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ANO
XVIJI-N. 5
• ~ .. , .Num. avulso 1$200
Agosto
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1934
• REVIST .ô. MENSAL ..
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F.
ALVI1\l
REDACÇÃO: RUA SETE DE SETE!t'lBRO, 174
.~SSIGNAT
U
RAS :
Para o B rasil j um anno. . . . 12$000
1
6 me1.es . . . . . 6$000União P os ta.l . . . • . . . . . . 15$000
SUMMARIO
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-A Cons~l tuição e a EdncaG,~o
Nacional
A ConstrucçJio de predios esc o-lares
Pedro A. Pinto . ... .
Mestre-Escola ... .
Escola ~1anoe 1 Bomfim
IAngua Ma torna
Tres palavrinha
Os programmas das Escolas
Pri-marias do Districto Federal. Atalá A. Blackman ••••.•• ,. .1\ s escolas primariaEi na Inglaterra
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Constitzlição
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Nu,'.!ear- 12 classes 1.000 15-3-934 22-9-934 275:8701;0502.o : ~'[a ria da Graça-Q uid ra, 35 ... .. . . . · Nuc lear- 12 , classes 1.000 · 15-8-9:l4 2:2-9-934 275:870$050
3.o Campo Grande-Praça João Esb~rard . Nuclear- 12 classes 1 .UfJO 1'5-3-934 22-9-934 275:870$050
4.o Oascadu ra-Rua Coronel Rangel, 3 16. Nnclea r- 12 classes 1- 000 15-3-934 22-9-934 275:870$050
5.o 11'.[arechal He rmes-R. C. ~{achado, 1720 Nuclear - 12 classes 1.000 , 15-ll-\134 22-9-934 275:870$050
6.o Iul1auma-Rua Padra Jan11a rio . . .... .
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Nuclear- 12, classes 1.000 115-3-934 22-9-934 275:870$050
7.o '. l{ealengo . Estr Rea l de Sa11ta Cruz . Nuclear- 12 classes 1. 000 6-4-934 6-1 0-34 '.l7S:870$05o
8.o I Le1ne- liua Belfort (j un,to ao n. 98) . Nuclear - 12 classe~. 1-000 2~-2-934 18-10-'14 2l4: 51 6$874
9.o l ·s caz de l' ina-R ua 'rrinta e Um ... Platoon- l G cl,tsses 1 .500 3-5-934 10-11-34 1434:244$062 10.o I Rua das Neves-Santa_ 'r he reza ...
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Nuclear- 12 class·e, l .000 15-5-934 f 22-11-? -l ' 'L74 :"J2o$05011.oJBotafogo-Rua da :\Iatr1z, 67 . . .. . . .. ! Pll\ttlon- 12 classes , 1 .000 15-5-934 22-1]-j4 348:S68$82 1
12.o Fonte da, Sa11rla cle-Av. Greenhough .
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Platoon-_- 12 .,cl~Jses 1 .000 •15-5-934 22-ll-H4 341:068$821 13.o Rua Dias lle Ba rro,-S,1nta Thereza. 1 Especial- 6 classes 5ô0 15-5-934 22-1 1-3 i 209: 100$84014.o Jaca répaguá- Praça Barão da Taquarài I Nuclear - 12 classes 1 · 000 2-8-934 2-935 275:870$090 15.o Av. 28 de Setembro-E. S. T. J. Alfredo Platoon-25 classes 2. 000 2-S-934 10-4-935 942:465$440
16.o Bangü-Es t, Real de San ta O ru z . ....
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Platoon- 25 classes 2 000 2-S-n34 10-4-935 92 I :q65$44017.o I Auchieta- Av. Corrêa. e Castre . .. . . ·. j Pl,itoon- 12 classe~ 1.000 34S:Q00$000
18.o i'Yl arechal Iíermes- E. Visconde d~ Afauá I Platoon- 16 classes 1 . 500 434:000$000
19.o Sapé- Estrada do Areal . . . . ... ' Nuclear- 12 classes 1,000 · 1 · · 275:000$000
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:::-:--OBSERVAÇÃO -No prazo da terminaç:'io do pr·edio á Rua Belfort, Leme, foram descontados 41 dias em que a constr11çãó ·esteve paralizada, para rnudan·ça de locar.
Divisão de Predios e Apartamento s Escolares- Em 8 de Agosto de 1934. a) NEíJSÜ~ C.ORREA i10N·rEI.RO
Engenh eiro -Auxiliar • • • ' \ ' • \ \ • Co nfere-ENE'AS SIL V;\ Chefe da Oi visão
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PRIMARIA
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Os objetivos do ensino.collabo,·adora
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2
)
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Uma série de e periê ncias ou atividades que, pela demo1 tração prática ,sejam capazes de cotÍdt1zir à conquista da-queles objetivos.
Apresentação
..
3
)
-
Todo o conteudo de matéri a deensino necessário á reé1lização daquela.,;
ex-• • •
per1e nc1as .
Esta
é
a primeira monografia da série4) -
lndicaç;.io dos resultado s q11e sede PROGRAMAS ESCOLARES. cuja publi- de,·em obter .
cação O Departamento de Educação do Dis-
O
pre'Sente trabalhoé
,
na medida dotrito federal inicia , por interm édio do se11 que entre
nós
foi possível realizar. umeu-departamento especializado, a SECÇÃO
DE
3áio dessa orientação. Já não se enquadraPROGRAMAS ESCOLARES. no tipo habitu,11 do progrâma escolar
bra-Dedica-se á LINGUAGE1VI e a s t1a con- sile ir o com as suas in termi naveis list as de
fecção obedeceu, tanto quanto foi per mi- • }1ontos~ . Deu um passo á fren te. E ·
so-tido, dentro das condições especiais do sis- bre o ensino de lin g uágem na escola
pri-tem a escolar do Rio de Janeiro, aos prin- mária, o que se elaborou foi uma verda·
cipios gerais modernos que reg·em a ma- <leira monografia 011de. estão estudadas a
t,er1a. , · - teóri a desse , en' sino, os se11s o
.
.
,bjeti vos, os.
Não !!OS oarece licito reincidir, ao me- assuntos que podem c~1nst1tu1r, as
exper1en-nos de boa fe, na afirmação de que se cias quotidianas do alt1no, numerosas ilus-póde prescindir
i,z
tot11r
1z
de q ualq 11er plano ;t~ações de «unidades,. do pro.cesso de~n-an teci pac.o,
ite
qualqiie
,·
pr·ograllia
preesta-
sino, os re sultados a co nsegu1r t os meiosb
elec
ido
pa,·a
a r
e
ali
zação
integral daEs
-
de os ·verificar. .cola Nova. A sua elaboração foi confiada á
Pro-A prática da Esc~la Nova, num a im , fessora Maria dos Reis Campo~, autoridade
pressionante con v~rge~cia de opiniã0, vem ,reconhecida n os meios do professorado do
•confirmando a necessidade de estabelecer, Rio de Janeiro e que está imprimindo ao
no caso, uma distinção important,e . .trabalho de progrâmas escolares, com a
Com eíeito. O programa e~c.ul~r en- cooperação de · suas ·,dignas auxiliáres, o cerra as ati'vidades diárias em que s'e em- feitío de pesqt1izas e investigação quP. ·o pe.nham o~ alunos, indica os objPtivos fun- ·caracteriza nos centios·_,ma~s avançados de <lamentais ou específicos · desse curso de cultura.
atividades e os resu-ltados a serem obtidos Os atuais progrâ mas são~ assim,
pla·
atrav·és dei às. ' · nos 'desen voivicto·s ·é · amplos para serem ex·...
'
84
•
perimentados nas e
s
cola
s
, devendo constií
tuir objéto de continua
revi
s
ão, afim de ai_
atuarem com
o
uma forca viva de
>renova
ção e pro
g
re
ss
o e não como rígidas
impo-siç
ões
intangíveis á liberdadê d
e
iniciativa
e
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e mod
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s
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is avançad
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n1 opeda
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ógico,
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s
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s
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utrina e de matéria que lhe
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ção em que se encontram e,
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oferecerá sugestões
par
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pro
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redir,
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propr
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,
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orienta
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e
mod
o o-
,,,
e
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a] toda a
'
s
ua ativ
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dade
pedag·ó-gica no
car
npo do ensino de
linguágem.
A pr
o
xima monografia
apublicar-se
tratará
do en
s
ino da matemática na escola
e
l
ementar.
E
ss
as monogra
f
ias sobre progrârnas
deverão ser
reeditadas
de dois em
dois
ano
s
, com as 1n
o
dif1caçõ
es
,
alteraçõ
e
s e
re-,
.
visõe
s
que se tornem ne
c
essar1as, para
o
que o Departamento de
Educação confia
na
c
olaboração
de
todo
o
professorado
mtt-nicipal,
certo como está de
que
o
progrâ-ma
escolar
é
uma
obra
de
cooperação
entre
os tecnicos e
s
peci
,
lizado
s
no estud'.) da
criança e
da sociedade
e
os
professores que
o aplicam e executam.
-A,zi.,io S.
Peixeir·a
Diretor Geral.
Introdução
UI li 11111li0111111111t 1Um
conjut1to
de progrâ:JlaS escolares,
para
satisfazer
cabalmente
a~
su
,
ts
finali-dades orientadoras
,io
ensino, tem
rleapre-sentar dupla, articulação: com o rn
e
io
arn-biente, a serviço de cujas necessidade$ se
ha de
colocar,
e
com
a criança, a que se
'
'.
deve
subordinar
e, pois, a escola
.
onde vai
'
atuar.
Organizado, poré~, o progrâcµ~, e b«:m
realizado, ele concorrerá para o
aperfeiço~-m,ento do meio, porqu<1pto, pô-1? a
~!!rv1·
çp
d9 ambiente, deve represe~t~r sempre
•
A ESCOL.A Pi{f1\
·
l,\1{1
.
"'.
o propósito de fazer com que este se
mo-difique,
envolvendo no sentido de
condi-ções
ideais.
Por st1
a v
ez
o
ambiente influe na
es-cola, atravé
s
do progr
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ma, de n1odo q
u
e
esses
tr
ê
s elementos - criança, ambiente e
progr
â
m
a
-
apre
s
entam nítidos fenôm
eno
s
de aç
ã
o e re
a
ç
ã
o e pois, re
c
iprocid
a
de
d
e
in
f
luencias.
Prog:r-i"TTia
.;:,;.<<---»
~
A,11bie11te
E
s
t
a
s consider
aç
ões
estão a mostrar
qtie, para organizar progr
â
mas escolares,
devemos
antes de m
a
is nada,
conhecer
o
'
.
ambiente
e ,,er
que papel a escola de
v
era
nele representar,
para aper
f
eiçoá-lo.
Ora
a escola,
no conceito
moderno,
'
.
não
é
m:iis um
estabelecimento «de ensino»
senão
uma instituição compléta,
perfeita-mente articulada á
vida, um centro
educa-tivo
1igado a todos os intere
s
ses soei ais.
Sua
fu11ção
pre
c
ipt1a
é
Íazer o
aluno
viver
da
melhor maneira o presente
e
levá-lo a
p
o
der
viver,
da melhor maneira, o
futuro.
Isso corresponde a dizer que
a escola
não
se
póde
limitar
a
fornecer
certos
co-nl1ecimentos teóricos ao aluno, como báse
p,tra aquisição de conhe~imentos ~e
grau
mais elevado.
Ela tera de enstnar-lhe,
principalmente,
coisas t1teis_ ao n1omento
presente e
tts situações
pràxtmas do
futuro
e terá, principalmente, de form?'r-lhe u~'\
mentalidade com
sentimentos
firmes e
ele-. ' .
vados e hápitos uteis e
práticos-s~ntimen-tos e hábipráticos-s~ntimen-tos orienta~os seµii:ire
,
I!P
~ent\qq
de fortificar
<lindividuo em beneficio
pró-prio e no da col~ti~idade.
A
escola terá, pois, de :
a)
aparelhar
oindividuo
~!)m
certo
grupo de conhecimentos ou de tecnicas
in-di!>pensáveis á vida ;
.
b)
do~á-lo ~e
q~bi~os
~<J,~ip~ de
~i-giene, de ~cono!llia, etc., de
,
hábito§ men:
táis de energ-ia, de persiste~~ ia, e
.
t~: ;
q~
~4bito~ in~e!et~~i~ de
!eitt!rª
e
p
1
1:~t1-1~~
i
de há0itos morais de rétidão de proceder ;
-•'
• ' • • 'A
ESCOLA PRIMARIA
'85
~c
) comuni
c
ar-
l
he
dir e dar-1!:!e meio
s d
e
ral e
io te
le
c
t
ua
l ment
e,
ciente
se
u tr
a
ba
l
h
o
;
1
o de
s
ej
o
de pr
o
gre- ban
a,
que corresponde de modo geral ao
aperfeiçoar-
s
e mo- enfraquecimento da civilização, perde
es-t
o
rnan
d
o mais e
f
i-
p
oradicamente esse
a
specto caracterí
s
tico,
d)
hab
i
l
it
a
-l
o a
p
a
rt
i
cip
a
r, de m
o
do
cad
a
vez
m
a
i
s
co
n
sc
ien
t
e
e
prov
e
ito
s
o
,
do
go
verno da co
munid
a
d
e loca
l
,
d
o
E
s
tado e
do
pa
í
z.
.
A
es o
la, d
e
ntro d
essas f
in
al
idades,
to-mará a cr
i
a
n
ç
a
co
mo
a
enc
o
ntra
e
pro
c
u-•
rar
á faz
ê
-
la
viv
e
r,
da m
e
l
ho
r m
an
eira,
s
ua
vi
da a
tua
l, sa
ti
s
fazend
o
,
d
o
mod
o
melh
o
r,
s
u
as
ne
ce
ss
idades de c
ri
a
n
ç
a; a
o mes
mo
tem
p
o
a leva
rá
p
u
r
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a
pa
s s
u
c
e
ss
ivas e
' . d
be
r
n
g
r
ad
u
adas
, p
a
r
a
a vida ulteri
o
r, e
m
odo q
u
e o fut
ur
o de
c
orra natur
a
lm
e
nt
e
do pr
esen
te
, s
em qu
e
e
s
t
e se
ja sacri
f
ic
a
d
o
pela
s p
r
eoc
upaç
ões a
b
so
rvente
s
com
a
qu~le.
~Ias
i:.
i queremo
s a
e
s
cola p
e
rfeit
a
-men
t
e in
teg
rada na vida,
é
evidente que
el
a
não
pód
e e
x
i
s
tir divorciada
das
neces-sidade
s
das
s
oli
c:
itações locai
s
do meio em
que dev'e
f
un
c
ionar.
Organizada
dentro de
um qua
:i
ro geral de principias
,
ela
deve
adaptar-
s
e
a
o
a
mbiente particu,ar em
_que
tem de de
s
envolver sua ação educativa,
atende
odo
a particularidades regionais.
De tal sórte
o
conhecimento
do
ambiente
virá indicar 'a fórma particularizada que se
deve dar
Inão
só aos programas,
mas
ao
método
e,
de
modo
geral, a
todas
as
orga-nizações
escolares.
A,11
b
i
e
,it
e
Encontramo
s
no Distrito Federal
uma
população escolar em que
têm influenc!~ a
localização o o-rau de educação da
f
am1!1a,
' t, •
a
profissão paterna e, essenc1al~ente, ~s
condiç
õ
es
~
c
oaomícas que, em
ultima
ª?a-lise determinam os ,iemais
fatores
c.:i
ta-d
o
s' · o
co
njunto dessas
circumstancias
faz
com' que,
de
modo geral,
,lcivilização
se
vá esbatendo,
em gradações su~essivas;
da
zona urbana !Jara
art1r,1l.
Alterando as
linhas gerais desse perfil
ha, entretanto, no
.
própri0
c
entro
urbano,
zônas que representam vales ou baixadas,
emtóra com
frequencia sejam
topografica-mente
as
mais
elevadas, -
como
os môrros,
a
cuja falta
de
conforto se
acolhe a
Pº{>U·lac;ão pobre, que se não póde manter em
1-ocais mais acessíveis e de vi~a m~is cara
Por outro lado, o afastamento da parte
-
ur-·
•
por is
s
o que de esp
a
ço a espaço
!>
e
encon-tr
a
m centros mais
c
ivilizados
,
em regra
ge-ra
l
correspondentes ás antigas povoações
outróra i
s
oladas e que, a crescer em todas
as
direçõe
s
, terminaram por an
as
tomasar-s
e mais ou menos profitnda:nente,
tendeu-'
.
á
d
o a
s
ub
s
tituir, cada vez mais
,
o car ter
r11ral primitivo
daregião,
pelo urbano.
A
c
on
s
equencia dessa formação
demo-gráfic
a é
termos popula
ç
ão relativamente
abastada na
zô
na urbana
,
menos abastada
na suburbana e, muito menos ainda,
na
zô
na c
h
amada r11ral. Em cada uma delas,
entret
a
nto, no meio do plano assim de
mo-do geral figuramo-do, ha de quanmo-do em
quan-do oscil
a
çõ
e
s que levam sub-zonas
urba-nas
ade
s
cer ao nível geral suburbano
e"'
at
é
me
s
mo
rural,
sub-zonas sub11rbanas
que
se
elevam
ao nível urbano, enquanto
outras descem ao rural e, finalmente,
sub-zônas
rurais
que se
elevam
ao
nível
su-burbano
,
chegando talvez mesmo a
ultra-passa-lo,
sob
certos
aspectos.
Mas nem
es
s
as sub-zõnas são perfeitamente
delimi-tadas:
ha entre elas
tal interpretação
deelementos que, embóra
com
predominân-cia
destes ou daqueles neste ou naquele
P
onto vamos
'
encc)ntrar as diversidades
'
apontadas
·
dentre
ate de
uma mesma
classe.
Confórme o nível economico variam as
necessidades dos
alunos,
os quais pódem
destinar-se ás
mais
altas
profissões
cienti-ficas
c.u ás mais modest,ts
atividades
so-ciais,
através
de
variadissima escála.
E
isso de tal maneira que,
enquanto
certo
numero de alunos faz o curso completo
primário, que para eles não
.
.
.
.
é
sinão o
iní•
,
cio do t1roc1n10 que terminara com
a
con-clusão do curso universitário, outros
vãodeixando a escola no
4°.
ou no
3.
0e
até
no
2.°
e no
1.
0ano, premidos
essencial-mente pelas condições economicas dos
pais
e muitas vezes, pela fa
,
lta de compreensão
d~stes, seja dos benefícios proporcionados
por mais longa permanencia na escola,
seja dos deveres de sua função em
rela-ção
ao
filhos.
O
fatôr economico produz ainda
dife•
renciação censiderável entr~ os diversvs
86
A ESCOLA
.
PRIMARI
A
•
•
de alimentação, próvimento de material es a ordem lógica e
sim
a
psicolégia,
em
que
colar, comodidade para
o
estudo em casa,
s
e
forme
intima
relação entre a
vida
naobrig
ação
ou não de executar
tr
abalh
o
s
escola e a de fóra
da
escola
e
em que
s
e
perturbado1·es
:
ao repouso, ao estudo,
á
com
uniquem
aos alunos
es
pí
rito
e
hábitos
assistencia regular das classes.
As
condi- de
coope
ra
ção,
abrindo
se
-lh
es
assim
opor-ções
sociais
da familia,
se
u
grau
de
cultu-
tunidade para
edesenvolvimento das
qua-ra
e
de intelectualidade
agem
também, lidades requ~ridas aos elementos uteis
qa
poderosamente, na
fo
rmação
mental
da
,
comunidade soc
i
al.
criança
e,
de
modo ge
r
al,
em sua maneira
jPor outro
lado os conceitos
de que
o
de agir e
rea
gir
como aluno. E a
todas
'
er.sino primário de
Sanos é
indispensá-essas
circunstan.::ia
s
se
junta
o
grau
de in-
vel
a todos os elementos da comunidade
teli
gencia
natural e, pois, de apreensibili-
e de que
aescola primária
democratica-,
dade e
adapt
açã
o
,
variavel em extremo e mente organizada, deve ser uma
só, afim
expresso pelo
Q
.
I. de cada elemento dis- de
r
eun
ir
eamalgamar os di
,
,ersos ele
-cente.
me11tos
sociais, conduzem-nos
ainda
á or
-De modo
que,
atendendo a este con- ganização de
um
s
ó
programa,
d
ent
ro
das
junto de
fa
t
ôres,
muitos dos quais devemos
finalida
de
s
já apresentadas.
e
poderemos
subst
itttir
'
,
alterar ou atenuar
O
e
s
tudo
do
ambiente
nos
leva a ou
-com e
s
forço e tempo,
mas que na atua
li.
tra
espécie de considerações.
dad
e
existem e agem
com
intensidade -
O
fato de
aluno
:s,
por dificuldades
eco-chegamos
á
conclusão de que
:
nomicas, não
chegarem
a
concluir
o curso
a)
o
ambiente determina para a es-
?
rimário
,
não
é
motivo para que
se
pense
cola
uma diversidade
coi;sideravel de
ele-
em crear diferenciações em extensão
no
ment
0s
dis
ce
nte
s,
que
não podem r
eagi
r
do progrâma
escolar,
senão em combater por
mesmo modo
ás
exigencias
de
um
1>rogr
â
- todos os meios
esse mal, protegendo o
ma
escolar;
aluno pobre, o que,
no Distrito Federal,
b
)
-
o ambiente
,
por isso me
smo
querepresenta um
desinderat11m alcançável
,
e
formado de elementos beterogeneos
-
em dependente
,
em essencia,
de
organização.
condições sociais, em intelectu
al
id
ad
e
,
em
·
Não constitue a população do
Distri-finalidade
de vida, etc.
,
-
apresenta
di- to
Federa},
demodo genérico, grupos
per-versidade
de
solicitações, que não
pódem feitamente
àiversificados e
característicos,
ser
atendidas
pela
rigidez de um
progra-
com necessidades
especiais,
mas
antes
uma
ma perfeitamente uniforme;
vasta
rêde de ma1has desiguais em
tama-c)
--
os diversos elementos
.
s
ociais nho e subst
â
ncia
e
confundidas no tecido
formadores
do ambiente não
se estratifica- geral, sem
diferenciaçã@ de estrut
ú
ra.
ram
e diferenciaram, localizando-se con-
1
Isso leva
ainda ao conceito de
que
um
fórme semelhanças
e afinidades e
sim
es-
1
mesmo progr
â
.
ma póde
servir a
to
d
a
a
po-tão
mais ou menos misturados
e
confun-!
pu1ação escolar,
sendo
s
ua
apiicação a
didos em todo o Distrito Federal.
/
esta ou
áquela
região,
a
esta ou
à
quela
es-cola e a esta ou
à
qt1ela
classe,
rr,ais
ques-Prog1·
â
11ias
tão de doságem do que, propriamente
,
de
subst
â
ncia.
. O
ligeiro estudo aq11i feito
sob
a ru-
1
Daí
a conveni
ê
ncia da organi
z
ação de
br1c~-Conceito da escola-
-
nos leva
àor·
Jum progr
â
ma, que entre dois extremos
-gan1zação de um progr
â
ma em que se pro- o que
se
póde ter de melhor e
o
mínimo
curem atingir todos os objetivos assinala- que se possa admitir
.
no ensino -
permita
dos
1os_ quais, de modo geral, representam uma série de gradações que representem
as aspirações das sociedades modernas, a adaptação-em quantidade-ás con~ições
sob o ponto de vista educativo.
locais do meio, Para certas diferenciações
Procuraremos ter, assim, um prcgr
â
ma mais profundas, como ás vezes aparecem
em
que ~e d
ê
todo
o
apreço á coord~nação em zona rural propriamente dita ou
prai-entre a vida e as materias escolares, em eira, esse mesmo progrâma poderá ainda
que estas se associem por suas afinidades representar essa adaptação em qual:dade
de
modo que
se
estabeleça no ensino não -dada a possibilidade da es.:olha de
as-•
•
•
1\
ESCOLA
Pf<111.A.1{1A
·
- · - - - -
~ - - - -
87
suntos
e de modalidades metodolóuicas
permitida pela
s
ua
flexiLi
lidad
e
nada
0im-pedindo, além de tudo que, eU: tais casos
co.ex1sta ao
la
do
do ~ur
_
s
o
de
estu40s
ge
·
ra
1s
uma parte
prof
1
ss1ot1al con
t
ó
rme
ao
genero de ativid
ade
dominante
na.
regi
a
o.
.
De acôrdo
com
as con:iiderações
exren-d1das, os
prog
·
ramas
escola
re
s constai ão
de:
a
)
-
prog,âma destnvolvido, com
ins-truções e orient
~
ção
metódologica e que
representa
o
que
se
deve ensinar
na
esco-la
primá
ri
a;
;>) b)e)
o)objetivos
•a
náli.se dos
objetivos
,
.
~-pratica
de
en
s
in
o,
compr
eendendo:
I
-
assuntos
II
-
métodos
III
-IV
-' 'exercícios
,testes
e
j
ógos
m1n1mo que
se de
ve
a
-
]cançar.
•
LB
!J'
[!RA
_b
)
-
plano~
.
de trabalho e
i)
roj
étos
destinados a
at
1x1l
1a
r
a
função
do
profes-sor
na
classe e ao
me
s
mo tempo a
se
r
v
ir
de modêlo
e
sugestão
a
se
u tr
abalho
·
.
e)
-
progrâma reduzido
e
que
~ons
·
a
)
tti
ue
o mínin10
que póde se
r
exigido na
escola.
O~j
e
tivos
O
p
r
ofess
or
procurará aproximar-se
o
mais
possível do programa indicado na
aliAnea
a,
g
r
adua
ndo-o
e adaptando-o de
acordo com as
possibi:idades
e intere
sses
' '
e
spec1a
1s
de sua
classe e tomará
o
da
ali-. O
ensino
~ª.
l
e
_
itu
r
a
na
esc
o
la
primá-ria
te1n
c?mo
ouJet1vos dotar
a ciianç
1de:
a)
capacidade de
lê
r
con1
compreensã
o
d:s~mbaraç0,
_naturalidade
e rapidez;
b)
habitos de_ leitura;
c)
gosto e interê
s
se
pela
boa l1t
e
1'
a
tur
a
.
uea
<<C»corno
pontó
de referencia e meio
b
)
de verificaçâl) do seu t
r
abalh
o,
A,zálises
dos objetivos
.
•'
Na
,·
ia R
.
Ca111pos
Di
stribu
iç
ão
da
matéria
O_ e~tud.o d.e linguagem neste
Pro
gra
-ma
fo1 d1str1bt
1
1do em seis secções:
l.' -
Leitura
•2.ª -
Literatura
3
.
11-
Es
crita
e
Ca
lig
ra
fia
4
.
ª
Composição
5
.
ª
~Gram
áti
ca
6
.
ª
Bibliotécas.
A
matéria qtte constitue o assunto das
.
'.
cinco
primei
ras
secções
compr
eende
uma
par!
e
geral,
de considerações aplicaveis
ao
ensino
em
t
odo o
ct1rso
primário
,
seguin-do-se
-1he, partes especializad~s,
de
acordo
com os cin
'c
o anos
do Curso
.
Quer
na
parte geral, quer
na di
s
tri-buída pelos anos do
cur
so,
a matéria de
es-tudo
obedeceu
á
segt1iute
ordem (emb
óra
nem
sempre
abrangendo todas as
subdivi-sões
indicadas):
Uma
das mais importantes
modifica-ções
introduzidas nestes ultimos anos no
• • , • !'
e11s1no
pr1mar10
e
,
s
em
duvida
a
crescen-t
e
importancia dada á
leitt1ra.
'Ale
itu
ra,
mesmo na
escola
primária,
se
vai
trans-formando em
meio por
excelencia õe ad
-quirir
.
conhe~
im
c
ntos das
ou
tra
s
discipli-nas
do
progr
a
ma escolar.
As
crianças para
poderem de
s
envolver
os
projetos. pla~os e
prob
lema
s
da clat"se,
precisam consultar
f~eq
u~ntem
ente
livro
s
de geoorafia
bistó-
·
:
ia,
c1encias,
aritmética
eoutr'''as fo~tes de
informação.
Os
bons
result
ados
dessas
c_onsu
lt
as
dependem
int
e
ir
amen
te
da
habi-lidade
e
capacidade
do
alt1no de
l
ê
r
mas
de
ler
soz
inho
e inteligentemente.
'
Fóra da
escola,
aimportancia da
lei-tura
é
ainda mais
sens
í
vel
.
Apalavra
im,
pressa
domina o
mundo. L
ê
-se
o
livro
0J
º:n
al e a revi
s
ta. r.,
~
·
3e
com
diversos in
_
tu1 tos e para diversos fins
:
-
para obter informaçõe
s
(n
as
ruas,
n?s bondes,
na
s
estradas de ferro,
nas
ofi-cinas) ;
para adquirir
conhecimentos e
in-formações
em livros, memoriais
folhetos
i:e
te. ·
1 ,'
•
'
'
'
•
•
para tirar dúvidas: consultas a di-cionario::,, encíclopédias , etc: ;
esco-
(jor-para saber o que se passa na
la, na cidade, ilo país ou no mundo
nal, revis ta).
Lê-se tambem para recrear o espíri-to: pelo gôsto de aventuras e de herois-mo ; pelo gosto de evadir-se da vida quo-tidiana1 de satisfazer a curiosidade acêrca
de
coisa"que
ei. tão além do alcance daobservação diréta, par:i dar prazer aos ou·
tros -lendo em voz alta; pelo prazer es-téticó da forma !iteraria-as bela~ letras.
_,\ importancia da leitura, sob o
as-pecto social, é do . mais ·alto valor.
A leitl1 ra
inteligente, i
s
to
é
,
per(eita
•
mente compreendida e assimilada,
é
meiode pôr o adulto a par de conhecimentos,
C!)mO ltm raio de alcance que vai desde o
círculo li111itado de relações de familias e obrigações individuais do <;erviço, ,até o que ha de mais importante na cidade, no Estado, no país e no mundo.
O
mesmo sepoderit dizer a respeito ~e planos, teori'.l.s e ideais que se fórmem e se· propaguem e,
de modo geral, em relação aos diversos aspectos por que se apresentam e. são re-solvidos os pequenos
é
os gra11des proble-mas nacionais e mundiais.Qttalquer aproximação que desejemos ter com indívidltos olt coletividades que não
esteja..n
imedi11tamente
junto
de nó:i, temde ser por meio de informações, anuncios, prospectos, cartas, publicações diversas e jornais, ou estudos e apreciações de livros
e revistas. Para saber o que poderemos ob· ter desses indivíduos ou g-rupos, para co· nhecer suas intenções e modo de c0mpre-ender as coisas, para ficar a par . de suas
1nvençõeiii e aperfeiçoamentos-para tudo • isso nos é indispensavel a leitura,
instru-mento social por excelencia, fonte perene de prazer, de informação e de cultura.
A
criança deve Jêr, como o adulto, para seLt prazer, e para informar-se. E o tra-ball10 do professor deve consistir sobret11-do em 'preparar·lh'e tal ambiente que ela•
seJa levada não , só· a ·querer assenhorear-se do mecanisn10 complicado da leitura, mas tambem · a alcançar perfeita capacida-dé no rhanêjo da lincrua a adquirir ·bons
, • b '
bab1tos de leitt1ra e a interessar-se pela literatura.
Para cons~c11ção desses objetivos a
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criança passa por nma série de estágios, d c:s'de 'o período inicial, em que principia
a reconhecer palavras ou grupo de pala
--vras , até o momento em que se tórna
c&-paz de interpretar fielmente o que lê, assd,
ciando rapidamente o sentido ás fórmas, reconhecendo os elementos importantes·
das frases, analisando, retendo e
compa-rando. Nos primeiros anos muito tempo
ha de s er dedicado
a
essá aprendizàgem ,até
quea
criança se apósse integralmen-te do mecanismo da leitura,
Em todas as classes, de acõrdo com as respectivas atividades, o exerci.cio da
lei-tura deve ser feito pela prática, porque :
• •
ocaprenae ,se a Jêr, lendo»,
Ha
dois tipos de leitura : leiturasi-lenciosa e leitura em voz alta. ou falada.
Leitura silencio
.~
a
·
A leiturasilen-ciosa
é
importantisl'iima por vários moti-vos: 1) a não ser na classe ou em raras ocasiões na vida, a leitura que fazemos ésilenciosa;
:::l)
a leitura silenciosaé
maisrapida;
3)
nela ha maior concentração noque se lê e, portanto, melhor se aprende
o pensaa1ento do autor;
4)
as crianças b.:im dotadas pode.m ter mais frequentes ocasi-siões para lêr e as de compreensão lenta-
'
na~ precisando acompanhar os colegas mais rapidos, como na leitura falada, pó-de:° ír _lendo de acõrdo com as suas
pro-prl'as forças , tom a 11do assim maior inte·
resse pelo que lêem e sendo levadas a·té a a~~entar a sua capaci_dade de leitura; 5) hab1tos de calma e quietude e de respeito
pelos outros pódem ser incttlcados nas cri-anças, visto como elas próprias sentirão
necessidade de socego para o seu traba-lho mental, compreendend1) os inconveni-entes de perturbar os outros;
6)
a crian-ça se habitua mais facilmente a lê r por si,a compulsar li vr@s e a escolher neles o que lhe interessa, isto é, adquire l1ábitos de es-tudo.
Além dessas :-azões, o hibito de fre-quentar a bibliotéca se forma, o gõsto pela
leitura se adquire e póde ser ainda mais desenvolvido, estimulando-se as crianças
das ciasses mais adiantadas a levar livros da bib liotéca da esco·la para lêr em casa. A capacidade de fazer essa leitura
é
fraca• • •
nos pr11ue1ros anos e se ·vat desenvolvendo
·progressivamente 110 decorrer do curso .
Leitti1·a
01·al, e11ivoz alta oit falada
-• , • 1 ~
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1.ES
ÇQ
LA
PRIMARIA
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• -----A leitura em
voz
alta é importante, sobre- recursos que a leitura oferece. Ashísto-tudo nos primeiros anos da escol ,1, que
é
rias , além de cou,ti~ltirem agradavelpas-quando a criança se firmá do n1anejo da sa-ternpo para as crianças, têm alto valor
língua, partindo da leit11ra. Esse progresso edLtcativo: estimulam a iwagi11ação, enri
-é
constante e muito se ns ível ~tté o ,},º a110, qc1ece1n o ,•ocubul:Írio, ensinam a lógica 'mais
ou
men ~s , classe eth que a criança d ,.s sentençétS e são ainda meio ue irin-deve alcançar o máximo desenvolvi1nento culcando e estabelecendo principios e
há-da leitura oral. Pela leitura falada o alu- ses ele educaçâo moial. O critério para es-~o :
1)
~ugmenta o poder da elocução;2)
colha de J1istórias deve ser sempre queliarmon tua o tom da vo7., h ab itLt ctndo .se a el :1R tr:,g:1111 prazer e proveito .
dar iuflexõ e apropriadas e fazt::r ~~s pau ·
sas ·necessárias;
3)
enriquece mais facil- :')) Clubes de leitur4 - Nas classes demente o vocabuláriG, pelas ocasiões que 4°.
e
5
°
.
ano, e talvez n1esmo no fim do 3.0tem de ouvir palavr,ts e receber explica- o exercicio de leitura , rai não tem a · fre~ çõ es ;
4
)
co~rigir ví cios e ê rro 'l de pronún- quenci ,1 desejáv el par,to
dese n volvimentociil;
5)
pelo lado l1igienieo1 111e lhora a sua doall1uo,
porquar1to sãouinda
mais rarasatitude estética. as ocasiões de ler oralmente. O professor
Outras v..,ntage11s ainda vêm daí :· a deve e11tão promover o clube de leitura.
pessôa qt1e faz leitura em voz alta habi- Este, além de proporcionar ás crianças
en-tua-se a enfrentar o auditório, aprende-se a sêjo para o detsenvolvimento social vem
do ninar e tornar-se de se mbaraçada · os que permitir um treino Sl1bsidiário ao
~xerci-estão ouvindo aprendem a escutai·, 'a com - cio de leitura faladJ1. que se faz em comum
parar e a.preferir. , na. classe. Estimula, por outro lado, o
de-A' le~t~ra e~ voz alt~ deve seguir-se sejo de lêr bem, pois só assim poderá
o
o comeutar10 animado e 1nteressante1 que ai uno incrressar no clube. Além da
maté-implica. ná tróca de ideias e sem o qual a ria dos livros da biblíotéca da escola o
leitura falada seria simples exercício de clube se utilizará de poesia:; diversas
n~r-pronuncia, desprovido de valor. De tal rativas de acontecimentos mundiais'., de
sórte, dado o alcance social da leitura fa- descobertas cientificas, dados informativos
lada, a escola tem o dever de aperfeiçoar obtidos por meio de recórtes de revistas essa fórma de leitura. 0~1
jornais
,
etc ,Nês
se
e
noutros
cl1.1besda.
Muitas oportu~!dades podem apreset1· es cola. dada sua função nimiamente
educa-tar-se para es se treino tiva, é indispensavel a obServancia de re-gras de polidez e disciplina social,
deven-1)
L'!itura dialogada-toda vez que o do entre elas n1erecer destaque especial astrecho lido iõr uma conversa em que duas de falar a meia voz, cada pessoa falétr por ou m ais pessoa:;; falem, a leitura póde ser sua vez e não se interromper a quem
es-feita por dois ou mais alunos, encarregan· tiver falando.
do-se cada um da. parte de u..n personagem .
2) I,eitura de histórias-A leitura oral de históri:s feitas na propria classe (2º. e
3°. ano) deve servir para es côlha de
dra-matizações ou para análise e critica dti en· rêdo e dos personagens.
3) L'eitura de s,1t1dações, de conferen-cias e de relatórios feita nas festividades da escola ou da classe.
4)
Hora da história-A hora do conto ou da história tem importanciafundamen-tal,
principalmente no 1º. ano, quando acriança não pode ainda aproveitar.se dos
•
6)
Dramatizações - ~i\s dramatizações e as pantominac; representam uma das mais interessantes feições dos métodosmo-dernos. Justamente porque a criança tem tendencia para exteriorizar-se e espírito de imitação, porque possúe curiosidade a ti va.J iruagi nação vivaz e, póde-se
dizer
mesmo, dramática, as dramatizações,
isto
é,
representações de f:ítos ou histórias, vêm corresponder a uma necessidade inherenteá natureza infantil.
A dramatização se pro.:essa através das seguintes fases:
1)
escolha do assunto -história, fàto histórico, fátos da vidaco-mum, etc.;