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Modelos de recuperação de áreas degradadas

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Academic year: 2021

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Modelos de recuperação de

áreas degradadas

Iane Barroncas Gomes

Engenheira Florestal Professora Assistente CESIT-UEA

O que escolher fazer de acordo com a situação da área e o objetivo da recuperação

(2)

Conteúdo

• Modelos de recuperação de áreas degradadas:

• Indução do banco de sementes e condução da regeneração natural

• Adensamento ou enriquecimento da mata em recuperação

• Plantios

• Plantios homogêneos • Plantios mistos

(3)

Como saber qual modelo de recuperação a

ser usado?

SITUAÇÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA POSSUI FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO E

BANCO DE SEMENTES? SIM

O OBJETIVO É RESTAURAÇÃO? SIM - Condução da regeneração natural - Adensamento e enriquecimento NÃO

- Qualquer tipo de plantio pode ser realizado de acordo com o objetivo da

recuperação

- Não é recomendável desmatar para fazer plantio homogêneo

Histórico de uso do

(4)

Final de degradação =

(5)

SITUAÇÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA

POSSUI FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO E

BANCO DE SEMENTES? NÃO

O OBJETIVO É RESTAURAÇÃO? SIM - Empréstimo de serapilheira e banco de sementes de outras localidades - Plantios com alta

diversidade NÃO

- Qualquer tipo de plantio pode ser realizado de acordo com o objetivo da

recuperação

- Sistemas Agroflorestais ou outros

Como saber qual modelo de recuperação a

ser usado?

(6)

Bases teóricas: dinâmica das florestas

tropicais

• As bases conceituais para a restauração ecológica em

florestas tropicais se concentram em três aspectos

principais:

• A sucessão secundária

• A biodiversidade

(7)

Bases teóricas: dinâmica das florestas

tropicais

• A restauração de uma área degradada é fundamentada na

compreensão de processos da dinâmica da floresta, sobretudo

os relacionados à regeneração natural

• O grande objetivo da restauração é na verdade o

restabelecimento desses processos

(8)

Revisão – dinâmica de sucessão florestal

• Abertura de clareira pela queda natural ou acidental de uma

árvore

• Recolonização da clareira por meio de sucessão secundária

(ocupação da clareira na floresta primária por uma nova

vegetação – secundária)

(9)

 descontinuidades existentes na estrutura do dossel de uma floresta causadas pela queda de uma ou várias árvores ou de parte dela(s), cujas condições ambientais diferem daquelas do dossel fechado e cujos recursos, particularmente luz, deixam de ser controlados pelos indivíduos do dossel dominante.

Clareiras

Fonte: Longman e Jenik (1974)

(10)

Classificação das clareiras

NATURAIS

(11)

➢ temperatura do solo; ➢ umidade relativa;

➢ umidade de superfície do solo;

➢ decomposição e disponibilidade de nutrientes. ➢ quantidade e mudança da qualidade da luz;

(12)

Tamanho de clareiras x Grupo de espécies (ecológicos)

Pequenas Grandes

• Espécies de estádios mais iniciais da sucessão

• Espécies típicas dos estádios tardios da sucessão

• Pioneiras • Clímax

(13)

Revisão – dinâmica de sucessão florestal

• A composição de espécies muda durante a sucessão

• Estas são divididas em grupos ecológicos ou sucessionais:

• Pioneiras e secundárias iniciais

• Secundárias tardias e clímaxes

(14)
(15)

➢ Fase 1 (até 4 anos) – herbáceas e arbustos pioneiros

➢ Fase 2 (4-7 anos) – somente espécies heliófilas, povoamentos homogêneos

(espécies agressivas), dois estratos na floresta

➢ Fase 3 (a partir de 8 anos) – quase desaparecimento das espécies heliófilas,

aumento da competição, aumento das espécies umbrófilas

➢ Floresta de transição (15-20 anos) – espécies umbrófilas e heliófilas, dois

estratos

➢ Floresta madura (60-80 anos) – aumento das espécies umbrófilas, aumento da

diversidade

(16)

Banco de sementes

• Em áreas não muito perturbadas após a degradação, ou que

possuem fragmentos de vegetação próximos, existem

sementes “armazenadas” em diferentes camadas do solo,

formando o chamado banco de sementes

(17)

➢ banco de sementes ➢ banco de plântulas

➢ rebrota de tecidos vegetais ➢ sementes recém-dispersas

Fatores que condicionam o surgimento da vegetação secundária

(18)

Condução da regeneração natural

• Consiste num conjunto de medidas a serem adotadas no

sentido de minimizar fatores que retardam a regeneração

natural como: incêndios, ataques de formigas, uso

indiscriminado de produtos químicos e outros

• Adota métodos que acelerem a recuperação natural da própria

floresta como plantios de enriquecimento

(19)

Indicação de uso do enriquecimento

• Visa aumentar a diversidade vegetal de uma área onde já

existam indícios de regeneração natural, como as capoeiras

• Pode ser feito com o plantio ou semeadura de espécies que

atraiam animais ou que tenham potencial econômico

(20)
(21)
(22)

Enriquecimento de áreas em recuperação

(23)
(24)

Critérios de seleção das espécies*

• Devem ser nativas da região onde será feita a

recuperação

• Ter crescimento rápido ao ponto de combater as invasoras

• Produzir frutos em grande quantidade que atraiam fauna

• Devem ser promotoras de interações ecológicas

específicas

Produção de mudas* Aula subsequente

(25)

Plantio de espécies arbóreas

• Plantios homogêneos

• Uso de uma única espécie para a composição do reflorestamento • Normalmente com fins comerciais

• Plantios mistos

• Catalisadores de sucessão ecológica • Uso de múltiplas espécies

(26)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Abertura de aceiros e instalação de cercas

• Objetivo: prevenção de incêndios

• Os aceiros devem ter pelo menos 5 metros de largura contornando a área de plantio

• Exigem manutenção para que estejam sempre limpos

• Após certo nível do crescimento das mudas os aceiros também devem ser revegetados

(27)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Controle de formigas

• O controle de formigas cortadeiras deve ser feito desde a roçada para limpeza da área até a formação do plantio, com o uso de iscas,

(28)

28

4. Controle de formigas:

Implantação de povoamentos florestais

➢ combater os

principais gêneros de formigas cortadeiras que atacam plantios florestais.

• 20 sps e 9 subespécies

-Acromyrmex.

• 10 sps e 3 subespécies –

(29)

29

4. Controle de formigas:

Amostragem:

(30)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Locação do plantio

• O sistema de alinhamento pode ser em esquadria (quadrado ou retângulo) para terrenos planos ou em quincôncio (triângulo) para áreas em declive

(31)

Plantio em declive (castanheira) Fazenda Aruanã – Itacoatiara, Am

(32)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Espaçamento

• Os espaçamentos mais comumente utilizados já são tradicionalmente conhecidos (Tabela)

• Os aspectos que devem auxiliar na escolha do espaçamento são,

principalmente, o grau de degradação da área e a disponibilidade de recursos (financeiro, mão-de-obra, etc.)

(33)

Outros espaçamentos podem ser adotados para

se adaptar a situações específicas

(34)

7. Espaçamento:

✓ características ecofisiológicas da espécie ✓ qualidade do sítio

✓ objetivos do plantio

✓ qualidade e volume esperados de madeira ✓ possibilidades de manutenção

✓ riscos de erosão

✓ número de cortes previstos

Implantação de povoamentos florestais

✓ Propiciar a cada planta área suficiente para o

(35)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Abertura de covas

• O tamanho da cova varia de acordo com as condições do solo • O tamanho mínimo recomendado é de 40 cm x 40 cm x40 cm

• Outros tratos devem ser aplicados conforme as características físicas do solo

(36)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Adubação

• Em áreas degradadas é raro encontrar solos com disponibilidade adequada de nutrientes

• A análise do solo ajuda bastante, mas o desconhecimento sobre as

exigências nutricionais das espécies não permite uma recomendação de adubação precisa

(37)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Adubação

• De forma generalista, recomenda-se:

• 200 g de calcário dolomítico por cova

• Entre 150 g e 200 g de superfosfato simples • Entre 30 g e 40 g de cloreto de potássio

• A adubação deve ser feita com cerca de 30 dias antes do plantio

• Outra possibilidade é um adubo composto de 4-14-8 na quantia de 150 g por cova

(38)

Preparo da área para o plantio

Situação comum a qualquer tipo de plantio

• Adubação

• Se for optado por utilizar adubação orgânica, o recomendável é de 5 a 10 litros de composto bem curtido por cova

(39)

Instalação do plantio

• Deve ser feito preferencialmente no início do período chuvoso

• Especial atenção deve ser dada às mudas produzidas em sacos,

quanto às condições das raízes

• O plantio deve ser feito abrindo uma coveta na cova

anteriormente preparada, ficando o colo da muda ao nível da

superfície do solo

(40)

Plantio de ingá Experimento RAD-Balbina_Pres.Figueiredo Eng. Roberto Jaquetti

(41)
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(43)

Manutenção do plantio

• Capinas e roçadas

• As capinas de manutenção devem eliminar as plantas daninhas que podem provocar o abafamento ou a excessiva competição

• A capina ou coroamento com enxada deve ser feita em um raio de 50 cm em torno da muda

(44)

Monitoramento dos plantios

• O monitoramento visa acompanhar a evolução e medir o

sucesso dos plantios na restauração das áreas degradadas

• Itens passíveis de monitoramento:

• Sobrevivência das mudas – contagens periódicas • Crescimento das mudas – medidas biométricas

• Controle de plantas invasoras – eliminação gradativa

• Recrutamento de plântulas – surgimento de novas espécies por sucessão • Presença da fauna – tocas, abrigos, pegadas, etc

(45)
(46)

Problemas a serem monitorados após o

plantio

• Ataques de pragas

(47)
(48)
(49)

Plantio homogêneo de Mogno PIF Amaggi – Itacoatiara, Am

(50)

Plantio misto (mogno + laranja) Fazenda Sakai – Itacoatiara, Am

(51)

Aspectos Silviculturais: Plantios mistos

Como escolher as espécies? - critério ecológico

Tolerantes

Inibidoras

Facilitadora

Escolhas de espécies? - critério fisiológico

Capacidade

fotossintética

Estresse

hídrico

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Critério de escolha de Espécies

Inga edulis -(Inga-de-metro) -Família - Mimosaceae Iryanthera macrophyla -(Ucuúba-vermelha) -Família - Myristicaceae ECOFISIOLÓGICO ECOLÓGICO Densidade relativa VISMIA INGA

Tolerante ao estresse, eficiência

fotossintética, baixa mortalidade

Indutora da sucessão

florestal, competidor

superior, interações

com outras espécies

(53)
(54)

SISTEMA SILVI-AGRÍCOLA

- É a integração simultânea ou sequêncial de árvores e cultivos agrícolas.

Serviços prestados pelas árvores de freijó e ingá:

1 – Absorção de nutrientes do solo pelas raízes profundas; 2 – Proteção do solo contra o impacto direto das chuvas

3 – Formação de liteira na camada superficial pela queda de biomassa fresca; 4 – Forrageamento de abelhas pelo néctar e pólen;

5 – Aproveitamento dos ramos de ingá como lenha;

6 – Extração e venda da madeira de freijó (que é valiosa).

O componente florestal é obrigatório

e sem a presença de árvores não se pode

designar “sistema agroflorestal“. SAF consorciado com

ingá (I), bananeira (B), freijó (F) e cacau

(55)

VANTAGENS DOS SAFs

1. Intensifica o uso da área com maior possibilidade de renda e gera produtos

para subsistência.

2. Melhora a qualidade do solo e combate a erosão. 3. Maior eficiência na ciclagem de nutrientes.

4. Diversificação da produção, e melhoria na dieta alimentar. 5. Produzem por mais tempo, ou por longos períodos.

6. Melhor distribuição de mão-de-obra.

7. Os consórcios geram produtos diversificados, com menor risco de mercado e pragas e doenças.

8. Melhores condições de produção decorrentes do consórcio de espécies. 9. Constituição de capital “ em pé “ (madeira) para emergências.

10. Ajudam a manter a fauna e facilita a caça racional.

11. Uma vez estabelecidos, certos SAF´s produzem sem exigir muita mão-de-obra em tarefas de tratos culturais e manejo.

(56)

Resumo

SITUAÇÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA POSSUI FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO E

BANCO DE SEMENTES? SIM

O OBJETIVO É RESTAURAÇÃO? SIM - Condução da regeneração natural - Adensamento e enriquecimento NÃO

- Qualquer tipo de plantio pode ser realizado de acordo com o objetivo da

recuperação

- Não é recomendável desmatar para fazer plantio homogêneo

(57)

Resumo

SITUAÇÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA POSSUI FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO E

BANCO DE SEMENTES? NÃO

O OBJETIVO É RESTAURAÇÃO? SIM - Empréstimo de serapilheira e banco de sementes de outras localidades - Plantios com alta

diversidade NÃO

- Qualquer tipo de plantio pode ser realizado de acordo com o objetivo da

recuperação

Referências

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