FELIPE
QUINTINO
KUHNEN
<c<c
as
TRATAMENTO
ENDOVASCULAR
DO
TRAUMA
ARTERIAL
Trabalho apresentado â Universidade
Federal de Santa Catarina para a
Conclusão do Curso de
Gradu
Medicina.
FLORIANÓPOLIS
-
SANTA CATARINA
2001
FELIPE
QUINTINO
KUHNEN
TRATAMENTO
ENDOVASCULAR
DO
TRAUMA
ARTERIAL
Trabalho apresentado à Universidade
Federal de Santa Catarina para a
Conclusão do Curso de
Graduação
em
Medicina.
Coordenador
do
Curso:
Prof.Dr.
Edson
JoséCardoso
Orientador:
Prof.Dr.
GilbertoNascimento Galego
Co-orientador:
Prof. Dr.. PierreGalvagni
SilveiraFLORIANÓPOLIS
-
SANTA CATARINA
AGRADECIMENTOS
Ao
Prof. GilbertoNascimento
Galego,meu
muito
obrigado eadmiração por
suadisponibilidade e dedicação
não somente
na
execução
deste trabalho,mas
também
pelo seu interessena
pesquisamédica
e ensino.Ao
Prof. PierreGalvagni
Silveira, pelo seu pionerismo eexemplo
profissionala
ser seguido.
À
minha
mãe
LeniceKuhnen,
pelo incentivo,amor
e dedicação aos seus filhos.Ao meu
Pai, Norberto PauloKuhnen,
pelo seu estímulo,compreensão
epor
mostrar-me
o caminho
a ser seguido dentroda
áreada
medicina.Aos meus
amigos, principalmentecom
aquelesque
convivi durante estes seisanos de faculdade.
A
minha
namorada,
Simone
Denise
David, peloamor
e caiinhoque sempre
me
I.
INTRODUÇÃO
... .. 2.OBJETIVO
... .. 3.MÉTODO
... .. 4.RESULTADOS
... .. 5.DISCUSSÃO
... ._ ~ 6.CONCLUSAO
... _. 7.REFERÊNCIAS
.... ..NORMAS
ADOTADAS
APÊNDICE
... _. . . . - . . › › - › .-ÍNDICE
. . . . . . . . . . . . . . . .. - « . . . . . . . . - . . . .. . . . - . . . . ..RESUMO
... _.SUMMARY
... .. ‹ z . . . ‹ ‹ . .- . . . ...1.
INTRODUÇÃO
A
incidênciado
trauma
vascularvem
aumentando
desde
os anos 501em
conseqüência
do aumento
da
violência urbana, principalmente pelouso de
armas
de
fogo,armas
brancas, acidentes automobilísticos etambém
como
reflexodo
maior
número
de procedimentos
médicos
invasivos2.Houve
um
grandeavanço
no
tratamentodo
trauma
vascularapós
osconflitos bélicos, sobretudo depois das guerras
do
Vietnã eda
Coréiaz.A
experiência
acumulada
tem
mostrado
que
em
algumas
situações, as localizaçõesdas lesões vasculares são
de
dificil acesso e reparo, exigindo grandes incisõescirúrgicas para exposição e reparo
do
leito vascular lesado3 _O
caráteremergencial, as lesões associadas e
a
gravidade desses traumatismos sãoos
responsáveis pela elevada taxa
de
morbi-mortalidade nestegrupo de
pacientes4.Os
mecanismos
de
lesão vascularocorrem
basicamentepor
trauma
penetrante, fechado e iatrogênico.
O
trauma
penetrantepermanece
como
a
principal causa
de
lesão vascular traumáticanão
iatrogênica, ocorrendoem
cercade
50%
a90%
dos
casosz.Os
ferimentospor
arma
de
fogonão
fatais,geralmente
acometem o
abdômen
emembros
inferiores, sendoque
quando
acometem
o
tórax geralmentelevam
ao
óbito.Os
ferimentospor
arma
brancatêm
uma
localizaçãoanatômica
diferente, ocorrendo principalmentenos
membros
superiores, região cervical e torácicaz.O
trauma
fechadotambém
éuma
importante causade
lesão vascular, ocorrendona
sua grande maioria nas colisões automobilísticas.Nos
EUA
são responsáveispor
até50%
dos
traumas vascularesnão
iatrogênicos.Acometem
principalmentea
região torácica, abdominal, pélvica emembros
inferiores,2
O
trauma
iatrogênico apresentauma
incidênciacada
vez
maior, devidoao
aumento do
número
de
procedimentos diagnósticosou
terapêuticos invasivos,onde
é necessário a utilizaçãode
um
acessovascular”
e pelo grandenúmero
de
procedimentos
de
laparoscopia e toracoscopia realizados a partirdos anos
90
2.Nos
procedimentos
que
envolvem
cateterizaçãode
uma
artéria, ascomplicações
mais
comuns
incluem:hematoma,
pseudoaneurisma, fistulaarterio-venosa,
trombose
ou
oclusãodo vaso
e embolização,podendo
ocorrerem
0,5%. a
10%
dos
casos.Nos
procedimentos de
laparoscopia e toracoscopia, os vasos geralmente acometidos são as artérias epigástricas e intercostais durantea
introdução
do
trocáter e a aortaou
as artérias ilíacas durante a perfuraçãodo
peritônio2.
O
conceitode
reparo endovascular surgiuem
1969
com
o
desenvolvimento
do
primeiro stentpor
Dotter,que
descreveu a implantaçãodestes dispositivos
em
forma de
espirais tubularesem
artérias poplíteasde
cães7.As
limitações técnicas dificultaramo
desenvolvimento desta técnica até adécada
de oitenta,quando
estemesmo
autor publicouum
trabalho relatandoo
uso
de
stentcomo
ferramenta auxiliar nas angioplastias7. Este stent era fabricadoa partir
de
uma
liga metálica de níquel-titânio (NiTi),com
memória
térmica,ou
seja,
que
possui capacidadede
retomar aconfiguração
original auma
determinada temperatura7.
Em
1985
JulioPalmaz7
desenvolveuum
stentexpandido por
balão,sendo
este
o
primeiro dispositivo endoluminala
seraprovado
peloFDA
(Food and
Drug
Administration) para comercialização e utilizaçãoem
angioplastiascoronárias.
A
partir destaépoca
vários. tiposde
stentscomeçaram
a ser desenvolvidos e fabricados.com
diferentesmateriais,houve
um
aperfeiçoamentono
desenho
e os dispositivosde
introduçãoforam
reduzidosde
calibre,o
que
A
idéiada
associaçãode
um
stent auma
prótese (stent-grafi=
stentrevestido) para
o
tratamentode
uma
lesão arterial é creditada a Cragg.Porém,
foi
Alexander
Balko,em
1982,que
utilizou pela primeiravez
acombinação de
um
stent euma
prótese parao
tratamentode
um
aneurismaem
um
modelo
experimental,
mostrando
a possibilidadede
exclusãoda
dilatação, utilizandoum
acesso arterial remoto7.
O
primeiro tratamento.de
um
paciente portadorde aneurisma de
aortaabdominal
com
uma
endoprótese foi relatadoem
1986.Nesta
ocasião, NicholasVolodos,
na
Ucrânia, realizoua
implantaçãode
um
dispositivo construído a partirde
Z
stents e cobertocom
uma
prótesede
poliéster7.Somente
a partirdos
trabalhosdo
Dr.Juan
Carlos Parodi, publicadosa
partir
de
1990,houve
um
maior
interesseda
comunidade
cientificaem
relaçãoaos dispositivos endoluminais para
o
tratamentodo
aneurismada
aorta7.A
indicação destes dispositivos foi rapidamenteampliada
parao
tratamento
do
trauma
vascular, particularmente para as fistulas artério-venosas epseudoaneurismas3`6”8`l3.
A
descriçãoda
primeira resoluçãode
uma
fistulaarterio-venosa traumática
com
stent recoberto foi publicadaem
1993,também
por
Parodis.A
ampla
aceitação destes procedimentos sedeve
principalmente apossibilidade
de
resoluçãodo
problema
com
a aplicaçãode
cirurgiaminimamente
invasiva e pelaabordagem
atravésde
um
localremoto
aovaso
acometido.
Especificamente nos
casosde trauma
arterial,ao
utilizarmosum
acesso distante estaremos evitando
hematomas
extensos, indefiniçãoda
anatomia, grandes incisões e lesão
de
estruturas adjacentes.Vários autores
têm
relatado sucessono
reparode
lesões arteriaisutilizando técnicas endoluminais e
empregando
vários tiposde
dispositivos36”8`13. Parodi, por
exemplo,
no
seu trabalhode
1993, utilizouum
stentde
Palmaz
4
utilizado este tipo de stent, expansível por balão, recobertos
com
veia safenaou
veia cefálica
ou
outro material sintético”.Com
a evoluçãodos
materiais utilizados paraa
fabricaçãodos
dispositivos endoluminais, foi possível a substituição gradual
dos
stentsrecobertos
home-made
por
stents recobertosde
baixo perfil ecom
desenhos
bastante sofisticadosls.
Existe ainda
alguma
confusãoem
relação anomenclatura dos
diversostipos
de
dispositivos.Os
covered
stents (stents recobertos) são aquelesem
que
todo
o
esqueleto metálico é coberto externaou
internamentepor
materialsintético”.
Os
stent-grafis (endopróteses) são próteses vascularesfixadas
por
stentsna
suaporção proximal
e distalou
aindauma
prótese vascular suportadaem
toda a sua extensãopor
stents, externaou
internamente.Podem
ser retoou
bifurcado e
muitos
são modulares, tendo múltiploscomponentes”
.Apesar dos
excelentes resultados relatados atéo momento,
aindanão
dispomos de
informações sobre ocomportamento
a longo prazo destesdispositivos.
Cabe
aos gruposcom
alguma
experiência nesta área, a divulgação2.
OBJETIVO
Descrever os resultados
do
tratamento endovasculardo trauma
afierialpelo
gmpo
de Cirurgia Endovasculardo
Serviçode
Angiologia e CirurgiaVascular
(CIRVASC)
do
Hospital Regional deSão
José ~Homero
deMiranda
3.
MÉTODO
3.1 Casuística
Realizamos
um
estudo clinico, descritivo e retrospectivoem
pacientesportadores
de
lesões traumáticas tipo fistula arterio-venosaou
pseudoaneurisma
tratados
com
dispositivos endoluminais pelogrupo de
CirurgiaEndovascular
do
Serviço
de
Angiologia e Cirurgia Vascular(CIRVASC)
do
Hospital Regionalde
São
José -Homero
de
Miranda
Gomes
(HRSJ-HMG),
no
periodo de fevereirode
1996
a abrilde
2000.Os
critérios para seleçãodo
tratamento foram: a disponibilidadede
um
acesso arterial
proximal
ou
distalà
lesão, a presença desegmento
arterialproximal
e distal à lesão apropriado para aancoragem
do
dispositivo e ausênciade ramificações
arteriais importantesno
segmento
a ser excluído.Todos
ospacientes
com
instabilidadehemodinâmica
foram
tratados atravésde
cirurgiaconvencional e portanto
não
fizeram
parte deste estudo.Todos
os pacientes submetidos ao tratamento endovascular apresentavamlesões arteriais
de
difícil acesso cirúrgico, e/oudoenças
associadas, e/ou fatoreslocais
que
impediam
ou
contra-indicavam a cirurgia convencional.3.2'
Procedimentos
Os
dados de
todos os pacientes selecionadosforam
retiradosdos
prontuários
médicos
ou do
fichário clinicodo
Serviçode
Cirurgia Vasculardo
HRS]-HMG
eforam
transportados para asfichas de
coletade dados
construídasAs
informaçõesforam
organizadas e posteriormente analisadas utilizandoo
programa
MicrosoftExcel
2000®
_Os
parâmetros avaliadosforam
sexo, idade, tipode trauma
(penetrante, fechadoou
iatrogênico),tempo
de
evoluçãoda
lesão, leito vascular acometido, tipo (fistula arterio-venosaou
pseudoaneurisma),método
diagnóstico, técnicaanestésica
empregada,
viade
acesso utilizada, tipode
dispositivo implantado,resultado
angiográfico
pós-implante, necessidadede
transfusão sanguínea,tempo
de intemação
hospitalar e complicações.A
técnicade
tratamento endovascular consistena
realizaçãode
um
acessoarterial, geralmente
da
femoral,por punção
ou
dissecção e implantaçãode
um
dispositivo
no
local acometido.Todo
o
procedimento
é realizado sobfluoroscopia
e utiliza-se guias metálicos e cateteres introdutores para navegar eliberar os stents recobertos
ou
as endopróteses.‹:¡Í';. '.^-`~;, :.»'--'.¢_- -: - ‹ _ ' _ __À;¡._-\,.›.-“V I _ _ - - ›=‹ , --.<z,z=.=- ~ . ' ' \‹ ' "`_f`:~`zÍ^-_-"`~?›¡"'‹>:É~ÍÃí5íÍ?i‹`15Ê'lf-i'-WI ' *' 37'- ‹_»- ` . z ' ~ .if _.>›::'Ê*›“¬: > -Í _z‹'z‹:fz.z.=_-2?~z›'.=f‹.'.'›1 *za s _ ›_«:=?â 1:'-.f-';›'.-*?;.~._'»_-"-=_> ~_~:z ‹ ' _* ' ' 4-' ¬_--›.--*fp-~,. 1.-~ ~. - r _ - . -¬- ; ).'- _ _ '\. ' -. ._ ,-. .-,«.~. * :-4 ›.-\ .¬~ ¬ '_ _ ø;-`~':\;v;âI¬_-_-_:-;'.:'_'.'~' .zur ›f _ __... ir.. -:-'¬- __ z ‹- .-, _ - .›_'-»_ J.'‹;‹'›*--fwv' *_ ›_ ,_ : J~z~_ - _- '_
.-;.z-'»-,›, _ _ _ - . z-,,, -- \_. " " *` 'W _-2êzzz.__.%.;›; ' 7311--:›'lz:^>;¿_-¿<¡fr*,§¿'zf_I:,›;E;."›Zf"r×f;§:. `-' ' V. ' = . . ‹ _ -t ~_ = . _ Q __ 1-/.: '-'W '
2
/J > ; À' Í, 'À -'_ÍÊ›-'-‹Í':¬ã_ '- ›'Í5×- _- ._ ,_ -'_ ^-11' Y jf '_ ~- ¿___:.«.=.› ':z.-'rzzfi _<~›;- __ i - . '-É ` _ `_`~í\"* ' 3' ' =?¿~›i,., "“w=› '*`“`‹1¿-Ízffl '- -› ,‹- ,.<_'_':.<-. ,~!'¿_-,_-;'fif'_ 1»-f -' _ f 'V 1_'=`,'. ›_~_._›. “' › 1- "'.‹ ' '.%*' '_/‹',',.. '>' ›, ' ', ', _ _ :_ ':.§^íE. - " - J-_ ~'::';~-t;.›_ ztƒ .zzí~¬./;¿íä.¬;'z^.› _- .- - _' ;z_-_¬‹~'1,._.:.'_~_; z›_~_-_~.- . ' _- -_ _ ‹ \-.z ."_»" 'r -,~ '-f_'~; `.».:, ›f,' j _ , ‹';z›« .v ' '_ - `ƒ._ ;z~z,;z__, _ ”-f'*"ã:;_.~ “ _ ‹ - =_ ,- f ~';»1,í fz. J _ , ..‹.. ,.,. ...7{¡.,,.-¿z_._..‹.‹‹, ' 1 H Ú i :_-_ ._--^ __ .__e~_¡ _. «_ - - -_» , . _ /' ' f ~ '¬ i- ' - - 5. ' - «K = ,_,»~ . - I ›-1 _. z;,«~›,-;M^f.z›.-<¬¬.,z--s.,¢,;,._;., \ 5? ~ ~ /-,‹› _ - I 'â - zl _ ' _ - _ » _ vv' ' ~ . .~ \ ›. 1-' _ .-z.‹_-= -_›_af_z_››_f,-zw,-_,..'*-zé >,=;-a¿*2=";-;"‹-.-_:-- >' › ' _ - fi-_ ' -= -.-.:ãfzzê:í%?%*?vü‹^?ÍÍ~Ê¿á§Í'ͧ7+2;aí:šr_Gzrfi;-é¬ __ __ l, P r " _. Á- ' "Í g f .‹ f 1-Y ¬:ê.i _- gi 1 i B. - - - =:1‹z=' ' 1zzz-âfzëzffrfíffewvsëéitft-'z..z@â:%zzäzf@f=ãz¿.-f.' l 1 ) _-_ " -;>;_-gh _.. *K ,._ _i-~._Í¿¬É
u ~ íFigl. A. Ferimento penetrante. B. Pseudoaneurisma e pmsagein do cateter. C. Psedoaneurisma excluído.
8
3.3 Dispositivos utilizados
Os
cinco tiposde
dispositivos endoluminais utilizados foram: stentde
Palmaz®
recoberto,Cragg
Endopro
System®,
Jostent graft®, CorvittaEndoluminal Stent®
eApolo®,
os quaisforam
utilizadosde
acordocom
adisponibilidade
dos
mesmos.
O
stentde
Palmaz®
éum
dispositivoque
necessitade
um
cateter balãopara sua expansão,
não
é flexível,ou
seja,não deve
ser colocadoem
artériastortuosas
ou
em
regiõesde
articulações e apresentauma
grande força radial.Os
stents
de
Palmaz®
foram
recobertoscom
veia safena e esta foifixada
àsextremidades
do
stentcom
pontosde
Prolene 6-O.Os
dispositivosCragg®
são flexíveis,possuem
um
esqueletode
níquel-titânio
com
memória
térmica revestidocom
poliésterde
0,l5mm
e tuna vezliberados
do
cateter introdutor,assumem
o
calibreintemo
do
vasosem
anecessidade
de expansão
com
balão.O
dispositivo Corvitta® possuiuma
estrutura metálica externade
Phynox
e
um
revestimentointemo de
Corethane.É
um
dispositivo autoexpansívelcom
um
cateter introdutorde
baixo perfil (9-10 Fr).A
estruturade
metal está dispostacom
o
objetivode manter
aexpansão
pelo efeitode
mola.Os
diâmetrosoferecidos
variam de
5 a 12mm.
O
J ostent®grafi
é fabricadocom PTFE
expansível colocado entre duas estruturas metálicasde aço
inoxidável,em
forma de
sanduíche.São expandidos
por balão,
possuem
baixo perfil epodem
ser colocadosem
artérias tortuosas.A
endopróteseAPOLO®
éo
primeiro dispositivo endovascular a ser desenvolvido e fabricadono
Brasil.É
auto-expansível,composta
poruma
estrutura tubularde
stentsde
níquel titânio (NiTi) revestida porum
tecidode
um
dispositivode baixo
perfil (12 a 18 Fr)com
possibilidadede
disparoem
doistempos.
A
fixação da
endoprótcse à parede
vascular ocorrepor
meio da
forçaradial apresentada
por sua
estruturade
NiTi
superelástico.Stent
de
Palmaz®
CorvittaEndoluminal
Stent®
~ ~-‹~ »›-fu 1›~‹f .__ / '~
M
_ _ ` , _ ' *¬~.. '~~ . '¬ .' \- ,f \I
' ~V '¬ ` › ~ - 4 - '.›_`_ ` ' _ \ _ 'f -' ` . «-5 2 - ., ._ ` 'À ."/_ ,LH `w.Xf;
Àfí `;_ "',›._`› _›. L-_.V~,;'‹\` » z. l›" _' 'r`V__.`_. ';:._ › Jostentgraft®
L
l L;;._.,s...- ...- iEndoprótese
Apolo®
4.
RESULTADOS
Foram
estudados 13 pacientes portadoresde
lesão vasculartmumática
(fistula arterio-venosa
ou
pseudoaneurisrna) tratadospor
técnica endovascularpelo
grupo de Cimrgia
Endovasculardo
Serviçode
Angiologia e CirurgiaVascular
do
Hospital Regionalde São
José entre fevereiro de1996
e abrilde
2000.
Dos
13 pacientes, 12eram do
sexo masculino e 1do
sexo feminino.As
idades
dos
pacientesvariavam
entre 17 e68
anos.O
tipode trauma
arterialmais
freqüente foio
penetrante, responsávelpor
ll
(84,6%)
lesões,sendo
ferimentopor
arma
brancaem
três(23,1%)
casos eferimento
por
arma
de
fogoem
oito (6l,5%).Nos
outros dois casos,uma
lesão(7,7%) foi iatrogênica, ocorrida durante
uma
video-laparoscopia e a outra(7,7%)
foi decorrentede
trauma
fechadopor
acidentede
trânsito.Tabela
I-
Distribuiçãodos
casosconforme
tipode
ferimentoTipo de
Fzfimenfo
N
(%)
Arma
de FogoÉ
61,5%Arma
Branca 3 23,1% Fechado 1 7,7% Iatrogênico 1 7,7% Penetrante Total 13100%
N
= Número de PacientesFonte:
SAME
-HRSJ-HMG/2001 /CIRVASCQuanto
à evolução das lesões, sete(53,8%) tinham
evoluçãomenor
que
15 dias e as outras seis
(46,2%) maior que 45
dias,sendo que
em
dois pacientesNa
análisedos
casosobservamos que
as lesõesacometiam
os seguintesleitos vasculares: carótida
comum
(um
caso), artéria subclávia (dois casos), aortatorácica
(um
caso), artéria ilíacacomum
(um
caso), artéria ilíaca externa (dois casos), artéria femoralcomum
(um
caso), artéria femoral superficial (doiscasos), artéria femoral
profunda
(dois casos) e artéria poplítea(um
caso).Tabela
I]-
Segmento
corporal e artériaacometida nos
pacientescom
trauma
arterial tratados
com
técnica endovascular.Segmento Corporal Artéria NH
H 2 Q
%
Cervical Carótida
comum
1 7,7%Subclávia 2
Aorta Torácica 1
Tórax,
Abdômen
e Pelve Ilíacacomum
1 46,15%Ilíaca Extema 2 Femoral
comum
1 Femoral superficial 2Membro
Inferior Femoral profunda 2 46,15% Poplítea 1 Totalis”
'100%
N
= Número de PacientesFonte:
SAME
-HRS]-I-[MG/2001 / CIRVASCAs
lesões encontradas incluíam oito(6l,5%)
fistulas artério-venosas e12 TOTAL Poplíteo Femoral profunda Femoral superficial Femoral comum Iliaca Externa Iliaca comum Aorta Súbclávia Carótida // ”.×Í//// /Í?? v...._›.`_' __,___ :`:'cf:f:':Z1T:>:)'i;;š?;Tz':I › - - - É.5777775í7;,fF5Ê7/'_Z7;.5?; ' : 5.2-Êlšíãí/f:€Ê25,íE‹':7.2E7iÃÊÍ' 11 ~¡` ` ííäffíiííZ1ÉZí':i1ZÍtZ':Z3í5 1- f -' -Í ~.‹:f,-,-:-,. - :-.=.›;›.f.›. › 1 ' ' . '' ,.›.›,,.-.‹«z.›,-,.._,~.zz,,,.›. . . ÍPseudoaneurisma e e É¡FístuIa arteriowenosae `ffj{§f_ í r f r f r r | 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Número de casos
Figura l. Tipo de lesão e local de acometimento nos pacientes tratados por técnica endovascular.
A
arteriografia foi realizadaem
todos os pacientes paraconfirmação
diagnóstica
da
lesão, planejamentodo procedimento
e escolhado
diâmetroda
prótese.
A
técnica anestésica utilizada foi a infiltração de lidocainano
localda
punao ou
da
disseccaonos
13(100%)
casos.A
viade
acesso utilizada foi artéria femoralem
12 casos (92,3%).Em
um
caso (7,7%) de fistula arterio-venosade
subclávia foi feitoum
acesso pela1 (7,7%_) A ` ' ' " - . -zz-z='z7="/W: V ' ` - ¬' ""í:-.~.'."'7'7:`4z;f .. El
Femoral
"^B
z -zzz. z _../z . zz- ra Lua %;›¬,›,., ~ , _, .,,›g›a`šá /11 %š§šíš2šfš'<Y‹=~›-z › - - --z'fz›"?55/ff/'22 .. V ,,,,,,¿,,›,›;mz›,ƒ›mz,,,,,...__. ~ ,.._...,.,,,z-zz›.=.¢z.-:,:,z;_.;.-:;.;;§;_z.¢,z .; 51/z.-1 1/zzz¡.;z.wzz1.«z.-.› .-1zz/fzz7r_yz/In.-«.y.w.›¡y.‹×-zz.z.-.›.-.-z.‹--‹.~.1.-.-zyzz.-iwz. `- 'fõfššíšífíšššââšf/jššššíííšfëâššíšš<šíêššsÉ3ÉÉššššššššëššfšêfišššãíšífiãšäfvêfiš2,-af'" '. _ - - - . _. ;.-._._.-.;.;._. , _._.›. ~;. _» ~- - - _. -_._.› - _, ' '-454951;mó¢;zz¢,,@z.;zaz4×â;.55zéés55üs5af5¿gs¿¿¿2â¢ø.;¢.›5â.4'â5;sø/z'š;z ' '#24775525›5>rfííãê5ñ92%?.45ã¡Z.^í§.^í$›.^í.^í$$$:››2››//fffzfiúfiffzgflfl' ' 12(923%)
Figura 2. Via de acesso utilizada para tratamento endoluminal nos pacientes com trauma vascular
O
stent dePahnaz
recobeitocom
veia safena foi utilizadoem
doisprocedimentos, o
Cragg
Endopro
System
1 foi utilizadaem
cinco,o
Corvitta foiutilizado
em
dois, o J ostent®grafi
em
dois e a endopróteseApolo®
foi utilizadanos outros dois casos.
Tabela
III. Dispositivos endovascularempregados nos
pacientescom
trauma
arterial tratados
por
técnica endoluminal.Tipo de dispositivo
T
N
Segmento arterialstent de i›àimzz®i
recebem
2(114%)
Czzófidzz IlíacaEmma
Jggtent g1'afi® 2 (l5,4%) SI.lbCláVl3., F€l'I'lOl'3l Pl'OfiJ.nda
Ilíaca
comum,
Femoral Superficial (2),Femoral Profunda, Poplitea
C0rvi11a® 2 (l5,4%) Ilíaca Externa, Femoral
comum
Cragg
Endopro®
5 (38,4%)Ap0110® 2 (15,4%) Subclávia, Aorta Torácica Total 13 (100%)
N
= Número de Pacientes14
Durante a realização
dos
procedimentosnão
houve
a necessidade detransfusão sangüínea.
O
tempo
de internação varioude
mn
a28
dias,com
média
de dez dias,mediana
denove
dias emoda
de cinco dias.Obteve-se
completa
resolução das lesõesem
12 casos, verificado pelaarteriografia
de
controle.No
único casode
insucessohouve
uma
migração do
dispositivo para dentro
do
pseudoaneurisma, sendo necessário a realizaçãode
cirurgia convencional.
Não
houve
óbitos pós-operatóriosou
outrascomplicações.
O
seguimento foi realizadosomente
em
7 pacientes.Um
paciente destegrupo
necessitou de múltiplas embolizações. Tratava-se de luna fistula altelio-venosa
de longa evoluçãoque
semantinha
pérvia pela presença de múltiplasTabela
IV
Pacientescom
trauma
vascular tratadoscom
técnica endoluminaltratados pelo Serviço
de
Cirurgia Vasculardo
HRSJ-HMG.
N
Idade Sexo Etiologia Artéria Lesão1 28
M
FAF
2 17M
FAF
3 43M
FAB
4 24M
FAF
5 25M
FAB
6 31M
FAF
7 18M
FAB
8 20M
FAF
9 29M
FAF
IO 32M
FAF
ll 76M
IA 12 32M
FAF
13 22 F TFFAF, Ferimento anna fogo; FAB, ferimento anna branca; IA, Iatrogênico;
FAV
ñstula artério-venosa; PApseudoaneurisma.
Fonte:
SAME
-HRS]-HIVIG/2001 /CIRVASCPoplítea Carótida comum Femoral superficial Híaca ext. Femoral superficial Femoral superficial Femoral profimda Subclávia Femoral superficial Ilíaca ext. Iliaca comum Subclávia Aorta Torácia
FAV
PA
FAV
PA
FAV
FAV
PA
FAV
FAV
FAV
IAFAV
PA
Disposit. Utilizado Crasg Pahnaz- Safena Cragg Palmaz- safena CorvittaCwgg
Jostent J ostent Cfflgg Corvitta Crflgg Apolo Apolo Tempo evolução 8 anos 3 dias 3 meses 45 dias 6 anos 2 anos l dia 1 dias 5 dias 7 dias 3 meses l dia l dia Tempo Internação 15 dias 10 dias 17 dias 9 dias 1 dia 1 dia 6 dias 5 dias 25 dias 5 dias 28 dias 5 dias 5 dias Sucesso Técnica Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Sim Sim16
C
‹
Fig l. A. Pseudoaneurisma de carótida comum por ferimento por arma de fogo. B. Ausência de enchimento do
pseudoaneurisma após implantação de stent de Palmaz recoberto com veia safena.
A
B
Fig 2.A. Angiografia digital mostrando
um
pseudoaneurisma de aorta torácica B. Arteriograña de controle evidenciando ausência de enchimento após a implantação da endoprótese Apolo."¿.~.' /`“ ci “ff *P -¬'››.“iã__ z'\.' â. .#-
A
BFig 3. A. Angiograña digital mostrando uma fistula arterio-venosa dos vasos subclávios com enchimento da veia
jugular direita e veia cava superior. B. Estudo angiográfico de controle comprovando a oclusão da fistula com endoprótese Apolo e manutenção da perviedade das artérias vertebral e mamária.
¡¡-__...
' -.=_:.'z
k'- z. ‹\
25:.. __ _ , fiáffi
A
BFig 4. A. Angiografia digital mostrando uma fitula arterio-venosa de vasos femorais superficial produzida por
projétil de arma de fogo. B. Imagem sem uso de contraste iodado evidenciando o esqueleto metálico da
5.
DISCUSSÃO
O
tratamentode doenças
vascularespor
métodos
minimamente
invasivostem ganho
espaçocada vez maior
com
o
constante desenvolvimentode novas
tecnologias.
Nos
Estados Unidos,por exemplo,
em
1998
cercado
90.000
(noventamil) pacientes
foram
tratadosde aneurisma
de aorta, destesaproximadamente
7.000
(08%)
foram
tratadospor
técnica endovascular.As
previsões sãode que
estes
números
cresçam
para 19.800(18%) no
ano
2000
e30%
em
2002,totalizando
mais de
40
mil implantesa serem
realizados atravésda
técnicaminimamente
invasivaTabela
V
- Estimativa do Mercado Americano de Endopróteses paraAAA
- 1998 - 2002Fonte: Medicaldatacom - Set / 1999
O
aumento do número
de
procedimentos endovascularesvem
sendoimpulsionado pela possibilidade de resolução
do
problema,por
uma
técnicamenos
agressiva, acarretandouma
reduçãona
morbi-mortalidade ede
custoshospitalaress
Do mesmo
modo
que na doença
aneuiismáticada
aorta abdominal,o
tratamento endovascular
no
trauma
arterial é bastante promissor.Apesar de não
existirem
dados que
comprovem
sua eficáciaa
longo prazo, as técnicasminimamente
invasivas jáfazem
partedo
arsenal terapêuticodo
cirurgiãolongo prazo
em
comparação
com
as técnicas convencionais,pode
ser anulada peloargumento de
transformaruma
cirurgiade
grande portecom
altíssima taxade
morbi-mortalidade,num
procedimento muito
menos
hostilou
numa
cirurgiacom
ostempos
opemtóriosbem
definidos.A
primeira série de pacientes tratadospor
esta técnica foi publicadaem
199413.Desde
então,um
número
cada vez
maior de
pacientescom
pseudoaneurisma
e fistula arterio-venosa traumáticasnos mais
diferentessegmentos
arteriaisvem
sendo
tratadospor
este tipode
procednnento%°8`l2”l6`23.A
casuísticado
grupo de
Cirurgia Endovasculardo
Serviçode
Angiologiae Cirurgia Vascular
do
Hospital Regionalde São
José -Homero
de
Miranda
Gomes,
com
13 casos descritos, écomparável
com
osnúmeros
encontradosna
literati1ra3`5°B.
Os
pseudoaneurismas de
carótidacomum
são raros,sendo
usualmentecausados
por
trauma
fechado, penetranteou
iatrogênico.Os
iatrogênicos estãoassociados geralmente a
punção
da
região cervical, tonsilectomiaou
endarterectomia,
podendo
causar sintomas neurológicospor
trombose, ruptura,embolização
ou
compressão-de
estruturas ne1vosas24.Numa
análisede
67
casosde
tratuna carotideo, Fabian et al” relatamque
o
uso
exclusivode
anticoagulante é efetivoem
diminuir as seqüelasneurológicas,
porém
ainda apresentam-secom
uma
mortalidadede
31%
euma
morbidade
neurológicade
37%.
O
reparo cirúrgico convencionalde
lesõesdos
vasosdo
pescoço
étecnicamente dificil devido à
complexa
anatomia
local.Nas
lesões arteriaisna
base
do
crânio, freqüentemente é necessárioo uso de
técnicaspouco
habituais emuito
lesivascomo,
luxação mandibular, mandibulotomia, divisãodo
músculo
digástrico e elevação
da
parótida.Vale
lembrarque
estes recursos estão20
A
cirurgia endovascularcom
colocaçãode
uma
endopróteseou
stentrecoberto perrnite
que
a
lesãoda
carótida seja resolvidasem
a
necessidadede
um
procedimento
cirúrgico abertona
região cervical ecom
um
menor
comprometimento
da
irrigação cerebral3”l6.O
pacientecom
pseudoaneurisma
de carótidacomum
apresentava,como
fatores complicadores
um
extensohematoma
na
região cervical esquerda,avaliado pela
tomografia
computadorizada,que
se estendia atéo
mediastinoanterior deslocando a traquéia,
0 que
poderia dificultara
entubação oro-traqueal. Utilizamosum
stentde
Palmaz
recobertocom
veia safenacom
resultadoangiográfico
inicial excelente.Alguns
autoresrecomendam
a realizaçãode
eco color-doppler,tomografia
computadorizada
e angiografia parauma
melhor
avaliaçãoda
luzdo
vaso,principalmente
no
sentidode
se detectarum
trombo
instável,que
poderia contra-indicar a
manipulação da
lesãocom
guiase
catetercsló.A
abordagem
cirúrgicada
artéria subclávia continuasendo
um
desafio
para os cirurgiões vasculares.
Em
qualqueruma
das viasde abordagem,
toracotomia lateral, estemotomia, ressecção
da
clavículaou
incisãoinfraclavicular,
não
seconsegue
obterum
controle total deste vaso. Para aresolução
da
lesão é necessárioa
reconstrução arterialou
exclusãodo
segmento
afetado seguido
de
uma
revascularizaçaodo
membro
superiormediante
uma
ponte
com
veia autólogaou
material protésico. Outras dificuldadespodem
ser encontradascomo
extensoshematomas,
fraturas ósseas e a possibilidadede
lesão
do
plexo braquialm.A
aplicabilidadede
técnicas endovasculares parao
tratamento destaslesões já foi
mostrado por
alguns autoresl°”m8. Patel et alm relatamuma
sériede
seis pacientes
com
fistula arterio-venosaou
pseudoaneurisma
pós-traumaticosda
artéria subclávia tratadoscom
dispositivos endoluminaiscom
sucesso inicialno
localda
arteriotomia paraa
viade
acesso e outro paciente teveuma
rupturada
endopróteseapós
oito meses,que
foi corrigidocom
a colocaçãode
outrostent-grafi.
Parodi
também
publicouem
1999
uma
sériecom
29
casosde
pacientescom
fistula arterio-venosaou
pseudoaneurisma
pós-traumáticos e incluiunove
casos localizados
na
subclávia.O
resultado imediato foide
resoluçãoem
todos os pacientes,porém,
em
dois casos ocorreu oclusãono
localde
implantaçãodo
dispositivo
no
oitavo edécimo
mês
após o
implante,mas sem
repercussãoclínica3.
Devemos
considerarque
os vasos subcláviossofrem
flexão
durante osmovimentos do
membro
superiorquando
indicamos
a implantaçãode
um
stentneste segmento.
A
compressão
do
vaso eou do
stent entre a clavícula e a lacostela
pode
levar a oclusãodo
vaso eou
à perdada
integridadedo
stent edevem
interferirna
escolhado
dispositivo a ser implantado27.Na
nossa casuística,temos
dois pacientescom
lesãoda
artéria subclávia,um
tratadocom
endopróteseApolo
eo
outrocom
Jostent graft.Ambas
sãoconhecidas pela sua flexibilidade.
Do mesmo modo
que
a literatura abordada,conseguimos
um
sucesso imediatonos
dois casos.As
lesões traumáticasda
aorta torácica são,sem nenhuma
dúvida,gravíssimas;
Cerca de
80%
a90%
dos
pacientesmorrem
antesde
receberatendimento hospitalar e os
que
conseguem
chegara
um
centro preparado apresentamuma
mortalidade cirúrgicaque chega
aos 32%28'29.Quando
secomprova
uma
transecçãoda
aorta torácica deve-se indicar areconstrução imediata devido
ao
riscode
ruptura para a cavidade pleural.Algims
autores
recomendam
o
adiamento
da
cirurgia, principalmentenos
pacientescom
outros ferimentos, para
que
se consigauma
diminuiçãoda
mortalidade”.O
reparo endovascular das lesõesda
aorta torácica apresenta muitas vantagensem
relação à cirurgia convencional:pode
ser realizada sob anestesia22
local
ou
bloqueio loco-regional, evitao clampeamento
aórtico, reduzo
riscode
paraplegia e
não
necessitade
circulação extra-corporealw 1.A
paraplegia éuma
importante
complicação da
cirurgiada
aorta torácica,podendo
ocorrerem
cercade
15%
dos
pacientes.Num
estudocom
103 pacientes portadoresde aneurisma
de
aorta torácicanão
traumático tratadoscom
endoprótese,somente
2%
a3%
apresentaram esta complicação”.
No
nosso casuística,um
paciente foisubmetido
a
tratamentode
um
pseudoaneurisma
pós-traumáticoda
aorta torácicaque
media
cercade
l0Omm
de extensão e 7
Omm
de
diâmetromáximo.
Foi implantadouma
endoprótese retaApolo
sob anestesia localcom
sucesso.A
arteriografiade
controlemostrou a
perviedade
da
artéria subclávia e ausênciade
vazamentos.A
paciente teve altahospitalar
no
quarto diaapós
o
procedimento.A
região inguinal e osmembros
inferiores são locais freqüentementeacometidos
por
lesões traumáticas”.Um
grandenúmero
destas são causadas iatrogenicamente cpodem
ser tratadaspor
compressão
guiadapor
eco-doppleró.Nas
lesõespor
trauma
penetrante,onde
pode
existir urna grande fistula arterio-venosa
ou
um
volumoso
pseudoanetuisma, deve-se preferir a resolução imediata paraque
se possa evitar atrombose
arterial,a
rupturacom
sangramento
intenso, acompressão
nervosa emais
tardiamente as seqüelasda
hipertensão venosas.Em
um
dos
nossos pacientescom
fistula arterio-venosade
longa evolução,o
diagnóstico foi suspeitado durante
uma
consultapor doença
varicosade
membros
inferiores.O
tratamento cirúrgico destas lesõestem
semostrado
efetivo,mas
com
hospitalização e
morbidade
inerentesao
método
ecom
um
maior
riscode
sangramento
quando
existeuma
hipertensão venosa3”8.Na
nossa casuísticaoptamos
pela correção endovascularem
lesõestraumáticas
dos
membros
inferiores naqueles pacientesque
apresentavammorbi-~
mortalidade
com
o emprego
da
cirurgia aberta.Para
a
indicaçaoda
cirurgiaminimamente
invasivatambém
nos
baseamos na
experiênciade
alguns autoresque
relataram sucessono
tratamento endovascularde
lesões das artérias ilíacas,femoral e poplítea}6”8”“°l3” 1433.
No
nosso estudonove
pacientescom
lesões traumáticasna
região pélvicae
membros
inferioresforam
tratadoscom
sucesso pela técnica endovascular.Em
um
casohouve
migração
do
dispositivo para dentrodo
pseudoaneurisma
devidoa
um
errona
medição.Houve
a
necessidadede
conversão para cirurgia abertauma
vez
que não
se dispunhade
um
dispositivoadequado
parao
caso.O
tratamento endovasculardo
trauma
arterial ésem nenhuma
dúvida
uma
opção
terapêutica interessante.Atualmente
aindadevemos
selecionarmuito
bem
os pacientes
que
possam
se beneficiarcom
esta técnica. Acreditamos, assimcomo
outros autores,que
as indicaçõesvenham
a ser esclarecidascom
aaquisição
de
experiênciaem
estudosbem
desenhados
ecom
seguimento a longo6.
CONCLUSÕES
O
tratamento endoluminal das lesões traumáticaspode
ser aplicadoem
diversos
segmentos
arteriais.O
conhecimento
das característicasde cada
dispositivo é importante parao
sucessodo
procedimento.Houve
uma
reduçãoda
internação hospitalarquando
utilizamos atécnica endovascular.
As
lesões traumáticasda
arvore arterialpodem
ser tratadascom
7.
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ADOTADAS
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de
conclusãodo
cursode
graduação
em
Medicina,de
acordocom
a resoluçãoNo. 003/00
do
Colegiadodo
RESUMO
O
trauma
vascularvem
aumentando
em
conseqüênciado
maior
número
de
acidentesde
trânsito e ferimentospor
arma
de
fogo eanna
branca.A
aplicação
de
técnicasminimamente
invasivas parece reduzira
morbi-mortalidade neste
grupo de
pacientes.Relatamos o
resultadodo
tratamento endovascularde
pacientes portadoresde fistula arterio-venosa e
pseudoaneurisma
traumáticos.Estudamos
13 pacientes portadoresde pseudoaneurismas
ou
fistulaartério-venosa pós-traumática tratados
com
dispositivos endoluminais entre1996
e 2000.O
trauma
penetrante foi responsávelpor
11(84,6%)
das lesões, sendo 8(6l,5%)
porarma
de
fogo.As
artérias acometidasforam
carótida (l caso),subclávia (2 casos), aorta torácica (lcaso), ilíaca
comum
(1 caso), ilíacaextema
(1 caso), femoral
comum,
femoral superficial (2 casos), femoralprofunda
(2casos) e poplítea (1 caso).
Das
13 lesões, oito(6l,5%)
eram
fistulas artério-venosas e cinco
(38,5%)
eram
pseudoaneurismas.Foram
utilizados» 5 tiposdiferentes
de
dispositivos,que
incluíam : stentde Pa1maz®, Cragg
Endopro
System
l®, Jostent®, CorvittaEndoluminal
Stent® e Apollo®.O
tempo
de
intemação
varioude
um
a
28
dias.O
tratamento foi realizadocom
sucessoem
12
dos
13 casos.Em
um
casoo procedimento
foi convertido para cirurgia abertaconvencional,
por migração da
endoprótese para dentroda
lesão.O
tratamento endovasculardo
trauma
arterial foi realizadocom
sucessoSUMMARY
The
vasculartrauma
has
been
increasing inconsequence
of
a highernumber
of
car accidentsand
penetrating trauma.New
methods
of
treatmentwith
minimally
invasive techniquesmay
reduce
the mortality in thisgroup
of
patients.We
show
the resultsof
patients with falseaneurysms
or aiteriovenous fistula treatedwith endovascular
procedure.We
study 13 patientswith
traumatic falseaneurysms
or aiteriovenous fistula treatedwith
endoluminal
devicesbetween 1996 and
2000.
Penetrating
trauma
was
responsibleby
11(84,6%)
lesions;with
include8
(61,5%)
by
shotgun.The
arteries injuredwere
carotid (1 case), subclavian (2cases), thoracic aorta (1 case),
common
iliac (1 case), external iliac (1 case),common
femoral
(1 case), superficialfemoral
(2 cases),deep
femoral
(2cases) e popliteal (1 case).
Of
the 13 lesions, eight(6l,5%) were
arteriovenousfistula
and
five (38,5%) were
falseaneurysms.
Itwas
used
5 differentsendovascular
deviceswith
included:Palmaz®
stent,Cragg
Endopro
System
1®, Jostent®, Corvitta
Endoluminal
Stent®and
Apo1lo®.
The
hospital staywas
between one and 28
days.The
endovascular
treatmentwas
successful in12 of
13 cases. In
one
case theprocedure
was
converted
toopen
surgery,because
mig-ration
of
the vasculardevice
to the falseaneurysm.
The
endovascular
treatmentof
arterialtrauma
Was
successful inalmost
APÊNDICE
PROTOCOLO
-
FICHA
DE
COLETA
DE
DADOS
1
-NÚMERO
DE
ORDEM;
2-REGISTRO;
3-NOME;
A4-IDADE;
5-SEXO;
ó-ENDEREÇO;
7-DATA
1NTERNAÇÃOz
s-DATA
DE
ALTA;
9-TIPO
DE TRAUMA;
Io-
SEGMENTO
ARTERIAL
ACOMETIDOz
11-
TIPO
DE
LESÃOz
13
_
LESÕES ASSOCIADASz
12-
EXAMES
COMPLEMENTARES;
13-
TEMPO
DECORRIDO
ATE
O
TRATAMENTO;
14-ANESTESIA
15-
VIA
DE
ACESSO
Ió-
ENDOPROTESE
UTILIzADAz
17-
RESULTADO
DO
PÓS-OPERATÓRIO
IMEDIATO
Is-TRANSPUSSAO
SANGUÍNEAz
TCC
UFSC
CC
0305 Ex.lTCC
UFSCCC
Autor: Kuhnen; Felipe Qui
Título: Tratamento endovascular do traum
972812302 Ac. 253127