UNIVERSIDADE
FEDERAL DE
sA1×rrA
cATAR11<1i-At_ _
cENTRo
socio
EcoNÓM1co
cURso DE
GRADUAÇÃO
EM
crÊNc1As
EcoNÓM1cAs
MORTALIDADE
E
SUCESSO
DAS
MICRO
E
PEQUENAS EMPRESAS
NO
›
SETOR
DE PANIFICAÇÃO
EM
FLORIANÓPOLIS
Monografia
submetida ao
Departamento
de
CiênciasEconômicas
paraobtenção
de carga horáriana
disciplinaCNM
5420
-
Monografia.
Por:
Giovarmy
Bitencourt 'Orientador:
Profi
Carmen
GelinskiÁrea
de
Pesquisa:Economia
de
Empresas
Palavras
-
Chaves:
1-
Mortalidade
eSucesso
2
-
Micro
ePequenas
Empresas
3
-
Setorde
Panificação
UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SANTA
CATARINA
CURSO
DE GRADUAÇÃO
EM
CIÊNCIAS
.ECONÔMICAS
A
Banca Examinadora
resolveu atribuir a nota 8,0 ao alunoGiovanny
Bitencourtna
disciplinaCNM
5420
-
Monografia,
pela apresentação deste trabalho.Banca Examinadora:
I \ \ 4 \ \ -l \ \ \ I . \ . i ` \ I \ \ ¡ ¡ ez ¡ . ‹ `M5»/44
,.Proi”.
Carmen
osário GelinskiPresidente › \-'ffx , .' V \-.z. 1. I z. ~ ,×
Prof;
Renato
spos
_.. 1'
_. , .
‹ ¬
Membro
` ie
Prof.
Pedro Antonio
VieiraMembro
Agradecimentos
A
Deus,
pela saúde,
perseverança
eForça
em
finalizar
mais
esta etapa
do
meu
caminho;
Aos meus
pais
Ilton e Iucélia,por
minha
formação
epelos
conhecimentos
transmitidos
ao longo dos
anos;
A
minha
esposa
Diuceia, pelo incentivo
à
minha
realizaçãopessoal e profissional;
Ao
meu
irmão
Ieƒerson,pelo apoio nesta
retafinal do
meu
compromisso;
Aos meus
colegas,pela colaboração
nestes
anos
de
estudo;
Aos
proprietários
das micros
epequenas
empresas,
pelas
informações
imprescindíveis ã
execução
desta
monografia;
E,
em
especial,a
ProjíessoraCarmem
Gelinski,pela valiosa
orientação,fator
decisivo
para
a elaboração deste trabalho
de conclusão de
curso.SUMÁRIO
-LISTA
DE ANEXOS
... .. vi-LISTA
DE QUADROS
... .. vii_
LISTA
DE
TABELAS
... ..vfiI -LISTA
DE
GRÁFICOS
... .Iv -RESUMO
... ..X
CAPÍTULO
I 1-
INTRODUÇÃO
... ..1 1.1-
Problemática ... ..1 1.2-
Objetivo Gerar ... .Í ... ..3 1.3-
Objetivos Específicos ... ..3 1.4-
Metodologia
... ..31.4.1
-
Metodologia
parao
objetivo específico 1 ... ..41.4.2
-
Metodologia
parao
Objetivo específico2
... ..41.4.3
~
Metodologia
paraO
objetivo específico 3 ... ..4CAPÍTULO
II2
-
A
MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
... ..52.1
-
Classificação edefinição de micro
epequenas
empresas(MPES)
... ..52.2
-
A
importânciada micro
epequena empresa
... ..82.3
-
Problemas
básicosda micro
epequena empresa
... .. 102.4
-
O
empreendedor
ea micro
epequena empresa
... . . 12CAPÍTULO
III 3-
FATORES
DE
SUCESSO E
FRACASSO
NA
MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
....17CAPÍTULO
Iv
" 31
4
-
ORGANIZAÇAO
E
FUNCIONAMENTO DAS
PANIFICADORAS
.4.1
-
Área de
comercialização ... ..4.2
-
Area de produção
... ..4.3
-
Área de estocagem
... .. 4.4-
Área de
Administracao ... _. 4.5-
Áreas
gerais ... ..5
~
SETOR
DE
PANIFICAÇÃO
EM
FLORIANÓPOLIS
... ..5.1
-
Característicasdo
setorde
panificação ... ..CAPÍTULO
V
5.2
-
Empresas
em
atividade ... ..5.2.1
-
O
perfildo
empresáriodo
setorde
panificação5.2.2
-
Idade/ nivelde
instrução /número
de
funcionários5.2.3
-
Perfil ocupacional/ experiências anteriores ... ..5.2.4
-
Motivos da
aberturado
negócio / capital utilizado .5.2.5
-
Dificuldadesna
implantação e dificuldades atuais .5.2.6
-
Marketing/ busca
por auxilio e assessoramento5.2.7
-
Fatoresde
sucesso ... _.5.3
-
Empresas
extintas ... ._5.3.1
-
Tempo
de
funcionamento ... ..5.3.2
-
Necessidadede
assessoria e auxílio ... ..5.3.3
-
Concordata/Falência ... ..5.3.4
-
Motivo
pelo qual fecharam as empresas ... ..5.3.5
-
Baixa na
Junta Comercial ... ..CAPITULO
VI
"
48
6
-
CONCLUSAO
... ..REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... ._Vl
LISTA
DE ABREVIATURAS
ABIP -
Associação Brasileirada
Industriade Panificação
e ConfeitariaABITRIGO
-
Associação Brasileirada
Industriado
TrigoANVISA
-
Agencia
Nacionalde
Vigilância SanitáriaBNDES
-
Banco
Nacionalde Desenvolvimento
Econômico
e SocialFIESC
-
Federação das Industriasdo
Estado de Santa CatarinaIBGE
-
Instituto Brasileirode Geografia
e EstatísticasJUCESC
~
Junta Comercialdo
Estadode
Santa CatarinaMPES
~
Micro
ePequenas Empresas
Pme
-
Pequenas
eMicro Empresas
PROPAN
-
Programa de Apoio
àPanificação
RAIS/T
EM
-
RelaçãoAnual de
Informações Sociaisdo
Ministériodo
Trabalho eEmprego
SEBRAE
~
Serviço Brasileirode Apoio
àsmicro
epequenas
empresasSINPAN
-
Sindicato dos PanificadoresLISTA
DE
QUADROS
Quadro
I-
Participação dasMPES
naeconomia
Brasileira ... ..Quadro
II-
Classificação dasMPES
segundo
onúmero
deempregados
_.Quadro
III-
Classificação dasMPES
segundo
0 faturamento bruto anualTABELA
1-
EscolaridadeTABELA
3_
Tipos d¿ÀÀu×í1¡0LISTA
DE
TABELAS
... ..40
TABELA
2-
Dificuldades
Atuai_s ... ..42 _45
IX
LISTA
DE
GRÁFICOS
Gráfico 1
-
Experiências Anteriores ... ..4OGráfico 2
-
Capital utilizado ... ..41Gráfico 3
-
Assessoria/Auxílio ... ..43Gráfico
4-
Fatores de sucesso ... ..44Gráfico 5
-
Tempo
de funcionamento ... ..45Gráfico 6
-
Motivo
defechamento
... ..46X
RESUMO
Este trabalho
tem
como
tema
principal amicro
epequena empresa do
setor depanificação na grande Florianópolis, identificando seus fatores de sucesso e insucesso.
O
interesse recai
em
se avaliar a verdadeira necessidade porque passa o setor.O
objetivodo
trabalho é conhecer as causas da mortalidadedo
setor de panificaçãoem
Florianópolis, identificado nos primeiros cinco anos de atividade.A
análise foi feita a partir de levantamentos feitosna
Junta Comercialdo
Estado de Santa Catarina e junto ao Sindicato dos paniticadores de Florianópolis.A
partir desses dados levantam-se as características dos dirigentesdo
setor, aspráticas operacionais, a organização das panificadoras e os fatores
que
contribuem para osmelhores resultados das empresas
em
atividade.Quanto
àpequena
emédia
empresa, os estudos revelam sua importância dentroda
estrutura industrial, apontando o dinâmico papel
que
o setor de panificação representa dentrodo
sistema sócio econômico.1
CAPITULO
I1
-
INTRODUÇÃO
1.1 -
Problemática
Segundo
dadosdo
'Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existemno
Brasil cerca de 3,5 milhões de empresas, das quais98%
são demicro
epequeno
porte.Com
base nos dados disponíveisda
Pesquisa Nacional porAmostra
de Domicílios(PNAD)
do
IBGE
e RelaçãoAnual
de Informações Sociaisdo
Ministériodo
Trabalho eEmprego
(RAIS/MTE),
é possível afirmarque
as atividades típicas de micro epequenas empresas
mantêm
cerca de 35 milhões de pessoasocupadas
em
todo o país, o equivalente a59%
das pessoasocupadas no
Brasil, incluindo neste cálculoempregados
nasMicro
ePequenas
Empresas (MPEs),
Empresários deMicro
ePequenas Empresas
e os“Conta
Própria” (indivíduoque
possui seu próprio negóciomas
não
tem
empregados).O
número
deMPEs
industriais exportadoras seaproxima
de 4.000 empresas, queexportam
anualmente cercade
US$
800
milhões.Quadro
I - Participação dasMPEs
naEconomia
BrasileiraVariável
As
MPES
no
Brasil(em
%)
Número
deEmpresas
98%
Pessoal
Ocupado
W59%
Faturamento
.28%
PIB
20%
Número
deEmpresas
Exportadoras29%
Valor das Exportações
1,7%
Fonte: Elaboração a partir de
dados do.IBGE,
FUNCEX,
PNAD
eRAIS/MTE
(1994, 1995e 1996).
Todo
empreendimento
seja ele de pequeno,médio ou
grande porte, requerprocedimentos e
medidas
práticas para a sua concretização, nesse caso pesquisado
local de2
alguns dos procedimentos e
medidas
práticas. Diante desta situação, o empresáriodeve
desenvolver
um
trabalho deconcepção
e planejamentodo
negócioque
pretende implantar.Estudo
eplanejamentotêm
por 'objetivo diminuir riscos e construir bases sólidas para oempreendimento.
Um
projeto de viabilidade exigedo
interessadouma
análiseampla do
mercado,
do
setor de atuação, dos investimentos necessários, enfim,uma
gama
de preocupações quedevem
ser consideradas parauma
tomada
de decisão final.O
projeto de viabilidade permite justamente essa diminuiçãodo
risco de implantaçãodo
negócio, possibilitando assim,uma
melhor
visualização de oportunidades eameaças do
mercado.A
questão da micro epequena empresa sempre
inquietou osmeios
governamentais, que, por isso,
buscam
mecanismos
para protege-las.Mesmo
assim, pordiversos fatores, a “mortalidade” nesse segmento, principalmente
no
primeiro ano de existência, situa-seem
tomo
de50%,
sendoque
somente
20%
sobrevivem após cinco anos.De
acordocom
pesquisado
Serviço Brasileiro deApoio
às micro epequenas empresas
-
SEBRAE
(1999), sobre fatores condicionantes da mortalidade deempresas
-
mostram que
o insucesso muitas vezes é resultado da falta de habilidade nos
campos
administrativo,financeiro, mercadológico e tecnológico, ou da não-utilização desses instrumentos. Ainda, o fracasso
também
pode
estar ligado à instabilidade econômica, à falta de dinheiro dos consumidores, à escassez de recursos próprios e à saturaçãodo
mercado.A
mesma
pesquisa revela, entretanto, o fato de38%
dos empresários ouvidossimplesmente não
saberem
explicar as causas que teriam determinado o encerramento das atividades de suasorganizações
(SEBRAE,
1999). _O
primeiro ano de vida representa,em
geral, o período demaior
risco para qualquer empresa, pois équando
ela procura se firmarno
mercado, testar a aceitação de seu produto e criar seusmecanismos
e instrumentos de controle.Em
razão da importânciado
setor de panificaçãoem
nível nacional, estadual e atémunicipal, e especificamente
em
Florianópolis, e por representar os estabelecimentos comerciais entre os quais o índice de “mortalidade” é elevado nos últimos anos,há
anecessidade de investigar quais são os fatores de sucesso e fracasso
com
o objetivo de orientar aquelasque atuam
nesse segmento.Este estudo sobre o setor pretende reunir subsídios para avaliar e identificar os principais fatores de fracasso das empresas, especialmente das micro e
pequenas empresas
no
setor de panificação, realizando reflexões criticas sobre suas características pessoaisque
3
do
da
`¡"mp^ortíância desse 'segmento -na ^economia›d“o e, VQP êê- ('l: - 59 'Ú Ê” cá VG V
n
.no
município dei~`=lori'anÓpolis,que
consta hojeno
registroda
junta comerciaido
estadode
Santa Catarina /"'« Hz. Cz,
O
U-*1w
C) o
riurnerode 398
paniíicadoras, será estudado a iníiriidade dos problemas empresariais- e“a”causa"da*“inortaiidade”' dasmicro
e pequenas' emp1'esas`nosetor
de
paniíicaçãoda
grande Florianópoiis,o
estudo procura, i1Ivestig'a`r os ía”lores×`queievarn
uma
erúpresaiao fiacasso.1.-2 -'
oaóarivo
GERAL
' uVerificar as causas"da'í\:/íortalidade' das
Micro
e peque1ias*Einpresas-no' setor-de
panificação de
Florianópolis,nos
primeiros 'cincoanosde
atividade. _'
1.3 -
oBJETWos*'EsPacÍFrcos1'i
Os
objetivos específicos pretendem:-Apresentar as características das
micro
epequenas
'empresasdo
setor.-'Verificar as causas
da
mortalidade e 'sucesso das 'empresasno
setorde
paniñcação.`
- Analisar junto
às empresas
o'motivo
d"a'extiuç-'ão d`a*e'u¡presa~. '1.4 -
METODOLOGIA
A
metodologiade
realizaçãodo
trabalho consistiuem
pesquisarum
número
de
'empresas -que estivessem
no
periodode
cinco anosde
sua criação, criadasem
Florianópolisentre
1997
e 2002, empresasem
atividade e extinta; ' AA“bas'e ainostfal'pa1“a"seleção-'das
empresas
pesquisadas consistiuem
dois tiposde
questionários, diferentemente para empresas'
em
atividade ea extinta,o
numero
de
empresas'entrevistadas foi
de
10em
atividade e 10 extintas, a pesquisa se realizouno
mês
deAgosto
de
2002
e foicomposta
a partirdo
cadastroda
Junta Comercial.O
principal-fiiistrtnnerito utilizadona
coletade
informações' foram' questionários elaborados,com
perguntas estruturadas, objetivando levantar fatores' importantes" para analisar as causasda
mortalidadeedas
micro 'epequenas
empresasdo
setor'Alem
do
levantamento atravésde
pesquisa direta, forame realizadas reuniõescom
o
presidente'do
'Sindicatodos
Panificadores parao
aproftmdame`nto'de informações sobre4
1.4.1
-
Metodologia para
o objetivo específico 1Para ter
um
quadro das características dasmicro
epequenas
empresas,foram
feitos levantamentos junto ao Sindicato dos Panificadores
(SINPAN)
e junto a Federação das Industriasdo
Estado de Santa Catarina (FIESC).A
coleta dos dados foi feita atravésdo
questionário aplicado a
20
empresas. Esses dados possibilitaram caracterizar asPequenas
eMicro Empresas (Pme) do
setor, quanto ao seu tamanho, capacidade de produção,número
de funcionários, apresentar
também
a posição deste tipo deramo
na economia
local, verificar se este estabelecimento esta localizadoem
um
ponto de importância para os freqüentadores, qual o tipo de concorrênciaque
sofre, tudo isto através de pesquisa decampo.
1.4.2
-
Metodologia para
o objetivo específico 2A
análise sobre a causa da mortalidade das micro epequenas
empresas, foiimportante para o
conhecimento amplo
da matéria, ométodo
utilizado foi através de pesquisaem
biblioteca, livros e artigos de jornais, entrevistasem
órgãos competentesno
governo, Junta Comercial,
SEBRAE,
Banco
deDesenvolvimento
etambém
pesquisana
Internet.
1.4.3
-
Metodologia para
o objetivo específico 3Para realização deste objetivo foi feito
um
cadastro deempresas
extintas, a partirdaí, foi realizada
uma
coleta de dados para saber omotivo do fechamento da
empresa. Estacoleta de dados servirá para o preenchimento
do
questionário feito aos proprietários dasextintas
empresas do
setor.Este processo envolve as seguintes etapas:
a-)
Busca
daempresa
(a partirdo
número
no
registro daempresa na
JUCESC).
b-) Visita ao endereço da
empresa
(ida ao local registradona
JUCESC, como
endereço sede da empresa). _
_
c-) Consulta a_ vizinhos e/ou
novo
inquilinodo
imóvelque
deveria ser a sededa
empresa.
d-) Visita à imobiliária
ou
administradora da instalação, consulta ao proprietário5
CAPÍTULO
II2
-
A
MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
Neste capitulo será estudado
um
pouco
sobreMicro
ePequenas
Empresas,um
entendimento sobre os critérios utilizados para a classificação, a importânciacomo
fator de desenvolvimentosocioeconômico
e os problemasmais
existentes.É
de fundamental importânciatambém
neste capitulo o papeldo
empreendedor
naMicro
ePequena
Empresa
(Mpe), que aparececomo
uma
figura essencialna
dinâmica da empresa.2.1-
CLASSIFICAÇÃO E DEFINIÇÃO
DE
MICRO
E
PEQUENAS
EMPRESAS
(MPES)
O
número
deempregados
e o faturamento bruto anual sao os critériosmais
utilizados para definir o porte das empresas.
Segundo
oSEBRAE
e oIBGE,
no
Brasil o critériomais
utilizado para a classificação quanto ao porte daempresa
eo
número
de empregados,como
mostra oquadro II. I
H
Quadro
II - Classificação dasMPES
segundo
onúmero
deempregados
PORTE
UÍ
- -
Empregados
¿_-;
Microempresa
_No
comércio
e serviços até 09empregados
Na
indústria ate' 19empregados
Empresa
de
Pequeno
Porte
No
comércio
e serviços de 10 a49 empregados
Na
indústria de20
a99
empregados
Empresa
de
Médio
Porte
No
comércio
e serviços de 50 a 99empregados
Na
indústria de 100 a499 empregados
Empresa
de
Grande
PorteNo
comércio
e serviçosmais
de 99empregados
Na
indústriamais
de499 empregados
6
O
segundo
critériotem
relaçãocom
o faturamento anualda
empresa, de acordocom
o quadro III.Quadro
III - Classificação dasMPES
segundo
o faturamento bruto anualPORTE
V'
Faturamento Bruto
Anual
Microempresa
Até
Rs
244.000,00Empresa
de
Pequeno
Porte
EntreR$
244.000,00 eR$
1.200.000,00Fonte: Lei Federal no. 9.841, de 05/10/99 (Estatuto da
Micro
ePequena Empresa)
Apesar
de os critérios de classificação disponíveisserem
muitos e variados,MORELLI
(1994) acreditaque
é possível separá-losem
dois grupos: os que sevalem
devariáveis qualitativas e os
que
adotam
as quantitativas.As
variáveis qualitativas sãoaquelas
que
dizem
respeito, basicamente, àforma
de administração e ao tipo de inserçãono
mercado,
em
quanto as quantitativasnormalmente têm origem
em
informações contábeisdas
empresas
e nos censos econômicos.As
variáveis qualitativas utilizadascom
maior
freqüênciana
classificação dasMPES
são:0 o ingresso ao
mercado
de capitais e as inovações tecnológicas;0 o nível de divisão
do
trabalho especializado;0 o nível de especialização de mão-de-obra;
0 a existência de relacionamento pessoal entre administrador,
empregados
e fornecedores;0 a existência de relações externas e internas de tipo essencialmente
pessoal;
i
0 a ausência de
um
sistema de informação paratomadas
de decisões;0 a
forma
e o grau de concorrência;0 o tipo de
máquinas
e ferramentas utilizadas;0 a caracterização da tecnologia adotada (tradicional
ou moderna,
nacionalou
estrangeira, capital intensivoou
trabalho intensivo);0 a existência de participação direta
do
proprietáriono
progresso de produção; comercialização e/ou prestação de serviços;7
0 a falta de
conhecimento
e de utilização demodernas
técnicasde
administração.
A
maior
barreirana adoção
de critérios qualitativos de classificação e' adificuldade de sua efetiva constatação devido ao fato de essas variáveis,
em
sua maioria,estarem assentados
em
conceitos de dificil mensuração.As
principais variáveis quantitativas utilizadas para a identificação dasMPES
são:0 o
volume
deemprego;
'0 o investimento realizado (ativo fixo); 0 o faturamento;
0 a potência instalada; 0 a produtividade; 0 o capital social;
0 o patrimônio liquido e a participação
no
respectivo mercado.As
duas principais causasque
dificultam a utilização dessas variáveis são: a faltade
um
sistema contábil organizado nasmicro
epequenas empresas
e a baixa precisão dosdados
provenientes de levantamentos e censos econômicos.A
classificação e'uma
lnecessidadenão
apenas formal,mas
de caráter práticorelacionado tanto
com
a política definanciamentos
bancários,ou
de qualquer natureza,como também
para possibilitar os estudos estatísticos, feitos por instituiçõescomo
oSEBRAE, IBGE
eFIESC.
.Segundo
SEBRAE
(1999), cerca de98%
dasempresas
existentesno
País sãomicro
eipequenas empresas
-
industriais, comerciais e de serviço-
responsáveis
em
média
por
80%
dosempregados
e60%
do
valor da produção nacional.As
micro epequenas empresas
desempenham
um
importante papelno
contextodo
país,
não
só pelo fato de gerarnovos
empregos. Geralmente, osempregos
oferecidos pelasmicro
epequenas empresas não exigem mão-de-obra
qualificada, principalmenteem
setoresonde
a oferta demão-de-obra
é maior.O
segmento
de 'prestação ide serviços éum
dosque mais
cresceno
Brasil, asmicro
e
pequenas empresas
são responsáveis por grande parte dos serviços demanutenção
dos produtos fabricados pelas grandes empresas.As
micro
epequenas empresas
mostram
muitas vantagenscom
relação às grandes›
8
contato
com
seus variados públicos (clientes, funcionários, etc).Dessa
maneira, fica visívelo relacionamento individual que elas
podem
tercom
esses elementos, oque
é difícilacontecer
com
as grandes empresas.2.2
-
A IMPORTÂNCIA DA MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
A
notável importânciaeconômica
e social dasPMEs
não
se limita a paísesem
desenvolvimento,como
o Brasil. Independentedo
grau de industrializaçãoou do
nível de desenvolvimento, apequena
emedia empresa tem
uma
substancial importânciana
evolução da sociedade,~do ponto `de vista
econômico
e social.Segundo
CHER
(1990), asPMEs
possuem algumas
características próprias e exclusivas.A
significativa contribuiçãona
geraçãodo
produto nacional,na
absorção de mão-de-obra,na
flexibilidade locacional (espalham-se invariavelmente por todo territórionacional,
desempenhando
importante papelna
interiorizaçãodo
desenvolvimento), sãoalgumas
destas características quefazem
asPMEs
importantes.A
pequena empresa
apresenta
melhor
desempenho
em
atividadesque requerem
habilidadesou
serviços especializados,ou
seja, apequena empresa
acaba levandovantagem
sobre as grandesorganizações, devido a sua
menor
complexidade
estrutural, asPMEs
podem
executar trabalhosmais
artesanais e personalizados,que
lhepermitam
levar vantagens sobreempresas
de grande porte.`
CHER
(1990),_destaca que apequena empresa
muitas vezes operaem
mercados
de
demanda
flutuante.As
empresas
grandes, antes de arriscarem investimentos, precisam,geralmente, determinar tendências e se o
mercado tem
potencial suficiente para produzir resultados significativos, ao passo que apequena
empresa, entracom
vantagem
em
mercados
desconhecidos porque é capaz de reagir rapidamente de acordocom
a evolução das condições.As
empresas
menores
concentram-semais
proximamente
de seus mercados, reagindo rapidamente àsmudanças que
nele ocorrem.Vale
dizerque
em
virtude de suaproximidade
com
omercado
em
que
opera, opequeno
empresário é capaz de perceber,muito cedo, os sinais de
mudanças.
Isto lhe permite agircom
rapidez, o que, obviamente,não
e' tão fácilquando
se trata deempresas
de grande porte.Os
estudosdo
processo de industrialização revelamsempre
a importânciada
pequena
emedia empresa moderna
dentro da estrutura industrial e o papeldinâmico que
desempenha
no
sistemaeconômico
ena
promoção do
desenvolvimento econômico.9
Segundo
BNDES
(2002), a geraçãodo
número
deempregos
nasmicro empresas
tem
sido substancialmentemaior
que nasempresas
de grande porte: o saldo entre contratações e desligamentos foi de 29.652novos
postos de trabalho entre 1995 e2000
nasempresas
de grande porte, enquanto nas micro, foimais
deum
milhão e quatrocentos mil.Em
todo o país, onúmero
de trabalhadoresem
empresas
de grande porte cresceu0,3%
no
mesmo
período, nas micro empresas, o crescimentodo
número
de trabalhadores foi de25,9%,
mostrando
o valor dasmicro
empresa.Segundo
BARROS
(1978),normalmente
se concluique
as caracteristicaseconômicas
dapequenas empresas
são,em
geral,uma
menor
intensidade de capital,menores
produtividades,menores
salários emenores
relações capital/produtodo
que nas grandes empresas.Uma
pequena empresa
étambém
um
pequeno comprador
e dispõe demenores
poderes de barganhado que
uma
grande empresa,em
relação ao fornecedor de matéria prima. __i
-
No
que
tange à importância dapequena
emedia empresa no
cenário mundial, sobretudo nos paísesmais
avançados (Itália,Alemanha,
Japão), a presençada
pequena
emédia empresa
tem-se constituídoem
fator básico para o fortalecimento industrial eo
preenchimento de
uma
importante lacuna social, que é a absorçãoda
mão-de-obra.Por
isso,
no
mundo
todo, apequena
empresa,tem
recebidomedidas
de apoio.BNDES
(2002) exemplifica asmedidas
elaboradas às pequenas emedias empresas
em
alguns países :A)1tália - criação de distritos industriais
com
especialização produtivaem
que
prevalece apenas
um
setor,ou
um
grupo de sub-setores estreitamente relacionados; -criação de centros técnicos
com
a participação de empresas,câmaras
de comércio,associações de empresas, governos regionais e a universidade.
B)Alemanha
-plano de pesquisa e tecnologia,
com
alocação de 25 a30%
dos gastosfederais
em
pesquisa e desenvolvimentona
área civil reservados ápequena
e àmedia
empresa; -
programas
federais de auxílio ànova
empresa, principalmente paraformação
de capital; -medidas
fiscais para a reduçãodo ônus
sobre aspequenas
empresas: redução da taxa de comércio,
do
imposto sobre a propriedade e autorizaçãode depreciação de
10%.
C)Japão
- criação,em
1947
da agência para apequena
emédia
empresa, ligada aoMinistério da Indústria e
do
comercio Internacional; - concessão deempréstimos
diretos por três bancos governamentais; - lei provisória sobre a
promoçao
da indústriaeletrônica.
10
D)França
- introdução de legislaçãoem
1985,que
permite o estabelecimento desociedades limitadas
com
apenasum
membro;
- lei de 1982 sobre o direito derepresentação de trabalhadores
empregados
porpequenas
empresas. Estabelecimento de comitês setoriaisou
inter-setoriais conjuntos paraque
assistam àconcepção
eimplementação de
acordos coletivos de trabalho e paraque
investiguem reclamaçõesindividuais
ou
coletivas; - descentralização administrativa, introduzida pelo governosocialista
em
1982 e 1983.As
micro e apequenas
empresas
representamum
importantesegmento na
economia
de diversos países,como
sepode
ver, recebendoum
tratamento diferenciadoem
razão da sua importância socioeconômica. Tal incremento éum
doscomponentes
indispensáveis para o sucesso nesse
segmento
empresarial.2.3
-
PROBLEMAS
BÁSICOS
DA MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
SOLOMON
(1986), ao estudar osproblemas
damicro
epequena
empresa, afirmaque
ospequenos
empresários apresentam três pontos fracos principais:1) Análise inadequada
ou
superficial para a escolha inicialdo
ramo
de negócio2) Capitalização insuficiente 3)
Capacidade
gerencial medíocre.Como
resultado, a maioria dospequenos
empresários estabelecem seus negócioscom
base na facilidade de entradaem
determinadoramo
de negocio,em
vez de estudos sobre a oportunidade de lucros.A
escassez de capital cria obstáculos para o empresário desde o início,impede que
ele faça os investimentos de capital
em
maquinaria para a substituição demão-de-obra que
conduz
aoaumento
da produtividade e a lucratividade satisfatória.Essa
escassez de capital transforma os esforçosno
sentido de implantaruma
organização comercial especializada e eficiente. Impossibilita o
pequeno
empresário defazer
um
combate
aos custos cada vezmais
crescentesno
ambiente comercialnum
dado
periodo qualquer.
A
escassez de capital é o principalargumento
responsável pelo fato daspequenas empresas
estaremcomumente
fadadas a períodos de vida muito curtos.A
capitalização precária dapequena empresa
significa que seus horizontestemporais de investimento são curtos, os retornos
devem
ocorrer rapidamente paraque
oempreendimento
possa sobreviver.Na
maioria dos casos, essas exigências de investimentoll
Uma
lucratividade baixaconduz
opequeno
empresário auma
baixa retenção de ganhos,sem
o
reinvestimento desses ganhos, aum
nível suficiente para reaplicar na empresa, torna-se impossível o crescimento dapequena empresa que
fica perdidanum
labirinto de dívidas e
compromissos
bancários.Recursos insuficientes forçam o
pequeno
empresário a se estabelecerem
áreas dealuguéis baixos.
Os
aluguéispodem
ser baixos pelo fato deque
a localização é precária,talvez fora
da
rua principalou
numa
área de população pobreou
de baixomovimento
populacional, e o espaço
é.demasiadamente
restrito para acondução
deum
negocio lucrativo e capaz de expansao.Esta ocorrência é muito
comum
entre ospequenos
varejistas,um
localpequeno
prejudica aqueles
que procuram
vender artigoscom
pequena
margem
de lucro e de grande saída.SOLOMON
(1986) diz que oproblema
de capitalização insuficiente é muitas vezesacompanhado
de falta de perspicácia comercial na escolhado
ramo
de negócioem
que
sevai entrar, as vezes o
pequeno
empresário entranum
ramo
de negócioque
o colocaem
concorrênciacom uma
companhia
de grande porte.Com
freqüência ainda maior,no
entanto, opequeno
empresário entranum
ramo
em
que
há
muitos outros depequeno
portecomo
ele, isto é, aquelesque
escolheram omesmo
ramo
justamente por causa d_a facilidade de entradaou ganhos acima
da expectativa eno
fim
ninguém consegue
*auferir lucros compensadores.Os
problemas do pequeno
empresários' são freqüentemente acirrados pela falta desofisticação e habilidade gerencial. Estoques, por exemplo, é
uma
arte, omovimento
rápido de
uma
ampla
gama
de mercadorias é a chave para a lucratividade.No
entanto, omovimento
muito lentodo
estoque de muitaspequenas empresas
ébastante
comum.
Isto leva à fixação demargens
de lucrodemasiadamente
elevadas oque
afeta a capacidade de concorrência, da mercadoria que
não
tenhaum
movimento
rápido.Um
outroexemplo
de falta de habilidade gerencial éno
caso deuma
contabilidadeineficiente,
impede
opequeno
empresário de obterum
quadro claro dos problemas do seunegócio, o
que
acaba impossibilitando a formulação de soluções para osmesmos.
Faz,também,
com
que
se torne muito difícil a preparação dos tipos de informações financeiras exigidas pelos bancos para a concessao deempréstimos que
podem
permitir aopequeno
12
Os
pontos fracosque
ospequenos
empresários apresentam visto anteriormente porSOLOMON
(1986)podem,
naturalmente ser anulados pela formulação deuma
política inteligente depequena
empresa.Na
formulação deuma
política depequena
empresa, o objetivo primordial deuma
política desta naturezadeve
ser a preparaçãodo
“campo
do Jogo” econômico
que dê apequena empresa
a oportunidade de igualdadena
disputa.Uma
política depequenas empresas
deve tercomo
objetivo principal facilitar oestabelecimento de novas
empresas
eremover
as barreiras competitivas inibidoras para aspequenas empresas
existentes.O
crescimentoeconômico
geral atenuaem
parte estes problemas, pois apequena empresa
émais dinâmica
neste tipo de ambiente.Mas
onde
o crescimentonão
proporciona as soluções adequadas, é necessária aadoção
de políticas para cobrir as deficiências.i
A
deficiênciamais
séria hoje é o financiamento, essencial para ajudar aspequenas
empresas
aacumular ganhos
e assim dar continuidade nos negócios e afastar o fantasmada
falência. Esta deficiência
do
financiamento apresenta maiores dificuldades de superaçãopelos
mais
pobres ecom
menos
condições, pois para eles é escassa a possibilidade deacumular poupanças
a partir de seusminguados
salários e émenos
provável ainda aobtenção de
empréstimos
de parentes.A
dificuldade de financiamento bancário por parte das microempresas pode
estar associado às dificuldades encontradas paratomar empréstimos
em nome
da
pessoa jurídica.Segundo
SEBRAE
(1999) ao solicitarum
empréstimo
em
nome
de sua empresa, o empresáriotem
de atender auma
série de exigências imposta pelos bancos: garantias reais(imóveis, deposito caução, etc.), contrato social da empresa, 2 a 3 balanços,
comprovação
de faturamento,
comprovação
de bensda empresa
e dos sócios, declaração de imposto de renda daempresa no
ultimo ano,documentos
dos sócios e avalistas e certidões negativasda
empresa
e dos sócios.Sendo
assim toda esta dificuldade opequeno
empresáriotem
de enfrentarum
grande
número
de dificuldades para a suapequena empresa
sobreviver e ter sucesso.2.4
-
O EMPREENDEDOR
E
A
MICRO
E
PEQUENA EMPRESA
A
importânciado Empreendedor na formação
daMpe
(micro epequena
empresa)13
suficiente os bens e serviços necessários ao bem-estar da população,por isso o
melhor
recurso de
que
o Brasil dispõe para solucionar os gravesproblemas
sócio-econômicospelos quais passa, é a criatividade dos empreendedores, através da livre iniciativa, para
produzir esses bens e serviços.
`
SCHUMPETER
(1942) descreveu a contribuição dos empreendedores,na
formação da
riqueza deum
país,como
processo de “destruição criativa”. Este processo, éo impulso fundamentalque
aciona emantém
em
marcha
omotor
capitalista, geraconstantemente
novos
produtos,novos
métodos
deprodução
enovos
mercados; revolucionasempre
a estrutura, destróisem
cessar a antiga e, continuamente criuma
nova.(DEGEN,
1989).Foi o processo de destruição criativa
que
tornou obsoleta a caneta-tinteiroem
favor da esferográfica, a válvula eletrônica
em
favordo
transistor, a régua de cálculoem
favorda
calculadora eletrônica.Em
todos esses casos eem
muitos outros, foi a criatividadedos
empreendedores que
substituium
produtoou
serviçomais
caro emenos
eficiente poroutro
mais
barato,que
executa nielhor sua função.As
vantagens para todos são evidentes.Constantemente
somos
beneficiados por bens e serviços melhores emais
acessíveis.Com
o processo de destruição criativa é possível desenvolver a capacidadedo
país
em
produzir,em
quantidade suficiente e a preçosmais
acessíveis, os bens e serviços necessários ao bem-estar da população.Ser
empreendedor
significa ter,acima
de tudo, a necessidade de realizar coisas novas, pôrem
práticas idéias próprias, característica de personalidade ecomportamento
que
nem
sempre
é fácil de se encontrar.Segundo
DEGEN
(1989) existem dois tipos de necessidade de realizar.A
necessidade de realizar é aambição do empreendedor
em
vencer todas as barreiras e dificuldades, inclusive todos os empecilhos,no
desenvolvimento de seuempreendimento;
O
primeiro tipo:Uma
minoria que,quando
desafiada poruma
oportunidade, está disposta a trabalhararduamente
para conseguir algo;O
segundo
tipo:Uma
maioriaque na
realidadenão
se importa tanto assim.As
pessoasque
tem
necessidade de realizar sedestacam
porque, independente desuas atividades,
fazem
com
que
as coisas aconteçam.DEGEN
(1989) afirmaque
há fatores inibidoresdo
potencial empreendedor,há
muitos fatores
que
inibem o surgimento denovos
empreendedores.Os
doismais
importantes são:
imagem
social e disposição de assumir riscos.14
0
Imagem
SocialA
maioria das pessoas quetem
sucessoem
suas carreiras profissionaisnunca
pensaram
seriamente na possibilidade de iniciarum
negocio próprio.Não
que
essaspessoas
não
gostariam de se tornarempreendedores
bem-sucedidos, éque
significaabandonar
o conforto de sua carreira bem-sucedida, para sujar asmãos
com
atividades necessárias para iniciar.,_umempreendimento
próprio.A
realidade éque
todoempreendedor que
deseja ter sucesso precisa estar disposto,no
início, a desenvolver elemesmo
todas as atividadesna
sua empresa,como
por exemplo,fazer compras, atender pessoalmente a clientes e fornecedores, vender, entregar, fazer contabilidade e, eventualmente, ate' limpeza.
Porem,
muitospensam
que, após terematingido
uma
boa
posiçao, as tarefas necessárias pra iniciarum
novo
negóciovao
prejudicar a sua
imagem
social.0 Disposição Para
Assumir
RiscosNem
todas as pessoastêm
amesma
disposição para assumir riscos, muitos precisam deuma
vida regrada, horários certos, salário garantidono
fim
do
mês
e assim por diante. Esse tipo de pessoanão
foi feito para ser empreendedor.O
empreendedor, por definição,tem
de assumir riscos, e seu sucesso estana
capacidade de convivercom
eles.Os
riscosfazem
parte de qualquer atividade e é precisoaprender a administrá-los.
-
De
outrolado, o risco financeiro e profissional, para aqueles
que
decidem
iniciaroseu próprio negócio, será
muito
menor
do que
se imagina, se esse início forbem
planejado.O
risco financeiropode
ser limitado auma
quantia predeterminada, suportável peloempreendedor, não só pelo planejamento,
mas
também
pela divisão desse riscocom
sócios, e se necessário atécom
fornecedores e clientes. Já o risco profissional é quase inexistente, porqueuma
experiência empreendedora,mesmo
que
malsucedida,normalmente
enriquece o curriculum vitae e ajuda a encontrarum
novo
emprego.Segundo
DEGEN
(1989), existeuma
grande variedade de motivos quelevam
aspessoas a ter seu próprio negócio.
Alguns
dosmais
comuns
são: vontade de ganharmuito
dinheiro,
mais
do que
seria possível na condição deempregado;
desejo de sair da rotinaelevar suas próprias idéias adiante; vontade de ser seu próprio patrão e
não
ter de dar satisfações aninguém
sobre seus atos; a necessidade de provar a si e aos outros deque
é15
capaz de realizar
um
empreendimento
e o desejo de desenvolver algoque
traga benefícios,não
só pra si,mas
para a sociedade.Para cada
um,
os motivos sãouma
ponderação dos acontecimentos, acrescidos dealgumas
particularidades próprias de cada empreendedor.Mas
é importante observar que,aparentemente, a maioria das
empresas
de sucesso foi iniciada porhomens
ou
mulheresmotivados
pela vontade de ganhar muito dinheiro e,em
alguns casos, pelo desejo de sairda
rotina aque
estavam submetidos.(DEGEN,
1989).Sobre a micro e
pequena empresa
pode-se concluir que:I
No
Brasil os critériosmais
utilizados para classificar asMPES
são onúmero
deempregados
e o faturamento bruto anual;I
Como
critério de classificaçao é conhecidotambém,
como
variáveis quantitativas equalitativas;
I
A
classificação éuma
necessidade não apenas formal,mas
de caráter práticorelacionado
com
a política definanciamentos
bancários Ve de analisesdo
sistemaeconômico;
I cerca de
97%
dasempresas
existentesno
País são micro epequenas
empresas,responsáveis
em
média
por80%
dosempregados
e60%
do
valorda produção
nacional;
I
A
significativa contribuição na geraçãodo
produto nacional, na absorção demão-
de-obra, na flexibilidade locacional;
I
A
geraçãodo
número
deempregos
nas microempresas
temsido
substancialmentemaior
que nasempresas
de grande porte.Em
todo o país,número
de trabalhadoresem
empresas
de grande porte cresceu0,3%
no
mesmo
período, nasmicro
empresas, o crescimentodo
número
de trabalhadores foi de25,9%;
I
As
micro representamum
importantesegmento
naeconomia
de diversos países,recebendo
um
tratamento diferenciadoem
razãoda
sua importância socioeconômica;I
Quanto
aos problemas damicro
epequena empresa
ospequenos
empresáriosapresentam três pontos fracos principais : análise inadequada para a escolha inicial
do
ramo
de negócio,capitalização insuficiente,capacidade gerencialmedíocre
e ofinanciamento
como
uma
barreira para o inicio daMPE;
16
A
importânciado Empreendedor
naformação
daMicro
epequena empresa
émedida
por sua capacidade de produzirem
quantidade suficiente os bens e serviçosnecessários ao bem-estar da população.
Ser
empreendedor
significa ter a necessidade de realizar coisas novas, pôrem
prática idéias próprias,tem
de assumir riscos, e seu sucesso esta na capacidade de convivercom
eles;1
›
l7
CAPITULO
III3
-
FATORES DE SUCESSO
E
FRACASSO
NA MICRO
E
PEQUENA
EMPRESA
Este projeto
tem
como
finalidade o propósito de levantar a causada
mortalidade da micro epequena
empresa, principalmente nos primeiros cinco anos de existênciada
empresa.
Ao mesmo
tempo
através deuma
comparação
entre as atividades dasempresas
que
permanecem
em
atividade e asque
fecharam, identificaremos fatores associados aosucesso
ou
insucessono
mundo
dos negócios.Essa
comparação
entre asempresas
( ativa e extinta), envolveuma
avaliaçãoda
postura e visão empresarial permitindo
uma
melhor
compreensão
doscaminhos que
auxiliaram
no
sucesso e insucesso empresarial.É
importante salientarque
a extinção deuma
empresa,que
possa ser vistocomo
o insucessodo empreendimento, não
significa, de maneiranenhuma
o fracassodo
empreendedor,uma
vezque
as circunstanciasque
levam
ao
fechamento
deuma
empresa
são asmais
variadas eem
alguns casos o empresárionão
pode
controlar.Este projeto mostrará quais são os problemas, necessidades e expectativas, de
quem
constituiuma
empresa, formulará informações sobre fatoresque
auxiliemno
sucessodessas pessoas e contribuirá para que
ampliem
oconhecimento
sobre fatores quelevam
ao sucessono
mundo
dos negócios.3.1
-
FATORES
PARA
O
FRACASSO
EMPRESARIAL
A
cada ano, “milhares 'de pessoas tentam a sortecomo
empreendedores
nosdiversos
segmentos do mercado
de trabalho, tentam fazeruma
vida de empresário e sobretudo
um
empresário vitorioso, só que esbarramem
algumas
dificuldades inesperadas. Estima-se,segundo
dadosdo Departamento
de RegistroComércio do
Ministérioda
Industria e
Comércio, que aproximadamente
80%
dasempresas
criadasnão
chegam
atingir2 anos de atividade e que apenas
10%
conseguirão completar 5 anos de atividade, ou seja,estas ultimas são as sobreviventes que
conseguem
se consolidarcomo
empreendimento
bem-sucedido
(SEBRAE,
1 999).18
PEREIRA
(1995) diz,que no
campo
empresarial, parte-sedo
ponto de vista deque, ao ingressar
no
mercado, onovo empreendimento
encontra-seem um
campo
de batalha:há
uma
competição de vários concorrentes pelosmesmos
clientes potenciais. Para vencer a batalha, e estepode
ser o principal critério de sucessodo
novo
negócio,algumas
qualidades são requeridas
do empreendedor
edo empreendimento,
embora
elaspossam
seranalisadas
em
separado, na prática são interdependentes: as qualidadesdo empreendedor
determinam
as qualidadesdoempreendimento.
Ao
comparecer
à junta comercial da cidade,onde
são efetuados todos os registros formais dasempresas
de natureza comercial, encontrara a qualquermomento
uma
fila depessoas
-
empreendedores
e despachantes-
encerrando atividades deum
empreendimento;
mas, provavelmente, encontrará, ao lado, outra fila, possivelmente até maior, das que estão registrando abertura de
uma
nova
empresa. Se tiver curiosidade de conversarcom
algumas
das pessoas da
segunda
fila, certamente reconhecerá várias delas que,há pouco
tempo
atrás, estiveram naquele
mesmo
local, sóque
na primeira fila estiveram encerrandouma
empresa,mas
o seu espiritoempreendedor
os levou a persistirna
busca de seus objetivos.Segundo
PEREIRA
(1995), Quais são, então, os motivosque levam
um
empreendimento
ao fracasso?Se
esta pergunta for feita ao próprioempreendedor que acabou
de passar poruma
experiência de fracasso", certamente ele, tenderá a explicar a situação por
meio
de fatosexternos ao
empreendimento
em
si,como:
“A
culpa édo
governo.”“O
mercado
está muito ruim.”“Os
concorrentesnão têm
ética.”“Os
juros dos bancos são agiotagem.”No
entanto,PERE1RA
(1995) fazuma
análise técnica para encontrar enominar
ascausas
do
fracasso, chegaria a conclusões totalmente diferentes: os jurosestavam
altos; osclientes
perderam
a fidelidade àmarca
e os fornecedores sóbuscavam
vantagens para sipróprios.
No
entanto, estas dificuldades são enfrentadas por quase todos euma
boa
partedos
empreendedores
consegue ter sucesso. Então, a conclusão parece óbvia : se o ambientede negócios é igual para todos os
empreendimentos que
eles participam-
asameaças
e oportunidades teoricamente são asmesmas
para todos, 0que
diferencia o resultadodo
. 19
Segundo
oSEBRAE
(1999),no
Brasilou
em
qualquer partedo
mundo,
abrir efazer prosperar
uma
pequena empresa
éuma
aventura de alto risco.Dados
do
Serviço Brasileiro deApoio
àMicro
ePequena
Empresa
mostram que
apenas três de cada deznovos
negócioschegam
ao quinto ano de vida.A
boa
noticia éque
essa realidadecomeça
amudar.
Os
riscos são osmesmos
de sempre,mas
uma
parte razoável dosnovos
candidatos a empresárioforma
um
time preparado para os desafios a ser enfrentados porum
empreendedor.Eles
chegam
orientados por consultores, por universidadesou
órgãos do_governo.Alguns passam
por triagens tão severas que,quando
efetivamentemontam
um
negócio, suas chances de vencer sãobem
maioresdo que no
passado.Há
franquiasque
chegam
a recusarnove
em
cada
d”e`z candidatos por considerarque
elesnunca
terão sucesso.Algumas
mudanças
estão tornando a vidado empreendedor
de primeiraviagem
menos
volátil.Uma
delas é a informação, os especialistas
notam
que muitas daspequenas empresas
de sucessoque
estão surgindo são quaseum_prolongamento do
trabalhoque
osnovos
empresáriosexecutavam quando eram
empregados.Os
motivosdo
fracasso são quase aimagem
reversa dos motivos de sucesso,ou
seja, o empresário fracassa por deixar de utilizar aquelas características pessoais e
instrumentos gerenciais que
podem
estar sob seu controle.Não
é preciso esperar o governo, os Bancos, os fornecedores enem
os clientes paratomar algumas
atitudes edecisões
que
o próprio empresário controla.Quanto maior
o espírito empreendedor,maior
é a capacidade de assumir riscos,mesmo
que
eles nãopossam
ser calculados; é possível, portanto, gerencia-los, oque
implica
competência
gerencial.Uma
pesquisa feita porVALE
(1998) apresentou as principais variáveis associadas à mortalidade das micro epequenas empresas
nos cinco primeiros anos de vida, destacandoalgumas
características:I Porte: quanto
menor
for oempreendimento,
maiores serão seus riscos deextinção;
I Idade: quanto
mais novo
for o empreendimento, maiores serão os_riscosde extinçao, sobretudo
no
primeiro ano;I Escolaridade: a escolaridade básica amplia as chances de sucesso
do
empreendimento no
mundo
dos negócios.Quanto maior
for a escolaridade, melhores serão as chances de sucesso;20
I Experiência previa: a experiência previa
no
ramo
de negócios amplia aschances de sucesso; ç
I Disponibilidade .de capital
na
aberturada
empresa: amplia as chances desucesso
do empreendimento;
I
Boa
identificação e avaliação de oportunidadecom
formataçãoadequada
do
negocio;I
Ajuda
profissional: o recurso aum
profissional nacondução
dos negóciosparece ampliar as chances de sucesso
do
empreendedor;I
A
resposta à pressão socialou
econômica
exercida de maneiraindiscriminada sobre certos
segmentos
da populaçãono
sentido de abriruma
empresa,pode
ampliar as chances de fracasso;I
Foco no
mercado:maior
preocupaçãocom
o cliente e omercado
pareceampliar as chances de sucesso
do empreendimento.
Segundo
VALE
(1998)uma
variávelpode
exercer impacto sobre outras, determinandoque
oempreendimento
tenha maioresou menores
chances de sucessoou
fracasso, concluindo
que
o sucessodo empreendimento
estatambém
associado a variáveis ambientais.Associado
à naturezado mercado
ou à conjuntura econômica, existe,sem
sombra
de dúvida,um
espaço para o exercício de estilos e vocações individuais capazes de ampliarou
reduzir as chances de sucessodo
empreendedor.Segundo
PEREIRA
(1995), é possível elaboraruma
lista de motivosque
efetivamente
têm
levado muitosempreendimentos novos
ao fracasso.Quanto
aos aspectos técnicos os dois motivos principais são: o primeiro, falta de experiência empresarialanterior; este talvez seja o
mais
importante, pois dele decorrerão diversas outras falhas: eo
segundo motivo
é a falta de competência gerencial: estemotivo
é, a explicação de todo ofracasso empresarial.
9
'
Os
itens a seguir apenas detalhamem
que
área oempreendedor nao
conseguiu demonstrar sua capacidade gerencial.Na
área mercadológica:I
desconhecimento do
mercado: oempreendedor não
fezuma
pesquisade
mercado adequado
antes de iniciar o negócio.Assim, conhece
pouco
o perfil dos seus clientes (daí porque estesnão
são fiéis aoproduto/serviço da empresa) e