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ebook Dicas - Processo Penal Inquérito Policial

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ESTUDARPARAOAB.COM.BR 01

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais de um domicílio ou residência (art. 72, § 1°, CPP).

Assim, em regra, o CPP adota a teoria do resultado e, excepcionalmente, a teoria da ubiquidade.

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia. Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

O procedimento é escalonado.

A primeira fase se inicia com o oferecimento da denúncia e se encerra com a decisão de pronúncia (judicium accusationis ou sumário de culpa).

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Somente a parte prejudicada poderá alegar a nulidade.

- A nulidade de um ato ocasiona a nulidade daqueles decorrentes.

qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso. - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena. - REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

A apelação é a expressão do duplo grau de jurisdição no processo penal, permitindo a impugnação das sentenças condenatórias ou absolutórias e das decisões definitivas ou com força de definitivas, nas hipóteses legalmente apresentadas.

Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal. Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente). Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso). Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas). São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria; b) Trânsito em julgado.

São hipóteses de cabimento da revisão criminal:

a) Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência dos autos; Escrito Mas admite a utilização de sistemas audiovisuais (não é

necessária a degravação).

Sigiloso Em regra, mas as informações já documentadas devem ser disponibilizadas à defesa.

Discricionário o CPP elenca diligências possíveis, mas não obrigatórias.

Inquisitivo

Não tem contraditório e ampla defesa. Porém, importante destacar que admite intervenção da defesa (sem contraditório, contudo)

Indisponível

Cabe ao delegado, decidir como irá realizar as investigações.

O CPP elenca diligências possíveis, mas somente algumas são obrigatórias (Ex: exame de corpo de delito em crimes que deixam vestígios

(3)

São características do IP:

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais

O titular da ação penal privada é o ofendido (quando conta com capacidade processual) ou seu representante legal e a peça acusatória a chamada

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Por outro lado, as nulidades absolutas poderão ser reconhecidas de ofício e a qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso. - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena. - REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

É possível a apresentação das razões da apelação diretamente no tribunal. Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal. Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente). Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso). Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas). São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria; b) Trânsito em julgado.

PRAZOS para conclusão do INQUÉRITO POLICIAL (em dias) PRESO

Regra Geral (art. 10 do CPP) 10 30

Inquérito Policial FEDERAL 15 + 15 30

Inquérito Policial MILITAR 20 40 + 20

Lei de Drogas 30 + 30 90 + 90

Crimes contra a Economia Popular 10 10

SOLTO

c) Quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição de pena.

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ESTUDARPARAOAB.COM.BR 03

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais de um domicílio ou residência (art. 72, § 1°, CPP).

Assim, em regra, o CPP adota a teoria do resultado e, excepcionalmente, a teoria da ubiquidade.

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

O procedimento é escalonado.

A primeira fase se inicia com o oferecimento da denúncia e se encerra com a decisão de pronúncia (judicium accusationis ou sumário de culpa).

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Somente a parte prejudicada poderá alegar a nulidade.

- A nulidade de um ato ocasiona a nulidade daqueles decorrentes.

qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso. - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena. - REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

A apelação é a expressão do duplo grau de jurisdição no processo penal, permitindo a impugnação das sentenças condenatórias ou absolutórias e das decisões definitivas ou com força de definitivas, nas hipóteses legalmente apresentadas.

Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal. Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente). Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso). Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas). São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria; b) Trânsito em julgado.

São hipóteses de cabimento da revisão criminal:

a) Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência dos autos;

a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP)

d) juizados especiais b) Lei de Drogas (art. 55)

c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90)

Hipóteses para a defesa preliminar

(5)

São características do IP:

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais

O titular da ação penal privada é o ofendido (quando conta com capacidade processual) ou seu representante legal e a peça acusatória a chamada

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Por outro lado, as nulidades absolutas poderão ser reconhecidas de ofício e a qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso.

- PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena.

- REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

É possível a apresentação das razões da apelação diretamente no tribunal. Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal. Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente). Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso). Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas). São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria; b) Trânsito em julgado.

Pronúncia Quando existiram indícios de autoria + prova da materialidade de crime doloso contra a vida

Impronúncia Quando não há indícios de autoria ou prova da materialidade do crime doloso contra a vida

Absolvição

sumária Quando há negativa de autoria; inexistência do fato;

excludentes de tipicidade, de ilicitude ou de culpabilidade Desclassificação Quando se entende que o crime não é doloso contra a vida

Crimes de Competência do Júri Não são competência do Júri Crimes dolosos contra a vida (e os

conexos), inclusive de trânsito e no caso de militar que mata civil (em serviço ou não) ou mata militar fora do serviço.

Atenção: é possível a ampliação legal da competência do júri.

- Crimes militares e eleitorais (há separação).

- Crime culposo contra a vida - Genocídio

- Crimes com resultado morte (lesão corporal, tortura, latrocínio, etc)

- Atos infracionais (ECA)

- Foro por prerrogativa de função (exceto vereador)

c) Quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição de pena.

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ESTUDARPARAOAB.COM.BR 05

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais de um domicílio ou residência (art. 72, § 1°, CPP).

Assim, em regra, o CPP adota a teoria do resultado e, excepcionalmente, a teoria da ubiquidade.

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

O procedimento é escalonado.

A primeira fase se inicia com o oferecimento da denúncia e se encerra com a decisão de pronúncia (judicium accusationis ou sumário de culpa).

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Somente a parte prejudicada poderá alegar a nulidade.

- A nulidade de um ato ocasiona a nulidade daqueles decorrentes.

qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso.

- PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena.

- REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

A apelação é a expressão do duplo grau de jurisdição no processo penal, permitindo a impugnação das sentenças condenatórias ou absolutórias e das decisões definitivas ou com força de definitivas, nas hipóteses legalmente apresentadas.

Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal.

Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente).

Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso).

Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas).

São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria;

b) Trânsito em julgado.

São hipóteses de cabimento da revisão criminal:

a) Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência dos autos;

(7)

São características do IP:

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais

O titular da ação penal privada é o ofendido (quando conta com capacidade processual) ou seu representante legal e a peça acusatória a chamada

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Por outro lado, as nulidades absolutas poderão ser reconhecidas de ofício e a qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso.

- PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena.

- REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

É possível a apresentação das razões da apelação diretamente no tribunal.

Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal.

Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente).

Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso).

Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas).

São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria;

b) Trânsito em julgado.

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria

b) Trânsito em julgado Pressupostos da

Revisão Criminal

c) Quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição de pena.

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ESTUDARPARAOAB.COM.BR 07

O procedimento de arquivamento do IP foi modificado pela Lei Anticrime (contudo esta modificação está suspensa pelo STF. Assim ambos os procedimentos podem ser cobrados)

Antes: Ministério Público requeria o arquivamento ao juiz, que homologava ou não.

Arquivamento judicial.

Depois: Ministério Público ordena o arquivamento e remete os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação. Arquivamento realizado no âmbito do MP.

Competência territorial

Em regra, é competente o juízo do local em que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado o último ato de execução (art. 70, caput, CPP).

Será competente o juízo do domicílio do réu quando:

a) não for conhecido o local da consumação; OU

b) o querelante optar (no caso de ação penal de iniciativa exclusivamente privada, mesmo que conhecido o local da infração).

Por outro lado, aplica-se a regra a prevenção nos seguintes casos:

a) Se for incerto o limite territorial entre duas ou mais “jurisdições” ou, quando incerta a “jurisdição” por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições (art. 70, § 3°, CPP).

b) no caso de crime continuado ou permanente praticados em locais diversos.

c) quando não for conhecido sobre o local da consumação e o réu tiver mais de um domicílio ou residência (art. 72, § 1°, CPP).

Assim, em regra, o CPP adota a teoria do resultado e, excepcionalmente, a teoria da ubiquidade.

“queixa-crime”.

Defesa preliminar

A defesa preliminar é apresentada entre o oferecimento e o recebimento da denúncia.

Finalidade: Tentativa de convencer o juízo para o não recebimento a denúncia

Hipóteses: a) crimes funcionais afiançáveis (art. 514, CPP); b) Lei de drogas (art. 55); c) competência originária dos tribunais (Lei 8038/90); d) juizados especiais.

Atenção: Não sendo possível a intimação pessoal do acusado no foro do delito, quer por não ser conhecido seu paradeiro, ou por se encontrar fora da jurisdição do juiz, deve ser nomeado ao acusado defensor dativo, a quem caberá apresentar a resposta preliminar

Tribunal do Júri

O Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por 1 juiz togado, que o preside, e de 25 cidadãos, dos quais 7 serão sorteados para compor o conselho de sentença.

O procedimento é escalonado.

A primeira fase se inicia com o oferecimento da denúncia e se encerra com a decisão de pronúncia (judicium accusationis ou sumário de culpa).

Já a segunda fase tem início com a decisão de pronúncia e o recebimento dos autos pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, e termina com o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nulidades

- Não se decreta a nulidade (relativa ou absoluta) sem que haja resultado prejuízo para qualquer das partes, sendo isto cabalmente demonstrado pela parte interessada.

- Somente a parte prejudicada poderá alegar a nulidade.

- A nulidade de um ato ocasiona a nulidade daqueles decorrentes.

qualquer tempo, ainda que a sentença já tenha transitado em julgado.

Atenção: O CPP não indica as hipóteses de natureza absoluta ou relativa. Cabe à jurisprudência.

Recursos e reforma da decisão - PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS DIRETO

Se apenas o réu recorre, a decisão não pode ser agravada pelo julgador do recurso.

- PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS INDIRETO

Quando a decisão de primeira instância for nula em decorrência de recurso exclusivo da defesa, a nova decisão a ser proferida pelo juiz a quo não pode agravar a pena.

- REFORMATIO IN MELIUS

Possibilidade do órgão julgador de recurso exclusivo da acusação, melhorar a situação do réu, julgando fora dos pedidos do recurso da acusação.

Recurso em sentido estrito (RESE)

O RESE é recurso para impugnar decisões interlocutórias no processo penal, contudo também é cabível contra decisão de 1º grau que concede ou nega habeas corpus e da decisão de extinção de punibilidade.

O prazo de sua interposição é de 5 dias e 2 dias para apresentar razões recursais após a intimação

Atenção: É cabível o RESE contra decisão que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução penal (ANPP). Inovação introduzida pelo Pacote Anticrime.

Apelação

A apelação é a expressão do duplo grau de jurisdição no processo penal, permitindo a impugnação das sentenças condenatórias ou absolutórias e das decisões definitivas ou com força de definitivas, nas hipóteses legalmente apresentadas.

Agravo de execução

Trata-se de recurso cabível contra as decisões proferidas pelo juiz da execução penal.

Segue o rito do RESE (revogou várias hipóteses de cabimentos do RESE).

A legitimidade é ampla (MP, condenado, defensor, cônjuge, parente ou descendente).

Não tem efeito suspensivo e não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo.

Revisão criminal

A revisão criminal é uma ação de competência originária dos tribunais (não é recurso).

Caso procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.

Legitimidade: próprio réu ou procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (CADI).

O procedimento não admite instrução probatória (produção de provas).

São pressupostos da revisão criminal:

a) Decisão condenatória ou absolvição imprópria;

b) Trânsito em julgado.

São hipóteses de cabimento da revisão criminal:

a) Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência dos autos;

a) Contrariedade ao texto expresso de lei ou à evidência

dos autos;

b) decisão fundada em provas comprovadamente falsas; OU

c) Quando, após sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou

autorize diminuição de pena Cabimento de

revisão criminal

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Referências

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