Federação do Comércio do Paraná
Análise Conjuntural
da Economia e do
Comércio
Mensal N.º 64 Janeiro 2014Federação do Comércio do Paraná
Presidente: Darci Piana
Diretor Superintendente: Eduardo Luiz Gabardo Martins
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Elaboração: Departamento Econômico da Fecomércio - PR Apoio de Área: Nayara de Oliveira Marques.
O conteúdo desta “Análise Conjuntural da Economia e do Comércio” é publicado mensalmente no site da Federação do Comércio do Paraná. Os acessos poderão ser feitos através do site: www.fecomerciopr.com.br
CONJUNTURA: SITUAÇÃO E PERSPECTIVAS
No início de 2014 verifica-se um elenco de indicadores restritivos no contexto econômico brasileiro que geram preocupações ao sistema produtivo do País. A superação das restrições (ou dos motivos que estão na sua origem) não se demonstra viável no curto prazo. São eles:
a) taxas de juros crescentes, como parte da política de contenção da inflação;
b) valorização do dólar a repercutir nas importações de uma economia que depende de 20% a 25% de bens finais ou insumos do exterior; mas que também poderão refletir sobre preços finais e taxa de inflação;
c) redução do índice BOVESPA
d) volume de investimentos públicos no país abaixo do necessário; e) superávit primário em 2013 menor que em 2012;
f) balança comercial negativa; a valorização do US$ sobre o R$ não repercutiu em maiores exportações; de um lado, exportações se concentram em commodities e, de outro, os produtos de alta/média tecnologia participam pouco na pauta externa;
g) associe-se às dificuldades nas exportações, outros motivos: crise ainda não totalmente superada em economias desenvolvidas e países do Euro; bloqueios da Argentina aos produtos brasileiros; limitações do MERCOSUL; custos não competitivos de manufaturados; grande peso do “custo Brasil” sob diversas formas;
h) esgotamento da capacidade de endividamento do consumidor, impedindo-o de assumir novos financiamentos, devido compromissos anteriores que restringem o poder de compra e capacidade de pagamento.
Para 2014, há o receio de que os preços administrados pelo governo possam crescer mais que em 2013. É o caso de combustíveis, tarifas de transporte urbano e intermunicipal, mais a energia elétrica e a necessidade de melhorar o desempenho da conta petróleo.
Um receio importante no início de 2014 é a possibilidade de redução da avaliação do “grau de investimento” da economia brasileira pelos bancos e agentes internacionais, tendo em vista a ocorrência de desvios econômicos internos e a necessidade de um tempo adicional para a superação. Nesse contexto cabe mencionar: necessidade de controle da inflação, equilibrar contas públicas, melhorar a balança comercial e ampliar a entrada de investimento estrangeiro direto-IED.
Algumas avaliações feitas por empresários destacam algumas carências em itens de infra-estrutura importantes como, por exemplo: melhoria dos portos; aumentar oferta de energia elétrica num ambiente de aumento de consumo; afora outras prioridades do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento
O comercio em 2014 poderá manter o desempenho de 2013. Como fatores que poderão estimular o comércio estão o efeito multiplicador de gastos públicos em ano eleitoral, e a própria campanha e também, em menor escala, os gastos associados à Copa do Mundo, que em algumas cidades poderá ser maior que em outras. Mas não há porque esperar um crescimento do comercio muito acima de 2013. As eleições propriamente ditas terão maior impacto sobre a economia e o comércio no 2.º semestre. Por ser ano de eleições, os juros do Banco Central poderão cair a partir de julho e a política anti-inflacionária poderá ser flexibilizada.
Assessoria Econômica
Curitiba, 05/fevereiro/2014
_____________________________________________________________________ (*) Informações com dados disponíveis até 05/02/2014.
Apresentação 03
Sumário 04
Tabelas 05
I Nível de Atividade Econômica 07
1. Produto e Renda
1.1 O PIB Total do Brasil e do Paraná
1.2 O PIB do Brasil por Setores e Subsetores 1.3 Demanda Agregada 07 07 08 09 2. Mercado de Trabalho
2.1 Mercado de Trabalho Brasileiro 2.2 Mercado de Trabalho Paranaense
2.3 Quadro Comparativo da Criação de Empregos 2.4 Empregos Gerados no Comercio do Paraná 2.5 Quadro Comparativo do Saldo de Empregos 2.6 Taxa de Desemprego 10 10 11 12 12 13 14 3. Nível de Salário
3.1 Salário Mínimo no Brasil 3.2 Salário Mínimo no Paraná
15 15 16 4. Nível de Preços 4.1 Introdução 4.2 Meta da Inflação 4.3 Taxa de Inflação 17 17 17 18
5. Taxa de Juros e Poupança 19
6. Mercado de Ações 20 7. Risco País 21 8. Variação do Dólar 22 II Atividade Empresarial 23 9. Comércio Varejista 9.1 Desempenho em Outubro de 2013 23 23
10. Abertura de Empresas no Paraná 28
11. Falências Decretadas no Brasil 29
12. Crédito: Demanda e Inadimplência
12.1 Demanda de Crédito 12.2 Inadimplência
30 30 30
13. Utilização da Capacidade Produtiva Instalada na Indústria 31
III Setor Público 33
14. Arrecadação do Governo 33
15. Dívida Pública Federal Interna 34
16. Superávit Primário 35
17. O ICMS no Paraná 36
18. Dívida de Municípios no Paraná 37
IV Relações com o Exterior 39
19. Comércio Exterior Brasileiro 39
19.1 Providências de Estímulo às Exportações ou Defesa da Produção Interna 43
20. Comércio Exterior Paranaense 44
21. Investimento Estrangeiro Direto na Economia Brasileira 48
22. Dívida Externa Brasileira
22.1 Distribuição da Dívida: Governo e Setor Privado 49 49
Federação do Comércio do Paraná TABELAS
01 Produto Interno Bruto 07
02 Brasil: Produto Interno Bruto por Setor de Atividade 08
03 Brasil: Variação Percentual do Produto Interno Bruto Trimestral 08
04 Brasil: Distribuição da Demanda Agregada 09
05 Brasil: Criação de Empregos por Setor de Atividade Econômica 10
06 Paraná: Criação de Empregos por Setor de Atividade Econômica 11
07 Brasil e Paraná: Criação de Empregos – Saldo 12
08 Paraná: Empregos Gerados 12
09 Brasil e Paraná: Saldo do Emprego por Setores 13
10 Brasil e Curitiba: Taxa de Desemprego 14
11 Brasil: Salário Mínimo 15
12 Paraná: Salário Mínimo 16
13 Índice de Preços 17
14 Taxa de Inflação e Meta da Inflação 18
15 Variação da Taxa de Juros SELIC do Banco Central 19
16 Poupança 19
17 Bolsa de Valores de São Paulo 20
18 Risco País 21
19 Variação do Dólar 22
20 Variação das Vendas em Novembro de 2013 26
21 Vendas em Novembro – 2013 Comparadas ao Mês Anterior 26
22 Vendas em Novembro – 2013 Comparadas ao Mesmo Mês do Ano Anterior 26
23 Vendas Acumuladas no ano de 2013 Comparadas ao ano de 2012 27
24 Vendas nos Polos de Comércio Pesquisados pela Fecomércio-Pr 27
25 Abertura de Empresas no Paraná 28
26 Falências no Brasil 29
27 Indicador Serasa Experian de Demanda do Consumidor por Crédito 30
28 Indicador Serasa Experian de Inadimplência 30
29 Nível de Utilização da Capacidade Produtiva Instalada na Indústria 33
30 Evolução da Arrecadação do Governo Federal 33
31 Participação da Carga Tributária no PIB 33
32 Dívida Pública Federal Interna 34
33 Desempenho do Superávit Primário - Governo Federal e Banco Central 35
34 Paraná: Arrecadação de ICMS por Setor de Atividade 36
35 Paraná: Dívidas de Municípios que Sediam Sindicatos Filiados à Fecomércio-Pr 37
36 Brasil: Balança Comercial 39
37 Brasil: Intercâmbio Comercial 40
38 Exportações Brasileiras para países das três Américas: do Sul, Central e do Norte 41
39 Importações Brasileiras para países das três Américas: do Sul, Central e do Norte 41
40 Brasil: Principais Produtos Exportados em 2013 42
41 Brasil: Principais Produtos Importados em 2013 42
42 Balança Comercial brasileira - com e sem petróleo e derivados - US$ milhões FOB 42
43 Paraná: Balança Comercial 44
44 Paraná: Principais Destinos dos Produtos 45
45 Paraná: Principais Produtos Exportados 45
46 Paraná: Corrente de Comércio 45
47 Paraná: Principais Blocos Econômicos de Destino e Origem 46
48 Paraná: Principais Empresas Exportadoras em 2013 46
49 Paraná: Principais Empresas Importadoras em 2013 46
50 Paraná: Exportação – Totais por Fator Agregado 46
51 Paraná: Balança Comercial dos Maiores Exportadores Municipais em 2013 47
52 Investimento Estrangeiro Direto no Brasil 48
53 Dívida Externa Brasileira 49
54 Brasil: Participação da Dívida Externa 49
I. N I V E L D E A T I V I D A D E E C O N Ô M I C A
Federação do Comércio do Paraná1. PRODUTO E RENDA
1.1. O PIB Total do Brasil e do Paraná
O PIB do 3.º trimestre cresceu 2,2% em relação ao mesmo trimestre de 2012; já em relação ao trimestre imediatamente anterior (o 2.º), caiu 0,5%, tendo setorialmente a seguinte distribuição: a Indústria no 3.º trimestre, em comparação com o trimestre anterior, cresceu
0,1%, desempenho abaixo do verificado no 2.º trimestre em relação ao 1.º; a Agropecuária
caiu 3,5%; o setor Serviços cresceu apenas 0,1%. A economia apresenta, atualmente, a tendência de crescimento do PIB no ano maior que os 1,0% do ano anterior: as previsões apontam para valores entre 2% e 2,5%.
Em termos de demanda final (Tabela 4), o que se constata no 3.º trimestre comparado ao anterior é que as políticas de aquecimento do governo não exerceram o impacto esperado: o crescimento esteve abaixo do verificado no 2.º trimestre em relação ao 1.º. O Consumo das Famílias foi o que mais cresceu enquanto Investimentos apresentou queda. A balança comercial também negativa, foi influenciada pelo expressivo aumento de importações.
O desempenho do PIB nesses três trimestres de 2013, com percentuais abaixo de previsto no início do ano, aponta o esgotamento das políticas econômicas de aquecimento e ampliação do consumo, com características imediatistas e conjunturais, de curto prazo. Justifica-se no atual momento a implementação de políticas estruturais de médio e longo prazo, voltadas a temas como logística e infraestrutura: estradas, ferrovias, portos, energia, etc., que permitam à estrutura produtiva identificar o atendimento de questões importantes para a expansão dos investimentos na economia. Sob pena de, em breve, surgir um bloqueio à oferta no mercado interno, comprometendo o atendimento da demanda e ampliando o espaço para a penetração dos importados que, em 2012, compareceram no mercado brasileiro num percentual superior a 20%.
No Paraná, o PIB real cresceu 0,9% em 2012, mesma tendência do PIB do país.
Fonte: Brasil: www.ibge.gov.br - (Indicadores – Contas Nacionais Trimestrais – Banco Sidra – Contas Econômicas) (Consulta em 29/01/2014) Paraná: www.ipardes.gov.br – (Indicadores Econômicos – Produto Interno Bruto) (Consulta em29/01/2014)
TABELA 1 – PRODUTO INTERNO BRUTO
(Em R$ Milhões) Período Brasil Paraná Participação PR / BR (%) Valor a Preços Correntes de Mercado Variação Nominal Sobre o Ano Anterior (%) Variação Real (%) Valor a Preços Correntes de Mercado Variação Nominal Sobre o Ano Anterior (%) Variação Real (%) 1 2 3 4 5 6 7 2004 1.941.498 14,2 5,7 122.434 11,9 5,0 6,3 2005 2.147.239 10,6 3,2 126.677 3,5 0,0 5,9 2006 2.369.484 10,4 4,0 136.615 7,8 2,0 5,8 2007 2.661.344 12,3 6,1 161.582 18,3 6,7 6,1 2008 3.032.203 13,9 5,2 179.263 10,9 4,3 5,9 2009 3.239.404 6,8 -0,3 189.992 6,0 -1,3 5,9 2010 3.770.085 16,4 7,5 226.071 19,0 8,3 6,0 2011 4.143.013 9,9 2,7 251.579 11,3 4,0 6,1 2012 4.402.537 6,3 0,9 256.956 2,1 0,9 5,8
1. PRODUTO E RENDA
1.2. O PIB do Brasil por Setores e Subsetores
TABELA 2 – BRASIL: PRODUTO INTERNO BRUTO POR SETOR DE ATIVIDADE (1)
(A Preços Correntes - Em R$ Milhões)
Setores e Subsetores 3º Tri 2012 4º Tri 2012 2012/2011 Var
(%)
2013
1º Tri 2º Tri 2013 3º Tri 2013
AGROPECUÁRIA 46.228 39.006 -2,1 59.698 74.379 54.362 INDÚSTRIA 250.551 261.948 -0,8 230.201 260.860 267.769 1. Extrativa mineral 40.878 40.660 -1,1 35.708 38.663 45.815 2. Transformação 127.476 135.416 -2,4 122.539 141.930 139.766 3. Construção civil 54.452 55.159 1,4 48.883 56.074 58.309 4. Produção e distribuição de eletricidade, gás e água 27.746 30.713 3,5 23.070 24.192 23.879 SERVIÇOS 633.884 694.623 1,9 650.527 689.773 709.519 1. Comércio 121.420 125.345 2,3 119.577 166.133 175.007 2. Transporte, armazenagem e correio 50.639 53.541 2,2 52.079 84.300 85.784 3. Serviços de informação 26.591 28.575 2,2 25.333 161.284 162.327 4. Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relativos 63.006 66.436 0,7 68.215 69.285 70.695 5. Outros serviços (2) 145.698 157.758 4,2 150.166 26.409 26.755 6. Atividades imobiliárias e aluguel 77.319 79.304 1,9 81.230 53.344 55.548 7. Administração, saúde e educação públicas 149.212 183.665 0,9 153.927 129.018 133.402
Impostos líquidos sobre
produtos 167.651 173.748 1,6 169.994 176.883 181.791
PIB : preços de mercado 1.098.314 1.169.324 1,0 1.110.420 1.201.896 1.213.440
Fonte: www.ibge.gov.br - (Indicadores – Contas Nacionais Trimestrais – Valores a Preços Correntes) (Consulta em 29/01/2014)
Fonte: www.ibge.gov.br - (Indicadores – Contas Nacionais Trimestrais) (Consulta em 29/01/2014)
(1) A divulgação de resultados trimestrais não foi divulgada para o Paraná.
(2) O segmento sob denominado outros serviços inclui: Serviços auxiliares à agricultura, agentes de comércio e representação comercial, serviços auxiliares financeiros, dos seguros de previdência complementar e limpeza urbana e esgoto.
TABELA 3 – BRASIL: VARIAÇÃO PERCENTUAL DO PIB TRIMESTRAL
Período Sobre Mesmo Trimestre do ano Anterior *
Sobre o Trimestre Anterior *
PIB
TOTAL Agropecuária Indústria Serviços
2010 1º Tri 9,3 2,0 3,4 2,0 1,3 2º Tri 8,8 1,2 1,4 2,5 0,9 3º Tri 6,9 1,0 -3,2 0,2 1,8 4° Tri 5,3 1,0 1,4 0,3 0,5 2011 1º Tri 4,2 0,8 3,7 0,6 1,0 2º Tri 3,3 0,4 -2,5 0,9 0,3 3° Tri 2,1 0,0 4,3 -0,8 0,1 4º Tri 1,4 0,1 3,4 -0,9 0,6 2012 1º Tri 0,8 0,1 -12,4 0,8 0,2 2º Tri 0,6 0,2 6,5 -1,5 0,6 3º Tri 0,9 0,6 7,7 0,8 0,5 4º Tri 1,8 0,9 -6,7 0,0 0,9 2013 1º Tri 1,8 0,0 5,8 -0,4 0,1 2º Tri 3,3 1,8 4,2 2,2 0,8 3º Tri 2,2 -0,5 -3,5 0,1 0,1
1. PRODUTO E RENDA
1.3. Demanda Agregada
A demanda agregada corresponde ao somatório dos componentes da demanda de uma economia: 1) consumo de famílias; 2) consumo do governo; 3) investimento bruto interno (soma de formação de capital fixo e variação de estoques); 4) saldo da balança comercial: exportações (demanda do exterior de produtos da economia brasileira) menos importações (demanda brasileira de bens produzidos em outros países). O investimento bruto interno (que é a soma de formação de capital fixo mais a variação de estoques) considera investimentos do setor público e do setor privado (inclui investimento do exterior feito na economia interna), no entanto, no seu valor não é contabilizado o investimento de nacionais feitos em outros países.
Os resultados de cada componente da demanda agregada em 2013 apontam os efeitos
de restrições na economia além do previsto ou esperado pelo governo.O consumo de famílias a
preços correntes, responsável por quase 60% da demanda agregada, teve o melhor
desempenho mas cresceu menos que nos dois trimestres anteriores. A redução na velocidade
de crescimento indica esgotamento ou contenção do poder de compra do consumidor final e maior comprometimento da renda e também redução do impacto das políticas de incentivo ao consumo.
Quanto ao investimento bruto interno, o 3.º trimestre mostra queda expressiva e preocupante. O consumo do governo cresceu, em relação ao trimestre anterior, indicativo dos
custos elevados da máquina pública.A balança comercial (exportações menos importações) se
apresenta com déficit, indicando a grande presença de importados na demanda final.
Fonte: www.ibge.gov.br - (Indicadores – Contas Nacionais Trimestrais – Valores a Preços Correntes) (Consulta em 29/01/2014)
TABELA 4 – BRASIL: DISTRIBUIÇÃO DA DEMANDA AGREGADA
(A Preços Correntes - Em R$ Milhões)
Tipo de
Demanda 2011 4°Tri 2012 1°Tri 2012 2°Tri 3°Tri 2012 2012 4°Tri 2013 1°Tri 2013 2°Tri 2013 3°Tri Consumo das famílias 648.829 658.906 672.066 692.216 721.264 722.896 740.900 764.942 Consumo da administração pública (ou Governo) 264.737 203.095 228.505 220.111 292.832 212.915 242.431 253.405 Investimento Bruto Interno 186.591 189.095 215.408 194.335 177.627 212.683 242.686 226.861 Formação bruta de capital fixo 204.728 193.198 196.949 204.980 203.568 204.862 223.844 232.041 Variação de estoque -18.137 -4.103 18.460 -10.645 -25.941 7.821 18.842 -5.180 Balança Comercial -9.449 -17.747 -14.429 -8.348 -22.399 -38.074 - 24.121 -31.768 Exportações 137.117 115.029 141.429 148.074 148.310 121.073 151.837 165.389 Importações (-) 146.566 132.776 155.858 156.422 170.709 159.148 175.958 197.157 Demanda Agregada Total 1.090.708 1.033.349 1.101.550 1.098.314 1.169.324 1.110.420 1.201.896 1.213.440
2. MERCADO DE TRABALHO
2.1. Mercado de Trabalho Brasileiro
Uma abordagem macroeconômica das categorias de mercado em uma economia, apresenta quatro grandes segmentos: 1) mercado de bens e serviços, onde ocorre a demanda e a produção e oferta de bens e serviços; 2) mercado monetário-financeiro, que abrange: oferta e demanda de moeda e bolsa de valores; 3) mercado externo, caracterizado por exportações e importações, sendo a taxa de câmbio importante referência; e 4) mercado de trabalho, onde ocorrem oferta de emprego e demanda de mão-de-obra na economia e a consequente utilização da força de trabalho disponível e economicamente ativa.
Os empregos criados de janeiro a dezembro de 2013 estiveram abaixo do desempenho de 2012, com queda em cada um dos três grandes setores da economia. Em termos de subsetores, os crescimentos verificados ocorreram em indústria de transformação e em administração pública. Cabe destacar que o mês de dezembro gera poucos empregos novos na indústria, pois as encomendas do comercio para o Natal são efetuadas entre setembro e novembro. O Comércio gera mais empregos temporários no final de ano e demite pouco, até como estratégia de atendimento em dezembro. Em Outros Serviços há uma grande rotatividade de mão-de-obra onde muitos trabalhadores em busca de melhor remuneração, circulam por várias empresas e alguns buscam a indústria de transformação após cursos de qualificação. Ressalte-se que os dados da Tabela 5 se referem a empregados admitidos menos os demitidos. Não é índice de desemprego. A Agropecuária caiu mais de 60% em 2013 comparado a 2012.
O biênio 2010 -2011 foi excelente, respectivamente, último ano do governo Lula e 1.º do Governo Dilma, períodos onde inexistiam as restrições econômicas surgidas em 2012.
A comparação de 2012 com 2011 aponta queda de 33% no número total de empregos criados. A Indústria caiu de 472 mil empregos criados em 2011 para 257 mil em 2012; Serviços caiu de 1,411 milhão para 1,040 milhão; a Agropecuária caiu de 83 mil para 5 mil. Em 2012, os ramos que mais criaram empregos no Brasil foram, pela ordem: a) outros serviços*; b) comércio; c) construção civil; d) indústria de transformação. Em 2012, o setor terciário – serviços – gerou três vezes mais empregos que o setor secundário – indústria. No comércio (atacado e varejo) a criação de emprego em 2012 (372 mil) foi menor que 2011 (460 mil).
Fonte:www.mte.gov.br (Consulta em 29/01/2014)
(*) O segmento de Outros Serviços conforme o CAGED, é formado por: a) Instituições financeiras; b) administração de imóveis e serviços técnicos profissionais; c) transporte e comunicação; d) alojamento, alimentação reparação e manutenção; e) médicos odontológicos; f) ensino.
TABELA 5 – BRASIL: CRIAÇÃO DE EMPREGOS POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
(Número de Empregos Admitidos menos o Número de Demitidos)
Setor 2009 2010 2011 2012 2013 (Jan-Dez) INDÚSTRIA 195.070 916.427 472.288 256.847 244.446 Extrativa Mineral 2.036 17.715 19.538 10.928 2.680 Transformação 10.865 544.367 218.138 86.406 126.359 Serviços Industriais de Utilidade Pública 4.984 20.034 9.467 10.223 8.383 Construção Civil 177.185 334.311 225.145 149.290 107.024 SERVIÇOS 815.409 1.640.369 1.410.934 1.040.019 870.853 Comércio 297.157 611.900 459.841 372.368 301.095 Administração Pública 18.075 10.417 16.126 1.491 22.841 Outros Serviços (*) 500.177 1.018.052 934.967 666.160 546.917 AGROPECUÁRIA -15.369 -1.375 83.227 4.976 1.872 TOTAL 995.110 2.555.421 1.966.449 1.301.842 1.117.171
2. MERCADO DE TRABALHO
2.2. Mercado de Trabalho Paranaense
Em 2013, a criação de empregos no Paraná caiu em relação a cada um dos três anos anteriores. O único crescimento verificado em 2013 no Paraná foi em Administração Pública. O desempenho em 2013 esteve bem abaixo dos padrões anuais que vinham ocorrendo desde 2010 e pode ser tido como “um ponto fora da curva”, reflexo do ocorrido na economia brasileira como um todo, em termos de criação de empregos.
O desempenho em janeiro-dezembro de 2012, indica superação do número de empregos criados em comparação com 2011, sendo também o ano com mais empregos criados desde 2006 no Paraná. Os ramos que mais criaram empregos no Paraná em 2012 foram: 1.º) outros serviços; 2.º) indústria; 3.º) comércio varejista; 4.º) agropecuária e outros.
Em 2011, o emprego criado no Paraná foi menor que o verificado em 2010, este um ano de expressivo crescimento do emprego no Estado, seguindo a mesma performance da economia brasileira, indicando uma inversão nas limitações no mercado de trabalho verificadas em 2009. Em 2011 e 2010 os destaques na criação de empregos foram: outros serviços, indústria, e
comércio varejista. Nesses dois anos, em alguns ramos, a demanda de mão-de-obra não foi
atendida, devido à qualificação insuficiente. O trabalhador escolhe o emprego em função da remuneração e benefícios como: assistência-saúde, vale-alimentação, vale-transporte e perspectiva de carreira; anteriormente, o trabalhador assumia a primeira oferta de trabalho.
Existe grande rotatividade de mão-de-obra e dificuldades em preencher vagas em alguns setores do varejo: supermercados e hipermercados; hotéis, bares e restaurantes; e lojas franqueadas que buscam adequar o trabalhador aos padrões praticados pela loja/marca. Uma característica desses ramos é contratar trabalhadores para 1.º emprego, sem experiência anterior e oferecerem treinamento na empresa. A indústria também enfrenta carência de mão-de-obra qualificada em segmentos específicos como acabamento na construção civil.
Fonte: www.mte.gov.br (Consulta em 29/01/2014)
(1) Indústria compreende os ramos: 1) extrativa mineral; 2) transformação; 3) serviços industriais de utilidade pública; 4) construção civil. (2) Compreende: administração pública, saúde e educação pública.
(3) O CAGED, estabelece: a) Instituições financeiras; b) administração de imóveis e serviços técnicos profissionais; c) transporte e comunicação; d) alojamento, alimentação reparação e manutenção; e) médicos odontológicos; f) ensino.
(*) Resultados acrescidos de ajustes conforme CAGED; a variação relativa tem por base: estoques do mês atual e de dezembro do ano t-1, ambos com ajuste.
TABELA 6 – PARANÁ: CRIAÇÃO DE EMPREGOS POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA
(Número de Empregos Admitidos menos o Número de Demitidos) Período Indústria(1)
Serviços
Agropecuária
e Outros Total Comércio
Varejista Atacadista Comércio Administração Pública(2) Serviços(3) Outros
2006 29.652 18.444 2.761 1.179 33.115 1.245 86.396 2007 54.535 25.146 5.356 575 30.996 5.753 122.361 2008 36.478 26.656 6.411 -408 35.686 6.080 110.903 2009 21.264 18.572 4.183 2.069 27.377 -4.381 69.084 2010 41.527 33.831 5.159 340 53.125 -2.375 131.607 2011 36.721 26.672 6.597 1.876 51.557 493 123.916 2012* 41.809 26.864 5.910 1.573 50.357 6.110 132.623 Out 1.082 3.230 628 12 1.896 -192 6.656 Nov -3.341 7.112 626 -53 2.330 -917 5.757 Dez -21.347 -3.187 -843 -657 -13.059 -4.178 -43.271 2013* 18.711 22.254 5.881 2.112 39.196 2.195 90.349 Jan 9.263 -2.537 1.038 420 3.940 -999 11.125 Fev 3.164 -289 1.301 206 10.765 710 15.857 Mar 6.706 2.996 524 130 5.051 2.041 17.448 Abr 8.866 3.267 398 84 4.773 1.549 18.937 Mai 4.524 1.136 247 -29 3.154 681 9.713 Jun 307 885 -88 167 3.049 937 5.257 Jul -2.227 646 296 -18 2.863 240 1.800 Ago 4.001 3.078 839 279 4.215 -153 12.259 Set 4.178 4.758 828 354 5.708 99 15.925 Out 553 3.456 503 149 3.527 11 8.199 Nov -3.341 6.131 549 97 2.336 -763 5.009 Dez - 22.787 - 3.243 - 846 -199 - 13.013 -2.934 -43.022
Federação do Comércio do Paraná 2. MERCADO DE TRABALHO
2.3 Comparativo da Criação de Empregos
Fonte: www.mte.gov.br (Consulta em 29/01/2014)
2.4 Empregos Gerados no Comércio do Paraná
(*) O saldo corresponde ao somatório dos três setores pesquisados pelo CAGED: 1) Agropecuária e Silvicultura; 2) Indústria: extrativa mineral; transformação; serviços industriais de utilidade pública-SIUP; construção civil;
3) Terciário: formado por: a) Comércio. b) Serviços: Instituições financeiras, administração de imóveis e serviços técnicos profissionais, transporte e comunicação, alojamento alimentação reparação e manutenção, médicos odontológicos, ensino; c) Administração pública.
(**) O Saldo contempla o número de admitidos, menos o número de demitidos no comércio varejista e atacadista.
TABELA 7: CRIAÇÃO DE EMPREGOS – SALDO (Número de
empregos admitidos menos os demitidos)(*)
Período Brasil Paraná 2012 1.301.842 89.139 Dez -496.944 -43.271 2013 1.117.171 90.349 Jan 28.900 11.125 Fev 123.446 15.857 Mar 112.450 17.448 Abr 196.913 18.937 Mai 72.028 9.713 Jun 123.836 5.257 Jul 41.463 1.800 Ago 127.648 12.259 Set 211.068 15.925 Out 94.893 8.199 Nov 47.486 5.009 Dez - 449.444 - 43.022
TABELA 8 – PARANÁ: EMPREGOS GERADOS
(Número de Empregos Admitidos menos o Número de Demitidos)
Período Saldo do Comércio (**) Variação em Relação ao Mês Anterior (%) Saldo Acumulado no ano 2012 --- --- --- Dez -4.030 -152,08 28.922 2013 --- --- --- Jan -1.499 62,80 -1.499 Fev 1.012 167,51 -384 Mar 3.520 247,83 3.272 Abr 3.665 4,12 7.186 Mai 1.383 -62,26 8.081 Jun 797 -42,37 9.796 Jul 942 18,19 10.885 Ago 3.917 315,82 14.975 Set 5.586 42,61 20.867 Out 3.959 -29,13 25.048 Nov 6.680 68,73 31.914 Dez -4.089 -161,21 28.135
2. MERCADO DE TRABALHO
2.5. Quadro Comparativo do Saldo de Empregos em 2013
Fonte: www.mte.gov.br (Consulta em 29/01/2014)
TABELA 9 – BRASIL E PARANÁ: SALDO DO EMPREGO POR SETORES EM 2013
(Número de Empregos Admitidos menos o Número de Demitidos)
Setores Saldo em Brasil Paraná
Novembro Dezembro Saldo em Novembro Saldo em Dezembro Saldo em
Extrativa Mineral -880 -1.545 14 -25
Ind. Transformação -34.266 -164.322 -2.016 -17.625
Serviços de Utilidade Pública 158 -1.894 -84 -412
Construção Civil -31.770 -78.752 -1.255 -4.725 Comércio 103.258 -3.156 6.680 -4.089 Serviços 44.825 -112.620 2.336 -13.013 Administração Pública -656 -15.077 97 -199 Agropecuária -33.183 -72.078 -763 -2.934 TOTAL 47.486 -449.444 5.009 -43.022
2. MERCADO DE TRABALHO 2.6. Taxa de Desemprego
O desemprego em dezembro-2013 foi 4,3%, o menor do ano. Em 2013, para o Brasil, o desemprego esteve abaixo do ocorrido em 2012, situação idêntica à ocorrida no Paraná. É uma situação onde os índices são quase que de pleno emprego, e com um aumento no salário real médio. O aumento do salario real médio para categorias em negociações de acordos coletivos, poderá pressionar preços de mercado, com algum impacto sobre a inflação.
A taxa de desemprego no Brasil em 2012 foi 5,5%; ano em que dezembro atingiu 4,6%%, a menor do ano e, desde 2002, o melhor dezembro. O desemprego menor reflete o bom momento da demanda familiar e consumo na economia brasileira em relação ao mercado de trabalho, apesar das dificuldades vivenciadas pela indústria de transformação e pela indústria exportadora. Comparado ao desemprego em países da Europa, os indicadores brasileiros foram excelentes. Cabe destacar que em algumas atividades do agronegócio vem ocorrendo a contratação de trabalhadores haitianos, devido a dificuldade de se encontrar mão-de-obra brasileira. Em outros segmentos, verifica-se a presença de trabalhadores bolivianos e/ou paraguaios, em atividades da indústria de confecção e vestuário.
Uma explicação para a elevação do emprego e menor PIB em 2012 pode ser associada a uma combinação de baixa produtividade da mão-de-obra, tecnologia defasada, poucas inovações e modernizações na indústria e as dificuldades das exportações de manufaturados.
As políticas econômicas de aquecimento do governo federal, mesmo que conjunturais e de curto prazo, mais o estímulo à demanda final, permitiram desempenho positivo para o emprego, fatores importantes para manter a demanda e aquecer as vendas do comércio. As políticas conjunturais de curto prazo tem autonomia reduzida em termos de resultados.
Verifica-se em alguns ramos uma insuficiência de qualificação profissional e carência na disponibilidade de trabalhadores. Mesmo com melhores índices, o emprego merece atenção especial do governo, considerando os que chegam ao mercado em busca do primeiro emprego.
Fontes: Brasil: www.ibge.gov.br – (Indicadores – Trabalho e rendimento – PME) – (Consulta em 29/01/2014) RM Curitiba: www.ipardes.gov.br – (Indicadores Econômicos – Mercado de Trabalho) – (Consulta em 29/01/2014)
(1) O IPARDES é o órgão responsável pelos dados do desemprego na Região Metropolitana de Curitiba. (*) A média de 2013 da Região Metropolitana de Curitiba refere-se ao período de Janeiro a Outubro.
TABELA 10 – BRASIL E CURITIBA: TAXA DE DESEMPREGO Período Taxa de Desemprego Variação % Brasil RM Curitiba (1) 2006 10,0 6,9 2007 9,3 6,2 2008 7,9 5,4 2009 8,1 5,4 2010 6,8 4,5 2011 6,0 3,7 2012 5,5 3,9 Set 5,4 3,2 Out 5,3 3,7 Nov 4,9 3,2 Dez 4,6 3,2 2013 5,4 Jan 5,4 4,8 Fev 5,6 4,5 Mar 5,7 3,8 Abr 5,8 3,8 Mai 5,8 3,9 Jun 6,0 3,5 Jul 5,6 3,6 Ago 5,3 2,9 Set 5,4 3,3 Out 5,2 3,3 Nov 4,6 -- Dez 4,3 --
3. NÍVEL DE SALÁRIO
3.1. Salário Mínimo no Brasil
O salário mínimo, com correção anual definida pelo governo federal, tem a variação definida pela inflação acumulada nos 12 meses anteriores e mais um percentual variável de produtividade. É um valor de referência para a remuneração no país.
Os trabalhadores do comércio têm sua remuneração estabelecida a partir de uma correção igual ao valor da inflação sobre o salário anterior mais os percentuais de itens negociados na data base entre os sindicatos representativos das categorias de trabalhadores e de empresários do comércio. O início da vigência do novo salário possibilita um adicional na massa de salários para os trabalhadores e um correspondente aumento no poder de compra desses trabalhadores.
De 2005 a 2010, o percentual de reajuste foi superior à inflação dos doze meses anteriores, representando um aumento real de salários e no poder aquisitivo da população que tem o salário mínimo como referência de remuneração. Em 2011, o reajuste foi menor que a inflação. De 2012 a 2014 o reajuste do salário mínimo foi maior que a inflação de referencia.
Fonte: Brasil: www.mte.gov.br – (Emprego e Renda – Salário Mínimo) (Consulta em 29/01/2014)
O salário mínimo –SM, foi criado pelo Decreto-Lei nº 2162 de 01/05/1940, quando passou a vigorar (*). O país foi dividido em 22 regiões (20 estados da época, mais território do Acre e Distrito Federal); os estados foram divididos em regiões, num total de 50 regiões. Para cada sub-região fixou-se um valor de SM, num total de 14 valores distintos para o Brasil. A relação entre maior e menor valor em 1940 era de 2,67. A primeira tabela do SM teve vigência de três anos; em julho de 1943 houve o primeiro reajuste, seguido de outro em dezembro do mesmo ano.
Em maio de 1984 ocorreu a unificação do SM no país. A partir de 1990, apesar dos altos índices de inflação, as políticas salariais buscaram garantir o poder de compra do SM, que apresentou crescimento real de 10,6% entre 1990 e 1994, em relação à inflação medida pelo INPC. A estabilização pós Plano Real, permitiu ao SM elevar ganhos reais em 28,3% de 1994 a 1999. Os dados da evolução do SM desde 1940 permitem duas conclusões importantes: 1º) ao contrário de manifestações frequentes de que o poder de compra do SM seria hoje muito menor que na sua origem, os dados mostram não existir perda significativa; 2º) a estabilização dos preços a partir de 1994 permitiu a mais significativa recuperação do poder de compra do SM desde a década de 50.
(1) Foi utilizado como referência o valor de venda do US$-dólar no primeiro dia útil do mês da alteração salarial.
(2) O valor da Inflação se refere ao valor acumulado do IPCA, em relação ao salário anterior .O valor no período pode diferir da inflação anual. (3) Divulgado em Diário Oficial da União de 26 de dezembro de 2012.
(*) Fonte: “Salário mínimo no Brasil: evolução histórica e impactos sobre mercado de trabalho e as contas públicas”. (Site: Ministério da Fazenda, 22/03/2000. Consulta em 27/10/2013).
TABELA 11 – BRASIL: SALÁRIO MÍNIMO
Período Valores em R$ Variação (%) Equivalência em US$ (1) Cotação do Dólar Início da Vigência Inflação no Período (%) (2) 2005 300,00 15,38 119,33 2,514 1/5/2005 8,07 2006 350,00 16,67 162,49 2,154 1/4/2006 4,41 2007 380,00 8,57 187,56 2,026 1/5/2007 3,21 2008 415,00 9,21 246,88 1,681 1/3/2008 3,77 2009 465,00 12,05 198,13 2,347 1/2/2009 5,32 2010 510,00 9,68 295,82 1,724 1/1/2010 3,81 2011 545,00 6,86 327,52 1,664 1/3/2011 7,54 2012 622,00 14,13 333,05 1,867 1/1/2012 4,86 2013 678,00 8,26 332,11 2,041 2/1/2013 5,84 2014 724,00 6,78 302,06 2,397 1/1/2014 5,91
3. NÍVEL DE SALÁRIO
3.2. Salário Mínimo no Paraná
O Governo do Paraná estabeleceu, a partir de 2006, salário mínimo regional para categorias de trabalhadores que não possuam: a) piso salarial estabelecido em convenção ou acordo coletivo de trabalho; b) piso salarial estabelecido em lei federal. Como exemplo, cabe citar: empregadas domésticas. Os valores apresentados na Tabela 12 correspondem ao teto máximo do reajuste.
As leis estaduais dos valores do salário mínimo no Paraná são: a) Lei n.º 15.118 de 2006; b) Lei n.º 15.486 de 2007; c) Lei n.º 15.826 de 2008; d) Lei nº 16.099 de 2009; e) Lei n.º 16.470 de 2010; f) Lei 16.807 de 2011; g) Lei 17.135 de 2012; h) Decreto 8.088 de 1º de maio de 2013. O salário no Paraná e os percentuais de correção utilizados a cada ano, são superiores ao valores do salário mínimo definido pelo governo federal.
Em abril/2013 houve a definição dos novos salários a vigorarem a partir de maio.
Fonte: www.casacivil.pr.gov.br – (Serviços – Legislação – Leis – Leis Ordinárias) (Consulta em 29/01/2014)
(1) Foi utilizado como referência o valor de venda do US$-Dólar no primeiro dia útil do mês da alteração salarial. (2) O valor da Inflação se refere ao valor acumulado do IPCA, em relação ao salário anterior.
(3) Valor divulgado refere-se ao teto salarial máximo, segundo os grupos da classificação brasileira de ocupações: (IPCA acumulado de Maio a Março)
GRUPO I – R$ 882,59 para os Trabalhadores Empregados nas Atividades Agropecuárias, Florestais e da Pesca, correspondentes ao Grande Grupo Ocupacional 6 da Classificação Brasileira de Ocupações;
GRUPO II – R$ 914,82 para os Trabalhadores de Serviços Administrativos, Trabalhadores Empregados em Serviços, Vendedores do Comércio, Lojas e Mercados e Trabalhadores de Reparação e Manutenção, correspondentes aos Grandes Grupos Ocupacionais 4, 5 e 9 da Classificação
Brasileira de Ocupações;
GRUPO III – R$ 949,53 para os Trabalhadores da Produção de Bens e Serviços Industriais, correspondentes aos Grandes Grupos Ocupacionais 7 e 8 da Classificação Brasileira de Ocupações;
GRUPO IV – R$ 1.018,94 para os Técnicos de Nível Médio, correspondentes ao Grande Grupo 3 da Classificação Brasileira de Ocupações;
TABELA 12 – PARANÁ: SALÁRIO MÍNIMO
Período Valores em R$ Variação (%) Equivalência em US$ (1) Cotação do Dólar Data de Vigência Inflação no Período (%) (2) 2005 300,00 15,38 124,79 2,514 1/5/2005 8,07 2006 437,80 45,93 190,35 2,071 1/5/2006 4,63 2007 475,20 8,54 246,35 2,026 1/5/2007 3,00 2008 548,70 15,47 336,83 1,650 1/5/2008 5,04 2009 629,65 14,75 294,66 2,137 1/5/2009 5,53 2010 765,00 21,49 441,94 1,731 1/5/2010 5,22 2011 817,78 6,89 519,59 1,574 1/5/2011 5,21 2012 904,20 1,57 472,34 1,914 1/5/2012 4,48 2013 1.018,94 12,69 507,21 2,01 1/5/2013 7,22
4. NÍVEL DE PREÇOS 4.1. Introdução
As oscilações e evolução dos níveis de preços constituem fatores importantes na avaliação conjuntural de uma economia. Os órgãos encarregados dessa mensuração devem utilizar metodologias consistentes que permitam captar adequadamente as variações nos preços. Ademais, os itens que compõem a cesta de bens a ser pesquisada para se realizar o cálculo da inflação devem representar os padrões de consumo das categorias de renda avaliadas.
Serão apresentados como representativos das variações de preços, dois indicadores: 1.º) IPCA: índice de preços ao consumidor ampliado, índice oficial de inflação do Brasil, obtido pelo IBGE. Representa variações de preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda até 40 salários mínimos, em diferentes regiões do País. Os índices obtidos em cada região são agregados conforme pesos pré-determinados relacionados à importância, dimensão e habitantes para a composição do índice nacional.
2.º) IPC: inflação da cidade de Curitiba, calculado pelo IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (da Secretaria de Planejamento do Estado).
4.2. Meta da Inflação
O regime de metas de inflação foi implantado em 1999. Nesse procedimento, as autoridades monetárias: Comitê de Política Monetária-COPOM, Conselho Monetário Nacional-CMN, Banco Central e Ministério da Fazenda – definem para o ano seguinte um valor limite para a inflação (meta), com oscilação para cima ou para baixo de 2 (dois) pontos e, no ano de referência, o posicionamento das autoridades visa o cumprimento da meta.
O valor da inflação definido na meta é obtido das análises do desempenho da economia no ano anterior, das tendências do mercado externo, das oscilações da demanda agregada e das variações de preços básicos (commodities agrícolas, petróleo, indústria extrativa mineral e siderurgia).
(1) IPCA - Preços ao Consumidor Amplo (2) IPC - Preços ao Consumidor
(*) Considera nove (9) regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Curitiba e Porto Alegre e mais Goiânia e o Distrito Federal – Brasília.
TABELA 13 – ÍNDICE DE PREÇOS
Índice Elaboradora Entidade Coleta: dias Período de Geográfica Base Familiar Renda Principal Uso
1) IPCA (1) IBGE 1 a 30 (mês civil)
11 Capitais (*)
1 a 40 SM Inflação oficial do País Tem ampla aplicação.
2) IPC (2) IPARDES /Curitiba
1 a 30 Curitiba 1 a 40 SM Preços no varejo em
Federação do Comércio do Paraná 4. NÍVEL DE PREÇOS
4.3. Taxa de Inflação
A inflação de dezembro: 0,72%, foi bem acima do esperado para o período. Foi a segunda maior do
ano, só superada pelo mês de janeiro. A taxa mensal de dezembro teve como componentes principais: reajuste de combustíveis pela Petrobrás, juros crescentes e dólar em elevação, a se refletirem nos preços de final de ano, considerando a concentração de vendas no período e o poder de compra adicional do 13.º salário. Em 2012, a inflação de dezembro: 0,79% superou igual período de 2013.
Considerando as providencias do governo para conter/adiar elevação de preços e impacto inflacionário, poderão ocorrer no biênio 2014/2015 acelerações inflacionárias em função de adequações de preços de combustíveis; tarifas de energia elétrica, água e saneamento; transportes urbanos; e outros regulados ou administrados pelo setor público. Cabe considerar ainda os juros e cambio em elevação.
Para 2014, o Banco Central estabeleceu o percentual de 4,5% como meta de inflação, pretensão que nesse momento se revela inviável.
A crise mundial restringiu a economia global; as commodities subiram no exterior devido a queda na safra americana de soja e milho, com reflexos nos preços internos e na receita de exportações. Neste momento, uma queda nos juros não estimulará a demanda, devido o esgotamento do poder de compra do consumidor usuário do crédito. A valorização do US$ sobre o R$ permite melhorar exportações de alguns segmentos; todavia, preços internos poderão crescer pois os importados estarão mais caros.
P
Fonte: Brasil: www.ibge.gov.br - (Quadro variação dos indicadores – IPCA) (Consulta em 29/01/2014)
Curitiba: www.ipardes.gov.br – (Indicadores econômicos – Índice de preços) (Consulta em 29/01/2014)
TABELA 14 – TAXA DE INFLAÇÃO E META DE INFLAÇÃO
Perío do Brasil Meta de Inflação (%) Curitiba IPCA (IBGE) (%) IPC (IPARDES) (%) 2004 7,60 5,5 10,40 2005 5,69 4,5 4,05 2006 3,14 4,5 4,82 2007 4,46 4,5 4,78 2008 5,90 4,5 4,85 2009 4,31 4,5 3,88 2010 5,91 4,5 5,09 2011 6,50 4,5 5,81 Variação
mensal Acumulado no Ano Acumulado 12 meses Variação mensal Acumulado no Ano Acumulado 12 meses
2012 6,20 4,5 5,91 Dez 0,79 6,20 6,20 0,40 5,91 5,91 2013 5,56 4,5 6,17 Jan 0,86 0,86 6,15 0,79 0,79 6,00 Fev 0,60 1,47 6,31 0,46 1,26 6,40 Mar 0,47 1,94 6,59 0,52 1,78 6,34 Abr 0,55 2,50 6,49 0,52 2,31 6,02 Mai 0,37 2,88 6,50 0,30 2,59 5,82 Jun 0,26 3,15 6,70 -0,22 2,54 5,71 Jul 0,03 3,18 6,27 0,17 2,71 5,73 Ago 0,24 3,43 6,09 0,82 3,55 6,21 Set 0,35 3,79 5,86 0,11 3,66 5,48 Out 0,57 4,38 5,84 0,75 4,44 5,84 Nov 0,54 4,95 5,77 1,04 5,53 5,95 Dez 0,72 5,56 5,56 0,61 6,17 6,17 2014 4,5
Tabela 14.B – Menores aumentos por grupos de despesas – Brasil (Dezembro)
Educação 0,00
Saúde e Cuidados Pessoais 0,41
Habitação 0,52
Tabela 14.A – Maiores aumentos por grupos de despesas – Brasil (Dezembro)
Transportes 1,85
Despesas Pessoais 1,00
Alimentação e Bebidas 0,89
Tabela 14.D – Menores aumentos por localidades – Brasil (Dezembro)
Belém 0,63
Porto Alegre 0,67
São Paulo 0,75
Tabela 14.C – Maiores aumentos por localidades – Brasil (Dezembro)
Salvador 1,34
Rio de Janeiro 1,16
Federação do Comércio do Paraná 5. TAXA DE JUROS E POUPANÇA
Em janeiro/2014, a taxa SELIC subiu para 10,5%. Desde abril/2013, o governo alterou a políticas de juros, adotando a elevação como instrumento para conter a inflação: de 7,25% em março, a taxa subiu gradativamente até chegar aos atuais 10,5%. Tudo visando reduzir oferta monetária, desestimular ou adiar a demanda e conter inflação. O efeito dessa sequencia de aumentos contribuiu para conter inflação entre maio e setembro. Em 2014, se a inflação
continuar a subir, as elevações nos juros serão mantidas pelo menos no 1.º trimestre de um
ano eleitoral, combinadas com outras políticas. A política anterior de juros do Banco Central desde julho/2011, quando a SELIC chegou 12,50%, era de queda. A elevação de abril/2013 é parte da estratégia de combate à inflação, quando os preços sobem de forma a comprometer a consecução da meta estabelecida. Verifica-se atualmente que o aumento de juros e contenção da demanda se insere num contexto de política restritiva visando desaquecimento.
O padrão atual elevado de emprego aumenta a massa de salários, a renda da população economicamente ativa e qualificada, eleva poder aquisitivo, resultando em pressão de demanda sobre o sistema de produção. Após priorizar a expansão da demanda, mesmo com algum resquício inflacionário, o governo demonstra preocupação com o crescimento da inflação adotando via elevação nos juros uma política de contenção da demanda.
O ponto de corte para a redução do rendimento da poupança, considerando as mudanças vigentes, é a SELIC em 8,0%, percentual que ocorre desde julho/2012. Ao atingir 8,0% em junho/2013, o critério de rendimento da poupança volta ao modelo anterior.
Fonte: www.bc.gov.br – (Sistema de metas para a inflação – Copom) (Consulta em 29/01/2014) Fonte: www.bc.com.br (Economia e Finanças – Séries Temporais – Acesso ao Sistema de Séries
Temporais –Mercados Financeiros e de Capitais –Aplicações Financeiras –Caderneta de Poupança –Rentabilidade no Período) (Consulta: 29/01/2014) (*) A rentabilidade, TR+0,5% a.m., refere-se a cadernetas com aniversário no primeiro dia do mês posterior ao assinalado (maior concentração)
TABELA 15 – VARIAÇÃO DA TAXA DE JUROS SELIC DO BANCO CENTRAL 2011 2012 2013 2014 Mês Taxa Selic (%) Mês Taxa Selic (%) Mês Taxa Selic (%) Mês Taxa Selic (%)
Jan 10,75 Jan 10,50 Jan 7,25 Jan 10,50
Fev 11,25 Fev 10,50 Fev 7,25 Fev
Mar 11,75 Mar 9,75 Mar 7,25 Mar
Abr 12,00 Abr 9,00 Abr 7,50 Abr
Mai 12,00 Mai 8,50 Mai 7,50 Mai
Jun 12,25 Jun 8,50 Jun 8,00 Jun
Jul 12,50 Jul 8,00 Jul 8,50 Jul
Ago 12,00 Ago 8,00 Ago 9,00 Ago
Set 12,00 Set 7,50 Set 9,00 Set
Out 11,50 Out 7,25 Out 9,50 Out
Nov 11,00 Nov 7,25 Nov 10,00 Nov
Dez 11,00 Dez 7,25 Dez 10,00 Dez
TABELA 16 – POUPANÇA (*) 2013 2014 Mês Rentabili- dade Rentabili- dade Jan 0,4134 0,6132 Fev 0,4134 Mar 0,4134 Abr 0,4134 Mai 0,4551 Jun 0,4551 Jul 0,4761 Ago 0,4828 Set 0,5079 Out 0,5925 Nov 0,5208 Dez 0,5496
Federação do Comércio do Paraná 6. MERCADO DE AÇÕES
O Índice Bovespa em dezembro caiu para 50.792 pontos, valor abaixo dos três meses anteriores. A relativa estagnação do mercado de ações no Brasil pode ser atribuída, dentre outros fatores, a: 1) menor crescimento na economia chinesa; 2) redução dos incentivos à economia interna pelo governo dos EUA; 3) venda de ações no Brasil pelos aplicadores do exterior e repasse do valor aos países de origem, para compensar dificuldades econômico-financeiras naqueles mercados; 4) valorização do dólar que redirecionou parte das aplicações acionárias para a moeda americana; 5) queda nos juros dos cartões de créditos e financiamentos conteve a lucratividade e cotação das ações de bancos; 6) posições internas adotadas pelas empresas; 7) políticas governamentais que desestimularam investimentos privados. Cabe destacar o redirecionamento da opção dos investidores por outras aplicações, onde muitos optam pelo mercado imobiliário.
Estes fatos estão na sequência da não superação da crise em alguns países da Europa e do Euro onde as bolsas tiveram desempenho restrito, impedindo identificar tendências positivas a médio prazo, diante das mudanças conjunturais nesses países. O PIB dos EUA em 2012 e 2013 cresceu, mas não igualou os indicadores pré-crise de 2008; nesse momento, a recuperação nos EUA já é perceptível, induzindo a retorno de aplicações no mercado americano e valorização do US$-dólar. O governo da China programou reduzir o crescimento do PIB.
Nesse momento, alguns países desenvolvidos apontam melhorias nas suas economias. Empresas estatais brasileiras não tiveram bom desempenho no ano, puxando a média para baixo: é o caso da Petrobrás e de empresas de eletricidade na sequência da queda no preço da energia. As ações da Petrobrás caíram de cotação pelo reajuste abaixo do preço da importação de petróleo feito pela estatal e também pela ausência de uma política de reajuste na empresa, o que só elevará seu déficit. As ações das empresas de Eike Batista, tiveram violenta queda de cotação, segurando o Índice Bovespa, influenciando negativamente o mercado. Também os fatos políticos e manifestações de rua em junho/julho, afetaram o índice.
Fonte: www.bovespa.com.br – (Mercado – Ações – Índices – Índice Bovespa – Estatísticas Históricas – Evolução diária) (Consulta em 29/01/2014) (1) Cálculo anual com base na média de cada mês.
(2) Cálculo mensal realizado através da média diária do fechamento do pregão no mês.
TABELA 17 – BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO
Período Índice Bovespa (Pontos) (1) (2) Variação Percentual (%) 2007 53.213 39,74 2008 55.329 3,98 2009 52.748 -4,66 2010 67.275 27,54 2011 61.348 -8,77 2012 59.606 -2,84 Out 58.591 -2,42 Nov 57.223 -2,34 Dez 59.582 4,12 2013 --- --- Jan 61.534 3,27 Fev 57.878 -5,94 Mar 56.798 -1,87 Abr 54.759 -3,59 Mai 55.457 1,27 Jun 49.605 -10,55 Jul 47.161 -4,93 Ago 50.062 6,15 Set 53.635 7,14 Out 54.172 1,00 Nov 52.816 -2,50 Dez 50.792 -3,83
Federação do Comércio do Paraná 7. RISCO PAÍS
O risco-país é um indicador que mostra o grau de confiança (ou falta de confiança) dos investidores mundiais em relação à capacidade de pagamento das dívidas de um país. Quanto menor a possibilidade que tiver um país honrar suas dívidas ou quanto menor o grau de segurança proporcionado aos investidores, maior será o risco-país (e, de forma diretamente proporcional, maior a possibilidade de não honrar débitos com credores). Quanto maior a possibilidade de não honrar compromissos, o país terá que pagar juros mais altos para os investidores que se dispuserem a adquirir seus títulos.
Quanto maior o índice de risco-país, maior a instabilidade econômica de países emergentes. O maior índice de risco-país do Brasil foi 2.436 pontos em setembro de 2002, próximo das eleições presidenciais; o menor foi 136 pontos em janeiro de 2013. É um indicador de características mais conjunturais que estruturais, muito vinculado às circunstâncias ou variáveis vigentes no momento de sua medição.
No 1.º dia útil de janeiro de 2014, o risco-país do Brasil foi 230 pontos, muito acima do verificado em janeiro/2013, quando atingiu 136 pontos, o que indica alterações significativas entre os dois períodos. É um valor que reflete algumas fragilidades no ambiente político e as inconsistências das decisões do Executivo. A credibilidade da economia brasileira junto ao resto do mundo é afetada considerando, principalmente a guinada de limitações da economia (juros em alta, dólar em elevação e queda na balança comercial.
Apesar da não superação na totalidade da crise econômica externa nos países desenvolvidos, a qual poderia repercutir de forma mais intensa sobre o Brasil, começa a preocupar nesse momento as questões internas que serviram de base para as manifestações das ruas no mês de junho/2013, considerando a proximidade da Copa do Mundo e 2014 ser um ano eleitoral.
Fonte: www.ipeadata.gov.br (Consulta em 29/01/2014)
(*) Os valores mensais referem-se ao primeiro dia útil do mês.
TABELA 18 – RISCO PAÍS
Período Risco País
(*) (pontos) Variação (%) 2009 306 8,89 2010 204 -33,33 2011 193 -10,29 2012 --- --- Ago 175 -17,84 Set 180 2,86 Out 162 -10,00 Nov 152 -6,17 Dez 155 1,97 2013 --- --- Jan 136 -12,26 Fev 151 11,03 Mar 182 20,53 Abr 191 4,95 Mai 170 -10,99 Jun 207 21,76 Jul 232 12,08 Ago 233 0,44 Set 248 6,44 Out 234 -5,65 Nov 224 -4,27 Dez 235 4,91 2014 --- --- Jan 230 -2,13
8. VARIAÇÃO DO DÓLAR
O dólar atingiu quase R$ 2,40 em janeiro. O Banco Central-BC no decorrer de 2013, mudou a política de injeção de dólares no mercado, que não estava acompanhando a velocidade de crescimento da cotação cambial. Em agosto-setembro houve melhora nas expectativas dos exportadores em termos de ampliação das vendas para o exterior, muito por conta da queda relativa nos preços internos para os importadores de nossas mercadorias. A valorização do dólar, por outro lado, ainda não conteve significativamente as importações, que se mantém mesmo com elevação nos preços dos importados.
A melhora na economia americana é a grande motivação para a valorização do dólar, estimulado também por outras alterações externas (melhora em outras economias desenvolvidas). A queda do desempenho esperado das economias de países em desenvolvimento também contribui para elevar o dólar. A rápida elevação do dólar pegou o mundo de surpresa e despreparado para os efeitos decorrentes.
A cotação atual do US$, não favorece importações brasileiras; beneficia os exportadores mas dentro dos limites estabelecidos pelo reduzido padrão de inovações da indústria interna e reduzida comercialização de produtos de alta e média tecnologia e uma conjuntura na qual os países da Euro e a Argentina passam por dificuldades que limitam suas importações. O acréscimo das importações brasileiras de petróleo compromete a balança comercial. O dólar valorizado pressiona preços internos, devido a presença de 25% aproximadamente de importados na demanda interna.
A subida rápida do dólar no início do 2.º semestre chega a surpreender, temperada com fatores internos no âmbito político, social e na Bolsa de Valores, e a melhora na economia dos EUA.
Fonte: www.bc.gov.br – (Câmbio e Capitais Internacionais – Taxas de câmbio – Cotações e boletins) (Consulta em 29/01/2014)
(*) Cotações com base no valor de compra do dólar no primeiro dia útil do mês, conforme Banco Central.
TABELA 19 – VARIAÇÃO DO DÓLAR (*)
Período 2010 (R$) 2011 (R$) 2012 (R$) 2013 (R$) 2013 (R$) Jan 1,7232 1,6502 1,8676 2,0415 2,3969 Fev 1,8765 1,6604 1,7370 1,9838 Mar 1,7992 1,6640 1,7146 1,9843 Abr 1,7693 1,6186 1,8308 2,0180 Mai 1,7307 1,5739 1,9143 2,0089 Jun 1,8247 1,5870 2,0344 2,1349 Jul 1,7998 1,5591 1,9887 2,2292 Ago 1,7481 1,5543 2,0426 2,2908 Set 1,7433 1,6032 2,0329 2,3637 Out 1,6804 1,8804 2,0254 2,2118 Nov 1,7036 1,7499 2,0306 2,2462 Dez 1,7044 1,7922 2,1115 2,3443
II. A T I V I D A D E E M P R E S A R I A L
Federação do Comércio do Paraná9. COMÉRCIO VAREJISTA NO PARANÁ
9.1. DESEMPENHO EM NOVEMBRO I. INTRODUÇÃO
O desempenho do varejo do Paraná em novembro esteve abaixo da média do mês na comparação com outubro, considerando ser este um período do final do ano que, normalmente, concentra as maiores vendas. Em novembro, as vendas caíram 1,14% em relação ao mês anterior; a comparação com o mesmo mês de 2012 aponta crescimento de 1,77%; o acumulado no ano indica vendas maiores em 5,25% sobre 2012. Em novembro, ocorreram 24 dias úteis, abaixo de outubro, que teve 26.
Os indicadores conjunturais positivos existentes na economia no período foram: a) continuidade de um contexto econômico de pleno emprego;
b) efeitos colaterais positivos e duradouros do bom desempenho do agronegócio, importante para o aquecimento da demanda em cidades interioranas;
c) prática de liquidações de outono-inverno nos ramos de vestuário, calçados e tecidos;
d) abertura de novos pontos de venda: farmácias (vinculadas a redes), franquias de alimentação, supermercados e hipermercados e mais um shopping em Curitiba, gerando efeitos positivos nas vendas. Os demais shoppings adotaram providencias para enfrentar as nova concorrência.
Ocorreram, no entanto, limitações econômicas no decorrer do ano, que se intensificaram no 2.º semestre, produzindo impactos que restringiram o desempenho do comércio. Cabe destacar :
a) Inflação acima dos percentuais previstos no inicio do ano: em janeiro-novembro de 2013 teve
pequena queda: 4,95% comparado a 5,01%; no acumulado em doze meses, o ocorrido superou igual período de 2012: 5,77% contra 5,56%;
b) juros SELIC crescentes - atingiu 10%- maior que os 7,25% de novembro de 2012;
c) importações maiores afetaram o saldo da balança comercial numa economia que importa de 20% a 25%. O dólar valorizado não incentivou exportações e contribuiu para não baixar a inflação. A estrutura produtiva não demonstra condições de contenção das importações, as quais detém importantes vantagens comparativas;
d) a cesta de exportados aponta concentração de bens de baixo valor agregado, com pequena participação de produtos de alta e média tecnologia. Esse contexto limita a geração de empregos na indústria, segmento onde a média de salários é mais alta;
e) a melhora da economia americana no 2.º semestre motivou a saída de aplicações da Bolsa de Valores - baixando o índice BOVESPA, afetado, dentre outros, pela queda nas ações da Petrobrás e a derrocada do Grupo Eike Batista;
f) permanecem outras restrições como: crise ainda não totalmente superada em economias desenvolvidas e países do Euro; dificuldades da Argentina; debilidade do MERCOSUL; custos não competitivos dos manufaturados nacionais;
g) conta petróleo do Brasil se apresenta muito deficitária;
h) a lentidão da mobilidade urbana nos grandes centros prejudica agilização no deslocamento de trabalhadores;
i) consumidor brasileiro de renda média está com capacidade de endividamento e poder de compra
comprometidos, impedindo aquisição de bens de maior valor.
_________________________________________________________________________ (*) Os dados analisados tem por origem a Pesquisa Conjuntural do Comércio da FECOMERCIO-PR. (**) Feriados em novembro: 02: Finados; 15: Proclamação da República, numa sexta-feira, que incentivou uma “ponte” no sábado.
2. NÚMEROS
Uma síntese das vendas de Novembro consta a seguir.
Fonte: Pesquisa do Comércio Varejista da Fecomércio-PR
3. DESTAQUES NO PARANÁ EM NOVEMBRO DE 2013:
3.1 Maiores crescimentos percentuais de vendas (faturamento) no Paraná:
Sobre Mês Anterior (%) Sobre mesmo mês
de2012 (%) Acumulado Do Ano (Jan - Nov) (%)
1. Vestuário 10,52 1. Óticas 18,30 1. Supermercados 14,57
2. Cine- Foto Som 8,94 2. Cine- Foto Som 15,86 2. Óticas 12,59
3. Lojas de Departamentos 2,14 3. Supermercados 12,16 3. Combustíveis 8,96
4. Supermercados 1,99 4. Tecidos 8,72 4. Livrarias e Papelarias 8,01
5. Concessionárias de Veículos 1,37 5. Vestuário 7,62 5. Cine- Foto Som 6,58
3.2 Menores crescimentos percentuais de vendas (faturamento) no Paraná:
Sobre Mês Anterior (%) Sobre mesmo mês
de 2012 (%) Acumulado Do Ano (Jan - Nov) (%)
1. Tecidos -7,20 1. Autopeças -5,01 1. Lojas de Departamentos -11,34
2. Combustíveis -5,58 2. Concessionárias de Veículos -4,42 2. Autopeças -3,83
3. Livrarias e Papelarias -5,12 3. Combustíveis -2,06 3. Calçados -2,35
4. Autopeças -4,41 4. Farmácias -1,17 4. Farmácias 1,37
5. Farmácias -3,79 5. Calçados 0,31 5. Concessionárias de Veículos 2,74
3.3 Polos pesquisados e Ramos de maior e menor crescimento em 2013 (acumulado Jan - Nov):
4. ASPECTOS IMPORTANTES DO DESEMPENHO POR RAMO DO VAREJO EM 2013:
4.1 Lojas de departamentos: a queda das vendas pode indicar concorrência aguerrida no segmento,
para o qual há o inconveniente (necessário) de disponibilizar extenso leque opções: vestuário, calçados, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e decorações. Pode enfrentar estratégias novas dos concorrentes ou opção do consumidor por novos espaços para compra. É um segmento onde a maioria das lojas é vinculada a grandes redes, que compram em escala elevada e tem grande poder de barganha.
4.2 Concessionárias de veículos: com o benefício do IPI reduzido até dezembro, teve desempenho
positivo no ano apenas no Oeste (negativo em outros pólos). As concessionárias (mais a industria respectiva) buscam elevar vendas no último bimestre do ano, mesmo considerando: aumento dos juros, políticas de contenção da inflação, exigências adicionais dos bancos e comprometimento da renda do consumidor. A expansão de veículos novos em circulação contribui para dificultar a mobilidade urbana e elevar a importação de petróleo.
TABELA 20 – VARIAÇÃO DAS VENDAS EM NOVEMBRO DE 2013 Variação das Vendas:
Novembro-2013 em relação a RM de Curitiba (%) Londrina (%) Maringá (%) Oeste (%) Foz do Iguaçu (%) Ponta Grossa (%) PARANÁ (%) 1. Mês anterior -2,70 -1,70 4,28 8,19 -1,91 1,43 -1,14
2. Mesmo mês ano anterior 0,91 5,82 -3,48 6,12 6,74 6,04 1,77
3. Acumuladas no ano 5,96 0,50 -3,35 13,08 3,35 4,99 5,25
RM de Curitiba
(%)
Londrina
(%) Maringá (%) Oeste (%) Foz do Iguaçu (%) Ponta Grossa (%)
Maior crescimento Livrarias e Papelarias 18,35 Vestuário 15,46 Óticas 27,17 Concessionárias de Veículos 29,62 Móveis, Decorações e Utilidades Domésticas 22,89 Livrarias e Papelarias 20,92 Menor crescimento Autopeças -5,66 Lojas de Departamentos -18,68 Vestuário -22,89 Calçados -6,98 Tecidos -33,85 Concessionárias de Veículos -5,90