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Literatura Afro-Brasileira e Indígena:

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Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, v. 1, n. 18, p. 367-375, jul./dez. 2016. ISSN 1518-9597 | e-ISSN 2316-3852 | doi: 10.22287/ag.v1i18.414

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Literatura Afro-Brasileira e Indígena:

Ferramentas Fundamentais para a Educação das Relações

Étnico-Raciais

Afro-Brazilian and Indian Literature:

Tools for the Education of Racial-Ethnic Relations

Camila Nascimento Cordeiroc, Sueli Regina Agustinia,b

Recebido em: 05/12/2016. Aprovado em: 21/12/2016. Disponibilizado em: 26/12/2016

a. Faculdades Integradas Campos Salles - FICS.

b.Escola Paulista de Educação, Filosofia e Política - ESEF. c.EMEF Arquiteto Vilanova Artigas.

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo principal destacar a importância do uso da literatura afro-brasileira e indígena como ferramentas imprescindíveis de combate ao racismo, ao preconceito e à intolerância, assim contribuindo para a desconstrução dos mais variados estereótipos e valorização da autoestima de crianças negras e indígenas. Esse trabalho com essas literaturas pode ser visto e pensado como uma ação afirmativa e, por essa razão, deve ser iniciado no espaço educacional nos primeiros anos de escolarização, pois a partir dessa fase podemos como educadores contribuir para a formação da autoestima dos nossos alunos e ensiná-los a respeitar uns aos outros.E assim também contribuir para o fortalecimento das relações étnico-raciais, a partir do respeito e da valorização da cultura e identidade do outro que também é representado com respeito e dignidade nas histórias lidas em sala de aula.

Palavras-chave: Literatura Afro-Brasileira; Literatura Indígena; Relações Étnico-Raciais;

Desconstrução de Estereótipos. _______________

Abstract

The main objective of this work is to highlight the importance of the use of Afro-Brazilian and Indigenous literature as essential tools to combat racism, prejudice and intolerance, thus effectively contributing to the deconstruction of the most varied stereotypes and valuing of the self-esteem of black and indigenous children. This work with these literatures can be seen and thought as an affirmative action and for this reason must be initiated in the educational space in the first years of schooling, because from this stage we can as educators contribute to the formation of our students’ self-esteem and teach them to respect each other. And also contribute to the strengthening of ethnic-racial relations, based on respect for and appreciation of the culture and identity of the other, which is also represented with respect and dignity in the stories read in the classroom.

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Keywords: Afro-Brazilian Literature; Indigenous Literature; Ethnic-racial Relations; Deconstruction of Stereotypes.

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Augusto Guzzo Revista Acadêmica, São Paulo, v. 1, n. 18, p. 367-375, jul./dez. 2016.

ISSN 1518-9597 | e-ISSN 2316-3852 | doi: 10.22287/ag.v1i18.414 369

_______________ 1 Introdução

Este trabalho aponta o uso da literatura, em especial afro-brasileira e indígena, como uma importante ferramenta de valorização da autoestima e fortalecimento das relações étnico-raciais. Pois, ao ver suas características físicas e sua cultura representadas nas histórias lidas pelo professor a criança negra e/ou indígena, mesmo sem perceber, eleva a sua autoestima, sente-se valorizado e parte integrante do grupo escolar e, assim, interage melhor com o outro. E não menos importante será para as crianças de pele branca, pois ao ver o outro e sua cultura também representados nas histórias passa a respeitá-lo, admirá-lo e valorizá-lo também.

Torna-se cada vez mais indispensável que as literaturas afro-brasileira, africana e indígena sejam integradas na escolarização de crianças e jovens, pois as crianças consideradas “brancas” sempre se sentiram representadas nas histórias lidas até então, onde os protagonistas sempre tinham traços europeus (cor da pele, cor dos olhos, cabelo, entre outras características).

Mas, em um país como o Brasil, com tamanha miscigenação, torna-se incoerente valorizar somente uma única aparência física e colocá-la como padrão de beleza, assim como também não se deve falar somente sobre culturas de países tão distantes, enquanto não conhecemos as diversas manifestações culturais que compõem a cultura do nosso próprio povo. Portanto, não se propõe, neste trabalho, que as obras literárias mundialmente conhecidas, que sempre foram parte da escolarização dos alunos, desde os anos iniciais, sejam substituídas por obras da literatura afro-brasileira e indígena e, sim, que todas tenham seu espaço, para que os alunos desde cedo percebam a riqueza que existe na diversidade e o quanto podemos aprender com a cultura do outro.

E a seguir veremos alguns exemplos de livros que podem ser trabalhados na sala de aula e que contribuirão para a desconstrução de estereótipos, valorização da autoestima, conhecimento e respeito da cultura do outro. E também veremos como as nossas escolhas literárias como educadores podem interferir positiva ou negativamente no processo de desenvolvimento de nossos alunos.

2 A Literatura Afro-Brasileira e Indígenea como Ferramentas na Sala de Aula

Nos últimos anos, há uma grande preocupação em relação aos crescentes casos de manifestações de preconceito, racismo e intolerância na sociedade como um todo. E, na área da Educação, também vem se pensando e propondo ações que visem liquidar tais problemas que afetam o ser humano desde os primeiros anos de convívio na sociedade, ou seja, ainda na infância. E uma das formas de combater tais problemas sociais, nas unidades escolares, é o uso consciente da literatura, em especial afro e indígena, nas salas de aula. Mas, ao se propor trabalhar com obras que compõem esse novo universo literário, deve haver um comprometimento por parte do educador na escolha do material a ser trabalhado, pois há livros que são erroneamente classificados como literatura afro-brasileira ou indígena, mas só servem para enraizar ainda mais o preconceito, a discriminação e a intolerância entre os alunos. Portanto, não basta ter boa intenção, é necessário que o educador pesquise e conheça mais a fundo sobre estas literaturas, que são riquíssimas e que por muito tempo foram marginalizadas.

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É importante salientar que cada história tem uma intenção e, consequentemente um enfoque diferente, enquanto umas se destacam por valorizar a cultura africana ou afrodescendente, outras se propõem a evidenciar o aspecto físico dos protagonistas e, desta forma, valorizar a autoestima das pessoas que pertencem a tais etnias. E outro ponto importante desta literatura é o foco narrativo que traz a perspectiva do negro e/ou indígena, ou seja, ninguém fala por ele e ele não só se expressa, como também é o protagonista das narrativas das quais faz parte. Na grande maioria das histórias que compõem os momentos de leitura em sala de aula, os protagonistas são representados por características físicas europeias. Isso gera uma identificação por uma minoria de crianças que se assemelham a elas. As demais sentem-se inferiores e desejam ser aquilo que não são. Não percebem em si a beleza dos personagens e acreditam que o ideal de beleza seja como aqueles personagens, brancos, loiros, de olhos azuis, cabelos longos e lisos. Nesse contexto, a literatura mundial, que sempre reforçou um padrão de beleza e excluiu ou tratou de forma pejorativa as características físicas e culturais das demais etnias, pode e deve ser utilizada para transformar essa realidade. Por essa razão, foi pensada, elaborada e instituída a Lei Nº 11.645, de 10 março de 2008, que altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

E, para trabalhar com essa nova e imprescindível temática, é importante que o educador tenha um novo olhar para a literatura e que repense a sua prática docente, bem como as suas escolhas literárias. É importante que o educador se coloque no lugar do outro, em especial no lugar de seus alunos que não correspondem ao padrão de beleza imposto pela sociedade, e perceba o quanto as suas escolhas literárias poderão contribuir para o início de uma sociedade melhor, em que haja mais respeito e tolerância por parte de todos.

3 Literatura Afro-Brasileira e Africana

Nos últimos anos, houve um expressivo crescimento do índice de obras literárias classificadas como literatura afro-brasileira ou africana no mercado editorial e, consequentemente, um considerável crescimento na aquisição deste tipo de acervo para a composição de salas de leitura das escolas e bibliotecas públicas. Então, torna-se papel do professor conhecê-la, explorá-la, apropriar-se dela e selecionar o que mais lhe agradar e tiver coerência para trabalhar com seus alunos. Em um primeiro momento, a internet pode ser uma boa fonte de pesquisa de títulos sobre a temática, pois há muitos sites que trazem resenhas sobre obras que valorizam a cultura afro-brasileira e africana e, também, destacam obras que trazem o negro como protagonista e que, assim, contribuem para a valorização da autoestima das crianças negras.

A seguir, há algumas sugestões de livros que poderão engrandecer muito as aulas de todos os educadores, em especial nos anos iniciais, e contribuir para o trabalho com uma literatura que não seja excludente e que represente cada aluno.

Muitos são os livros voltados para o público infantil que abordam a temática em questão com muito comprometimento e leveza. Entre tantas obras, algumas se destacam, como é o caso do livro “O mundo começa na cabeça”, de Prisca Agustoni, em que percebemos a valorização de uma marcante característica das pessoas negras ou afrodescendentes, que é o cabelo crespo:

“O cabelo é como o nosso coração: ele traz muitas mensagens, que não podemos recusar-nos a ouvir.” (AGUSTONI, 2013, p.13). Outro livro que também fala sobre essa característica

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física, chama-se Betina, de Nilma Lino Gomes, 2009: Quando a avó terminava o penteado Betina dava um pulo e corria para o espelho. Ela sempre gostava do que via. Do outro lado do espelho, sorria para ela uma menina negra, com dois olhos grandes e pretos como jabuticabas, um rosto redondo e bochechas salientes, cheia de trancinhas com bolinhas coloridas nas pontas.

Também nessa linha de valorização da autoestima da criança negra, temos o clássico livro “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém, que aborda essa temática do cabelo, inicialmente como um conflito para a personagem Lelê, que não entende o porquê de seu cabelo ser como é. E, ao longo da narrativa, a autora vai trazendo elementos que contribuem para a valorização da autoestima da personagem e o faz com muita naturalidade e respeito:

“Depois do Atlântico, a África chama E conta uma trama de sonhos e medos De guerras e vidas e mortes no enredo Também de amor no enrolado cabelo Puxado, armado, crescido, enfeitado Torcido, virado, batido, rodado

São tantos cabelos, tão lindos, tão belos!” (BELÉM, 2007, p.15/16).

Um outro livro muito interessante de se trabalhar é: “Ndule Ndule assim brincam as crianças africanas” (BARBOSA, 2011), pois a obra apresenta um aspecto cultural muito interessante para qualquer criança do mundo inteiro, que é o lúdico, ou seja, os modos de brincar e a brincadeira, que é uma forma muito eficiente de fortalecer relações. E isso ocorre por meio de uma narrativa leve e divertida, em que somos apresentados a personagens de diversos países da África, que nos ensinam alguma brincadeira comum em sua terra natal. Veja o exemplo a seguir: “- Olá! Eu me chamo Nisha, tenho dez anos e vivo na República Democrática do Congo. A brincadeira de que mais gosto é a de gato e rato, que conhecemos como kameshi ne mpuku” (BARBOSA, 2011, p.6).

Além de contribuir para o conhecimento da cultura desses povos, o livro também contribui para o conhecimento linguístico das línguas africanas.

Em “Lila e o Segredo da Chuva”, de David Conway, a história é ambientada na África, assim como o livro “Chuva de Manga”, de James Rumford e o trabalho com esse tipo de história é muito importante para que os alunos compreendam a diversidade que compõe a África e que, ao contrário do que muitos imaginam, a África não é um país, e sim um amplo continente, que é composto por muitos países, os quais, por sua vez, têm suas próprias línguas e culturas.

O livro Joãozinho e Maria, uma adaptação de Cristina Agostinho e Ronaldo Simões Coelho, traz uma nova perspectiva do famoso clássico infantil “João e Maria”, cujos personagens sempre seguiram o padrão de beleza europeu, pois, nesta adaptação, os autores transformaram os protagonistas em crianças com traços físicos muito mais próximos da nossa realidade e também situam a história no Brasil, o que nos aproxima ainda mais da narrativa e, deste modo, valoriza a nossa cultura e, consequentemente, cria uma identificação por parte de muitos alunos que passam por situações de precariedade semelhantes aos protagonistas da história:

“Há muito tempo, lá na Serra da Mantiqueira, vivia um pobre homem com sua família, num barraco” (COELHO, 2013, p.1). Há inúmeros livros que falam da cultura dos povos da África, como: “Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem”, de Raul

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Lody; “Histórias de Ananse”, de Adwoa Badoe e Baba Wagué Diakité; “Mestre Gato e comadre Onça”, de Carolina Cunha; “Obax”, de André Neves; “Erinlé - O caçador e outros contos Africanos”, de Adilson Martins; “Histórias africanas para contar e recontar”, de Rogério Andrade Barbosa; “Meu avô africano”, de Carmen Lucia Campos e “O casamento da princesa”, de Celso Sisto.

É importante que, ao selecionar um livro para trabalhar, o professor tenha um olhar crítico e atento para as suas ilustrações, pois esta é uma parte fundamental da composição da obra infantil e deve ser coerente com a proposta do livro, ou seja, deve apresentar ilustrações que contribuam para a valorização da autoestima e a desconstrução de estereótipos.

4 Literatura Indígena

Quanto à literatura indígena, deve ser ter a mesma preocupação em escolher livros que combatam o preconceito, valorizem a cultura indígena e que não contribuam para fortalecer o estereótipo de indígena, que há muito tempo é disseminada na sociedade e em particular nas escolas. É importante ressaltar que há autores indígenas e não indígenas que escrevem livros sobre a temática.

Há muitas obras interessantes de serem trabalhadas com os alunos, como as lendas indígenas, livros que apresentem a cultura indígena e livros que valorizem os traços indígenas. Algumas sugestões de livros: “Coisas de Índio”, “Meu vô Apolinário: um mergulho no rio da (minha) memória” e “Kabá Darebu”, de Daniel Munduruku; “Irakisu, o menino criador”, de Renê Kithãulu; “Puratig, o remo sagrado” e “Yaguarãboia: a mulher onça” ambos de Yaguarê Yamã; “A lenda do Timbó”, de Sonia Rosa; dentre outros livros fascinantes que abordam essa temática.

No livro “Puratig, o remo sagrado”, de Yaguarê Yamã, podemos perceber um exemplo de história contada a partir da perspectiva indígena:

‘Anhyã-Muasawê era muito bonita e meiga, e por isso todos os bichos da floresta queriam namorá-la, mas Yakumã e Wkumã-Wató não concordavam com isso. Eram muito ciumentos e sempre procuravam estar perto dela para que ninguém se aproximasse” (YAMÃ, 2001, p.14). Os livros que trazem lendas indígenas mostram para os alunos o quanto a tradição de ouvir e contar histórias faz parte da cultura indígena e quanta sabedoria é transmitida através delas, o livro “O menino e o jacaré”, de Maté, evidencia isso em seu trecho final:

“Assim termina a história que os índios velhos contam para seus netos e bisnetos quando vão nadar no rio. História que será contada e recontada enquanto houver uma criança como você para ouvir...” (MATÉ, 2009, p.19).

Um outro livro, que foi sugerido anteriormente, “Kabá Darebu”, do famoso escritor indígena Daniel Munduruku, traz a perspectiva do indígena quanto ás suas raízes:

“Meu nome é Kabá Darebu. Tenho 7 anos e sou do povo munduruku. Meu povo vive na Floresta Amazônica e gosta muito da natureza. Meu avô me disse que ela é a nossa grande mãe (MUNDURUKU, 2002, p.3).

Em “A pescaria do curumim e outros poemas indígenas”, de Tiago Hakiy, é interessante trabalhar o livro em sua totalidade, pois, logo na dedicatória do autor, é notório o respeito e a valorização da natureza pelos povos indígenas:

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“Dedico este livro aos pássaros da minha floresta, aos peixes das águas do meu rio Andirá e aos curumins que reinventam a vida no coração da Amazônia. (HAKIY, 2015 p.3).

Em um outro livro do mesmo autor, “Awyató-Pót Histórias indígenas para crianças” percebemos uma preocupação de propagar a cultura dos índios da etnia Sateré-Mawé, o que pode nos auxiliar a mostrar para os alunos que não há uma única etnia indígena e sim muitas etnias que tem suas próprias crenças, rituais e cultura, mas que sempre terão uma característica e ensinamento em comum: o respeito pela “Mãe Natureza”.

5 Considerações Finais

Por isso tudo, o trabalho com as literaturas indígenas e africanas/afro-brasileiras não deve fazer parte apenas do planejamento dos professores nos meses de abril, maio e novembro, meses em que são comemoradas, respectivamente, o Dia do índio, a Abolição dos escravos e a Consciência negra. Pois, se somente assim o realizarmos, não estaremos trabalhando efetivamente para o combate ao racismo e preconceito e no fortalecimento das relações étnico-raciais. Devemos entender que conceitos e valores, como respeito, tolerância e igualdade, devem ser trabalhados diariamente, ao longo de todos os anos de escolarização. É evidente que é de fundamental importância selecionar o acervo a ser lido de acordo com a faixa etária dos alunos, para que haja compreensão e envolvimento maior por parte deles.

Portanto, pode-se dizer que trabalhar a Literatura Afro-Brasileira e Indígena em todas as etapas da educação e, em especial nos anos iniciais de escolarização, é um ganho muito significativo para a autoestima e construção da identidade étnica-racial das crianças negras e indígenas. Assim como contribui não só para a valorização dessas culturas e a desconstrução de estereótipos e preconceitos sobre os povos africanos e indígenas e seus descendentes no Brasil, mas também no combate ao racismo, arraigado na sociedade brasileira desde os primórdios da construção do país. Racismo que, de forma sutil, velada e silenciosa, se faz presente no cotidiano dos sujeitos e em todos os espaços sociais, entre esses, o espaço escolar.

Referências Bibliográficas

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temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 20 dez. 2016

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______________. Yaguarãboia: a mulher onça. 1ª edição. São Paulo: Leya, 2013.

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Informações dos autores

Camila Nascimento Cordeiro: Especialista em Filosofia e Política, Professora do Sistema

Público atua na EMEF Arquiteto Vilanova Artigas, no Ensino Fundamental II, e Ensino Médio. Graduada em Letras na Universidade Cruzeiro do Sul em 2009. Pós-graduada pela ESEF / PAULISTA - Escola Paulista de Educação, Filosofia e Política. Contato:

[email protected]

Sueli Regina Agustini: Mestre em Comunicação Social pela USP, pós-graduada em Marketing

pela ESPM-SP, graduada em Jornalismo e em Publicidade e Professora das Faculdades Integradas Campos Salles- FICS. Contato: [email protected]

Referências

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