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A Escola Primaria, 1934, anno 18, n. 5, ago., RJ

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(1)

....

ANO

XVIJI-N. 5

• ~ .. , .

Num. avulso 1$200

Agosto

de

1934

• REVIST .ô. MENSAL ..

-

-

- - - - · - -

--

--··

-

·-

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-

,.

_____

_

. '·-·---- ··-·-·---- ·-.... ---

-

... --·-··- . ..,, Dire~tor:

ALFREDO

C

.

DE

F.

ALVI1\l

REDACÇÃO: RUA SETE DE SETE!t'lBRO, 174

.~SSIGNAT

U

RAS :

Para o B rasil j um anno. . . . 12$000

1

6 me1.es . . . . . 6$000

União P os ta.l . . . • . . . . . . 15$000

SUMMARIO

---

·

- - - -

- -

---

-

-

-

·

--

-

-A Cons~l tuição e a EdncaG,~o

Nacional

A ConstrucçJio de predios esc o-lares

Pedro A. Pinto . ... .

Mestre-Escola ... .

Escola ~1anoe 1 Bomfim

IAngua Ma torna

Tres palavrinha

Os programmas das Escolas

Pri-marias do Districto Federal. Atalá A. Blackman ••••.•• ,. .1\ s escolas primariaEi na Inglaterra

_________

_

______

_

.,.___

-

- - - -

- -

-

-•

Mio

pode111os

dei.1

~

a,·

d

e

co1ts1:q1tar

1i

es

ttis

co/11

.

»lJZas a

satisfação

co11t

qzf.e

virnos

se,·e,,z

co,zsagrados

na 1iova

Constitzlição

Federal

al

gii,zs

dos

pril'zcipios

111ais

sal,itares

pelos

qzta

es

s

e

t

ê

11i

batido, todos

os

qzle

se

e»zpe-1,lla11i

de

coração

,ta

ca11ipa1iha

pela

c

li-vn

lga

ç

ão,

pela a,,ipliaçt1o,

p

e

la

exte,zsão

das

a

c

tívidades

edzicacionaes

do Estado,

b

e

,1t

co1110

p

e

lo

azig11z

e

1zto

do p1'

es

tigio do

profes-e

l

e

1Jr1e1ito basico,

e

,n que repoz:tsa 0

ro da pat,·f a.

Assi,11,

co11io

não

bate,·

pal11aas

á

e

s

tattii

..

çíi

o d

e

liberada da gratziidacle

do

e

1zsi1zo

p1·i-11za1·io,

da

1za

c

io,ialização

do

e

nsino,

da

li-b

e,··dad

e

de

cát

lt

e

d,·a,

da

exigencia

do

co,z·

Cllrso

d

e

tit11lo

s

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JJ,~ova

s

para

o /Jl'OtJilJlct,t()

dos

ca,·gos

do

,,iagiste,·io

of/icial

,

da

ise

,z

ção

de

t,·ibiitos

concedida

aos

estabeleci111e11tos

partic1zlar

es

d

e

edzicação

g1·at1iita

pri111aria

ozt

p1

·

0/issi

o

1zal, official11ze1ite jzilgados

ido ..

neos

?

JJfe

,·e

ce

ta111be,n

todo

applaziso a

a,,zpli-d

ã

o da

co11zpete

1z

cia,

atribziida

aos Estados

e

ao

Di

s

t,·icto

Federal,

para 01

·g

a,1 i

z

a1

'

e11t

e

11za1it

e

1

·e

m

seus syst

e

»zas

edzlcativot;,

1·e.spei-1adas ape,zas

as

di,·ectri

z

es

estabeleciclas

p

e

la

U1lião.

Essa

desce,it,·alização

,

q1ie

te11z da{lo

os 111elltor

e

s frz:itos 1zos

nzais

adea,itados

pai-zes,

é

de

espe1·a1

·

ve

1zlta a

co,zcorrer

gra,,-de11ze1zte

para

1zosso

prog,·esso

c1llt1l1·at

.

(2)

'

·. ,.

A ESCOLA PRI

MARIA

A

construcção

·

de predios escdlares

·

110

Districto

'

f

ederat

• •

• •

-

.

• • • •

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• •

A ac

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' '-' ' Q > 1 • • 1 1 ,, 1

1.o I Ola ria- Praç,t Bel111o ute . . ... .. ... ...

i

Nu,'.!ear- 12 classes 1.000 15-3-934 22-9-934 275:8701;050

2.o : ~'[a ria da Graça-Q uid ra, 35 ... .. . . . · Nuc lear- 12 , classes 1.000 · 15-8-9:l4 2:2-9-934 275:870$050

3.o Campo Grande-Praça João Esb~rard . Nuclear- 12 classes 1 .UfJO 1'5-3-934 22-9-934 275:870$050

4.o Oascadu ra-Rua Coronel Rangel, 3 16. Nnclea r- 12 classes 1- 000 15-3-934 22-9-934 275:870$050

5.o 11'.[arechal He rmes-R. C. ~{achado, 1720 Nuclear - 12 classes 1.000 , 15-ll-\134 22-9-934 275:870$050

6.o Iul1auma-Rua Padra Jan11a rio . . .... .

1

Nuclear- 12, classes 1.000 115-3-934 22-9-934 275:870$050

7.o '. l{ealengo . Estr Rea l de Sa11ta Cruz . Nuclear- 12 classes 1. 000 6-4-934 6-1 0-34 '.l7S:870$05o

8.o I Le1ne- liua Belfort (j un,to ao n. 98) . Nuclear - 12 classe~. 1-000 2~-2-934 18-10-'14 2l4: 51 6$874

9.o l ·s caz de l' ina-R ua 'rrinta e Um ... Platoon- l G cl,tsses 1 .500 3-5-934 10-11-34 1434:244$062 10.o I Rua das Neves-Santa_ 'r he reza ...

!

Nuclear- 12 class·e, l .000 15-5-934 f 22-11-? -l ' 'L74 :"J2o$050

11.oJBotafogo-Rua da :\Iatr1z, 67 . . .. . . .. ! Pll\ttlon- 12 classes , 1 .000 15-5-934 22-1]-j4 348:S68$82 1

12.o Fonte da, Sa11rla cle-Av. Greenhough .

i

Platoon-_- 12 .,cl~Jses 1 .000 •15-5-934 22-ll-H4 341:068$821 13.o Rua Dias lle Ba rro,-S,1nta Thereza. 1 Especial- 6 classes 5ô0 15-5-934 22-1 1-3 i 209: 100$840

14.o Jaca répaguá- Praça Barão da Taquarài I Nuclear - 12 classes 1 · 000 2-8-934 2-935 275:870$090 15.o Av. 28 de Setembro-E. S. T. J. Alfredo Platoon-25 classes 2. 000 2-S-934 10-4-935 942:465$440

16.o Bangü-Es t, Real de San ta O ru z . ....

i

Platoon- 25 classes 2 000 2-S-n34 10-4-935 92 I :q65$440

17.o I Auchieta- Av. Corrêa. e Castre . .. . . ·. j Pl,itoon- 12 classe~ 1.000 34S:Q00$000

18.o i'Yl arechal Iíermes- E. Visconde d~ Afauá I Platoon- 16 classes 1 . 500 434:000$000

19.o Sapé- Estrada do Areal . . . . ... ' Nuclear- 12 classes 1,000 · 1 · · 275:000$000

- ·-

- -

- -

- - - - -

- - - - -

----

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-' 20.560 7.009 000$000

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::...,.

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:::-:--OBSERVAÇÃO -No prazo da terminaç:'io do pr·edio á Rua Belfort, Leme, foram descontados 41 dias em que a constr11çãó ·esteve paralizada, para rnudan·ça de locar.

Divisão de Predios e Apartamento s Escolares- Em 8 de Agosto de 1934. a) NEíJSÜ~ C.ORREA i10N·rEI.RO

Engenh eiro -Auxiliar • • • ' \ ' • \ \ • Co nfere-ENE'AS SIL V;\ Chefe da Oi visão

-

-

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D

e

conform

i

dade com

o

accordo estaoelec

'

ido

entre a Directoria

de

Educa

·

çã

o e a AdminJstração desta

revista:

todos os directores de grupos escolare~, es

c

olas

pri:11arias

e

c

ursos

popula1·es noç,turn

0

s

1·eceberão

um exemplar· de cada

numero

d'

.

«

A Escola

Primaria», o qt1al dever

ã

o cons

e

1

·va

.

r na «:Siblioth

e

ca Esco

l

ar»,

como

proprieda

jie

do estabelecimento que dirigem.

·

·

·

'

-N

.

da Red.

• • . ' . • • ! • ' 1 •

A ESCOLA

'

PRIMARIA

PROGRAMMAS

83

- -

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- - - -

-DAS

ESCOLA~

DO DISTRICTO

FEDERAL

.

N

o

r

l

e

.

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o

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e

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r· a

o

pro/

esso

,·a·

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Torna-se evidente, portanto, que si

d

o

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a guela primeira parte - a g ue r epresenta

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1za1

·

ia, a publi

c

a

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s pro-

!

«as situações da vida diária e os í11ter

esse-g1

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o,·,

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p1·i11ta1·ia

s

;

de que 11ascem as necessidad es particula

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res ime1iatas doi> al11nos» - deve ser n1ol

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s

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e

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·

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,

co

11

s

t

i

t1i

e

1

1

,

z

.

dada, dia a dia, as demais, porén1, não

so-es.,

e

s

p1·o

g

1·a11t11za

s

U/1'1

ve

1·rt1i

e

l

e

i1·

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co11tp

e

1z

d

i

o

/

mente pódem ser, n1as, sobretudo, devem

di

d1

1cti

c

o i1z

s

pi1·ado 1zo

s

g1

·

a11d

es

pr·i

1

t

c

ipio

s d

a

ser planejadas com antecedência, porque

esc

·

o

la

,zova.

definem o próprio sen tido em que se vai

1

lrtt

es

. i1zs

e

1·irl'1os

a apr·

ese

,ita

ção q

1t

e

.de se n vo 1 ve r a ação .

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es

fa

z

o

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s

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e

di

,

,

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tó1

·

do D

e

J

J

ar·t

a

111

e

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-

Desse modo, o p rogran1a or ganizado

t

o de

IJJ

1

t

r

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cação

,

D

,

·

.

A1ti

s

ic 'l'

e

i

.

x:

e

i,·a,

ac

o

11t

com antecipação deve inc luir,

n

ec

essaria-pa,zft

a

da da i

1

zt1·

odticçc1,o

a.

ss

iq,zada p

e

la p1·

0

-

1 meu te :

f

ess

o1

·

a Mar·ia

R

e

is Cal!tp

os, sz

ta p1·incipal

1) -

Os objetivos do ensino.

collabo,·adora

1z

e

ss

e

i1npo,·tant

e

t

1

·

aball10.

2

)

-

Uma série de e periê ncias ou atividades que, pela demo1 tração prática ,

sejam capazes de cotÍdt1zir à conquista da-queles objetivos.

Apresentação

..

3

)

-

Todo o conteudo de matéri a de

ensino necessário á reé1lização daquela.,;

ex-• • •

per1e nc1as .

Esta

é

a primeira monografia da série

4) -

lndicaç;.io dos resultado s q11e se

de PROGRAMAS ESCOLARES. cuja publi- de,·em obter .

cação O Departamento de Educação do Dis-

O

pre'Sente trabalho

é

,

na medida do

trito federal inicia , por interm édio do se11 que entre

nós

foi possível realizar. um

eu-departamento especializado, a SECÇÃO

DE

3áio dessa orientação. Já não se enquadra

PROGRAMAS ESCOLARES. no tipo habitu,11 do progrâma escolar

bra-Dedica-se á LINGUAGE1VI e a s t1a con- sile ir o com as suas in termi naveis list as de

fecção obedeceu, tanto quanto foi per mi- • }1ontos~ . Deu um passo á fren te. E ·

so-tido, dentro das condições especiais do sis- bre o ensino de lin g uágem na escola

pri-tem a escolar do Rio de Janeiro, aos prin- mária, o que se elaborou foi uma verda·

cipios gerais modernos que reg·em a ma- <leira monografia 011de. estão estudadas a

t,er1a. , · - teóri a desse , en' sino, os se11s o

.

.

,bjeti vos, os

.

Não !!OS oarece licito reincidir, ao me- assuntos que podem c~1nst1tu1r, as

exper1en-nos de boa fe, na afirmação de que se cias quotidianas do alt1no, numerosas ilus-póde prescindir

i,z

tot11r

1z

de q ualq 11er plano ;t~ações de «unidades,. do pro.cesso de

~n-an teci pac.o,

ite

qualqiie

pr·ograllia

preesta-

sino, os re sultados a co nsegu1r t os meios

b

elec

ido

pa,·a

a r

e

ali

zação

integral da

Es

-

de os ·verificar. .

cola Nova. A sua elaboração foi confiada á

Pro-A prática da Esc~la Nova, num a im , fessora Maria dos Reis Campo~, autoridade

pressionante con v~rge~cia de opiniã0, vem ,reconhecida n os meios do professorado do

•confirmando a necessidade de estabelecer, Rio de Janeiro e que está imprimindo ao

no caso, uma distinção important,e . .trabalho de progrâmas escolares, com a

Com eíeito. O programa e~c.ul~r en- cooperação de · suas ·,dignas auxiliáres, o cerra as ati'vidades diárias em que s'e em- feitío de pesqt1izas e investigação quP. ·o pe.nham o~ alunos, indica os objPtivos fun- ·caracteriza nos centios·_,ma~s avançados de <lamentais ou específicos · desse curso de cultura.

atividades e os resu-ltados a serem obtidos Os atuais progrâ mas são~ assim,

pla·

atrav·és dei às. ' · nos 'desen voivicto·s ·é · amplos para serem ex·

...

(3)

'

84

perimentados nas e

s

cola

s

, devendo constií

tuir objéto de continua

revi

s

ão, afim de ai_

atuarem com

o

uma forca viva de

>

renova

ção e pro

g

re

ss

o e não como rígidas

impo-siç

ões

intangíveis á liberdadê d

e

iniciativa

e

d

e mod

ificação.

Na

g

rau de t

a

r

e

fa de renov

a

ção e

s

co-l

a

r

e

m que

s

e a

c

ha etnpe

t

1hado t

o

do o

ma-. , ,

.

,. ,

g1

s

t

e

r10 cario

c

a, o programa q11e agora

s

e

pu

b

l

i

c

a

a

ss

in

a

la um Jog

a

r intermediário,

ü

nc

le

o

s

1

na

is avançad

o

s bem como o

s

ma

i

s

a

pegado

s

ao tradici

o

n ai i

s

n1 o

peda

g

ógico,

en

c

ontr

a

o

, 11n

s

e outro

s

, urn corpo de

d

o

utrina e de matéria que lhe

s

f

ac

ilitará o

exame d

a

po

si

ção em que se encontram e,

co

n

s

eq

t

1en

t

e

m

e

nte

1

lh

es

oferecerá sugestões

par

a

pro

g

redir,

a

lter

a

r e harmoniz

a

r

os

propr

i

o

s

proce

s

so

s

,

e

para

orienta

·

r,

d

e

mod

o o-

,,,

e

r

a] toda a

'

s

ua ativ

i

dade

pedag·ó-gica no

car

npo do ensino de

linguágem.

A pr

o

xima monografia

a

publicar-se

tratará

do en

s

ino da matemática na escola

e

l

ementar.

E

ss

as monogra

f

ias sobre progrârnas

deverão ser

reeditadas

de dois em

dois

ano

s

, com as 1n

o

dif1caçõ

es

,

alteraçõ

e

s e

re-,

.

visõe

s

que se tornem ne

c

essar1as, para

o

que o Departamento de

Educação confia

na

c

olaboração

de

todo

o

professorado

mtt-nicipal,

certo como está de

que

o

progrâ-ma

escolar

é

uma

obra

de

cooperação

entre

os tecnicos e

s

peci

,

lizado

s

no estud'.) da

criança e

da sociedade

e

os

professores que

o aplicam e executam.

-A,zi.,io S.

Peixeir·a

Diretor Geral.

Introdução

UI li 11111li0111111111t 1

Um

conjut1to

de progrâ:JlaS escolares,

para

satisfazer

cabalmente

a~

su

,

ts

finali-dades orientadoras

,io

ensino, tem

rle

apre-sentar dupla, articulação: com o rn

e

io

arn-biente, a serviço de cujas necessidade$ se

ha de

colocar,

e

com

a criança, a que se

'

'

.

deve

subordinar

e, pois, a escola

.

onde vai

'

atuar.

Organizado, poré~, o progrâcµ~, e b«:m

realizado, ele concorrerá para o

aperfeiço~-m,ento do meio, porqu<1pto, pô-1? a

~!!rv1·

çp

d9 ambiente, deve represe~t~r sempre

A ESCOL.A Pi{f1\

·

l,\1{1

.

"'.

o propósito de fazer com que este se

mo-difique,

envolvendo no sentido de

condi-ções

ideais.

Por st1

a v

ez

o

ambiente influe na

es-cola, atravé

s

do progr

â

ma, de n1odo q

u

e

esses

tr

ê

s elementos - criança, ambiente e

progr

â

m

a

-

apre

s

entam nítidos fenôm

eno

s

de aç

ã

o e re

a

ç

ã

o e pois, re

c

iprocid

a

de

d

e

in

f

luencias.

Prog:r-i"TTia

.;:,;.<<---»

~

A,11bie11te

E

s

t

a

s consider

ões

estão a mostrar

qtie, para organizar progr

â

mas escolares,

devemos

antes de m

a

is nada,

conhecer

o

'

.

ambiente

e ,,er

que papel a escola de

v

era

nele representar,

para aper

f

eiçoá-lo.

Ora

a escola,

no conceito

moderno,

'

.

não

é

m:iis um

estabelecimento «de ensino»

senão

uma instituição compléta,

perfeita-mente articulada á

vida, um centro

educa-tivo

1

igado a todos os intere

s

ses soei ais.

Sua

fu11ção

pre

c

ipt1a

é

Íazer o

aluno

viver

da

melhor maneira o presente

e

levá-lo a

p

o

der

viver,

da melhor maneira, o

futuro.

Isso corresponde a dizer que

a escola

não

se

póde

limitar

a

fornecer

certos

co-nl1ecimentos teóricos ao aluno, como báse

p,tra aquisição de conhe~imentos ~e

grau

mais elevado.

Ela tera de enstnar-lhe,

principalmente,

coisas t1teis_ ao n1omento

presente e

tts situações

pràxtmas do

futuro

e terá, principalmente, de form?'r-lhe u~'\

mentalidade com

sentimentos

firmes e

ele-. ' .

vados e hápitos uteis e

práticos-s~ntimen-tos e hábipráticos-s~ntimen-tos orienta~os seµii:ire

,

I!P

~ent\qq

de fortificar

<l

individuo em beneficio

pró-prio e no da col~ti~idade.

A

escola terá, pois, de :

a)

aparelhar

o

individuo

~!)m

certo

grupo de conhecimentos ou de tecnicas

in-di!>pensáveis á vida ;

.

b)

do~á-lo ~e

q~bi~os

~<J,~ip~ de

~i-giene, de ~cono!llia, etc., de

,

hábito§ men:

táis de energ-ia, de persiste~~ ia, e

.

t~: ;

q~

~4bito~ in~e!et~~i~ de

!eitt!rª

e

p

1

1:~t1-1~~

i

de há0itos morais de rétidão de proceder ;

-•

'

• ' • • '

A

ESCOLA PRIMARIA

'

85

~

c

) comuni

c

ar-

l

he

dir e dar-1!:!e meio

s d

e

ral e

io te

le

c

t

ua

l ment

e,

ciente

se

u tr

a

ba

l

h

o

;

1

o de

s

ej

o

de pr

o

gre- ban

a,

que corresponde de modo geral ao

aperfeiçoar-

s

e mo- enfraquecimento da civilização, perde

es-t

o

rnan

d

o mais e

f

i-

p

oradicamente esse

a

specto caracterí

s

tico,

d)

hab

i

l

it

a

-l

o a

p

a

rt

i

cip

a

r, de m

o

do

cad

a

vez

m

a

i

s

co

n

sc

ien

t

e

e

prov

e

ito

s

o

,

do

go

verno da co

munid

a

d

e loca

l

,

d

o

E

s

tado e

do

pa

í

z.

.

A

es o

la, d

e

ntro d

essas f

in

al

idades,

to-mará a cr

i

a

n

ç

a

co

mo

a

enc

o

ntra

e

pro

c

u-•

rar

á faz

ê

-

la

viv

e

r,

da m

e

l

ho

r m

an

eira,

s

ua

vi

da a

tua

l, sa

ti

s

fazend

o

,

d

o

mod

o

melh

o

r,

s

u

as

ne

ce

ss

idades de c

ri

a

n

ç

a; a

o mes

mo

tem

p

o

a leva

p

u

r

e

t

a

pa

s s

u

c

e

ss

ivas e

' . d

be

r

n

g

r

ad

u

adas

, p

a

r

a

a vida ulteri

o

r, e

m

odo q

u

e o fut

ur

o de

c

orra natur

a

lm

e

nt

e

do pr

esen

te

, s

em qu

e

e

s

t

e se

ja sacri

f

ic

a

d

o

pela

s p

r

eoc

upaç

ões a

b

so

rvente

s

com

a

qu~le.

~Ias

i:.

i queremo

s a

e

s

cola p

e

rfeit

a

-men

t

e in

teg

rada na vida,

é

evidente que

el

a

não

pód

e e

x

i

s

tir divorciada

das

neces-sidade

s

das

s

oli

c:

itações locai

s

do meio em

que dev'e

f

un

c

ionar.

Organizada

dentro de

um qua

:i

ro geral de principias

,

ela

deve

adaptar-

s

e

a

o

a

mbiente particu,ar em

_que

tem de de

s

envolver sua ação educativa,

atende

o

do

a particularidades regionais.

De tal sórte

o

conhecimento

do

ambiente

virá indicar 'a fórma particularizada que se

deve dar

I

não

só aos programas,

mas

ao

método

e,

de

modo

geral, a

todas

as

orga-nizações

escolares.

A,11

b

i

e

,it

e

Encontramo

s

no Distrito Federal

uma

população escolar em que

têm influenc!~ a

localização o o-rau de educação da

f

am1!1a,

' t, •

a

profissão paterna e, essenc1al~ente, ~s

condiç

õ

es

~

c

oaomícas que, em

ultima

ª?a-lise determinam os ,iemais

fatores

c.:i

ta-d

o

s' · o

co

njunto dessas

circumstancias

faz

com' que,

de

modo geral,

,l

civilização

se

vá esbatendo,

em gradações su~essivas;

da

zona urbana !Jara

a

rt1r,1l.

Alterando as

linhas gerais desse perfil

ha, entretanto, no

.

própri0

c

entro

urbano,

zônas que representam vales ou baixadas,

emtóra com

frequencia sejam

topografica-mente

as

mais

elevadas, -

como

os môrros,

a

cuja falta

de

conforto se

acolhe a

Pº{>U·

lac;ão pobre, que se não póde manter em

1-ocais mais acessíveis e de vi~a m~is cara

Por outro lado, o afastamento da parte

-

ur-·

por is

s

o que de esp

a

ço a espaço

!>

e

encon-tr

a

m centros mais

c

ivilizados

,

em regra

ge-ra

l

correspondentes ás antigas povoações

outróra i

s

oladas e que, a crescer em todas

as

direçõe

s

, terminaram por an

as

tomasar-s

e mais ou menos profitnda:nente,

tendeu-'

.

á

d

o a

s

ub

s

tituir, cada vez mais

,

o car ter

r11ral primitivo

da

região,

pelo urbano.

A

c

on

s

equencia dessa formação

demo-gráfic

a é

termos popula

ç

ão relativamente

abastada na

na urbana

,

menos abastada

na suburbana e, muito menos ainda,

na

na c

h

amada r11ral. Em cada uma delas,

entret

a

nto, no meio do plano assim de

mo-do geral figuramo-do, ha de quanmo-do em

quan-do oscil

a

çõ

e

s que levam sub-zonas

urba-nas

a

de

s

cer ao nível geral suburbano

e"'

at

é

me

s

mo

rural,

sub-zonas sub11rbanas

que

se

elevam

ao nível urbano, enquanto

outras descem ao rural e, finalmente,

sub-zônas

rurais

que se

elevam

ao

nível

su-burbano

,

chegando talvez mesmo a

ultra-passa-lo,

sob

certos

aspectos.

Mas nem

es

s

as sub-zõnas são perfeitamente

delimi-tadas:

ha entre elas

tal interpretação

de

elementos que, embóra

com

predominân-cia

destes ou daqueles neste ou naquele

P

onto vamos

'

encc)ntrar as diversidades

'

apontadas

·

dentre

ate de

uma mesma

classe.

Confórme o nível economico variam as

necessidades dos

alunos,

os quais pódem

destinar-se ás

mais

altas

profissões

cienti-ficas

c.u ás mais modest,ts

atividades

so-ciais,

através

de

variadissima escála.

E

isso de tal maneira que,

enquanto

certo

numero de alunos faz o curso completo

primário, que para eles não

.

.

.

.

é

sinão o

iní•

,

cio do t1roc1n10 que terminara com

a

con-clusão do curso universitário, outros

vão

deixando a escola no

4°.

ou no

3.

0

e

até

no

2.°

e no

1.

0

ano, premidos

essencial-mente pelas condições economicas dos

pais

e muitas vezes, pela fa

,

lta de compreensão

d~stes, seja dos benefícios proporcionados

por mais longa permanencia na escola,

seja dos deveres de sua função em

rela-ção

ao

filhos.

O

fatôr economico produz ainda

dife•

renciação censiderável entr~ os diversvs

(4)

86

A ESCOLA

.

PRIMARI

A

de alimentação, próvimento de material es a ordem lógica e

sim

a

psicolégia,

em

que

colar, comodidade para

o

estudo em casa,

s

e

forme

intima

relação entre a

vida

na

obrig

ação

ou não de executar

tr

abalh

o

s

escola e a de fóra

da

escola

e

em que

s

e

perturbado1·es

:

ao repouso, ao estudo,

á

com

uniquem

aos alunos

es

rito

e

hábitos

assistencia regular das classes.

As

condi- de

coope

ra

ção,

abrindo

se

-lh

es

assim

opor-ções

sociais

da familia,

se

u

grau

de

cultu-

tunidade para

e

desenvolvimento das

qua-ra

e

de intelectualidade

agem

também, lidades requ~ridas aos elementos uteis

qa

poderosamente, na

fo

rmação

mental

da

,

comunidade soc

i

al.

criança

e,

de

modo ge

r

al,

em sua maneira

j

Por outro

lado os conceitos

de que

o

de agir e

rea

gir

como aluno. E a

todas

'

er.sino primário de

S

anos é

indispensá-essas

circunstan.::ia

s

se

junta

o

grau

de in-

vel

a todos os elementos da comunidade

teli

gencia

natural e, pois, de apreensibili-

e de que

a

escola primária

democratica-,

dade e

adapt

açã

o

,

variavel em extremo e mente organizada, deve ser uma

só, afim

expresso pelo

Q

.

I. de cada elemento dis- de

r

eun

ir

e

amalgamar os di

,

,ersos ele

-cente.

me11tos

sociais, conduzem-nos

ainda

á or

-De modo

que,

atendendo a este con- ganização de

um

s

ó

programa,

d

ent

ro

das

junto de

fa

t

ôres,

muitos dos quais devemos

finalida

de

s

já apresentadas.

e

poderemos

subst

itttir

'

,

alterar ou atenuar

O

e

s

tudo

do

ambiente

nos

leva a ou

-com e

s

forço e tempo,

mas que na atua

li.

tra

espécie de considerações.

dad

e

existem e agem

com

intensidade -

O

fato de

aluno

:s,

por dificuldades

eco-chegamos

á

conclusão de que

:

nomicas, não

chegarem

a

concluir

o curso

a)

o

ambiente determina para a es-

?

rimário

,

não

é

motivo para que

se

pense

cola

uma diversidade

coi;sideravel de

ele-

em crear diferenciações em extensão

no

ment

0s

dis

ce

nte

s,

que

não podem r

eagi

r

do progrâma

escolar,

senão em combater por

mesmo modo

ás

exigencias

de

um

1>rogr

â

- todos os meios

esse mal, protegendo o

ma

escolar;

aluno pobre, o que,

no Distrito Federal,

b

)

-

o ambiente

,

por isso me

smo

que

representa um

desinderat11m alcançável

,

e

formado de elementos beterogeneos

-

em dependente

,

em essencia,

de

organização.

condições sociais, em intelectu

al

id

ad

e

,

em

·

Não constitue a população do

Distri-finalidade

de vida, etc.

,

-

apresenta

di- to

Federa},

de

modo genérico, grupos

per-versidade

de

solicitações, que não

pódem feitamente

àiversificados e

característicos,

ser

atendidas

pela

rigidez de um

progra-

com necessidades

especiais,

mas

antes

uma

ma perfeitamente uniforme;

vasta

rêde de ma1has desiguais em

tama-c)

--

os diversos elementos

.

s

ociais nho e subst

â

ncia

e

confundidas no tecido

formadores

do ambiente não

se estratifica- geral, sem

diferenciaçã@ de estrut

ú

ra.

ram

e diferenciaram, localizando-se con-

1

Isso leva

ainda ao conceito de

que

um

fórme semelhanças

e afinidades e

sim

es-

1

mesmo progr

â

.

ma póde

servir a

to

d

a

a

po-tão

mais ou menos misturados

e

confun-!

pu1ação escolar,

sendo

s

ua

apiicação a

didos em todo o Distrito Federal.

/

esta ou

áquela

região,

a

esta ou

à

quela

es-cola e a esta ou

à

qt1ela

classe,

rr,ais

ques-Prog1·

â

11ias

tão de doságem do que, propriamente

,

de

subst

â

ncia.

. O

ligeiro estudo aq11i feito

sob

a ru-

1

Daí

a conveni

ê

ncia da organi

z

ação de

br1c~-Conceito da escola-

-

nos leva

à

or·

J

um progr

â

ma, que entre dois extremos

-gan1zação de um progr

â

ma em que se pro- o que

se

póde ter de melhor e

o

mínimo

curem atingir todos os objetivos assinala- que se possa admitir

.

no ensino -

permita

dos

1

os_ quais, de modo geral, representam uma série de gradações que representem

as aspirações das sociedades modernas, a adaptação-em quantidade-ás con~ições

sob o ponto de vista educativo.

locais do meio, Para certas diferenciações

Procuraremos ter, assim, um prcgr

â

ma mais profundas, como ás vezes aparecem

em

que ~e d

ê

todo

o

apreço á coord~nação em zona rural propriamente dita ou

prai-entre a vida e as materias escolares, em eira, esse mesmo progrâma poderá ainda

que estas se associem por suas afinidades representar essa adaptação em qual:dade

de

modo que

se

estabeleça no ensino não -dada a possibilidade da es.:olha de

as-•

1\

ESCOLA

Pf<111.A.1{1A

·

- · - - - -

~ - - - -

87

suntos

e de modalidades metodolóuicas

permitida pela

s

ua

flexiLi

lidad

e

nada

0

im-pedindo, além de tudo que, eU: tais casos

co.ex1sta ao

la

do

do ~ur

_

s

o

de

estu40s

ge

·

ra

1s

uma parte

prof

1

ss1ot1al con

t

ó

rme

ao

genero de ativid

ade

dominante

na.

regi

a

o.

.

De acôrdo

com

as con:iiderações

exren-d1das, os

prog

·

ramas

escola

re

s constai ão

de:

a

)

-

prog,âma destnvolvido, com

ins-truções e orient

~

ção

metódologica e que

representa

o

que

se

deve ensinar

na

esco-la

primá

ri

a;

;>) b)

e)

o)

objetivos

a

náli.se dos

objetivos

,

.

~-pratica

de

en

s

in

o,

compr

eendendo:

I

-

assuntos

II

-

métodos

III

-IV

-' '

exercícios

,

testes

e

j

ógos

m1n1mo que

se de

ve

a

-

]cançar.

LB

!J'

[!RA

_b

)

-

plano~

.

de trabalho e

i)

roj

étos

destinados a

at

1x1l

1a

r

a

função

do

profes-sor

na

classe e ao

me

s

mo tempo a

se

r

v

ir

de modêlo

e

sugestão

a

se

u tr

abalho

·

.

e)

-

progrâma reduzido

e

que

~ons

·

a

)

tti

ue

o mínin10

que póde se

r

exigido na

escola.

O~j

e

tivos

O

p

r

ofess

or

procurará aproximar-se

o

mais

possível do programa indicado na

aliAnea

a,

g

r

adua

ndo-o

e adaptando-o de

acordo com as

possibi:idades

e intere

sses

' '

e

spec1a

1s

de sua

classe e tomará

o

da

ali-. O

ensino

~ª.

l

e

_

itu

r

a

na

esc

o

la

primá-ria

te1n

c?mo

ouJet1vos dotar

a ciianç

1

de:

a)

capacidade de

r

con1

compreensã

o

d:s~mbaraç0,

_naturalidade

e rapidez;

b)

habitos de_ leitura;

c)

gosto e interê

s

se

pela

boa l1t

e

1'

a

tur

a

.

uea

<<C»

corno

pontó

de referencia e meio

b

)

de verificaçâl) do seu t

r

abalh

o,

A,zálises

dos objetivos

.

'

Na

ia R

.

Ca111pos

Di

stribu

ão

da

matéria

O_ e~tud.o d.e linguagem neste

Pro

gra

-ma

fo1 d1str1bt

1

1do em seis secções:

l.' -

Leitura

2.ª -

Literatura

3

.

11

-

Es

crita

e

Ca

lig

ra

fia

4

.

ª

Composição

5

.

ª

~

Gram

áti

ca

6

.

ª

Bibliotécas.

A

matéria qtte constitue o assunto das

.

'

.

cinco

primei

ras

secções

compr

eende

uma

par!

e

geral,

de considerações aplicaveis

ao

ensino

em

t

odo o

ct1rso

primário

,

seguin-do-se

-1

he, partes especializad~s,

de

acordo

com os cin

'

c

o anos

do Curso

.

Quer

na

parte geral, quer

na di

s

tri-buída pelos anos do

cur

so,

a matéria de

es-tudo

obedeceu

á

segt1iute

ordem (emb

óra

nem

sempre

abrangendo todas as

subdivi-sões

indicadas):

Uma

das mais importantes

modifica-ções

introduzidas nestes ultimos anos no

• • , • !'

e11s1no

pr1mar10

e

,

s

em

duvida

a

crescen-t

e

importancia dada á

leitt1ra.

'A

le

itu

ra,

mesmo na

escola

primária,

se

vai

trans-formando em

meio por

excelencia õe ad

-quirir

.

conhe~

im

c

ntos das

ou

tra

s

discipli-nas

do

progr

a

ma escolar.

As

crianças para

poderem de

s

envolver

os

projetos. pla~os e

prob

lema

s

da clat"se,

precisam consultar

f~eq

u~ntem

ente

livro

s

de geoorafia

bistó-

·

:

ia,

c1encias,

aritmética

e

outr'''as fo~tes de

informação.

Os

bons

result

ados

dessas

c_onsu

lt

as

dependem

int

e

ir

amen

te

da

habi-lidade

e

capacidade

do

alt1no de

l

ê

r

mas

de

ler

soz

inho

e inteligentemente.

'

Fóra da

escola,

a

importancia da

lei-tura

é

ainda mais

sens

í

vel

.

A

palavra

im,

pressa

domina o

mundo. L

ê

-se

o

livro

0

J

º:n

al e a revi

s

ta. r.,

~

·

3e

com

diversos in

_

tu1 tos e para diversos fins

:

-

para obter informaçõe

s

(n

as

ruas,

n?s bondes,

na

s

estradas de ferro,

nas

ofi-cinas) ;

para adquirir

conhecimentos e

in-formações

em livros, memoriais

folhetos

i:

e

te. ·

1 ,

'

'

(5)

'

'

para tirar dúvidas: consultas a di-cionario::,, encíclopédias , etc: ;

esco-

(jor-para saber o que se passa na

la, na cidade, ilo país ou no mundo

nal, revis ta).

Lê-se tambem para recrear o espíri-to: pelo gôsto de aventuras e de herois-mo ; pelo gosto de evadir-se da vida quo-tidiana1 de satisfazer a curiosidade acêrca

de

coisa"

que

ei. tão além do alcance da

observação diréta, par:i dar prazer aos ou·

tros -lendo em voz alta; pelo prazer es-téticó da forma !iteraria-as bela~ letras.

_,\ importancia da leitura, sob o

as-pecto social, é do . mais ·alto valor.

A leitl1 ra

inteligente, i

s

to

é

,

per(eita

mente compreendida e assimilada,

é

meio

de pôr o adulto a par de conhecimentos,

C!)mO ltm raio de alcance que vai desde o

círculo li111itado de relações de familias e obrigações individuais do <;erviço, ,até o que ha de mais importante na cidade, no Estado, no país e no mundo.

O

mesmo se

poderit dizer a respeito ~e planos, teori'.l.s e ideais que se fórmem e se· propaguem e,

de modo geral, em relação aos diversos aspectos por que se apresentam e. são re-solvidos os pequenos

é

os gra11des proble-mas nacionais e mundiais.

Qttalquer aproximação que desejemos ter com indívidltos olt coletividades que não

esteja..n

imedi11tamente

junto

de nó:i, tem

de ser por meio de informações, anuncios, prospectos, cartas, publicações diversas e jornais, ou estudos e apreciações de livros

e revistas. Para saber o que poderemos ob· ter desses indivíduos ou g-rupos, para co· nhecer suas intenções e modo de c0mpre-ender as coisas, para ficar a par . de suas

1nvençõeiii e aperfeiçoamentos-para tudo • isso nos é indispensavel a leitura,

instru-mento social por excelencia, fonte perene de prazer, de informação e de cultura.

A

criança deve Jêr, como o adulto, para seLt prazer, e para informar-se. E o tra-ball10 do professor deve consistir sobret11-do em 'preparar·lh'e tal ambiente que ela

seJa levada não , só· a ·querer assenhorear-se do mecanisn10 complicado da leitura, mas tambem · a alcançar perfeita capacida-dé no rhanêjo da lincrua a adquirir ·bons

, • b '

bab1tos de leitt1ra e a interessar-se pela literatura.

Para cons~c11ção desses objetivos a

'

1\

l~::i

Clj

LA l'IZli1l

1

\l{l.i\

--- --- ---· ···-·

-. .

criança passa por nma série de estágios, d c:s'de 'o período inicial, em que principia

a reconhecer palavras ou grupo de pala

--vras , até o momento em que se tórna

c&-paz de interpretar fielmente o que lê, assd,

ciando rapidamente o sentido ás fórmas, reconhecendo os elementos importantes·

das frases, analisando, retendo e

compa-rando. Nos primeiros anos muito tempo

ha de s er dedicado

a

essá aprendizàgem ,

até

que

a

criança se apósse integralmen

-te do mecanismo da leitura,

Em todas as classes, de acõrdo com as respectivas atividades, o exerci.cio da

lei-tura deve ser feito pela prática, porque :

• •

ocaprenae ,se a Jêr, lendo»,

Ha

dois tipos de leitura : leitura

si-lenciosa e leitura em voz alta. ou falada.

Leitura silencio

.~

a

·

A leitura

silen-ciosa

é

importantisl'iima por vários moti-vos: 1) a não ser na classe ou em raras ocasiões na vida, a leitura que fazemos é

silenciosa;

:::l)

a leitura silenciosa

é

mais

rapida;

3)

nela ha maior concentração no

que se lê e, portanto, melhor se aprende

o pensaa1ento do autor;

4)

as crianças b.:im dotadas pode.m ter mais frequentes ocasi-siões para lêr e as de compreensão lenta

-

'

na~ precisando acompanhar os colegas mais rapidos, como na leitura falada, pó-de:° ír _lendo de acõrdo com as suas

pro-prl'as forças , tom a 11do assim maior inte·

resse pelo que lêem e sendo levadas a·té a a~~entar a sua capaci_dade de leitura; 5) hab1tos de calma e quietude e de respeito

pelos outros pódem ser incttlcados nas cri-anças, visto como elas próprias sentirão

necessidade de socego para o seu traba-lho mental, compreendend1) os inconveni-entes de perturbar os outros;

6)

a crian-ça se habitua mais facilmente a lê r por si,

a compulsar li vr@s e a escolher neles o que lhe interessa, isto é, adquire l1ábitos de es-tudo.

Além dessas :-azões, o hibito de fre-quentar a bibliotéca se forma, o gõsto pela

leitura se adquire e póde ser ainda mais desenvolvido, estimulando-se as crianças

das ciasses mais adiantadas a levar livros da bib liotéca da esco·la para lêr em casa. A capacidade de fazer essa leitura

é

fraca

• • •

nos pr11ue1ros anos e se ·vat desenvolvendo

·progressivamente 110 decorrer do curso .

Leitti1·a

01·al, e11i

voz alta oit falada

-• , • 1 ~

l

1 ' •

rl-1 ,

A.

1.

ES

ÇQ

LA

PRIMARIA

' •

89

• ----

-A leitura em

voz

alta é importante, sobre- recursos que a leitura oferece. As

hísto-tudo nos primeiros anos da escol ,1, que

é

rias , além de cou,ti~ltirem agradavel

pas-quando a criança se firmá do n1anejo da sa-ternpo para as crianças, têm alto valor

língua, partindo da leit11ra. Esse progresso edLtcativo: estimulam a iwagi11ação, enri

constante e muito se ns ível ~tté o ,},º a110, qc1ece1n o ,•ocubul:Írio, ensinam a lógica '

mais

ou

men ~s , classe eth que a criança d ,.s sentençétS e são ainda meio ue ir

in-deve alcançar o máximo desenvolvi1nento culcando e estabelecendo principios e

há-da leitura oral. Pela leitura falada o alu- ses ele educaçâo moial. O critério para es-~o :

1)

~ugmenta o poder da elocução;

2)

colha de J1istórias deve ser sempre que

liarmon tua o tom da vo7., h ab itLt ctndo .se a el :1R tr:,g:1111 prazer e proveito .

dar iuflexõ e apropriadas e fazt::r ~~s pau ·

sas ·necessárias;

3)

enriquece mais facil- :')) Clubes de leitur4 - Nas classes de

mente o vocabuláriG, pelas ocasiões que 4°.

e

5

°

.

ano, e talvez n1esmo no fim do 3.0

tem de ouvir palavr,ts e receber explica- o exercicio de leitura , rai não tem a · fre~ çõ es ;

4

)

co~rigir ví cios e ê rro 'l de pronún- quenci ,1 desejáv el par,t

o

dese n volvimento

ciil;

5)

pelo lado l1igienieo1 111e lhora a sua do

all1uo,

porquar1to são

uinda

mais raras

atitude estética. as ocasiões de ler oralmente. O professor

Outras v..,ntage11s ainda vêm daí :· a deve e11tão promover o clube de leitura.

pessôa qt1e faz leitura em voz alta habi- Este, além de proporcionar ás crianças

en-tua-se a enfrentar o auditório, aprende-se a sêjo para o detsenvolvimento social vem

do ninar e tornar-se de se mbaraçada · os que permitir um treino Sl1bsidiário ao

~xerci-estão ouvindo aprendem a escutai·, 'a com - cio de leitura faladJ1. que se faz em comum

parar e a.preferir. , na. classe. Estimula, por outro lado, o

de-A' le~t~ra e~ voz alt~ deve seguir-se sejo de lêr bem, pois só assim poderá

o

o comeutar10 animado e 1nteressante1 que ai uno incrressar no clube. Além da

maté-implica. ná tróca de ideias e sem o qual a ria dos livros da biblíotéca da escola o

leitura falada seria simples exercício de clube se utilizará de poesia:; diversas

n~r-pronuncia, desprovido de valor. De tal rativas de acontecimentos mundiais'., de

sórte, dado o alcance social da leitura fa- descobertas cientificas, dados informativos

lada, a escola tem o dever de aperfeiçoar obtidos por meio de recórtes de revistas essa fórma de leitura. 0~1

jornais

,

etc ,

Nês

se

e

noutros

cl1.1bes

da.

Muitas oportu~!dades podem apreset1· es cola. dada sua função nimiamente

educa-tar-se para es se treino tiva, é indispensavel a obServancia de re-gras de polidez e disciplina social,

deven-1)

L'!itura dialogada-toda vez que o do entre elas n1erecer destaque especial as

trecho lido iõr uma conversa em que duas de falar a meia voz, cada pessoa falétr por ou m ais pessoa:;; falem, a leitura póde ser sua vez e não se interromper a quem

es-feita por dois ou mais alunos, encarregan· tiver falando.

do-se cada um da. parte de u..n personagem .

2) I,eitura de histórias-A leitura oral de históri:s feitas na propria classe (2º. e

3°. ano) deve servir para es côlha de

dra-matizações ou para análise e critica dti en· rêdo e dos personagens.

3) L'eitura de s,1t1dações, de conferen-cias e de relatórios feita nas festividades da escola ou da classe.

4)

Hora da história-A hora do conto ou da história tem importancia

fundamen-tal,

principalmente no 1º. ano, quando a

criança não pode ainda aproveitar.se dos

6)

Dramatizações - ~i\s dramatizações e as pantominac; representam uma das mais interessantes feições dos métodos

mo-dernos. Justamente porque a criança tem tendencia para exteriorizar-se e espírito de imitação, porque possúe curiosidade a ti va.J iruagi nação vivaz e, póde-se

dizer

mesmo, dramática, as dramatizações,

isto

é,

representações de f:ítos ou histórias, vêm corresponder a uma necessidade inherente

á natureza infantil.

A dramatização se pro.:essa através das seguintes fases:

1)

escolha do assunto -história, fàto histórico, fátos da vida

co-mum, etc.;

2)

desenvolv:mento do plano-,

Referências

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