I
NSTITUTOF
EDERAL DEE
DUCAÇÃO,
C
IÊNCIA ET
ECNOLOGIARIOGRANDE DONORTE
Disciplina: Análise de Alimentos
Proteína e Lipídeo
Proª. Me. Dayana do Nascimento FerreiraCurrais Novos, Maio de 2016.
P
ROTEÍNA
I
NTRODUÇÃO3
Proteínas
Macromoléculas compostas de vários aminoácidos unidos por ligações peptídicas
U
NIDADES ESTRUTURAIS BÁSICAS DAS PROTEÍNAS4
F
UNÇÕESB
IOLÓGICAS5
Funções contráteis (actina e miosina)
Elementos estruturais (colágeno, queratina)
Biocatalizadores (enzimas)
Armazenamento (ferritina)
Transferência (hemoglobina)
Hormonais (insulina,hormônios da tireóide)
Nutricional (caseína, ovoalbumina)
Agentes protetores (anticorpos, veneno, inibidores enzimáticos)
N
OS ALIMENTOS6
Além da função nutricional, as proteínas têm
propriedades organolépticas e de textura.
Teor de proteínas de algum alimentos Leite integral 3,5% Carne assada 25% Ovo integral 13% Arroz integral 7,5% - 9,0% Farinha de trigo 9,8% - 13,5% amendoim 25% - 28% soja 33% - 42% Fonte: Cechi, 2003
M
ETODOLOGIA7
Determinação de proteína – determinação de um
elemento ou de um grupo pertencente à proteína.
Conversão feita através de um fator. Elementos analisados: Carbono e Nitrogênio Grupos: aminoácidos e ligações peptídicas
A
NÁLISE DE NITROGÊNIO8
É a determinação mais utilizada;
Considera que as proteínas têm 16% de nitrogênio em
média (depende do tipo de proteína); 16g N _______ 100g proteínas
1g N _______Xg Xg = 100/16 = 6,25
O teor de proteína bruta de um alimento é obtido pela
multiplicação do teor de N - total pelo fator de conversão (6,25).
A
TENÇÃOO fator de conversão 6,25 provoca erros quando o conteúdo de N de um alimento é muito diferente de 16%. Nesses casos, existem os fatores de conversão específico para cada alimento.
ALIMENTO FATOR ALIMENTO FATOR
Farinha de centeio
5,83 Amêndoas 5,18 Farinha de trigo 5,83 Castanhas
do Pará 5,46 Macarrão 5,70 Avelã 5,30 Cevada 5,83 Coco 5,30 Aveia 5,83 Leite e Derivados 6,38 Amendoim 5,46 Margarina 6,38 Soja 6,25 Gelatina 5,55 Arroz 5,95 Outros Alimentos 6,25 (S Ã O PA U LO , 2 00 8)
M
ÉTODO DEK
JELDAHL 1 0 Proposto na Dinamarca em 1883;•Determina o N total orgânico;
A razão entre o N medido e a proteína
estimada depende do tipo de amostra e de outros fatores;
(CECCHI, 2003)
Jonh Kjeldahl
M
ÉTODO DEK
JELDAHLO método baseia se em três etapas:
digestão destilação titulação
A matéria orgânica é decomposta e o nitrogênio
E
TAPAS DOM
ÉTODO DEK
JELDAHL O procedimento baseia-se: Amostra + H2SO4 (aquecimento 350 – 400 ºC) – Carbono e hidrogênio oxidam N da proteína reduzido e transformado em sulfato de amônia +NaOH concentrado + aquecimento = Liberação da amônia O borato de amônia formado é dosado com umasolução ácida (HCl) padronizada Digestão:
MATÉRIA ORGÂNICA + H2SO4 (NH4)2SO4+ H2O + CO2 (Contendo Nitrogênio) (Sulfato de Amônia)
E
TAPA DE DIGESTÃO
Adição de catalisadores
Mercúrio: superior ao cobre. Necessária mais uma etapa (precipitação do mercúrio com tiossulfato de sódio);
Cobre: menos eficiente (toxidez);
Selênio: efeito mais rápido que o mercúrio e não precisa de separação após o uso. Pode haver perda de N se for usado em excesso ou se a temperatura de digestão não for cuidadosamente controlada.
Atualmente se utiliza uma mistura dos três catalizadores (dióxido de selênio + Sulfato de cobre + sulfato de sódio, na proporção de 1:10:100).
NaOH
Ác. Bórico
Destilador de proteínas.
-Adiciona-se NaOH concentrado e
aquece-se para liberação da amônia
dentro de um volume conhecido de uma
solução deác. Bórico, formandoborato
de amônia;
E
TAPA DED
ESTILAÇÃOE
TAPA DA
D
ESTILAÇÃO
Adição de Ácido bórico
-Recolhimento feito em excesso de ácido bórico;
-O borato de amônia formado é que será titulado com um ácido padronizado;
-Vantagem: apenas uma solução padronizada;
-Nem a quantidade nem a concentração de ácido bórico necessitam ser precisas.
R
EAÇÕES ENVOLVIDAS (Sulfato de Amônia) (NH4)2SO4+ 2NaOH 2NH4OH + Na2SO4 (Hidróxido de Amônia) 6NH4OH + 2H3BO3 2(NH4)3BO3+ 6H2O (Hidróxido de Amônia) (Borato de Amônia)E
TAPA DAT
ITULAÇÃO1 8
-
Borato de amônia formado é dosado com solução de
E
TAPA DA
T
ITULAÇÃO
o Reações envolvidas na análise
6NH4OH + 2H3BO3 2(NH4)3BO3+ 6H2O (Hidróxido de Amônia) (Borato de Amônia)
(NH4)3BO3+ 3HCl 3(NH4)Cl + H3BO3 (Borato de Amônia) (Cloreto de Amônia)
C
ÁLCULOS Onde:
• VA - volume de HCl gasto na titulação • VB – Volume de HCL gasto no branco • f - fator de correção da solução de HCl • F – fator de correção do produto • m – massa da amostra
Para converter o N medido em
proteína, é preciso multiplicar o
conteúdo encontrado por um fator
arbitrário, que representa um fator
médio para o material em estudo.
(Para alimentos em geral é 6,25)
M
ÉTODO DEK
JELDAHL 2 1 (CECCHI, 2003)V
ANTAGENS DOM
ÉTODO 2 2
Aplicável a todos os tipos de alimentos;
Relativamente simples;
Não é caro;
Preciso. Trata-se de um método oficial para a
determinação de proteínas;
Vem sendo modificado
para análise de
microgramas de proteína (micro Kjeldhal).
D
ESVANTAGENS DOM
ÉTODOMede Nitrogênio
orgânico total, não
apenas nitrogênio
de proteínas
Demorado
É menos preciso que
Utiliza reagentes
KJELDAHL
Descoberto por Dumas em 1831
e também determina N total
M
ÉTODO DED
UMASDeterminado após combustão da
amostra a 700 – 800ºC, por medida
volumétrica do N gasoso.
Jean-Baptiste Dumas
M
ÉTODO DED
UMAS2 5
A medida é difícil e sujeita a erros,
devido a pequena quantidade da
amostra utilizada na análise, podendo
não ser representativa para o alimento.
(SÃO PAULO, 2008)
A
TIVIDADE1
Pesquisar sobre os métodos de determinação do teor de proteínas:
Método por Biureto Método de Lowry Método Dye-Binding
L
IPÍDEOS
L
IPÍDEOSDefinidos como componentes do alimento que são
insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos
Solventes orgânicos utilizados: ◦Éter etílico ◦Éter de petróleo ◦Acetona ◦Clorofórmio ◦Benzeno ◦Álcoois ◦Hexano 28
F
UNÇÕES Fornecem energiaProteção dos órgãos contra choques mecânicos Isolamento contra o frio
Componentes da membrana celular São utilizados para síntese de hormônios Servem para transportar e armazenar vitaminas Sensação de saciedade (Controle da fome); Nutrientes essenciais (ácidos graxos essenciais)
29
PROPRIEDADES FUNCIONAIS DOS LIPÍDEOS NOS ALIMENTOS
Os lipídios contribuem essencialmente para as
características sensoriais dos alimentos, como textura, aroma, cor e sabor, atribuindo palatibilidade aos produtos.
Por sua lenta digestão, os lipídios conferem a sensação
de plenitude gástrica, espaçando, por conseguinte, as refeições.
Conteúdo de lipídios em alguns alimentos (%) Maionese 70-75 Toucinho defumado 70-75 Carne de porco 40-60 Chocolate 30-40 Leite em pó integral 35 Carne bovina 20-30 Ovo 11 Carne de frango 10 31
M
ÉTODOS DE ANÁLISE Extração com solvente a quente Extração com mistura de solventes a frioExtração de gordura ligada a outros compostos, por
hidrólise ácida e alcalina
32
E
XTRAÇÃO COM SOLVENTE A QUENTEExtração da gordura da amostra com solvente Evaporação do solvente Pesagem da gordura extraída 33
S
OXHLETPrincípio:utiliza um aparato que permite a
extração de lipídios através da contínua passagem de um solvente através da amostra
Preparo da amostra:seca em estufa e tritura
permitindo assim o máximo contato com o solvente
34
SOXHLET Franz Von
www.google.com
C
ARACTERÍSTICASO extrator utiliza o refluxo do
solvente
Só pode ser usado com amostras
sólidas
A amostra não fica em contato
direto com o solvente em ebulição
EXTRAÇÃO COM MISTURA DE SOLVENTES A FRIO -MÉTODO DEBLIGHDYER
Bligh e Dyer, em 1959, sugeriram um método de
extração de gordura que utiliza uma mistura a frio de três solventes: clorofórmio-metanol-água
Características:
Para amostras que serão avaliadas quanto ao nível de
peroxidação e perfil de ácidos graxos
Pode ser usado para qualquer tipo de amostra (seca ou úmida)
B
LIGHD
YER Utiliza a mistura de três solventes, clorofórmio-metanol-águaA amostra é misturada com o metanol e clorofórmio que estão numa proporção que formam uma só fase com a amostra
Adiciona-se mais clorofórmio e água promovendo a formação de duas fases distintas, uma de clorofórmio, contendo lipídios, e outra metanol mais água, contendo substâncias não lipídicas
A fase do clorofórmio com a gordura, é isolada e, após a evaporação do clorofórmio, obtendo a quantidade de gordura por pesagem
38
EXTRAÇÃO DE GORDURA LIGADA A OUTROS COMPOSTOS
Hidrólise ácida Processo de Gerber Método de rotina usado para leite e produtos lácteos Utiliza ácido sulfúrico (D=1,82)
A leitura final da gordura no butirômetro deve ser
feita a 71°C
39
Q
UIZ1. Quais as etapas do método de Kjedahl para
determinação de proteínas?
2. Qual a proporção dos catalizadores (dióxido
de selênio + Sulfato de cobre + sulfato de sódio) na mistura catalítica?
3. Qual o objetivo de se adicionar a mistura
catalítica na etapa de digestão?
4. Que ácido é utilizado na etapa da titulação
do método de Kjedahl?
5. Cite 2 vantagens do método de Kjedahl?
6. Cite 2 desvantagens do método de Kjedahl?
7. Quais os elementos analisados na determinação
do teor de proteínas?
8. Como se chegou ao fator de correção de 6,25 para a
maioria dos alimentos?
9. Os lipídios contribuem essencialmente para as
características sensoriais dos alimentos; Quais são elas?
10. Quais são os métodos de análise para obtenção do teor
de lipídeos em alimentos?
11.Qual a desvantagem do método de Soxhlet?
12. Que método faz a extração de gordura que utiliza uma
mistura a frio de três solventes(clorofórmio-metanol-água)?