporção do aumento da quantida enquanto o custo de posse

quantidade a encomendar.

Como verificamos na figura

intersectam-se, e é nessa mesma quantidade

da função do custo total. Esta quantidade representa face à procura.

É também a partir do gráfico apresentado na figura da quantidade óptima.

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

A maior parte das vezes, o custo que aparece registado nos dados da empresa é o custo de se muitas vezes que também houve um custo de descarga ou até o que também é muito frequente, houve custos de organização de armazém aquando da recepção

Uma representação gráfica da situação enunciada pode ser visualizada na figura

Figura 7: Custos dos Stocks

Modificado de Richard Chase, B. / Nicholas J Aquilano, “Gestão das Operações e Produção”, 1989, Monitor, p. 614.

podemos ver que quando a quantidade aumenta os custos de posse tem um registo inverso.

O custo de encomenda diminui na proporção do aumento da quantida

e o custo de oportunidade de capital, aumenta na proporão da

na figura 7 as linhas do custo de posse e do custo encomenda se, e é nessa mesma quantidade de encomenda que se regista o custo mínimo . Esta quantidade representa a quantidade óptima a encomendar

do gráfico apresentado na figura 7 que chegamos à

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

20

A maior parte das vezes, o custo que aparece registado nos dados da empresa é o custo de se muitas vezes que também houve um custo de descarga ou até o que stos de organização de armazém aquando da recepção

Uma representação gráfica da situação enunciada pode ser visualizada na figura 7.

uilano, “Gestão das Operações e

podemos ver que quando a quantidade aumenta os custos de

O custo de encomenda diminui na proporção do aumento da quantidade a encomendar, aumenta na proporão da

do custo de posse e do custo encomenda comenda que se regista o custo mínimo idade óptima a encomendar

(31)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 21

Vejamos primeiro os inerentes custos à realização de uma encomenda, para podermos calcular a quantidade óptima.

Observemos o significado das variáveis apresentadas nos respectivos custos.

 = Procura por Período  = Custo de Encomenda  = Custo de Posse  = Quantidade de Encomenda  = Número de Encomendas  = Stock Médio = Custo Unitário

Na seguinte função temos as componentes incluídas no somatório do custo total, entrando o custo de encomenda total e o custo de posse total. O respectivo custo de aquisição não entra na fórmula pois este é na sua proporção de encomeda.

 =  ∗  + 2 ∗   = Custo Total

Partindo da derivada da função do  em ordem a , obtemos a fórmula da quantidade óptima, doravante referida como  ∗.

∗ = 2 



Custo de Posse Total

2 ∗ 

Custo da Encomenda Total

 ∗ 

(32)

LICENCIATURA EM GESTÃO

∗ = Quantidade Óptima de

Obtendo a quantidade óptima, temos também a fórmula

∗ = Custo Total Mínimo

A figura 8 apresenta o Controlo

Figura

Fonte: Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia e

Nesta figura 8 temos present

ordenadas a quantidade de existência de stocks em armazém

variável tempo, que significa o espaço de tempo em que é consumido o stock.

As variáveis , , e , têm muita importância. P Encomeda) diz-nos quando

time  do fornecedor. A definição do

fornecedor demora a entregar os produtos desde a respectiva encomenda

A variável , é o tempo em que é consumida a

considerarmos o período de tempo da procura deste produto

A variável , representa o número d

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

= Quantidade Óptima de Encomenda

antidade óptima, temos também a fórmula da função do custo total mínimo

∗= 

∗∗  + ∗

2 ∗ 

Custo Total Mínimo

Controlo de Stocks (Dentes de Serra).

Figura 8: Gráfico de Evolução dos Stocks

Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Guarda, p.22.

temos presente um tipo de controlo de stocks, que tem no eixo das das a quantidade de existência de stocks em armazém, e no eixo das abcissas a

que significa o espaço de tempo em que é consumido o stock.

, têm muita importância. Por exemplo, a variável

nos quando se deve efectuar uma nova encomenda, tendo em conta o A definição do lead time corresponde a um espaço de tempo edor demora a entregar os produtos desde a respectiva encomenda

é o tempo em que é consumida a quantidade óptima considerarmos o período de tempo da procura deste produto durante um ano

, representa o número de encomendas a realizar num determina

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

22

do custo total mínimo.

Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia e

ocks, que tem no eixo das e no eixo das abcissas a que significa o espaço de tempo em que é consumido o stock.

a variável (Ponto de tendo em conta o lead corresponde a um espaço de tempo que o edor demora a entregar os produtos desde a respectiva encomenda.

quantidade óptima encomendada, se um ano.

(33)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 23

 =   =

Consequentemente este tipo de sistema baseia-se em determinados pressupostos:

 O inventário é composto apenas por um e só item;

 O inventário é re-fornecido em lotes em vez de ser re-fornecido de forma contínua ao longo do tempo;

 A procura é determinística e ocorre a uma taxa constante conhecida de d unidades por período de tempo;

 O tempo de encomenda “L” é determinístico e conhecido.

Podemos assim concluir que o principal objectivo desta técnica é a optimização do controlo financeiro dos stocks.

2.3.2.

Distribuição Normal

Uma das ferramentas matemáticas que é necessário conhecer para o cálculo de stocks com procura probabilística é a distribuição normal.

Esta distribuição também é usada para o controlo do processo produtivo como podemos ver no capítulo IV.

A Distribuição Normal é uma distribuição contínua pelo que assume um número infinito de valores, num dado intervalo de dois números reais.

Uma característica desta distribuição é a sua representação gráfica em forma de sino.

A aplicação desta distribuição exige o conhecimento de parâmetros, conhecidos por µ, média, e por σ, desvio padrão.

Como a Distribuição Normal é simétrica, ao centro temos o valor da média no eixo das abcissas e a sua dispersão é medida em termos de desvios padrão em relação à média.

(34)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 24

Figura 9: Distribuição Normal

Fonte: Modificado de Ron Larson / Betsy Farber , “Estatística Aplicada”, 2004, Prentice Hall, p. 184.

Na figura 9 o β representa um nível de confiança de 95% de termos um acontecimento certo, enquanto α representa a área de rejeição do mesmo.

A fórmula a usar par o cálculo da probabilidade compreendida entre dois valores quaisquer é a seguinte.

 = 1 √2"#

$%$& (' ' − ∞ <  < +∞

Esta distribuição é representada por N(,,-).

A conversão da Distribuição Normal para a Distribuição Normal Estandardizada (reduzida), ajuda-nos a calcular uma probabilidade pretendida, pois esta distribuição está tabelada.

A Distribuição Normal estandardizada tem um valor médio igual 0, (,=0), e um desvio padrão igual a 1, (σ=1), que se representa por N(0,1).

Para usarmos esta distribuição tabelada temos que calcular o número de desvios padrões em relação a média usando a seguinte fórmula.

. = − ,

-Observemos o significado das seguintes variáveis apresentadas na fórmula.

95%=β

(35)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 25

.

= Número de desvios padrões que distam da média

,

= Média da distribuição

-

= Desvio padrão da distribuição



= Valor variável que se pretende medir

2.3.3.

Stock Segurança

O método associado ao Stock de Segurança, aplica-se somente a uma procura probabilística.

Assim sendo durante o período de consumo da encomenda o respectivo lead time da procura pode sofrer oscilações, havendo a necessidade de constituir um stock de segurança.

Ou seja, quando estamos perante o tempo de consumo da encomenda consegue-se satisfazer a procura, fazendo com que o ponto de encomenda ocorrera mais cedo. No período do lead time não se tem capacidade para dar resposta à procura. O que se pretende é que durante o lead time se tenha uma quantidade acrescida em stock para conseguir responder à procura.

Podemos ver na figura 10 a probabilidade de satisfazer a procura do cliente durante o lead

time.

Figura 10: Distribuição do Stock de Segurança

Fonte: Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de

Tecnologia e Gestão da Guarda, p.71.

µL= PE

β=1-α

PE+ SS

(36)

LICENCIATURA EM GESTÃO

A figura 10 apresenta satisfazer a procura durante o período do lead time

no mesmo período de tempo de 5%.

A variável ,, significa a procura total

 + /0, significa essa mesma

segurança.

Uma representação gráfica permite um stock com procura probabilística.

Vejamos graficamente esta situação

Fonte: Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia

Como podemos ver na figura 1

procura, pelo que se recorre ao stock de segurança para fazer face à

A não existência deste acréscimo de quantidade pelo que só seria reabastecido

A diferença entre uma procura determinística e probabilíst pois este é acrescido do stock de segurança

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

satisfazer a procura do cliente com uma prob

lead time, existe uma a probabilidade de obter uma ruptura de stock

mesmo período de tempo de 5%.

, significa a procura total média durante o período do lead time mesma procura mais a quantidade que se deve ter

Uma representação gráfica permite-nos ter uma percepção mais clara como se d tock com procura probabilística.

Vejamos graficamente esta situação na figura 11.

Figura 11: Evolução do Stock

Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia Gestão da Guarda, p.69.

Como podemos ver na figura 11 temos durante o período do lead time

que se recorre ao stock de segurança para fazer face à variação da

acréscimo de quantidade, cria uma ruptura de stock só seria reabastecido na entrega da próxima encomenda.

A diferença entre uma procura determinística e probabilística está no ponto de encomenda pois este é acrescido do stock de segurança.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

26

cliente com uma probabilidade de 95% a probabilidade de obter uma ruptura de stock

lead time, enquanto

procura mais a quantidade que se deve ter como stock de

como se desenvolve

Modificado de Amândio Pereira Baía, “Gestão de Inventário”, 2006, Escola Superior de Tecnologia e

lead time uma oscilação da

variação da procura.

stock do componente,

(37)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 27

Falta no entanto saber como efectuamos o cálculo do stock de segurança.

As fórmulas de cálculo usadas para a determinação do stock de segurança são as seguintes.

Vejamos o significado das variáveis.

Como é lógico, determinar um stock de segurança errado provocará prejuízos financeiros para a organização.

Definir um sistema de stock de segurança num sistema produtivo também é um trabalho complexo.

Número de desvios padrões em relação a média . =  + /0 − ,

-

Quantidade de stock de segurança

/0 = . ∗ -

Ponto de Encomenda

 = 12∗ 

Procura total durante o lead time , = 12∗  Desvio padrão da procura durante o lead time - = -1′ ∗ √

12 = Média da Procura Diária

 = Lead Time

-1′ = Desvio Padrão da Procura Diária /0 = Stock de Segurança

, = Procura Média Total no Lead Time

- = Desvio Padrão da Procura no Lead Time

(38)

LICENCIATURA EM GESTÃO

2.3.4.

MRP

A sigla MRP vem do inglês que significa

A destacar que existem dois tipos de MRP, o MRP I e o MRP II.

No âmbito deste relatório iremos trabalhar

A única diferença entre eles é

enquanto o MRP II faz um planeamento equipamentos disponíveis, e

Por norma o MRP I é utilizado em grandes indústrias de transformação, comprovando a sua eficácia, sendo também

2.3.4.1. Inputs de um Sistema MRP I

Vemos na figura 12 os inputs

Figura

Fonte:Ascensão Braga, “

O objectivo de um sistema MR produção do produto final componentes.

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

A sigla MRP vem do inglês que significa, Materials Requirement Planning.

A destacar que existem dois tipos de MRP, o MRP I e o MRP II.

No âmbito deste relatório iremos trabalhar com o MRP I.

entre eles é que o MRP I faz um planeamento simplesmente de stocks, II faz um planeamento dos stocks, dos tempos de produção,

equipamentos disponíveis, e dos recursos humanos.

é utilizado em grandes indústrias de transformação, comprovando a também utilizado pelo grupo Sodecia.

de um Sistema MRP I

inputs de um sistema de MRP I.

Figura 12: Inputs de um Sistema MRP

Ascensão Braga, “Apontamentos de Gestão de Operações”, 2010

O objectivo de um sistema MRP consiste em perceber quais os componentes inseridos na produção do produto final, ou seja quando e em que quantidades necessitamos esses

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

28

Materials Requirement Planning.

faz um planeamento simplesmente de stocks, tempos de produção, dos

é utilizado em grandes indústrias de transformação, comprovando a

Gestão de Operações”, 2010, IPG.

perceber quais os componentes inseridos na quando e em que quantidades necessitamos esses

(39)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 29

2.3.4.2. Estrutura de um Produto Convergente

A estrutura de um produto convergente é a que é aplicada numa indústria automóvel, neste caso na Sodecia.

Como observamos na figura 13 existem diversas ramificações para um único ponto, ou seja, para obtermos o produto final necessitamos de vários componentes.

Figura 13: Estrutura de um produto convergente

Fonte: Ascensão Braga, “Apontamentos de Gestão de Operações”, 2010, IPG.

No capítulo III vamos apresentar a aplicação prática dos conceitos descritos na organização Sodecia.

(40)

CAPÍTULO III

STOCKS E PLANEAMENTO

(41)

LICENCIATURA EM GESTÃO

3.

Stocks e Planeamento

Tendo referido os principais conceitos teóricos

no estágio curricular no âmbito de um sistema de stocks e do planeamento das operações.

Para podermos exemplificar descrevemos o ciclo produtivo

3.1.

Árvore do Produto JXQ

Uma árvore do produto é a análise da um dado produto.

Assim, um produto pode ser composto por diversos componentes, podendo mais que um componente num

até obter o produto final.

A figura 14 apresenta uma imagem

Apresentamos na figura 15

componentes e um sub-componente

componente necessárias à obtenção de uma unid

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Stocks e Planeamento

os principais conceitos teóricos, observemos agora as actividades realizadas no estágio curricular no âmbito de um sistema de stocks e do planeamento das operações.

Para podermos exemplificar as actividades realizadas na área dos stocks e do o ciclo produtivo do produto JXQ.

Árvore do Produto JXQ

árvore do produto é a análise da estrutura dos componentes necessários ao fabrico

ser composto por diversos componentes, podendo

num dado produto, e exige um seguimento de produção contínua

apresenta uma imagem do produto acabado JXQ.

Figura 14: Produto Acabado JXQ

Fonte: Sodecia

5 a árvore do produto JXQ da Sodecia. Este é componente. Apresentamos também as quantida obtenção de uma unidade de JXQ.

ATÓRIO DE ESTÁGIO

31

observemos agora as actividades realizadas no estágio curricular no âmbito de um sistema de stocks e do planeamento das operações.

dos stocks e do planeamento

dos componentes necessários ao fabrico de

ser composto por diversos componentes, podendo ser incorporado um seguimento de produção contínua

. Este é composto por 6 as quantidades de cada

(42)

LICENCIATURA EM GESTÃO

3.2.

Processo de Produção

O produto JXQ até a sua conclusão final

A primeira operação começa na sua estampagem no formato do produto. A

compressão física sobre a chapa que depois processo físico é o que também

característica da chapa como

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Figura 15: Árvore do Produto JXQ

Fonte: Sodecia

Processo de Produção

até a sua conclusão final está sujeito a várias operações de produção

começa na sua estampagem - ver figura 16. A estampa

bobine de chapa DC05 é colocada na prensa e esta exerce uma compressão física sobre a chapa que depois resulta na sua formação volúmica

também dá origem ao elemento JXQ, mas neste caso característica da chapa como podemos constatar na árvore do produto.

ATÓRIO DE ESTÁGIO

32

a várias operações de produção.

A estampagem consiste é colocada na prensa e esta exerce uma formação volúmica. O mesmo JXQ, mas neste caso muda a

(43)

LICENCIATURA EM GESTÃO

De seguida processa-se o envio do elemento

sujeito a uma pequena transformação de cravação de um perno.

Só depois de termos o element ver figura 17.

A operação seguinte é a fosfatação. O processo de fosfatação químico de forma a evitar problemas como a corrosão (ferrugem

A última operação de produção de aspersão a pó – ver figu

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

Figura 16: Processo de Estampagem

Fonte: Sodecia

o envio do elementoJXQ para subcontratação em que est sujeito a uma pequena transformação de cravação de um perno.

elemento completo a que se procede à soldadura

Figura 17: Processo de Soldadura

Fonte: Sodecia

ção seguinte é a fosfatação. O processo de fosfatação consiste num evitar problemas como a corrosão (ferrugem).

A última operação de produção do produto é a pintura que consiste num processo chamado ver figura 18. É um processo automático em que a tinta em pó é

ATÓRIO DE ESTÁGIO

33

para subcontratação em que este vai ser

soldadura no produto JXQ-

consiste num tratamento

é a pintura que consiste num processo chamado processo automático em que a tinta em pó é

(44)

LICENCIATURA EM GESTÃO

projectada automaticamente para as peças que estão numa linha uma estufa entre os 160/180º

Por fim o produto é embalado e posto em arma

3.3.

Cálculo do Stock de Segurança do Produto JXQ

Pretende-se com o cálculo do stock de segurança do produto JXQ processo produtivo.

O que observei é que as encomendas que o cliente realiza nunca são constantes de mês para mês, ou seja, quando se elaborava um planeamento de stocks para o próximo mês tínhamos apenas um valor

frequência.

Este foi sem dúvida o maior desafio encontrado durante o estágio.

Estamos perante um sistema de stocks adoptar um stock de segurança

Existe na Sodecia uma quantidade

stock para fazer face à variação da procura intuição e não num método científico.

RELATÓ

LICENCIATURA EM GESTÃO

projectada automaticamente para as peças que estão numa linha e que os 160/180º C.

Figura 18: Processo de Pintura

Fonte: Sodecia

uto é embalado e posto em armazém para se proceder à sua expedição.

Cálculo do Stock de Segurança do Produto JXQ

se com o cálculo do stock de segurança do produto JXQ ter

s encomendas que o cliente realiza nunca são constantes de mês para mês, ou seja, quando se elaborava um planeamento de stocks para o próximo mês tínhamos apenas um valor sujeito a alterações durante esse período, o que ocorria com

dúvida o maior desafio encontrado durante o estágio.

perante um sistema de stocks com uma procura probabilística, logo deveremos adoptar um stock de segurança.

Existe na Sodecia uma quantidade de produto acabado que deverá permanecer sempre em para fazer face à variação da procura. O problema é que o seu cálculo é baseado na intuição e não num método científico.

ATÓRIO DE ESTÁGIO

34

depois passam por

sua expedição.

Cálculo do Stock de Segurança do Produto JXQ

ter uma melhoria do

s encomendas que o cliente realiza nunca são constantes de mês para mês, ou seja, quando se elaborava um planeamento de stocks para o próximo mês alterações durante esse período, o que ocorria com

uma procura probabilística, logo deveremos

que deverá permanecer sempre em . O problema é que o seu cálculo é baseado na

(45)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 35

De salientar que todos os cálculos dos stocks de segurança foram elaborados por mim e são baseados em dados da organização. Ou seja, os cálculos e a adopção deste tipo de sistema partiram da minha observação durante o período de estágio e constitui uma sugestão de melhoria, no entanto esta não foi apresentada a organização.

De notar ainda que os stocks de segurança podem ser aplicados nas matérias-primas ou nos produtos acabados. Tendo um stock de segurança ao nível do produto acabado deixa de ser necessário a aplicação deste método às matérias-primas, pois de forma implícita já estão enquadradas no produto final

Para podermos calcular o valor do stock de segurança do produto acabado JXQ recorremos às fórmulas referenciadas no capítulo anterior sobre o stock de segurança.

As 8 amostras apresentadas na tabela 2 reportam-se à procura de 8 meses e permite-nos calcular o stock de segurança do produto JXQ.

Tabela 2: Dados do Stock de Segurança

Fonte: Elaboração Própria a Partir de Dados da Sodecia

A variável 1’ = 8337 unidades representa a procura média e corresponde a uma procura média mensal de 166740 unidades pois a Sodecia trabalha 20 dias por mês.

Mês Amostra da Procura por Mês Procura Diária por Mês 1 180600 9030 2 151200 7560 3 186480 9324 4 199920 9996 5 141120 7056 6 168000 8400 7 121800 6090 8 184800 9240 1’ = 8337 -1′ =1326 , = 41685 - = 2965 . = 1,64 /0 = 4863

(46)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 36

A variável -1′, representa o desvio padrão diário das amostras.

A variável ,, representa o valor da procura total durante o período do lead time, que é igual ao valor do ponto de encomenda, como podemos constatar na seguinte fórmula.

, =  = 12∗  = 8337 ∗ 5 = 41685.

A variável -, representa o desvio padrão da procura durante o período do lead time. Vejamos como se calcula o -.

- = -1′ ∗ √ = 1326 ∗ √5 = 2965

A partir da fórmula seguinte conseguimos determinar o stock de segurança.

. = + /0 − ,-

Como referimos a variável , é igual ao ponto de encomenda, pelo que podemos simplificar a fórmula apresentada.

. =-/0

A variável . é obtida através da distribuição normal para um nível de serviço de 95%. Ou seja, durante o período do lead time a probabilidade de não satisfazer a procura do cliente é de 5%, e representa o risco de uma ruptura de stock.

Temos assim um stock de segurança durante o período do lead time de 4863 produtos JXQ.

/0 = . ∗ - = 1,64 ∗ 2965 = 4863

Com um stock de segurança de 4863unidades do produto JXQ, o ponto de encomenda é de 46548 (5*8337*4863).

Uma questão que se coloca é a seguinte.

(47)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 37

Muito embora o Stock de segurança tenha custos de posse de stock e de oportunidade associados com a imobilização de capital, mesmo assim afigura-se crucial a garantia da satisfação da procura do cliente, pois sem sombra de dúvida, que uma ruptura de stock pode criar uma situação periclitante já que no extremo pode acarretar a perda de um cliente e pôr em causa a viabilidade da própria empresa.

3.4.

MRP

(Materials Requirement Planning)

No Anexo II, apresentamos a simulação do MRP para um período de produção de um mês.

Esta foi a actividade que mais realizei durante o estágio.

A decisão de exemplificar este tipo de actividade, é precisamente porque o MRP está informatizado pelo que são inseridas apenas as necessidades de produção do produto final para um período de tempo, e numa questão de minutos é feito o cálculo das necessidades de materiais.

É possível ver no Anexo II, todo o processo de planeamento de um sistema de stocks com procura dependente e com procura probabilística.

Ou seja, o valor base que usamos no MRP não é um valor determinístico, mas sim um valor probabilístico, havendo por isso a necessidade de termos um stock de segurança durante o período do lead time.

A partir dos dados anteriores apresentados na tabela 2 verificamos que existe uma procura média mensal de 166740 produtos JXQ.

É com este valor que calculámos as necessidades dos materiais dos componentes para a produção do produto JXQ. De referir que os componentes necessários para produzir o produto JXQ constam na sua respectiva árvore como já referimos anteriormente.

De destacar que a entrega da encomenda total de 166740 produtos JXQ ao cliente não será no fim do mês, mas sim repartida, por quatro semanas, havendo assim uma necessidade de produção semanal de 41685 unidades de JXQ, como verificamos no Anexo II.

(48)

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

LICENCIATURA EM GESTÃO 38

Um ponto a considerar no Anexo II prende-se com o ponto de encomenda. Se necessitamos de 46548 unidades (valor com o stock de segurança) por semana, e se o lead

time é de 5 dias o critério a usar é de recuar no tempo para sabermos quando começamos a

produzir a encomenda do cliente e consequentemente quando devemos efectuar as encomendas ao fornecedor, para podermos entregar a encomenda no prazo requerido pelo cliente.

Ainda relativamente ao stock de segurança do produto JXQ quando não existir uma procura acrescida durante o período do lead time, não será necessário constituir novamente uma quantidade de stock de segurança para o próximo período do lead time, evitando assim custos financeiros à Sodecia.

A realçar que todo o processo de cálculo do MRP é sempre feito do fim para o início.

Podemos ver na tabela 3 os dados iniciais do processo de cálculo do MRP.

Tabela 3: Quantidades a Produzir de JXQ

Fonte: Elaboração Própria a Partir de Dados da Sodecia

A procura média mensal de 166740 unidades é produzida em lotes económicos de 210 peças o que corresponde a 794 lotes económicos e que a Sodecia terá que produzir dentro desse prazo.

No Anexo II, o MRP dá-nos, os componentes necessários bem como as respectivas quantidades, o ponto de encomenda, os fornecedores o lead time e o stock de segurança do produto acabado. P R O D U Ç Ã O J X Q LOTE ECONÓMICO 210

STOCK SEGURANÇA SIM

MÚLTIPLOS DE LOTE SIM

PERÍODO 1MÊS

ENCOMEDA 166740

LOTES ECONÓMICOS 794

LEAD TIME

Referências

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